Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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10 de out. de 2009

a vida dos cristãos do paquistão e da somália.

Navegando pelo YouTube, encontrei um vídeo [link: http://www.youtube.com/watch?v=PzrDhgTyG7Y&feature=related] de cerca de 11 minutos sobre a vida dos cristãos no Paquistão. Os quase cinco mil cristãos que lá vivem são obrigados a morar em um bairro sem água encanada, sem esgoto e sem condições de higiene. O governo muçulmano construiu um muro ao redor do bairro. Nos depoimentos, os cristãos contam como são tratados pelos muçulmanos. Eu me lembrei do tratamento recebido pelos judeus nos campos de concentração. Os muçulmanos não gostam que os cristãos que trabalham para eles fazendo serviços domésticos toquem sua comida, por exemplo. Um muçulmano, sem saber que estava sendo filmado, diz ao repórter que o muro existe porque os cristãos são ignorantes. Depois, afirma que "todos eles são drogados" e traficantes. O vídeo afirma que muitos cristãos paquistaneses vieram das castas mais baixas da religião hindu, convertendo-se ao cristianismo para escapar da religião que fazia deles párias intocáveis. O vídeo mostra, entretanto, que pouca coisa mudou para eles. Sem educação, condições de higiene e ainda vitimados pelo uso e tráfico de drogas,  os cristãos do Paquistão sobrevivem cercados de preconceitos por parte da esmagadora maioria muçulmana (95% da população). Apesar de a constituição paquistanesa garantir o respeito às minorias, os cristãos são absurdamente oprimidos. O vídeo conta que, em 1993, um cristão cego, sem saber, jogou um exemplar do Alcorão no lixo e, por ter feito isso, passou 13 anos na prisão. O Estado paquistanês é muçulmano, e as leis do país claramente consideram blasfêmias muitas atitudes que, poderíamos pensar, são inofensivas - como as mulheres não colocarem o véu na hora das orações islâmicas, mesmo as cristãs. Os cristãos paquistaneses são 2% da população, o que perfaz cerca de três milhões de habitantes. Vendo como é a situação dos cristãos em lugares como o Paquistão é que compreendemos como os cristãos no Brasil estão imobilizados pelo inimigo, fazendo nada atrás de nada, em suas igrejas luxuosas, distraídos com coisas absolutamente desnecessárias para o reino de Deus. 


Enquanto alguns pastores cobram 900 reais para a unção e outros cantam músicas de John Lennon no culto, os cristãos do Paquistão vivem da maneira como a reportagem mostrou. Na Somália, são assassinados e as igrejas destruídas: os muçulmanos são incentivados a matar os "infieis", acreditando que, quanto mais cristãos conseguirem matar, mais prêmios receberão de Allah. Veja o vídeo abaixo. Infelizmente, não pude traduzi-lo. Se alguém que lê agora esta mensagem puder fazer isso, peço que faça: é um favor para as igrejas relapsas do Brasil e seus pastores espetaculares.


Mais uma coisa: sem ver nas igrejas e nos evangélicos nem sal nem luz, cresce o número de jovens das periferias brasileiras que se convertem à religião islâmica. Sem ver nos cristãos uma santidade que vá além de hábitos, roupas e assiduidade nas igrejas, muitos decidem buscar no islamismo a profundidade espirutual que não conseguem ver na vida dos cristãos. Veja aqui: http://mayafelix.blogspot.com/2009/02/isla-cresce-na-periferia-das-cidades-do.html



9 de set. de 2009

alcinea cavalcanti: seu nome é coragem

As novas redes da Amazônia
Com o dedo no teclado e uma conexão (bem) ruim, os blogueiros do Norte são protagonistas da mais nova saga da integração amazônica
ELIANE BRUM

Alcinéa Cavalcante tem um automóvel Ka 2003, um laptop, uma linha telefônica convencional, um celular, algumas dezenas de livros de poesia, roseiras de cores variadas, dois cachorros vira-latas que não param de latir e uma mangueira na casa que herdou, mas ainda não está em seu nome. A cada ano, ela recebe uma notificação da Justiça que deixaria a maioria dos brasileiros com dor de estômago, suor frio, tremedeira. É a dívida de Alcinéa com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB): segundo ela, mais de R$ 2 milhões, com juros e multas. E aumentando.

Explica-se: na eleição de 2006, quando Sarney se reelegeu senador pelo Amapá com menos folga que nas anteriores, ele processou a blogueira mais de 20 vezes. Sarney considerou abusivos posts e comentários de leitores. Num deles, enviado a ÉPOCA pelo advogado de Sarney, um leitor dizia: “Temos de mandar esse xibungo pro Maranhão, somente assim faremos justiça àquela população pilhada há anos por uma família de jagunços que se utilizam dos métodos mais desprezíveis para combater qualquer um que cruze o caminho desses viciados em corrupção”.

Alcinéa conta que ficou bem nervosa nas primeiras notificações. Não tinha advogado nem sabia o que fazer. Nos dias seguintes, passou a receber até três notificações de cada vez, e o oficial de Justiça já tomava cafezinho na casa dela. Alcinéa entregou a Deus. “Se eu devesse R$ 10, 12 mil, não dormiria, porque é um valor que, parcelando, dá para pagar”, diz ela. “Mas mais de R$ 2 milhões?”

Aos 53 anos, ela é a matriarca da blogosfera do Amapá, reverenciada pelos mais jovens nos encontros ao vivo dos “blogueiros do Meio do Mundo”, na cafeteria Tom Marrom. É a dona ainda do “quintal mais bem informado de Macapá”. Pelo seu portão passa uma romaria de gente, da cultura à política. Não é Alcinéa quem vai até suas fontes, mas suas fontes que vão a ela. Debaixo de uma mangueira, ela recebe informações e bloga. Só vai à rua em busca da notícia quando pressente – ou é informada por uma fonte fiel – que a Polícia Federal se prepara para uma operação. Alcinéa passa noites inteiras de campana, para pegar a PF em flagrante. Quando consegue, o blog chega a 3 mil leitores por dia.

Alcinéa só reduz a produção do blog uma vez por ano, no Carnaval – ela adora um ziriguidum, um telecoteco. Filha de um poeta que fez história em Macapá, Alcy Araújo, e de uma professora, Alcinéa escreveu a primeira poesia aos 10 anos. Tornou-se repórter de rádio aos 13. Trabalhou em rádio, TV e jornal por quase toda a vida, mas formou-se mesmo em mecânica. Dividiu as manchetes na imprensa com o ensino sobre motores de avião, carros e navios. É funcionária federal há 31 anos, 15 deles em sala de aula. Afirma não ter partido. “Fui filiada ao PT, depois me desfiliei”, diz. “Às vezes, dou R$ 50 ao PSTU.”

Quando leu um artigo sobre a internet, no início dos anos 90, Alcinéa e o único filho não sossegaram até acessar a rede por um portal de São Paulo. Pagavam interurbano. Iniciou sua aventura no mundo virtual, onde chegou a manter uma agência de notícias. Na eleição de 2004, criou o blog. E começou a mudar a relação de forças no Amapá. “A imprensa daqui depende muito dos recursos públicos, não denuncia nada que contrarie os interesses de quem está no poder”, diz. “Os blogs furam esse bloqueio. E as notícias vão para o mundo.”

O blog de Alcinéa costuma ter brincadeiras interativas com o leitor. Em agosto de 2006, com o título de “O adesivo perfeito”, a proposta era a seguinte: “Mande fazer um adesivo com a seguinte frase: ‘O carro que mais combina comigo é o camburão da polícia’. E bote na picape daquele candidato”. Os leitores responderam com os candidatos mais variados. Um deles manifestou-se dizendo que era “um adesivo perfeito para o Sarney”. No dia seguinte, Sarney entrou com uma ação pedindo indenização e a retirada do blog do ar. Alcinéa não recuou. Postou no blog a foto de um muro da cidade, onde estava pichado “Xô, Sarney!”. Mais uma ação.

O advogado de Sarney, Fernando Aurélio de Azevedo Aquino, é funcionário do Senado desde 1992 e hoje ocupa um posto de “assistente técnico” no gabinete do senador Gilvam Borges (PMDB), afilhado político de Sarney. Procurado por ÉPOCA, Aquino afirmou que “estava de férias” quando foi advogado da Coligação União pelo Amapá, pela qual concorria Sarney. “Não obstante a senhora Alcinéa busque apresentar-se como vítima, é preciso dizer que não foi”, disse Aquino, por escrito. “Não se tratava de representações contra a divulgação de matéria ou mesmo de opinião, mas contra publicação de agressões gratuitas e até de baixo calão.” Procurado por ÉPOCA, Sarney afirmou, por meio de sua assessoria, que considerava as respostas enviadas por Aquino satisfatórias.

O UOL, que hospedava o blog de Alcinéa, tirou-o do ar. Assim como foi retirado o blog de sua irmã, Alcilene Cavalcante. Alcinéa hospedou-se então no Blogger, a ferramenta de blogs do Google. Ao contrário de sites como o UOL, o Google não se responsabiliza – e não pode ser responsabilizado legalmente – pelo conteúdo dos blogs que abriga.

Alcinéa continuou postando. E Sarney processando. Quando ela colocou no ar a letra da canção de Chico Buarque, “Apesar de você”, Sarney processou. Ela colocou então a música em notas de violão. Depois de ter vencido a eleição, Sarney ainda processou Alcinéa mais uma vez. “Todo mundo sempre disse sim ao Sarney, e de repente alguém disse não. Ele não está acostumado a ser peitado”, diz Alcinéa.

A blogosfera reagiu ao que considerou “censura” e “abuso de poder”. A expressão “xozando”, derivada do Xô, Sarney, tornou-se popular. Mais de 50 mil blogs e sites “xozaram” no Brasil e fora dele. Em sua pesquisa, Malini detectou que o episódio Sarney deixou uma marca na blogosfera do Amapá. “Os blogueiros vivem um processo de autocensura, os posts se tornaram mais velados”, diz. Na França, Alcinéa ganhou o prêmio Repórteres Sem Fronteiras, pelo blog brasileiro que mais defende a liberdade de expressão. Em menos de dois meses, ela recebeu mais de 20 notificações da Justiça. No Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, Alcinéa perdeu a maioria delas. Depois, diz ela, seu advogado perdeu prazos nos recursos. “Por causa de matérias que fiz como jornalista, um pistoleiro já foi contratado para me matar, já dispararam tiro contra a minha casa. Mas o que o Sarney fez comigo é mais indefensável”, diz Alcinéa. “Muitas portas se fecharam, e meu filho não consegue emprego.” Na época, Alcinéa postou: “Recadinho para os velhos ranzinzas e ditadores: enquanto vocês gastam seus dias procurando motivos para me processar, eu uso meus dias para ser feliz”.

Quando se conhece Alcinéa ao vivo, a afirmação parece bem perto da verdade. Ela tem tantos amigos e o quintal é tão frequentado que dá vontade de raptá-la para a entrevista. Sua tensão só é exibida ao fumar um cigarro atrás do outro. Alcinéa tem jeito manso e se ilumina toda quando sorri. No fundo de seus olhos, porém, mora um brilho de gente boa de briga. “Eu achava que só aqui no Amapá tinham medo do Sarney”, diz. “Descobri nessa crise do Senado que metade do Congresso é patife e a outra metade é frouxa. Um por cento deve dar para respeitar.” Fotografa uma rosa do jardim e oferece aos leitores virtuais. Mais tarde vai ao templo da Igreja Messiânica Mundial do Brasil para rezar: “Peço a Deus que descongele o coração do Sarney”.

Alcinéa Cavalcante 
Endereço do blog: www.alcinea.com


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"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o reino dos céus." Jesus, no Evangelho segundo Mateus,  capítulo 5, verso 10.

2 de jul. de 2009

o mundo jaz...

Pais não revelam sexo de sua criança de dois anos e meio

Alguns pais decidem não querer saber o sexo da criança durante a gestação. Esperam pela hora do parto para descobrirem se é um menino ou uma menina. Um casal de 24 anos na Suécia levou esta prática além dessa realidade. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança (na foto acima), que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop (um nome fictício para proteção da criança) usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.

O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos a longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas.

A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”.

Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero "quando Pop quiser”.



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Provérbios 22:6 diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."

Gênesis 1:27 diz: "Assim Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.”

Eu pergunto: o que esses pais esperam de seu filho (ou filha?)? O que estão plantando? O que esperam colher?

a culpa pela "heteronormatividade" é da Disney...


Equipe de pesquisadoras culpa filmes infantis por perpetuarem a “heteronormatividade”

ANN ARBOR, Michigan, EUA, 24 de junho de 2009 (Notícias Pró-Família) — Pesquisadoras da Universidade de Michigan concluíram que as estórias de amor dos clássicos da Disney e outros filmes infantis — tais como a Pequena Sereia — são parcialmente culpados pela expansão do que elas rotulam “heteronormatividade”.

“Apesar da suposição de que os meios de comunicação infantis são livres de conteúdo sexual, nossos estudos indicam que esses meios de comunicação retratam um rico e predominante panorama heterossexual” escreveram as pesquisadoras Emily Kazyak e Karin Martin, num relatório publicado na edição mais recente da publicação Gênero & Sociedade, da Sociedade de Mulheres Profissionais de Sociologia (MPS).

Kazyak e Martin disseram que estudaram o papel de relacionamentos heterossexuais em vários dos mais importantes filmes infantis produzidos entre 1990 e 2005.

Os resultados, dizem as pesquisadoras, ilustram dois modos como os filmes infantis “constroem a heterossexualidade”: por meio de “representações de amor romântico hetero como excepcionais, poderosos, transformativos e mágicos”, e “representações de interações entre corpos sexuais em que os personagens do sexo feminino são sujeitos ao olhar atento dos personagens masculinos”.

“Os personagens apaixonados são cercados por música, flores, velas, magia, fogo, balões, roupas, luzes diminuídas, danças e banquetes cuidadosamente feitos”, observaram as pesquisadoras. “Vagalumes, borboletas, pôr-do-sol, vento e a beleza e o poder da natureza muitas vezes fornecem o ambiente — e uma conexão para a naturalidade — do amor romântico hetero”.

O comunicado à imprensa de MPS sobre a pesquisa culpou o que chamaram das “velhas idéias” de relacionamentos românticos, especificamente aqueles que se acham nos contos de fadas dos Irmãos Grimm. Esses contos em muitos exemplos inspiraram o enredo dos filmes para “tais representações pesadamente heterossexuais e glorificaram representações de relacionamentos heterossexuais”.

A equipe diz que os resultados apontam para a questão de que a heterossexualidade alcançou uma “condição que ninguém questiona” “porque o romance hetero é mostrado como poderoso”.

“As construções comuns e excepcionais de filmes heterossexuais trabalham para normalizar sua condição porque fica difícil imaginar qualquer coisa diferente dessa forma de relacionamento social ou qualquer um fora desses compromissos”, concluíram elas.

“Esses filmes fornecem representações poderosas de uma heterossexualidade complexa e predominante que provavelmente facilita a reprodução da heteronormalidade”.

O comunicado à imprensa de MPS concluiu: “O Presidente Obama declarou que junho é o Mês do Orgulho Gay, mas os filmes e desenhos para crianças continuam a perpetuar uma mensagem menos inclusiva, deixando os que estão de fora de seus limites com pouco com que construir seus próprios sonhos de um final feliz”.

A especialidade em sexualidade Dra. Judith Reisman disse para LifeSiteNews ontem que o estudo “politicamente correto” revela “a dominação crescente da heterofobia nos meios acadêmicos e a propagação de heterófobos entre os profissionais do sexo feminino”.

“Agora, se as Damas da Sociedade de Sociologia acharem que a pornografia está se tornando a heteronorma e que a Disney está contribuindo para essa forma do que é realmente heterofobia, elas poderiam ter algo mais a defender”, comentou Reisman.

“Contudo, as Damas da Sociedade de Sociologia parecem favorecer a propaganda homoerótica infantil, conforme dita a atua linha partidária dos meios acadêmicos”.

Texto de Kathleen Gilbert traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com


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FONTE: Blog do Julio Severo


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Comentário: Mas o que é isso, agora? Heterofobia? Vamos ter que pedir desculpas pela heterossexualidade? E ainda há revistas que se dizem cristãs que ironizam as ideias e o trabalho de Julio Severo. A famosa revista "Cristianismo Hoje", em seu site, entrevistou o Julio Severo. Mas, para espanto de alguns, apresentou a entrevista classificando-o de "crente quixotesco", cujo "tom histriônico" dá um "contorno incendiário" às suas palavras. A revista "Cristianismo Hoje", obviamente, reflete o que o cristianismo é hoje, e para explicar isso retomo aqui um trecho de um dos comentários feitos acerca do desastrado (porém revelador) texto da revista:

"Esse 'pobre jornalista' tem tudo a ver com essa revista (...)… ele está personificando exatamente o 'Cristianismo HOJE', como profetizou o Ap. Paulo em 2 Tm.3:1-9, que afirmou: 'Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, (…) ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes; (…) que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do mesmo modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles'."

CONFIRA: http://cristianismohoje.com.br/ch/combustao/

Mas fiquem atentos: a revista Cristianismo Hoje nada mais é que uma cópia mal feita da revista Christianity Today, órgão de imprensa "oficial" da esquerda cristã democrata dos EUA, favorável ao aborto, a toda sorte de mal "liberal" que vemos hoje nas igrejas. A revista Cristianismo Hoje e os que nela escrevem copiam ideias made in USA, de autores como Phillip Yancey, ex-editor da revista nos EUA, que apoia o casamento gay como legítimo e cristão. E os editores e colaboradores da revista tupiniquim, em geral, apoiam o governo corrupto, imoral, pró-aborto e pró-homossexualismo de Lula e do PT.

22 de jun. de 2009

la burqa n'est pas la bienvenue en France


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse nesta segunda-feira (22) que as burcas, vestimenta que cobre todo o corpo da mulher, dos pés à cabeça, escondendo seu rosto, não têm lugar na França, já que são um símbolo de subjugação da mulher. Durante um discurso solene ao Parlamento sobre uma ampla gama de assuntos, Sarkozy apoiou uma iniciativa lançada na semana passada por parlamentares que expressaram preocupação com o crescente uso de burcas na França.
Mulheres usam diferentes tipos de véus na cabeça: no topo esquerdo, um hidjab, no topo direito, um niqab, na esquerda de baixo, um xador; por último, a burca.

"A questão da burca não é uma questão religiosa, é uma questão de liberdade e de dignidade das mulheres", afirmou Sarkozy durante uma sessão conjunta das duas Casas do Parlamento, realizada no Palácio de Versailles. "A burca não é um símbolo religioso, é um símbolo da subjugação, da subjugação das mulheres. Quero dizer solenemente que não será bem-recebida em nosso território", afirmou, recebendo fortes aplausos. Numa iniciativa multipartidária, 60 parlamentares propuseram a uma comissão parlamentar que examine a disseminação da burca e encontre meios de combater a tendência. Referindo-se a essa proposta, Sarkozy disse que é a maneira correta de proceder. "Tem de haver um debate e todas as posições têm de ser apresentadas. Que melhor lugar para isto do que o Parlamento? Eu digo a vocês: não temos de nos envergonhar de nossos valores, não temos de ter medo de defendê-los", disse ele. O debate sobre a burca é resquício de uma controvérsia sobre o uso de véus por meninas muçulmanas na sala de aula, que inflamou a França por uma década. Por fim, em 2004 foi aprovada uma lei que proíbe estudantes de usarem símbolos claros de sua religião nas escolas do Estado. Críticos dizem que a lei estigmatizou os muçulmanos em um momento em que o país deveria estar combatendo a discriminação nos mercados de trabalhos e imobiliário, que causa uma divisão entre a maioria da sociedade e muitos jovens descendentes de imigrantes.
FONTE: Blog do Pr. Moisés Carneiro
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No site do jornal Le Figaro:


Le chef de l'État a rappelé devant le Congrès lundi que le voile intégral n'est pas «l'idée que la République française se fait de la dignité de la femme».

«Signe d'asservissement» de la femme, la «burqa n'est pas la bienvenue sur le territoire de la République française», a lancé le président lundi devant le Parlement réuni en Congrès. «Nous ne pouvons pas accepter dans notre pays des femmes prisonnières derrière un grillage, coupées de toute vie sociale, privées de toute identité. Ce n'est pas l'idée que la République française se fait de la dignité de la femme», a souligné Nicolas Sarkozydevant les députés et sénateurs. «Le Parlement va se saisir de cette question pour organiser un débat et permettre à tous les points de vue de s'exprimer», a-t-il expliqué. Pour autant, le chef de l'État n'a pas tranché entre la «commission d'enquête parlementaire», souhaitée par une soixantaine de députés, qui ont soutenu la proposition d'André Gérin (PCF) et la voie, «moins comminatoire», de la mission d'information soutenue par Bernard Accoyer, le président de l'Assemblée.

La commission comme la mission devraient se pencher sur ce phénomène récent, encore restreint, mais en augmentation. La burqa, diffusée en France ces quinze dernières années, a été encouragée par des mouvements radicaux. On compterait ainsi environ 30 000 salafistes en France, dont quelques milliers de femmes qui portent la burqa, auxquelles s'ajoutent celles du Tabligh, autre mouvement fondamentaliste et piétiste. La plupart de ces femmes sont françaises, entrées volontairement sous la burqa comme on adhère à une «secte», rappelle l'anthropologue Dounia Bouzar : «Il s'agit d'ériger une frontière infranchissable entre ceux qui sont “dedans” et ceux qui sont “dehors”.»

Respect de toutes les religions

Comment contenir alors l'expansion de la burqa ? Les partis se divisent entre les partisans d'une loi et ceux qui craignent d'enfermer un peu plus ces femmes chez elles, voire de raviver la querelle qui avait entouré le vote de la loi sur signes religieux ostensibles à l'école en 2004. Car si Nicolas Sarkozy insiste pour sortir la burqa du champ religieux, le Conseil français du culte musulman semble, lui, l'entendre autrement. L'organe représentatif officiel s'oppose à toute remise en cause du voile intégral, regrettant une fois de plus «la stigmatisation de l'islam». Seul le recteur de la Mosquée de Paris, Dalil Boubakeur, a pris ses distances avec le niqab, rappelant qu'il n'est ni prescrit par le Coran ni dans la tradition maghrébine.

Mais, signe religieux ou pas, il semble difficile de fonder en droit l'interdiction de la burqa. La laïcité ne régit pas la tenue des adultes dans l'espace public. Les questions de sécurité, avec la nécessaire identification dans certains établissements sous protection, comme les mairies, les gares ou encore les banques, semblent le vecteur le plus évident. Il est par ailleurs déjà interdit de conduire en burqa (jurisprudence de l'île de la Réunion). Autrement, il semble difficile de réglementer la tenue d'adultes sur la voie publique sans viser spécifiquement les musulmans.

Or, Nicolas Sarkozy entend au contraire faire de la laïcité le respect de toutes les religions. Et relancer plus largement notre «modèle d'intégration, qui ne fonctionne plus» car «au lieu de produire de l'égalité il produit de l'inégalité», «au lieu de produire de la cohésion, il produit du ressentiment», a déclaré le chef de l'État.

La lutte contre la discrimination sera la priorité du gouvernement et «il faudra savoir donner plus à ceux qui ont moins sans user de critères ethniques, contraires à nos principes fondamentaux, mais bien sur des critères sociaux».


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Bien joué, M. Sarkozy! :)

17 de abr. de 2009

o maranhão não é outro lugar

Sete ministros do TSE usurpam o lugar de milhões de eleitores

da Folha de São Paulo:
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou na noite de ontem, por unanimidade, a cassação do mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de seu vice, Luiz Porto (PPS), que devem sair imediatamente do cargo. Ele será substituído pela segunda colocada nas eleições de 2006, Roseana Sarney (PMDB).

Os ministros negaram quatro recursos contrários à decisão que cassou, no início de março, o mandato de Jackson Lago por abuso de poder político durante a campanha de 2006.

Os recursos analisados ontem questionavam fatos diferentes. Três deles afirmavam que o tema era de competência do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão, onde não houve julgamento.

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, explicou que a jurisprudência do TSE diz que, em caso de governador, vice-governador, deputado federal, senador e deputado estadual, tal competência é do tribunal superior. "Me causa espécie que esse novo argumento só seja lançado agora... Me parece que foi colocado intencionalmente de reserva", disse Britto.

Também argumentavam que não houve clareza entre os ministros, no julgamento do mérito, sobre os atos ilícitos praticados por Lago. Naquela ocasião, o ministro Ricardo Lewandowski somente reconheceu a existência de compra de votos. Já o relator Eros Grau entendeu que também ocorreu abuso do poder político. Fernando Gonçalves, Ayres Britto e Felix Fischer votaram apenas pelo abuso de poder político.

Todos os cinco, no entanto, votaram pela cassação de Lago. Apenas os ministros 
Arnaldo Versiani e Marcelo Ribeiro votaram pela absolvição, argumentando falta de provas.

Comento [comentário de Reinaldo Azevedo]
Na Paraíba, no Maranhão ou em qualquer lugar, dar posse a quem não foi eleito é um absurdo e uma fraude. E quem está sendo fraudada é a democracia, é a vontade do eleitor.


O eleito desrespeitou as regras? Ok, que se casse o mandato, embora eu acredite que o Tribunal Superior Eleitoral esteja abrindo a Caixa de Pandora. Tudo indica que os segundos colocados nunca mais vão se conformar com a derrota. Mas sigamos. Digamos que este seja um bom procedimento: o que não faz sentido é dar posse ao segundo colocado.

Não há nenhuma evidência factual ou liame lógico a indicar que, sem aquela fraude apontada, o segundo colocado teria sido eleito. Nenhum!!! Estamos diante de um caso típico de posse legal, referendada por um tribunal superior, mas essencialmente ilegítima. Sem contar que não deixa de ter certa graça supor que, no Maranhão, um Jackson Lago consegue ser mais, como direi?, “abusado” do que qualquer Sarney.


Os tribunais que sejam mais céleres no julgamento para que haja tempo de se proceder a uma nova eleição. Não havendo, que se busque a cadeia de comando em caso e vacância no cargo. O que não é possível é termos sete ministros do TSE decidindo em lugar dos eleitores. É ridículo.


Se vocês querem saber se esse procedimento é bom, basta submetê-lo a uma aceleração ou a uma elevação de temperatura para ver como se comporta a matéria. Teria o TSE topete de cassar um presidente da República e dar posse ao segundo colocado? Duvido! Seria apostar numa crise de grandes proporções.

É preciso rever esse procedimento com urgência. Ou, em breve, teremos de trocar o eleitor pelo Judiciário.

Ademais, há nisso tudo tudo uma outa falha lógica estúpida: um vencedor jamais recorreria ao tribunal contra um perdedor, certo? Mas isso não significa que aquele que perdeu não possa ter cometido crimes ainda maiores do que aquele que ganhou. Nessa hipótese, bastante plausível, o TSE pune um criminoso eleitoral entronizando outro. E aí, ministro Ayres Britto? Vossa Excelência tem uma boa resposta para essa questão? Acho que não.


É preciso mudar essa estrovenga já!


FONTE: Blog do Reinaldo Azevedo


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Bom, é claro que Sarney pai no comendo do Legislativo e a Governo do MA entregue a sua filha deve ser só uma bela coincidência, não? Jackson Lago estava se saindo péssimo como Governador, assim como já tivemos presidentes nefastos (como Sarney, por exemplo). Mas o TSE cassou algum presidente? Poderia ter cassado Sarney, não? E os votos do povo, como ficam? Que lamentável, no Maranhão ficamos entre o sujo e o mal lavado, e o povo parece que não vale nada. 

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TSE mantém cassação de Jackson Lago e manda Roseana assumir governo do Maranhão

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou nesta quinta-feira a cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS). Com a decisão, a senadora Roseana Sarney (PMDB), segunda colocada na eleição de 2006, pode tomar posse no lugar de Lago. O governador ainda pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Entenda o processo de cassação do governador Jackson Lago

Assim que soube da decisão, o governador se reuniu com secretários e deputados em seu gabinete no Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão, para discutir o assunto. Segundo sua assessoria, somente após essa reunião Lago vai se pronunciar.

Os ministros do TSE rejeitaram na noite de hoje os recursosapresentados pela defesa do governador contra a decisão da Corte que cassou em março o mandato de Lago e Porto por abuso de poder político nas eleições de 2006.

Os ministros também rejeitaram um recurso em que João Melo Bentivi, candidato do Prona ao cargo de governador do Maranhão nas eleições de 2006, reclamava tomar posse no lugar de Roseana. 

Bentivi questionava o fato de a legenda não ter sido incluída no processo como parte interessada na ação.

O relator dos recursos, ministro Eros Grau, afirmou que os recursos eram improcedentes. A defesa do governador alegava que o TSE seria incompetente para julgar o processo, de acordo com a Constituição Federal. No caso, sustentam que o tribunal deveria extinguir a ação sem o julgamento de mérito ou determinar a remessa do processo ao TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão.

"[O TSE] É sim competente para julgar o caso. As divergências não alteram a questão central dos pedidos. Não há contradição na proclamação dos resultados do primeiro julgamento, quando a maioria dos ministros se manifestou pela procedência do caso", afirmou Eros Grau.

Os advogados de Lago também destacaram que as denúncias pelas quais o pedetista foi condenado não seriam suficientes para influir no resultado da eleição.

Demora

Em 19 de dezembro de 2008, o processo começou a ser julgado pelo TSE, mas foi adiado e várias vezes retomado. Primeiro por um pedido de vista do ministro Félix Fischer. Depois, o ministro Joaquim Barbosa se julgou impedido de participar por motivos pessoais.

Em sessão no mês passado, o julgamento foi adiado porque o ministro Fernando Gonçalves passou mal e foi levado ao InCor (Instituto do Coração) de Brasília.

Antes dos adiamentos, o ministro Eros Grau, relator do processo, já havia adiantado seu voto pela cassação dos acusados.

O pedido de cassação foi feito pela coligação de Roseana, candidata derrotada por Lago nas eleições de 2006. A principal acusação é a de que José Reinaldo Tavares (PSB), governador do Maranhão à época da eleição, teria usado a máquina do Estado em favor de Lago.

Entre as supostas infrações cometidas por Lago, a denúncia menciona doações irregulares de cestas básicas e kit salva-vidas para moradores da baía de São Marcos, em São José de Ribamar, além de transferência de recursos públicos, de mais de R$ 700 mil, para uma associação de moradores de Grajaú.

Há também menção a uma suposta apreensão de R$ 17 mil pela Polícia Federal, em Imperatriz. O valor, segundo a coligação de Roseana, teria sido utilizado para a compra de votos. Distribuição de combustível 

e material de construção completam a lista das irregularidades eleitorais.

Outro lado

Em sua defesa, Lago afirmou que não existe, nos autos, prova concreta de que os convênios teriam sido usados com fins eleitoreiros. Tanto é assim, afirma a defesa, que "a força eleitoral de Jackson Lago se manifestou onde não houve convênio nenhum".

Os advogados do pedetista sustentam que os fatos apontados não foram amparados em provas pré-constituídas, mas somente em alegações.


FONTE: Folha online.


***


"Sarney comemorou a posse da filha ao afirmar que 'decisão da Justiça é para ser cumprida'. Na opinião do parlamentar, uma 'grande Justiça' foi feita com Roseana. O presidente do Senado não viajou ao Maranhão para acompanhar a posse da filha porque se recupera de uma torção no pé."


FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u552249.shtml


1 de mar. de 2009

ex-missionário e ex-cristão


Após trabalho com índios no Amazonas, missionário evangélico vira cientista ateu

O americano Daniel Everett, 55, negou Deus por duas vezes. Primeiro o Deus literal, cristão, cuja inexistência declarou depois de conviver por décadas com os índios pirahãs, do Amazonas, com o propósito inicial – frustrado -- de traduzir a Bíblia para a sua língua. Depois, o deus dos intelectuais, Noam Chomsky, cuja Gramática Universal, a mais ilustre de todas as teorias linguísticas, passou a ser questionada por Everett justamente por causa de peculiaridades do idioma pirahã.

Professor da Universidade do Estado de Illinois, Everett tem protagonizado nos últimos anos uma verdadeira guerra com os linguistas da escola de Chomsky, os gerativistas.

Ele afirma que seus estudos sobre a língua pirahã -- iniciados em 1977 quando ele veio para o Brasil a serviço da organização missionária Summer Institute of Linguistics, ou SIL-- derrubam a Gramática Universal por uma série de fatores.

O idioma pirahã, diz Everett, não partilha supostos universais linguísticos tidos como essenciais para a Gramática Universal, segundo a qual a biologia humana molda a linguagem e a variação gramatical possível nas diferentes línguas. O principal ponto é a alegada falta de recursividade do pirahã, ou seja, a capacidade de formar frases infinitamente longas encaixando elementos um no outro.

No fim do ano passado, Everett lançou no Reino Unido o livro "Don't Sleep, There Are Snakes" ("Não Durma, Aqui Tem Cobra"), no qual desenvolve mais amplamente, para o público leigo, sua tese.

A obra vai muito além da linguística. Ele narra sua trajetória de três décadas entre a tribo, uma verdadeira saga que envolveu mudar-se com a mulher e três filhos pequenos dos EUA para o meio da selva, uma crise de malária que o fez remar por horas e viajar por dias de barco para salvar sua mulher (que insistia para ficar na aldeia, esperando que Deus a curasse) e ameaças de morte. E todo o processo que o fez se transformar de missionário evangélico em cientista ateu.

É cedo para dizer se as ideias de Everett representam um golpe mortal para a teoria chomskiana. (Não seria de todo impensável: o próprio Chomsky protagonizou um episódio desses, quando pôs abaixo em 1959, com um único artigo, toda a psicologia behaviorista de B. F. Skinner.) "Don't Sleep, There Are Snakes" não avança nesse sentido.

No entanto, é um livro que precisa ganhar logo uma versão brasileira, por conta do olhar perspicaz de Everett sobre a vida na Amazônia.

Enquanto militares e ministros do Supremo discutem se as terras indígenas representam perda de soberania sobre a floresta, Everett e outros "gringos" que escrevem bons livros a respeito da região acabam por internacionalizá-la metaforicamente, ao aproximá-la do coração e da mente de seus leitores... em inglês.

De seu escritório em Illinois, falando um português com sotaque manauara, Everett deu a seguinte entrevista à Folha:

Folha - O sr. entrou na Amazônia como um missionário cristão e saiu de lá como um cientista ateu. Como aconteceu essa "desconversão"?

Daniel Everett - Eu nunca me converti até os 17 anos, quando comecei a namorar uma filha de missionários. Eles me falaram sobre as necessidades dos índios do Amazonas. Eu, como novo cristão, pensei que isso seria melhor que ficar nos EUA. Em 1978 eu fui para a Unicamp fazer mestrado, e obviamente não tem muito fundamentalista lá. E comecei a admirar muito o Aryon [Rodrigues, orientador de mestrado de Everett e principal estudioso de línguas indígenas do Brasil, hoje na UnB].

Uma vez ele me convidou para uma palestra que o Darcy Ribeiro foi dar na Unicamp quando voltou do exílio. A ideia de chegar para o Darcy Ribeiro e dizer que ele ia para o inferno sem Jesus Cristo parecia tão ridícula que eu comecei a pensar sobre essas crenças. Quando comecei a falar com os pirahãs, fiquei no meio do mato conversando com um grupo de pessoas que nunca manifestaram interesse nesse Deus do qual eu falava.

Pensei: "O que eu estou dizendo realmente deve ser muito irrelevante para eles". E finalmente eu vi que intelectualmente eu não podia mais sustentar essa crença em mim.

Folha - Como é a sua relação com os missionários do SIL hoje?

Everett - Tenho relação próxima apenas com minha filha que é missionária lá, e o Steve Sheldon, que trabalhava entre os pirahãs antes de mim. Eles não viraram meus inimigos, mas sou contra o trabalho. Minha filha e eu não falamos sobre isso.

Folha - O sr. conhece algum caso de evangelização que tenha sido danoso para os índios?

Everett - Você tem entre os índios banawás e os índios jamamadis os missionários mais conservadores. Os banawás tiveram um casal pentecostal entre eles e um casal do SIL. Você tinha dois casais de missionários num grupo de 79 pessoas.

É demais. Você tinha índios que achavam que Deus ia curar picada de cobra, malária, essas coisas. Os missionários sempre justificam sua presença nas aldeias pelo trabalho médico.

Hoje, com a Funasa assumindo um papel importante nas aldeias, eu não vejo nem essa necessidade para os missionários.

Acho que pregação, traduções, "testemunhos" etc. são superstições e não vejo como superstições podem ajudar os índios.

É a mesma coisa de dizer que os índios não podem viver bem sem crer em Papai Noel.

Folha - O sr. publicou suas conclusões sobre a língua pirahã num livro para o público leigo, quando o procedimento padrão é publicar em um periódico científico. O livro vem em vez de uma publicação científica ou além dela?

Everett - Além. Vai sair em setembro. A revista "Language", a mais importante da linguística dos EUA, terá um artigo de 50 páginas atacando meu trabalho e uma resposta minha do mesmo tamanho. Eu não considero meu livro um livro principalmente linguístico. Ele trata de aspectos da minha vida e da minha interação com os pirahãs.

Folha - Qual é sua crítica à Gramática Universal de Noam Chomsky?

Everett - A Gramática Universal tem muitas formas. Se você tomar a ultima versão dela, nas formulações mais recentes do Chomsky, a GU (Gramática Universal) é a "teoria verdadeira da base biológica da gramática". Bom, se aceitarmos isso, a proposta perde todo o interesse, porque ninguém duvida de que os humanos têm uma biologia que é responsável pela linguagem. Mas as versões anteriores atribuíam princípios e parâmetros à Gramática Universal.

No trabalho com Tecumseh Fitch e Marc Hauser [de 2003], Chomsky fala ainda de outros conceitos, a Faculdade Ampla da Linguagem e a Faculdade Estrita. Eles dizem que "talvez" a única característica específica da faculdade estrita seja a recursividade. Isso faria parte dos genes. Tudo bem. Então, digamos que haja uma língua sem recursividade -- candidatos além do pirahã incluem o nunggubuyu, da Austrália, e o hixkaryana, do Brasil. Bom, Chomsky diz que nem todas as línguas são obrigadas a manifestar a recursividade. Mas, se existe uma língua sem ela, poderia haver duas? Três? Se uma língua pode existir sem recursividade, todas poderiam. Então que sentido faz dizer que recursividade é fundamental mas não é obrigatória?

Folha - Como a academia tem reagido às suas ideias?

Everett - Você tem quatro tipos de reação. Há pessoas que não gostam de Chomsky e vão aceitar qualquer argumento contra Chomsky; você tem os chomskianos, que não vão aceitar de jeito nenhum um ataque à Gramática Universal; você tem pessoas que têm inveja, ou reagem mal, a toda a publicidade que eu venho recebendo; e tem pessoas que querem saber onde estão os dados. Esta é a reação mais saudável.

Folha - O sr. diz que o pirahã é uma língua única, que coloca em questão a teoria chomskiana. E, ao mesmo tempo, diz ser o único não-pirahã a dominar a língua. Então a questão permanecerá em aberto até alguém mais aprender a língua e confirmar ou não os seus achados.

Everett - Ou até um pirahã fazer um doutorado em linguística. Eu já levei pessoas para fazer experiências. Há 20 anos, quando eu publiquei um artigo sobre o sistema de acentuação na língua pirahã, isso criou uma controvérsia na linguística. Então o maior foneticista do mundo, Peter Ladefoged, foi comigo para a aldeia, fez testes e agora isso é aceito entre os linguistas.

Há maneiras de fazer a experiência sem usar a língua, ou usando a língua muito pouco.

Minha hipótese é falseável. Você tem de planejar as experiências, ir lá fazer e contar a história. Mas é difícil. Eu já trabalhei com vários grupos indígenas do Brasil e os pirahãs são o único grupo com o qual eu não posso trabalhar usando o português.

É falseável, mas não vai ser fácil. Eu sei que não vai ter uma aceitação de 100% dos linguistas. Mas eu não acho que os pirahãs sejam um caso único em tudo. Estou dizendo que é um caso primeiro de um contraexemplo da teoria de Chomsky.

Folha - Chomsky diz que o sr. entendeu tudo errado.

Everett - Meu primeiro aluno de doutorado foi o professor Ed Gibson, que trabalha no departamento do Chomsky no MIT.

Ele não conseguiu esse emprego porque teve uma má orientação. Eu passei um ano com o Chomsky e em todos os anos em que eu praticava a teoria gerativa o Chomsky me deu cartas de recomendação. Só agora, que eu estou tentando dizer que ele está errado, é que eu não entendo a teoria.

Folha - O sr. diz que os pirahãs são monoglotas, mas eles estão em contato há 200 anos. Como é possível?

Everett - Alguns pirahãs falam um pouquinho de português, ainda mais os termos de troca. Mas tem outro fenômeno interessante: às vezes, quando os pirahãs falam com um comerciante, eles usam palavras da língua geral, e o comerciante responde em língua geral [mistura de tupi, português e outras línguas amazônicas]. O comerciante acha que está falando pirahã e o pirahã acha que está falando português.

Folha - O sr. apresenta no livro uma ideia chamada "princípio da experiência imediata", segundo o qual o ambiente torna a gramática pirahã tão peculiar. Mas há várias outras tribos que compartilham esse ambiente e não têm essa mesma limitação gramatical.

Everett - Essa preocupação com a experiência é comum na Amazônia. Os pirahãs a valorizam mais que outros grupos. A evidência é esse termo que eu menciono no livro, "xibipíío" (pronuncia-se "ibipíu"), algo que entra ou sai da experiência imediata. Esse é um termo que eu nunca vi em nenhuma outra língua amazônica. Digamos que haja um certo número de coisas do ambiente que são comuns a todas as línguas amazônicas. Entre elas, cada língua tem o direito de valorizar ou ordenar as coisas de forma diferente. Uma cultura pode dizer que a experiência imediata é importante, mas é colocada num degrau mais baixo da escala de valores. Os pirahãs colocam esse princípio, que é compartilhado com outros grupos amazônicos, muito alto na escala de valores deles. E isso explica coisas muito particulares da cultura e da língua deles e que são raras em outros grupos, como a ausência de números.

Folha - No ano passado, um general disse que a política indigenista do Brasil é caótica. Diz-se também que é muita terra para pouco índio. O sr. concorda?

Everett - Os pirahãs, que são 300 pessoas, junto com os parintintins, que são menos de cem pessoas, têm 330 mil hectares. Eles usam toda essa terra. E para os pirahãs ela deveria ter o dobro do tamanho. Os índios, tanto no Brasil quanto nos EUA, foram conquistados por culturas europeias, e essas culturas devem reconhecer o dever de deixar os índios em suas áreas tradicionais vivendo sem interferência, se quiserem.


COLABORAÇÃO: Olavo de Carvalho

FONTE: UOL

CLAUDIO ANGELO
editor de Ciência da
 Folha de S.Paulo

 

9 de fev. de 2009

cristãos de Gaza perseguidos por muçulmanos

CRUAUTE ET SILENCE A GAZA
La présence chrétienne a été éradiquée

Par Jonathan Spyer, chercheur au Global Research in International Affaires Center IDC- Herzliya

Jerusalem Post International - semaine du 19/25 décembre 2008

Traduction par Albert Soued, pour www.nuitdorient.com 

Personne n'en parle dans les médias occidentaux, une campagne de persécution systématique a pris place dans la bande de Gaza et dans une moindre mesure en Cisjordanie. Le silence général autour de cette campagne contribue à son intensification. Les victimes sont les Chrétiens palestiniens, en particulier la petite communauté de Gaza.

Les persécuteurs sont les divers groupes islamistes dont les actions ne sont que les manifestations d'un militantisme et d'une bigoterie qui ne cessent de croître dans la région. La population chrétienne est peu nombreuse, entre 2 et 3000 âmes, et du fait de l'évolution ambiante, elle tend à devenir invisible sur le plan civique.

Depuis le coup d'état du Hamas en juillet 2007, la situation des Chrétiens est devenue intenable. Enhardies par l'indifférence des autorités, les organisations islamistes ont commencé à viser les institutions chrétiennes et les personnes par l'intimidation, le harcèlement et les menaces d'enlèvement, en permanence, et sans aucune impunité.

A Gaza City, l'Association biblique "Teachers Bookshop" a subi de nombreuses attaques, notamment à la bombe en avril 2007. Son propriétaire, Rami Khader Ayyad, a été enlevé en plein jour et trouvé mort le 7/10/07. L'année suivante, les institutions chrétiennes ont subi de nombreuses attaques à la bombe, notamment les écoles. En mai 2008, l'école américaine de Beit Lahya a été atteinte et en été 2008, l'école des sœurs Zahwa Rosary Sisters et l'école El Manara, la librairie de YMCA et le Commonwealth War Cemetery également. Les attaques ont lieu souvent la nuit, sans autres victimes que les gardes.

On pense que les coupables sont les groupes salafistes comme Jaish al Islam, Jaish al Ouma… Les Comités de Résistance Populaires les plus en vue ont décrété que la présence chrétienne devait être éliminée de Gaza, car elle diffuse une culture pro-occidentale et anti-islamique. Et les autorités du Hamas, que font-elles ? 

Elles se sont contentées de critiquer ces attaques et les arrestations sont rares, et, quand elles ont lieu, les suspects sont libérés rapidement, sans jugement. Ce fut le cas des 2 terroristes de Jaish al Islam qui ont attaqué la YMCA.

Ces persécutions ne sont pas le fait de simples groupuscules, mais il s'agit d'un large processus d'islamisation de la société palestinienne dans lequel le Hamas est partie prenante. Les cadres du mouvement divisé du Fatah n'en sont pas exempts. Les Comités populaires de résistance, par exemple, ont été fondés par d'anciens officiers du Fatah qui cherchaient à assouvir leur zèle religieux.

La situation en Cisjordanie est différente, du fait que la population chrétienne est plus nombreuse et les forces laïques y sont plus puissantes. Néanmoins la tendance anti-chrétienne y rend amère la vie de cette communauté. Al Ayam, un journal local, attire l'attention sur le "rachat obligatoire des terres chrétiennes", à Bethlehem, Ramallah et al Bireh. Les puissants clans et les forces de sécurité palestiniennes ont mis en place des méthodes pour s'emparer des terres chrétiennes, par de faux documents de propriété, par le squat, l'expropriation ou l'intimidation. Le journaliste Abd alNasser al Najjar se plaint que les autorités ou les ONG ne protègent pas les Chrétiens…

Officiellement on clame l'unité nationale entre Musulmans et Chrétiens et les représentants de la Communauté Chrétienne confirment cette annonce. Mais sur le terrain, les Chrétiens de l'Autorité Palestinienne ont peur, la population de Bethlehem, par exemple, étant passé de 60% en 1990 à 20% aujourd'hui. Et on peut craindre que la minuscule communauté de Gaza ne disparaisse dans peu de temps.

Mais ces événements ne sont que le reflet d'un processus général qui est en cours dans tout le Moyen Orient et dont les médias occidentaux et les ONG ne parlent pas, préférant ignorer cette dure réalité du terrain. Et le résultat est l'agonie d'une très vieille communauté du Moyen Orient. (1)

Note de la traduction

(1) Cette tendance à la disparition des très anciennes communautés chrétiennes du Moyen Orient est très visible au Liban, en Irak, en Egypte particulièrement. Pourtant elles charrient des cultures ancestrales (copte, maronite, chaldéenne, grecque-orthodoxe…) qui risquent de s'évaporer du patrimoine mondial.

***

Amigos, este texto é interessantíssimo, e denuncia a perseguição que os cristãos sofrem em Gaza e em países muçulmanos. Comunidades cristãs tradicionais, como os católicos ortodoxos copta, desaparecem pouco a pouco em razão de perseguições e agressões. E, nessas horas, onde estão os defensores da democracia? Os arautos do respeito e da ética? Os gestores da liberdade? Os pastores enojados com Israel (ui!)? Nessas horas não aparece ninguém, é claro, pois fica muito feio denunciar os muçulmanos como autoritários, anti-democráticos e agressivos, ainda que a imensa maioria deles o seja. Para os que defendem regimes como o do Irã, eu só tenho uma recomendação a fazer: mude-se para lá imediatamente! Ou vá viver em Cuba! Passe suas férias na Coréia do Norte! Lua-de-mel na China! Happy hour com os amigos do Hamas! Nã-nã-nã, nada de Europa nem de Estados Unidos: defensores da liberdade nunca devem pisar na ditatorial New York, muito menos na opressora Paris.

Este texto, que já é uma tradução do original - que deve estar em inglês ou hebraico - eu garimpei numa comunidade de um site de relacionamentos chamada Chrétiens Amis d'Israel. Minha intenção era traduzi-lo para só então postá-lo aqui, mas infelizmente não tive tempo e, no momento, isso me é impossível. Se alguma boa alma quiser traduzi-lo, não hesite. Peço apenas que me envie a tradução, para que eu a poste aqui.  

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