Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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10 de fev. de 2014

Recortes de São Marcos

amarelokiboncasquinha doismolduracasquinhapedra
belo horizonteeducaçãoferrugemtravellinglonaescola de surf
kibon doisreflorestamentocartier bresson deuxteen poweraquáriocartier bresson
fogareirosansão e as ostrasdunapoubelle

Recortes de São Marcos, um álbum no Flickr.
Fotos tiradas na tarde do dia 8 de fevereiro, domingo, na Praia de São Marcos (ou Praia da Marcela), em São Luis do Maranhão.

9 de mar. de 2010

Os dois?




Estávamos todos à mesa na véspera de Natal, ainda no início da noite. Vestidos solenemente, esperávamos o momento de comer o jantar simples que teimávamos em chamar de ceia. Minha mãe estava eufórica com aquela pequena reunião familiar. Meu cunhado observava tudo com poucas palavras. Eu, confesso, tinha fome e queria comer. Minha irmã dava atenção aos filhos.

Ela tentava explicar para meu sobrinho de quatro anos, apesar da pouca atenção que ele dispensava ao arrazoado, o que era, afinal de contas, “o verdadeiro Natal”. Depois de alguns minutos de pouca atenção, Paula começou a falar do ano que já terminava e das inúmeras bênçãos que ele – o Davi – havia recebido. “Você viu, meu filho, como você teve coisas boas este ano? Você teve uma caminha quentinha... Teve a escolinha... Papai, mamãe... Roupa, comida...” Davi, à medida que Paula falava, ficava mais e mais sério. Era muita coisa para que ele processasse, muitas informações – na verdade, a mãe desfiava sua vida inteira ali, à mesa do jantar. Seu pequeno universo infantil, tudo o que ele conhecia e que lhe parecia familiar a mãe fazia passar em revista como presentes recebidos, não como partes de seu mundo que não existiam sem ele. Ele, que nunca havia pensado nisso, muito menos de modo tão grave, parecia mais vítima de uma acusação que recebedor de tantas “coisas boas”.

De repente, estrategicamente, Paula para. Olha bem nos olhos do filho. A voz suave, entretanto, inquiria: “E você sabe, meu filho, quem deu tudo isso pra você? Você sabe?” Silêncio. Pausa. Davi não ousava dizer nada. Talvez sua cabeça se perguntasse: “Papai? Mamãe? Os dois? Vovó?”. A mãe, então, diante do silêncio geral –  todos agora acompanhavam o diálogo, que caminhava para seu apogeu com vitória de mamãe, por dez a zero –, declara: “Jesus!”

Mais silêncio de Davi. “Ora essa, Jesus!”. Talvez ele se perguntasse: “Como eu não pensei nisso antes?” Jesus era o nome que pouco a pouco passava a fazer parte de sua vida. Era invisível, e a mãe dissera que vivia no céu. Uma vez, de férias na casa da avó, em São Luis, pegou os binóculos da bisavó e, surpresa geral (surpresa por quê?), mirou as nuvens para tentar encontrar Jesus. Ele não morava no céu?

Ceia intocada, todos acompanhando a educação cristã que Paula tentava dar ao filho. “Sabe, meu filho, Jesus deu tudo isso para você este ano... A única coisa que Ele quer de você, você sabe o que é?” Mais silêncio. Olhares carinhosos e emocionados de todos. É de pequeno... Ensina a criança no caminho... Ah, a magia do Natal... O aniversário de Jesus... “Então ele quer um presente também...”, deve ter pensado Davi. Mas não ousou dizer nada. Em pé, ao lado da cadeira da mãe, olhava para cima. Balançou a cabeça, não sabia. “A única coisa que Ele quer é o seu coração!”, disse ela, voz triunfante embargada de emoção, olhar fixo no menino.

Davi, voltando a cabeça para o sofá, olhou os dois pirulitos vermelhos "baby coração" que jaziam no estofado – os dois sabor morango, vermelhos, em forma de coração – que eu havia trazido do Rio de Janeiro para ele e, rapidamente, perguntou para a mãe: “Os dois?”

20 de nov. de 2009

no calor


Hoje, debaixo de um calor arrasador, esperando na portaria do prédio onde moro para sair com a família e passear pelo Rio!

22 de jun. de 2009

la burqa n'est pas la bienvenue en France


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse nesta segunda-feira (22) que as burcas, vestimenta que cobre todo o corpo da mulher, dos pés à cabeça, escondendo seu rosto, não têm lugar na França, já que são um símbolo de subjugação da mulher. Durante um discurso solene ao Parlamento sobre uma ampla gama de assuntos, Sarkozy apoiou uma iniciativa lançada na semana passada por parlamentares que expressaram preocupação com o crescente uso de burcas na França.
Mulheres usam diferentes tipos de véus na cabeça: no topo esquerdo, um hidjab, no topo direito, um niqab, na esquerda de baixo, um xador; por último, a burca.

"A questão da burca não é uma questão religiosa, é uma questão de liberdade e de dignidade das mulheres", afirmou Sarkozy durante uma sessão conjunta das duas Casas do Parlamento, realizada no Palácio de Versailles. "A burca não é um símbolo religioso, é um símbolo da subjugação, da subjugação das mulheres. Quero dizer solenemente que não será bem-recebida em nosso território", afirmou, recebendo fortes aplausos. Numa iniciativa multipartidária, 60 parlamentares propuseram a uma comissão parlamentar que examine a disseminação da burca e encontre meios de combater a tendência. Referindo-se a essa proposta, Sarkozy disse que é a maneira correta de proceder. "Tem de haver um debate e todas as posições têm de ser apresentadas. Que melhor lugar para isto do que o Parlamento? Eu digo a vocês: não temos de nos envergonhar de nossos valores, não temos de ter medo de defendê-los", disse ele. O debate sobre a burca é resquício de uma controvérsia sobre o uso de véus por meninas muçulmanas na sala de aula, que inflamou a França por uma década. Por fim, em 2004 foi aprovada uma lei que proíbe estudantes de usarem símbolos claros de sua religião nas escolas do Estado. Críticos dizem que a lei estigmatizou os muçulmanos em um momento em que o país deveria estar combatendo a discriminação nos mercados de trabalhos e imobiliário, que causa uma divisão entre a maioria da sociedade e muitos jovens descendentes de imigrantes.
FONTE: Blog do Pr. Moisés Carneiro
***

No site do jornal Le Figaro:


Le chef de l'État a rappelé devant le Congrès lundi que le voile intégral n'est pas «l'idée que la République française se fait de la dignité de la femme».

«Signe d'asservissement» de la femme, la «burqa n'est pas la bienvenue sur le territoire de la République française», a lancé le président lundi devant le Parlement réuni en Congrès. «Nous ne pouvons pas accepter dans notre pays des femmes prisonnières derrière un grillage, coupées de toute vie sociale, privées de toute identité. Ce n'est pas l'idée que la République française se fait de la dignité de la femme», a souligné Nicolas Sarkozydevant les députés et sénateurs. «Le Parlement va se saisir de cette question pour organiser un débat et permettre à tous les points de vue de s'exprimer», a-t-il expliqué. Pour autant, le chef de l'État n'a pas tranché entre la «commission d'enquête parlementaire», souhaitée par une soixantaine de députés, qui ont soutenu la proposition d'André Gérin (PCF) et la voie, «moins comminatoire», de la mission d'information soutenue par Bernard Accoyer, le président de l'Assemblée.

La commission comme la mission devraient se pencher sur ce phénomène récent, encore restreint, mais en augmentation. La burqa, diffusée en France ces quinze dernières années, a été encouragée par des mouvements radicaux. On compterait ainsi environ 30 000 salafistes en France, dont quelques milliers de femmes qui portent la burqa, auxquelles s'ajoutent celles du Tabligh, autre mouvement fondamentaliste et piétiste. La plupart de ces femmes sont françaises, entrées volontairement sous la burqa comme on adhère à une «secte», rappelle l'anthropologue Dounia Bouzar : «Il s'agit d'ériger une frontière infranchissable entre ceux qui sont “dedans” et ceux qui sont “dehors”.»

Respect de toutes les religions

Comment contenir alors l'expansion de la burqa ? Les partis se divisent entre les partisans d'une loi et ceux qui craignent d'enfermer un peu plus ces femmes chez elles, voire de raviver la querelle qui avait entouré le vote de la loi sur signes religieux ostensibles à l'école en 2004. Car si Nicolas Sarkozy insiste pour sortir la burqa du champ religieux, le Conseil français du culte musulman semble, lui, l'entendre autrement. L'organe représentatif officiel s'oppose à toute remise en cause du voile intégral, regrettant une fois de plus «la stigmatisation de l'islam». Seul le recteur de la Mosquée de Paris, Dalil Boubakeur, a pris ses distances avec le niqab, rappelant qu'il n'est ni prescrit par le Coran ni dans la tradition maghrébine.

Mais, signe religieux ou pas, il semble difficile de fonder en droit l'interdiction de la burqa. La laïcité ne régit pas la tenue des adultes dans l'espace public. Les questions de sécurité, avec la nécessaire identification dans certains établissements sous protection, comme les mairies, les gares ou encore les banques, semblent le vecteur le plus évident. Il est par ailleurs déjà interdit de conduire en burqa (jurisprudence de l'île de la Réunion). Autrement, il semble difficile de réglementer la tenue d'adultes sur la voie publique sans viser spécifiquement les musulmans.

Or, Nicolas Sarkozy entend au contraire faire de la laïcité le respect de toutes les religions. Et relancer plus largement notre «modèle d'intégration, qui ne fonctionne plus» car «au lieu de produire de l'égalité il produit de l'inégalité», «au lieu de produire de la cohésion, il produit du ressentiment», a déclaré le chef de l'État.

La lutte contre la discrimination sera la priorité du gouvernement et «il faudra savoir donner plus à ceux qui ont moins sans user de critères ethniques, contraires à nos principes fondamentaux, mais bien sur des critères sociaux».


***

Bien joué, M. Sarkozy! :)

11 de mai. de 2009

Deus quer o homem no leme

Deus quer o homem no leme

 

A escritora carioca que foi ícone da juventude nos anos 90 volta a polemizar com “Confissões de mãe”

QUEM É

Maria Mariana Plonczynski de Oliveira, 36 anos, escritora, autora, diretora e atriz. Filha do cineasta Domingos de Oliveira. Mãe de quatro filhos, casada, mora em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro 


O QUE FEZ
Ficou famosa ao escrever Confissões de adolescente, que virou peça de teatro e seriado da TV Cultura na década de 90

O QUE PUBLICOU
Confissões de adolescente (Ed. Relume Dumará),Confissões de mãe (Ed. Agir)

Aos 19 anos, a carioca Maria Mariana tornou-se um ícone da década de 90. Seu livro Confissões de adolescente, lançado em 1992, vendeu 200 mil cópias, virou peça de teatro e tornou-se um memorável seriado de televisão. Aos 36 anos, distante da fama e mãe de quatro filhos, a escritora, atriz e filha do cineasta Domingos de Oliveira lança Confissões de mãe (Editora Agir), um livro nada rebelde, recheado de ideias que vão irritar as feministas. Nesta entrevista, realizada em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, onde mora hoje, ela defende as mães que deixam de trabalhar para cuidar de seus filhos. “Amamento há nove anos seguidos”, afirma. Com a mesma expressão serena que as pessoas se acostumaram a ver na série de televisão, a escritora diz ser contra o aborto e afirma que as mulheres deprimidas depois do parto são as que passaram a gravidez comprando roupinhas para o bebê.

ÉPOCA – O que a adolescente dos anos 90 e a mãe de quatro filhos têm em comum? 

Maria Mariana – Mudei muito, mas algumas coisas ficaram. Acredito que uma delas seja a criatividade no dia a dia. Eu sei fazer de um limão uma limonada. Tenho sempre um coelho na cartola, um assunto engraçado numa hora chata, uma forma de tornar aconchegante um ambiente ou uma situação difícil. Isso vem também do fato de eu adorar ser mãe. Mas a maternidade está em baixa.

ÉPOCA – Por que você diz isso? 

Maria – O valor de ser mãe não está sendo levado em conta. Sinto isso há quase dez anos, desde que eu decidi parar todas as minhas atividades para ter filhos e cuidar deles. A pressão foi inimaginável e veio de todos os lados. Da família, dos amigos, de quem mal me conhecia. Muita gente me perguntou se eu estava deprimida ou tinha síndrome de pânico. Meu pai também custou a entender. Eu era bem-sucedida, e largar a fama é um absurdo para as pessoas. Se alguém saiu da mídia por vontade própria, é porque tem algum problema grave. A verdade é que eu só descobri o que é trabalhar depois de ser mãe! Ser mãe é um trabalho social, o maior deles. É um esforço para garantir a criação de indivíduos de valor, mentalmente sadios, que contribuam para o bem geral. Pessoas equilibradas, educadas, que consigam se manter. Quando pequeno, o filho precisa de atenção especial e exclusiva. É nesse período que se formam a base do que ele será, o caráter, os valores. Depois, é difícil consertar.

ÉPOCA – Como foi sair de uma vida badalada no Rio para uma cidade pequena? 

Maria – Eu trabalhava como roteirista, sempre amparada pela sombra do sucesso de Confissões de adolescente, mas alguma coisa não estava fechando. Tive um primeiro casamento, dos 20 aos 23 anos, que não deu certo. Depois fui morar sozinha e tinha a impressão de que a vida se movia em círculos. Ao mesmo tempo, sempre tive a obsessão de ter filhos. Quando meus pais se separaram, eu estava com 7 anos e passei a viver com meu pai. Era filha única, muito madura, lia Dostoiévski e estava sempre cercada por amigos intelectuais dele. Mas eu sonhava com uma enorme mesa de família com aquela macarronada no domingo. Eu queria mudar de degrau, mudar de história. No meio disso tudo, conheci o André, meu marido. Um mês depois, estava grávida. Todos os meus filhos foram planejados. A primeira, Clara, foi de cesariana, o que foi uma decepção para mim. Os outros foram de parto normal.

ÉPOCA – No livro, você diz que mulheres que não conseguem o parto normal estão “envolvidas com pequenas questões de ego”. Explique. 

Maria – Respeito a história da maternidade de cada mulher. Mas, depois que tive o parto normal, vi que é uma vivência fundamental. Se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor. Todos falam do nascimento do bebê, mas esquecem que a mãe também nasce naquela hora. A mulher também tem de estar focada na amamentação.

ÉPOCA – A maioria das mulheres não está preocupada em amamentar? 

Maria – Muitas não estão. Amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece. É importante e simplifica a vida. Vejo muitas mulheres com preocupações estéticas, se o peito vai cair, se vai ficar alguma cicatriz se o peito rachar. Aí o leite não vem. Amamento há nove anos seguidos. Só desmamo um quando engravido do outro. Minha caçula, de 2 anos, ainda mama. Existe a realidade de cada um, mas é preciso elevar a consciência sobre o que fazemos. Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.

ÉPOCA – Você não teme ser repreendida pelas feministas? 

Maria – Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. Todos merecem respeito, espaço. Mas o homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. São habilidades diferentes. Penso nesta imagem: homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar. Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá. Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar. A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.

ÉPOCA – Mas você não valoriza a emancipação da mulher? 

Maria – Valorizo. Teve seu momento, foi fundamental para abrir espaços, possibilidades. Mas as necessidades hoje são outras. Precisamos unir a geração de nossas avós com a de nossas mães para chegar a um equilíbrio feminino. Eu não sou dona da verdade. Não à toa, fiz meu livro como um diálogo entre mim e minha filha. Quero dizer às jovens do mundo de hoje que existe uma pressão para que elas sejam autossuficientes profissionalmente, sejam mulher e homem ao mesmo tempo, como se fosse a única forma de realização. Para isso, elas têm de desenvolver agressividade, frieza – sentimentos que não têm a ver com o que é ser mãe. O valor básico da maternidade é cuidar do outro, doar, servir. Nada a ver com o mundo competitivo. Maternidade é tirar seu ego do centro.

ÉPOCA – O que pensa sobre o casamento? 

Maria – Casamento é um degrau que a pessoa tem para caminhar para a frente. Quem opta por ficar sozinho não desenvolve aprendizados que o casamento dá. Apanhar cueca suja que o marido deixa no chão é um aprendizado de paciência e dedicação. As pessoas pensam em união apenas como o espaço da alegria, do conforto. Casamento é embate, negociação e paciência. É preciso insistir e vencer. Saber que não se muda o outro. É preciso mudar a nós mesmos.


A revista abriu um fórum para discussão, no próprio site, e as declarações de Maria Mariana sobre maternidade, casamento e função do homem e da mulher estão causando reações apaixonadas e até agressivas. É claro, feministas e esquerdistas não param de tecer comentários depreciativos, insultando a autora por suas opiniões, que eles chamam de "retrocesso" (e de outros nomes que não quero publicar aqui...). Quer entrar nesse debate? Clique aqui.

Sobre Maria Mariana, leia também: 

25 de mar. de 2009

pode ser a gota d'água

NOSTRADAMUS RECICLADO

Há um movimento propondo que o mundo apague as luzes durante uma hora, em defesa do clima. Nessa escuridão, será preciso se precaver contra os fantasmas. Especialmente o do aquecimento global.

As pessoas estão sempre em busca de uma causa nobre para suas vidas. A popularização dessa palavra de ordem “sustentabilidade” é o sinal claro de que, antes do efeito estufa, a chatice vai acabar com o planeta.

No fenômeno das mudanças climáticas, as causas são 10% ambientais e 90% literárias. O clima está péssimo.

Era mais interessante quando a profecia do apocalipse estava associada à chegada do ano 2000. Falava-se em Nostradamus, juízo final e toda essa estética meio Zé do Caixão. O roteiro do fim do mundo agora é um coquetel intragável de cartilhas politicamente corretas, que tentam te convencer de que você se salvará seguindo manuais de aterro sanitário e manejo de manguezal. Melhor a morte.

Essa “sustentabilidade” é um eufemismo ideológico para bom senso. Não gastar mais do que se tem, não sujar mais do que se pode limpar. Um bom começo seria economizar esses gastos astronômicos com a eco-burocracia e sua indústria do alarmismo.

Relatórios, papéis, consultores, seminários, almoços, ONGs e mais ONGs estão consumindo com voracidade os recursos planetários e a paciência humana.

Os países da Cortina de Ferro destruíram seu meio ambiente com seu socialismo obscurantista. Bastou entrar um pouco de luz, liberdade e bom senso para a situação se reverter. O mundo está procurando (e encontrando) saídas econômicas e tecnológicas para a poluição. Foi assim com a camada de ozônio, com o ar das metrópoles (os índices de melhora nunca fazem barulho), com os agrotóxicos.

Mas isso estraga a onda do romantismo de aluguel. O marketing do fim do mundo fuzila tudo que o desminta.

Fique no escuro, se quiser. Mas cuidado, porque daqui a pouco vão te convencer a almoçar dia sim, dia não, para reduzir os gases na atmosfera.


Texto de Guilherme Fiúza


FONTE: Blog do Guilherme Fiúza

17 de fev. de 2009

naná em três tempos, cassiano ricardo



FOTOS: Naná em três tempos, por Mayalu Felix (dez/2008)

O gato tranqüilo


Ei-lo, quieto, a cismar, como em grave sigilo, 

vendo tudo através a cor verde dos olhos, 

onça que não cresceu, hoje é um gato tranqüilo. 

A sua vida é um "manso lago", sem escolhos...


Não ama a lua, nem telhado a velho estilo. 

De uma rica almofada entre os suaves refolhos, 

prefere ronronar, em gracioso cochilo, 

vendo tudo através a cor verde dos olhos.


Poderia ser mau, fosforescente espanto, 

pequenino terror dos pássaros; no entanto, 

se fez um professor de silêncio e virtude.


Gato que sonha assim, se algum dia o entenderdes, 

vereis quanto é feliz uma alma que se ilude, 

e olha a vida através a cor de uns olhos verdes.


Cassiano Ricardo

13 de fev. de 2009

Jesus é doce e bom

Coca-Cola ainda não pensa em nacionalizar o Guaraná Jesus

PATRIMÔNIO DO MARANHÃO

Ainda não está nos planos da Coca-Cola nacionalizar o Guaraná Jesus, como muitos pensaram durante a campanha para escolha da nova embalagem do refrigerante, realizada no final do ano passado. A dúvida foi esclarecida pelos diretores do grupo Renosa, Nilson Roberto Tagliari e Ramos Neto, em visita à redação do Jornal Pequeno, na manhã de ontem, 5.

Segundo Nilson Tagliari, gerente do grupo no Maranhão, o que vai acontecer é uma renovação sem mudança, se referindo à nova embalagem do refrigerante que trás a figura dos tradicionais azulejos maranhenses. Ele disse que o Guaraná Jesus tem uma identidade principalmente com São Luís, e se for nacionalizada pode perder essa relação existente desde o ano de 1920, quando foi criada pelo químico Norberto Jesus. "A Coca-Cola detém a marca e o Maranhão detém o patrimônio", ressaltou Nilson Tagliari.

Renosa - O grupo Renosa, com sede no estado do Mato Grosso, se instalou no Maranhão em 23 de maio de 2006, quando adquiriu o direito de fabricar e distribuir os produtos da Coca-Cola. O diretor organizacional do grupo, Ramos Neto, disse que nesses quase três anos foi possível duplicar a produção para quatrocentos milhões de litros por ano, além de dobrar a frota de quarenta para oitenta caminhões e comprar cento e trinta motos próprias, pois antes os seus funcionários trabalhavam com as motocicletas deles.

Outro destaque, segundo Ramos, foi a volta da diretoria da empresa para o prédio localizado no bairro Outeiro da Cruz, assim como o serviço de distribuição. Eles também destacou os investimentos voltados para os seus clientes, como o fornecimento de geladeiras e vasilhames, resultando em R$ 100 milhões desde a chegada do grupo no Maranhão.

FONTE: Jornal Pequeno, via  Blog Notícias Cristãs.

28 de jan. de 2009

my love


Ontem, no finalzinho da tarde, estava dentro de um ônibus passando por ruas de Botafogo e Laranjeiras, ouvindo no MP3 "Nothing's Gonna Change My Love For You", do George Benson. Quando ouço esta música sempre penso que o amor de Deus é um pouco como o que a voz linda de George Benson canta: "Nothing's gonna change my love for you, you ought to know by now how much I love you... One thing you can be sure of: I'll never ask for more than your love..." E Deus está sempre me dizendo isso, o tempo todo: "Nada vai mudar meu amor por você, você precisa saber o quanto eu te amo... De uma coisa você pode estar certa: eu nunca vou pedir mais que o seu amor..." Mais que o amor romântico que a música exalta, sempre que a ouço penso no amor de Deus, que é fiel e perene, e nunca me deixará. É como diz a letra da música: "I'll be there for you if you should need me, you dont have to change a thing, I love you just the way you are. So come with me and share this view, I'll help you see forever too..." Deus está sempre disposto a nos ajudar, não importa quão difícil seja nossa situação. Ele não muda e nos ama como realmente somos. O pecado, o mal, as tristezas e as dores da vida nos fazem ser diferentes do que deveríamos ser. Muitas vezes somos moldados e nos tornamos amargos, descrentes, cínicos em relação à vida e à sua beleza. Mas fomos criados para ser como Ele, a partir do que pudemos vislumbrar em Jesus. Nossa trajetória, muitas vezes, é desviada de seu amor em virtude das desventuras deste mundo ruim, mas o Pai está sempre nos chamando: "Venha comigo", diz Ele, "Eu o ajudarei para sempre..." Entregar a vida a Deus não deveria ser um ato de desespero, mas algo natural, fruto do desenvolvimento de nossa espiritualidade. É maravilhoso contemplar a beleza das coisas com o olhar de Deus, confiante não no que fragilmente somos, mas na firmeza e na perenidade do que Ele é. Muitos só têm um encontro com o amor do Pai quando o desespero toma conta da vida. Quando não há mais nada a fazer diante de um problema é comum ver pessoas em busca do sobrenatural de Deus. Mas não há nada melhor que viver com Deus durante a juventude e aproveitar os melhores anos da vida ao lado do seu amor. Apesar dos males da vida e de nossos próprios erros, é tão bom saber que Ele nos ampara, nos acolhe, nos presta socorro em qualquer situação e nos protege, e que será assim por toda a eternidade.

12 de dez. de 2008

cigarro: charme francês ou problema social?


Les Français fument toujours autant
L'interdiction de fumer dans les cafés et les restaurants n'a pas eu l'impact escompté.
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Un an après son entrée en vigueur, l'interdiction de fumer dans les bars et les restaurants n'a eu «aucun impact» sur le nombre de fumeurs en France. Ce constat amer, formulé jeudi par l'Office français de prévention du tabagisme (OFT), pousse aujourd'hui l'association à réclamer de nouvelles mesures. «Alors que 54 millions de cigarettes avaient été écoulées en 2004 , le volume des ventes sera équivalent en 2008», déplore son président, le professeur Bertrand Dautzenberg, qui s'apprête à enregistrer la «quatrième année consécutive de non-régression du tabagisme actif».

La France compte environ 30 % de fumeurs réguliers ou occasionnels. Très bien respectée, l'interdiction de fumer dans les lieux publics semble également plébiscitée par les Français. Mais la mesure n'a pas eu l'effet escompté sur la consommation de cigarettes. Selon un sondage réalisé en mai pour l'Institut national de prévention et d'éducation à la santé (Inpes), 9 % seulement des fumeurs déclaraient voir dans l'interdiction de fumer une raison d'arrêter. L'OFT observe aujourd'hui deux indicateurs supplémentaires : la stagnation du nombre d'appels passés à la ligne d'aide au sevrage, Tabac Info Service, ainsi que celle des ventes de substituts nicotiniques. «Chez les collégiens parisiens, la consommation de tabac est même repartie à la hausse entre 2004 et 2008», ajoute le Pr Dautzenberg, qui propose aujourd'hui dix mesures concrètes permettant, selon lui, de faire reculer le tabagisme actif. Première d'entre elles, l'augmentation du prix du tabac : «une hausse de 10 % diminuerait de 4 % la consommation», selon l'OFT. L'introduction de paquets génériques, neutres et dénués de toute publicité indirecte, ou encore la vente des cigarettes sous le comptoir sont également recommandées. L'instauration des images chocs sur les paquets est, elle, actuellement à l'étude au ministère de la Santé.

Peu de prévention au collège
«Les collégiens n'ont reçu cette année que peu de messages de prévention pour leur rappeler les vrais dangers du tabac : les dernières campagnes importantes leur ont été en effet présentées lorsqu'ils étaient encore à l'école primaire», regrette par ailleurs l'association, qui réclame des campagnes ciblées à leur intention. Une meilleure prise en charge de l'arrêt du tabac et la formation des professionnels de santé sont enfin préconisées.

En mai, à l'occasion de la Journée mondiale sans tabac, la ministre de la Santé, Roselyne Bachelot, avait annoncé le lancement d'une campagne de presse et télévisée incitant au sevrage. L'interdiction des cigarettes aromatisées, conçues pour séduire les adolescents, a, elle, été glissée dans la loi de santé qui sera examinée à l'Assemblée nationale en janvier. «L'interdiction de fumer dans les lieux publics a considérablement amélioré la qualité de l'air dans les cafés, souligne-t-on dans l'entourage de Roselyne Bachelot. N'oublions pas que l'objectif premier était de protéger les non-fumeurs.»
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Texte de Delphine Chayet, 12/12/2008

8 de dez. de 2008

as deusas, as musas e os maridões


Um fenômeno da imprensa de futilidades é a repetição de certas palavras para designar astros e estrelas do show business. Os termos escolhidos se desgastam com o tempo e adquirem novos sentidos, após o uso indiscriminado. Há algum tempo que o emprego de determinados termos foi amplamente adotado nas reportagens descoladas e desmioladas que ilustram o mundinho dos artistas, quase sempre das novelas e do mundo musical de baixa qualidade, dos endinheirados e das pessoas estilosas.

Outro dia parei em uma banca de jornal e comecei a folhear uma revista dessas. Lá estavam as “deusas”, as “musas” e os “maridões”. Sem encontrar termos novos, a mídia repete essas mesmas palavras ad nauseam. Da revista Caras à TV Brasil, lá estão eles. São personagens de nosso cotidiano no salão de beleza, na ante-sala do dentista, do médico e da esteticista. Não nos faltam na hora de enfrentar aqueles minutos chatos até a hora do atendimento.

Por “musa” entenda-se qualquer mulher que tenha feito comercial de cerveja. Tirou foto pelada? É musa. Colocou silicone nos peitos? É musa. Dos gregos resta uma vaga lembrança da idéia original, usada e abusada nestas terras tropicais. Da Sandy à Ana Maria Braga, todas são musas. Uma não-musa deveria ficar feliz: saiu da vala comum. O uso de “musa” está tão difundido que daqui a pouco vão substituir o “senhora” por musa. Senhora, mulher, deputada, senadora, prefeita, cantora, atriz, a lista é longa. Imaginem a revista Carta Capital, ou a Veja, chamando a ministra Dilma Roussef de “musa”. Não está longe de acontecer.

Pior que musa é deusa. Deusa ninguém merece. Me lembra uma amiga da minha mãe, uma senhora de mais de 50 anos que se chamava Deusa. A Dona Deusa. O chato é que “deusa” é usada quando falta outro nome. Ninguém mais diz “a atriz...” São todas “deusas”. Com a enorme safra de modelos-atrizes-apresentadoras, chamar alguém de atriz inadvertidamente pode até dar processo. Mas deusa pode, para tristeza da inculta e bela. Como praticamente todas as mulheres que aparecem em revistas de fofocas já se tornaram deusas, tenho a impressão de que vivemos numa Grécia revisitada, inclusive no critério numérico. Se antes as deusas eram poucas, hoje são centenas. Namorou jogador de futebol? É deusa. Posou pelada? É deusa. Fez novela? É deusa. E ainda existem as deusas do hortifruti, que são metade mulheres, metade frutas, e aí há fartura de melancias, jacas e morangos.

Mas nem só de deusas vivem as revistas de fofoca. Muitos homens são classificados de “maridões”. O maridão é uma categoria masculina em alta. Morou junto, namorou, casou, não importa: apareceu de bermudão e havaianas, andando de mãos dadas com alguma famosa de ocasião, é maridão. Existe uma necessidade absurda dessa imprensa por maridos. As mulheres adoram. Esposas são poucas, dada a abundância de musas e deusas, mas os maridos se multiplicam. A palavra “maridão”, em si, denota aquele homem meio indolente que anda sem camisa e acompanha a mulher famosa. É o marido que só é fotografado porque está ao lado da mulher conhecida. O sufixo de grau aumentativo confere uma idéia bondosa, paciente e bonachona ao homem que acompanha a “deusa”. Antes de cair em desgraça, o ex-marido da atriz Suzana Vieira, ela mesma uma musa-deusa, era o “maridão”. Por aí já dá pra imaginar. Deusas e musas não têm marido, têm “maridão”. Homens belos e conhecidos, em geral, são “gatos” e “galãs”. Aliás, “galã” é outra palavra coringa: se fez propaganda de cueca já é considerado galã. Qualquer coisa serve. Inventou a dança da manivela? É “gato”. Participou do programa da Ana Maria Braga? É “galã”. E por aí vai. Já homens quase desconhecidos, mas casados com mulheres conhecidas, são “maridões”.

Nada contra as musas, as deusas e os maridões. Muito pelo contrário. As palavras sinalizam quem é, de fato, absolutamente comum. Chamar alguém de "musa" é conferir à pessoa o certificado de mesmice. “Não há nada de interessante nela, é uma musa”. Se alguma reportagem fala de alguém que não é musa, nem deusa, nem maridão, bom, nesse caso deve ser alguém interessante.

13 de nov. de 2008

parabéns pros mano e pras mina


Este Blog se alegrou pelo Coríntians, maior time de São Paulo e segundo maior do Brasil, que voltou ao primeiro escalão do futebol nacional.

Parabéns à torcida FIEL do timão, a segunda maior torcida de raça do Brasil!

Se eu não fosse do FLA, seria torcedora do grande Coríntians!

:)

12 de nov. de 2008

coisas surpreendentes

A propaganda do SporTV na Globo
Vocês já viram a propaganda do canal de TV paga SporTV, da Globo, no canal aberto da emissora? Pois bem. Eu já vi. Muito bonita, aliás. Música rock, com guitarras em ritmo marcado compõem, com as imagens de atletas (alguns muito conhecidos, olímpicos) em ação, em câmera lenta, uma peça publicitária que passa ao telespectador a idéia de movimento, exatidão, força, vitória. Uma propaganda perfeita para um canal top de linha.
A pergunta que não quer calar é: por que a propaganda do SporTV não inclui atletas paraolímpicos em suas cenas? A Globo não é uma empresa politicamente correta? Ou será que na verdade a empresa considera os atletas paraolímpicos uma subcategoria do esporte, que não deve figurar em suas belas peças publicitárias?
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Palhaçada
Agora que passou eu vou falar: achei o fim da picada a Globo enviar para os EUA n jornalistas, e transmitir de lá o Jornal Nacional. O pior mesmo foi ver o William Bonner Simpson narrando a vitória do Obama com a voz embargada. Quero ver algum presidente brasileiro merecer tamanha consideração e emoção. Bom, a Globo cometeu uma hipérbole jornalística (mais uma). A eleição do novo presidente dos EUA não é nem nunca foi o fato mais importante do planeta. É, e pode ser, se a mídia assim o fizer, se isso for construído, como foi. Ficamos todos com cara de idiotas, vendo a TV e exclamando: "hãããã..." Pelo menos os jornalistas aproveitaram o passeio e fizeram umas comprinhas. Falando seriamente, penso que o comportamento da mídia é irresponsável, pois cria expectativas falsas, desvia a atenção do público para temas de suma importância no Brasil e faz das eleições estadunidenses um espetáculo pirotécnico e histérico. Eu acho que isso é falta de respeito com o telespectador.
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A hipocrisia da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR)
Quando se chega ao fundo do poço, ainda é possível cavar... Não acreditei na reportagem que li ontem. A Igreja Católica resolveu demitir um padre porque ele era casado. Bom, o problema não é a demissão em si, o fato isolado, mas vamos colocá-lo em relação com outros fatos: A ICAR é a igreja que, em todo o mundo, acolhe padres pedófilos, abafa casos, transfere os criminosos de paróquia e a vida continua. Diz que deve "acolher" seus filhos e perdoá-los, mesmo que eles tenham cometido crimes hediondos, como os inúmeros abusos sexuais, de toda ordem, que seus padres têm feito em todos os continentes contra crianças e adolescentes. Mas, quando surge um padre que se casa (e isso é bíblico!), em vez de preferir pecar, a ICAR o repudia! Ops! É muita, muita hipocrisia. E, pelo que parece, o padre é querido na comunidade, os fiéis sabiam de sua condição, ele não escondia que tinha sua família e ainda assim era chamado para celebrar casamentos e realizar batismos... O Troféu Hipocrisia vai para a Igreja Católica, é claro!
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Declaração
Falando em hipocrisia, eu me lembrei do Daniel Dantas, banqueiro criminoso do Banco Opportunity, do Gilmar Mendes, ministro corrupto do STF, e do Lula, presidente corrupto do Brasil. Aproveito a lembrança e declaro todo apoio ao policial Protógenes Queiróz, que está sendo perseguido por ter prendido o dono do cofre do PT e benemérito das autoridades públicas, que também sabem retribuir a bondade recebida de diversas formas. Daniel Dantas - e por isso houve tanta celeuma com sua prisão - é o financiador corrupto da campanha do Lula. Se ele abrir a boca, as coisas se complicarão em 2010. Zé Dirceu e Genoíno fizeram miséria (modo de falar, porque eles fizeram muito dinheiro, na verdade) com o erário e não aconteceu nada com eles! E o Protógenes Queiroz, por cumprir suas funções de modo leal ao povo, seu verdadeiro "patrão", corre o risco de ser preso? O pior é que ele denuncia tudo, dá entrevistas, declara o que está acontecendo e ninguém faz nada! Nessas horas eu não sei onde estão o PSOL, o PSTU, a corrente O Trabalho...
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O governador bonzinho
José Serra é um governador bonzinho: vai doar quatro bilhões de dólares do dinheiro do povo para as montadoras enfrentarem a "crise". Quase chorei, quando soube da notícia. Assomaram-me lágrimas aos olhos... E sabem por que ele fez isso? Para que as montadoras não demitam funcionários! Ele só pensa no povo, não é mesmo? Mas, em agosto de 2006, a Volkswagen demitiu 1.800 funcionários e o governador de São Paulo, na época o Geraldo Alckmin, também do PSDB, não deu um pio [http://noticias.uol.com.br/ultnot/economia/2006/08/29/ult1767u74609.jhtm] ! O José Serra, que se elegeu em outubro de 2006, e tomou posse em janeiro de 2007, também não deu um pio, quando assumiu o Palácio dos Bandeirantes! Nem Lula disse nada! Ou seja: os trabalhadores são prejudicados e os governos, seja do PT, seja do PSDB, se omitem. E o Governo Lula, pasmem, fez o BNDES "emprestar", em 2006, R$ 500 milhões para ajudar a fábrica da Volks em São Bernardo. E agora o governo de São Paulo dá essa mãozinha. Pois é, uma mão lava a outra: as montadoras ajudam os governadores e o presidente a se eleger e eles ajudam a Volks (e as outras montadoras) a continuar lucrando. Mas não deixa de me impressionar ver que o governo de José Serra ajuda as montadoras com tanta liberalidade mas se recusa a negociar com os policiais civis do Estado mais rico do país, que ganham, pasmem, o mais baixo salário do Brasil. A greve iniciada no dia 16 de setembro continua até hoje, e eu ainda não vi o governador José Serra mover uma palha para que a situação seja resolvida. Para o governador de São Paulo este blog concede o Troféu Cara de Pau.
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"Loja conhecida"
Fico impressionada com a "cobertura" da mídia... Um segurança cujo nome não foi divulgado matou com um tiro, dentro de uma loja conhecida, cujo nome não foi divulgado, um cliente - cujo nome foi divulgado. Acompanhei a notícia em um canal de TV e vi o cuidado que a emissora teve (a Band ou a Record) para não divulgar o nome do segurança, não dizer em que "loja conhecida" o cliente foi assassinado e não divulgar o nome da empresa de segurança. Quando é um pobre lascado que mata alguém, a imprensa diz tudo: nome da favela, nome do pobre, nome do local do crime. E ainda filma a casa do criminoso. Mas, como a notícia envolvia as Casas Bahia, rica loja de móveis e eletrodomésticos, e a empresa Gocil, uma das maiores do ramo de segurança terceirizada de São Paulo, algumas emissoras fizeram biquinho na hora de divulgar os dados.

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