Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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10 de jun. de 2008

homem primata

Jovem leva multa de R$ 2 mil por agredir o próprio cachorro
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Segundo vizinhos, dono tinha o hábito de bater no cão até ser denunciado ao Ibama.
O poodle preto de quatro meses será adotado por outra família de Brasília
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Um rapaz de Brasília foi multado em R$ 2 mil por ter espancado o próprio cachorro. Segundo testemunhas as agressões eram recorrentes, mas na última quinta-feira (5) o jovem de 18 anos teria exagerado ao chutar o cão e jogá-lo contra a parede, quebrando sua pata. Irritados, os vizinhos ligaram para o Ibama e ameaçaram bater no jovem. O agressor tem 20 dias corridos para recorrer da decisão ou pagar a multa.
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Quem levou Bob - um poodle preto de quatro meses – ao veterinário foi a namorada do agressor, já que ele tinha fugido com medo da ira dos vizinhos. “Quando chegamos à clínica onde o cachorro estava, avisamos à moça que iríamos autuá-la pela co-autoria do crime caso ele não aparecesse, só aí ela ligou para ele”, conta o analista ambiental e coordenador da divisão de fiscalização de fauna do Ibama, Antônio Paulo de Paiva.
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O jovem apresentou-se ao Ibama na tarde de sexta-feira (6) e foi autuado por maus-tratos, de acordo com o artigo 32 da lei de crimes ambientais. O rapaz pegou a punição administrativa máxima para esse caso: multa de R$ 500 a R$ 2 mil. O Ibama ainda irá encaminhar um relatório sobre o ocorrido ao Ministério Público Federal (MPF) para que seja aberto um processo criminal. A pena é de três meses a um ano de detenção. “Infelizmente, a lei é muito branda e ele deve, no máximo, pagar umas cestas básicas”, lamenta o analista.
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Adoção
Ao comparecer ao Ibama, o jovem garantiu que apenas havia pisado no cão sem querer, quando corria atrás dele. Mas, segundo Paiva, as lesões de Bob não eram compatíveis com um simples pisão. “Esse fator aliado à quantidade de pessoas dispostas a depor contra o rapaz são suficientes para incriminá-lo”, assegura.
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Desde que foi autuado, o jovem não apareceu no apartamento onde mora e está proibido de ver Bob. O cachorro deve receber alta ainda nesta segunda-feira (9) e sairá da clínica veterinária com uma nova família. Muitas pessoas pediram ao Ibama para adotar o poodle. “Analisamos o perfil dos interessados e encontramos uma família que tinha acabado de perder um cãozinho muito parecido com o Bob e tinha um histórico que nos transmitiu confiança”, explica o analista.
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De acordo com Paiva, as denúncias sobre maus-tratos a animais correspondem à metade das ligações feitas à Linha Verde do Ibama. Somente no Distrito Federal, pelo menos cinco pessoas denunciam esse tipo de agressão por dia. “Esse número nem representa a realidade, pois muita gente nem chega a denunciar”, comenta.
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FONTE: Portal G1

15 de dez. de 2007

Coisas que eu amo (VI)


  • milkshake de ovomaltine do Bob's;
  • casas de madeira;
  • o som maneiríssimo dos White Stripes;
  • as guitarras do Deep Purple;
  • o silêncio;
  • ver peixes dentro de um aquário;
  • a profissão de veterinário;
  • os filmes Kill Bill volumes I e II, de Tarantino;
  • o filme As Crônicas de Nárnia;
  • os filmes de Harry Potter;
  • os filmes de O Senhor dos Anéis;
  • o filme Pulp Fiction, de tarantino;
  • o sotaque gaúcho;
  • ouvir um norte-americano falando francês : P
  • as apreensões do Ibama;
  • as operações da Polícia Federal;
  • a cidade de Bruges, na Bélgica, no inverno;
  • o livro O Senhor do Impossível, de John Ogilvie;
  • produtos das marcas agnès b. e Kookaï;
  • os livros do Watchman Nee;
  • o livro Curso de Língüística Geral, de F. de Saussure;
  • as músicas do Balão Mágico;
  • pé-de-moleque;
  • amendoim japonês;
  • a série de TV Smallville;
  • a pregação Mensagem no Jardim da Tumba, do Caio Fábio;
  • brilho/hidratante labial sabores cereja e morango;
  • tubarões brancos;
  • os Salmos 1, 91, 23, 37 e 150 (Bíblia);
  • cair de costas, de braços abertos, e afundar na neve!!!;
  • viajar levando menos que o essencial, isto é, realmente o essencial;
  • calcinhas de algodão.

28 de out. de 2007

Caninos

Esta é a Pitty, minha pitbull baby. É linda, hein? Neste dia ela tomou suas vacinas, recebeu medicação etc. e foi banhada, secada e perfumada. Aqui ela está dentro da fantástica máquina de secar animais, no Pet Shop do Dr. Renan, da Clínica 4 Patas.


Um Chow-chow que estava por lá... que feinho!
Que duas gracinhas! Lindos e babões!

Este aqui parece um lobo... Lindo...

12 de ago. de 2007

Dies Dominicus

Mais um domingo... Ontem foi um dia triste. Há uns quatro meses recolhi, da Uema, uma cachorrinha abandonada. Geralmente me encantam os gatos, mas a história da cachorrinha, abandonada à sua sorte miserável, faminta, cheia de carrapatos, me comoveu. Levei-a ao veterinário, que aplicou-lhe as vacinas de praxe, deu-lhe um banho, recomendou isso e aquilo. Comprei ração, remédios, acolhi a cachorrinha em casa e dei-lhe o nome de Garota. Ao ver que era aceita, de medrosa passou a ser doce, calorosa. Eu chegava em casa e já ouvia seus latidos de alegria, e ela vinha toda faceira, se deitar aos meus pés. Após um momento seus problemas de saúde começaram, e foram muitos. Um calvário de internações, remédios, soro, até que ela emagreceu muito. Em seu pelo surgiu um fungo que não saía. Nenhum remédio foi capaz de controlar. Em mais uma visita ao veterinário, solicitação de exames, novos. E a confirmação de que a Garota estava muito, muito doente. Não havia cura, seria necessário sacrificá-la. Soube pelo telefone, ainda na sexta-feira, que o segundo exame, mais apurado que o primeiro, também tinha resultado positivo para a doença. Não tive coragem de ir buscá-lo, passei a sexta-feira sem saber o que fazer. No sábado pela manhã liguei para o veterinário e marquei a hora. Primeiro, fui buscar o exame. Eu e ela, no carro, fomos ao laboratório, e depois à clínica. Cheguei lá, então, e entreguei a Garota ao ajudante do veterinário. Fui ao banheiro e, quando voltei, haviam amarrado sua boca, para que ela não mordesse ninguém. Pedi que tirassem a corda, ela era tão doce que não morderia. Me despedi dela, como se soubesse que ela compreendia. Disse que não doeria, que ela não se preocupasse. Que deveria haver um céu para cachorrinhos como ela, que se houvesse ela iria pra lá. A primeira injeção já havia sido dada, lentamente a Garota, sedada, perdia os sentidos. Depois, a segunda. Mais um sedativo. E eu olhava e via que ela ainda respirava, de repente me deu vontade de pedir pra parar tudo, pra soltá-la, que eu iria cuidar dela, mesmo doente, mesmo que ela sofresse, porque meu carinho era muito egoísta, e eu já havia me acostumado com sua meiguice. Então veio a terceira injeção, cloreto de potássio. Essa fez com que seu coração parasse imediatamente. A essas alturas eu tentava ver se ela ainda respirava, e pedia perdão, porque por último vi em seus olhos a confiança que depositava em mim. Senti-me culpada e estúpida, impotente, sozinha. Seu corpo seria cremado. Dali foi recolhida, e não a vi mais. Cheguei em casa e esperei ouvi-la, mas o silêncio fazia as vezes de acusador. Vi suas coisas, brinquedos, pratinho, e joguei tudo fora. À noite chorei, soluçava como se tivesse perdido uma filha. E hoje o dia inteiro doía-me essa sensação de culpa e a saudade, as lembranças, a casa vazia. Queridos amigos que visitam meu bog, perdoem-me. Queria ter escrito algo mais alegre, quem sabe comentar a respeito da insanidade que assola o governo do Maranhão, ou observar as asneiras dos jornais chapa branca (seriam os jornalistas astronautas?), mas vou fazê-lo depois. Amanhã. Por enquanto minha dor é essa, exposta como uma ferida. Sei que vai passar, o tempo tudo leva, mas o que não posso agora é passar por cima do tempo. Porque há um tempo para todas as coisas. Boa semana a todos.

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