Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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14 de fev. de 2014

Tributo ao Salmo 150: dC Talk - Jesus Freak

Louvai ao SENHOR.
Louvai a Deus no seu santuário;
louvai-o no firmamento do seu poder.
Louvai-o pelos seus atos poderosos;
louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
Louvai-o com o som de saxofone;
louvai-o com o baixo e a guitarra.
Louvai-o com a bateria e os backing vocals,
louvai-o com o rock'n roll e o blues.
Louvai-o com os violões acústicos;
louvai-o com guitarras dissonantes.

Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor.
Louvai ao Senhor.


Salmo 150



26 de jan. de 2010

o mover de Deus? por david wilkerson

Vale a pena ver este vídeo, são nove minutos e 50 segundos de uma profunda reflexão do pastor David Wilkerson, fundador do Desafio Jovem, em New York, acerca do que se tem feito hoje nas igrejas, em todo o mundo. Veja tudo, pense sobre isso, rejeite o que o diabo tem feito dentro das igrejas.



21 de dez. de 2009

o pessoal do "liberô geral", texto de sacha

Ontem, vimos como a Supremacia de Cristo coloca nossas regras e padrões de conduta na perspectiva correta. Vimos que qualquer tentativa de construir regras humanas para crescer na santificação é aparência de sabedoria, mas falsa humildade e sem valor algum. Vimos que a própria Supremacia de Cristo nos dá o foco necessário para viver a vida terrestre com os olhos nos céus. Porém, existe o outro lado que precisamos nos guardar também, a ideologia do “liberô geral”!


As idéias pré-Gnósticas também levaram alguns ao desprezo por qualquer responsabilidade ética ou moral. Foram essas idéias que incentivaram a libertinagem ética, onde tudo é permitido e válido. E, assim como hoje, isso tomou várias formas na época dos apóstolos. Tinha gente que enfatizava o “conhecimento” sobre todas as coisas, mas desassociava o “conhecimento” da pessoa de Cristo. Era um misticismo recheado de termos cristãos que levou centenas de pessoas a viverem como “inimigos da cruz de Cristo.” Sobre esse tipo de “teólogos”, Paulo afirmou que “o destino deles é a perdição, o seu deus é o estômago e eles têm orgulho do que é vergonhoso; só pensam nas coisas terrenas.” (Filipenses 3.19) Ou seja, era gente que vivia guiado tão somente por amor ao mundo e o que nele há.

O apóstolo Pedro também lidou com alguns do time do “liberô geral”. Em sua segunda epístola, Pedro exorta seus leitores com base em dois tipos de lembretes, teológico e ético. O ensino errado das idéias pré-Gnósticas tinha influência ética. Era mais um exemplo da importância de um ensino sólido para um comportamento coerente com o Evangelho. Por exemplo, os pré-Gnósticos ensinavam que não haveria uma Segunda Vinda de Cristo e zombavam do ensino dos profetas com relação a esse assunto. Então, Pedro lembrou seus leitores que a Palavra de Deus é verdadeira e digna de confiança (2 Pedro 1.19-21; 3.1, 2) e que a Segunda Vinda de Cristo é uma realidade (2 Pedro 3.8-10). Viver uma vida de libertinagem ética é desprezar a realidade da Segunda Vinda de Cristo e que Sua Palavra não tem crédito. Mas muita gente viveu assim e muita gente ainda vive assim: “17. Esses homens são fontes sem águas e névoas impelidas pela tempestade. A escuridão das trevas lhes está reservada, 18. Pois eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. 19. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina.” (2 Pedro 2.17-19)

Note bem essa descrição acima. São pessoas que abraçam a “intelectualidade” desassociada da pessoa de Cristo. O resultado é uma confusão moral e uma religião subjetiva, sem certos ou errados. Gente que promete a liberdade, mas vive em escravidão do pecado. São pessoas que acreditam que pensam com o cérebro, mas vivem de acordo com o estômago. “Puxa, pega leve!” Mas não sou eu! Veja o que Pedro fala sobre eles... “ignorantes e instáveis torcem [os ensinos do apóstolo Paulo, vide versículos anteriores], como também fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.” (2 Pedro 2.16) O assunto é sério e precisamos desse alerta. Longe de nós vivermos padrões humanos para alcançar a santidade (como alguns em Colossos)... e longe de nós desprezar a moral do Cristianismo.

Sim, a Palavra de Deus nos ensina uma conduta agradável a Deus sobre nossa língua (Efésios 5.25 e 29); nossa sexualidade (1 Coríntios 7.1-8; 1 Tessalonicenses 4.1-8); nossa modéstia (1 Timóteo 2.9; 1 Pedro 3.1-5); nossos deveres conjugais (Efésios 5.22-33 ; 1 Pedro 3.1-7); etc. A Palavra de Deus não se cala com relação a nossa responsabilidade ética e somos chamados a viver uma vida santa. Quem tem um discurso diferente ainda não entendeu o Evangelho.

“17. Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam. 18. Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém.” (2 Pedro 3.17, 18)

***

9 de dez. de 2009

é o cabeça




Bem… se Jesus é o “Cabeça”, então os doze apóstolos são, na ordem, Cabecinha,Vermelhão, Indiano, Fura-Olho, Caixa Dois, Zé Muamba, Turcão,Turquinho, Camarão, Escalpo, Chuck Norris e X-9.


***


COLABORAÇÃO: Paula Costa, minha irmã, que se queixa de ter dois fiiiilhos e trabalhaaaaar...

crítica a um texto de hermes fernandes






Igreja Gay: uma vergonha para os evangélicos!


texto de Hermes Fernandes


Semana passada, no dia 27 de Novembro, uma das rádios evangélicas de maior popularidade do Brasil exibiu um debate sobre homossexualismo. Entre os participantes estavam o Pr. Silas Malafaia, o Desembargador Fábio Dutra, o Pr. Paulo Afonso, o Pr. Augusto Miranda, o Pr. Paulo César e o Pr. Marcos Gladstone. Este último é líder da Igreja Contemporânea do Rio de Janeiro, conhecida como "igreja gay".

Gladstone é homossexual assumido, e declara ser casado com seu companheiro e também pastor Fábio Inácio.

O debate poderia ter sido muito proveitoso, caso não houvesse alguns momentos desrespeitosos, onde as partes se atacaram mutuamente.

Silas, como sempre, vociferou suas opiniões sem o menor recato, chegando ao cúmulo de referir-se aos seus opositores que assistiam no auditório da rádio como "bonecas". No final, retratou-se, sabendo que isso poderia lhe render uma ação jurídica.

Se todos mantivessem a linha, muitas coisas poderiam ter sido esclarecidas. Oportunidade desperdiçada.

Tive pena do Gladstone. Embora discorde de seus posicionamentos, acho que ele merece respeito, como qualquer ser humano.

Silas disse que não há igreja evangélica gay, nem tampouco "pastor gay". Gladstone, para revidar, afirmou que era pastor reconhecido pela Federação de Teólogos do Brasil (ou algo do gênero).

Um dos momentos mais curiosos foi quando Gladstone afirmou que muitos pastores e filhos de pastores já o procuraram em sua igreja, confessando que eram gays. Não duvido nada! Conheço o caso em que um pastor foi flagrado sentado no colo de um obreiro.

Definitivamente, a igreja evangélica brasileira não está preparada para discutir um assunto tão polêmico como este. Falta maturidade, finesse, e sobretudo, amor.

Por que acho que é uma vergonha para os evangélicos que haja uma igreja gay? Simples. Esta igreja só surgiu para preencher uma lacuna deixada pela igreja evangélica. Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.

Não estou dizendo que as igrejas deveriam legitimar sua conduta. Não! Apenas afirmo que devemos ser mais misericordiosos, compassivos, agindo mais ou menos como nosso Mestre agiria.

Me recuso a acreditar que Jesus os rechaçaria. Também não acredito que Ele estimularia que Seus seguidores se entrincheirassem contra os homossexuais, como tem sido feito.

Tornamo-nos seus inimigos número 1. Como poderemos evangelizá-los? Como poderemos conduzi-los aos pés do Salvador?

Será que somos melhores do que eles? Será que nossa avareza, idolatria, inveja, carnalidade, ocupam um lugar de menor importância dentro da lista de pecados condenados pela Palavra?

Sinceramente, creio que a Igreja deveria se manifestar solidária a todo grupo humano minoritário que buscasse ser respeitado. Sem endossar qualquer que fosse a conduta pecaminosa, deveríamos comprar uma briga pelas prostitutas, homossexuais, seguidores das religiões afro-brasileiras, ciganos, etc.

Te escandalizei?

Pois o Cristo a quem sirvo também escandalizou os religiosos pudicos de Sua época ao colocar-se em defesa da mulher adúltera, desmascarando a pseudosantidade dos religiosos que queriam apedrejá-la.

Tornamo-nos tão diferentes de Jesus. Estamos sempre do lado errado. Do lado dos poderosos, dos mantenedores do Status Quo, dos corruptos, dos salafrários.

Repito: não acho que devemos baratear a mensagem do Evangelho, endossando qualquer conduta que não se coadune com seus valores e princípios.

Porém, acredito que devemos usar de misericórdia, tanto quanto dela necessitamos. Afinal, são os misericordiosos que alcançarão misericórdia.

Ao xingar seus oponentes de 'bonecas', ou 'meninas', Silas Malafaia revelou o lado preconceituoso daqueles a quem ele julga representar. Foi um desserviço à causa do Evangelho.

Nunca vi ninguém se converter no calor de uma discussão.

Se queremos ser respeitados, devemos, antes de tudo, respeitar, mesmo o mais vil pecador. Não somos melhores do que eles.

Que tal se olharmos para nós mesmos como fez Paulo, que considerou-se o principal dos pecadores?

Que tal se deixarmos de olhar para o outro de cima pra baixo, e considerar-nos igualmente carentes da graça de Deus?

Que o Projeto de Lei 122 precisa de ajustes, não resta dúvida. Mas não será com xingamentos e ataques que vamos reverter isso.

O que não se pode negar é que o debate serve mesmo é a interesses políticos daqueles que se fiam na ingenuidade do povo evangélico para se elegerem.

Igreja nenhuma deveria sentir-se ameaçada por qualquer que seja a PL. Faz-se um escarcel danado para que os crentes pensem que a tal "ditadura gay" vai obrigar às igrejas a aceitarem e celebrarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E assim, os propineiros vão se elegendo e agradecendo ao deus Mamom pelas "graças" recebidas.

Bem... Esta é minha humilde opinião. Você tem todo o direito de discordar.



***




***


MINHA CRÍTICA: Bom, o autor me deu o direito de discordar. Ainda bem. Tem gente que tem blog e, quando eu discordo de sua opinião, não publica meu comentário. Paciência. 


Mas, discordando, vou fazer minha crítica. Vamos lá. Hermes Fernandes fala de "amor". Que amor? Ora, o amor senso-comum, o amor vendável, o amor que é só aprovação, jamais correção. Usando um conceito de amor distorcido como escudo, muitos cristãos - sobretudo os que se declaram "modernos" e antirreligiosos - têm deixado de abominar o pecado que Deus abomina.


A prática homossexual é pecado, isso está claro na Bíblia, e não se trata de uma questão de interpretação, como querem alguns: Deus criou Adão e Eva, e não Adão e João, ou Eva e Ana. Isso, por si só, mostra que o princípio do Criador para o estabelecimento da família foi macho e fêmea, e que, tendo estabelecido o casal, deu-lhe a possibilidade de gerar vida, tendo filhos e criando a família. A prática homossexual, o casamento gay, as uniões homoeróticas e tudo o que vá nesse sentido ferem o princípio basilar estabelecido por Deus em toda a natureza, em toda a criação.

Creio que há dois erros na igreja cristã, em relação ao comportamento homossexual: o primeiro é o extremo da agressão e da discriminação. O cristão, por mais que isso lhe custe, deve amar o pecador, qualquer pecador, e deve tratá-lo com respeito - Jesus assim o faria. O segundo erro, decorrente da tentativa de corrigir o primeiro, é o outro extremo: a falta de discernimento, de exortação, de admoestação, de correção por meio da Palavra, de proclamação da Verdade contra toda a mentira que a faz ser diferente do Plano de Deus. O homossexualismo é pecado, o homossexual é um pecador. 

A boa notícia é que Deus ama o pecador, ama o homossexual, e por isso quer seu arrependimento, a mudança de vida, de caminhos, de mentalidade. Se não amasse o pecador, mandaria a humanidade para o inferno, direto. Não fez isso, contudo: enviou seu próprio filho para morrer pelos homens. Por fazer o impossível, e o que muitos julgam improvável e difícil, Deus pode transformar todo impulso homoerótico em vida afetiva e sexual de acordo com sua vontade, mas é preciso primeiro o arrependimento, a confissão do pecado, o desejo de superação. É preciso que o homem ou a mulher que tenham a prática homossexual a considerem errada. Sem isso, não há mudança. E é assim para qualquer pecador, não há exceção.

O que se vê hoje? Grupos que defendem acima de tudo o direito à homossexualidade querem que não mais vejamos a prática como pecado, erro, mal, aceitando-a naturalmente, como à heterossexualidade. Ora, todos têm o direito de pensar e viver como bem lhes parecer. Mas não podem obrigar ninguém a concordar. Muitos homossexuais foram discriminados nas igrejas, é verdade, mas isso não torna o homossexualismo menos pecado e não atenua o mal diante de Deus: se não é possível se congregar em uma igreja, será em outra. Outros não estão na igreja porque não querem, optaram por mudar a verdade de Deus em mentira e viver de acordo com suas concupiscências, segundo a obra da carne, como diz a Bíblia. E pressionam as igrejas e os cristãos, que consideram o homossexualismo o que ele é, pecado, a mudar os conceitos bíblicos e divinos.

Por isso, e diante da situação pouco amigável que se estabeleceu entre esses grupos e líderes religiosos, e da vitimização do homossexual, muitos cristãos batem no peito e dizem "somos todos culpados". Mas, novamente discordando, devo dizer que de modo algum, não, não somos culpados. Eu, pelo menos, sei que eu não sou culpada pela fundação de nenhuma igreja gay, ou pela rejeição de homossexuais nas igrejas. 



Essa saída fácil de "somos todos culpados" é muito usada também quando se fala em violência aqui no Rio, num discurso reducionista, maniqueísta e fácil. Obviamente, a questão não é tão rala, que vitimize os assassinos e traficantes e culpe inteiramente a sociedade. Assim como a questão dos homossexuais na igreja cristã-evangélica não é tão pueril a esse ponto, de "somos todos culpados": cada um é culpado dos pecados que cometeu, e, mesmo quem sofreu danos por ações de terceiros continuará a ser responsável por seus próprios pecados e atos - assim como quem perpetrou os prejuízos será responsável pelo que fez. 

Muito bem, chegamos ao ponto que eu gostaria de ressaltar: quando o pastor Hermes diz: "Esta igreja só surgiu para preencher uma lacuna deixada pela igreja evangélica. Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.", está incorrendo num erro grosseiro, pois obviamente a igreja gay não surgiu exclusivamente (só) para preencher lacunas deixadas pela igreja cristã-evangélica, mas para criar espaços não existentes nessa igreja, que legitimam um comportamento que a igreja cristã-evangélica não aprova. Pela lógica do texto, a igreja cristã-evangélica deveria celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo. Depreendendo o raciocínio da argumentação, a igreja cristã-evangélica deve estar errada em não fazer o que as igrejas gays fazem, ou seja, celebrar casamentos gays, aceitar relacionamentos entre dois homens ou duas mulheres, "adaptar" a Palavra aos relacionamentos gays e concluir que Davi e Jônatas eram amantes (por exemplo) etc. 

Obviamente, pelo fato de as igrejas não aceitarem o homossexualismo como algo "natural" é que as igrejas gays surgiram, pois ela nada faz além de proclamar que o homossexualismo é correto, e que Deus os fez assim, e ponto final. Trata-se de rebelião, em grande parte, o motivo da criação das igrejas gays, e não de falta de acolhida nas igrejas cristãs-evangélicas. Pois não importa a acolhida que uma pessoa com comportamento homossexual tenha na igreja, ela terá que ouvir que seu comportamento é pecaminoso, e saberá que o pastor e os demais membros, acolhendo-a, não poderão ser coniventes com seu pecado, assim como não poderão ser favoráveis a nenhum outro comportamento pecaminoso recorrente. Infelizmente, é exatamente isso que a maioria dos homossexuais não querem ouvir, considerando tal julgamento "homofóbico". 

Nesse sentido, obviamente, as palavras de Hermes Fernandes, nas entrelinhas e num plano que chamamos, nos estudos sobre o Discurso, de "subentendido", são favoráveis ao comportamento homossexual.



Hoje, infelizmente, temos muitos pastores - como Caio Fábio e Hermes Fernandes - acreditando que a prática homossexual é boa, e que casais gays, vivendo em fidelidade e compromisso, pecam menos que os que são promíscuos. 

Considero triste que não haja, de fato, opiniões equilibradas sobre o assunto, salvo exceções, como Julio Severo. Silas Malafaia pensa de acordo com a Bíblia, mas é preciso ter, além de bom ânimo e firmeza, serenidade para tratar desse assunto - e de qualquer outro relativo à Palavra de Deus e ao pecado.

Só quero concluir lembrando que ao defender o direito da mulher adúltera ao respeito, Jesus não atenuou seu pecado: apenas mostrou que todos somos pecadores e disse a ela que não pecasse mais. É assim que os pastores devem agir.



28 de nov. de 2009

2009... o ano em que vimos lula, sarney, collor e renan juntos, pela corrupção e contra o povo

Vídeo produzido por Thiago Dnardo, que fez a gentileza de me enviar (obrigada, Dnardo!).


Como o ano está acabando, não poderia deixar de postá-lo aqui: é uma retrospectiva do que Lula, Sarney e seus aliados fizeram com o povo e o país.

Para você, que acha que ficar calado e não fazer nada é obedecer a Deus, deixo o verso 4 do Salmo 40:

"Bem aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e que NÃO RESPEITA OS SOBERBOS NEM OS QUE SE DESVIAM PARA A MENTIRA."

25 de nov. de 2009

antes que as pedras clamem! - texto de jonas santos


Os tempos são difíceis. Urge que o povo se mobilize. Não dá para virar o rosto como os religiosos da Parábola do Samaritano. Contudo, faltam profetas!

Precisa-se de profetas mostrando a impotência dos rituais religiosos para mudar realidades. Mas eles devem ter a coragem de Isaías para proclamar: “Parem de trazer ofertas inúteis!... Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade... Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei !” (Is 1.13) Requerem-se profetas com o dedo em riste , avisando que o jejum que Deus quer não é abstinência de comida, mas o esforço para se restabelecer a justiça :“Será esse jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinza ? É isso que vocês chamam de jejum, um dia aceitável ao Senhor ? o jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça , desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo ? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado , vestir o nu que você encontrou , e não recusar ajuda ao próximo?" (Is. 58.5-7).

Precisa-se de profetas que fujam da picada da mosca azul. O Brasil carece de homens que não tenham preço. É necessário surgirem profetas que, a exemplo de Micaías, não permitam que seus nomes constem na folha de pagamento dos poderosos. Josafá, rei de Judá, desejou firmar uma aliança com o rei de Israel, mas antes procurou consultar a Deus. Acabe tinha cerca de 400 profetas assalariados. Josafá se intrigou com a unanimidade e pediu para se aconselhar com alguém independente. Havia Micaías, que estava preso. Ao buscá-lo, o mensageiro advertiu: “Veja, todos os outros profetas estão predizendo que o rei terá sucesso. Sua palavra também deve ser favorável”. Micaías, porém, respondeu: “Juro pelo nome do Senhor que direi o que o SENHOR me mandar.” (1 Rs 22).

Precisa-se de profetas que não alicercem seus ministérios em manifestações sobrenaturais de sinais, mas que estejam contentes de poderem transmitir a verdade de Jesus. Que sejam como João Batista, pois nenhum milagre se fez por intermédio dele, mas tudo que ensinou a respeito de Jesus era verdade (Jo 10.14) . Quem dera se mais homens falasse como Paulo : “Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria, nós, porém , pregamos a Cristo crucificado, o qual , de fato , é escândalo para os judeus e loucura para os gentios , mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e a sabedoria de Deus" (1 Co 1.22).

Precisa-se de profetas que saibam lamentar como Jeremias e chorem porque o processo de evangelização brasileiro priorizou salvar almas e não pessoas; prometeu o céu, mas descuidou em gerar ações transformadoras da história, gastou recursos financeiros em proveito da própria instituição e desperdiçou oportunidades de ser referência ética. O Brasil precisa de mais profetas chorões. Só eles saberiam fazer a espiritualidade ser mais solidária com os miseráveis da terra.

Os dias são difíceis. Oremos para que se levantem pregoeiros da justiça antes que as pedras comecem a clamar.



***


Texto do Pr. Jonas Santos


***


FONTE: Blog do Pr. Julio Soder (originalmente em Hermes Fernandes) 

21 de nov. de 2009

de modo tão maravilhoso



Senhor, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces. 


Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; 


Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. 


E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles! Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo. 


Salmo 139, versos de 1 a 18

27 de out. de 2009

eu não amo o homem sobre todas as coisas!



“Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. 
Mateus 22:34-37

Isaías Medeiros
Muitos hoje, na tentativa de cumprir o grande mandamento da Lei e da Graça acabam por invertê-lo: “amam” mais o seu irmão do que a Deus.
O 1º Mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. Logo, antes de amar o nosso próximo precisamos verificar se estamos amando a Deus. Toda tentativa de amar o nosso semelhante, mas que simultaneamente desrespeite a vontade de Deus, na verdade é enganosa e não passa de sentimento carnal, quando não, diabólico. Inúmeras pessoas estão “amando” o seu próximo sobre todas as coisas, e a Deus… bem, a Deus amam com o que sobra da sua “bondade” pelo homem. 
É através desta mentalidade, desta inversão da lei que se torna possível defender um pecador não arrependido, mas em pecado contínuo em nome do “amor”. Se eu realmente amo o meu irmão, o maior bem que eu posso lhe desejar é que ele esteja agradando a Deus, obedecendo a sua Palavra, e não o contrário! Se eu não desejo estar em pecado, mas sofro quando peco, então por que desejaria isso para o meu irmão? Ou eu desejo estar em pecado?
Os mandamentos em questão querem nos levar a cumprir três objetivos: 1º – amar a Deus sobre todas as coisas; 2º amar o meu próximo como a mim mesmo; 3º amar  a mim mesmo. Ocorre que, se o primeiro objetivo é deturpado, isto é, se não se ama a Deus sobre tudo, então este amor maior recai sobre o próprio homem, na forma do “próximo” e do “eu mesmo”.
Isto explica este “amor” antropocêntrico que vem sendo apregoado por tantos cristãos confusos. Eles colocam o homem no centro de tudo, ou seja, amam o homem sobre todas as coisas. Assim sendo, a vontade de Deus precisa ser reinterpretada para se encaixar neste padrão de “amor humanista superior”. O que parecer hostil ou ofensivo a este modelo deve ser eliminado, em nome do “amor”. O “outro” e o “eu”, em última análise são a mesma coisa: o próprio ser humano. Se eu “amo” mais o meu irmão do que a Deus, eu amo mais o homem do que a Deus; amo mais a criação do que o Criador.
Que Deus nos ensine a amá-lo sobre todas as coisas, e com todo o nosso coração, toda a nossa alma e toda a nossa inteligência. E a não desejar para o nosso próximo tudo aquilo que causará danos à sua alma, isto é, a amá-lo como a nós mesmos.


***


23 de out. de 2009

o evangelho da prosperidade: é isso, o sal da terra?

Trecho de pregação do pastor John Piper - uma voz lúcida neste grande balcão de negócios em que têm se transformado as igrejas no contexto protestante ocidental, hoje. Vale a pena gastar quatro minutos de seu tempo e ouvir... Seja abençoado e instruído. :)

12 de out. de 2009

dízimo: lei ou graça?






DÍZIMO: CONTRIBUIÇÃO DA LEI OU DA GRAÇA?
Estudo de Luciana R. A. Viana
Revisão: Mayalu Felix

Para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade.  (I Timóteo 3:15)

O objetivo deste estudo não é o de se contrapor ao dízimo, mas esclarecer a verdade sobre a forma certa de como contribuir pela graça, não por coação psicológica e doutrinária, utilizada por muitos líderes de igrejas através de versículos da lei judaica, mas sim contribuir sem constrangimento, como exposto em II Coríntios 9:7.
O cristão não é obrigado a dar o dízimo, nem por medo do “devorador” (Malaquias 3:11) ou de ser amaldiçoado, porque o dízimo é um mandamento da lei judaica. Além disso, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo e Ele já nos abençoou com todas as bênçãos nas regiões celestiais (Romanos 8:1 e Efésios 1:3). Nem rouba a Deus o cristão que não dá o dízimo... Não temos o direito de chamar de ladrão a quem Jesus libertou; se ele contribui com 0% ou 100% essa é uma atitude pessoal, ele é livre para decidir. Jesus condenou a atitude dos judeus escribas e fariseus que dizimavam até o cominho e não ofertavam o seu amor ao próximo (Mateus 23:23). Infelizmente, muitos cristãos têm repetido essa mesma atitude.
Não há um só versículo no Novo Testamento que registre a obrigatoriedade de o cristão dizimar.
Por outro lado, se o cristão deixa de contribuir ou diminui sua contribuição, porque descobre que não é obrigado, está agindo de má fé para com Deus, como fizeram Ananias e Safira. Ele deve contribuir sim, e feliz, porque sabe que pode fazê-lo por amor a Deus e não por imposição de homens, e segundo o que propuser em seu coração. Toda a contribuição para a Igreja era feita unicamente por meio de ofertas e partilha de bens. Nós, cristãos, devemos ter o cuidado de não ficarmos como passarinho no ninho: obrigados a engolir o que colocam na nossa boca.
Pela Lei, o dízimo era destinado à tribo levítica, aos sacerdotes dessa tribo.
Eles recebiam e se mantinham dos dízimos, porque não tinham herança e cuidavam do Templo de Deus, a Casa do Senhor, para onde os dízimos eram levados (Números 18:21/30). O Templo foi destruído e não existem mais os sacerdotes levitas. Pela Graça, a instituição do dízimo é ilegal e sem respaldo bíblico, porque todos nós somos sacerdotes de Cristo (Apocalipse 1:6) e não há mais necessidade dessa tribo sacerdotal. O dízimo foi estabelecido para os judeus, não para a Igreja de Jesus Cristo (Hebreus 7:5).
Devemos compreender a diferença entre contribuir em LEI e o contribuir em GRAÇA, para não ficarmos debaixo de maldição, e obrigados a guardar toda a Lei, se escolhermos seguir um mandamento dela – como disse o apóstolo Paulo em Gálatas 5:3/4 – pois quem cumpre um mandamento da Lei é obrigado a guardar toda a Lei.
Somos servos do Senhor Jesus, não escravos de homens: I Coríntios 7:23 e Gálatas 5:1, e foi para a liberdade que Ele nos chamou.
Na LEI, o dízimo era a causa principal da bênção do povo judeu e a bênção era consequência deste DÍZIMO (Malaquias 3:10). A maneira certa do povo judeu contribuir na LEI era dando o dízimo para ser abençoado.
Na GRAÇA, o Sacrifício de Cristo é a causa principal da bênção do povo cristão.
Paulo, em Efésios 1:3, afirma que Deus nos abençoou “EM CRISTO”, não “EM DÍZIMO”. Por este motivo, a maneira correta do povo cristão contribuir em GRAÇA é no uso de II Coríntios 9:7, porque abençoados já somos.
Em vez de incentivar os cristãos, com amor, a contribuírem na casa de Deus, muitas autoridades dizem que não o obrigam o pagamento do dízimo mas usam textos do Antigo Testamento, como: "repreenderei o devorador" e "roubais ao Senhor nos dízimos...", que produzem temor nas pessoas e medo de maldição, porque tais autoridades dependem de altos salários pagos pelas igrejas ou têm receio de que a obra do Senhor seja prejudicada se não houver imposição ou, por despreparo, repetem os erros dos outros líderes, a todos faltando fé suficiente de que Deus prosperará a igreja mediante a contribuição espontânea dos irmãos, como ocorria na igreja primitiva. O resultado disso tudo é o engano, o desvio da Verdade.
Cristo não colocou “VINHO NOVO” (A GRAÇA) em “ODRES VELHOS” (A LEI), segundo Marcos 2:22.
Jesus estabeleceu tudo novo e jogou fora o que era velho (Gálatas 4:30 e Hebreus 8:13). Não podemos fazer do cristianismo uma seita judaica, como Paulo afirma em Gálatas 2:14. Toda essa confusão sobre o dízimo seria erradicada do nosso meio se nos empenhássemos mais em conhecer profundamente a Palavra, sermos adultos na fé e não meninos. Se quisermos nos aprofundar na Palavra, devemos confrontar sempre o que as pessoas ensinam com o que a Bíblia realmente diz (I João 2:27), fazendo como os crentes de Beréia.

Origens do dízimo

DÍZIMO é um preceito da LEI de Moisés (Números 18:24), embora Abraão tenha dizimado antes da Lei, no lugar do número dos sacerdotes, os quais se encontravam nos seus lombos. (Hebreus 7:9/10). O Dízimo passou a ser um pacto (Deuteronômio 12:6/17), um contrato entre Deus e os israelitas (Deuteronômio 14:22/28). Todavia, nem os gentios, e nenhum representante da Igreja de Cristo estavam lá para ouvir este pacto, ficando, assim, a Igreja atualmente comprometida com o dízimo. Porém, como Jesus cumpriu toda a lei (Romanos 10:4), ao estabelecer uma Novo Testamento (Hebreus 8:13), nem mesmo o judeu tem qualquer compromisso com a observância do dízimo, uma vez convertido a Cristo.
DISPENSAÇÃO: É um período em que o homem é provado na sua obediência a certa revelação da vontade de Deus. Encontra-se três vezes no Novo Testamento, em Efésios 1:10, Efésios 3:2 e Colossenses 1:25.
POVOS nas Escrituras Sagradas: judeus, gentios e Igreja (judeus + gentios).
O DÍZIMO surgiu na dispensação da Promessa, de Abraão até Moisés. Deus estava para estabelecer o número de sacerdotes (10% da tribo de Levi). Na dispensação da Lei, dentre os filhos de Levi que já se encontravam nos lombos (no corpo) de Abraão, seriam seus descendentes (Hebreus 7:9/10) com a finalidade de ministrarem no Templo onde passariam a habitar. Esse foi o principal motivo pelo qual o Espírito inspirou Abraão a pagar a Melquisedeque o dízimo (Hebreus 7:4) referente a 10% dos sacerdotes da tribo de Levi que estavam nos seus lombos. Quando o dízimo foi instituído na Lei, os levitas ficaram isentos de pagá-lo, como diz o texto: ...Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. (Hebreus 7:5/9).
Os levitas ficaram isentos porque o dízimo deles foi pago na pessoa de Abraão a Melquisedeque, que era a figura do sacerdócio eterno de Cristo. Os sacerdotes levitas foram os únicos autorizados por Deus, aqui na terra, segundo as Escrituras, a receberem dízimo (II Crónicas 31:5/6, II Crónicas 31:12, Neemias 10:37 e Neemias 12:44), não o atual sistema eclesiástico.
Muitos irmãos indagam: “Mas porque Deus tem me abençoado, depois que tenho dado o dízimo?”
Ora, se a Palavra diz que Deus é misericordioso até com os maus (Mateus 5:45), quanto mais com um filho seu, que é generoso para contribuir na Obra do Senhor, mesmo que não tenha conhecimento real da profundidade desta contribuição. Sendo o seu coração sincero diante de Deus, Deus o fará prosperar, independentemente do que ele oferta ou do que vota. Deus está mais interessado na misericórdia dos nossos corações que nos sacrifícios de nossas mãos, como dito em Mateus 9:13.
Foi extinto o sacerdócio levítico, que era da Lei, para que um outro sacerdócio fosse levantado, segundo a Graça, Eterno (Hebreus 7:11/12). Somos livres em tudo, inclusive na forma de contribuir. Não há limite de contribuição. O valor é segundo o que cada um propõe no seu coração, 0% ou 100%. A obrigação do dízimo não mais existe. Dízimo é um preceito da Lei judaica (II Coríntios 9:7)!
Como contribuir? Em Lei ou em Graça?
Para você entender melhor, usamos o seguinte exemplo:
O Adultério
Na Lei: Para não adulterar, o meio utilizado foi o apedrejamento (Levítico 20:10).
Na Graça: Para não adulterar, o meio utilizado foi o amor a Cristo (II Coríntios 5:14).  
Contribuição
Na Lei: Para contribuir, o meio utilizado foi o medo do devorador (Malaquias 3:10/11).
Na Graça: Para contribuir, o meio utilizado é o amor a Cristo (II Coríntios 9:7).
No Adultério e na Contribuição, mudou o meio, mas o objetivo foi o mesmo: não adulterar e sempre contribuir.
É isto que Deus quer revelar à sua Igreja. Você vive debaixo da GRAÇA e não debaixo da LEI. Porque quando se faz uso da Lei estando em Graça, para alcançar certo objetivo, mesmo que certo, embora o meio utilizado seja errado, o resultado é a separação de Cristo e o cair da Graça. Sendo assim, a pessoa é obrigada a cumprir toda a lei, como nos afirma o Espírito Santo através de Paulo em Gálatas 5:3/4. É por este motivo que se torna um erro gravíssimo o uso de Malaquias 3:10 em plena GRAÇA em que vivemos. Neste sentido, Malaquias 3:10 tornou-se, no meio evangélico, “o pezinho de coelho”, a “ferradura da sorte” para muita gente, principalmente para os que, no sistema religioso atual, não consegue viver por fé, porque a fé não é de todos (II Tessalonicenses 3:2), é só dos eleitos de Deus (Tito 1:1). Infelizmente, muitos se comportam como aqueles que queriam atirar a primeira pedra na mulher adúltera. Provavelmente, se Jesus estivesse aqui diriam: “Mestre, este irmão ou irmã foi apanhado(a) em flagrante roubo, não tem dado o dízimo, vive roubando a Deus... Malaquias 3:10 diz que tais sejam entregues ao devorador e que Deus não deve abrir as janelas dos céus para abençoá-las. Tu, pois o que dizes?” Creio que Jesus daria esta resposta: “O que você tem a ver com isso?”. Assim como ninguém vive perguntando se você é adúltero, também não deve viver perguntando se você é dizimista. Muitos chegam até ao absurdo a constranger o irmão ou irmã, expondo-o à vergonha de ter o seu nome numa relação de não dizimistas pregada na porta da igreja, quando não lhe tiram o ministério ou o discriminam. Entretanto, quando é um(a) irmão(ã) que dá um dízimo elevado, este, muitas vezes, é o mais honrado na igreja.
Notemos que o que Deus que fala em Malaquias 3:10 é o mesmo que diz em Malaquias 2:16: “... Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel...” e quase não ouvimos falar deste assunto nas igrejas. Repetimos: não se faz, aqui, apologia à AVAREZA, porque isso não é de Deus e os avarentos, diz a Bíblia, não herdarão o Seu Reino. Podemos dar até tudo o que temos, por amor ao Senhor, e isso alegra o coração de Deus como alegrou o coração de Jesus observar a viúva pobre que deu tudo o que tinha. O que é errado é a forma escandalosa e nada cristã relativa às contribuições. O crente em Jesus dá com alegria e amor, e até mais de 10%, se puder.
Em Mateus 23:23 Jesus fala para os fariseus daquela época, não para a igreja, que até então não havia sido totalmente formada com fundamentos da Graça, pois o ministério de Cristo não havia ainda sido consumado (o véu do templo não havia sido rasgado), tanto que Jesus ordenou ao homem que era leproso a apresentar-se ao sacerdote e fazer oferta pela purificação, conforme a Lei (Lucas 5:14).
Os conservadores do dízimo ainda dizem: O DÍZIMO é uma tradição que devemos manter para não transgredir. O mesmo argumento utilizaram para Jesus em relação ao Sábado (Marcos 2:24) e ao lavar as mãos antes de comer (Mateus 15:2). Porque o Sábado fazia parte da Torá (lei judaica) e o lavar as mãos fazia parte da Halaká (comportamento judaico). Veja o que o dinheiro faz, a ponto de esquecerem que, tanto o Dízimo como o Sábado e o lavar as mãos eram tradições judaicas e não gentílicas. O DÍZIMO passou a ser a única tradição judaica que o Sistema Religioso vem mantendo até hoje no seio da Igreja gentílica. Não é um absurdo???
Fazem uma lavagem cerebral religiosa porque o dízimo é a galinha dos ovos de ouro para muitos: é a única tradição que traz estabilidade financeira, mas não para Deus, porque Ele de nada necessita, pois é o dono de todas as coisas. Deus tampouco é servido por mãos humanas (Atos 17:25).
Infelizmente, muitas igrejas têm se tornado bem parecidas com a Antiga Igreja Romana, que usava as indulgências como fonte de lucro, induzindo os fiéis a contribuírem por medo da maldição, a comprarem sua salvação do Inferno e do Purgatório. Se um crente amaldiçoado pelo falta do seu dízimo é ladrão, como pode estar liberto? Isto nos faz julgar o irmão e afirmar que o sacrifício de Cristo não foi suficiente na sua vida, como faz a Igreja Romana.
Pare !... Confira na Palavra e reflita sobre tudo o que foi escrito aqui, Não permaneça debaixo da Lei, mas, se dizimar, faça-o com uma consciência liberta, mesmo que preguem ou façam o contrário.
A Verdade deve sempre prevalecer, como disse o apóstolo Paulo: “Tornei-me acaso vosso inimigo, porque vos disse a verdade?” (Gálatas 4:16, Romanos 7:4, Gálatas 5:1).


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