Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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28 de set. de 2009

mercado e família, texto de rubem amorese

O divórcio cresceu, no Brasil, de 3,3 para 17,7 em cada 100 casamentos, entre 1984 e 2002, de acordo com a pesquisa patrocinada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).1 Descobriu-se uma correlação significante entre a chegada da televisão e o aumento dos divórcios. 

Analisando os censos de 1970, 80 e 91, Chong e La Ferrara descobriram que a proporção de mulheres separadas ou divorciadas cresce significantemente com a chegada das telenovelas. Isso fica mais evidente em cidades menores, onde o sinal de televisão atinge uma fração maior da população.

A pesquisa buscou a influência das novelas sobre a situação socioeconômica das mulheres. Seus autores dizem que
as novelas criticam, sistematicamente, valores tradicionais e fomentam a circulação de ideias modernas, como a emancipação e o fortalecimento da mulher no trabalho e em casa. “Separação e divórcio são reflexos naturais dessas atitudes”, dizem eles.

O estudo abrangeu todas as novelas da Globo, de 1965 a 2004. Os resultados revelaram que o relacionamento extraconjugal feminino é relativamente constante ao longo do tempo. Cerca de 30% dos personagens femininos são infiéis.

Outro achado é que
separação ou divórcio eram temas praticamente ausentes das conversas entre os personagens até meados dos anos 70. Daí em diante cresceram, até chegarem à média de 20%. 

Conduzida em mais de 3 mil municípios brasileiros, a pesquisa revela que
novos padrões de “normalidade comportamental” podem ser estimulados pelas novelas e podem atingir grupos específicos (como, no caso, as mulheres casadas), a um baixo custo. Podem, assim, ser empregados como ferramentas de políticas públicas. Nesse sentido, os autores esperam estar fornecendo ao BID e aos governos meios de usar mais eficientemente essa poderosa arma.

Os autores de novelas, ao serem criticados por sua ousadia, alegam que não criam nada; apenas retratam a realidade já existente. Porém, desconfio que
a novela já foi eleita “a menina dos olhos do mercado”, senhor todo-poderoso de nossa cultura de massa. Repare que nem governos desafiam o mercado. Quem tentou está soterrado sob os escombros do muro de Berlim. 

Se a essa “entidade” misteriosa [o mercado] não interessar uma família formada por casamentos duradouros e fiéis, entre homens e mulheres, ela será ridicularizada nas novelas, que passarão a mostrar o “sexo sem gênero ou número” como sinônimo de liberdade: lindos casais (ou trios) coloridos, lutando contra a opressão retrógrada pelo direito de existir sob a proteção da lei e, por que não, de Deus.

Se o mercado lucrar com gente avulsa e caótica comprando compulsivamente para esquecer a dor da solidão, “desconstruirá” até a proteção que a Constituição brasileira dá à família. Seu objetivo, enfim, é recriar nossa sociedade à sua imagem e semelhança. Para ser-lhe senhor; “...para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” (Ap 13.17). E a mídia, em geral serva fiel, já recebeu suas ordens.


Nota
1. “Television and Divorce”; evidence from Brazilian novelas. Disponível em:
http://idbdocs.iadb.org/wsdocs/getdocument.aspx?docnum=1856109


Rubem Amorese, autor deste texto, é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos.
ruben@amorese.com.br


FONTE: Site da Revista Ultimato 


NOTA DA MAYA: Os grifos em negrito e vermelho, ao longo do texto, são meus.

2 de set. de 2009

achei isso muito incrível. "o futuro segundo os trapalhões"

Recebi uma mensagem do Marcelo Tas pelo Twitter, com o link para seu Blog. Fui lá e vi o vídeo, e fiquei impressionada. Veja você também [Especial dos Trapalhões, gravado em 1983, fazendo previsão do "futuro": como estaria o mundo em 2008?].

3 de ago. de 2009

confissões de um espectador de tv, por braulia ribeiro


Será que um dia vamos enxergar o genocídio moral que deixamos a TV fazer conosco 24 horas por dia, sete dias por semana?

Vejo, desde a infância, atores arrancando as calças com furor para se entregar a alguma paixão no corredor, no quarto, na sala no escritório - e levantando no dia seguinte batendo a mão na testa, arrependidos e nus na cama, ao lado da pior pessoa possível ou de um ilustre desconhecido. Internalizei que paixões são impossíveis de se resistir.

Qualquer beijo mais quente me leva para a cama. Não considero conseqüências. Calcinhas e cuecas devem necessariamente voar para todos os lados se estamos mesmo apaixonados, e nada no meu instinto animal está sujeito a algum tipo de julgamento moral de qualquer espécie. Qualquer maneira de amor vale a pena.

Sei também que uma família pobre feliz só pensa que é feliz porque ainda não lhe foi revelada a verdadeira origem do filho. Ele será filho de outra mulher que não a mãe, ou de outro homem que não o suposto pai, mas será herdeiro de uma grande fortuna, porque verdadeira felicidade só existe onde há dinheiro.

Nesta nossa terra-padrão-global a pobreza é um mal intrínseco a ser extipado a qualquer preço. Vale tudo para escapar dela: ser gigolô, tornar-se prostituta, achar dinheiro e não devolver, matar - afinal, tudo não são coisas inerentemente ruins, basta ter um bom coração, apesar de tudo. A maior realização na vida é tomar um bom champanhe e comer caviar. Este alvo supremo deve ser perseguido acima de todos os outros.

Risadas e harmonia só existem onde há um carro novo na porta. Na vila das classes baixas, só há donas de casa frustradas gritando com seus maridos e jovens lindas em profunda depressão que fariam qualquer coisa por fama e fortuna. Neste mundo, não existe honra, só a celebridade; não há moral, só a lei do Gerson, aquela de levar vantagem em tudo.

Aprendi depois de muitas novenas em frente à TV que as esposas aparentemente boas e fiéis são uma categoria em quem não se pode confiar. Um dia, elas sempre vão revelar quem realmente são: pessoas sem-caráter e trapaceiras, interessadas somente no dinheiro do marido. Sexo satisfatório, só fora de casa. Ficar em casa num domingo e comer macarronada com os filhos e a sogra é absolutamente desprezível. Se eu quiser ser realmente feliz, preciso estar em algum motel, badalando numa festa ou dando gargalhadas de curvar a cabeça numa mesa de bar, cercada de gente brindando sei lá ao quê. A família (aquela coisa de pai, mãe e filhos) é lugar apenas de tristeza, frustração, traições e ódios mútuos. Conforto e prazer, só na rua.

O antigo ditado "beleza não põe mesa" foi substituído por "beleza é fundamental" em todas as idades, todas as profissões, para toda a vida. Ai da feia! O feio até se dá bem sendo bandido, mas a feia...Garotas de 15 anos já devem se preocupar com plásticas e economizar dinheiro para um dia fazê-la, da mesma forma que, antes, poupava-se para a faculdade.

Amantes e prostitutas, elas sim são pessoas decentes. Sacrificaram tudo na vida pela profissão, ou pelo cuidado ao amante. As donas de bordel são sempre boazinhas e boazudas. E, claro - portam a verdadeira moral, são a bondade personificada, ajudando os pobres, mantendo a família. É gente que ama sem esperar nada de um homem só, enquanto praticam suas boas obras com todos os homens.

Mulheres lindas e mal-amadas sempre dormirão com vários homens e até farão filhos redentores e messiânicos com alguns dos parceiros que já foram seus grandes amores. Mas seu destino cruel é nunca formar família; afinal, família é maldição de pobre.

Fui condicionada a esperar sempre que homens sejam infiéis compulsivamente, porque "homem é assim mesmo". Mas serão sempre fiéis a uma só mulher em seu coração. Percebo que alguns podem amar mais de uma de um jeito confuso. Mas todos os homens são irresistivelmente fogosos, e nunca usarão camisas, só jeans abaixo do umbigo. As moças, por sua vez, também apenas no sentido platônico, manterão um certo amor como o principal - mas, quem pode resistir a tantos peitos musculosos e abdômenes de jacaré?

Bandidos não haverá, ou se houver, serão sempre punidos - a não ser, é claro, os de colarinhos brancos. Nisso a realidade imita a ficção, e vice-versa. Além disto, os bandidos são facilmente reconhecíveis. Dica: são feios. É fácil percebê-los no meio da multidão de caras lindas. Ah, e tem os pobres, também. Desconfie sempre deles; geralmente, vão roubar seus filhos, ser coniventes com crimes ou armar estratagemas para lhe destruir por vingança, tudo por conta do que seu tataravô fez com eles no tempo da imigração italiana.

O fundo musical deste mundo, é claro, vai variar bastante, mas só a cada seis meses. Durante este período, a repetição maciça será inevitável. Mas se você sentir saudade das letras, não se preocupe – o tema não vai variar nunca, só o que muda é o ritmo. O tema será sempre eternamente a celebração do sexo.

Será que um dia vamos enxergar o que a televisão tem feito conosco 24 horas por dia, sete dias por semana. Será que no fundo é mesmo a gente se vendo por aí no mais completo genocídio moral?

Tudo a ver.

Viramos uma grande e promíscua aldeia global.


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Bráulia Inês Ribeiro está na Amazônia há 25 anos como missionária, é presidente nacional da JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e autora do livro Chamado Radical (Editora Atos).


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FONTE: http://br.groups.yahoo.com/group/escoladepais/message/6889


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NOTA DA MAYA: Este não é o primeiro artigo de Bráulia Ribeiro que eu publico aqui. Estou pensando muito sobre a censura a Rosangela Justino, e devo escrever sobre isso em breve. O que foi feito a ela e a maneira como grandes grupos fazem lobby e tentam impor uma opinião "natural" à sociedade - que no entanto nada tem de "natural" - tem muito a ver com o padrão de moral e costumes globalizado que tentam impingir à sociedade hoje, sobretudo por meio de... novelas! E aproveito tam,bém para, nessa on da de "padrão", não deixar de citar o maravilhoso livro de C.S, Lewis, "A abolição do homem", que desmascara essa imposição ideológica funesta na educação pública da Inglaterra de 50 anos atrás. Imagine você, leitor, como isso ocorre no Brasil de hoje.

4 de jun. de 2009

CQC censurado


Fãs do CQC fazem manifestação virtual pedindo programa ao vivo

Sérgio Matsuura

Fãs do CQC estão usando a Internet para pedir a volta do programa ao vivo. Pelo Twitter, foi criada a manifestação virtual#cqcaovivoday. No Orkut, foi criada a comunidade “Eu quero CQC ao vivo”, que em menos de uma semana já agrega pouco mais de mil internautas.

"CQC tem que ser ao vivo, sem cortes e sem censura!", diz uma usuária do Twitter.

Apesar dos protestos virtuais, o programa continuará sendo gravado. O CQC deixou de ser ao vivo há duas semanas, após o grupo Sexy Dolls ingressar com uma ação judicial contra a atração. As integrantes do grupo, que são atrizes de filmes pornográficos, se sentiram caluniadas ao serem chamadas de prostitutas.

A assessoria da Bandeirantes nega qualquer relação entre o processo e o início da exibição da atração gravada. A emissora alega motivos técnicos para justificar a mudança e não informa prazos para a volta do CQC ao vivo.


FONTE: Portal Comunique-se.

24 de mai. de 2009

silvio santos vem aí

Para ver e ouvir os vídeos, vá primeiroà janela cinza Maya_musique, à esquerda, e clique em "pause". Depois, venha aqui e clique em "play". Deixe passar o vídeo uma vez, exprerimente ver na segunda passagem.


PROGRAMA DE 10/05/2009



PROGRAMA DE 17/05/2009



CQC MANDA RECADO PRA MAÍSA E DÁ BRONCA EM SILVIO SANTOS (PROGRAMA DE 18/05/2009)





Justiça revoga alvará que permitia a Maisa fazer programa de TV, diz MP

Decisão foi divulgada nesta sexta-feira (22), em São Paulo. Emissora diz que ela não participará de programa com Silvio Santos.

O alvará de trabalho que permitia à menina Maisa Silva, de 7 anos, participar do programa "Pergunte para Maisa", no "Programa Silvio Santos", do SBT, foi revogado pela Justiça no início da noite desta sexta-feira (22), segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual (MPE). Entretanto, o MPE não detalhou se a determinação restringe outras atividades da menina na emissora.

A assessoria de imprensa do SBT afirmou no fim da noite que vai acatar a decisão da Justiça de Osasco e que a empresa não pretende recorrer. Entretanto, segundo a assessoria da emissora, está previsto que ela continue a apresentar dois programas de desenhos animados, um aos sábados e outro aos domingos.

Segundo o MPE, o alvará que foi cassado havia sido concedido pela Promotoria Estadual da Infância e da Juventude de Osasco, com a concordância da Justiça do município. Por entender que Maisa teria sido submetida a situações que ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) durante os programas, o Ministério Público Estadual (MPE) decidiu pedir a revogação do alvará, sendo atendido pela Justiça de Osasco nesta sexta.


Investigação federal

O Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em exercício, Pedro Antonio de Oliveira Machado, instaurou na quarta-feira (20) inquérito civil público para apurar as condições de trabalho de Maísa. De acordo com nota divulgada pelo MPF, o procurador requisitou fitas dos programas dos dias 10 e 17 de maio à emissora e vai apurar se houve abuso à sua integridade psíquica e moral.

Nesta sexta-feira (22), o procurador enviou ofício ao Ministério das Comunicações para saber se o órgão tomará alguma medida contra o programa. Segundo a assessoria do MPF, o ministério terá prazo de cinco dias para responder após ter sido notificado.

FONTE: G1

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NOTA: Silvio Santos vacilou mesmo. Isso não se faz com uma criança de seis anos. Nota abaixo de zero pra ele, que, aliás, já poderia ter se aposentado.

20 de jan. de 2009

a tragédia da Renascer


Grupos de Fiéis da Renascer tentam impedir cobertura com agressão

Maria Manso, da Rede Globo; Heloísa Gomide, da Globonews; Sílvia Damasceno, da Record; Daniel Lian e Francisco Palitos, da Jovem Pan. Estes foram alguns dos profissionais agredidos por grupo de fiéis da Igreja Renascer em Cristo que, descontrolados pelo desabamento da sua sede mundial, na Avenida Lins de Vasconcelos, no Cambuci, tentavam impedir a cobertura da mídia.

“Fomos um dos primeiros a chegar (equipe da Rede Globo). Maria (Manso) estava relatando o incidente quando nós (repórter César Menezes e equipe) estávamos buscando uma casa para narrar, de cima, o desabamento. Fiquei sabendo que estavam batendo, dando soco na Maria e vim correndo. Quatro homens fizeram uma roda e deram socos nela. Gritavam que não queriam a mídia lá”, relata o jornalista da TV Globo.

Maria Manso ficou “chocada”, conta César Menezes. A equipe da Globo ficou tão receosa que começou a fazer as entradas, para o Fantástico, a quatro quarteirões do incidente. Heloísa e Sílvia contam que também foram empurradas.

A população se estendia a sete quarteirões ao redor da Igreja Renascer por volta das 19h, quando a equipe de resgate tentava realizar seu trabalho. Havia muitos populares; os quarteirões estavam lotados; as lojas fechadas. Fiéis da Igreja se dividiam em modos de ação. Alguns clamavam a Jesus para que os "maus-elementos", que não estavam lá na hora do resgate de boa-fé, fossem embora e deixassem a equipe dos Bombeiros e enfermeiros trabalharem. Muitos foram convocados para ajudar, levando água para quem estava trabalhando e consolando fiéis que tinham vítimas no local. Outros, com medo de que a imprensa fizesse um trabalho "contra" a Igreja Renascer, agrediram os jornalistas como método de prevenção. Vira-e-mexe, um grupo de cerca de dez pessoas ultrapassava o cordão de isolamento da Polícia Militar e tentava fazer um cordão humano na frente da igreja como forma de manifestação da fé e, também, numa clara oposição aos jornalistas.

Marcelo Moreira, da TV Bandeirantes, apesar de não ser agredido, bateu boca com os fiéis, buscando defender o seu trabalho. Pedia, insistentemente, para que a polícia retirasse aqueles fiéis e era prontamente atendido. Conta à reportagem que o jornalista free-lancer Paulo Teixeira também foi agredido e teve sua câmera roubada.

Daniel Lian, repórter da Jovem Pan, passou o pão que o diabo amassou. Foi um dos primeiros do veículo rádio a chegar. “Eu tomei tapa. Um fiel desligou meu telefone”, conta Lian. O técnico de áudio e externas Francisco Palitos, ao tentar ultrapassar o cordão de isolamento com os equipamentos de áudio, também levou. “Levei soco, cotovelada, empurrão”.

O que pensa a população sobre a mídia? O fato é que, no meio de tanta gente, para um seleto grupo de fiéis da Igreja Renascer a imprensa não era bem-vista, era odiada. A repórter do Comunique-se tenta falar com um grupo de fiéis. Uma delas atende prontamente. Um casal, contudo, responde agressivamente. “Por favor, nos deixe em paz”. Ao fundo, ouve-se uma voz: “A mídia só noticia; não ajuda nada”. Os fiéis estavam perplexos com o que aconteceu e não sabiam como agir. Muitos lamentavam, outros oravam, outros agrediam.

Desabamento deixa dez mortos
O desabamento do teto da sede mundial da Igreja Renascer deixou dez mortos e 93 feridos. Na hora do incidente, às 18h50, cerca de 400 fiéis estavam na Renascer. Era intervalo de culto. Em 99, segundo o Estadão, o Contru, órgão que regula o uso de imóveis em São Paulo, havia lacrado a sede da Igreja Renascer por problema no teto, que estava corrompido por cupim. Na época, o fundador da Igreja, Estevam Hernandes, disse que o problema havia sido resolvido. Hernandes está nos Estados Unidos, onde cumpre pena por entrar irregularmente US$ 56 mil naquele país.
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FONTE: Comunique-se
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Igreja desabou por falta de manutenção, dizem técnicos

Os técnicos da Polícia Científica, do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) e da Defesa Civil, iniciavam os trabalhos para descobrir as causas do desabamento do teto da sede internacional da Igreja Renascer em Cristo, que matou 9 pessoas e feriu outras 106.

Os primeiros indícios mostram que a estrutura desmoronou por causa de falta de manutenção, pequenas infiltrações e excesso de peso causado por ar-condicionado, aparelhos de som e de iluminação colocados indevidamente no teto nos últimos anos, conforme os técnicos revelaram à reportagem.Fotografias feitas ontem pelos órgãos da Prefeitura mostram cupim na madeira do telhado, além de vários equipamentos de som e de luz que sobrecarregaram o teto. A instalação do ar-condicionado também foi feita sem levar em conta que a estrutura não aguentava tanto peso. "É possível falar que falta de manutenção também deve ter sido essencial para tragédia", disse uma das peritas. Na semana passada, fiéis relataram que pedaços de gesso se soltaram do teto.
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A igreja mostrou alvará de funcionamento expedido em 15 de julho de 2008, válido pelo período de um ano. O secretário de Habitação, Orlando Almeida, confirmou o alvará e ainda mostrou um laudo técnico assinado pelo engenheiro Carlos Alberto Freire de Andrade Neto atestando a segurança. Este documento, no entanto, é de 1999 - desde então nenhuma outra inspeção oficial foi feita na estrutura do telhado. O engenheiro Andrade Neto não foi localizado. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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FONTE: UOL

12 de dez. de 2008

a música de Capitu

Estou vendo "Capitu"... e vocês? Tudo me parece bem feito, cuidadoso, fruto de competência e trabalho... Sem contar o Michel Melamed, cara inteligente por demais e bom ator (e charmosíssimo, ele é tudo de bom) cujo trabalho eu acompanho há algumas luas, desde o canal 2. A música da abertura é linda, né? Aí está o vídeo, a banda chama-se Beirut e a música é Elephant Gun... Para ver e ouvir, vá primeiro à caixa Maya_musique, ao lado, e clique em "pause". depois, venha aqui e clique em "play". Na primeira passagem, dependendo da memória de seu computador, pode ser que haja pausas na exibição. Experimente ver na segunda vez. É lindo, vale a pena... meu obrigada ao querido Olavo de Carvalho, sempre me mandando novidades legais como essa...




Beirut

Elephant Gun

lyrics

If I was young, I'd flee this town

I'd bury my dreams underground

As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun

Let's take them down one by one

We'll lay it down, it's not been found, it's not around

Let the seasons begin - it rolls right on

Let the seasons begin - take the big king down

Let the seasons begin - it rolls right on

Let the seasons begin - take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night

And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night

And it rips through the silence, all that is left is all that i hide

11 de dez. de 2008

como fazer TV meia boca


Sônia Abrão é pé frio


Você conhece a Sônia Abrão? Eu sei quem é. Ela é uma especialista em fofocas televisivas, baixarias e afins, tudo isso envolto num suposto caráter jornalístico. Sônia Abrão tem um programa de TV, do qual não me lembro o nome agora. O programa é exibido durante a tarde, na Rede TV!, e discute o sexo dos anjos, atraindo subespecialistas em quase tudo.

Sônia Abrão é uma mistura de Maga Patalójika e Mortiça. Com sua voz fina, arrastada, monocórdica, mal impostada e anasalada, consegue angariar a antipatia de Gandhi e Jó, juntos. De olho na audiência, mas aparentemente interessada em ampliar a cultura de seus telespectadores e discutir temas relevantes para a cidadania, como o Programa BBB, a apresentadora entrevista pessoas sem a menor relevância social e sem nada de interessante a dizer, exatamente como ela mesma, e se engaja seriamente em ser uma criadora de celebridades instantâneas, mostrando o que é subjornalismo de verdade.

Sônia Abrão, num furo de jornalismo, entrevistou o Lindemberg, seqüestrador e assassino da adolescente Eloá Pimentel, de 15 anos. E ela fez isso durante o seqüestro da jovem e de sua amiga Nayara, passando por cima da polícia, dos parentes dos envolvidos e da ética, principalmente. A apresentadora deu voz a quem nunca teve mas queria muito receber a atenção da mídia. Ela presenteou com exposição nacional um desequilibrado notório. Certamente Sônia Abrão deve ter angariado uns pontinhos a mais de audiência ao seu programa modorrento. Por conta disso, o Ministério Público Federal de São Paulo está processando a Rede TV! . Mas Sônia Abrão não tem limites. Ela faz de tudo para manter seu emprego e, por “tudo”, entenda-se o que é antiético e de mau gosto – inclusive entrevistar criminosos no exercício do crime.

Outro dia a apresentadora entrevistou, em mais um furo midiático, o ex-PM Marcelo Silva e sua nova namorada. Envolvido com escândalos, fofocas e violência, Marcelo Silva era o ex-marido da atriz Suzana Vieira e compunha o perfil exato dos entrevistados por Sônia Abrão. A conversa, que ia do nada para o lugar nenhum, rendeu uma tarde inteira. Ao vivo. Uma tarde inteira para que uma subcelebridade mostrasse suas vísceras, seus pensamentos selecionados e planos de vida.

No final das contas, morreu a jovem Eloá, assassinada por Lindemberg, que está preso. Lindemberg foi entrevistado por Sônia. Hoje de manhã soube que Marcelo Silva, o ex-PM e ex-marido da atriz Suzana Vieira, morreu. Marcelo Silva foi entrevistado por Sônia. Além de muito chata, descobri que Sônia Abrão é um tremendo pé frio.

8 de dez. de 2008

as deusas, as musas e os maridões


Um fenômeno da imprensa de futilidades é a repetição de certas palavras para designar astros e estrelas do show business. Os termos escolhidos se desgastam com o tempo e adquirem novos sentidos, após o uso indiscriminado. Há algum tempo que o emprego de determinados termos foi amplamente adotado nas reportagens descoladas e desmioladas que ilustram o mundinho dos artistas, quase sempre das novelas e do mundo musical de baixa qualidade, dos endinheirados e das pessoas estilosas.

Outro dia parei em uma banca de jornal e comecei a folhear uma revista dessas. Lá estavam as “deusas”, as “musas” e os “maridões”. Sem encontrar termos novos, a mídia repete essas mesmas palavras ad nauseam. Da revista Caras à TV Brasil, lá estão eles. São personagens de nosso cotidiano no salão de beleza, na ante-sala do dentista, do médico e da esteticista. Não nos faltam na hora de enfrentar aqueles minutos chatos até a hora do atendimento.

Por “musa” entenda-se qualquer mulher que tenha feito comercial de cerveja. Tirou foto pelada? É musa. Colocou silicone nos peitos? É musa. Dos gregos resta uma vaga lembrança da idéia original, usada e abusada nestas terras tropicais. Da Sandy à Ana Maria Braga, todas são musas. Uma não-musa deveria ficar feliz: saiu da vala comum. O uso de “musa” está tão difundido que daqui a pouco vão substituir o “senhora” por musa. Senhora, mulher, deputada, senadora, prefeita, cantora, atriz, a lista é longa. Imaginem a revista Carta Capital, ou a Veja, chamando a ministra Dilma Roussef de “musa”. Não está longe de acontecer.

Pior que musa é deusa. Deusa ninguém merece. Me lembra uma amiga da minha mãe, uma senhora de mais de 50 anos que se chamava Deusa. A Dona Deusa. O chato é que “deusa” é usada quando falta outro nome. Ninguém mais diz “a atriz...” São todas “deusas”. Com a enorme safra de modelos-atrizes-apresentadoras, chamar alguém de atriz inadvertidamente pode até dar processo. Mas deusa pode, para tristeza da inculta e bela. Como praticamente todas as mulheres que aparecem em revistas de fofocas já se tornaram deusas, tenho a impressão de que vivemos numa Grécia revisitada, inclusive no critério numérico. Se antes as deusas eram poucas, hoje são centenas. Namorou jogador de futebol? É deusa. Posou pelada? É deusa. Fez novela? É deusa. E ainda existem as deusas do hortifruti, que são metade mulheres, metade frutas, e aí há fartura de melancias, jacas e morangos.

Mas nem só de deusas vivem as revistas de fofoca. Muitos homens são classificados de “maridões”. O maridão é uma categoria masculina em alta. Morou junto, namorou, casou, não importa: apareceu de bermudão e havaianas, andando de mãos dadas com alguma famosa de ocasião, é maridão. Existe uma necessidade absurda dessa imprensa por maridos. As mulheres adoram. Esposas são poucas, dada a abundância de musas e deusas, mas os maridos se multiplicam. A palavra “maridão”, em si, denota aquele homem meio indolente que anda sem camisa e acompanha a mulher famosa. É o marido que só é fotografado porque está ao lado da mulher conhecida. O sufixo de grau aumentativo confere uma idéia bondosa, paciente e bonachona ao homem que acompanha a “deusa”. Antes de cair em desgraça, o ex-marido da atriz Suzana Vieira, ela mesma uma musa-deusa, era o “maridão”. Por aí já dá pra imaginar. Deusas e musas não têm marido, têm “maridão”. Homens belos e conhecidos, em geral, são “gatos” e “galãs”. Aliás, “galã” é outra palavra coringa: se fez propaganda de cueca já é considerado galã. Qualquer coisa serve. Inventou a dança da manivela? É “gato”. Participou do programa da Ana Maria Braga? É “galã”. E por aí vai. Já homens quase desconhecidos, mas casados com mulheres conhecidas, são “maridões”.

Nada contra as musas, as deusas e os maridões. Muito pelo contrário. As palavras sinalizam quem é, de fato, absolutamente comum. Chamar alguém de "musa" é conferir à pessoa o certificado de mesmice. “Não há nada de interessante nela, é uma musa”. Se alguma reportagem fala de alguém que não é musa, nem deusa, nem maridão, bom, nesse caso deve ser alguém interessante.

29 de nov. de 2008

a novela das oito

Patricia Flora Pillar
Contos da Mula Manca


Depois de longa e tenebrosa ausência, causada por confusões e trabalhos, a Mula Manca está de volta em muito low profile. Tanto que a diversão maior nos últimos tempos tem sido a novela “A Favorita”. E, como em toda novela que se preza, os vilões dão um show. De quebra o mais engraçado é ver como o espelho deles, o bonzinho, não dá conta do recado.

É difícil o bem enfrentar o mal com galhardia, ainda mais se ancorado em um ator mais fraco que o danado. Qualquer dúvida vamos começar pelo impagável Ary Fontoura, seu jogo de cena e trejeitos de mordomo malvado e recalcado. Chega a dar dó quando a principal oponente de Silveirinha, a ex-mulher, Cilene, vivida por Elizangela, tenta encarar a fera de frente com aquele joguinho patético de revirar os olhinhos. Tanto que a melhor Cilene da Globo ainda é vivida pelos Cassetas nas noites de terça-feira. A paródia da cafetina de bom coração é muito melhor que o original.

Outra que dá dó quando vai enfrentar a encarnação do mal é a Claudia Raia. La Raia, em que pesem suas lindas pernas e seu corpão, não é páreo para uma atriz com a bagagem de Patrícia Pillar. Aquele jeitinho sonso e bondoso, ancorado em um nariz eternamente vermelho, fruto de uma cirurgia que pretensamente corrigiria uma tromba meio mal feita e deixou a mina com jeito de Michael Jackson, não faz nem para o café. A maldade de Flora vem na mudança do jeito de olhar, nos instantes de segundo em que ela leva para se transformar como um Hulk imaginário, com muito mais eficácia e sem os efeitos especiais do monstro verde.

Na ala masculina então nem se fala. O tal do Zé Bob, que juram as más línguas, deve o aumento e o destaque de seu personagem a sua proximidade ao autor da novela, nem piscando os sedutores olhos azuis consegue dar algum efeito contra o Dodi. O personagem e suas camisas cafonas, seu ar de cafajeste com o nariz eternamente entupido, sempre fungando e o cabelo meticulosamente jeca a custa de reflexos por si só já é uma encarnação tão boa de um canalha que talvez pudesse até dispensar o talento de Murilo Benicio, que só faz somar. E o cometa Halley? Esse é um que não precisa de nada. Cauã Reymond quietinho, de boca, aliás, de bocão calado, já vale a noite em frente da TV.
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FONTE: Portal Comunique-se. Autora: Maria Ruth de Moraes e Barros. Formada em Jornalismo pela UFMG, começou carreira em Paris, em 1983, como correspondente do Estado de Minas, enquanto estudava Literatura Francesa. De volta ao Brasil trabalhou em São Paulo na Folha, no Estado, TV Globo, TV Bandeirantes e Jornal da Tarde. Foi assessora de imprensa do Teatro Municipal e autora da coluna Diário da Perua, publicada pelo Estado de Minas e pela revista Flash, com o pseudônimo de Anabel Serranegra. É autora do livro “Os florais perversos de Madame de Sade” (Editora Rocco). Texto publicado em 28/11/2008

26 de nov. de 2008

meu brasil brasileiro

“É sexo e violência de manhã, de tarde e de noite”, diz Lula sobre TV
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A divulgação sem limite de cenas de sexo e violência contribui para a degradação da família. Foi o que disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual das Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro. Essa é a segunda vez que o presidente critica a mídia nesse sentido.
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Além de os ataques sexuais serem causados pela pobreza, o processo de degradação familiar está ligado à qualidade de informações que as crianças e adolescentes recebem pelos meios de comunicação.
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“Na hora em que a família entra num processo de degradação que passa pelo econômico, passa pelo social mas passa pelo que ela vê na televisão 24 horas por dia. Quem tem televisão a cabo, sabe do que falo. É sexo e violência de manhã, de tarde e de noite. Quantos programas culturais temos nas televisões para que as crianças possam ver às 7h, às 10h, ao meio-dia, 14h, 18h?”, questionou Lula.
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As informações são do O Estado de S. Paulo.
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FONTE: Comunique-se
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Ah, OK, foi um pronunciamento bem bonito, como tantos outros. Vamos ver o que vai ser feito, de fato...
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Caxias (MA): PF suspeita de fraude nas eleições
Relatórios mostram que urnas eletrônicas foram violadas, mesmo depois de lacradas
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A Rede Bandeirantes de Televisão exibiu ontem no Jornal da Band e no Jornal da Noite reportagem informando que a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar suspeita de fraude nas eleições em Caxias. Relatórios mostram que urnas eletrônicas foram violadas, mesmo depois de lacradas. Um vereador não teve o próprio voto computado.
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A matéria revela ainda que as urnas foram ligadas antes da eleição, tiveram lista de códigos digitais e programas alterados. Dois técnicos da USP (Universidade de São Paulo), acionados pela emissora, confirmam as suspeitas. A PF mandou as urnas para perícia técnica e caso seja comprovada a violação promete punir os autores do crime. Uma possível anulação da eleição vai depender do Ministério Público Federal (MPF).
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A reportagem lembra que dos 12 vereadores de Caxias, 11 se elegeram com apoio do prefeito reeleito Humberto Coutinho (PDT), que não quis falar sobre o caso. A presidente do TRE do Maranhão, desembargadora Cleonice Silva Freire, e o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, também não quiseram se pronunciar. O diretor de informática do TSE disse que a fraude é impossível.
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FONTE: 45 Graus
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PDT, o partido do prefeito de Caxias (MA) que, ao que parece, fraudou as eleições, é também o partido do atual governador do Maranhão, o "libertador" Jackson Lago, que tem feito o Estado piorar ainda mais, se é que isso ainda é possível após 40 anos de roubo e oportunismo dos Sarney, um clã milionário (José Sarney é o grande amigo do Lula, caso alguém não saiba quem ele é).
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Aliás, pode ser que o próprio governador do Maranhão, do PDT, tenha sido eleito por meio de fraude. E por que não? Só sei que esse é mais um motivo para que o brasileiro fique desobrigado de votar. Aliás, por onde anda o processo que Jackson Lago responde por corrupção? E os sobrinhos, amigos, correligionários e cúmplices, por onde andam?

17 de nov. de 2008

evangélicos caricatos na Globo


A REDE GLOBO E SUAS FORMAS OBTUSAS DE LIDAR COM PERDAS
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A Globo perdeu sua hegemonia há tempos, disto eu não tenho dúvida. Sua liderança foi sumariamente abalada pelo crescimento da TV do Bispo Macêdo, a Rede Record - mas também pela mudança geopolítica nos estados brasileiros, antes dominados pela direita rubiosa deste País. Antes de o Lula assumir a presidência da república, éramos vítimas da ditadura midiática impingida pela Rede Globo, protegida pelos mandatários que distribuíam seus sinais fartamente pelos interiores nordestinos, quando ainda o sistema de redistribuição era feito só por empresas estatais. Só dava ela.
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Na realidade, os programas da Record são cópias fiéis de sua concorrente. Talvez porque o "calo" da Globo tenha contratado a maioria dos bons profissionais que estavam desempregados, ou mesmo trabalhando à margem das leis trabalhistas para a Globo, já que esta não oferece as mínimas condições de trabalho para os profissionais da imprensa.
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Há tempos eu não via TV, mas, ontem (31), enquanto pensava no que escrever para este sábado de sol, fui atraído pela música do carlista Caetano Veloso “O paí ó” se esgoelando na sala sem espectador, e fui até lá averiguar do que se tratava. Como gosto muito do ator Lázaro Ramos e o tema, coincidentemente, foi vivido por mim quando da minha curta incursão pela música na ocasião do lançamento do CD “Lua Rara”, resolvi assistir.
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Só que, na realidade, nas entrelinhas, havia uma tentativa velada de desmoralizar os evangélicos. Ou seja, o tema nada tinha a ver com a difícil missão de se viver de arte neste País. O imbróglio se desenrolava em torno de uma nota de cinqüenta que um pastor foi “solicitar” a uma irmã para ajudar nas despesas de um evento na Igreja.
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Mesmo a irmã tendo mostrado suas dificuldades o pastor não abriu mão de sua oferta, e citou o evangelho de Jesus cristo quando diz: “Se quiseres vir após mim, vende tudo quanto tens, distribuí entre os pobres e segue-me”, para convencê-la.
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Para conseguir o dinheiro, a irmã cobrou o aluguel de um inquilino, travesti, que cobrou de um taxista para o qual havia feito um “serviço”, que pediu emprestado à sua esposa, que pediu emprestado à dona de um tabuleiro de acarajé, que pediu ao incauto e sofrido cantor vivido no papel de Lázaro Ramos. Por fim, os cinqüenta que o pastor foi “confiscar” serviu para pagar o aluguel de um microfone para a apresentação de uma cantora gospel.
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Aqui pra nós, sem nenhuma égide aos evangélicos, achei um desagravo a uma comunidade que cresce a cada dia. Será que os comandantes da Rede Globo sabem quantos evangélicos existem neste País? Se Continuem assim fecharão suas portas muito em breve.
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Ofereço este post ao cantor gospel Paulo Roberto, e a todos os evangélicos do Brasil, que convenhamos, são em sua maioria pessoas de bem. Se são ou não enganados por "pastores" inescrupulosos não é a TV Globo e seus programas fascistas que irão dizer.
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Texto de Carlinhos Medeiros, publicado no Blog Bodega Cultural.
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NOTA: Pois é, o seriado "Ó pai, ó" se especializa em produzir evangélicos caricatos. Não produzem adeptos do candomblé caricatos, mas os evangélicos... Vi uma vez, mas já me cansei. Um episódio repete o outro, e assim sucessivamente... No mais, não penso que o governo Lula tenha sido um marco para que a Rede Globo perdesse a hegemonia. O próprio governo Lula financiou a emissora carioca com largos recursos (públicos) do BNDES.

1 de nov. de 2008

globamamania


A pergunta que não quer calar: por que a Rede Globo apóia Barack Obama? Não sou mineira, mas aprendi a desconfiar. Em 1989 a Globo apoiou o Collor, e deu no que deu. Depois, apoiou o FHC, e deu no que deu. Ele só não privatizou a Rede Globo porque ela já é uma privada. Uma empresa privada, antes que alguém pense mal.
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Alto lá, não tenho nada contra o Obama e acho interessante a idéia de um presidente estadunidense negro - ainda que sua condição de negro esteja a milhas (gostaram do "milhas"?) de distância da situação dos negros do Haiti, ou da maioria da África. Mas o Papa Doc era negro e eu não vi vantagem nenhuma nisso. Eu sou contra o aborto, por exemplo, e o Obama é a favor. Então, ser negro mas a favor do aborto acaba não sendo nenhuma vantagem. E os candidatos democratas, historicamente, concedem subsídios aos estadunidenses, o que prejudica as empresas de países menos desenvolvidos (e, nesse sentido, para o Brasil McCain soa bem melhor), assim como os presidentes socialistas da França sempre concederam subsídios aos agricultores franceses e ninguém gosta de tocar nesse assunto indigesto. Quanto às diferenças entre McCain e Obama, penso que são apenas cosméticas. Nenhum dos dois vai realmente mudar o sistema econômico e político que tanta desigualdade tem gerado e começar a distribuir renda. Aliás, eles não vão nem arranhar o sistema, muito pelo contrário.
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Muito bem. Quando a Rede Globo apóia alguém, eu já desconfio. Vi agora mesmo a reportagem do Jornal da Globo sobre as eleições e achei que só falta, agora, colocar o Obama na novela das oito para derrotar a Flora. Outro dia eu ouvi a Fátima Bernardes falar que era preciso "reduzir os gastos públicos". Pensei: "Será que a Globo precisa de outro financiamento tamanho família do BNDES? Mais um?" Ainda penso que o povo não é bobo, por isso acho que ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil. Semana que vem vou ligar para o Renato Aragão e sugerir que no próximo Criança Esperança o povo mais pobre seja proibido de ser extorquido, digo, de fazer doações. Tenho uma solução melhor: coloque o Boninho para doar mil reais. Isso seria uma medida educativa, um verdadeiro Criança Esperança, já que papai Boni não ensinou a criança a não jogar ovos podres nos pedestres, do alto de sua cobertura bancada pelo BNDES, digo, pela Globo, e a dor no bolso poderia fazer o jovenzinho repensar seu comportamento. O Boninho doaria mil reais e seria um exemplo, levando todos os seus coleguinhas a fazer o mesmo. Pronto: em menos de uma semana o Finança... perdão, o Criança Esperança arrecadaria mais do que já arrecadou em toda a sua história. Tenho muitas sugestões para tornar a Globo uma empresa ecologicamente correta, mas vou parar por aqui.
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Ah, eu me lembrei agora do apoio sorridente que a Globo deu à ditadura militar, e do número de concessões que o sr. Roberto Marinho recebeu. Bons tempos que continuam, aliás. Nossa, por que será que eu me lembrei disso agora? Alguém se lembra daquele programa, "A Semana do Presidente"? Tinha uma musiquinha, e eu me lembro do general João Figueiredo imponente, descendo sempre de algum avião. Ah, me desculpem, esse programa era do SBT. No final das contas, acho que só a Rede TV! não apoiou a ditadura, já que naquela época a emissora ainda não existia.
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Voltando à reportagem do Jornal da Globo, eu a achei a cara da Globo, mesmo. Uma edição de imagens primorosa, bastante manipuladora, e um texto totalmente parcial. É verdade que a emissora costuma fazer isso de forma mais sutil, ultimamente, mas acho que todo mundo anda muito empolgado com o Obama. O jornalista que fez a matéria conseguiu transformar a opinião de uma senhora religiosa e conservadora em atestado de insanidade. Se a Globo entrevistasse judeus, em Israel, provavelmente a maioria diria a mesma coisa que ela: são a favor do porte de armas e contra o aborto. Mas a Globo não dá um tiro no pé.
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Falando nisso, vou escrever uma cartinha para o Lula e pedir a ele que corte gastos, também . Para que manter dois órgãos oficiais de imprensa, no Governo? A Globo é mais eficiente, eu baixaria um decreto e declararia o outro desnecessário.
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6 de ago. de 2008

"pela liberdade nos meios de comunicação"


TV americana promove adultério no horário nobre, diz estudo

Um estudo denuncia que a indústria da TV americana promove o adultério e a promiscuidade nos programas de maior audiência, afirmou o Conselho de Pais para a Televisão (PTC, na sigla em inglês).

O relatório denuncia que as redes de TV quase não mostram cenas sexuais no contexto do casamento ou as representa como uma "carga", enquanto acentua atrativos de outros tipos de relações.

Os dados reunidos sobre conteúdos exibidos pelas principais redes dos EUA refletiram que as cenas de adultério superaram em uma proporção de dois para um as imagens íntimas de casais.
Além disso, o sexo sem casamento superou por quatro a um as relações sexuais matrimoniais.

"A TV sugere que muitos buscam minar o casamento ao tratá-lo de forma negativa, mas mais problemático que a glorificação do sexo extramatrimonial é a obsessão por ensinar comportamentos que há uma década teriam sido impróprios para a televisão", afirmou o presidente do PTC, Tim Winter.

Referências a situações sexuais que antes não apareciam em horário nobre, como relações grupais, de mudança de casal, pedofilia, necrofilia e fetichismo, se encontram agora na programação de forma abundante.

"Comportamentos que antes eram vistos como imorais ou socialmente destrutivos receberam sinal verde da indústria da TV. Recentes estudos mostram que as crianças são influenciadas por essas mensagens", assegurou Winter.

A pesquisa se baseou em horários de maior audiência das emissoras "ABC", "CBS", "FOX", "NBC" e "CW" durante quatro semanas no início da temporada 2007-2008 da TV, entre setembro e outubro do ano passado.

A "ABC" foi a rede com mais alusões a sexo no casamento, "embora a maior parte delas negativas", segundo menciona o relatório, que destaca que nesse mesmo canal o sexo sem casamento prévio apareceu em um contexto positivo.
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COLABORAÇÃO: Paula Felix Costa
FONTE: Yahoo

20 de jun. de 2008

manipulação: a gente vê por aqui!



Como tratar os evangélicos 1
Há uma recente instrução geral (não escrita) na Globo sobre como tratar os evangélicos, vinda diretamente da família Marinho: adversária é só a Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo - e não todas as igrejas evangélicas. Em sua programação, a emissora deve deixar claro que não discrimina os outros evangélicos. Essa demarcação terá que ficar nítida.
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Como tratar os evangélicos 2
A avaliação é que a Universal aproveita bem o embate com a Globo para unir todos os evangélicos contra a emissora - e que a Globo nunca conseguiu explicitar de modo patente que a sua guerra é com igreja de Macedo, a qual chama de seita. Na verdade, a Globo nunca se preocupara com isso, que, afinal, parece meio óbvio, e botavam todos no mesmo saco. Resultado: há entre boa parte dos evangélicos o sentimento de que são discriminados pela emissora. Agora, tenta recuperar o tempo e a audiência perdidas.
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FONTE: Radar On-line, com Lauro Jardim, da Veja.com

tchau, Visconde de Sabugosa!

Corpo do ator André Valli é velado no Rio de Janeiro
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O velório acontece no Teatro Villa-Lobos, em Copacabana.

Muita emoção marcou o velório do ator André Valli, na tarde desta sexta-feira (20), no Teatro Villa-Lobos, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Atores como Ney Latorraca e Diogo Vilela compareceram para dar o último adeus ao eterno Visconde de Sabugosa.

André morreu por volta das 5h desta sexta-feira (20), aos 62 anos. Há um mês, o ator descobriu que tinha câncer, chegou a fazer alguns tratamentos paliativos, mas não resistiu e morreu em casa, também em Copacabana. O enterro acontece no sábado (21), em Recife no cemitério Santo Amaro. O horário ainda não foi divulgado.

Diogo Vilela e Ney Latorraca se despedem
"O André é um exemplo de talento e perseverança. É daqueles colegas supercarinhosos que a gente encontra. Foi uma grande perda para todos nós", afirmou Diogo Vilela. "Ele fez trabalhos geniais, era o nosso Dom Quixote, eu o chamava assim pela semelhança física. André era um grande amante do teatro, fez uma geração com o Visconde de Sabugosa, de um público super exigente, que são as crianças", completou o ator Ney Latorraca.

"Ele é o melhor de todos", diz Letícia Sabatella
Valli foi o Visconde de Sabugosa Também no velório, a atriz Letícia Sabatella lembra de como acompanhava o trabalho de André desde criança. "André é para mim o melhor ator de todos. Desde a minha infância acompanhei todos os trabalhos dele. Ele era original, livre, engraçado. Aprendi muito com ele, todos os mínimos detalhes", contou Letícia, que contracenou com o ator em "Hoje é dia de Maria".Para a colega de trabalho Ivone Hoffmann, André vai ficar na lembrança de todos os brasileiros. "Há dois meses, fizemos uma leitura dramática da peca "Dom Quixote", mas não pudemos encenar porque ele já estava doente", lembra ela.
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LEIA TAMBÉM:
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Reportagem de Lívia Torres, do Rio de Janeiro, publicada no Portal G1 de Notícias em 20/06/2008.; fotografia: TV Globo.

28 de mai. de 2008

enquete na UOL

O Portal UOL abriu uma enquete sobre o beijo gay no final da novela das 21h, da Rede Globo. A possibilidade do beijo gay, defendida pelo autor da novela, Aguinaldo Silva, acendeu polêmica sobre a excessiva liberalização dos programas de TV (leia, aqui no Blog, um texto sobre o assunto):
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23 de mai. de 2008

manipulação: a gente vê por aqui!


Já se foi o tempo em que o velho Brizola clamava: "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!" Brizola morreu, mas a Globo continua. Continua manipulando, é claro. Minha dúvida é se o povo agora é bobo e não percebe a condução político-ideológica dos programas da emissora.

Fora as edições maldosas relativas aos conflitos entre grandes empresas x MST, ou grandes fazendeiros x garimpeiros, ou ainda entre grandes empreiteiras x índios, nesta ordem ou em combinações múltiplas de tal forma que os ricos sempre estão em conflito com os pobres, e aqueles são sempre vítimas destes, hoje me chamou a atenção a edição de uma reportagem sobre a Marcha para Jesus feita pelo Jornal Nacional.

Nada de novo, a Globo continua achincalhando os evangélicos, mas se eu não soubesse que se trata do Jornal Nacional, ou "Jornal dos Simpsons", como o William Bonner já ressaltou, pensaria que os mais de três milhões de participantes da Marcha são uns completos idiotas. Por outro lado, vendo em seguida a boa edição dos preparativos para a festa do Corpus Christi celebrada pela Igreja Católica no Brasil, pensaria eu na evidente superioridade espiritual dos católicos - espiritual, moral e jurídica, pois o Papa nunca foi preso nos EUA.

É claro, se a Globo deveria ressaltar algo na festa evangélica teria de ser a prisão dos Hernandez. Independentemente de o casal estar detido por uma série de complicações jurídicas, motivadas por uma sede de poder que, diga-se de passagem, ninguém na Rede Globo tem, eu me pergunto por que, em cada reportagem sobre a Igreja Romana, a Globo não fala dos inúmeros casos de pedofilia, adultério e homossexualismo no seio da própria Igreja.

Não vou aqui atacar a Igreja Católica - na verdade, tudo o que se faz no meio evangélico - e olha que no meio evangélico há muita desonestidade, sim - é ainda fichinha para a poderosa Santa Madre, que está no negócio há quase dois mil anos. Fraude? Falcatruas financeiras? Ora, o Vaticano mesmo foi palco de muitos, inúmeros negócios financeiros escusos - desde sua criação, envolvendo Benito Mussolini, passando pelo papa Pio XI, pelo bispo Paul Marcinkus, pelo papa Paulo VI e por tantos outros, em suas operações no famoso IOR ou no não menos famoso Banco Ambrosiano. Desses, é claro, a Rede Globo não fala absolutamente nada.

Focalizando, na reportagem sobre "o evento dos evangélicos", mais a prisão dos Hernandez que os motivos da Marcha, a Globo nem sequer revelou o número estimado de participantes da comemoração, o que o noticiário da Rede TV! faria, logo depois: aproximadamente quatro milhões de pessoas.

Longe de mim apoiar as ações do casal da Igreja Renascer, mas a reportagem da Globo fez parecer que a Marcha para Jesus de 2008 era um pretexto - nada mais - para apoiar os dois, o que não é verdade. A emissora também não revelou, propositalmente, que outras denominações evangélicas compareceram à Marcha.

A Globo também não informou que a Marcha para Jesus é um evento que nasceu na Inglaterra, nos anos 80, e que ocorre em diversos países, entre os quais a França, Portugal e a Argentina, além da Inglaterra, de países africanos e onde mais houver liberdade de culto para os cristãos.

A edição de imagens, as entrevistas, o texto em off, tudo foi cuidadosamente montado pelo Jornal Nacional na reportagem sobre a Marcha para Jesus de 2008 para que a mensagem fosse manipulada, deturpada, dirigida, a fim de que a opinião dos telespectadores atendesse aos interesses comerciais da emissora carioca.

Não há, na Globo, nenhum comprometimento com a ética, a veracidade de fatos, mínima que seja. O que há, de acordo com os interesses da TV, é a versão dos fatos que mais satisfaz à política "global". Não à toa, em outro bloco, o mesmo Jornal Nacional diria que a Parada do Orgulho Gay de São Paulo, considerada a maior do mundo e que acontecerá neste próximo dia 26 de maio, domingo, é um evento "da família" - e todos sabem, quem já foi ou já ouviu falar de qualquer aspecto da Parada, que de "família" ela tem muito pouco.

A "Vênus Platinada" mostra a que vem, todas as noites, ao invadir as casas dos brasileiros: manipular a opinião pública. Quem não se lembra da famosa edição do debate entre Lula - hoje presidente da República - e Collor, que se elegeu com o apoio da família de Roberto Marinho? Todos devem se lembrar também das "denúncias" de Miriam Cordeiro. Ninguém lembra é que a Globo é uma concessão pública do Governo Federal. E que o Governo Federal é sustentado pelo povo, e existe para servir o povo. Na teoria, é claro.

Tratar os evangélicos como idiotas não é novidade, visto que são considerados adversários, opositores não só da Globo, por meio da emissora da Igreja Universal, a Record, mas também da Igreja Católica Romana, que mantém com a emissora negócios muito lucrativos.

Poderia aproveitar e tecer aqui análises mais aprofundadas sobre a edição das imagens e o discurso opaco e oportunista do jornalismo global, mas não, que este é só um desabafo. Que falta nos faz, nessas horas, o velho e sábio Brizola, que nunca - nunca - deixou de denunciar o cinismo da emissora dos Marinho, que continua a mesma, diga-se de passagem.

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Mayalu Felix
Niterói, 20/05/2008.

19 de mai. de 2008

do Blog da Glória: http://gloria.reis.blog.uol.com.br/

Valha-nos, Deus! Aguinaldo Silva manda no Brasil e beijo gay é prioridade nacional

"O beijo gay é motivo de estresse, não entendo por quê. Ele já aconteceu até na TV portuguesa, sem que o país mudasse por causa disso. Pensei: "Se eu não fizer, um dos autores heteros fará", diz o fofo da Globo.

Ando preocupada com a direção tomada pela questão do homossexualismo no país. Sou contra qualquer forma de preconceito, intolerância e fanatismo. E principalmente contra qualquer atentado à liberdade humana. E é exatamente isso o que constato no marketing da homossexualidade.

A princípio, discordo totalmente dessa falácia da não aceitação dos homossexuais pela sociedade. Já passei dos 60 anos e desde a infãncia que convivo com a presença deles nos lugares que vivi, amigos dentro da nossa casa e nunca assisti a nenhum ser destratado ou discriminado por sua condição homossexual. E o mesmo não posso dizer de negros, doentes, ex-presidiários, ciganos, só para citar alguns exemplos. Lembro, quando criança, do horror que era quando chegavam ciganos na cidade, com os adultos nos impedindo qualquer proximidade com eles, sob o argumento de que "roubavam crianças". Os negros só entravam nas casas como empregados e não passavam da cozinha. Não precisava nem de aviso, já era costume. E assim como não vejo alteração na aceitação dos homossexuais, não vejo consiferável mudança na rejeição a esses grupos realmente discriminados.

E a que estamos assistindo de camarote, sem cobrar reflexão e responsabilidade dos meios de comunicação, dos políticos e das próprias autoridades no país? Assistimos a um tremendo marketing da opção homossexual na população.

A propaganda abusiva planta desinformação que pode provocar infelicidade, conflitos e principalmente a uma volta ao obscurantismo ao contrário: excesso de modernidade, ou seja, o moderno, a moda é ser homossexual. Estamos partindo para uma interferência à liberdade humana, com a propaganda levando adolescentes, jovens, até crianças à prática homossexual, sem que tenham maturidade e informação necessárias para conhecer seus corpos e suas reações.

A comissão de frente são as novelas da Globo, a mais poderosa formadora de opinião no país. Todas tomaram como objetivo abarcar mais gente para a prática homossexual, propagando uma realidade totalmente falsa de um mundo maravilhoso, colorido, de gente feliz, sem conflitos, sem perigos, sem necessidade de cuidados e prevenção necessárias em qualquer vivência da sexualidade.

A consequência mais grave - como sempre - sobra para os pobres, a população mais carente. É claro que os artistas e diretores de novelas globais podem transformar qualquer opção de vida em glamour, fantasia, oba-oba e, principalmente, contar com acesso aos cuidados e prevenção que demandam money, muito money. Isso não falta obviamente aos globais que, ao pregar a sua opção sexual, não estão nem aí para a realidade de um país onde mais de 50 milhões vivem na pobreza, para dizer melhor, na miséria.

Tudo que se tem tentado como prevenção para a vida sexual dos heteros, cai por terra quando se trata de homos. Não se vê nas novelas, nem em nos meios de comunicação, referência aos riscos das relações homossexuais. As pessoas pobres não têm acesso a camisinhas, vacinas necessárias, acompanhamento médico de qualidade, tudo isso aliado à falta de informação e imprudência, próprias dos mais jovens.

Venho aqui fazer a minha parte, como cidadã e educadora, preocupada com o crescente número de crianças e adolescentes sendo influenciados pela propaganda da "maravilha de ser homo". Considero isso uma enganação e, volto a repetir, um desrespeito e atentado à liberdade humana.

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Pobre país cuja maior rede de TV tem como estrela um Aguinaldo Silva, cujo maior sonho é "fazer" um beijo gay na novela, com medo de que um hetero passe à sua frente. É um profissional destituido de auto-crítica pois fala da sua patética novela como se fosse Madame Bovary de Flaubert. Quanta mediocridade!!!
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