Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

FAÇA COMO EU: VISITE O BLOG DELES, E SIGA-OS TAMBÉM! :)

Mostrando postagens com marcador Micos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Micos. Mostrar todas as postagens

18 de dez. de 2009

o cristianismo dos sem noção






O cristianismo dos sem noção

Há blogs que se intitulam “cristãos” e fazem de tudo para provar que são qualquer coisa, menos cristãos. A tônica é o deboche. Escarnecem de tudo, de todos, e dizem estar fazendo um “serviço” a Deus. São os “adevogados” de Deus, jamais suas testemunhas. Protegem apenas seus amigos, aqueles a quem Jesus se refere dizendo não ser mérito algum amar. Aliás, protegem seus amigos mesmo quando eles estão visivelmente equivocados: esses donos de blogs não possuem firmeza moral alguma, apenas o desejo de atacar os que não pensam exatamente como eles.

Em mau e torto português (porque também maltratam a língua, com erros toscos de ortografia, regência e concordância) desfilam seus ódios, seu inconformismo barato, sua falta de princípios, de ética, de retidão. Não sabem fazer uma crítica: apenas ofendem. Os despidos de senso crítico acham que ali se encontra grande capacidade de discernimento, mas eles apenas macaqueiam piadas antigas, escrevem chistes reciclados e frases mal construídas.

Exatamente por não saberem a diferença entre a crítica e a ofensa, ofendem-se com a boa crítica. Exatamente porque não lhes ocorre um bom raciocínio, não compreendem que há uma boa distância entre a ofensa, pura e simples, e a crítica embasada, estruturada, inteligente, que não somente acusa, mas faz, mesmo com o uso da ironia, compreender seu objeto. Que não somente explica onde está o erro, mas aponta caminhos para que ocorra o acerto.

Chamaria esses blogueiros de cegos? De modo algum. Cegos, em geral, ouvem bem, sabem falar e possuem tirocínio suficiente para livrar-se de constrangimentos e embaraços decorrentes da falta de entendimento. Talvez devesse chamá-los de deficientes morais e intelectuais. Nada há – por trás da piada muitas vezes repetida, da ofensa vulgar e da falta de educação – além da ausência de bom caráter, de princípios e de honradez.

O mais lamentável é que esses homens, viciados em sua própria vaidade, não percebem e não querem perceber que o humor refinado – esse dos ingleses, diriam – é também intelectualmente palatável, não resvalando na estupidez óbvia de suas “piadas” e na vulgaridade de suas palavras. O que também é triste, em absoluto, é o fato de que esses homenzinhos – possivelmente marmanjos barbados já beirando os 50 anos, mas eternamente de bermudas – não entendem que uma boa crítica, bem escrita e respeitosa, tem mais efeito que cem de suas piadas de mau gosto, infantis e, como eu já ouvi, “sem noção”. Aliás, a expressão “sem noção” é a que melhor lhes cabe, dada a sua insipidez intelectual, sua frouxidão moral e sua eterna adolescência tardia.


A crítica inteligente deve ser feita. A ofensa vulgar, jamais.





26 de jun. de 2009

eu também


Não achei que choraria por um cantor pop. Mas hoje, ouvindo Beat It e Billie Jean, e ensaiando os passos de uma dancinha estilizada, parei e comecei a chorar. Coloquei as mãos no rosto e chorei sem vergonha da dor, sentindo a perda definitiva de algo que, no entanto, já havia acabado. Era eu também, nos anos 80, dançando e decorando as letras das músicas do álbum Thriller. Lá se foi Michael Jackson, figura triste que não lembrava o jovem encantador de 1983, quebrando todas as expectativas de venda de long plays neste planetinha.
É possível que a maioria dos meus leitores tenha passado sua adolescência na Igreja, nos grupos de jovens das escolas dominicais, nos retiros e acampamentos tão comuns entre jovens evangélicos. Eu me converti aos 21 anos, então comigo foi diferente. Vivi os famosos anos 80, o início do rock nacional e, fatalmente, o furacão Michael Jackson. Tinha eu meus 12 pra 13 anos, em 1983 e 1984, quando Thriller estourou no Brasil. Não fiquei imune à dança, à voz, ao visual muito cheio de cores, bottons e brilhos do Michael Jackson. Morava na 403 Norte, em Brasília, e em toda festinha, em toda reunião de escola, todo aniversário e confraternização tinha que rolar Michael Jackson. Quando tocava, a gente dava uns gritinhos de alegria e excitação e corria pra pista de dança. Era o ponto alto das festas, e meus colegas e eu tentávamos fazer o moonwalker e descobrir o segredo daquele deslizamento in-crí-vel. Tinha uma amiga, que morava em um prédio perto do meu, também na 403 Norte, em Brasília, que havia descoberto nas coisas antigas da mãe um par de luvas brancas e brilhantes, recordação de um casamento que já havia até acabado. Então, mediante súplicas e dezenas de “por favor, por favooooor!!!”, cada uma ficou com uma luva, e era o máximo sair ostentando uma luva apenas, como o Michael Jackson, eu na mão esquerda e a minha amiga na mão direita. Infelizmente (ou felizmente) não tenho nenhuma foto devidamente caracterizada.
Eu e minha irmã tínhamos uma coleção de pôsteres, revistas, bottons, reportagens, fotos e qualquer lançamento que trazia o Michael Jackson. Diariamente, fazíamos nossa peregrinação à banca de revistas, para saber se havia alguma coisa dele. Resolvemos pregar os pôsteres na parede do nosso quarto, e ficávamos por longos minutos admirando a beleza daquele homem negro que começava a adquirir traços caucasianos. “Ele é lindo, né?” era a pergunta que nos fazíamos sempre, assentindo com a cabeça e os olhos embevecidos. Michael Jackson foi o primeiro astro pop com quem eu realmente queria me casar. Sua imagem viril e ágil, dançando no clip de Beat It, parecia-me de uma verdade humana incontestável, uma força do bem que sobrepujava todos os outros. Eu fazia a sétima série, e às vezes, quando não tinha aula, passava a tarde ouvindo o LP e dançando sozinha no meio da sala, no piso de tacos de madeira, sem me cansar de nenhuma de suas músicas. Ah, sim, só pra constar: o segundo astro pop com quem eu quis me casar foi o Renato Russo, mas isso antes do show de Brasília, em 1988, para o qual havia reservado grandes expectativas, todas frustradas. Como deve ser fácil de perceber, não tive muita sorte com os dois astros pop realmente belos, viris e carismáticos que marcaram a minha adolescência. Depois do Renato Russo, não tive mais nenhum. Hoje, olho desconfiada para todos os que se apresentam, tentando macaquear alguma coisa parecida com o Michael Jackson ou com o Renato Russo, e desdenho dos calouros. Astro pop, pra mim, hoje em dia, só o Padre Fábio de Melo, e eu sei que ele jamais vai se casar comigo.
Depois de Thriller, Michael Jackson passou anos sem gravar novo álbum. Quando gravou, eu já tinha uns 18 anos e não gostei nada das músicas novas: pareciam um pastiche da legítima black dance music de antes. A aparência dele também me desagradava muito, pois se tornava cada vez mais artificial, perdendo o que havia de verdade e de virilidade em seu sorriso e suas expressões. Michael Jackson deixava de ser um cara cheio de swing, energia e ritmo para se tornar um esquisitão cujo comportamento tornou-se realmente bizarro, e meu amor por ele não resistiu às cirurgias plásticas que deformaram seus belos traços e às coisas ruins que passaram a ser associadas ao seu nome. Dos 12 aos 16 anos fui realmente fã de Michael Jackson. Quando foi gravado o clip da música We Are The World, cheguei a chorar por ver que bom coração ele realmente possuía: haveria alguém mais perfeito do que ele, em todo o mundo? Por isso, eu colecionava tudo, tinha discos (na verdade, só um, o álbum Thriller), via os clipes, suspirava por ele. Cheguei a discutir seriamente com minha amiga das luvas brancas sobre quem iria se casar com ele. Quem era ela para achar que seu amor por ele era maior que o meu? E eu estava certa: a infiel foi arrastada logo depois pela febre dos Menudos, esquecendo-se do Michael, mas eu não gostava daqueles caras que me pareciam ridículos com aquelas dancinhas babacas e permanecia fiel ao meu primeiro amor pop.
Quando soube da fatalidade de sua morte, ontem, fiquei curiosa. Confesso que a ideia não me surpreendeu muito, já que há alguns meses a mídia noticia seu precário estado de saúde. Mas hoje, quando resolvi ouvir suas músicas, não resisti e comecei a dançar. Já não sabia os passos, já não era como antes. Vi então que houve um tempo de juventude, nos anos 80, que não volta mais. Era um tempo em que Michael Jackson era uma unanimidade, e eu o amava porque ele me parecia o mais belo, o mais ágil, melhor e mais atraente que qualquer outro. Ao ouvir Billie Jean, eu me lembrei de que eu também era tão diferente, em algumas coisas melhor do que hoje, em outras, pior. Mas, assim como não se pode mais resgatar aquele Michael Jackson, também não se pode mais resgatar aquela Mayalu. Minha dancinha improvisada, hoje, era exatamente a repetição, por farsa, de uma história tão boa que acabou faz tempo. Por isso, ao me lembrar de que Michael Jackson morreu, eu me lembrei de que uma menina de 13 anos, usando uma ridícula luva branca para ir à padaria comprar pão e leite, também morreu com ele. Os anos 80 definitivamente acabaram, e eu faço seu luto talvez tarde demais, mas só agora realmente consciente de que tudo aquilo acabou, e não tem volta. Ah, sim, mais uma coisa: eu ainda tenho a coleção de pôsteres, reportagens e bottons, guardada numa pasta de papelão vermelha. Nunca tive a coragem de jogá-la fora. Quanto ao LP Thriller, famoso bolachão de vinil, acabei aceitando a sugestão do pastor da igreja onde me converti e o queimei, junto com muitos outros, numa “fogueira santa”, lá pelos idos de 1992. Disso, acreditem, eu me arrependo.
***

30 de mar. de 2009

a procuradora obtusa e a burrice aguda

Prezados leitores,

Já vi muitos argumentos a favor do aborto: alguns, bem estruturados e, dentro da lógica de quem é a favor, coerentes. Outros, completamente estúpidos, irresponsáveis, egoístas e intelectualmente anacrônicos. 

O programa Canal Livre, exibido neste domingo à noite, pela TV Bandeirantes, me deu a oportunidade de assisitir a uma dos discursos pró-aborto mais sem sentido de que já pude tomar conhecimento, em toda a minha vida. A procuradora de Justiça do Estado de São Paulo Luiza Nagib Eluf presenteou os telespectadores com uma argumentação tosca e anacrônica a favor do aborto. Segundo ela, a punição para a mulher que aborta, vigente no Código Penal brasileiro, é na verdade uma rejeição machista ao prazer feminino, um "punição" à mulher que faz sexo livremente, engravida e deve ter o direito de se livrar do incômodo "embrião", ou, num estágio mais avançado, "feto" (odeio essas palavras desumanizadoras para uma vida humana em formação). Nos anos 50 e 60, na origem do movimento feminista, o argumento da procuradora era usado pelos que defendiam a descriminalização da interrupção da gravidez em qualquer situação. Isso fez sentido no contexto de maio de 68, no início da divulgação dos métodos contraceptivos - sobretudo da pílula anticoncepcional, no auge do movimento feminista, que pregava a igualdade entre os sexos e rejeitava toda forma de submissão da mulher, inclusive a maternidade. Hoje, aproximadamente meio século depois, esse argumento provou-se falso na Europa e nos Estados Unidos, onde o que não falta é informação e onde, mesmo tendo a mulher amplo acesso a métodos contraceptivos, não se hesita em abortar para "evitar" a gravidez. Uma década após o início do século XXI, mesmo após os estudos da Biologia comprovando o início da vida na fecundação do óvulo pelo espermatozóide, mesmo após o DIU, a pílula e a camisinha, mesmo após a Constituição de 88 no Brasil, uma procuradora de Justiça usa esse argumento desfocado para defender o aborto.

No século XXI, neste país, com todo o acesso às possibilidades de se evitar a gravidez, só engravida quem é irresponsável. E outro ser humano, formado no ventre feminino por meio do sexo - não importa se o ato sexual foi entre marido e mulher ou totalmente  ocasional - não deve pagar com sua vida pela iresponsabilidade alheia. Hoje, em pleno 2009, o prazer feminino não é mais "punido", nem no Brasil nem no restante da sociedade ocidental, muito pelo contrário. O que a sociedade não aceita mais é a irresponsabilidade da mulher e, em menor escala, do homem, tendo em vista que não é ele que gesta a nova vida (e essa é uma realidade biológica, por mais que as feministas odeiem o fato). Ao contrário da procuradora Luiza, de São Paulo, a maioria da sociedade não crê que no ventre materno está uma coisa inanimada, um objeto descartável, mas um ser humano em desenvolvimento, indefeso, que tem o direito à vida, e cabe à sociedade, por meio do Estado, garantir a ele esse direito que a própria mãe quer tirar-lhe. 

O que é difícil para mim, nessa história toda, é imaginar como uma pessoa de perfil obtuso como Luiza Nagib Eluf chegou à Procuradoria de Justiça do Estado de São Paulo.

25 de mar. de 2009

pode ser a gota d'água

NOSTRADAMUS RECICLADO

Há um movimento propondo que o mundo apague as luzes durante uma hora, em defesa do clima. Nessa escuridão, será preciso se precaver contra os fantasmas. Especialmente o do aquecimento global.

As pessoas estão sempre em busca de uma causa nobre para suas vidas. A popularização dessa palavra de ordem “sustentabilidade” é o sinal claro de que, antes do efeito estufa, a chatice vai acabar com o planeta.

No fenômeno das mudanças climáticas, as causas são 10% ambientais e 90% literárias. O clima está péssimo.

Era mais interessante quando a profecia do apocalipse estava associada à chegada do ano 2000. Falava-se em Nostradamus, juízo final e toda essa estética meio Zé do Caixão. O roteiro do fim do mundo agora é um coquetel intragável de cartilhas politicamente corretas, que tentam te convencer de que você se salvará seguindo manuais de aterro sanitário e manejo de manguezal. Melhor a morte.

Essa “sustentabilidade” é um eufemismo ideológico para bom senso. Não gastar mais do que se tem, não sujar mais do que se pode limpar. Um bom começo seria economizar esses gastos astronômicos com a eco-burocracia e sua indústria do alarmismo.

Relatórios, papéis, consultores, seminários, almoços, ONGs e mais ONGs estão consumindo com voracidade os recursos planetários e a paciência humana.

Os países da Cortina de Ferro destruíram seu meio ambiente com seu socialismo obscurantista. Bastou entrar um pouco de luz, liberdade e bom senso para a situação se reverter. O mundo está procurando (e encontrando) saídas econômicas e tecnológicas para a poluição. Foi assim com a camada de ozônio, com o ar das metrópoles (os índices de melhora nunca fazem barulho), com os agrotóxicos.

Mas isso estraga a onda do romantismo de aluguel. O marketing do fim do mundo fuzila tudo que o desminta.

Fique no escuro, se quiser. Mas cuidado, porque daqui a pouco vão te convencer a almoçar dia sim, dia não, para reduzir os gases na atmosfera.


Texto de Guilherme Fiúza


FONTE: Blog do Guilherme Fiúza

6 de nov. de 2008

what's your name?




Em 2007, no Mato Grosso do Sul, um menino de 13 anos entrou com uma ação na justiça para alterar seu nome.


O nome da fera?


Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell — além de outros quatro nomes, que foram ocultados pela Justiça para preservar o garoto (?!).


Bizarro? Surpreendente? Nem tanto, se considerarmos que a mãe do moleque se chamava Dalvina Xuxa!


Casos de nomes estranhos, aliás, não são incomuns. Nos últimos anos, a justiça do Mato Grosso Sul recebeu vários recursos de pessoas querendo mudar seu registro de nascimento, a fim de trocar nomes como: Altezevelte, Alucinética Honorata, Claysikelle, Frankstefferson, Hedinerge, Hezenclever, Hollylle, Hugney, Khristofer Willian, Maxwelbe, Maxwelson, Mell Kimberly, Necephora Izidoria, Starley, Uallas, Udieslley, Ulisflávio, Venério, Walex Darwin, Wallyston, Waterloo, Wildscley, Wochton, Wolfson, Yonahan Henderson, Locrete, etc.


Pra você ver até onde vai a capacidade humana de fazer besteira


***


COLABORAÇÃO: Olavo de Carvalho

30 de ago. de 2008

Diogo Mainardi, o imbecil particular.

IMAGEM: Paulo Brabo
Para ampliar, clique na imagem


Diogo Mainardi é condenado criminalmente por injúria e difamação

O colunista da Veja Diogo Mainardi foi condenado pela 13ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pelos crimes de difamação e injúria. A ação foi movida pelo jornalista Paulo Henrique Amorim devido à coluna intitulada “A voz do PT”. Em primeira instância, Mainardi foi absolvido das acusações, mas Amorim apelou e a decisão foi revertida.

“Avaliar Paulo Henrique Amorim como ‘um qualquer’, sem demonstrar, ou comprovar suas ilações é horroroso, maquiavélico e criminoso. (...) Ele passou, e muito, da linha normal de aceitação de um jornalismo agressivo”, diz o parecer do Procurador de Justiça Carlos Eduardo de Athayde Buono que foi acolhido pelo TJ-SP.

A pena é de três meses e 15 dias de detenção, que pode ser revertida em multa de três salários mínimos, e pagamento de 11 dias-multa.

De acordo com o advogado que defende Mainardi, Alexandre Fidalgo, a decisão do TJ-SP é “uma violação à liberdade constitucional de opinião”. Ele afirma que o dolo não ficou caracterizado e que o julgamento vai de encontro às provas produzidas.

Diogo Mainardi não quis comentar a condenação, limitando-se a dizer que irá recorrer. Paulo Henrique Amorim também foi procurado e informa que sua opinião sobre o caso está publicada em seu blog.

Na coluna publicada em 06/09/06, Mainardi afirma que os R$ 80 mil gastos pelo iG para manter a página de Amorim seriam oriundos de fundos de pensão de empresas públicas. Diz também que o jornalista está na fase descendente de sua carreira.

Pelo mesma coluna, Mainardi foi condenado em 06/08, junto com a Abril, a pagar indenização de R$ 207.500,00 a Paulo Henrique Amorim. A decisão foi da 5ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.
.
***
.
De Sérgio Matsuura, no site Comunique-se

22 de fev. de 2008

o poliglota - homenagem ao doutor.


"O Homem que Falava Javanês" é um conto do Lima Barreto e conta a história de um cara que estava na pior, devendo dinheiro para todo mundo e que a única saída que encontrou foi ensinar javanês sem saber uma só palavra da língua e leu num livro que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu deduzindo daí que dificilmente outro alguém em todo Rio de Janeiro soubesse falar javanês melhor do que ele. [FONTE: http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=2082]


(Daniel, merci.)


INGLÊS
She is full of nine o'clock. = Ela é cheia de nove horas.
Tea with me that I book your face = Chá comigo que eu livro sua cara.
Do you want a good-good? = Você quer um bom-bom?
Between, my well. = Entre, meu bem!
Ooh! I burned my movie! = Oh! Queimei meu filme!
I will wash the mare. = Vou lavar a égua.


CHINÊS
Cabelo sujo: chin-champu
Descalço: chin chinel
Top-less: chin-chu-tian
Náufrago: chin-chu-lancha
Nudista: chin-kau-chao
Pobre: chen luz, chen agua e chen gaz
Hemorróida: ku-xai-chiang


JAPONÊS
Adivinhador: komosabe
Bicicleta: kasimoto
Fim: saka-bo
Fraco: yono komo
Meia-volta: kasigiro
Se foi: non-ta
Ainda tenho sede: kiro maisagwa
.
NOTA: Aceito sugestões de traduções geniais em francês, espanhol, russo...

18 de dez. de 2007

So this is Christmas!

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 01 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Tenho o prazer de informar que a festa de Natal da empresa será no dia 23 de dezembro, com início ao meio-dia, no salão de festas privativo da Churrascaria Grill House. O bar estará aberto com várias opções de bebidas. Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais de natal...sinta-se à vontade para se juntar ao grupo e cantar! A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13:00. A troca de presentes de amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente deverá exceder R$20,00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos.

Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia _______________________________________________________________________Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 02 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

De maneira alguma nosso memorando de 01 de dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costumam coincidir com o Natal, mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de "Festa de Final de Ano". A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e àqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação. Não haverá árvore de Natal. Nada de canções de natal nem coral. Teremos outros tipos de música para seu entretenimento. Felizes agora?

Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia _______________________________________________________________________ Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 03 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Com relação ao bilhete que recebi de um membro do Alcoólicos Anônimos solicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa "Exclusivo para AA", vocês não serão mais anônimos... Como faço então? Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que R$20,00 é muito dinheiro e os executivos acham que $20,00 é muito pouco para um presente. NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?

Patrícia _______________________________________________________________________ Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 07 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Eu não sabia que no dia 20 de dezembro começa o mês sagrado do Ramadan para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Talvez a Churrascaria Grill House possa segurar o serviço de bufê até o fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês levem para casa nas marmitas. O que vocês acham disso? Novidades: neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem o mais longe possível do bufê de sobremesas; as mulheres grávidas sentem-se o mais perto possível dos banheiros; teremos assentos mais altos para pessoas baixas e comida com baixa-caloria estará disponível para os que estão de dieta. Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida. Desta forma, sugerimos para estas pessoas com pressão alta provar o gosto primeiro. Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos. O restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar. Nossas profundas desculpas. Esqueci de alguma coisa?

Patrícia _______________________________________________________________________ Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS FILHOS DA P&*% QUE TRABALHAM NESTA EMPRESA. Data: 08 de dezembro
Assunto: Festa de Natal DO CA*$#@

Vegetarianos!?!?!??! Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de m. ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, f.-se! Então, como alternativa, seus p&*§, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais distante possível da tal "churrasqueira da morte" - como vocês se referiram de forma bastante depreciativa ao utensílio. E vocês terão também sua mesa de saladas de m., incluindo tomates hidropônicos da casa do ca%$# & arrozinho grudento pra comer de pauzinho. Aqueles que, naturalmente, ainda não gostaram, podem enfiar tudo no c. Ah, espero que vocês todos tenham uma bos%$ de festa de final de ano! E que dirijam muito, muito bêbados e morram todos, todinhos esturricados por aí. Escutaram?

A Vaca, diretamente da p%$# que os pariu. _______________________________________________________________________ Dr. Pacheco - Diretor de Recursos Humanos INTERINO
COMUNICADO PARA TODOS OS funcionários
Data: 10 de dezembro
Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano

Tenho certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápido restabelecimento para sua crise de stress. Por conta deste fato, a diretoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de dezembro.

Boas Festas,

Victor
***
COLABORAÇÃO: Solange Abbondanza
NOTA: Diz a lenda que esta história é baseada em e-mails reais... : P

27 de out. de 2007

FRASES FAMOSAS

Ainda não pagou mico? De que planeta você é?

"Bem aventurados os que pagam mico, pois serão engraçados."
Jesus Cristo, em O Evangelho segundo Betoniel.

"Todo mico pago é inversamente proporcional ao desprazer usufruído pelo que o paga, ou, como demonstra de forma simples a fórmula: E = mc2 [ Entropia = mico duas vezes]."
Albert Einstein, mico alemão.

"O branco paga mico, sempre pagou. Mas o preto que mora na favela não paga só mico, paga o zoológico inteiro. Isso tem que mudar."
MV Bill, rapper carioca, ativista social e lindo.

Hino do Flamengo
(Lamartine Babo)


"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Flamengo eu sempre hei de ser
É o meu maior prazer, vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo,

Flamengo até morrer
(...)"
[Trecho do Hino do FLAMENGO. Não tem nada a ver com pagar mico... É que o FLAMENGO, incrivelmente, é o único time brasileiro que não paga mico. Logo, se você quiser ficar livre de micos no futebol, seja torcedor do FLAMENGO.]

Hino do Fiasco
(Lamartine Bobo)

Vamos todos cantar de coração
A Cruz de Mico é o meu pendão
Tu tens o nome de um estóico micoguês
Mico da Gama, a tua fama assim se fez
Tua imensa torcida é infeliz...

(...)
Trecho do Hino do Mico da Gama, time lusófono que gosta de volinhos de avacalhau.


"Nunca, na história deste país, um presidente pagou tanto mico e foi tão popular!"
Lula, presidente da Micopública.

"Ao pagar mico, atenção! Pagar pelo mico errado é crime inafiançável! - Lei Federal 12345/67"
Ibama - Instituto Brasileiro do Mico Ambiente/Polícia Micoral.

"Pagou mico? Relaxa e goza."
Marta Suplicy, micóloga

"Melhor um mico bem pago que um sapo engolido."
Mico popular

"O primeiro mico você nunca esquece"
Propaganda da Valisère, marca famosa de micos para mulheres
.
"Mico paga amigo / o mico que o amigo paga / paga paga paga / o mico mico mico (...)"
Treco de Micopago, música de Chateano Micoso, maior mico da Bahia

"O essencial não é o mico que foi feito do homem, mas aquilo que ele fez do mico que fizeram dele."
Jean-Paul Singe, filósofo miquês.
.
"(...) Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e pago mico para entrar na história."
Última frase da Carta Testamento de Getúlio Vargas, presidente que morreu de mico fatal.

"Meu nome é Mico!"
Enéas, fundador do PROMA - Partido Republicano do Mico Aberto, em mensagem do além-túmulo.
.
"Joana pagou mico / Ao ver Antônio partir / Mico maior pagou ele / Que não tinha pra onde ir..."
Trecho do pagode Mico Pago Eu, de Zeca Micodinho

"Só o mico muda a vida!"
Marcos Silva, PMTU-MA (Partico Micoísta dos Trabalhadores Unificado - Estado do Micorão)

"Ah, meu amor,
Quantos micos paguei por ti,
Quantas lágrimas vertidas
Por ver-te simplesmente
Por amar-te tão micamente..."
Trecho de soneto da poeta portuguesa Florbela Espanta, expoente do Micantismo (lit.)

"O proletariado paga mico, mas, no final, o Socialismo triunfará!"
V. I. Ulianov, o Lênin

"Exagerado / Jogado aos teus pés / Eu sou mesmo exagerado / Adoro um mico bem pago..."
Trecho de Exagerado, música de Cazuza, um dos primeiros roqueiros nacionais a assumir o movimento "Mico - Eu fui!"

"Nas favelas / No Senado / Tem mico pra todo lado pra todo lado / Ninguém respeita Constituição / Mas todos acreditam no futuro da Nação! / Mas que mico é esse? ..."
Trecho de Que País é Esse?, de Renato Russo, roqueiro e pagador oficial de micos de Brasília

"Eu tenho um mico..."
Frase mais famosa do discurso mais famoso de Martin Luther King, Jr., ativista da luta pela igualdade entre os pagadores de mico brancos e os pagadores de mico negros dos EUA.

"Hay que endurecerse, pero sin perder lo mico jamás!"
Frase de Ernesto Che Guevara, revolucionário socialista.

"O mico antigo é substituído pelo novo mico, e assim, dinamicamente, a história é tecida."
G. W. F. Hegel, filósofo nascido na Alemicanha, Micoropa.

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os micos do mundo.
(...)"
Primeira estrofe de Tabacaria, poema de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, considerado o maior poeta de Micogal, país da Micoropa.
.
"Eu sou da zelite branca, pago impostos, trabalho, levanto cedo, voto no PMDB (Partido do Mico Democrático Brasileiro), me esforço, estudo, dirijo e quem paga mico é esse pessoal do MST?!?!? Cansei!!!"
Paula Felix Costa, bióloga, mestra em Botânica, filósofa, estudante de direito, mãe, esposa, filha, irmã, prima, neta, cunhada, nora, etc., perita em Micos do Ministério Público da União.

"Querida,
A revolta é justa com todas essas coisas que acontecem em nosso País.
Impostos altíssimos, corrupção desenfreada, impunidade, violência aliada a insegurança, políticos que se preocupam consigo mesmo e (quase) nunca com a Nação e por aí vai. Mas me preocupa a virulência e a constância com que você destila essa revolta.
Isto, junto outros problemas particulares que vida traz - relacionamento familiar, no trabalho e social, cuidar da casa, do marido e do filho, finanças, trânsito, perdas etc - traz um estresse enorme.
Se juntar com TPM [TENSÃO PRÉ-MICORAL] então, aí danou-se!
Você está esquecendo das coisas boas da sua vida: você tem emprego e um bom salário, tem uma família, tem um filho maravilhoso, um bom marido, carro, casa própria, conforto, Deus. Não é o bastante? AINDA QUER TER DIREITO A PAGAR MICO? NÃO SE CONTENTA COM SUA VIDA? TOMA VERGONHA, MENINA!"
Wilson Paulo Felix Jr., pai de Paula Felix Costa, em resposta carinhosa e cheia de paciência à filha. Wilson Felix trabalha no PROMASEN, Serviço de Processamento de Micos do Senado Federal. Como se vê pelos últimos, pelos primeiros e por todos os acontecimentos já acontecidos, não falta trabalho no PROMASEN.

"Ouviram do Ipiranga as margens flácidas
De um povo estóico o mico redundante,
E o sul da liberdade, em raios túrgidos,
Falhou no céu do mico nesse instante.
(...)"
Primeira estrofe da Parte I do Hino Miconal brasileiro. Letra: Joaquim Osório Mico Estrada / Música: Francisco Manuel do Mico.

"Quem nunca pagou mico que atire a primeira pedra."
Jesus Cristo, em O Evangelho segundo Betoniel.

***

Adaptação dos textos: Mayalu Felix.
Sugestões: Líliam Teresa.

5 de out. de 2007

Micos, ou: Guarde o seu coração... (versão ilustrada)

De vez em quando me lembro de algumas coisas que já fiz e acho graça. Às vezes morro de rir, dependendo da lembrança. Quer rir de alguém? Olhe-se no espelho. Porque todos já pagaram mico, e necessitam da graça de Deus... Logo que cheguei a Paris conheci a Adela, uma filipina que fazia faxina na casa onde fiquei.

Tentávamos conversar, com muita mímica, até o dia em que ela viu um colar do qual pendia uma cruz. Então, pronto, éramos cristãs. Ela me convidou a conhecer sua igreja. Era uma igreja de maioria filipina. Os filipinos, quase sempre, são ilegais em Paris, já que seu país não mantém nenhuma ligação diplomática com a França. As pessoas eram muito simpáticas, sempre havia um almoço no final do culto (era pela manhã) e eles comiam de tudo: Misturavam porco com caranguejo, as coisas mais esdrúxulas. E ficava tudo uma delícia, tenho saudades.

O culto era todo em inglês, o que, devo confessar, não era tão fácil - não só pelo sotaque forte, que para mim fazia o inglês ficar bem difícil, como também pelo fato de que vivia imersa em um mundo francês e precisava mudar o registro sempre que chegava à igreja. Mas o que quero ressaltar, aqui, é que no final de todos os cultos o pastor - ou bispo, ou apóstolo, ou diácono - (nessa igreja tinha cargo para todos) gritava bem alto: "Hey, man!"

Ficava me perguntando o porquê de ele dizer sempre isso. Mas, sinceramente, tinha vergonha de perguntar o que me parecia óbvio. Todo mundo entendia, e repetia junto, depois dele: "Hey, man!" Logo achei que essa devia ser uma saudação típica das Filipinas. E que o pastor a repetia para encorajar os fiéis. Fazia sentido: "Ei, você que está na ilegalidade, que tem uma vida difícil em Paris, levante-se! Hey, man!"

Depois fiquei pensando que esse tal "homem" deveria ser Jesus. Fazia mais sentido ainda: "Hey, man, eu estou aqui!" Então eu também gritava: "Hey, man!"

Mas um dia, mais do que curiosa e não satisfeita com minhas hipóteses (afinal, quem era, de verdade, este homem?), perguntei a Adela quem era o cara. E ela me disse, então, que não havia "man" nenhum, mas sim "Amen!". OK, fiquei com vergonha, mas depois, em casa, ri até ficar com dor de barriga. Semana inteiras e eu pensando neste tal "man". Quem seria? Por que essa saudação a ele? Seria Jesus? Seria cada ser humano ali, em estado de reflexão, com suas melhores roupas para um culto de domingo? Assim como este há muitos micos. Uma vez disse a uma professora da universidade, numa confraternização, que seus netos eram uma gracinha. Queria ser simpática, mas ela me disse que não eram seus netos, mas filhos. Acho que vou inaugurar um marcador novo: Micos.

No final das contas, o que quero dizer é: Não se leve tão a sério. Do dia pra noite você passa desta para outra, e (não) vê que passou a vida se preocupando com o que os outros iriam pensar, em vez de ser feliz agora, hoje. Guarde o seu coração. Guarde na alegria, porque já existem motivos de sobra para a tristeza. E só com alegria podemos tentar mudar o mundo. Sou uma pessoa de pavio curto, às vezes. Sou dramática, pareço personagem de ópera (Lá eu me imagino cantando numa ópera... Ô mente fértil!) Nada melhor pra rir de mim mesma que me lembrar disso. É fácil descomplicar? Eu complico. Só rindo, mesmo. Aí, descomplica. Não é esta uma filosofia de "Polyanna"... Mas devo admitir que eu amei os dois livros, que li quando tinha uns nove anos pra dez. Coisas simples, que eu desaprendi nos anos que se passaram. Há pessoas que se preocupam muito em "ter". Acumular, guardar... E não aproveitam uma coisa besta como tomar água de côco a dois reais na beira da praia, no final da tarde... Estão muito preocupadas guardando dinheiro. Quando se dão conta, o tempo passou - mas a conta no banco está cheia! Há outros que se preocupam em "saber". O saber deve ser motivo de alegria, também. Saber para se conhecer, para viver melhor. Ou se torna motivo de arrogância, de angústia, de raiva e amargura permanentes. Passei muito tempo assim, admito, quando comecei a ler sobre o capitalismo, sobre o que esse sistema significa. Luto contra ele, mas devo entender que vivo nele. E não posso morrer por ele, porque ele já mata demais. Se você acha que sabe muito, brinque com o seu próprio saber. Conhecer, ler, aprender e saber para se tornar uma pessoa incapaz de rir de coisas trivias, de apreciar a simplicidade e de reconhecer que todos têm um "saber" (que não necessariamente é igual ao seu para ser válido) é um suicídio intelectual. Aliás, é um suicídio afetivo.

Viva o que está agora em suas mãos. Não espere melhorar de vida; não espere a pessoa ideal; não espere terminar a pós-graduação; não espere... Porque nada disso pode acontecer, e você perdeu a oportunidade de viver coisas ótimas, no final das contas. Coisas que estavam na sua frente, e você não viu porque ficou esperando chegar ao estado ideal da sua existência. Viva o que há agora, ainda que o presente também seja como água escorrendo entre seus dedos, fluido... Quando você se dá conta, já virou passado. Já é futuro. Lembre-se de que o passado é feito de sombras e o futuro, de fato, não existe. Faça o melhor neste momento. Ainda que o melhor seja deitar numa rede e ver o céu... Seja não fazer nada... Fazer o melhor não é ganhar prêmio por produtividade. Helô-ou!!! É estar em paz e viver alegremente. É guardar o seu coração. Hoje começo a entender uma coisa que o pastor Ricardo Barbosa sempre me dizia, em Brasília, quando eu conversava com ele e estava (geralmente) sofrendo, e sofrendo muito: "Tenha um coração grato". Ele sempre me dizia isso. Para cultivar a gratidão.

Acho que começo a entender com meu espírito. Porque é incoerente, diante de tantas catástrofes, fome, crimes, guerras, injustiças, desgraças, torpezas, mentiras... Mas ter o coração grato é algo que só é possível quando o guardamos. Sacou? Não? Então também não perca seu tempo com isso.


Beijos,

Maya

: )
.

Marcadores

Comportamento (719) Mídia (678) Web (660) Imagem (642) Brasil (610) Política (501) Reflexão (465) Fotografia (414) Definições (366) Ninguém Merece (362) Polêmica (346) Humor (343) link (324) Literatura (289) Cristianismo (283) Maya (283) Sublime (281) Internacional (276) Blog (253) Religião (214) Estupidez (213) Português (213) Sociedade (197) Arte (196) La vérité est ailleurs (191) Mundo Gospel (181) Pseudodemocracia (177) Língua (176) Imbecilidade (175) Artigo (172) Cotidiano (165) Educação (159) Universidade (157) Opinião (154) Poesia (146) Vídeo (144) Crime (136) Maranhão (124) Livro (123) Vida (121) Ideologia (117) Serviço (117) Ex-piritual (114) Cultura (108) Confessionário (104) Capitalismo (103) (in)Utilidade pública (101) Frases (100) Música (96) História (93) Crianças (88) Amor (84) Lingüística (82) Nojento (82) Justiça (80) Mulher (77) Blábláblá (73) Contentamento (73) Ciência (72) Memória (71) Francês (68) Terça parte (68) Izquerda (66) Eventos (63) Inglês (61) Reportagem (55) Prosa (54) Calendário (51) Geléia Geral (51) Idéias (51) Letras (51) Palavra (50) Leitura (49) Lugares (46) Orkut (46) BsB (44) Pessoas (43) Filosofia (42) Amizade (37) Aula (37) Homens (36) Ecologia (35) Espanhol (35) Cinema (33) Quarta internacional (32) Mudernidade (31) Gospel (30) Semiótica e Semiologia (30) Uema (30) Censura (29) Dies Dominicus (27) Miséria (27) Metalinguagem (26) TV (26) Quadrinhos (25) Sexo (25) Silêncio (24) Tradução (24) Cesta Santa (23) Gente (22) Saúde (22) Viagens (22) Nossa Linda Juventude (21) Saudade (21) Psicologia (18) Superação (18) Palestra (17) Crônica (16) Gracinha (15) Bizarro (14) Casamento (14) Psicanálise (13) Santa Casa de Misericórdia Franciscana (13) Carta (12) Italiano (12) Micos (12) Socialismo (11) Comunismo (10) Maternidade (10) Lêndias da Internet (9) Mimesis (9) Receita (9) Q.I. (8) Retrô (8) Teatro (7) Dããã... (6) Flamengo (6) Internacional Memória (6) Alemão (5) Latim (5) Líbano (5) Tecnologia (5) Caninos (4) Chocolate (4) Eqüinos (3) Reaça (3) Solidão (3) TPM (2) Pregui (1)