Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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4 de fev. de 2014

o lobo de wall street. corre se não ele te pega.


Hoje à noite fui ver O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio. Não havia lido nenhuma crítica antes, então eu não tinha, de fato, nenhuma ideia do que enfrentaria. Primeiro, preciso dizer que o filme é praticamente uma novela: cerca de três horas de duração, haja paciência. Se fossem três boas horas de filme, ótimo. Mas não: a narrativa é longa e arrastada, com uma repetição excessiva de cenas, tomadas desnecessárias, uma forçação de barra nas cenas sexo, drogas e rock’n roll e uma narrativa mal construída e mal amarrada. Aliás, tudo no filme é over: as cenas de sexo e orgia, a interpretação do Leonardo DiCaprio e provavelmente o custo total dessa empreitada. Milhões de dólares para Scorsese não fazer o blockbuster que ele tanto queria. O filme banaliza as cenas de sexo, uso de drogas, brigas e orgias – sim, a intenção é boa: causar justamente a sensação de que as pessoas ali envolvidas eram praticamente animais, bestas selvagens em alguma savana africana, devorando-se alegremente em rituais de hedonismo coletivo. E animais de bom coração, que no fundo, no fundo, no fundo, bem lá no fundo, eram pessoas bem intencionadas – por isso acho que o filme deveria ser da Disney, não do Scorsese.  A história tem um ritmo interessante no começo, exatamente por conta das cenas mais hardcore. O problema é exatamente isso: depois de um início apoteótico, um final medíocre. Destaque para o ótimo Matthew McConaughey em participação pequena, mas excelente, no início do filme. DiCaprio não está ruim, ele é um ótimo ator e quem o acompanha desde Titanic percebe como ele tem evoluído. Foi criticado no início, sobretudo por ter tomado o lugar de Matt Damon em Titanic, mas já provou ser mais que um belo par de olhos azuis (e que belo). Mas neste filme DiCaprio está over, e talvez nem seja culpa dele: seu personagem é histriônico demais, é falante demais, é confiante demais, é tudo demais ao mesmo tempo agora. Parece que Scorsese não entendeu o óbvio: não é uma sucessão de cenas com trilha de rock’n roll, mulheres nuas e imagens distorcidas, indicando que os personagens estão totalmente chapados, em sequências rápidas e overdose de planos de conjunto, que faz um bom filme. No final o ritmo diminui, o filme se arrasta e o rola um anticlímax frustrante. Fiquei me perguntando se eu havia passado três horas naquela poltrona de cinema – e sem pipoca – pra ver aquele final melancólico e incoerente. Três músicas do filme me fizeram brevemente feliz: primeiro, Movin’ Out, com o incrível Billy Joel, para mim um dos grandes do pop anglo-norte-americano. Ponto para o filme. Outras surpresas boas foram Mrs. Robinson, numa versão mais rock’n roll, e a música italiana Gloria, de Umberto Tozzi, totalmente anos 80. Ah, sim, e tem mais uma coisa que me deixou feliz: o Jean Dujardin, que surge belo e charmant na parte final do filme. Além de ele ser bem lindo, é talentoso. Mas o melhor mesmo é ouvi-lo falar inglês com um lindo e irresistível sotaque francês. Nada mais fascinante que ouvir um francês falando inglês, e pelo menos isso o filme me garantiu.

Para mim, o melhor mesmo de O Lobo de Wall Street foi ver os trailers de outros filmes antes do filme. Fiquei morrendo de vontade de assistir Mary Poppins, da Disney, com o Tom Hanks e a Emma Thompson. Também espero ansiosamente Trapaça, com o ótimo Christian Bale, de quem guardo boas lembranças de O Império do Sol, de Spielberg (um pobre garoto que me fez chorar praticamente o filme inteiro), Psicopata Americano e a trilogia do Batman, dirigida por Christopher Nolan. Também estão em Trapaça os ótimos Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, protagonistas do emocionante, tocante, perfeito O Lado Bom da Vida, que fui ver duas vezes (porque quando o filme é assim eu tenho que ver mais de uma vez: This Must Be The Place, com meu “the best” Sean Penn, eu vi três) e a Amy Adams, engraçada e convincente em Encantada (além de outros, mas não tão legais). Também me interessou o trailer de Philomena, de Stephen Frears, diretor do inesquecível Ligações Perigosas (não gostei muito de O Segredo de Mary Reilly nem de A Rainha, também dele).

Resumo da ópera: troco este Scorcese por meio Tarantino.


P.S.: a pergunta que não quer calar: POR QUE, FGS, há pessoas se sentam numa poltrona de cinema achando que estão na sala de casa, numa reunião familiar de domingo, e ficam falando sem parar, digitando mensagens no celular e infernizando a vida de quem só quer ter algumas horinhas de entretenimento em paz? 

8 de dez. de 2009

raquel coimbra critica silas malafaia mas rouba ideia de teórico da semiótica


MINHAS CONSIDERAÇÕES: Antes de você ler o texto, caro amigo, é preciso que eu esclareça: a crítica é correta? Sim. Mas o artigo, mal escrito, e a análise, excessivamente curta, comprometem a ideia central. Além disso, e é o que me parece mais grave, a autora utiliza conceitos de A.-J. Greimas e não cita o autor, nem mesmo entre parênteses. Isso tem nome, chama-se desonestidade intelectual. Não que a obra de Greimas seja prejudicada pela autora, mas quem está no mundo acadêmico sabe que isso é plágio, e é considerado crime. Raquel lesa a autoria de Greimas, age desonestamente, e seu propósito de criticar o comportamento de Silas Malafaia fica ofuscado, em meu entendimento, pelo seu procedimento desonesto e pouco transparente. Cheguei a escrever um comentário e enviar para o blog Genizah, onde o artigo foi originalmente postado, mas meu comentário não foi publicado, o que também me decepcionou.  Meu comentário, que não publicado na postagem do Genizah, segue abaixo:


Vocês poderiam pelo menos ter publicado aqui o link do texto e a bibliografia da brilhante análise, tendo em vista que a autoria dessa teoria semiótica de base não é da Raquel, que pena, mas do Greimas. Desculpem-me, mas isso é o mínimo que se espera de qualquer publicação. Faltou aqui, tanto na análise minimalista quanto nos créditos inexistente, o bom perfume da honestidade acadêmico-científica. E em que universidade leciona a professora, aliás? Eu peço: se quiserem publicar qualquer coisa, não precisam citar a fonte. Mas, se quiserem citar ideias de outras pessoas, pelo menos coloquem o link de origem. Ou uma bibliografia mínima. Espero que o pessoal da USP não veja este “artigo”. Eles ficariam tristes com a falta de respeito à obra do Greimas.


Para entender porque Raquel Coimbra age desonestamente ao deixar de citar a fonte das ideias que guiam sua análise, clique aqui e leia o artigo Semiótica e Mídia, de Adenil Alfeu DOMINGOS (Unesp/Bauru), Maria Lúcia Vissotto Paiva DINIZ (Unesp/Bauru) e Valdenildo dos SANTOS (PG - Unesp/Assis): http://webmail.faac.unesp.br/~mldiniz/publicacoes/capitulo002.html


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Resultado de um discurso manipulador


Raquel Coimbra


Desde que Silas Malafaia e Morris Cerrulo lançaram a “campanha da Unção Financeira dos R$ 900,00”, diariamente, é possível assistir Malafaia, em seu programa de TV, comemorando o RESULTADO POSITIVO das arrecadações. Segundo ele, dívidas foram pagas, congressos foram realizados e etc e etc.

É bom refletir sobre esse resultado! O que levou Malafaia a lucrar tanto assim? A resposta não é tão difícil de ser encontrada. Na verdade, o lucro financeiro é resultado de um “discurso” extremamente MANIPULADOR.

Não há como negar que a principal ferramenta de trabalho dos falsos mestres sempre foi e continua sendo a linguagem.

Os mercenários da fé apresentam-se como “senhores” do saber, dotados de uma “revelação especial”, quando na verdade não passam de meros sujeitos da linguagem, que vivem a apresentar suas ideologias. Essas ideologias, por sua vez, são apenas vãs filosofias.

É perfeitamente dispensável realizar, neste momento, uma análise discursiva profunda, impregnada de citações lingüísticas, haja vista que o objetivo principal desta abordagem é promover a reflexão. O que se pretende aqui é permitir que pessoas, mesmo que não estejam habilitadas a realizar uma análise textual, sejam capazes de perceber que determinados elementos do discurso estão nitidamente presentes nas “falas” de Malafaia e Cerullo conforme o vídeo a seguir:








Um discurso (verbal ou escrito) pode conter inúmeros tipos de manipulação. No caso deste apresentado no vídeo é possível perceber, claramente, pelo menos três:

1) SEDUÇÃO

Silas: “ ‘Crede nos meus profetas e prosperareis’ é o que diz a Bíblia. Então, escute o que o homem de Deus está falando com você. Tenho certeza de que Deus vai mudar a sua história e a história de sua família, a história de negócios, de posições na sociedade. Isso é muito importante!”

Cerullo: “Nesses últimos dias eu tenho uma unção especial que eu vou liberar sobre o meu povo. Algo que eu nunca, jamais, fiz antes. Eu vou liberar sobre eles uma unção financeira! Eu quero te dizer hoje: algo que nunca aconteceu antes na tua vida vai acontecer aqui, hoje, neste programa. Eu vou pedir em poucos minutos para Deus liberar a unção financeira sobre a tua vida”.

Silas e Cerullo levam seus telespectadores a fazer algo (ofertar) porque manifestam um juízo positivo sobre a competência do público, ou seja, mostram as “vantagens” de realizar o que eles estão solicitando.

2) TENTAÇÃO

 Cerullo: “Existe um telefone aí na tela agora mesmo. Se você quer que Deus te dê a unção financeira dos últimos dias, eu quero que você pegue esse telefone, quero que você faça um compromisso para você semear R$ 900,00.”

Notem a condição para receber: “ Se você...”. Neste caso, o manipulador Cerullo propõe aos telespectadores (manipulados) uma recompensa. Ele deixa claro que se quiser receber a “unção financeira” terá que ofertar R$ 900,00.

3) PROVOCAÇÃO

Cerullo: “E você diz: ‘Morris Cerullo, nunca fiz isso na minha vida’! Será que Deus já fez uma promessa a você e essa promessa não foi ainda cumprida? E você está sentado na poltrona da sua sala e diz ‘Sim, Deus tem feito promessas para mim, mas elas nunca foram cumpridas’!”

Mais uma vez Cerullo impele o público a ofertar. Porém, desta vez, ele exprime um juízo negativo a respeito da competência dos manipulados ao mencionar que existem “promessas que nunca foram cumpridas”.

Diante do que foi acima exposto, mais uma vez, fica evidente a enorme facilidade que o ser humano tem de se dobrar frente aos apelos sedutores, tentadores e provocadores. Por outro lado, as verdadeiras ovelhas que estão seguindo a Jesus Cristo não dão atenção aos discursos manipuladores, por mais intensos que eles sejam.
De qualquer forma, é muito melhor, mais vantajoso e mais saudável lembrar sempre das palavras de Jesus Cristo, nosso Mestre Amado:

“O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas vai adiante delas e estas o seguem, por que conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos.” (João 10.3-5)



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Raquel Coimbra é professora e reside em Amparo/SP.


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FONTE: blog Genizah








9 de mar. de 2009

do site da ABRALIN


O ano 1969 representa um marco bastante significativo para a Lingüística no Brasil: a fundação da Associação Brasileira de Lingüística – ABRALIN. Quarenta anos depois, e pela primeira vez em João Pessoa, estaremos comemorando esta data e promovendo os eventos que têm sido implementados pela Associação em sua trajetória. No período de 04 a 07 de março, realizaremos o VI Congresso Internacional e, nos períodos 02 a 04 e 09 a 13, o XIX Instituto de Lingüística. Reuniremos, nesses dois eventos, pesquisadores brasileiros e estrangeiros para discutir temas diversos ligados à Lingüística. A linguagem será o foco, e a ênfase será em seus múltiplos aspectos, principalmente aqueles que são objeto de estudo nos Programas de Pós-Graduação do Brasil.

Quer saber mais? Acesse: http://www.abralin.org/

26 de jan. de 2009

semiótica tensiva



Este (curto) vídeo traz o Prof. Luiz Tatit (professor e compositor de mão cheia), da USP, falando sobre a Semiótica Tensiva e a relação Semiótica-Linguística. Ele faz uma crítica leve aos greimasianos empedernidos e aponta a Semiótica Tensiva de Eric Landowski e Claude Zilberberg (entre muitos outros) como um caminho que volta a Saussure. E toca num ponto deveras dolorido para linguistas e semioticistas: muitos semioticistas não são linguistas, o que talvez faça Saussure se revirar no túmulo.

Para ver e ouvir os vídeos, vá primeiro à caixa Maya_musique e clique em "pause". Depois venha aqui e clique em "play". A primeira passagem nunca é boa, experimente ver a segunda.




Este segundo vídeo traz uma entrevista com o Prof. Claude Zilberberg. A entrevista continua em mais seis vídeos postados no Youtube, cujos links seguem abaixo. Neste primeiro vídeo o Prof. Zilberberg, que esteve no Brasil no ano passado, para conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro, fala de uma de suas grandes paixões, a obra do escritor francês Paul Valéry. O entrevistado fala da lógica explicativa de Valéry, entremeando-a com termos da teoria semiótica, da escrita perfeita de Valéry e coteja prosa e poesia, afirmando que na língua francesa a primeira lhe parece superior. Claude Zilberberg também fala da proximidade do pensamento de Paul Valéry com a Semiótica, especialmente com as categorias da Semiótica Tensiva. Vale a pena assistir.

Continuação:

parte 2: http://br.youtube.com/watch?v=k09xie3j9Lw&feature=related

parte 3: http://br.youtube.com/watch?v=rURdJ263IvQ&feature=related

parte 4: http://br.youtube.com/watch?v=LRot2RXvoYo&feature=related

parte 5: http://br.youtube.com/watch?v=DZg5rAF5EyY&feature=related

parte 6: http://br.youtube.com/watch?v=Idmr5aLDSCk&feature=related

O professor Zilberberg também tem um site dedicado à Semiótica Tensiva: http://www.claudezilberberg.net/

Informe-se!

:)

18 de out. de 2008

quadrinhos no Rio de Janeiro

Tira de Os Malvados, de André Dahmer, que estará no evento debatendo.
Para ampliar a imagem, clique nela.
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A terceira edição da Semana de Quadrinhos da UFRJ será organizada pelos alunos da Escola de Belas Artes, em parceria com o SESC Madureira. Nosso objetivo principal é transpor as portas da Universidade e dialogar com o público jovem e fã de quadrinhos as diferentes formas de se construir a arte seqüencial.

A II Semana de Quadrinhos, realizada em 2007, contou com grandes nomes como Carlos Patati, Jaguar e Chico Caruso, além de exposição com trabalhos amadores e profissionais, concurso de tirinhas e mostras de animação.

Esse ano homenageamos o cartunista Henfil, que mesmo vinte anos após sua morte ainda influencia toda uma geração de jovens artistas. Os debates irão tratar da concepção dos quadrinhos como arte, mídia digital na arte seqüencial, quadrinhos e humor político e publicação de quadrinhos no Brasil.
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Programação - III Semana de Quadrinhos UFRJ
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28/10, terça-feira:
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18h - OFICINA - ROTEIRO DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Tem por objetivo dar uma noção de como é planejado e executado um roteiro feito para HQs e Mangás, pontuando as particularidades dessa modalidade literária e introduzindo o participante nas técnicas necessárias para se elaborar uma história em quadrinhos.

20h - DEBATE - QUADRINHOS: ARTE?
Muitas vezes a importância dos quadrinhos como manifestação artística não é bem compreendida. Pretendemos aqui discutir o lugar dos quadrinhos no universo da arte, suas relações com a comunicação, com o imaginário coletivo, identidade cultural e com o público. Debatedores: Wally Silva e Henrique Cesar

29/10, quarta-feira:
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18h - OFICINA - DESENHO E ARTE FINAL
Focada na criação dos personagens e materiais necessários para a criação de uma HQ, pretende ensinar algumas técnicas essenciais, além de indicar conteúdos a serem dominados para aqueles que almejam se aventurar pelo mundo da arte seqüencial.

20h - DEBATE - MÍDIA DIGITAL E ARTE SEQUENCIAL
Será discutido o uso de diferentes mídias como meio de divulgação para as histórias em quadrinhos, os benefícios e desvantagens para os autores, além das perspectivas do mercado de HQ’s no mundo virtual. Debatedores: Carlos Holanda e André Dahmer

30/10, quinta-feira:
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18h- OFICINA - TIRINHAS
Uma vez dominados os fundamentos básicos nas oficinas anteriores, é hora de botar a mão na massa. Aqui o foco é a produção, é onde os participantes poderão colocar em prática o que aprenderam produzindo o seu próprio material, com a ajuda dos monitores.

20h - DEBATE - QUADRINHOS E HUMOR POLÍTICO
O uso do cartum nos quadrinhos, charges e caricaturas é uma forma irreverente de exercer a crítica social. Essa discussão irá pautar a importância do gênero no Brasil, bem como suas diversas vertentes, do ativismo artístico até o humor editoria. Debatedores: Amorim, Nico e Latuff

31/10, sexta-feira:
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18h - WORKSHOP DE MANGÁ - STUDIO SEASONS
Para não deixarmos órfãos os apreciadores da modalidade oriental dos quadrinhos, teremos aqui apontamentos sobre as principais diferenças na construção dos Mangás, personagens e conteúdo das histórias.

20h - DEBATE - PUBLICAÇÃO DE HQs NO BRASIL
Muitos quadrinistas iniciantes encontram dificuldades para publicar seus trabalhos. O debate irá pautar as possibilidades para a publicação de material autoral, apesar da falta de investimento nesse setor no Brasil. Debatedores: Zope e Renato Lima


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Tudo bem, HQ é também um tema para os estudantes de Belas Artes, mas eu me pergunto onde pitombas estão os estudantes de Letras, que não organizam eventos como esse e pouco se interessam pelo estudo das HQs... Ah, já sei: os futuros coleguinhas estão estudando algo acerca do genitivo do gerundivo do presente contínuo dos verbos acionais e suas relações com a partícula 'se' nos textos em português do século XIV e sua influência no dialeto padrão das cidades com menos de quinze mil habitantes do sudeste brasileiro. : P (colegas, nada de pânico, isso é apenas uma brincadeira crítica)
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Colaboração: Olavo de Carvalho, profissional de Letras...

26 de ago. de 2008

Letras e Semiótica em Niterói - RJ


C O N F E R Ê N C I A
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Novas tendências da semiótica francesa
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Claude Zilberberg
(Séminaire intersémiotique de Paris)


Tradução consecutiva para o português: Prof. Dr. Ivã Lopes - USP

Data: sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Horário: 14h

Local: Sala 218 - bloco C - Instituto de Letras - Campus do Gragoatá - UFF - Niterói (RJ)

Realização: SeDi - UFF
Apoio : Programa de Pós-Graduação / PROPP
Organização e Divulgação: Prof.ª Dr.ª Lucia Teixeira

O Professor Doutor Claude Zilberberg é um dos grandes nomes da Semiótica greimasiana hoje no mundo, e vem à UFF falar dos desenvolvimentos recentes das pesquisas na área.

Visite:

Site de Claude Zilberberg (em francês):

Site do Grupo de Estudos Semióticos da USP, com textos de Claude Zilberberg em português:

9 de ago. de 2008

Roland Barthes [2]


Astrologia

Parece que na França o orçamento anual da "bruxaria" é de aproximadamente 300 bilhões de francos *. Vale a pena dar uma olhada na semana astrológica de um semanário como, por exemplo, o Elle. Ao contrário do que se poderia esperar, não se depara com nenhum mundo onírico, mas sim com uma descrição estreitamente realista de um meio social preciso, o das leitoras do jornal. Ou seja, a astrologia não é, de modo algum, pelo menos nesse caso, uma abertura para o sonho, mas puro espelho e pura instituição da realidade.

As principais rubricas do destino (Sorte, No exterior, Em sua casa, O seu coração) produzem escrupulosamente o ritmo total da vida laboriosa. A unidade é a semana, na qual a "sorte" designa um dia ou dois. A "sorte" é aqui a zona reservada da interioridade, do humor; é o signo vivido do devir, a única categoria pela qual o tempo subjetivo se exprime e se liberta. No que diz respeito ao resto, os astros só condicionam um horário: No exterior, é o horário profissional, os seis dias da semana, as sete horas por dia no escritório ou na loja. Em sua casa, é a refeição da noite, o lapso do serão antes de deitar. O seu coração é o encontro à saída do trabalho ou a aventura de domingo. Mas não existe a mínima comunicação entre estes setores: nada que, de um horário a outro, possa sugerir a idéia de uma alienação total; as prisões são contíguas, revezam-se, mas não se contaminam. Os astros nunca postulam uma destruição da ordem e exercem a sua influência, moderadamente, semana após semana, respeitando o estatuto social e os horários patronais.

Assim, o "trabalho" considerado é o de empregadas, datilógrafas ou vendedoras; o microgrupo que rodeia a leitora é, quase fatalmente, o do escritório ou o da loja. As variações impostas, ou melhor, propostas pelos astros (pois esta astrologia é uma teologia prudente: não exclui o livre-arbítrio), são fracas; nunca pretendem perturbar intensamente uma vida: o peso do destino exerce-se unicamente sobre o gosto pelo trabalho, o nervosismo ou o bem-estar, a assiduidade ou o relaxamento, as pequenas deslocações, as promoções indefinidas, as relações acrimoniosas ou de cumplicidade com os colegas e, sobretudo, a fadiga, os astros prescrevendo sempre com muita insistência e bom senso que se durma mais, sempre mais.

O lar, por sua vez, é dominado por problemas de humor, de hostilidade ou de confiança do meio: trata-se freqüentemente de um lar de mulheres, onde as relações mais importantes são as de mãe e filha. A casa pequeno-burguesa está, pois, fielmente presente, com as visitas da "família", distinta da dos "parentes por afinidade", pelos quais, aliás, as estrelas não parecem ter muita consideração. Este ambiente parece quase exclusivamente familiar, fazendo-se poucas alusões aos amigos. O mundo pequeno-burguês, sendo essencialmente constituído por parentes e colegas, não comporta verdadeiras crises de relacionamento, mas apenas pequenos afrontamentos de humor e vaidade. O amor é o do Correio Sentimental: um "setor" bem à parte, o das questões sentimentais. Mas, assim como a transação comercial, o amor conhece "inícios prometedores", "desilusões" e "escolhas erradas". A infelicidade tem uma fraca amplitude: numa semana, um cortejo de admiradores menos numeroso, uma indiscrição, ciúmes sem fundamento. O céu sentimental só se descobre verdadeiramente e por completo perante a "solução tão desejada", o casamento, e, mesmo assim, é preciso que seja "adequado".

Um só traço idealiza esse pequeno mundo dos astros, no restante muito concreto: o fato de nunca se falar em dinheiro. A humanidade astrológica não se preocupa com o salário mensal: ele é o que é, nunca sendo mencionado, visto que permite a "vida". Vida que os astros descrevem mais do que predizem; raramente se arrisca o futuro, e a previsão é sempre neutralizada pelo equilíbrio dos possíveis: se houver fracassos, serão pouco importantes, se houver rostos sombrios, o seu bom humor irá alegrá-los; as relações maçantes serão úteis etc. e, se o seu estado geral deve melhorar, isto acontecerá depois de um tratamento que tiver realizado ou talvez graças também à ausência de qualquer tratamento (sic).

Os astros são morais; deixam-se comover pela virtude: a coragem, a paciência, o bom humor e o controle de si próprio são sempre convenientes perante as desilusões timidamente pressagiadas. E o paradoxo é que esse universo de puro determinismo é imediatamente domado pela liberdade do caráter: a astrologia é, antes de mais nada, uma escola da força de vontade. Porém, mesmo se as soluções são pura mistificação e se os problemas de comportamento são escamoteados, a astrologia continua sendo uma instituição do real perante a consciência das suas leitoras: não um caminho para a evasão, mas sim uma evidência realista das condições de vida da empregada, da vendedora etc.

Para que serve, pois, essa pura descrição, visto que não parece comportar nenhuma compensação onírica? Serve para exorcizar o real, nomeando-o. Nessa perspectiva, situa-se entre todos os empreendimentos de semi-alienação (ou de semilibertação) que se encarregam de objetivar o real, sem, no entanto, chegar a desmistificá-lo. Pelo menos uma outra dessas tentativas nominalistas é bem conhecida: a Literatura, que nas suas formas degradadas nunca pode ir além da nomeação do vivido; astrologia e Literatura compartilham a mesma tarefa de instituição "retardada" do real: a astrologia é a Literatura do mundo pequeno-burguês.

***

*Texto escrito em 1956.
Texto de Roland Barthes, publicado em Mitologias.

***

Mais:


Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS.

Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão.

Principais Obras
O grau Zero da Escrita (
1953)
Mitologias (
1957)
Elementos da Semiologia (
1965)
O sistema da moda (
1967)
S/Z (
1970)
Roland Barthes por Roland Barthes (
1975)
Fragmentos de um Discurso Amoroso (
1977)
A câmara clara (
1980)

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FONTE: Wikipédia

21 de jul. de 2008

Crash


Ontem revi um filme que me trouxe, desde sempre, uma perplexidade triste. Não convivemos com seres humanos, mas com clichês: pretos, japoneses, mulheres, trombadinhas, viados, comunistas, judeus, terroristas, reacionários, paraíbas, crentes e tantos mais. Do homem tiramos sua humanidade e lhe realçamos o que nos interessa para que ele faça sentido dentro de nosso sistema valorativo, e para que nosso sistema de crenças funcione e viabilize nossa existência. Sartre escreveu sobre isso em seu texto célebre Réfléxions sur la question juive. Precisamos nomear as pessoas, as situações, as coisas, a fim de não nos perdermos na infinitude do desconhecido e da complexidade que é um ser humano. Rotulamos, para sabermos também quem somos por meio da identidade desenhada do outro. A ideologia do(s) sistema(s), que cria as instituições, as nomenclaturas, os títulos e as medalhas, precisa criar grupos, para fazer o próprio sistema existir. Crash carrega nas cores, a fim de enxergarmos a estupidez dos discursos massificantes e suas justificativas, tanto os esquerdistas politicamente corretos quanto os direitistas politicamente incorretos.
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Crash - No Limite (Crash, 2004)
» Direção: Paul Haggis
» Gênero: Drama
» Origem: Alemanha/Estados Unidos
» Duração: 113 minutos
» Tipo: Longa
» Trailer: clique aqui
» Site: clique aqui
» Sinopse: Um acidente de carro em Los Angeles provoca a colisão de várias raças. A cultura de cada um, seus julgamentos e crenças serão colocados agora em conflito, em uma sólida análise dos conflitos raciais nos Estados Unidos.

8 de jul. de 2008

imagem

René Magritte

A construção da imagem entre formas semânticas e formas plásticas: o tumulto semi-simbólico

A polissemia da palavra "imagem"

A palavra "imagem", freqüentemente utilizada nos estudos de semiótica plástica, é polissêmica, por isso gera ambigüidades indesejáveis no discurso científico. Fala-se em imagem da fotografia, da pintura, da escultura, da arquitetura etc., sugerindo que "imagem" se refere a qualquer manifestação numa semiótica plástica. Quando a palavra "imagem" aparece em estudos de semiótica aplicada a esse domínio da expressão, entende-se "imagem" como aquilo que se pode ver.

Desse modo, os registros escritos das línguas naturais também são imagens. Qualquer palavra - própria das semióticas verbais -, quando escrita, é antes vista que ouvida, o que faz desse registro lingüístico uma semiótica sincrética em que se combinam palavra e imagem escrita. Por pertencer aos domínios do visível, trata-se apenas de reconhecer a plasticidade da escrita e incluí-la nos domínios em que o conceito de "imagem" se confunde com a plasticidade da expressão.

Contudo, Saussure fala de imagem acústica ao referir-se ao significante verbal, e a teoria da literatura fala em construção de belas imagens por meio da palavra. No caso de Saussure, "imagem" diz respeito ao plano de expressão de ordem fonológica; concerne à semiótica verbal, antes audível que visível. A teoria da literatura, por sua vez, refere-se ao plano do conteúdo, portanto, ao domínio do texto em que o plano de expressão verbal pode ser desconsiderado, pois essas belas imagens são conceituais, não são vistas nem ouvidas, mas imaginadas.

Não se trata de fazer aqui a redefinição do termo "imagem", mas de esclarecer suas aplicações quando utilizado em análise semiótica. A palavra "imagem" vem do latim imago, que quer dizer semelhança, representação, retrato. Com essa etimologia, imagem, tomada como representação, pode se referir ao que se vê, ouve-se ou se imagina.

Tanto a música quanto as artes plásticas podem construir belas imagens de conteúdo, como a Sinfonia n° 6, de Beethoven, ou a Noite Transfigurada, de Scheonberg, assim como as Composições, de Mondrian ou Kandinsky. Em domínios semânticos, não é só a arte literária que cria imagens de conteúdo.

Entretanto, quando se trata do plano de expressão plástica, a imagem do conteúdo é facilmente confundida com a imagem que se vê por meio da expressão, e uma é tomada pela outra sem distinções. O desenho de uma árvore, por exemplo, é formado por meio de categorias plásticas, pois nele há cromatismo e forma, dispostos numa topologia - trata-se da imagem vista -, mas reconhecer nesse significante uma relação com o conceito de árvore diz respeito ao plano de conteúdo, pois são categorias semânticas, a imagem imaginada. Construída por meio de formas semânticas, a imagem do conteúdo tem propriedades conceituais que, quando textualizadas em semiótica plástica, passam pelo proceso de manifestação em que categorias de conteúdo são traduzidas em categorias plásticas.

(...)"

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Em Análise do texto visual - a construção da imagem, de Antonio Vicente Pietroforte.

7 de jul. de 2008

buenas!

René Magritte

Não é o medo da loucura que nos forçará a largar a bandeira da imaginação.
André Breton
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Cá estou, novamente, ao fim de mais um domingo... Vi de novo O Advogado do Diabo, com interpretação magistral de Al Pacino. Há filmes que eu não me canso de ver. Este é um deles. Não é um comportamento estranho, visto que quando alguém gosta de uma música costuma escutá-la muitas vezes. Sei que é incomum alguém ler um filme e depois repetir a dose. O melhor mesmo é ver sempre coisas novas, inéditas. Mas acho que esse período de re-ler é fundamental, pois nunca se faz a mesma leitura. Re-leio livros, músicas, filmes, HQs, textos científicos... No caso dos filmes, será o elemento visual que extrapola, cansa, exagera e basta em uma leitura? O acúmulo das imagens? Boas lembranças da disciplina de Leitura de Textos Visuais, do curso de Semiótica da Lúcia Teixeira. O melhor é que agora eu penso sempre nesses princípios. Talvez o que ocorra na leitura desses textos sincréticos, como os filmes de cinema, seja a produção de um estado disfórico, no leitor, a cada re-leitura, o que levaria também a uma debreagem. Mas isso é achismo, são ilações.

Mudando de assunto, hoje descobri um Blog muito interessante, do Alexandre Soares Silva; o link é http://www.apostos.com/soaressilva/. O cara escreve bem e é engraçado. Particularmente, ri bem de algumas tiradas sobre sexo e castidade: http://www.apostos.com/soaressilva/2005/02/sexo_e_castidade.html.

No mais, preciso dizer que postar é um prazer, mas eu me dou conta de que não é fácil. Quando faço colagens, nesse processo de bricolage (olha a Semiótica aí, gente!), sempre acho que deveria escrever algo meu; por outro lado, não tenho como escrever algo diariamente.

Ontem mesmo, às 4h da manhã, me veio uma história engraçadíssima com dois personagens que eu criei em uma crônica, a Marisa e o Eduardo. A Marisa é uma mulher moderna, mas está longe de ser uma Rê Bordosa: é tradicional em alguns aspectos, mas muito engraçada, sempre, do tipo que ri da má sorte e da boa sorte. O Eduardo é uma espécie de Alberto Roberto, sempre admirando a si mesmo, sempre pavoneando aqui e ali. A Marisa tenta provar que está muito bem e realizada e o Eduardo quer mostrar -- na verdade, ele quer mostrar isso mais para si mesmo, no fim das contas -- que ela é louca por ele. Enfim. Mas ontem eu achei a definição do Eduardo, num jogo polifônico depois do qual não posso definir o sujeito: "... sexy, naquele pijaminha de flanela azul celeste, ele sabia como sua voz masculina perturbava Marisa. Ela o fitava, os cabelos longos desgrenhados, os olhinhos semi-abertos vermelhos, aquela camiseta da velha Universidade de Monteagudo... Como pudera ignorá-la por tanto tempo? Por trás daquela indiferença havia uma mulher ardente, louca por ele, obsessiva, apaixonada, carente, pronta a queimar em seus braços. Pronta a lhe fazer filhos e filhas."

Escrevi bem mais, mas aí é que está, preciso trabalhar no texto. Isso leva tempo quando não temos tempo. Então também vou colando outras notícias, curiosidades, imagens... Esse texto aí de cima é um pedacinho de mais de quatro páginas manuscritas, certamente ainda vai ser muito alterado antes de eu postar aqui. E enquanto isso não acontece vou colando, colando...

Então, acho que esses textos não-meus acabam por compor um discurso construído em que, no final das contas, a voz é minha, sim: é que é uma voz polifônica. E as músicas também, tenho ouvido coisas muito boas, e o que me parece interessante vou colocando no canal Maya_musique. Sem preconceito de etnia, orientação sexual ou religião. Digo isso porque imagino o que não pensam algumas pessoas que vêm por aqui e ouvem Fernanda Brum, ou Kleber Lucas... Me parece não-chic, não-moderno e não-antenado, mas sobretudo não-intelectual ouvir música gospel brasileira, principalmente se os cantores forem pentecostais -- pentecostalismo, dizem meus amigos crentes de boa linhagem conservadora, é o fino do brega. Mas, como eu disse, por aqui vamos ouvindo de tudo, de Baden Powell a Kleber Lucas, de Cassiane a Elis Regina, de Chico Buarque a Asaph Borba, de Fernando Mendes a Vencedores por Cristo, de Zeca Baleiro a Ana Paula Valadão, de Renato Russo a Sóstenes Mendes.

No mais, acredito que os significados que eu atribuo ou tento construir ficam no "entre", pois não há texto sem leitor, toda leitura é um apanhado das leituras já existentes para aquele que conhece o objeto. Esses significados, passados em revista durante a leitura, se unem num hipertexto e fazem com que o sentido dado pelo leitor exista. Por isso não sei se acredito na imanência; minha tendência é pensar que cada um que lê o que está aqui constrói sua leitura culturalmente mas também subjetivamente, sem que possamos falar de um sentido "real", aplicado diretamente à "realidade exterior" e objetivo.

Tudo isso para dizer que este Blog tem a minha leitura, eu construo o texto imaginando quem o lerá. Mas, como eu não sei quem de fato o lê, e muito menos como processa as informações aqui contidas, este Blog é mesmo de quem o acessa, não é meu.

Pra terminar, vou postar fotos do encrramento da disciplina Leitura de Textos Visuais (Semiótica) da pós-graduação em Letras da UFF (foi na tarde do dia 03/07/2008, quinta-feira passada), com a Professora Lúcia Teixeira e alguns de meus colegas. Também fiz umas fotos numa madrugada fria dessas que eu acordei morrendo de fome, pesquei uns morangos na geladeira e fui comer na cama.
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Meus colegas, a professora Lúcia de blusa vermelha e eu, à direita.
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A professora Lúcia Teixeira, em momento muito natural.
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Colegas de turma e eu. Rodrigo, Daniele, Fábio, Mônica, Patrícia.
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morangos

amorongs

rangosom

songarmo

4 de jul. de 2008

o elevador explica muita coisa

Ilustração de Andrea Ebert
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Psicologia de elevador
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O meio de transporte, tão comum nas grandes cidades, nos obriga a dividir nosso espaço vital com estranhos e coloca à prova a capacidade de comunicação
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O elevador é o meio de transporte mais usado nas grandes cidades. Só em São Paulo estima-se que existam mais de 270 mil unidades. E cerca de 8 mil novos são instalados a cada ano no Brasil. A caixa metálica iluminada, com painel de botões e, em alguns casos, um espelho, proporciona o deslocamento vertical de forma muito simples e eficaz – e também explicita modos de interagir. Há os que se sentem donos da situação, justamente porque se encontram em uma área restrita. Outros experimentam o desconforto de compartilhar o espaço vital, tão exíguo, com desconhecidos e, intimidados, torcem para chegar logo ao andar de destino. Existem ainda aqueles que usam o local para jogos sexuais. O fato é que cada um de nós tem uma forma de enfrentar o elevador. Com exceção, obviamente, dos que sofrem de claustrofobia e preferem a escada.
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Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos em 2001, foram usadas câmeras de vigilância em 15 edifícios públicos. A idéia era identificar e quantificar comportamentos típicos adotados no meio de transporte, a começar pela posição escolhida no interior da cabine. A posição preferida por 47% das pessoas, quase dois terços das quais do sexo masculino, é aquela próxima à parede oposta à porta, ou no máximo ao centro. Não por acaso, é uma localização que permite manter sob controle todo o espaço visual. Na prática, uma posição de poder. Isso é confirmado pelo fato de que oito em cada dez pessoas das que ficam diante da parede posterior assumem duas posturas típicas de comando: braços cruzados, sinalizando a interdição à aproximação alheia, ou com as mãos apoiadas na cintura.
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Cerca de 30% dos passageiros solitários, com predomínio do sexo masculino, se colocam diante da porta. Manifestam certa impaciência e parecem não ver a hora de sair. Os ingleses os chamam de front runners: muitas dessas pessoas mantêm o nariz a menos de 20 cm da porta, de forma que possam sair assim que ela começa a se abrir. Os 24% restantes se posicionam mais ou menos igualmente à esquerda ou à direita da porta, com ligeira preferência pelo lado em que se encontra o painel.
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As coisas mudam quando se trata de elevador já ocupado por um ou mais passageiros. Se a pessoa que já está dentro se posicionou no fundo, os recém-chegados se colocam no lado da porta, à direita ou à esquerda. Também se comportam dessa forma aqueles predispostos a ocupar a posição do fundo quando estão sozinhos. Apenas 2% forçam a situação, ocupando a parede do fundo e obrigando o outro a se espremer em um dos dois ângulos, simulando uma espécie de guerra territorial.
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DISPUTA TERRITORIAL
Os front runners, que estão com o nariz perto da porta, não mudam muito seu comportamento quando encontram alguém no fundo: colocam-se sempre na proximidade da saída, mas ligeiramente de lado, de modo a deixar espaço para quem está atrás sair rapidamente, possivelmente como eles mesmos fariam. Se, no entanto, a pessoa que já está dentro escolheu um dos ângulos, a que entra tende a manter a mesma atitude, ocupando o espaço que lhe é mais adequado.
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A coisa se complica um pouco se o elevador está cheio. Em geral, pode-se afirmar que o indivíduo que entra ocupará o espaço livre disponível, dando preferência à sua própria inclinação quando está “solitário”. Se no elevador estiverem quatro pessoas, nenhuma delas diante da porta, em 90% dos casos o quinto será o front runner, abrindo mão do que teria feito se estivesse sozinho. Apenas uma minoria dos que entram em um elevador lotado tentará se posicionar em um espaço estreito, constrangendo os outros a se deslocar e causando certo aborrecimento aos demais.
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Para tentar explicar esses comportamentos, é preciso recorrer aos nossos ancestrais, do Homo erectus ao Neanderthal e aos primeiros Homo sapiens. Eles necessitavam de um vasto território para assegurar a subsistência do grupo. Na ausência da agricultura, da criação intensiva de animais e de armas adequadas, para matar a fome precisavam de extensas áreas para caçar e colher frutos silvestres.
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“Essa exigência é observada também em muitas espécies animais que marcam os limites com a própria urina”, diz o sociólogo italiano Roberto Tassan, especialista em comunicação e comportamento humano. Ainda que o homem moderno seja, pelo menos na aparência, um pouco mais evoluído e não marque o território com as próprias secreções, ele usa sinais comportamentais de natureza subliminar que têm o mesmo significado. “Parece que o indivíduo que entra primeiro em um local fechado, como o elevador, considera inconscientemente que conquistou uma espécie de direito de precedência, enquanto o recém-chegado assume um comportamento de ligeira subordinação psicológica em relação aos que já conquistaram o terreno”, observa Tassan.
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Segundo esse ponto de vista, faz sentido que o indivíduo que entra primeiro no elevador em geral se posicione ao fundo, dando as costas à parede, como se usasse a linguagem corporal para expressar, até inconscientemente, uma mensagem do tipo: “Este território é meu e você é um intruso”. “As paredes oferecem sensação de segurança. Por isso, sem se dar conta, a pessoa se posiciona com as costas protegidas”, esclarece Tassan. O discurso, obviamente, não vale para os front runners, que não querem se comunicar e tendem a dar as costas até aos que entram depois.
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DIZER SEM PALAVRAS
Estar no elevador junto a outras pessoas significa compartilhar um espaço restrito, no sentido de que estamos constrangidos a nos relacionarmos com outros indivíduos, em geral desconhecidos, a uma distância física que normalmente não seria tão curta. Entra em jogo, portanto, a prossêmica, isto é, o estudo a organização do espaço durante as relações interpessoais e a sua relevância para a comunicação.
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A prossêmica fixa regras precisas que estabelecem o espaço de proximidade com o outro. Há variações entre indivíduos e de uma cultura para outra. Naturalmente, a distância é menor no caso das relações íntimas e maior nos relacionamentos sociais. É como se cada ser humano fosse circundado por uma bolha virtual, que só pode ser invadida nas relações íntimas, nos rituais rápidos de saudação (como o beijo na face de um amigo ou apenas conhecido), ou em circunstâncias caracterizadas por manifestações agressivas. “São regras não escritas, que não têm validade em espaços fechados e restritos como o elevador, no qual somos obrigados a infringi-las. A ruptura de tais regras pode provocar em certas pessoas intenso desconforto e sensações aversivas.
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Para tentar esconder o desconforto quando está no elevador com estranhos, é comum a pessoa se concentrar na inscrição sobre o peso máximo permitido, lendo-a e relendo-a várias vezes, como se fosse um mantra mental, ou observar ansiosamente as luzes do painel. Na prática, o sujeito tenta enfrentar a invasão da bolha. “Em geral, as que mais sofrem são as pessoas cuja educação foi marcada por certa rigidez e escasso contato físico”, diz Tassan. O elevador tem portanto outras regras, que ultrapassam as da prossêmica e dizem respeito à comunicação - em particular a não-verbal.
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É preciso, porém, distinguir dois contextos, cada um com características específicas: o de elevadores “conhecidos” da empresa onde trabalhamos ou do condomínio onde moramos, dos elevadores públicos (como os de hospitais, centros comerciais ou aeroportos). O primeiro transporta pessoas que mais ou menos se conhecem, ao passo que o público é freqüentado por indivíduos que em geral nunca se viram.
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É este o contexto mais interessante no que diz respeito à comunicação. Segundo o teórico e pesquisador austríaco Paul Watzlawick, um dos fundadores do Instituto de Pesquisa Mental em Palo Alto, Califórnia, morto em março de 2007, a comunicação é um comportamento e, como não existe um não-comportamento, é impossível não se comunicar de alguma maneira - com ou sem palavras. Assim, quando compartilhamos com outros um espaço físico estamos, paradoxalmente, obrigados a nos comunicar. Não há escapatória. Pode-se comunicar disponibilidade e a atitude amigável com o sorriso ou dar indícios de desejo de não interagir por meio da postura corporal fechada. Dar as costas a quem se encontra no elevador conosco, por exemplo, significa negar-se a qualquer forma de aproximação além da inevitável.
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Este último é um dos chamados gestos de barreira. O mais comum deles, no elevador, é cruzar os braços. A posição diagonal do braço diante do tórax, que adotamos para acertar o relógio, também pode ser considerada um gesto instintivo de defesa. Outro modo de negar a comunicação aos companheiros de viagem é o “olhar velado”, que ignora o outro voltando-se para um detalhe da própria roupa, para algum acessório ou objeto que se tem nas mãos. Tais dinâmicas ganham ênfase na situação em que as pessoas transportadas se conhecem. Quando damos as costas a um colega ou vizinho, o gesto assume um significado muito mais enfático do que quando estamos em companhia de desconhecidos.
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Certas pessoas sentem, no elevador, um irresistível impulso de falar, ao passo que outras evitam até dizer um rápido “bom dia”. Desse ponto de vista, é possível distinguir – ainda que de forma muito superficial – três tipos gerais: o extrovertido, o introvertido e o que, na análise transacional, é definido como “ok-não ok”. O primeiro seria uma pessoa voltada para os outros, que tem necessidade de comunicar para se sentir psiquicamente viva, enquanto o introvertido é reservado e dificilmente toma a iniciativa de romper o silêncio, ainda que aceite que outros o façam e até participe de uma conversa com estranhos. É improvável, porém, que o introvertido, em geral dotado de uma rica vida interior que o leva a se perder nos próprios pensamentos, distanciando-se com a mente do ambiente em que se encontra, inicie um diálogo. O terceiro tipo, o ok-não ok, seria o indivíduo que costuma comparar-se constantemente com os demais, desprezando-os ou sentindo-se inferior, com base em informações subjetivas e, em geral, preconceituosas. Com freqüência, desloca-se para duas posições, ambas desconfortáveis: sente-se constrangido e afasta-se, na tentativa de se proteger do desconforto, ou julga que as pessoas não são dignas de sua atenção e, portanto, não tem interesse em estabelecer contato.
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Reportagem de Massimo Barberi, jornalista científico. Site da revista Mente e Cérebro, Portal UOL de Notícias.

28 de jun. de 2008

Letras em Fortaleza - CE

Encontro Nacional de Texto e Cultura
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Primeira Chamada: 29 de outubro a 1º de novembro de 2008
Universidade Federal do Ceará
Programa de Pós-graduação em Lingüística
Grupo Protexto
Secretaria de Cultura do Estado do Ceará

Website do congresso:
http://www.textoecultura.ufc.br/abert.html
E-mail do congresso: textoecultura@gmail.com


1) Eixos temáticos:

O objetivo principal do evento é propiciar o intercâmbio de pesquisas e reflexões sobre temas caros tanto à ciência lingüística quanto a outras áreas das ciências sociais, tais como texto, discurso, cultura, cognição, gramática e literatura. O evento abordará as seguintes temáticas:

  • Lingüística do Texto;
  • Análise do Discurso;
  • Análise Crítica do Discurso;
  • Análise da Conversação;
  • Funcionalismo;
  • Semiótica Discursiva;
  • Literatura;
  • Psicanálise;
  • Sociologia;
  • Filosofia;
  • Antropologia;
  • Comunicação Social;
  • Educação;
  • Outros temas relacionados a texto e cultura.

2) Convidados:

Internacionais:

  • Antónia Coutinho (Portugal);
  • Hardarik Blühdorn (Alemanha);
  • Jean-Michel Adam (França);
  • Robert Vion (Suíça).

Nacionais:

  • Clélia Jubran (Unesp);
  • Ingedore Koch (Unicamp);
  • Izabel Magalhães (UnB);
  • Maria Helena de Moura Neves (Unesp).

3) Informações importantes:

  • Prazo final para a submissão de resumos: 31 de julho de 2008 (primeira chamada);
  • Os formulários de inscrição e as formas de pagamento encontram-se no website do congresso;
  • Informações sobre local, acomodações e programação social serão disponibilizadas no website do congresso.

4) Modalidades de participação:

  • Sessão coordenada: para doutores, mestres, especialistas, graduados e estudantes de pós-graduação;
  • Pôster: para estudantes de graduação;
  • As conferências e mesas-redondas ficarão a cargo dos professores convidados e, no caso das mesas-redondas, outros pesquisadores doutores;
  • Cada participante poderá inscrever apenas um trabalho para apresentar no evento. O limite é válido inclusive para trabalhos em co-autoria;
  • Aqueles que não conseguirem compor uma sessão coordenada devem fazer sua inscrição individualmente, para depois serem alocados em uma sessão pela Comissão Organizadora;
  • As normas para o envio de resumos e para a posterior publicação dos trabalhos encontram-se disponíveis no website do evento.

5) Comissão organizadora:

  • Coordenadora: Profa. Dra. Mônica Magalhães Cavalcante (UFC);
  • Profa. Dra. Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin (UFC);
  • Prof. Dr. Clemilton Lopes Pinheiro (UFAL)
  • Profa. Ms. Mariza Angélica Paiva Brito;
  • Profa. Ms. Karine Alves David (SECULT);
  • Prof. Ms. Valdinar Custódio Filho;
  • Profa. Ms. Thatiane Paiva de Miranda;
  • Profa. Ms. Mirna Gurgel (SEDUC);
  • Profa. Ms. Fátima Medina (FIC);
  • Profa. Ms. Jammara Oliveira Vasconcelos de Sá (SEDUC);
  • Profa. Dra. Maria Elias Soares (Coordenadoria de Assuntos Internacionais-UFC).

6) Período de inscrição e valores:

Participação com apresentação de trabalho:

- Primeira chamada (28 de abril a 31 de julho de 2008):

  • Aluno de graduação – R$ 30,00;
  • Aluno de pós-graduação – R$ 40,00;
  • Profissional – R$ 60,00;
  • Professor Universitário – R$ 80,00

- Segunda chamada (1º a 30 de agosto de 2008):

  • Aluno de graduação – R$ 50,00;
  • Aluno de pós-graduação – R$ 60,00;
  • Profissional – R$ 80,00;
  • Professor Universitário – R$ 100,00;

- Participação sem apresentação de trabalho:

Período: 28 de abril a 31 de julho de 2008:

  • Aluno de graduação – R$ 20,00;
  • Aluno de pós-graduação – R$ 30,00;
  • Profissional – R$ 35,00;
  • Professor Universitário – R$ 40,00;

Período: 1º de agosto a 29 de outubro de 2008:

  • Aluno de graduação – R$ 40,00;
  • Aluno de pós-graduação – R$ 50,00;
  • Profissional – R$ 55,00;
  • Professor Universitário – R$ 60,00.

7) Apoio:

  • Banco do Nordeste do Brasil;
  • Caixa Econômica Federal

A Coordenação do I Encontro Internacional de Texto e Cultura - Grupo Protexto - UFC

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