Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)
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12 de fev. de 2014
10 de fev. de 2014
Recortes de São Marcos
Recortes de São Marcos, um álbum no Flickr.
Fotos tiradas na tarde do dia 8 de fevereiro, domingo, na Praia de São Marcos (ou Praia da Marcela), em São Luis do Maranhão.
8 de fev. de 2014
5 de fev. de 2014
woody allen: a arte não está acima da vida.
Um assunto que causou discussões (e ainda vai causar mais, nos próximos dias) neste domingo, 2 de fevereiro, é a carta na qual Dylan Farrow, filha adotiva de Mia Farrow e Woody Allen, acusa seu pai adotivo de ter abusado sexualmente dela. Por conta disso, Dylan teve inúmeros problemas de ordem psicológica, que afetaram também seu estado de saúde física. O que me chamou a atenção neste episódio foram as reações dos internautas nas redes sociais. Segue, primeiro, um link para uma reportagem sobre o tema:
Agora, o link para a íntegra da carta traduzida:
Antes de mais nada, preciso informar que o cineasta declarou ser inocente e disse que em breve responderá em público às acusações. Mais um capítulo aguardado. O que diz Woody Allen:
Particularmente, creio que Dylan diz a verdade. É claro que ela pode ter inventado tudo isso. Mas penso que há evidências em seu discurso e nas situações que ocorreram simultaneamente ao abuso – e também depois dele – que podem apontar a culpa de Allen.
Aqui e ali vi, no Twitter, no Facebook, em sites de revistas e de jornais, que muita gente está defendendo o cineasta porque ele é talentoso e influente, não porque as evidências indicam que a filha dele provavelmente diz a verdade. O fato de que ele mesmo mantinha um romance com outra filha adotiva ainda estando casado e convivendo com a esposa e os demais filhos é uma evidência. Na época, Allen se separou de Mia Farrow para assumir esse relacionamento. Sua filha adotiva tinha, então 19 anos, e ele, mais de 50. Além disso, o filho dele também o critica duramente. Todos estão errados, então, e Allen diz a verdade? Essas são evidências, indícios de vericondicionalidade no discurso de Dylan Farrow.
Parece-me que W. Allen sempre negará ter abusado sexualmente de sua própria filha quando ela tinha sete anos. E me parece também certo que Dylan não voltará atrás em suas acusações. Se não podemos julgar nem condenar sem provas – sendo a palavra dela contra a dele – também não podemos inocentá-lo. Talvez jamais haja “provas” para o abuso relatado. Mas há pistas, evidências nos discursos, nas situações, nas reações não só da menina – hoje mulher – abusada como dos outros membros da família, e isso deve ser levado em consideração. Repito: creio que Dylan Farrow diz a verdade. O que desenvolvo a seguir baseia-se nessa premissa.
Os libertários e esquerdistas que vi se manifestando na internet preferem relativizar tudo: é impossível assumir uma posição (e aí já há uma “posição”, evidentemente). Afinal, ninguém de fato sabe; com sete anos há muitas ilusões, ideias, imagens decorrentes de autossugestão, de uma mente fértil etc.; Woody Allen é Woody Allen e mais umas tantas asneiras. Dizem isso como se defender o Woody Allen pai fosse necessário para endossar o Woody Allen artista, o que é importante para o pensamento esquerdista, ainda que Woody Allen pai e artista sejam O MESMO SER HUMANO.
Woody Allen é um grande diretor de cinema, era o meu preferido, mas a partir de hoje não vejo mais seus filmes, decidi. E o farei não por desconhecer sua competência como artista, mas por não concordar com o que ele, como ser humano, é. Eu também não compraria um quadro de Adolf Hitler (mesmo se ele tivesse sido um bom pintor). Eu não vi o filme O Pianista, de Roman Polanski, que é um estuprador pedófilo. Eu me recuso. Não vi Melancholia, quando estava morando em Paris, em 2011, no auge da crise que Lars Von Trier provocou no Festival de Cannes ao declarar que “entendia e simpatizava” com Hitler. E decidi também não ver Ninfomaníaca. Não vou ver não porque o filme tem cenas de sexo. Aliás, estava até curiosa para saber se era bom – e muita gente tem dito que é ótimo, pois o que importa no filme não é o sexo, mas o que se fala sobre ele. Mas eu decidi não ver Ninfomaníaca porque sei que a ARTE não é um valor absoluto, mas A VIDA é.
A VIDA ESTÁ ACIMA da arte. Como dizia aquele rapaz latino americano, “qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa…”. Para Lars Von Trier, um sujeito que provocou a morte de mais de 50 milhões de pessoas é um cara “simpático”. É em coisas assim que a “esquerda caviar” mostra sua natureza fútil. Aliás, recomendo (illico) a quem me lê agora o livro de Rodrigo Constantino. A esquerda erra e sempre errou: ama a humanidade como ideia abstrata, mas se lixa para o ser humano real. Exalta a arte, a cultura e a ciência como valores absolutos e que se dane o ser de carne e osso. Adora os valores da revolução cubana mas não se preocupa com os cubanos de verdade, que estão sofrendo em decorrência não do “ideal da revolução”, mas da revolução que de fato ocorreu. Eu ainda me lembro de um “artista” latino americano que deixou um pobre cão morrer de fome e de sede em uma “instalação”, há alguns anos. O escritor maranhense Ferreira Gullar escreveu um excelente artigo sobre isso:
Houve quem defendesse o “artista”. AFINAL, a arte justifica tudo. A ARTE justifica Chico Buarque elogiando ditadura cubana assassina, a arte justifica Woody Allen pedófilo, a arte justifica Lars Von Trier elogiando Hitler, a arte justifica Roman Polanski drogando e estuprando uma menina de 13 anos. Tudo e qualquer coisa. Sim, um artista pode errar (e é certo que todos erram, humanos que são). Sim, os erros de muitos artistas não maculam suas obras. Mas aí vejo proporções, vejo escalas, vejo limites. E eu tenho os meus limites. Não é que artista bom seja aquele que não estaciona em vaga especial nem fure a fila do banco. Mas estou dizendo que há um limite, então para mim a pedofilia é um limite. Ponto.
Maya FelixSão Luis, 2 fev 2014
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4 de fev. de 2014
o lobo de wall street. corre se não ele te pega.
Hoje à noite fui ver O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio.
Não havia lido nenhuma crítica antes, então eu não tinha, de fato, nenhuma ideia do que
enfrentaria. Primeiro, preciso dizer que o filme é praticamente uma novela:
cerca de três horas de duração, haja paciência. Se fossem três boas horas de
filme, ótimo. Mas não: a narrativa é longa e arrastada, com uma repetição
excessiva de cenas, tomadas desnecessárias, uma forçação de barra nas cenas
sexo, drogas e rock’n roll e uma narrativa mal construída e mal amarrada.
Aliás, tudo no filme é over: as cenas de sexo e orgia, a interpretação do Leonardo DiCaprio e provavelmente o custo total dessa empreitada. Milhões de dólares para
Scorsese não fazer o blockbuster que ele tanto queria. O filme banaliza as cenas de
sexo, uso de drogas, brigas e orgias – sim, a intenção é boa: causar justamente
a sensação de que as pessoas ali envolvidas eram praticamente animais, bestas
selvagens em alguma savana africana, devorando-se alegremente em rituais de hedonismo coletivo. E animais de
bom coração, que no fundo, no fundo, no fundo, bem lá no fundo, eram pessoas bem intencionadas – por isso acho que o filme deveria ser da Disney, não do Scorsese. A história tem um ritmo
interessante no começo, exatamente por conta das cenas mais hardcore. O
problema é exatamente isso: depois de um início apoteótico, um final medíocre. Destaque
para o ótimo Matthew McConaughey em participação pequena, mas
excelente, no início do filme. DiCaprio não está ruim, ele é um ótimo ator e
quem o acompanha desde Titanic percebe como ele tem evoluído. Foi criticado no
início, sobretudo por ter tomado o lugar de Matt Damon em Titanic, mas já
provou ser mais que um belo par de olhos azuis (e que belo). Mas neste filme DiCaprio está over, e talvez nem seja culpa dele: seu personagem é histriônico demais,
é falante demais, é confiante demais, é tudo demais ao mesmo tempo agora. Parece
que Scorsese não entendeu o óbvio: não é uma sucessão de cenas com trilha de
rock’n roll, mulheres nuas e imagens distorcidas, indicando que os personagens
estão totalmente chapados, em sequências rápidas e overdose de planos de conjunto,
que faz um bom filme. No final o ritmo diminui, o filme se arrasta e o rola
um anticlímax frustrante. Fiquei me perguntando se eu havia passado três horas
naquela poltrona de cinema – e sem pipoca – pra ver aquele final melancólico e
incoerente. Três músicas do filme me fizeram brevemente feliz: primeiro, Movin’ Out, com o
incrível Billy Joel, para mim um dos grandes do pop anglo-norte-americano. Ponto para o filme. Outras surpresas boas foram Mrs. Robinson, numa versão mais rock’n roll, e a música italiana Gloria,
de Umberto Tozzi, totalmente anos 80. Ah, sim, e tem mais uma coisa que me deixou feliz: o Jean Dujardin, que surge belo e charmant na parte final do filme. Além de ele ser bem lindo, é talentoso. Mas o melhor mesmo é ouvi-lo falar inglês com um lindo e irresistível sotaque francês. Nada mais fascinante que ouvir um francês falando inglês, e pelo menos isso o filme me garantiu.
Para mim, o melhor mesmo de O Lobo de
Wall Street foi ver os trailers de outros filmes antes do filme. Fiquei
morrendo de vontade de assistir Mary Poppins, da Disney, com o Tom Hanks e a Emma
Thompson. Também espero ansiosamente Trapaça, com o ótimo Christian Bale, de
quem guardo boas lembranças de O Império do Sol, de Spielberg (um pobre garoto
que me fez chorar praticamente o filme inteiro), Psicopata Americano e a
trilogia do Batman, dirigida por Christopher Nolan. Também estão em Trapaça os
ótimos Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, protagonistas do emocionante, tocante,
perfeito O Lado Bom da Vida, que fui ver duas vezes (porque quando o filme é
assim eu tenho que ver mais de uma vez: This Must Be The Place, com meu “the best”
Sean Penn, eu vi três) e a Amy Adams, engraçada e convincente em Encantada (além
de outros, mas não tão legais). Também me interessou o trailer de
Philomena, de Stephen Frears, diretor do inesquecível Ligações Perigosas (não gostei muito de O Segredo de Mary Reilly nem de A Rainha, também dele).
Resumo da ópera: troco este
Scorcese por meio Tarantino.
P.S.: a pergunta que não quer
calar: POR QUE, FGS, há pessoas se sentam numa poltrona de cinema achando que
estão na sala de casa, numa reunião familiar de domingo, e ficam
falando sem parar, digitando mensagens no celular e infernizando a vida de quem
só quer ter algumas horinhas de entretenimento em paz?
25 de jan. de 2014
c'est moi le nouveau parfum
Nouveau Parfum
Boggie
Soit Prada, Hugo Boss, Chanel, Giorgio Armani, Cartier, Azzaro, Sisley, Escada, Gucci, Naf Naf, Nina Ricci, Lancôme, Kenzo et encore, encore
Soit Bruno Banani, La Bastidane, Estée Lauder, Guerlain, Burberry et Thierry Mugler, Bourjois, Chloé, Jean-Paul Gautier, Valentino et je n'en sais plus
Lequel je choisis ?
Pourquoi je choisis ?
Qui veut que je choisisse ?
Je ne suis pas leur produit
De beauté, d'préciosité
Ils ne peuvent pas me changer
Sans pareille, non pareille,
Le nouveau parfum, c'est moi-même, le nouveau parfum
C'est moi le nouveau parfum
Soit Roberto Cavalli, Bulgari, Givenchy, Dolce & Gabana, Paco Rabanne, soit Lacoste, Tommy Hilfiger, Yves Saint Laurent et je n'en sais plus
Lequel je choisis ?
Pourquoi je choisis ?
Qui veut que je choisisse ?
Je ne suis pas leur produit
De beauté, d'préciosité
Ils ne peuvent pas me changer
Sans pareille, non pareille,
Le nouveau parfum, c'est moi-même, le nouveau parfum
C'est moi le nouveau parfum
1 de jan. de 2014
o engano da aparência: blogs, blogueiros, blogagens e blogosfera cristã.
Neste ano de 2013 comecei a me dar
conta de que as postagens da página de um portal de blogs de maioria
pentecostal no Facebook traziam cada vez mais frases, pequenos textos e imagens
de pastores calvinistas. Não só calvinistas, eu percebi: cessacionistas. Mas o
que é um “calvinista cessacionista”? Em linhas muito gerais, é alguém que não
somente crê que o homem não tem absolutamente nenhum papel, nenhuma escolha a
desempenhar no processo da salvação (pois ele é um “escolhido”, ou seja, será
salvo mesmo se não quiser ser salvo) como também que os dons do Santo Espírito,
revelados ao longo de todo o Novo Testamento, não mais nos são dados hoje. Isso
que dizer: Deus não mais age, por meio de homens, para curar, por exemplo. Dons
de língua também não existem, são apenas invencionices. Para os calvinistas
cessacionistas, o movimento pentecostal não passa de uma heresia. Sim, para os
cessacionistas eu sou uma herege.
Ao fazer um tour por blogs de calvinistas cessacionistas, como o famoso Ó
Tempora, Ó Mores! [célebre frase do senador romano Cícero, em latim, que foi publicada
nas famosas Catilinárias, discursos em que Cícero condenava Catilina, outro senador,
e apontava os tempos e costumes perversos da época. Significa: Ó tempos, ó
costumes!] e o Blog da Norma Braga, não vi nem sequer um link para algum blog
pentecostal, arminiano, adepto do sinergismo. Todos eles só têm entre seus
links “recomendados”, blogs e sites calvinistas cessacionistas. É claro, têm
toda a liberdade para tal e para mim isso não é nenhuma surpresa.
O que me deixa perplexa é perceber
quantos blogs pentecostais, cujos autores se definem como arminianos, de
igrejas como Assembleia de Deus ou Metodista, recomendam expressamente, com
links e artigos copiados, esses blogs que se intitulam “reformados” [que designa uma parcela muito pequena dos cristãos adeptos do evangelicalismo no Brasil e
no mundo: os calvinistas cessacionistas].
É claro, não indico um blog em
minha lista de blogs somente se esse blog me indicar. A questão
não é precisamente a “reciprocidade”, apesar de ela ter, também, sua razão de
ser. O ponto central é precisamente a base da doutrina teológica dos que se
chamam reformados e por que tantos pentecostais se rendem a seus textos sem
enxergar o que de fato eles pregam.
Vamos por partes:
- Os calvinistas cessacionistas advogam o total alijamento da vontade do homem no processo de salvação. Ainda que eu quisesse crer nisso, pois sei que Deus é onipotente, não poderia, pois, como disse C. S. Lewis, entre tantos outros, podemos impedir Deus de agir, se quisermos: temos o livre-arbítrio (Cristianismo Puro e Simples, p. 271). Não porque Deus não seja onipotente, mas porque escolheu limitar-se em relação à nossa escolha de amá-lo ou não. Assim como Cristo escolheu limitar-se a um corpo humano para nos salvar. Os arminianos, pentecostais ou não, creem que o homem escolhe amar a Deus; os calvinistas creem que o homem não tem nenhuma escolha a fazer em relação à sua salvação;
- Em segundo lugar, os dois blogs de que eu falei, além de outro, do pastor Renato Vargens, de Niterói – entre tantos – apoiam declaradamente ou tacitamente os blogs “apologéticos”, conhecidos pelo escárnio e pela zombaria com que tratam assuntos ligados aos neopentecostais. Refiro-me ao blog Genizah, sobretudo, conhecido por sua falta de postura leal e de ética no debate teológico. Só o escárnio e a falta de respeito que têm para com outros cristãos [que eles nem mesmo consideram cristãos, aliás] já seria motivo para nos afastarmos de blogs que se julgam sérios mas nada dizem contra os “apologéticos”. Mas os blogueiros pentecostais fecham os olhos para isso também. Julgam a Teologia da Prosperidade mais grave – e mais kitsch, mais brega, menos chique, menos “acadêmica” – que a Teologia Cessacionista. Ora, ora. Os cessacionistas, que fique registrado, apresentam-se envoltos em uma aura de academicismo, racionalidade, cientificidade, ordem... Já os neopencostais são barulhentos, ridículos, ostentadores de riquezas... E aí fica meio difícil julgar as pessoas pelo que elas realmente são: mentirosas. Os cessacionistas mentem, quando afirmam que o Espírito Santo não mais age nos dias de hoje, produzindo “maravilhas e sinais” como nos tempos de Jesus. Os adeptos da Teologia da Prosperidade mentem, quando afirmam que se você der muito dinheiro para a igreja, Deus vai recompensá-lo. Tanto uma quanto outra teologia podem se embasar em trechos da Bíblia. Se até Jim Jones se baseou em trechos da Bíblia, nenhuma dessas teologias leva vantagem sobre outra;
- O problema é que muitos pentecostais acreditam que as igrejas neopentecostais são um mal maior diante dos cessacionistas. Porque os neopentecostais estão na TV, nas ruas, nas gravadoras, em todo lugar. Não queremos que nossa fé, tão “pura”, seja maculada pelo vil metal, não querermos nos identificar com os neopentecostais. Já os cessacionistas, até por serem em número muito menor, não se colocam em franca evidência. São discretos, repetem o mantra da “ordem no culto” [será que pode bater palmas, falar um “aleluia” de vez em quando, um “oh! Glória!”...?], não gostam da “música gospel”, condenam o excesso de entusiasmo nas orações, no louvor, na pregação. Ou seja: os cessacionistas estão para os neopentecostais como a bossa nova está para o axé music. E, é claro, como somos todos muito civilizados, cultos e racionais, não examinamos as escrituras: preferimos a bossa nova, ainda que seja tão herética quanto a axé music [foi só uma ilustração, eu gosto do João Gilberto, ok?];
- Além de tudo o que já disse, devo acrescentar: os cessacionistas combatem a Teologia Pentecostal. Sim, é isso mesmo. Enquanto blogueiros pentecostais fazem propaganda de blogs cessacionistas, os cessacionistas não se cansam de repetir, entre si ou, mais discretamente, em seus blogs, que crer na ação do Espírito Santo nos dias de hoje – nas curas, na glossolalia, em arrebatamentos e outros fenômenos espirituais sobrenaturais – é mistificar a fé cristã. E aí, mais uma vez, os pentecostais morrem de medo de serem identificados com a toalhinha da Igreja Mundial do apóstolo Valdemiro Santiago. Por isso, tendem a se aproximar, na crítica aos excessos dos neopentecostais, de quem nega por completo a ação do Espírito. Não conseguem explicar – e acham que ninguém vai entender, tão tênue é a linha – que os fenômenos do Espírito Santos existem, mas que precisamos ser um tanto céticos quanto à maneira como acontecem e examinar tudo à luz da Bíblia, já que há mais mercado da fé hoje do que nos tempos de Lutero;
- A prova do que acabo de dizer no ponto anterior é exatamente a lista de blogs recomendados pelos blogueiros cessacionistas. Visite um deles. Dois. Dez. Dificilmente, quase nunca, provavelmente jamais haverá a divulgação de blogs pentecostais/arminianos nos blogs dos irmãos calvinistas cessacionistas. E os pentecostais, ao desejar alcançar a unidade com tais irmãos, não percebem que a reciprocidade na divulgação dos blogs não existe porque eles descreem e condenam tudo o que é arminiano e pentecostal. Só que, ao contrário dos pentecostais, os cessacionistas não fazem propaganda do que não creem em seus sites. E, se nós [estou me incluindo como pentecostal, mas não faço propaganda de blogs que combatem a minha fé] fazemos propaganda de seus blogs, é porque cremos no que eles dizem, certo? Errado. Não podemos blasfemar contra o Espírito Santo, afirmando que Ele não mais cura, e que os sinais não mais se fazem ver. Não podemos afirmar que o homem é uma marionete, se cremos que todo homem escolhe a salvação, dá um passo em direção a Deus, toma a decisão de amá-lo, ainda que de modo imperfeito. Por curiosidade, a fim de escrever este texto, visitei o Blog da Norma. Deparei-me com seus desejos para 2014. Entre eles, dois me chamaram a atenção: “Que a igreja se desembarace cada vez mais da influência do paganismo, da teologia da prosperidade e da teologia da libertação”. Bravo! Concordo! Mas... e o cessacionismo? A igreja não deveria se desembaraçar dele também, a fim de perceber que os sinais e maravilhas de que Deus fala claramente na Bíblia se cumprem e que a volta de Cristo deve estar próxima? Não seria um desserviço a Deus, um agir demoníaco, não divulgar que Cristo está voltando? Como está escrito em Atos, capítulo 2, verso 17: “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão [...]” Por que não devemos tirar as vendas dos olhos da Igreja quanto ao derramamento do Santo Espírito nos dias de hoje? Outro desejo de Norma para 2014: “Que mais livros reformados sejam lidos, escritos, debatidos (orem por mim!)”. Sabemos que quando Norma Braga e todos os demais cessacionistas falam “reformados” eles se referem especificamente à literatura calvinista cessacionista. Não se referem aos pentecostais, nem aos metodistas, nem à Igreja Cristã Maranata, nem à Quadrangular... Por que Norma Braga não desejou simplesmente que mais livros “cristãos” sejam “lidos, escritos, debatidos (orem por ela!)” em 2014? Ou então "mais livros cristãos protestantes..."? Alguém aí sabe dizer? E o seu blog, irmão arminiano, sinergista e pentecostal, não está entre os recomendados por Norma Braga e Augustus Nicodemus?;
- No mais, e para fechar, gostaria de mencionar uma curiosidade que
vou desenvolver em outro texto: alguém além de mim já percebeu o quanto a ideia
errônea de Deus dos cessacionistas se aproxima da ideia de Deus também
equivocada dos teístas abertos? Não? Pensem a respeito. Voltarei ao tema
depois.
E que o Santo Espírito nos alimente em 2014, nos cure, nos transforme, nos abençoe, nos perdoe, nos leve a pregar a Palavra da verdade e a repudiar as mentiras que têm se abatido sobre os cristãos. Que em 2014 estejamos mais atentos aos nossos irmãos perseguidos em tantos países. Que a nossa palavra seja mais ação para um mundo sedento de amor. Que nossa mão esteja pronta a ser estendida aos que sofrem. Que Deus tenha misericórdia de todos nós. E que Jesus venha!
Um abraço,
feliz 2014.
Maya Felix
15 de ago. de 2013
Olha a cabeleira do Zezé
Olha a cabeleira do Zezé
Cena um:
Casal evangélico, homem pastor, mulher grávida, entra em aeronave da Azul.
Senta-se no final. Cena dois: O deputado pró-lobby gay Jean Wyllys entra na
mesma aeronave, com um assessor, e se senta um pouco mais à frente do casal evangélico.
Cena três: Casal evangélico identifica o deputado e prontamente resolve ir até
sua poltrona. Mulher pede para passageiro filmar o que irá acontecer em
seguida. Cena quatro: Homem e mulher gritam: “É você, hein, Jean Wyllys?” Ato contínuo,
começam a cantar, a plenos pulmões: “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será
que ele é… BICHAAA!!!” A mulher tenta passar a mão na cabeça de Jean Wyllys e
diz: “Não gosta de mulher, Jean? Por quê???” O pastor completa: “Vai pra
nossa igreja que tem cura!” Logo depois, o casal evangélico grita: “Vamos aí,
gente, todos juntos! Batendo palmas!” e recomeçam: “Olha a cabeleira do Zezé…” Jean
Wyllys se sente desconfortável, finge que não é com ele, baixa a cabeça e tenta
se concentrar na leitura da revista G Magazine que havia comprado na livraria
do aeroporto. Mas o casal evangélico não para: “Deputadoooo… canta com a
genteeee! Olha a cabeleira do Zezé…” O assessor de Wyllys, em vão, tenta
protegê-lo das tentativas de toque da mulher, que continua querendo encostar a
mão na testa do deputado. De repente, ela tira um vidrinho da bolsa, derrama
uma parte do conteúdo na palma da mão e passa na testa de Jean Wyllys: “É óleo para
ungir você, rapaz! Larga essa bichice!” Ele retira um lenço do bolso do
paletó e tenta limpar o óleo da testa. Continua sem dizer nada, mas está
visivelmente constrangido. Os passageiros, atônitos, assistem à cena sem fazer
nada. O pastor ri alto e canta: “Só não vale dançar homem com homem, nem mulher
com mulher…”. Cena cinco: A essa altura, uma mulher sentada logo atrás de Jean Wyllys
se levanta e diz: “Chega! Vocês estão me incomodando! Assim não dá!” Cena seis:
O casal evangélico decide, então, sentar-se em seu lugar. Mas continua a
gritar, desta vez dizendo: “Ô Jean Wyllys, pode esperar, a sua hora vai chegar!!!”
Repetem umas seis vezes o refrão e logo depois – sempre filmando, é claro – o
pastor decide entrevistar um terapeuta cristão que, coincidentemente, estava no
avião: “O senhor acha que o gay pode mudar a sua orientação sexual, se quiser?”
FIM DO PRIMEIRO ATO.
Você
conseguiu imaginar as cenas narradas acima? São bastante inverossímeis,
não? Elas têm pouquíssimas chances de acontecer, pelo menos com um casal evangélico
que seja de fato seguidor de Jesus. Talvez não por falta de vontade de “dar o
troco”, afinal o deputado e pastor Marco Feliciano passou por constrangimento
semelhante ao relatado acima no ultimo dia 9 de agosto, a bordo de uma aeronave
da Companhia Azul, indo de Brasília a São Paulo: Eric Corazza e Conrado Ribeiro
fizeram com ele e um assessor o que, na hipotética situação que narro, o casal
evangélico fez com Jean Wyllys.
Episódio
semelhante jamais aconteceria com o deputado ex-BBB porque os evangélicos sabem
que escarnecer não é agradável a Deus, ainda que seja agradável à carne e
tentador. Não vemos evangélicos constrangendo gays em suas marchas de “orgulho”.
Tampouco vemos, em igrejas, predicações jocosas ou irônicas sobre o assunto. A
prática homossexual é tratada como ela é: pecado. Pode ser que em algumas
igrejas não tenha havido tato ou suficiente familiaridade com o assunto para
que pessoas com tendências homossexuais fossem adequadamente encaminhadas a um
diálogo cristão e à exortação amorosa e franca que recomendam a Bíblia. Mas
nunca se tratou o assunto levemente, debochadamente, levianamente. As crenças
dos cristãos, entretanto, são costumeiramente vistas com desprezo e tratadas
com galhofa e desrespeito por militantes de causas gays, feministas e
esquerdistas em geral.
Durante
a Jornada Mundial da Juventude, da Igreja Católica, quem não se lembra dos dois
jovens, Raíssa Senra Vitral e Gilson Rodrigues Silva Júnior, que, mascarados e seminus,
quebraram imagens de santos católicos e simularam cenas de sexo com elas? Em 1995,
o pastor Sérgio Von Hélder, da Igreja Universal do Reino de Deus, chutou a
imagem de uma santa católica em rede nacional. Houve grande comoção pelo
desrespeito à crença alheia. A Rede Globo de televisão, com interesses mais
comerciais que religiosos, repetiu a cena ad
nauseam. O mesmo não aconteceu com os dois jovens que quebraram as imagens
durante a JMJ. Não houve nem mesmo uma tentativa de entrevistar a dupla. Por
quê? Os dois homens que agrediram Marco Feliciano, soube-se depois, dizem não
ser gays, como se isso eximisse a militância que faz lobby pró-gay de qualquer
responsabilidade do acontecido. Ou diminuísse a gravidade do fato. Ou fosse
motivo para não imputá-lo ao crescente ódio insuflado pela mídia contra os evangélicos
e conservadores por grupos de pressão e lobby pró-gay.
Quando vi a cena, fiquei estarrecida.
Não acreditei que a falta de respeito fosse chegar a esse ponto. Na verdade,
fiquei furiosa e cheguei a trocar palavras destemperadas com defensores do ato
em uma rede social. A banalização das atitudes totalitárias em nossa sociedade,
fruto da imposição de uma visão como única possível sobre qualquer outra, faz
com que não nos cause mais espanto a agressão, o escárnio, o vandalismo e a
ironia barata, a crítica sem inteligência e o debate impositivo. Como os
cristãos têm histórico de tolerância e bom trato, as cenas do início deste
texto provavelmente não acontecerão. Já as cenas de desrespeito vistas contra
evangélicos se multiplicam em progressão geométrica, aparentemente sem a reação
do restante da sociedade. Lembra-me a perseguição nazista aos judeus: começou
com atos públicos de hostilidade, terminou onde todos conhecemos bem. Em 2014, políticos
de partidos que sustentam esses desrespeitos e atos de barbárie, como PT, PSOL, PC
do B, PDT e PSTU, pedirão o voto dos evangélicos. O que você vai fazer?
*Texto
escrito em 11/08/2013 e publicado originalmente no Blog da União de Blogueiros Evangélicos. Meu agradecimento a Rodrigo Magaldi Merlino, por me
ajudar com alguns dados.
2 de mar. de 2012
Muçulmanos destroem túmulos judeus e cristãos, na Líbia.
Muçulmanos destroem túmulos judeus e cristãos, na Líbia. É o que os muçulmanos nos oferecem, em todo o mundo: PERSEGUIÇÃO, DESTRUIÇÃO, GUERRA, TERRORISMO.
http://www.youtube.com/watch?v=sbK5OY44cl0&feature=share
http://www.youtube.com/watch?v=sbK5OY44cl0&feature=share
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3 de ago. de 2010
os pastores das igrejas assembleias de Deus e as eleições de outubro 2010, por joão cruzoé
No dia 03 de outubro de 2010, serão realizadas eleições para todos os cargos políticos eletivos desta nação, exceto para prefeitos e vereadores. As principais matérias de cunho anticristão, tais como aborto, casamento gay, projeto de lei da homofobia, projeto de direitos autorais da internet e outras, estão estrategicamente escondidas nas gavetas do Congresso esperando o término dessas eleições para voltarem com toda força. No momento, os crentes, que sempre foram considerados o atraso da sociedade brasileira pela grande maioria dos políticos, estão sendo paparicados e adulados.
Creio que isso não é novidade para nenhum dos leitores.
Como também não é novidade a certeza de que muitos políticos descrentes têm de que é muito fácil comprar o voto dos evangélicos a partir de propostas indecentes para seus pastores. Eles sabem que a fé e a moral desses pastores são bem relativas -- com as raras e abençoadas exceções de sempre.
Pois bem, assim que os próximos deputados federais e senadores tomarem posse, em 2011, todos os assuntos antibíblicos engavetados e camuflados voltarão à pauta. E os crentes voltarão a ter o cheiro ruim de fundamentalismo e atraso que eles sempre disseram, depois de eleitos.
Se esses projetos contrários à Bíblia se converterem em Lei -- como já aconteceu na Argentina, no Chile e na Suécia, berço dos missionários que fundaram e organizaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil -- eu tenho algo muito grave a dizer. Se essas leis vieram a prejudicar a sociedade brasileira, é por culpa principalmente dos pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Por que?
Porque seus templos recebem a visita de todos os candidatos com pretensão ao Congresso Nacional. Os homens que decidirão o destino das leis. Esses pastores sabem exatamente o que deve e o que não deve ser feito com os votos dos membros das suas Igrejas. E digo mais: que é muito difícil um aspirante ao Congresso Nacional, hoje, conquistar seu cargo sem votos de evangélicos.
Se, na próxima legislatura, as crianças e adolescentes de nossas Igrejas voltarem para casa com uma cartilha de homoafetividade na mão, impressa com autorização do MEC, como está acontecendo no Chile; se, no dia de amanhã, pastores forem obrigados a mudar a liturgia ministerial em suas Igrejas para se adequar à lei de homofobia, como aconteceu na Suécia; se, no dia de amanhã, quebraram as portas de templos evangélicos para celebrar casamentos e outros eventos para gays e lésbicas, eu vou culpar e responsabilizar principalmente os pastores da "minha" Igreja -- a Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Vou culpar por não conscientizarem seus membros, porque eu não me atreveria a pensar que os culparia por negociar os votos potenciais de suas Igrejas em favor de ímpios por dinheiro ou vantagens inescrupulosas. Ou por empregos para parentes, terrenos para templos ou cinco milheiros de blocos.
Senhores pastores, o voto evangélico representa, no mínimo, 25% dos eleitores desta nação. Não costumamos votar com base em vida religiosa dos candidatos, mas por sua potencial competência. Mas, de agora em diante, os candidatos comprometidos com causas inimigas da Igreja, ainda que vierem vestidos de branco e trazendo auréola de santos, não merecem o nosso voto. Não devem receber um voto que seja de um cristão que tenha temor de Deus.
E, por falar em temor de Deus, antes de votar em outubro pergunte para seu travesseiro: o deputado federal e os dois senadores em que estiver pensando em votar vão respeitar os interesses cristãos diante de um projeto que venha a prejudicar a Igreja? Se tiver dúvidas, não vote neles.
E, se seu pastor estiver fazendo campanha ostensiva ou disfarçada na Igreja em favor de candidatos que só aparecem na Igreja no período eleitoral, reúna alguns irmãos e peçam explicações a ele. Não seja omisso, pois no dia em que seu filho ou neto voltar para casa com uma cartilha gay ou sua Igreja for obrigada a realizar casamentos gays, ou for proibido ler a Bíblia inteira no púlpito, a culpa vai ser do seu pastor e também sua, porque não fez nada, a não ser criticar.
Isto é muito duro, mas é melhor dizer agora -- antes das eleições.
***
Texto de João Cruzué, autor do Blog Olhar Cristão: http://olharcristao.blogspot.com/
Gravura: "O Beijo" - desconheço o autor.
Revisão: Maya
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15 de jul. de 2010
Governo do PT censura imprensa e cala liberdade de expressão
PATRULHAMENTO GERAL
O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo foi o Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido a pedido do próprio Lula. Entretanto, aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa; senão, vejamos:
O Programa do Jô tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro "As Meninas do Jô" que era apresentado às quartas feiras, no qual as jornalistas Lilian Witifibe, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e, por vezes, outras mais, traziam à público e debatiam todas as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito, atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.
O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07h10, na Rádio CBN, tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.
A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07h55, na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro. Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, em que enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.
Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lula) e de integrantes dos chamados "Movimentos Sociais".
O jornal "Estadão" de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 300 dias.
Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul. O primeiro a colocar em prática esses ensinamentos, aniquilando o direito de imprensa, foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem o nosso PresiMENTE está trilhando pelo mesmo caminho.
Constitucionalmente:
Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?
Onde está o LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO?
Onde está a LIBERDADE DE EXPRESSÃO?
Onde está a LIBERDADE DE UMA NAÇÃO?
Este poema diz muito sobre a atualidade:
Poema DA MENTE
(atribuído a Affonso Romano de Sant'Anna)
Há um presidente que mente,
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
Mais que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Vai nos enganar eterna/mente.
***
AUTORIA DO TEXTO: Desconhecida.
COLABORAÇÃO: Paula Costa, minha irmã, que tem medo do PT.
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26 de jun. de 2010
10 de jun. de 2010
A Água Branca e a Mesa Branca, por Marcos Granconato
A Água Branca e a Mesa Branca
No bairro da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de ornitorrinco teológico – o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que defendem o cristianismo histórico.
Até aí, nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?
Mesmo sendo somente mais um entre os tais teólogos sofisticados de hoje, o pastor a que me refiro chama a atenção com colocações cada vez mais ousadas e distantes dos pressupostos básicos do cristianismo. Por exemplo: ele ironiza qualquer noção sobre os juízos de Deus, questiona a ética cristã clássica baseada na Bíblia e apresenta aos seus ouvintes um deus novo, bem diferente do Deus de Abraão, de Moisés e de Paulo.
Recentemente, porém, o pastor do bairro da Água Branca se superou, ao fazer comentários que arrancaram aplausos efusivos dos espíritas! Sim, do famoso pessoal da “Mesa Branca”. De fato, num artigo que escreveu, sua visão se mostrou tão longe da Sã Doutrina que um site kardecista publicou o texto com plena aprovação e chamou seu autor de “pastor com ‘P’ maiúsculo”!
Por que esse elogio veio de pessoas tão distantes do evangelho? Bem, o que ocorreu foi o seguinte: conforme noticiado nos jornais, os jogadores evangélicos do time do Santos se recusaram a entrar numa entidade espírita de apoio a crianças com paralisia cerebral para distribuir ovos de Páscoa. Evidentemente, todos os incrédulos massacraram os jogadores. Nada de surpreendente… O que chocou muitos crentes, porém, foi a manifestação do pastor da Água Branca que, unindo-se aos inimigos da fé, escreveu o artigo acima aludido, condenando a atitude dos jogadores.
Entenda bem o problema: é claro que nenhum crente deve se opor ao belo trabalho de ajuda às pessoas deficientes. Aliás, nenhuma outra religião tem uma história tão rica em ações em prol dos que sofrem como o Cristianismo. Porém, o que os cristãos devem saber é que é errado realizar obras sociais de mãos dadas com os expoentes da mentira (2Jo 9-11). É também errado praticar a solidariedade fazendo isso de forma a promover o nome de uma instituição herética, cujos membros praticam boas obras não para a glória de Deus, nem por terem nascido de novo, mas sim visando a uma reencarnação melhor (2Co 6.14-17). Aliás, é bom lembrar que “práticas do bem” assim motivadas não valem nada, pois, para Deus, só conta a piedade procedente da verdade (Ef 4.24). Por isso, os crentes não devem se associar com os espíritas, nem mesmo para distribuir ovos de Páscoa! O mestre da Água Branca, porém, não levou nada disso em conta e criticou com vigor os atletas crentes, arranhando a imagem deles. O veneno do ornitorrinco está nas unhas!
Condenar a atitude dos atletas, contudo, não foi nada perto dos conceitos de espiritualidade que o pastor da Água Branca expôs naquele mesmo artigo. Longe de harmonizar-se com Paulo, para quem a base da espiritualidade é a habitação do Espírito Santo no homem que crê em Cristo (1Co 2.12-16), o mestre da Água Branca enalteceu as crenças em geral, apontando como válida a espiritualidade supostamente presente em todas as religiões, sem nenhuma exceção. Segundo ele “a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé”, ou seja, para o tal pastor, a legitimidade exclusiva da espiritualidade cristã (cf. At 4.12; Ef 4.4-5) é uma triste falácia!
Como se não bastasse esse chocante desvio, o pastor, na sequência de sua argumentação, condenou a discussão sobre temas como céu e inferno, autoridade exclusiva das Escrituras, homossexualismo, reencarnação, evolucionismo e outros assuntos tão importantes para a formação de uma mentalidade verdadeiramente cristã. Ele sugeriu que discutir esses temas é prática sem qualquer relevância, cujo resultado é somente a criação de divisões entre as pessoas. Portanto, segundo sua concepção, o dever pastoral e cristão de corrigir o erro, admoestar na verdade e condenar a mentira (2Co 10.4-5; 2Tm 4.1-5) não deve ser posto em prática, pois gera barreiras e ataques pessoais, o que é ruim para a sociedade como um todo (será que o pastor esqueceu o que Jesus disse em Lucas 12.51-53?).
Depois, para fechar com chave de ouro, o tal pastor concluiu seu texto defendendo a aproximação de todos os credos. Sim, budistas, muçulmanos, cristãos, hinduístas, enfim, todos os devotos de todas as tradições de fé, no entender do nosso amigo, devem dar as mãos e juntos lutar contra o sofrimento humano “que a todos nós humilha e iguala”.
Foi o máximo! O pessoal da Mesa Branca explodiu de alegria (fez lembrar 1Jo 4.5). Finalmente, os espíritas encontraram um pastor que, como eles, ataca a “visão radical e exclusivista” dos crentes e reconhece a validade do kardecismo. Mais do que isso: acharam alguém que se une a eles na afirmação de que todas as crenças são boas, posto que servem para desenvolver a espiritualidade dos homens!
Para nós, contudo, os crentes de verdade, ficou a tristeza de ver mais uma vez a água branca, cristalina na verdade, da doutrina bíblica, se tornar turva na boca de supostos pastores cristãos, enquanto os proponentes de antigas doutrinas do diabo acrescentam mais uma cadeira ao redor da sua mesa branca, a fim de brindar a chegada de um novo amigo. Ah, o maior predador do ornitorrinco é a serpente!
Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria
FONTE: http://blogfiel.com.br/2010/06/a-agua-branca-e-a-mesa-branca.html/comment-page-1#comment-956
FONTE: http://blogfiel.com.br/2010/06/a-agua-branca-e-a-mesa-branca.html/comment-page-1#comment-956
http://www.igrejaredencao.org.br/ibr/index.php?option=com_content&view=article&id=287:a-agua-branca-e-a-mesa-branca&catid=17:pastoral&Itemid=114
Leia o artigo de Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista Água Branca, em São Paulo, aqui: http://www.novo-tempo.com/capa/ver.php?t=31&id=396
8 de mai. de 2010
Evangelicofobia, por Marcos Bontempo
“Evangelicofobia”: um preconceito científico
Querem nos jogar aos leões. Manifestações, digamos, religiosas, seja no boteco da esquina, nas universidades ou nos campos de futebol, quando não achincalhadas, são reprimidas e até punidas pelos “donos da bola”. Símbolos cristãos são abolidos e qualquer virtude que pareça religiosa é escondida. A mídia, como é de praxe, acende uma vela para cada santo — ou demônio, não importa. Num dia descobre o crescimento dos evangélicos; no outro, anuncia o enterro da religião.
Evangelicofobia é o “novo” nome na praça. Parafraseando Luis Felipe Pondé, eu diria que o único preconceito considerado "científico" entre os inteligentes e descolados é o preconceito contra a religião. Nos últimos dias, em nome da causa — combate à homofobia —, tudo é permitido: discriminação, preconceito e até perseguição.
Marcos Bontempo
***
FONTE: Boletim Ultimato online, que recebi por e-mail.
***
Leia também:
Fundamentalistas hindus da VHP - Vishaw Hind Parishat destroem Igrejas cristãs, prontos-socorros, orfanatos, matam pastores, queimam pessoas vivas e expulsam 50.000 cristãos de suas vilas e casas no distrito de Kandhamal, Estado de Orissa, na Índia.
Grupo de gays ataca física e sexualmente um grupo de cristãos que estava orando no Distrito de Castro, na cidade de San Francisco.
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6 de mai. de 2010
23 de abr. de 2010
O problema do sofrimento, por C. S. Lewis
Trecho do Capítulo 3 - [sobre] A bondade de Deus
Quando nos referimos à bondade de Deus hoje, estamos indicando quase que exclusivamente seu amor; e nisto talvez tenhamos razão. E por amor, neste contexto, a maioria de nós quer dizer bondade - o desejo de ver outros felizes, e não a própria pessoa; não feliz deste ou de outro modo, mas apenas feliz. O que realmente nos satisfaria seria um Deus que dissesse a respeito de qualquer coisa que gostássemos de fazer: "Que importa se isso os deixa contentes?" Queremos, na verdade, não tanto um Pai Celestial, mas um avô celestial - uma benevolência senil que, como dizem, "gostasse de ver os jovens se divertindo" e cujo plano para o universo fosse simplesmente que se pudesse afirmar no fim de cada dia: "todos aproveitaram muito". Não são muitos os que, devo admitir, iriam formular uma teologia exatamente nesses termos: mas um conceito semelhante espreita por trás de muitas mentes. Não me julgo uma exceção: gostaria imenso de viver num universo governado de acordo com essas linhas. Mas desde que está mais do que claro que não vivo, e desde que tenho razões para crer, mesmo assim, que Deus é Amor, chego à conclusão que meu conceito de amor necessita correção.
Eu poderia, sem dúvida, ter aprendido até mesmo dos poetas que Amor é algo mais rigoroso e esplêndido do que a simples bondade: que até o amor entre os sexos é, como em Dante, "um senhor de terrível aspecto". Existe bondade no amor, mas amor e bondade não são confinantes, e quando a bondade (no sentido dado acima) é separada dos demais elementos do Amor, ela envolve uma certa indiferença fundamental ao seu objeto, e até mesmo algo semelhante ao desprezo em relação a ele. A bondade consente com facilidade na remoção do seu objeto - temos todos encontrado indivíduos cuja bondade para com os animais constantemente os leva a matá-los a fim de que não sofram. A bondade desse tipo não se preocupa com o fato de o seu objeto tomar-se bom ou mau, desde que escape ao sofrimento.
Como as Escrituras afirmam, os bastardos é que são estragados: os filhos legítimos, que devem continuar a tradição da família, são corrigidos.3 Para aqueles com quem não nos preocupamos absolutamente é que exigimos felicidade sob quaisquer termos: com nossos amigos, nossos entes queridos, nossos filhos, somos exigentes e preferimos vê-los sofrer do que ser felizes em estilos de vida desprezíveis e desviados. Se Deus é amor, Ele é, por definição, algo mais do que simples bondade. E, ao que parece, de acordo com todos os registros, embora tenha com freqüência nos reprovado e condenado, jamais nos considerou com desprezo. Ele nos prestou o intolerável cumprimento de nos amar, no sentido mais profundo, mais trágico e mais inexorável.
27 de mar. de 2010
John Piper: Como lidar com filosofias competidoras?
Esse pequeno vídeo é rico em lições! Não deixe de vê-lo! Dica do blog do Pr. Arthur Eduardo, Fatos em Foco! :) Visite!
26 de mar. de 2010
como lidar com dúvidas sobre o cristianismo?
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Uma defesa da doutrina da justificação pela fé
E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” Gálatas 5.24
De diversos lugares nós temos ouvido sérias e intensas objeções, e recentemente, no assunto e conteúdo da pregação dos evangelistas da América que estão trabalhando entre nós. Claro que seus ensinamentos, assim como os nossos, estão abertos para julgamentos honestos e eles, temos certeza, prefeririam um tribunal que evitasse a investigação das coisas mais procuradas. Criticismos sobre nosso estilo de falar, cantar e etc, são tão sem importância que ninguém se importa em respondê-los. “A sabedoria é justificada pelos seus filhos.” É um desperdício de tempo para todos discutir sobre gostos pessoais, porém excelente seria agradar a todos, ou até mesmo sempre adaptar tudo para todas as constituições e condições. Portanto nós podemos deixar esses comentários de lado sem uma preocupação maior.
Mas sobre a questão da Doutrina muito tem sido dito e repetido, além disso, com uma boa dose de humor, nem sempre do melhor tipo. O que tem sido afirmado por uma certa classe de escritores públicos chega a isso: se você analisar essa Doutrina, “não se pode fazer qualquer bem real dizer aos homens que simplesmente por crer em Jesus Cristo, eles serão salvos”. E que isso “pode fazer às pessoas feridas muito graves, se levá-los a imaginar que eles tenham sido submetidos a um processo chamado "conversão" e que agora são "salvos para a vida"”. Somos informados por estes senhores, pois deveríamos saber, sendo que falam de forma muito positiva, que a doutrina da "salvação imediata", mediante a fé em Jesus Cristo, é muito perigosa. Dizem que certamente isso levará à degradação da moralidade pública, pois os homens não buscarão nem investirão nas virtudes práticas quando "somente a fé" é levantada a uma tão elevada posição. Dizem que se for assim, isso seria um erro grave e ai de quem levar os homens a esse erro!
***
O Projeto Spurgeon é uma iniciativa de cristãos para traduzir e divulgar, mediante a web e outros meios, os sermões de Charles Spurgeon, pregador batista inglês. Spurgeon tem 3561 sermões, dos quais cerca de 70 traduzidos para o português. Visite o Blog Projeto Spurgeon: http://www.projetospurgeon.com.br/ Leia aqui quem foi Charles Spurgeon. No Twitter, siga @ProjetoSpurgeon
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