Se você mora em Brasília, em Goiânia ou em Belo Horizonte, ou em alguma cidade próxima, ou em alguma cidade distante, mas crê que vale a pena participar... Se você acredita que a liberdade de expressão está ameaçada com o PLC 122/2006, de autoria do PT... Se você acredita no que diz a Bíblia sobre a família e quer continuar a ter o direito de expressar o que pensa... Se você acredita que o Brasil deve evitar a todo custo entrar numa ditadura de poucos... Se você acredita que todo ser humano deve ser respeitado, mas não há uma categoria ou um grupo acima de outros... Se você acredita... Participe!
Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)
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19 de mai. de 2011
Grande manifestação em favor da família, da liberdade de expressão, da liberdade religiosa e contra o PLC 122/2006 em Brasília
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13 de fev. de 2011
relativismo cultural é blablablá que só funciona em conversa de mesa de bar
Blablablá
por Luiz Felipe Pondé
O que você faria se estivesse a ponto de assistir a um ritual de antropofagia? Interromperia (sem risco para você)? Ou deixaria acontecer em nome do relativismo cultural (essa ideia que afirma que cada um é cada um, que as culturas devem ser respeitadas em sua individualidade e que não podemos compará-las)?
No primeiro caso, você seria um horroroso descendente dos "jesuítas"; no segundo você seria um relativista chique. Sempre suspeitei que esse papo relativista fosse blablablá. Funciona bem em aula de antropologia, em bares, em parques temáticos e lojas de curiosidades. É evidente que "jesuítas" de todos os tipos fizeram horrores nas Américas. Todo adulto bem educado sabe que é feio condenar cultos à lua ou à chuva. Mas há algo no relativismo cultural que me soa conversa fiada: o relativismo cultural morre na praia quando você é obrigado a conviver com o Outro. E o "Outro" nem sempre é legal.
Se você aceita a antropofagia em nome do respeito à "cultura", aceita implicitamente a ideia de que o valor da vida humana seja subordinado à "cultura". A vida humana não tem valor em si. Todo estudante de antropologia sabe recitar esse credo. Quando confrontado com dilemas como esse, o relativista diz que se trata de uma situação meramente hipotética (hoje não existe mais antropofagia). Mas a verdade é que quando o relativista diz que a antropofagia é hoje quase nula, e, portanto, esse dilema não tem "validade científica", está literalmente correndo do pau porque "alguém" acabou com a antropofagia, não? Por que a antropofagia "acabou"?
Algumas hipóteses: 1) os antropófagos foram mortos por gripes ou em batalhas; 2) foram convertidos pelos horrorosos "jesuítas" e seus descendentes; 3) descobriram formas mais fáceis de comer e rituais que deixam as pessoas (isto é, os Outros) menos irritadas e com menos nojo. É importante conhecer o "lugar" da antropofagia nas religiões dos canibais, mas isso é apenas um "dado" antropológico. Uma descrição de hábitos (ruins). Mas o relativista tem que correr do pau mesmo, porque seu credo funciona bem apenas nas conversas de salão. A vida é sempre pior do que as festas. Relativistas culturais são, no fundo, puritanos disfarçados, gostam de "aquários humanos".
Os seres humanos são culturalmente promíscuos, e "a cultura" sem promiscuidade (trocas, misturas, confusões) só existe nos livros. Use internet, televisão, celulares, aviões e estradas, faça sexo ou guerra, e o papo do relativismo cultural vira piada. Na realidade, as pessoas lançam mão do argumento relativista somente quando lhes interessa defender a "tribo" com a qual ganha dinheiro e fama. O problema com o debate sobre os índios (ou qualquer outra cultura considerada "coitada") é a mitologia que ela provoca. Se, de um lado, alguns falaram dos índios (erradamente) como inferiores, bárbaros ou inúteis, por outro lado, os que "defendem" os índios normalmente caem no mito oposto: eles são legais e só querem viver "sua cultura", e eles não são "capitalistas" como nós, e blablablá. Índios gostam de poder como todo mundo, vide os índios "conscientes de seus direitos" devorando computadores, celulares e internet no Fórum Social, em Belém -ou ficam na idade da pedra mesmo e precisam que o Estado os defenda do mundo.
As culturas mais bem-sucedidas são predadoras e seduzem as mais fracas (ser mais bem-sucedida não implica ser legal). Por que levar medicina científica (invenção dos "opressores") para as aldeias? Não seria contaminação "cultural"? Vamos ou não brincar de "curandeiros"? Que tal abraçar árvores? Se você é católico e quer ser fiel aos seus princípios, você é um retrógrado; se você quer viver no meio da selva (com direitos adquiridos porque você é de uma cultura "coitada"), você é apenas uma tribo com direito a integridade cultural. O conceito de cultura é quase um fetiche do mercado das ciências humanas. Não que não existam culturas, mas o conceito na sua inércia preguiçosa só funciona no laboratório morto da sala de aula ou do museu. A vida se dá de forma muito mais violenta, se misturando, se devorando.
Nada disso é "contra" os índios, mas sim contra o relativismo como ética festiva. O oposto dele não é o obscurantismo, mas a dinâmica da vida real. O relativismo é um (velho) problema filosófico e um "dado" antropológico. Um drama, e não uma solução.
***
Pesquei do Paulo Lopes Weblog. Sugestão de leitura do Gutierres Fernandes Siqueira.
Leia também: Brasil: infanticídio indígena e relativismo multicultural, no Mídia Sem Máscara.
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29 de out. de 2010
o que Julio Severo se recusou a publicar: a pena de morte é ANTICRISTÃ
Amigos do Blog:
Peço a atenção de todos a esse assunto: pena de morte. Pode parecer que a pena de morte nada tenha a ver conosco, no Brasil, mas tem. Tem a ver com os cristãos de qualquer localidade, e muito, porque os argumentos que validam a pena capital, sob o ponto de vista CRISTÃO, são totalmente anticristãos. Repito: OS ARGUMENTOS QUE VALIDAM A PENA DE MORTE SÃO ANTICRISTÃOS. Por que resolvi trazer esse assunto agora, ao meu Blog? Porque há dois dias li um texto defendendo a pena de morte, no Blog do Julio Severo, e decidi argumentar contra. O texto, cujo link posto aqui, defende a pena de morte como uma prática cristã. Absurdo dos absurdos! Além de ser a favor da pena de morte, Julio Severo decide não publicar alguns de meus comentários contrários a ela. Dos quatro comentários que enviei, apenas dois foram postados. Por que ele faz isso? Porque sabe que sua argumentação não encontra respaldo nas palavras de Jesus: encontra respaldo no islamismo do Irã, mas não nas palavras de Jesus! Publico aqui meus comentários, que ele se recusou a publicar em seu blog.
Link para o texto publicado no Blog do Julio Severo: http://juliosevero.blogspot.com/2010/10/pena-capital-e-biblica.html
TEXTO PUBLICADO NO BLOG DE JÚLIO SEVERO, DEFENDENDO A PENA CAPITAL, DE AUTORIA DO PR. MARCELLO OLIVEIRA:
A pena capital é bíblica?
A instrução sobre a pena capital (Gn 9.5,6) é inserida no arcabouço da promessa do Senhor (Gn 8.20-22) e da aliança (Gn 9.8-17), que é ministrada a toda a humanidade para preservar toda a vida humana. Nesse contexto, a legislação para se executar a pena capital pertence a todo o povo (Gn 9.5,6). A pena capital se fundamenta na verdade de que todos os seres humanos portam a imagem de Deus, separando-os do resto das criaturas vivas. “Ninguém pode ser injurioso para com seu irmão sem ferir a Deus mesmo.” A ofensa em si não é contra o homicida, nem sua família, nem a sociedade em geral (obviamente ela os impacta também), mas é contra Deus.
Tão valiosa é a vida humana como a portadora da imagem de Deus que Ele estipula compensação pelo derramamento da vida de seu sangue, não só do homicida, mas inclusive dos animais. O principio de lex talionis (isto é, vida por vida) fica esclarecido nos mandamentos divinos dados ao povo pactual relativos ao homicídio (Nm 35.16-21) e no ensino de Paulo sobre o cristão e o Estado. No caso do homicídio involuntário, os culpados são consignados a cidades de refúgio, não penitenciarias, até a morte do sumo sacerdote (Nm 35.22-28). Não obstante, no caso de homicídio, impõe-se a pena capital.
No Novo Testamento, os cristãos não devem vingar-se por qualquer malfeito recebido, mas devem dar lugar à ira de Deus para vingá-lo (Rm 12.19). Deus, por sua vez, designa o governo civil como seu ministro, um vingador para executar a ira sobre quem pratica o mal (Rm 13.4). O Senhor e Rei supremo arma a autoridade civil com a espada, instrumento de morte, para o castigo dos malfeitores. A legislação, “quem derrama o sangue do homem, pelo homem se derramará seu sangue” fornece a evidência de que a autoridade civil, como ministra de Deus, tem a responsabilidade de executar a pena capital contra toda ofensa capital.
Essa é uma obrigação, não uma opção, que Deus impõe ao Estado. Três vezes Deus diz: “pedirei contas” (Gn 9.5). Ele pedirá contas dos assassinos e do Estado que não usa a espada para castigá-los. Sob o regime da lei no Antigo Testamento, não havia qualquer tipo de força policial como conhecemos. Se era cometido um homicidio, cabia à família da vítima encontrar o culpado e levá-lo à justiça. Os anciãos da cidade protegeriam o acusado até que o caso fosse investigado. Se fosse considerado culpado, a família da vítima poderia realizar a execução. Uma vez que o assassino havia derramado sangue, o sangue dele também deveria ser derramado.
Deus institui o governo, pois o coração humano é perverso (Gn 6.5), e o medo do castigo pode refrear possíveis infratores da lei. A lei é capaz de impor limites, mas não de regenerar; somente a graça de Deus é capaz de transformar o coração humano. O governo humano tem suas fraquezas e limitações, mas é melhor do que a anarquia e do permitir que cada um faça aquilo que considera mais reto aos seus próprios olhos (Jz 17.6; 18.1; 21.25)A lei protege cuidadosamente o inocente. Deve haver pelo menos duas ou três testemunhas para convencer uma pessoa de crime (Dt 19.15). Se uma testemunha cometer perjúrio, então os juízes que julgam o caso farão com o perjuro o que ele pretendia fazer com o acusado, inclusive vida por vida (Dt 19.16-21). Além disso, as testemunhas devem ser envolvidas na execução (Dt 17.2,7).
Todavia, o homicida que realmente se arrepende do crime alcança misericórdia de Deus (Pv 28.13) e sua alma escapa do inferno. Embora Davi tenha cometido um adultério e mandado matar a Urias, ele achou perdão com base nos sublimes atributos da graça de Deus, em seu amor infalível e em sua terna misericórdia (2Sm 12.13,14; Sl 51).
Aqueles que se opõem à pena de morte perguntam: “A pena de morte reprime a criminalidade?” Mas será que qualquer lei, inclusive as leis de trânsito, é capaz de refrear a criminalidade? Talvez não tanto como gostaríamos, mas a punição de criminosos ajuda a sociedade a respeitar a lei e a justiça.
MEU PRIMEIRO COMENTÁRIO, QUE JÚLIO SEVERO PUBLICOU:
RESPOSTA DO JÚLIO SEVERO, TAMBÉM PUBLICADA NOS COMENTÁRIOS:
MINHA RESPOSTA, SEGUNDO COMENTÁRIO QUE FOI PUBLICADO:
RESPOSTA DE JÚLIO SEVERO À MINHA SEGUNDA POSTAGEM:
SEGUNDA RESPOSTA DE JÚLIO SEVERO À MINHA SEGUNDA POSTAGEM:
MINHA TERCEIRA POSTAGEM, QUE JULIO SEVERO NÃO PUBLICOU (que, por conta do tamanho, foi enviada em duas partes):
Peço a atenção de todos a esse assunto: pena de morte. Pode parecer que a pena de morte nada tenha a ver conosco, no Brasil, mas tem. Tem a ver com os cristãos de qualquer localidade, e muito, porque os argumentos que validam a pena capital, sob o ponto de vista CRISTÃO, são totalmente anticristãos. Repito: OS ARGUMENTOS QUE VALIDAM A PENA DE MORTE SÃO ANTICRISTÃOS. Por que resolvi trazer esse assunto agora, ao meu Blog? Porque há dois dias li um texto defendendo a pena de morte, no Blog do Julio Severo, e decidi argumentar contra. O texto, cujo link posto aqui, defende a pena de morte como uma prática cristã. Absurdo dos absurdos! Além de ser a favor da pena de morte, Julio Severo decide não publicar alguns de meus comentários contrários a ela. Dos quatro comentários que enviei, apenas dois foram postados. Por que ele faz isso? Porque sabe que sua argumentação não encontra respaldo nas palavras de Jesus: encontra respaldo no islamismo do Irã, mas não nas palavras de Jesus! Publico aqui meus comentários, que ele se recusou a publicar em seu blog.
Link para o texto publicado no Blog do Julio Severo: http://juliosevero.blogspot.com/2010/10/pena-capital-e-biblica.html
TEXTO PUBLICADO NO BLOG DE JÚLIO SEVERO, DEFENDENDO A PENA CAPITAL, DE AUTORIA DO PR. MARCELLO OLIVEIRA:
A pena capital é bíblica?
A instrução sobre a pena capital (Gn 9.5,6) é inserida no arcabouço da promessa do Senhor (Gn 8.20-22) e da aliança (Gn 9.8-17), que é ministrada a toda a humanidade para preservar toda a vida humana. Nesse contexto, a legislação para se executar a pena capital pertence a todo o povo (Gn 9.5,6). A pena capital se fundamenta na verdade de que todos os seres humanos portam a imagem de Deus, separando-os do resto das criaturas vivas. “Ninguém pode ser injurioso para com seu irmão sem ferir a Deus mesmo.” A ofensa em si não é contra o homicida, nem sua família, nem a sociedade em geral (obviamente ela os impacta também), mas é contra Deus.
Tão valiosa é a vida humana como a portadora da imagem de Deus que Ele estipula compensação pelo derramamento da vida de seu sangue, não só do homicida, mas inclusive dos animais. O principio de lex talionis (isto é, vida por vida) fica esclarecido nos mandamentos divinos dados ao povo pactual relativos ao homicídio (Nm 35.16-21) e no ensino de Paulo sobre o cristão e o Estado. No caso do homicídio involuntário, os culpados são consignados a cidades de refúgio, não penitenciarias, até a morte do sumo sacerdote (Nm 35.22-28). Não obstante, no caso de homicídio, impõe-se a pena capital.
No Novo Testamento, os cristãos não devem vingar-se por qualquer malfeito recebido, mas devem dar lugar à ira de Deus para vingá-lo (Rm 12.19). Deus, por sua vez, designa o governo civil como seu ministro, um vingador para executar a ira sobre quem pratica o mal (Rm 13.4). O Senhor e Rei supremo arma a autoridade civil com a espada, instrumento de morte, para o castigo dos malfeitores. A legislação, “quem derrama o sangue do homem, pelo homem se derramará seu sangue” fornece a evidência de que a autoridade civil, como ministra de Deus, tem a responsabilidade de executar a pena capital contra toda ofensa capital.
Essa é uma obrigação, não uma opção, que Deus impõe ao Estado. Três vezes Deus diz: “pedirei contas” (Gn 9.5). Ele pedirá contas dos assassinos e do Estado que não usa a espada para castigá-los. Sob o regime da lei no Antigo Testamento, não havia qualquer tipo de força policial como conhecemos. Se era cometido um homicidio, cabia à família da vítima encontrar o culpado e levá-lo à justiça. Os anciãos da cidade protegeriam o acusado até que o caso fosse investigado. Se fosse considerado culpado, a família da vítima poderia realizar a execução. Uma vez que o assassino havia derramado sangue, o sangue dele também deveria ser derramado.
Deus institui o governo, pois o coração humano é perverso (Gn 6.5), e o medo do castigo pode refrear possíveis infratores da lei. A lei é capaz de impor limites, mas não de regenerar; somente a graça de Deus é capaz de transformar o coração humano. O governo humano tem suas fraquezas e limitações, mas é melhor do que a anarquia e do permitir que cada um faça aquilo que considera mais reto aos seus próprios olhos (Jz 17.6; 18.1; 21.25)A lei protege cuidadosamente o inocente. Deve haver pelo menos duas ou três testemunhas para convencer uma pessoa de crime (Dt 19.15). Se uma testemunha cometer perjúrio, então os juízes que julgam o caso farão com o perjuro o que ele pretendia fazer com o acusado, inclusive vida por vida (Dt 19.16-21). Além disso, as testemunhas devem ser envolvidas na execução (Dt 17.2,7).
Todavia, o homicida que realmente se arrepende do crime alcança misericórdia de Deus (Pv 28.13) e sua alma escapa do inferno. Embora Davi tenha cometido um adultério e mandado matar a Urias, ele achou perdão com base nos sublimes atributos da graça de Deus, em seu amor infalível e em sua terna misericórdia (2Sm 12.13,14; Sl 51).
Aqueles que se opõem à pena de morte perguntam: “A pena de morte reprime a criminalidade?” Mas será que qualquer lei, inclusive as leis de trânsito, é capaz de refrear a criminalidade? Talvez não tanto como gostaríamos, mas a punição de criminosos ajuda a sociedade a respeitar a lei e a justiça.
***
MEU PRIMEIRO COMENTÁRIO, QUE JÚLIO SEVERO PUBLICOU:
Que absurdo, Julio. A pena de morte é totalmente anticristã. Jesus deixou claro: devemos ter misericórdia dos nossos inimigos, sejam eles quais forem. É isso o que agrada a Deus. Deus já fez a Justiça, e ela foi feita em carne pelo sacrifício de Jesus Cristo. Afastar alguém do convívio social, por ele representar ameaça à sociedade? Sim. Fazer "justiça" própria, vingando-se? Jamais! A DEUS pertence a justiça, a vingança e a retribuiçao. Que o Senhor me livre de sujar minhas mãos com sangue - ainda que eu diga que a responsabilidade é do "Estado" - usurpando de Deus o ato de justiça que só pertence a Ele. Nós nos queixamos da onipresença do Estado na educação dos filhos, mas você acha justo a interferência do Estado chegar ao ponto de decidir se uma pessoa morre ou vive, por mais que essa pessoa tenha cometido crimes? Que cristianismo é esse, que é contra o aborto mas a favor da pena de morte? Não é o cristianismo bíblico! O cristão deve ser SEMPRE a favor da VIDA, em QUALQUER situação. Espero que meu comentário seja publicado
RESPOSTA DO JÚLIO SEVERO, TAMBÉM PUBLICADA NOS COMENTÁRIOS:
Maya, o mesmo DEUS que deu ao Estado a obrigação de castigar os assassinos mediante a espada que mata (vide Romanos 13) também não deu ao Estado autorização de matar inocentes mediante aborto ou tirar dos pais seu direito de educar os filhos. A mentalidade contrária a pena de morte prescrita por Deus tem fortes raízes na esquerda, não no Cristianismo. Estude a Bíblia. Estude Lutero. Estude Calvino. E você verá que o Deus deu ao Estado a obrigação de lidar com assassinos na exata medida de seus crimes. Isso é exatamente o contrário do que a esquerda quer. Leia também meus dois artigos nos links do final do texto.
Jesus veio para salvar a alma das pessoas. Ele não veio para destruir o Estado ou a função que Deus deu ao Estado.
MINHA RESPOSTA, SEGUNDO COMENTÁRIO QUE FOI PUBLICADO:
"A mentalidade contrária a pena de morte prescrita por Deus tem fortes raízes" na Bíblia! E nas palavras de Jesus Cristo, Julio, não na "esquerda". Toda vez que vc quer se contrapor a algum argumento adota essa fórmula mágica, de dizer que é "de esquerda". Jesus disse que nos dava novo mandamento. Qual é esse "novo mandamento"? Na minha Bíblia está escrito que é o amor. Não posso dizer que amo uma pessoa, um pecador, mesmo um ladrão (como Jesus amou, estando na cruz) ou um criminoso, e concordar que ela seja morta. Não há exegese bíblica que me diga isso. O que é o amor? É o cumprimento da Lei. Não me diga para estudar a Bíblia. Eu digo a mesma coisa pra você. A Bíblia é clara: "amai vossos inimigos". O que diz a Lei? Pena de morte. Olho por olho, dente por dente. O que diz Jesus? AMAI VOSSOS INIMIGOS. Não preciso estudar "Lutero e Calvino" para compreender que a pena de morte é anticirstã. Deus não deu ao Estado a "obrigação" de matar as pessoas. Deus diz que nós devemos amar as pessoas, porque um justo morreu por todos. A vingança pertence a Deus, não a você, que aos olhos do Senhor é tão devedor quanto qualquer outra pessoa. Que mérito há em você ou em suas obras que dão a você o direito de dizer quando alguém vai morrer, mesmo quando esse "ente" que decide isso chama-se "Estado"? Se o Estado pode decidir sobre a morte de alguém, como não pode decidir sobre a educação dos filhos, as regras acerca do casamento etc.? Jesus veio para cumprir a Lei. O que significa isso? Que Ele morreu para que toda a humanidade tivesse vida, e vida em abundância. Mesmo um assassino pode se arrepender e crer em Jesus, nos últimos momentos de sua vida. Quem é você para limitar a graça e o poder de Deus? Que pecado é grande demais para o Senhor negar seu perdão? E quem é você, à frente de Estado ou de qualquer outra instituição humana, para dizer se alguém deve ou não morrer? Eu me sinto realmente perplexa com a sua argumentação. Você está sendo legalista e me parece que conhece pouco sobre a graça e suas implicações.
RESPOSTA DE JÚLIO SEVERO À MINHA SEGUNDA POSTAGEM:
Maya, quantas vezes você evangelizou assassinos? Eu já evangelizei vários, inclusive do corredor da morte. Um deles, Ramón Montoya, me fez uma pintura de Jesus antes de ser executado por injeção letal no Texas. Ele o fez como agradecimento, pois durante muito tempo ministrei para ele o amor de Deus.
Mas sua opinião tenta opor-se a uma pena civil CLARAMENTE prescrita na Palavra de Deus com base numa suposta anulação feita pelo Evangelho. Na sua opinião, o Evangelho anulou a lei de Deus para o Estado, ou essa lei não espelha o Evangelho.
Entretanto, vamos falar francamente. Qual é a lei que espelha o Evangelho?
Uma lei que condena, multa, prende ou executa assassinos espelha o Evangelho?
Uma lei que condena, multa, prende ou executa pedófilos espelha o Evangelho?
Uma lei que condena, multa, prende ou executa estupradores espelha o Evangelho?
Sejamos realistas: o Evangelho não condena ninguém nem a multas, nem a prisões, nem à morte. O Evangelho não veio para condenar, multar, prender ou executar nenhum criminoso, por pior que seja. O único tipo de condenação que o Evangelho menciona é a condenação eterna, deixando claro que os homens que escolhem viver no pecado serão condenados à morte eterna, sendo destinados ao sofrimento do inferno, eternamente separados de Deus.
O Evangelho veio para salvar os pecadores. Essa é sua ocupação exclusiva. Portanto, se por causa do Evangelho a lei humana não pode condenar o assassino a uma pena justa prescrita por Deus (não pela Maya, não pelo Julio, não pelo Lula), então por causa do mesmo Evangelho ela também não pode condenar estupros e pedofilia.
No que se refere ao Evangelho, amamos os pedófilos, assassinos, estupradores, etc. Nós os amamos porque Jesus os ama e quer salvá-los. Isso, porém, não significa que devamos ser contra as leis que condenam a pedofilia, assassinatos, estupros, etc.
Vinte anos atrás, a Anistia Internacional entrou em contato comigo pedindo meu apoio contra a lei de pena de morte no Texas, porque na década de 1980 eu fazia parte de uma equipe que ministrava, por correspondência, a presos do corredor da morte no Texas. Minha missão era ministrar a presos de fala hispânica. Todos eles haviam cometido assassinatos terríveis.
O Evangelho pode salvar tais criminosos? Claro que sim! Eu fazia o acompanhamento dos presos, falando do amor de Jesus, enviando literatura em espanhol, etc. Mas, quer eles se abrissem para Jesus ou não, minha opinião é que eles deveriam pagar sua dívida social.
A lei humana estava fazendo sua parte justa, condenando um assassino com a pena máxima. Minha parte era apenas levar o assassino a conhecer o amor de Jesus Cristo.
Existe uma separação entre lei e Evangelho. O Estado deve cumprir seu papel de castigar os que violam as leis justas. O papel do Evangelho não é destruir as leis justas nem punir criminosos, mas apenas cumprir outro tipo de papel: alcançar todos os pecadores com a mensagem de salvação.
O Evangelho deve ministrar graça, não castigo.
O Estado não é a igreja. Veja aqui o chamado do Estado:
“Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.” (Romanos 13:4 ACF)
O papel que Deus deu ao Estado nada tem a ver com a educação, Maya. Quando o Estado aplica a pena capital para assassinos condenados, ele está apenas obedecendo ao que Deus ordenou a ele. Essa passagem se refere a crimes, não ao direito de os pais educarem seus filhos. O Estado deve ser integralmente respeitado quando obedece a Deus. Mas, quando o Estado extrapola suas obrigações de castigar os criminosos para castigar pais que exercem suas obrigações igualmente dadas por Deus, é dever dos pais continuarem obedecendo a Deus.
Paulo escreveu Romanos 13 muito tempo depois do ministério terreno de Jesus. Ele, que era radicalmente contra o legalismo dentro da igreja e entendia o Evangelho como poucos, entendia também que a função do Estado não é obrigar as pessoas a viver no Evangelho ou na graça. Seria uma maravilha se todos vivessem o Evangelho, não?
Repetindo as palavras de Paulo: “O Estado é ministro de Deus e não carrega em vão a espada”. “O Estado é ministro de Deus para castigar os que fazem o mal”.
Mal posso ouvir você sussurrando de Paulo: outro legalista! Na verdade, Paulo se reconhecia apenas como servo da vontade de Deus. Para ele, a opinião de Deus é mais importante do que a opinião pessoal dele. Eu penso da mesma forma.
MINHA TERCEIRA POSTAGEM, QUE JULIO SEVERO NÃO PUBLICOU (que, por conta do tamanho, foi enviada em duas partes):
Julio, o fato de você ter evangelizado assassinos ainda me deixa mais chocada, porque você fala como se tivesse algum tipo de misericórdia por eles – o que, dada a sua posição a favor da morte dessas pessoas, é impossível. Misericórdia tem Deus, que no lugar de punir essas pessoas com a morte eterna, o que seria, aí sim, justo, oferece-lhes perdão e possibilidade de vida eterna. A pena de morte é prescrita na sociedade do Velho Testamento. Quando Jesus veio, disse: “NOVO mandamento vos dou”. Ele queria dizer que dali em diante não era mais olho por olho, vida por vida. Era o amor, o tempo da graça, do perdão e da outra face oferecida. Mas, desculpe-me, parece-me que você não entendeu essa parte do Evangelho. O Evangelho diz que esse novo mandamento é para os que seguem o Cristo, é para pessoas. O Estado do qual você fala transforma-se em pessoas quando você quer denunciar quem está por trás das leis que fazem o Estado interferir na educação das crianças, por exemplo. Aí você não deixa o Estado abstrato. Porque, de fato, ele não é abstrato. Existem pessoas que o comandam e ele representa, em tese, a sociedade. E a sociedade é cada um de nós. Portanto, o Estado sem rosto não existe. No momento em que você diz que o “Estado” deve aplicar a pena de morte, você está dizendo que VOCÊ é favorável à pena de morte para aquelas pessoas – aquelas que você, inclusive, evangelizou. Se você é favorável à pena de morte para algumas pessoas, evidentemente você não as ama. Se você não as ama e deseja que elas morram, então você não entendeu o que disse Cristo. O Estado deve reeducar e, se isso não é possível, afastar essas pessoas do convívio social. Para que matá-las? É para educá-las? Para puni-las? Para que o “Estado” se vingue? Mas a vingança não pertence a Deus? A retribuição não pertence a Deus? O mesmo Estado que aplica apena de morte, nos EUA, que você diz estar representando Deus, autoriza a prática do aborto. Ele representa Deus em alguns momentos e em outros representa o diabo? É claro que esse Estado, em qualquer situação, não representa Deus. Nem para uma coisa, nem para outra. O Estado de Paulo era teocrático. O de hoje não é. Os sacerdotes judeus eram também as autoridades políticas. Hoje, o presidente não é o Papa nem o Billy Graham.
Todas as pessoas de quem você falou – assassinos, pedófilos e estupradores – são criminosas e devem ser afastadas do convívio social. Mesmo essas pessoas horríveis foram merecedoras da misericórdia de Deus. Mesmo você é merecedor da misericórdia de Deus. Mesmo eu sou merecedora – eu, que não mereço nada de Deus, a não ser a sua justiça, que é a morte como salário pelos meus pecados, recebi dele a misericórdia, porque em meu lugar ele puniu Jesus. Então, mesmo o pior criminoso também tem essa misericórdia, e eu não vou tirá-la dizendo que aquele criminoso deve morrer. Aquele criminoso tem a misericórdia não porque seja bom, mas porque o sacrifício de Jesus foi enorme, foi doloroso, foi o sacrifício do único justo que já houve sobre a Terra e isso paga o pior pecado, cobre o pior dos erros. A César o que é de César. A multa, ou o imposto, não dizem respeito à vida. Tirar a vida é um atributo unicamente de Deus. Sua justificativa pode também ser levada para outras situações. Se o “Estado” julga conveniente, pode praticar a eutanásia. Ou o aborto. Afinal, o Evangelho também nada diz sobre isso, não é? Mas para você o Estado deve legislar apenas sobre a pena de morte, como se o ser humano que morre ali fosse menos digno da misericórdia do que o que morre pela eutanásia praticada. Repito: a pena de morte foi anulada por Jesus. Não vale mais o olho por olho. Agora é “amai vossos inimigos”, porque A LEI FOI CUMPRIDA EM JESUS. ELE CUMPRIU A LEI, E, COMO JUSTO, MORREU PELO PECADOR, PORQUE NENHUM DE NÓS PODE FAZÊ-LO. Essa lei que você defende foi o Cristo quem anulou, e fez isso NA CRUZ. Você a revalida porque isso tem a ver com o que VOCÊ aprova, mas lei cumprida é lei revogada. Deus a revogou em Cristo, mas você a revalida. Você está indo contra Deus, e não percebe. É claro que o Estado pode e deve agir contra estupros e pedofilia. Deve afastar o criminoso do convívio social. Mas sua morte é determinada por Deus, somente. E eu devo dizer: não, Julio, você não ama “os pedófilos, assassinos, estupradores, etc.” Você não os ama, e não quer salvá-los. Você quer que eles morram. Esses criminosos, ao contrário do que você diz, não podem pagar a “divida social” com sua própria vida, porque Jesus somente poderia pagar essa dívida de sangue. É isso que você não consegue ou não quer entender.
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17 de set. de 2010
a formiga e a cigarra: atualizando a fábula!
A FORMIGA E A CIGARRA
Era uma vez uma formiga que trabalhava duro, de sol a sol, construindo sua toca e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
A cigarra viu aquilo e pensou:
- Que idiota!
E passava o tempo todo dando gargalhadas, cantando e dançando. Assim, passou todo o verão...
Ao chegar o inverno, enquanto a formiga estava aquecida e bem alimentada, a cigarra, que não tinha abrigo nem comida, morreu de fome.
MORAL DA HISTÓRIA:
Trabalhe duro! Seja previdente e responsável!
VERSÃO BRASILEIRA:
Era uma vez uma formiga que trabalhava duro, no sol escaldante de verão, construindo sua toca e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
A cigarra pensou:
- Que idiota!
E passou o verão dando gargalhadas, cantando e dançando como nunca.
Ao chegar o inverno, a cigarra, tremendo de frio, armou uma barraca de lona na entrada da toca da formiga, convocou toda a imprensa para uma entrevista e exigiu explicações!
- Por que é permitido à formiga ter uma toca aquecida e boa alimentação, enquanto as cigarras estão expostas ao frio e morrem de fome?
Todos da imprensa compareceram à entrevista: SBT, Band, Zero Hora, Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Estadão, Rede Globo, CBN etc. Tiraram muitas fotos da cigarra trêmula de frio e com sinais de desnutrição! As imagens dramáticas na televisão mostraram uma cigarra em deplorável condição, sentada num banquinho, debaixo de uma barraca de plástico preto... E, mais adiante, mostraram a formiga, em sua toca confortável, com uma mesa farta e variada! O canalha do Datena apresentou um quadro de 15 minutos, mostrando a cigarra cambaleante!
O povo brasileiro fica perplexo e chocado com o contraste!
A BBC de Londres manda ao Brasil uma equipe para fazer uma reportagem especial a ser distribuída em rede para toda a Europa! A CBS, nos EUA, interrompe uma entrevista coletiva sobre as ações no Iraque, antes da entrega do Oscar, para mostrar como anda a cidadania das cigarras brasileiras... A notícia recebe o apoio imediato do PT, com a ressalva de que os recursos devem ser dirigidos ao programa Fome Zero, do Governo Lula... E cogita-se uma Emenda Constitucional para que se aumente os impostos para as formigas e ainda obriga as comunidades a promoverem a integração social das cigarras.
A formiga, multada por supostamente não entregar sua quota de folhas verdes ao Ministério das Folhas e não tendo como pagar todos os impostos e contribuições que foram apurados retroativamente, pede falência!
A Câmara Federal instala uma comissão de inquérito para investigar a falência fraudulenta de inúmeras formigas abastadas.
O Ministério das Folhas nomeia uma comissão de auditores fiscais, suspeitando que as formigas tenham desviado recursos do FF5 (Folhas Frescas nº 5, do Banco Central), lavando folhas!
A cigarra decide invadir a toca da formiga e lá acampa!
A formiga pede ajuda à polícia, mas essa informa que não dispõe de efetivo para atender ocorrências dessa natureza, e, que, também por orientação do Secretário de Segurança, deseja evitar confronto com os "Sem Tocas", não podendo atuar.
A formiga entra na justiça para obter a reintegração da toca, mas o pedido é negado! O juiz, invocando um novo ramo do direito, "o econômico", sentencia que a formiga não provou a produtividade da Toca!
O Ministério da Reforma Agrária desapropria a Toca da Formiga, por não cumprir sua função social, e a entrega à friorenta e desnutrida cigarra...
O Ministério da Justiça, examinando exemplares do jornal Última Hora, descobre que a cigarra fora presa no passado, por promover greves, assaltos e sequestros ("crimes políticos")... Assim, inclui a cigarra no grupo dos perseguidos políticos com direito a indenização federal e pensão vitalícia!
Agora, quando começa novamente o verão, as formigas trabalham e as cigarras cantam e dançam...
MORAL DA HISTÓRIA?
Você decide!
***
COLABORAÇÃO: Paula Costa
3 de ago. de 2010
os pastores das igrejas assembleias de Deus e as eleições de outubro 2010, por joão cruzoé
No dia 03 de outubro de 2010, serão realizadas eleições para todos os cargos políticos eletivos desta nação, exceto para prefeitos e vereadores. As principais matérias de cunho anticristão, tais como aborto, casamento gay, projeto de lei da homofobia, projeto de direitos autorais da internet e outras, estão estrategicamente escondidas nas gavetas do Congresso esperando o término dessas eleições para voltarem com toda força. No momento, os crentes, que sempre foram considerados o atraso da sociedade brasileira pela grande maioria dos políticos, estão sendo paparicados e adulados.
Creio que isso não é novidade para nenhum dos leitores.
Como também não é novidade a certeza de que muitos políticos descrentes têm de que é muito fácil comprar o voto dos evangélicos a partir de propostas indecentes para seus pastores. Eles sabem que a fé e a moral desses pastores são bem relativas -- com as raras e abençoadas exceções de sempre.
Pois bem, assim que os próximos deputados federais e senadores tomarem posse, em 2011, todos os assuntos antibíblicos engavetados e camuflados voltarão à pauta. E os crentes voltarão a ter o cheiro ruim de fundamentalismo e atraso que eles sempre disseram, depois de eleitos.
Se esses projetos contrários à Bíblia se converterem em Lei -- como já aconteceu na Argentina, no Chile e na Suécia, berço dos missionários que fundaram e organizaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil -- eu tenho algo muito grave a dizer. Se essas leis vieram a prejudicar a sociedade brasileira, é por culpa principalmente dos pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Por que?
Porque seus templos recebem a visita de todos os candidatos com pretensão ao Congresso Nacional. Os homens que decidirão o destino das leis. Esses pastores sabem exatamente o que deve e o que não deve ser feito com os votos dos membros das suas Igrejas. E digo mais: que é muito difícil um aspirante ao Congresso Nacional, hoje, conquistar seu cargo sem votos de evangélicos.
Se, na próxima legislatura, as crianças e adolescentes de nossas Igrejas voltarem para casa com uma cartilha de homoafetividade na mão, impressa com autorização do MEC, como está acontecendo no Chile; se, no dia de amanhã, pastores forem obrigados a mudar a liturgia ministerial em suas Igrejas para se adequar à lei de homofobia, como aconteceu na Suécia; se, no dia de amanhã, quebraram as portas de templos evangélicos para celebrar casamentos e outros eventos para gays e lésbicas, eu vou culpar e responsabilizar principalmente os pastores da "minha" Igreja -- a Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Vou culpar por não conscientizarem seus membros, porque eu não me atreveria a pensar que os culparia por negociar os votos potenciais de suas Igrejas em favor de ímpios por dinheiro ou vantagens inescrupulosas. Ou por empregos para parentes, terrenos para templos ou cinco milheiros de blocos.
Senhores pastores, o voto evangélico representa, no mínimo, 25% dos eleitores desta nação. Não costumamos votar com base em vida religiosa dos candidatos, mas por sua potencial competência. Mas, de agora em diante, os candidatos comprometidos com causas inimigas da Igreja, ainda que vierem vestidos de branco e trazendo auréola de santos, não merecem o nosso voto. Não devem receber um voto que seja de um cristão que tenha temor de Deus.
E, por falar em temor de Deus, antes de votar em outubro pergunte para seu travesseiro: o deputado federal e os dois senadores em que estiver pensando em votar vão respeitar os interesses cristãos diante de um projeto que venha a prejudicar a Igreja? Se tiver dúvidas, não vote neles.
E, se seu pastor estiver fazendo campanha ostensiva ou disfarçada na Igreja em favor de candidatos que só aparecem na Igreja no período eleitoral, reúna alguns irmãos e peçam explicações a ele. Não seja omisso, pois no dia em que seu filho ou neto voltar para casa com uma cartilha gay ou sua Igreja for obrigada a realizar casamentos gays, ou for proibido ler a Bíblia inteira no púlpito, a culpa vai ser do seu pastor e também sua, porque não fez nada, a não ser criticar.
Isto é muito duro, mas é melhor dizer agora -- antes das eleições.
***
Texto de João Cruzué, autor do Blog Olhar Cristão: http://olharcristao.blogspot.com/
Gravura: "O Beijo" - desconheço o autor.
Revisão: Maya
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8 de mai. de 2010
Evangelicofobia, por Marcos Bontempo
“Evangelicofobia”: um preconceito científico
Querem nos jogar aos leões. Manifestações, digamos, religiosas, seja no boteco da esquina, nas universidades ou nos campos de futebol, quando não achincalhadas, são reprimidas e até punidas pelos “donos da bola”. Símbolos cristãos são abolidos e qualquer virtude que pareça religiosa é escondida. A mídia, como é de praxe, acende uma vela para cada santo — ou demônio, não importa. Num dia descobre o crescimento dos evangélicos; no outro, anuncia o enterro da religião.
Evangelicofobia é o “novo” nome na praça. Parafraseando Luis Felipe Pondé, eu diria que o único preconceito considerado "científico" entre os inteligentes e descolados é o preconceito contra a religião. Nos últimos dias, em nome da causa — combate à homofobia —, tudo é permitido: discriminação, preconceito e até perseguição.
Marcos Bontempo
***
FONTE: Boletim Ultimato online, que recebi por e-mail.
***
Leia também:
Fundamentalistas hindus da VHP - Vishaw Hind Parishat destroem Igrejas cristãs, prontos-socorros, orfanatos, matam pastores, queimam pessoas vivas e expulsam 50.000 cristãos de suas vilas e casas no distrito de Kandhamal, Estado de Orissa, na Índia.
Grupo de gays ataca física e sexualmente um grupo de cristãos que estava orando no Distrito de Castro, na cidade de San Francisco.
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11 de abr. de 2010
Acompanhe a discussão...
Caros leitores,
Vocês conheciam o blog "O cristão revoltado", do Isaías Medeiros? Influenciado por alguns cristãos de "blogs apologéticos", Isaías resolveu fechar o blog, também abdicando de seu antigo perfil, para criar outro, no qual se declara homossexual.
Entre um blog e outro, há muitas coisas a serem ditas. O antigo perfil de Isaías, no blog "O cristão revoltado", que ele deletou da web, era esse: "[C. R.] O Cristão Revoltado! Um cristão fundamentalista, um conservador de direita e, necessariamente, um anti-comunista. Inimigo da Teologia da Libertação, da Prosperidade e dos teólogos liberais e hereges (uma redundância). Portanto, aqui você verá abordagens da religião, da política e da sociedade do ponto de vista de um cristão fundamentalista, de direita e politicamente incorreto". Veja aqui: http://ocristaorevoltad.dihitt.com.br/noticia/perita-norte-americana-revela-homossexualidade-nao-e-normal-nem-benigna
No seu novo blog, "Um pouco além do óbvio", Isaías assina "Isa Medeiros", decalara-se homossexual, milita a favor da causa gay, chama o travesti de "mulher ideal", conta como se deu sua "conversão" à causa e à prática homossexual e chama de hipócritas (como seu mestre, Danilo Fernandes) os cristãos "religiosos", afirmando que Jesus jamais condenou os gays e que, ao contrário do que se pensa, teria tido um caso homossexual com João, "o apóstolo que Jesus amava". Logo que Isaías deixou de ser contra os liberais, Danilo Fernandes saudou-o com uma carta aberta, cheia de elogios à sua nova postura... O início da carta: "Irmão Isaias Medeiros, Minha admiração por você é grande, pela grandeza de seu caráter que fica evidente no exercício de humildade, um dos maiores frutos do Espirito e, prova inconteste, de uma vida separada ao serviço do Senhor. Como lhe disse antes, já era seu admirador em Cristo e, agora, já o..." O final da carta? Não sei, pois Danilo logo tratou de apagá-la de seu blog, assim que concluiu ser a onda liberalizante de Isaías liberal demais para sua teologia liberal: http://www.dihitt.com.br/noticia/carta-aberta-ao-isaias-aquele-que-um-dia-foi-o-cristao-revoltado-da-blogosfera-1 Enfim, Danilo renunciou à carta laudatória, e em seu lugar postou trechos da carta de Paulo aos Romanos e aos Gálatas http://www.genizahvirtual.com/2009/12/carta-aberta-ao-isaias-aquele-que-um.html
Há pouco tempo, li uma das postagens de Isaías e iniciei um debate acerca do tema proposto, mediante comentários que enviei ao seu blog. O debate está aberto, hoje mesmo foi postado mais um comentário meu acerca do texto de Isaías.
Se você quer ler, acompanhar o debate e entrar na discussão, clique aqui: http://tiny.cc/kp9wg
Em Cristo,
Maya
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26 de jan. de 2010
o mover de Deus? por david wilkerson
Vale a pena ver este vídeo, são nove minutos e 50 segundos de uma profunda reflexão do pastor David Wilkerson, fundador do Desafio Jovem, em New York, acerca do que se tem feito hoje nas igrejas, em todo o mundo. Veja tudo, pense sobre isso, rejeite o que o diabo tem feito dentro das igrejas.
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25 de jan. de 2010
e o litro custa R$ 13.636,00
Amigos, recebi estas informações por e-mail, da Paula Felix Costa. Fiquei pasma. Tinha que postar isso. Leiam.
“QUEM NÃO TEM OLHOS PARA VER, TEM QUE TÊ-LOS PARA CHORAR”
“Nariz Romano” – Chefe Sioux - 1875
Prezados Amigos,
Outro dia, entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem (saquinho) do produto, contendo 3 g, ao preço de R$ 1,99. Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3 g a 10 g. Cheguei em casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando R$ 663,33 pelo kg do produto. Será que uma especiaria vale tudo isso ? Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as indústrias se utilizam "espertamente" desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos. Acho que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei (mais uma?) a estamparem em locais visíveis, os valores em kg, em metro, em litro e etc. de todas e quaisquer mercadorias com embalagens inferiores aos seus padrões de referências. Entendo que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos. VEJAM O ABSURDO: Você sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro ? Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! VOCÊ JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO? Veja o que estão fazendo conosco. Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais. Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras. Aí, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos. VEJA ESTE EXEMPLO:
Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas, por aproximadamente R$170,00. A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00. Daí, você vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$ 80,00, e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica. Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser "tecnologia de ponta". Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço). Um cartucho HP, com míseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro. Só para comparação, a Espumante Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29. Só acrescentando: as impressoras HP 1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta!
A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$75,00.Fazendo as contas: R$ 75,00 / 5.5ml = R$ 13,63 o ml. > R$ 13,63 x 1000ml = R$ 13.636,00
Veja só: R$ 13.636,00 , por um litro de tinta colorida. Com este valor, podemos comprar, aproximadamente:
- 300 gr de OURO;
- 3 TVs de Plasma de 42';
- 1 UNO Mille 2003;
- 45 impressoras que utilizam este cartucho;
- 4 notebooks;
- 8 Micros Intel com 256 MB. Ou seja, um assalto !
Está indignado? Então divulgue estas informações!
16 de dez. de 2009
domingo, portas abertas na metodista de icaraí, em niterói
DIA 20/12/2009, DOMINGO, 9h, A MISSÃO PORTAS ABERTAS ESTARÁ NA IGREJA METODISTA DE ICARAÍ APRESENTANDO SEU TRABALHO E A LUTA DOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS COM SEU REPRESENTANTE, O MISSIONÁRIO ROGÉRIO LUIZ.
SE VOCÊ VIVE EM NITERÓI OU NO RIO, VENHA TAMBÉM OUVIR E COMPARTILHAR DOS SOFRIMENTOS DE NOSSOS IRMÃOS QUE VIVEMEM PAÍSES SEM LIBERDADE. PREDICAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE VÍDEOS. TRAGA SEUS AMIGOS, NÃO PERCA.
MISSÃO PORTAS ABERTAS
SERVINDO CRISTÃOS PERSEGUIDOS
http://www.portasabertas.org.br/
IGREJA METODISTA DE ICARAÍ
RUA MARIZ E BARROS, 163
ICARAÍ - NITERÓI - RJ
21 - 26121143
28 de nov. de 2009
2009... o ano em que vimos lula, sarney, collor e renan juntos, pela corrupção e contra o povo
Vídeo produzido por Thiago Dnardo, que fez a gentileza de me enviar (obrigada, Dnardo!).
Como o ano está acabando, não poderia deixar de postá-lo aqui: é uma retrospectiva do que Lula, Sarney e seus aliados fizeram com o povo e o país.
Como o ano está acabando, não poderia deixar de postá-lo aqui: é uma retrospectiva do que Lula, Sarney e seus aliados fizeram com o povo e o país.
Para você, que acha que ficar calado e não fazer nada é obedecer a Deus, deixo o verso 4 do Salmo 40:
"Bem aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e que NÃO RESPEITA OS SOBERBOS NEM OS QUE SE DESVIAM PARA A MENTIRA."
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18 de nov. de 2009
vote hoje
VOTE HOJE!
A ENQUETE DA AGÊNCIA SENADO, APÓS DOIS "BLACKOUTS" (ESTÃO FICANDO CRAQUES NISSO, HEIN?), RESOLVEU REINSTITUIR A ENQUETE SOBRE A APROVAÇÃO DO PL 122, A LEI DA MORDAÇA GAY.

SE VOCÊ AINDA NÃO VOTOU, VOTE NÃO À LEI QUE CENSURA TODA OPINIÃO CONTRÁRIA AO COMPORTAMENTO HOMOSSEXUAL:
http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0
por que são apoiados os gays? por olavo de carvalho
Como não cabe ao analista político dizer às pessoas o que devem ou não devem fazer nas suas vidas privadas, nunca escrevi uma linha a favor ou contra as práticas homossexuais ou qualquer outra conduta erótica existente ou por inventar. Escrevi, sim, contra o movimento gay como fórmula ideológica e projeto de poder. Isso bastou para que eu fosse rotulado de “homofóbico” vezes sem conta. Conclusão: se estivesse em vigor a lei maldita que o nosso Parlamento quer aprovar, eu iria para a cadeia por conta de opiniões políticas.
Na verdade a lista de atitudes humanas puníveis como “homofóbicas” é bem variada. Ela abrange:
1. Citações da Bíblia ou de livros sagrados de qualquer religião que façam objeções morais ao homossexualismo.
2. Opiniões médicas, psiquiátricas e psicoterapêuticas que ponham em dúvida, de maneira mais ou menos explícita, a sanidade da conduta homossexual. Isso inclui obras clássicas de Freud, Adler, Szondi, Frankl e Jung, entre outros.
3. Manifestações pessoais de repulsa física ante o homossexualismo, emoção tão espontânea e irreprimível quanto o próprio desejo homossexual. (Inversa e complementarmente, a repulsa do homossexual pela sexualidade hetero, ou até por variantes homossexuais que não coincidam com a sua, como por exemplo a repulsa dos gays machões pelos travestis e transexuais, não apenas será considerada lícita mas estará sob a proteção da lei, condenando-se como “homofóbica” toda objeção que se lhe apresente ou, mais ainda, toda tentativa de reprimi-la. Ou seja: o direito à repulsa sexual será monopólio exclusivo da comunidade gay.)
4. Expressões verbais populares, de uso espontâneo e irreprimível, consideradas depreciativas e anti-homossexuais.
5. Piadas e gracejos que mostrem a conduta homossexual sob um ângulo risível.
6. Opiniões políticas contrárias aos interesses do movimento gay, que já são e serão cada vez mais necessariamente interpretadas como adversas aos direitos da comunidade homossexual.
7. Análises sociológicas, históricas ou estatísticas que ponham em evidência qualquer conduta negativa da comunidade gay. Essas análises já estão praticamente excluídas do universo cultural decente. A lei vai proibi-las por completo.
8. Qualquer resistência que um pai ou mãe de família oponha à doutrinação homossexual de seus filhos nas escolas ou à participação deles em grupos e entidades homossexuais.
9. Qualquer tentativa de impedir ou reprimir, por atos ou palavras, as expressões públicas de erotismo gay, discretas ou ostensivas, moderadas ou extremas, mesmo diante de crianças ou em lugares consagrados ao culto religioso.
10. Qualquer observação casual, feita no escritório, na rua ou mesmo em casa (se houver testemunhas) que possa ser considerada desairosa aos homossexuais ou ao movimento gay. Isso inclui a simples expressão de satisfação que um cidadão possa ter por ser heterossexual.
A lei, enfim, criminaliza e pune com pena de prisão inumeráveis condutas consideradas normais, legítimas, aceitáveis e até meritórias pela quase totalidade da população brasileira. E não pensem que ficará no papel. Neste momento já estão sendo organizados grupos de olheiros – espalhados primeiro nas escolas, depois em toda parte – para vigiar, delatar e punir os dez tipos de conduta acima assinalados.
As conseqüências mais que previsíveis da aprovação dessa lei são tão portentosas e ilimitadas que a maioria dos cidadãos tem dificuldade de concebê-las, limitando-se a apreender por alto suas aparências mais superficiais e patentes, se não a tratar o assunto com leviana indiferença. Mas essas conseqüências podem ser resumidas da seguinte maneira: Com um só golpe de caneta, um grupo militante organizadíssimo, fartamente subsidiado do Exterior, associado aos partidos de esquerda e agindo em consonância com a estratégia geral que os orienta, terá conquistado uma quantidade de poder policial discricionário tão vasta e ameaçadora quanto se poderia obter mediante um golpe de Estado ou uma revolução. Dotado do aparato jurídico necessário para aterrorizar toda oposição, reduzi-la a um silêncio humilhante, marginalizá-la e torná-la socialmente inoperante, esse grupo terá se tornado, nas mãos da aliança esquerdista que nos governa, mais um poderoso instrumento de controle social e político somando-se à polícia fiscal, à ocupação do território pelos “movimentos sociais”, ao domínio hegemônico sobre as instituições de cultura e ensino, às campanhas policiais soi disant moralizantes que só atingem sempre os desafetos da esquerda ou bandos criminosos menores, politicamente inócuos, jamais os agentes das Farc, os verdadeiros grão-senhores do crime no continente, cada vez mais ostensivamente protegidos pelo establishment petista.
Na verdade, o movimento gay não precisou esperar pela aprovação da lei para fazer sentir o peso das suas ambições policialescas sobre os que ousaram contestar sua pretensa autoridade. O assédio judicial a D. Eugênio de Araújo Sales (v.http://www.olavodecarvalho.org/semana/040724globo.htm), os esforços de gayzistas e simpatizantes para destruir a carreira, a família e até a alma do escritor Júlio Severo, a repetição do mesmo procedimento contra o pastor catarinense Ademir Kreuzfeld (v.http://www.juliosevero.blogspot.com/ ), mostram que não faltam armas à elite gay para perseguir, amedrontar e marginalizar seus adversários, quanto mais para defender-se dos perigos imaginários que a ameaçam. A nova lei é material bélico excedente, só utilizável em eventuais demonstrações de força perfeitamente supérfluas.
Que tão avassaladora ascensão do autoritarismo seja necessária para proteger os pobrezinhos homossexuais contra piadas, gracejos e citações da Bíblia é um argumento tão risível que somente um idiota completo ou um mentiroso desavergonhado poderia fazer uso dele num debate sério.
Pior ainda é a alegação de violência contra os homossexuais. Já expliquei o que o simples uso do termo “homofóbico” contra os adversários do movimento gay tem de maquiavélico, de perverso, de criminoso (http://www.olavodecarvalho.org/semana/070523dce.html). Mas ao delito semântico acrescenta-se ainda a perversão aritmética. Entre os cinqüenta mil brasileiros assassinados anualmente, o movimento gay não tem conseguido apontar mais de dez ou doze indivíduos que o teriam sido – se é que o foram – por motivos “homofóbicos”. Pretender que a fúria anti-homossexual seja um fato social alarmante e epidêmico, necessitado de legislação especial e drástica, é nada mais que uma farsa cínica, um estelionato parlamentar que, houvesse na política brasileira um pingo de racionalidade e decência, custaria a seus autores a perda do mandato por falta de decoro, por uso indevido do Congresso como instrumento para servir a ambições grupais injustificáveis.
Muito maior que o número de vítimas fatais da “homofobia” é o de homossexuais assassinos, um fato óbvio que a mídia esconde sistematicamente, reforçando o engodo legislativo com a fraude jornalística. E digo que é óbvio por um motivo ainda mais óbvio. Não sendo racionalmente aceitável que a porcentagem de homossexuais seja muito diferente entre os criminosos e a população honesta, a alegação usual do movimento gay de que esta última quota é de cinco a dez por cento nos levaria necessariamente a alguns milhares de homossexuais assassinos, sem contar os homossexuais ladrões, os homossexuais traficantes e, evidentemente, os homossexuais chantagistas parlamentares.
Mas nem esse cálculo seria preciso para desmascarar a fachada protetiva com que a lei se apresenta. Um dos traços mais salientes do movimento gay é seu esforço de combater a discriminação onde ela não existe e de ignorá-la por completo onde existe. No Irã o homossexualismo é punido com a pena de morte. Vocês já viram a liderança gay organizar um protesto internacional contra isso? Ao contrário, ela se alia às demais forças de esquerda para defender a ditadura dos aiatolás contra o “imperialismo ianque”. Em Cuba os homossexuais e travestis são considerados casos de polícia, e quando pegam Aids são isolados para sempre da sociedade. A elite gayzista não apenas se abstém de protestar contra esse tratamento desumano, mas também não quer que ninguém proteste. Recentemente, um documentário sobre a condição humilhante dos homossexuais em Cuba foi excluído de um festival em Nova York – por exigência da militância gay .
Em compensação, nos EUA e na Europa ocidental, onde os gays têm um lugar privilegiado na sociedade e a prática do homossexualismo é uma tradição elegante entre o beautiful people pelo menos desde a década de 20 do século passado, o clamor por legislações que criminalizem toda crítica à conduta homossexual vem num tom de quem advogasse medidas de emergência para salvar a comunidade gay de um genocídio iminente.
No Brasil -- uma das sociedades mais permissivas do planeta, onde homossexuais declarados ocupam cadeiras no Parlamento sob aplausos gerais, onde as vovós assistem a shows de travestis na TV junto com seus netinhos e onde um espetáculo público de carícias lésbicas entre a esposa de um governador e a de um ministro não suscita o menor escândalo na mídia --, a gritaria “anti-homofóbica” dá a impressão de que os homossexuais estão sendo abatidos a tiros, nas ruas, por um exército de talibãs cristãos.
Ao longo das últimas décadas, à medida que toda resistência moralista à conduta homossexual cedia lugar à compreensão generosa e à aceitação incondicional, as reivindicações do movimento gay no Ocidente vieram num crescendo, exigindo primeiro a equiparação moral de suas práticas com o casamento heterossexual, depois o ensino do homossexualismo nas escolas infantis, por fim as penas da lei para padres, pastores e rabinos que citem os versículos da Bíblia contrários ao homossexualismo.
O contraste entre discurso e realidade é patente: o movimento gay cresce em arrogância, virulência e pretensões ditatoriais à medida que a sociedade se torna mais tolerante, simpática e subserviente às exigências da comunidade homossexual. Quem diria que a inversão sexual, com tanta freqüência, viesse junto com a inversão mental?
Basta observar esse fenômeno para perceber imediatamente que a alegação característica do discurso gay , de proteger uma comunidade oprimida, é apenas uma camuflagem, um véu ideológico estendido por cima de objetivos bem diferentes, incomparavelmente mais ambiciosos.
Uma pista para a compreensão efetiva do fenômeno são os grupos de intelectuais, políticos e artistas homossexuais, tremendamente poderosos e influentes, que marcaram a história política e cultural do século XX com o culto da supremacia gay . Três deles são particularmente importantes: o círculo de Stefan George na Alemanha, o de André Gide na França e, na Inglaterra, a confraria dos “Apóstolos” de Cambridge. Em cada um dos três casos, a militância pública – sempre do lado errado, nazista ou comunista – encobria uma dimensão mais profunda e mais sinistra, de seita gnóstica empenhada em subjugar a humanidade comum a uma elite homossexual imbuída de um senso de superioridade quase divina.
Voltarei ao assunto quando possível. Por enquanto, basta dizer o seguinte: o atual movimento gay é a materialização possante e assustadora de um projeto de revolução civilizacional que, a pretexto de proteger oprimidos, não hesita em entregá-los às feras quando isso convém à sua grande estratégia. Que esse projeto seja apenas um desenvolvimento específico dentro do quadro maior do movimento revolucionário mundial é algo tão óbvio que não necessita ser enfatizado. Mas, por absoluta incompreensão desse ponto, os adversários do movimento gay, quase sem exceção, têm cometido dois erros monstruosos.
Primeiro: Combatem, junto com o movimento, a homossexualidade em si. Politicamente , isso é loucura. O movimento gay existe há algumas décadas e só em alguns lugares do planeta; o homossexualismo existe por toda parte desde que o mundo é mundo. O primeiro pode ser derrotado; o segundo não pode ser eliminado. Condicionar a vitória sobre o movimento gay à erradicação do homossexualismo é adiar essa vitória para o Juízo Final.
Segundo: Procurando atenuar a má impressão de autoritarismo dogmático que essa atitude inevitavelmente suscita, apressam-se a declarar que respeitam os direitos dos gays e que desejam apenas preservar, lado a lado com eles, os direitos da consciência religiosa. Com isso, igualam o inigualável, negociam o inegociável, nivelam a liberdade de consciência a uma “opção sexual”, à preferência por determinado tipo de prazer erótico. Será preciso lembrar a esses cavalheiros que, privado de satisfação erótica, o ser humano sofre alguma incomodidade, mas, desprovido da liberdade de consciência, perde o último resquício de dignidade, o sentido da vida e a razão de existir?
Em suma: são intransigentes onde deveriam ceder, cedem onde deveriam ser intransigentes, inflexíveis e até intolerantes. Não há nada de mais em aceitar o homossexualismo como uma realidade social que não pode ser erradicada e que, se deve ser combatida, é com todos os cuidados necessários para não ferir e humilhar pessoas. Em contrapartida, tratar como igualmente nobres e respeitáveis o mais elevado princípio da moralidade e o simples direito legal de fazer determinadas coisas na cama é uma inversão hedionda da hierarquia lógica e moral, é uma desobediência acintosa ao Primeiro Mandamento, cuja implicação mais óbvia é o dever incondicional de colocar as primeiras coisas primeiro. Se os adversários do movimento gay querem a proteção de Deus na sua luta, deveriam começar por não ofendê-Lo dessa maneira.
Da minha parte, afirmo que defenderia por todos os meios ao meu alcance o direito que os homossexuais têm de que sua preferência sexual não lhes custe humilhações ou constrangimentos. Mas, tão logo uma dessas criaturas pretendesse igualar ou sobrepor esse direito à liberdade de consciência, da qual ele próprio não é senão uma decorrência lógica aliás bem remota e secundária, eu lhe responderia, na mais polida das hipóteses, com as seguintes palavras:
-- Cale a boca, burro. Não me peça para respeitar um direito que você mesmo, embora talvez sem se dar conta, está pisoteando com quatro patas.
***
Publicado originalmente no jornal Diário do Comércio, em 04/06/2007.
FONTE: http://www.somosportugueses.com/
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17 de nov. de 2009
turma da mônica lança personagem gay
Caio. Esse é o nome do primeiro personagem aparentemente gay das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, criado por Maurício de Souza. Ele é apresentado na edição número 6 da revista "Tina", da editora Panini, como o melhor amigo da jovem e assume estar comprometido com outro rapaz, causando uma certa estranheza nos demais personagens.
Segundo a Folha Online, a assessoria de imprensa da Maurício de Souza Produções ressaltou que essa é primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras". Tanto que na edição há também um discurso de Tina contra preconceito em geral.
Questionado por internautas através do Twitter, o cartunista respondeu "leia a revista Tina e interprete. Depende de sua leitura, da sua forma de se situar na nossa realidade social". A assessoria também não descartou a hipótese de Caio ser bissexual, o que só poderá ser confirmado no futuro, na continuidade das histórias em quadrinhos.
MAIS:
A 6ª edição da revista "Tina", da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser "comprometido", indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens.
A personagem Tina, originalmente hippie, nos anos de 1960, agora tem um amigo gay, em história da edição número seis de sua revista.
A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras".
No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.
O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.
Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.
E MAIS:
A revista “Tina”, número 6 (editora Panini), trás uma surpresa para os fãs de Mauricio de Sousa. O primeiro personagem gay da grande leva de criações dos estúdios do artista.
Na história de capa, “O Triângulo da Confusão”, somos apresentados a Caio, um rapaz sem trejeitos ou clichês de um homossexual, mas que assume no final da história ter um “compromisso” com outro rapaz, que por sinal é amigo de Zecão (namorado de Pipa, melhor amiga da Tina).
A história ainda conta com um discurso da Tina contra preconceito (não exatamente com a sexualidade das pessoas, mas de modo geral) e a apresentação de que Caio é o melhor amigo da moça, “como se fosse um irmão”, indicando um possível retorno do personagem.
MAIS AINDA:
A diversidade sexual chegou aos quadrinhos da Turma da Mônica. A 6ª edição da revista "Tina", já nas bancas, mostra ao público o primeiro personagem gay criado pela equipe de Maurício de Souza. Na história, Caio é o melhor amigo de Tina e deixa outros personagens surpresos quando se diz comprometido, apontando um outro rapaz. Tina, criada nos anos 60 e que hoje estuda jornalismo, aproveita e faz um dircurso contra o preconceito. Caio, aos poucos, vai ganhar mais espaço nas histórias.
Em outras publicações Maurício de Souza já deu outros passos para acabar com o preconceito. Já foram criados personagens deficientes visuais e cadeirantes.
***
Quer dar a sua opinião? Mande mensagem para o Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, no Twitter: @mauriciodesousa
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FONTES:
http://cefascarvalhojornalista.blogspot.com/
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