Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)
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8 de jan. de 2014
a crítica selvagem e a selvageria acrítica
1 de ago. de 2011
Tentação totalitária, por Luis Felipe Pondé
Às vezes, me emociono e choro diante de minhas boas intenções e me pergunto: como pode existir o mal no mundo? Fossem todos iguais a mim, o mundo seria tão bom... (risadas).
Totalitários são aqueles skinheads que batem em negros, nordestinos e gays.
Mas a verdade é que ser totalitário é mais complexo do que ser uma caricatura ridícula de nazista na periferia de São Paulo.
A essência do totalitarismo não é apenas governos fortes no estilo do fascismo e comunismo clássicos do século 20.
Chama minha atenção um dado essencial do totalitarismo, quase sempre esquecido, e que também era presente nos totalitarismos do século 20.
Você, amante profundo do bem, sabe qual é? Calma, chegaremos lá.
Você se lembra de um filme chamado "Um Homem Bom", com Viggo Mortensen, no qual ele é um cara legal, um professor universitário não simpatizante do nazismo (o filme se passa na Alemanha nazista), e que acaba sendo "usado" pelo partido?
Pois bem. Neste filme, há uma cena maravilhosa, entre outras. Uma cena num parque lindo, verde, cheio de árvores (a propósito, os nazistas eram sabidamente amantes da natureza e dos animais), famílias brincando, casais se amando, cachorros correndo, até parece o Ibirapuera de domingo.
Aliás, este é um dos melhores filmes sobre como o nazismo se implantou em sua casa, às vezes, sem você perceber e, às vezes, até achando legal porque graças a ele (o partido) você arrumaria um melhor emprego e mais estabilidade na vida.
Fosse hoje em dia, quem sabe, um desses consultores por aí diria, "para ter uma melhor qualidade de vida".
E aí, a jovem esposa do professor legal (ele acabara de trocar sua esposa de 40 anos por uma de 25 - é, eu sei, banal como a morte) o puxa pelo braço querendo levá-lo para o comício do partido que ia rolar naquele domingão no parque onde as famílias iam em busca de uma melhor qualidade de vida.
Mas ele não tem nenhuma vontade de ir para o comício porque sente um certo "mal-estar" com aquilo tudo. Mas ela, bonita, gostosa, loira, jovem e apaixonada (não se iluda, um par de pernas e uma boca vermelha são mais fortes do que qualquer "visão política de mundo"), diz: "Meu amor, tanta gente junta querendo o bem não pode ser tão mau assim".
É, meu caro amante do bem, esta frase é uma das melhores definições do processo, às vezes invisível, que leva uma pessoa a ser totalitária sem saber: "Quero apenas o bem de todos".
Aí está a característica do totalitarismo que sempre nos escapa, porque ficamos presos nas caricaturas dos skinheads: aquelas pessoas, sim, se emocionavam e choravam diante de tanta boa vontade, diante de tanta emoção coletiva e determinação para o bem.
Esquecemos que naqueles comícios, as pessoas estavam ali "para o bem".
Se você tem absoluta certeza que "você é do bem", cuidado, um dia você pode chorar num comício achando que aquilo tudo é lindo e em nome de um futuro melhor.
E se essa certeza vier acompanhada de alguma "verdade cientifica" (como foi comum nos totalitarismos históricos) associada a educadores que querem "fazer seres humanos melhores" (como foi comum nos totalitarismos históricos) e, finalmente, se tiver a ambição política, aí, então, já era.
Toda vez que alguém quiser fazer um ser humano melhor, associando ciência (o ideal da verdade), educação (o ideal de homem) e política (o ideal de mundo), estamos diante da essência do totalitarismo.
O que move uma personalidade totalitária é a certeza de que ela está fazendo o "bem para todos", não é a vontade de destruir grupos diferentes do dela.
Primeiro vem a certeza de si mesmo como agente do "bem total", depois você vira autoritário em nome desse bem total.
O melhor antídoto para a tentação do totalitarismo não é a certeza de um "outro bem", mas a dúvida acerca do que é o bem, aquilo que desde Aristóteles chamamos de prudência, a maior de todas as virtudes políticas.
Não confio em ninguém que queira criar um homem melhor.
***
Luiz Felipe Pondé, especial para a Folha.
6 de dez. de 2010
luiz felipe pondé
26 de mar. de 2010
como lidar com dúvidas sobre o cristianismo?
18 de nov. de 2009
por que são apoiados os gays? por olavo de carvalho
olavo de carvalho explica a militância esquerdista gay
26 de jan. de 2009
semiótica tensiva
Este (curto) vídeo traz o Prof. Luiz Tatit (professor e compositor de mão cheia), da USP, falando sobre a Semiótica Tensiva e a relação Semiótica-Linguística. Ele faz uma crítica leve aos greimasianos empedernidos e aponta a Semiótica Tensiva de Eric Landowski e Claude Zilberberg (entre muitos outros) como um caminho que volta a Saussure. E toca num ponto deveras dolorido para linguistas e semioticistas: muitos semioticistas não são linguistas, o que talvez faça Saussure se revirar no túmulo.
Para ver e ouvir os vídeos, vá primeiro à caixa Maya_musique e clique em "pause". Depois venha aqui e clique em "play". A primeira passagem nunca é boa, experimente ver a segunda.
Este segundo vídeo traz uma entrevista com o Prof. Claude Zilberberg. A entrevista continua em mais seis vídeos postados no Youtube, cujos links seguem abaixo. Neste primeiro vídeo o Prof. Zilberberg, que esteve no Brasil no ano passado, para conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro, fala de uma de suas grandes paixões, a obra do escritor francês Paul Valéry. O entrevistado fala da lógica explicativa de Valéry, entremeando-a com termos da teoria semiótica, da escrita perfeita de Valéry e coteja prosa e poesia, afirmando que na língua francesa a primeira lhe parece superior. Claude Zilberberg também fala da proximidade do pensamento de Paul Valéry com a Semiótica, especialmente com as categorias da Semiótica Tensiva. Vale a pena assistir.
Continuação:
parte 2: http://br.youtube.com/watch?v=k09xie3j9Lw&feature=related
parte 3: http://br.youtube.com/watch?v=rURdJ263IvQ&feature=related
parte 4: http://br.youtube.com/watch?v=LRot2RXvoYo&feature=related
parte 5: http://br.youtube.com/watch?v=DZg5rAF5EyY&feature=related
parte 6: http://br.youtube.com/watch?v=Idmr5aLDSCk&feature=related
O professor Zilberberg também tem um site dedicado à Semiótica Tensiva: http://www.claudezilberberg.net/
Informe-se!
:)
9 de ago. de 2008
Roland Barthes [2]

Parece que na França o orçamento anual da "bruxaria" é de aproximadamente 300 bilhões de francos *. Vale a pena dar uma olhada na semana astrológica de um semanário como, por exemplo, o Elle. Ao contrário do que se poderia esperar, não se depara com nenhum mundo onírico, mas sim com uma descrição estreitamente realista de um meio social preciso, o das leitoras do jornal. Ou seja, a astrologia não é, de modo algum, pelo menos nesse caso, uma abertura para o sonho, mas puro espelho e pura instituição da realidade.Principais Obras
O grau Zero da Escrita (1953)
Mitologias (1957)
Elementos da Semiologia (1965)
O sistema da moda (1967)
S/Z (1970)
Roland Barthes por Roland Barthes (1975)
Fragmentos de um Discurso Amoroso (1977)
A câmara clara (1980)
2 de ago. de 2008
Schiller
27 de jul. de 2008
Khalil Gibran El Khalil

E vós, que recebeis - vós todos sois os que recebeis -, não carregai nenhum peso de gratidão, excetro para sujeitara vós mesmos e àquele que doa.2 de jun. de 2008
segunda opinião

Um efeito cíclico da nossa obsessão identitária é que, quanto mais nos afastamos da nossa raiz autêntica lusitana, mais temos de tomar emprestada a seiva alheia, seja francesa ou americana, e mais a nossa sonhada autenticidade se torna uma caricatura do estrangeiro. E o motivo disto é bem evidente: recusando-nos a desenvolver formas e estilos a partir de uma tradição lingüística própria, não nos resta alternativa senão rebaixar-nos a fornecedores de matéria-prima. Já no Romantismo, nós entrávamos com os papagaios e os coqueiros, Chateaubriand com a fórmula literária. Ora, em literatura, a forma é tudo: cor local, temas, cenários e documentarismo lingüístico contribuem menos para definir a nacionalidade de uma obra do que o faz a forma interna, esta sim, inconfundivelmente americana ou russa, inglesa ou lusa. A narrativa ágil e quase jornalística dos romances de Hemingway é sempre americana, quer a história se passe em Paris ou se adorne de acento espanhol. Imitada em francês, em malaio ou em urdu, permanece americana, pela força da matriz lingüistica onde foi gerada como solução americana para problemas expressivos americanos. Mais nos valeria, pois, ter desenvolvido a novela camiliana, mesmo que fosse em histórias passadas na África ou no planeta Marte, do que adaptar os temas nacionais ao modelo proustiano ou ao realismo socialista, ainda que temperados de gíria baiana ou mineira. O primado da forma, a sujeição da matéria, são leis inescapáveis, em literatura como em tudo o mais: "Quando o coelho come alface, é a alface que vira coelho, não o coelho que vira alface", resume Jean Piaget. Cobras e índios no molde literário de Apollinare não são cultura brasileira: são o delírio de um turista francês, intoxicado de cauim. O segredo da brasilidade autêntica do teatro de Ariano Suassuna não está nos temas, comuns a tantas obras epidermicamente nacionalistas, nem na imitação da linguagem popular, obrigação dogmática que se tornou cacoete: está em que a fórmula estrutural de suas peças não se inspirou em Sartre ou Brecht, e sim nos autos medievais lusitanos. Suassuna não é brasileiro porque come coco, mas porque digere a fruta local no estômago da tradição lusa. A forma é tudo. E um candomblé na Sorbonne não é sincretismo brasileiro: é a antropologia francesa engolindo o Brasil.
O protesto de Evaldo Cabral de Melo, de que só povos complexados se preocupam com a própria identidade, pode ser aceito como um exagero corretivo, mas continua exagero. A obsessão germanizante de um povo em luta com o complexo de inferioridade gerou Hermann e Dorothea e a filosofia de Fichte, Schelling e Hegel. E a afirmação xenófoba do russismo contra a hegemonia franco-germânica produziu Dostoiévski, Soloviev e Lossky. Abençoada neurose!
Nosso erro não está em buscar uma identidade. Está em três fontes de engano, nas quais bebemos compulsivamente há mais de um século. Primeira: revoltamo-nos sempre contra o dominador errado. Escravos da Inglaterra, continuávamos a nos bater contra o extinto domínio português. Intoxicados de francesismo, esforçávamo-nos por expelir de nosso ventre os últimos resíduos da herança portuguesa. E hoje, paralisados sob as patas do império mundial anglófono, encenamos ainda um ridículo Ersatz de rebeldia, não anti-anglo-saxônica e sim antilusitana, jogando bombas ideológicas contra a "língua dos dominadores", como se o FMI fosse presidido por Cândido de Figueiredo e a Gramática Metódica de Napoleão Mendes de Almeida fosse a Carta da ONU. Vista sob esse prisma, nossa pretensa busca de independência não é senão afetação e disfarce para encobrir nosso compulsivo puxa-saquismo, nossa incoercível devoção ao poder mais forte, nossa renitente hipnose de botocudos ante os prestígios internacionais do momento.
A segunda coisa: acreditamos demais na mágica besta do popular, do local, do costumeiro e corriqueiro. Achamos que falando de coisinhas do nosso dia a dia e imitando a fala do povo seremos nacionais, quando a força da criação nacional não está na sua matéria, muito menos no populismo do seu estilo, e sim na originalidade das soluções estéticas e intelectuais que, uma vez bem sucedidas, se transformam em soluções e modelos para outros escritores de outras nações. Dostoiévski não representa o gênio russo porque fala da Rússia ou porque imita a fala dos russos, mas porque inventou, desde a Rússia, um sistema de enfoques narrativos que desde então se tornou necessário para todos nós, seja para falarmos da Rússia, seja de nós mesmos. A originalidade de uma literatura nacional é enfim uma só e mesma coisa que a originalidade criativa de seus escritores, a qual por sua vez não é senão a capacidade de dar respostas sérias a ansiedades autênticas. E, quando isto falta, não há documentarismo, populismo ou automacaquice lingüística que o substitua.
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NOTAS
(1) São Paulo, Loyola, 1999.
(2) Erros idênticos aos do Prof. Bagno já podiam ser encontrados, com um ano de antecedência, em Por Que (Não) Ensinar Gramática na Escola, de Sírio Possenti, professor da Unicamp (Campinas, Mercado de Letras, 2ª impressão, 1998. As idéias de Bagnos e Possentis vêm fazendo as cabeças — isto é desfazendo os cérebros — da maioria dos estudantes de Letras neste país.
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Esclareço que procuro postar opiniões diferentes e divergentes das minhas aqui no Blog, a fim de criar um discurso, no conjunto das postagens, dialógico, polifônico e também lúdico. Por isso, posto aqui este texto do prof. Olavo de Carvalho, que, com todo o respeito, como lingüista é um bom filósofo.
agenda

Palestra: A beleza sob a ótica de Schiller: um diálogo com a modernidade
O objetivo desta palestra é abordar a visão do filósofo e dramaturgo Schiller (1759-1805), que considera a beleza como pedra fundamental de sua teoria estética e traçar alguns paralelos acerca das relações entre beleza, razão, sensibilidade e o homem fragmentado em um universo globalizado.
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Dia: 4 de junho de 2008, quarta-feira;
Horário: 20h;
Local: Anfiteatro da Casa de Cultura.
27 de mai. de 2008
eu tenho um sonho
Church) nos Estados Unidos. Não podemos entender Luther King se perdermos isso de vista. Ele é fruto dessa tradição, na qual se vê totalmente imerso, como neto, filho e genro de pastores batistas negros. A Black Church é tida como a mais importante instituição dos negros norte-americanos, pois foi a primeira instituição fundada por eles, onde estavam fora dos auspícios e da vigilância dos brancos. Por isso, todas as lutas por direitos civis e sociais, especialmente no sul do país, tiveram a igreja como base. Quando Rosa Parks foi presa, causando comoção à população negra de Montgomery, no Alabama, foi numa igreja que os líderes negros da cidade se reuniram e tomaram a decisão de fazer um boicote ao sistema de transporte público, que durou mais de onze meses. Foi nesse contexto que Luther King foi escolhido como porta-voz do movimento, aos 26 anos, tornando-se, assim, o seu líder até o seu assassinato, treze anos depois. Por outro lado, ele foi um estudioso. Fez doutorado numa excelente universidade, entrando em contato com diversas escolas de pensamento. Uma de suas características era a preocupação de pôr os pensamentos que lhe impactavam em suas leituras em diálogo com sua realidade. A capacidade de traduzir conceitos abstratos numa linguagem compreensível pelas pessoas mais simples lhe possibilitou funcionar como um intelectual orgânico, catalisando em torno do movimento pessoas de todas as classes. O pensamento de Henry David Thoreau foi uma importante influência nesse contexto, pois forneceu a King o conceito de desobediência civil, que ele passou a usar como estratégia das suas lutas. A idéia de que há um imperativo moral que nos obriga à não-cooperação com o mal foi chave para ele. Todos os passos dados por King na liderança do movimento foram fundamentados numa boa dose de reflexão. Ao liderar, por exemplo, boicotes, ele queria deixar claro que estava usando meios justos para alcançar um fim justo. Influenciado por Thoreau e Tomás de Aquino, ele concluiu que temos o dever moral de obedecer a leis justas, mas quando se trata de uma lei injusta, que viola a dignidade humana, somos chamados a resisti-la. Paul Tillich foi outra influência importante sobre King; afinal, ele escreveu sua tese de doutoramento sobre Tillich. A principal influência talvez tenha vindo de um livro em que Tillich relaciona os conceitos de amor, justiça e poder. Tillich enxergava o amor como fundação do poder, não sua negação. Essa concepção da relação entre amor e poder se tornou essencial no pensamento de King. Além do mais, Tillich afirmava a primazia de Deus sobre todas as outras coisas no universo, o que certamente contribuiu para o conceito de "companhia cósmica" desenvolvido por King, quando afirmava que aquele que luta pela justiça nunca está sozinho, tem companhia cósmica. Ele dizia que o arco do universo é longo, mas se inclina na direção da justiça. Essa primazia do divino cointribuiu muito para os momentos mais críticos e desesperadores da caminhada. Gandhi também exerceu forte influência sobre King através de sua estratégia de resistência não violenta, inspirada no conceito de satyagraha, força da verdade ou força da alma, em diálogo com os ensinamentos de Jesus no Sermão do Monte. Para Gandhi, a força física dos opressores deveria ser enfrentada com a força da verdade daqueles que lutam por justiça. King viu nesse método a aplicação prática da doutrina cristã do amor de uma maneira que ele nunca tinha encontrado em nenhum pensador cristão. Foi nesse contexto que ele afirmou: "Jesus me deu a inspiração e Gandhi me deu o método". King acreditava que por trás de todas as coisas existe uma força benevolente no universo, um Deus justo e amoroso. Sendo assim, a sua luta deveria se dirigir na direção da realização desse propósito amoroso. As armas de sua luta deveriam ser coerentes com esse propósito. O amor se transformava em instrumkento de transformação social. A resistência não violenta significava o compromisso de nunca atingir a dignidade humana do oponente, de resisitir aos sistemas injustos sem, porém, se permitir descer ao ponto de odiar o próximo, mesmo que ele estivesse do outro lado da luta sendo travada. É interessante como Gandhi, não-cristão, teve uma percepção acurada dos ensinamentos de Jesus. King percebeu isso. Perguntado certa vez sobre qual seria o maior inimigo do cristianismo na Índia, Gabdhi teria respondido: os cristãos!***
Trecho da entrevista dada pelo pastor e professor de Teologia dr. Raimundo César Barreto, à revista Ultimato, ano XLI, n. 312, maio/junho 2008, p. 4-48.
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