Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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23 de jan. de 2014

alfonsina, eu faço versos como quem morre


Alfonsina Storni suicidou-se andando para dentro do mar. A canção "Alfonsina y el mar" foi gravada por inúmeros cantores, em todo o mundo. Alfonsina era poeta e tinha 46 anos.

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

(Manuel Bandeira)

2 de jan. de 2014

La saeta, de Antonio Machado

Nesses dias de fim de ano ouvi uma música do álbum Traduzir-se, de Raimundo Fagner (que eu não ouvia há um bom tempo). Quando o LP foi lançado eu tinha dez anos, então ouvi muito, passei o final da infância e a adolescência ouvindo o vinil que minha mãe tem até hoje. Eu gosto demais do trabalho do Fagner, mesmo se depois de um tempo ele passou a criar coisas mais comerciais, enfim, aquelas borbulhas de amor e tal. 

Na UnB, fiz três semestres de Espanhol, quando conheci algumas obras do poeta Antonio Machado. Pude ler outras poesias do autor da letra que Fagner musicou (foi ele? nem me lembro). La saeta é uma das mais lindas músicas desse LP, que aliás não tem nenhuma música ruim. Antonio Machado é também o autor de Las Moscas, que eu acho lindíssimo. Uma estrofe: ¡Moscas del primer hastío / en el salón familiar, / las claras tardes de estio / en que yo empecé a soñar! 

Em La Saeta Machado transgride a tradição católica espanhola, dos autoflagelos, das procissões, do Cristo  morto, imovel e pregado numa cruz, do sofrimento como parte constitutiva do cristianismo e afirma a essência de um Cristo vivo, que se move e que também transgride as leis humanas ao andar sobre o mar. Nisso eu me identifico com ele! Machado foi muito feliz ao escrever este poema em que a antítese morte x vida, retratada nas duas concepções do Cristo, é a própria essência constitutiva do cristianismo na Europa.

¡Oh, la saeta, el cantar 
al Cristo de los gitanos, 
siempre con sangre en las manos, 
siempre por desenclavar! 
¡Cantar del pueblo andaluz, 
que todas las primaveras 
anda pidiendo escaleras 
para subir a la cruz! 
¡Cantar de la tierra mía, 
que echa flores 
al Jesús de la agonía, 
y es la fe de mis mayores! 
¡Oh, no eres tú mi cantar! 
¡No puedo cantar, ni quiero 
a ese Jesús del madero, 
sino al que anduvo en el mar!


27 de dez. de 2013

vamos moer a carne dos cristãos


Vamos moer a carne dos cristãos
Vamos falar mal dos cristãos
Nada mais na moda, nada mais interessante
Vamos comer o coração
De algum homem cristão
Católico ou protestante
Vamos pendurá-lo numa cruz
Vamos jogá-lo aos leões
Vamos encher as prisões
Vamos comer carne assada de cristão
Ortodoxo, copta, não importa,
Isso é tão emocionante
Desde os tempos do império
Os romanos, os nazistas
Os agnósticos e os comunistas
Fascistas, ateus, fariseus
Todos querem um troféu
Melhor que ir para o céu
É jogar pedra em crente
Vamos comer carne de cristão
Em algum ritual pagão
Vamos ver cristão morrer
Arábia Saudita, Irã, Iraque, Níger
Vamos proibir seus cultos
Vamos queimar suas igrejas
Egito, China, Coreia do Norte, Cuba
França, Inglaterra, Aruba
Vamos proibi-los de falar
Vamos proibi-los de pregar
Isso é tão antimoderno
Tão estúpido, tão particular
Vamos comer carne de cristão
Vamos criar uma influência
Contar com a leniência
Da sociedade organizada
Dos grupos de direitos humanos
Dos bons e dos bacanas
Dos responsáveis, dos esclarecidos e dos sacanas
Vamos cortar garganta de cristão
É tão moderno, é tão chic
Vamos pendurar cristãos, enforcar, esquartejar
Vamos estuprar mulheres cristãs
Vamos jogar seus corpos aos ratos
Índia, Paquistão, Japão, Afeganistão,
Ninguém se incomoda, afinal
Iêmen, Maldivas, Síria, Eritreia,
É mais fácil ser preso por bater em animal
Carne de cristão vale menos que um jornal
Vamos mastigar cristão
O culto, o antenado, o consciente e o politizado,
Todos se calam, é normal
É carne suja, é carne fraca,
Osso de cristão moído é ração
Carne de cristão morto
Serve pra adubar o horto
Libéria, Líbia, Laos, Vietnã,
São tantos países comendo carne cristã
São tantas nações bebendo o sangue desse povo
Não há porque ter medo
É moda queimar a carne dos cristãos
Vamos publicar leis
Vamos escrever nos jornais
Vamos proibir seus cultos

Vamos julgar seus princípios ilegais
Vamos saquear suas igrejas

Vamos executá-los lentamente
Porque cristão não é gente
Não é nada
A carne esmagada há dois mil anos
A carne apodrecida, esquecida e insultada
É a carne dos cristãos,
Moídos na perseguição
E se ninguém se importa
Vamos produzir gente morta
Pode ser divertido, pode ser engraçado
Ver um cristão esmagado
Como um bicho, um inseto, gado.
Vamos comer a carne dos cristãos.













http://www.portasabertas.org.br/


São Luis, 27/12/2013

23 de out. de 2010

dedução, maiakóvski.



Dedução

Não acabarão nunca com o amor,

nem as rusgas,

nem a distância.

Está provado,

pensado,

verificado.

Aqui levanto solene

minha estrofe de mil dedos

e faço o juramento:

Amo

firme,

fiel

e verdadeiramente.


Vladimir Maiakóvski






























18 de mai. de 2010

Poema do amor perdido

Você me levava pela mão naquelas ruas

Eram ruas tão cheias de vida

O sol no final da tarde o frio a cidade

E você, que eu amava

Você, que eu amava

Que eu amava

Eu amava.

Você, que eu perdi pra sempre.

***


Niterói, maio/2010

15 de mai. de 2010

Poema de amor para o Rei

Estou na presença do Rei:
Sua bandeira sobre mim é o amor.
Sua benignidade – Oh! Sua bondade
Fez de mim muito além do que sou.
Senhor! Teu sangue vermelho me cobre,
O castigo que era meu
Não me afligiu.
Diante do meu amado eu vou,
De joelhos ouço sua voz,
Sua doçura me seduz,
Sua bandeira sobre mim é o amor.
Quem é mais belo do que Ele?
Em seu abrigo me acolhe, é meu socorro e meu descanso,
Minha paz e minha alegria,
E sua bandeira sobre mim é o amor.
Aliança fez comigo e eterna é a promessa,
Jamais a esquecerá.
É fiel para cumpri-la,
Dela não se apartará.
Sim, eu sei,
Jesus Cristo voltará.

***

Niterói, 15 de maio de 2010

5 de dez. de 2009

chove. há silêncio, de fernando pessoa





Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente... 


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

20 de ago. de 2009

Senhor, tende piedade de nós!


Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo "espetáculo do crescimento" que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza
Pelo perigo constante quando Lula improvisa
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa
Senhor, tende piedade d e nós!

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo "nunca antes nesse país"
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós!

Pela importante missão do astronauta brasileiro
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro
Pelo Freud que "não explica" a origem do dinheiro
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do "nosso guia"
Pela desculpa de que "o presidente não sabia"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós!

Pela "queima do arquivo" Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan
Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Heloisa Helena nua em pêlo
Pela Jandira Feghali e seu cabelo
Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo
Senhor, tende piedade de nós!

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós!

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós!

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós!

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós!

Pela invejável "cultura" da Adriana Galisteu
Pelo "picolé de xuxu" que esquentou e derreteu
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós!

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na m*
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo crescimento do PIB igual do Haiti
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós!

Para que possamos ter muita paciência
Para que o povo perca a inocência
E proteste contra essa indecência
Senhor, dai-nos a paz!

(Autor desconhecido)

***

COLABORAÇÃO: Wilson Felix

12 de mai. de 2009

vilarejo, mas pode chamar de canãa


Você já prestou atenção a esta música cantada pela Marisa Monte? Ouça...

Eu vejo este "Vilarejo", cuja letra é envolvente e a música mais que linda, como Canãa, a Nova Jerusalém, a Terra Prometida, o fim do deserto, o lugar de encontro com Deus, Peniel, nosso descanso, a alegria dos que esperam em Deus uma vida de paz, completa e transbordante. 

vilarejo

marisa monte

Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali 

Onde areja um vento bom

Na varanda, quem

descansa 

Vê o horizonte deitar no chão 

Pra acalmar o coração 

Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe 

Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal

Frutas em qualquer quintal

Peitos fartos, filhos fortes

Sonho semeando o mundo real 

Toda gente cabe lá

Palestina, Shangri-lá 

Vem andar e voa 

Vem andar e voa 

Vem andar e voa 

Lá o tempo espera 

Lá é primavera 

Portas e janelas ficam sempre abertas 

Pra sorte entrar 

Em todas as mesas, pão

Flores enfeitando 

Os caminhos, os vestidos, os destinos 

E essa canção 

Tem um verdadeiro amor

Para quando você for

3 de mar. de 2009

reinaldo azevedo



O "Eu poético" de Tarso Genro e seu senso de justiça

Alguns leitores me pedem que republique um pequeno ensinamento sobre o que vem a ser o "Eu poético" num poema. Ok. Segue conforme o publicado no dia 6 de abril do ano passado:
*
Esta sai com a ajuda de um leitor. Para quem não tem intimidade com a área, uma explicação: o “eu poético”, num poema, é quem nele se pronuncia, também chamado de “eu lírico”. Vejam estes versos do português Mário de Sá-Carneiro em Dispersão:
.
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
.
Ainda que este “eu” possa ser Sá-Carneiro, isso não tem importância. O “eu”, ali, é o “Eu Poético”. Agora vejam este exemplo de um poema de Tarso Genro, ministro da Justiça:
.
"Quanto te esperei e quanto sêmen
inútil derramei até o momento"
.
É um caso genuíno de “Eu Punhético”.
.
Para completar, segue trecho de outro post de 10 de fevereiro do ano passado:
.
Mas não é só esse Tarso cheio de amor pra dar que enriqueceu a língua. Também temos notas, assim, plenas daquele lirismo cotidiano, que deixaria Adélia Prado em estado de choque:
.
"A vovó Cacilda parecia uma patinha
e a vovó Julica elétrica e risonha
conversava com lagartos"
.
Não sei. Não creio que alguém antes tenha associado a própria avó a uma pata. Um pequeno passo para o verso, mas um grande salto para a psiquiatria.
.
E Tarso também sabe dispensar adjetivos e firulas para produzir o verso seco, à moda João Cabral, cortante mesmo:
.
"Em Cuba planta-se cana"
.
Por que isso tudo? Exijo a volta de Tarso Genro à poesia. Seus versos ainda são melhores do que seu senso de justiça.
.

***

NOTA: Cá entre nós, que grande injustiça com a poesia comete o sr. Reinaldo Azevedo em um tão singelo comentário!

***

A HORA DOS HOMICIDAS. OU: "A CNBB, a OAB e o capeta"


Imaginem a seguinte situação:Uma entidade legal de defesa de proprietários rurais — NÃO ME REFIRO A PISTOLEIROS A SERVIÇO DE GRILEIROS — mata, com tiros nas pernas, na cabeça e no rosto, quatro invasores de terra. Ouvido, o representante dessa entidade diz: “O que matamos não foram pessoas comuns. Eram invasores violentos".
.
- Qual teria sido a reação do ministro da Justiça?
- Qual teria sido a reação dos colunistas humanistas?
- Qual teria sido a reação dos congressistas?
- Qual teria sido a reação da OAB?
- Qual teria sido a reação da CNBB?
.
Mas o que se deu foi outra coisa. Um movimento sem existência legal, o MST, executou quatro seguranças que garantiam uma reintegração legal de posse. E o que temos?
.
- O ministro da Justiça não vê excesso de violência, mas "arrojo".
- Os colunistas humanistas acusam preconceito contra o MST, embora admitam que assassinato seja crime (como são ousados!).
- A reação no Congresso é de uma timidez vexaminosa.
- A OAB não soltou um pio. Seu presidente, Cezar Britto, estava ocupado em condenar o embargo a Cuba, onde havia participado de um encontro internacional de advogados trabalhistas... Pra que serve advogado onde não há estado de direito? Britto um dia satisfaz essa nossa curiosidade.
- A única voz que se ouviu foi a dos bispos de passeata. E eles saíram em defesa do MST. Os religiosos preferiram criticar o ministro Gilmar Mendes. E isso torna essas autoridades católicas cúmplices morais da morte dos quatro Silvas.
.
Reitero: quem silencia diante dos cadáveres e ataca o presidente do STF (que cobrou o cumprimento da lei) é nada menos do que isto: CÚMPLICE MORAL DE HOMICIDAS. Tanto pior quando vestem batina porque conspurcam também uma religião. O DIABO SEMPRE RONDA AS VIZINHANÇAS DE DEUS. E, às vezes, entra no seu quintal. Quando li a opinião da CNBB, disse cá comigo: "Sai, capeta!". Ah, sim, dr. Britto: o socialismo é o capeta da democracia. Tribunal em Cuba é paredão, companheiro!
.
***
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