Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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26 de ago. de 2014

Carta a um morto

Senhor Jackson Lago,

Sempre quis escrever esta carta. Devo confessar. Sei que agora o senhor está morto, mas se estivesse vivo provavelmente também não a leria. Aliás, como vai? Espero que me desculpe pela ousadia. Perguntar "como vai?" a um morto pode parecer ironia ou desrespeito, mas de fato me interesso pela sua vida. Desculpe-me, pela sua pós-vida. Mas não vou tentar adivinhar onde o senhor está. Isso não é comigo. Acima de tudo, peço que o senhor não se ofenda com esta missiva. Afinal, o senhor foi um homem público. Foi eleito governador do Maranhão – com a ajuda do meu voto, diga-se de passagem.

Primeiro, devo dizer que nutria pela sua pessoa grande admiração. Não só por sua figura austera, que me inspirava e me dava esperança de dias melhores, como também por sua destacada atuação no que se costumava chamar de “oposição”, aqui neste velho e surrado Estado do Maranhão. Oposição a um grupo que está no poder há mais de 50 anos. Essa oposição unia o senhor, políticos de diferentes origens e matizes ideológicos, profissionais de áreas diversas, cidadãos pobres, meio pobres, mais ou menos e também muitos ricos, artistas, pensadores, poetas e, provavelmente, o dono do Cuscuz Ideal. Mas há outra razão. Minha avó Maria Amélia, por quem nutro um amor filial e terno, muitas vezes me contou que tomou conta do senhor, ainda criança, em Pedreiras. Ela, já mocinha, conhecia sua família e por vezes cuidava de lhe trocar as fraldas. Suponho que dela o senhor não se lembre. Nem de mim, aliás.

Mas falemos de política. Há uma estranha e nociva inversão de valores em todos os lugares e áreas deste vasto mundo (talvez não na Nova Zelândia, mas este assunto fica para a próxima carta). Os eleitos para trabalhar pelo e para o povo se tornam pequenos monarcas, dignos de toda pompa e circunstância. Quando erram, tornam-se avessos a toda espécie de crítica. Com isso, não temos elegido servidores do povo, mas reis, rainhas, tiranos, semideuses.
   
Quando o senhor se candidatou ao Governo do Estado, após três felizes passagens  pela Prefeitura de São Luis, houve choro e ranger de dentes no grupo que ocupava o poder. E houve uma imensa alegria do lado de cá, daqueles que se diziam oposição, por um Maranhão mais livre, mais solto, mais crocante e com sabor original. Tive um lampejo de esperança de que finalmente – finalmente! – iríamos deixar o atraso decorrente de anos a fio de domínio político familiar nestas paragens. Mas descobri, também com seu Governo, que é muito difícil ter esperança no Estado do Maranhão. Em 2006, vi em sua candidatura uma oportunidade singular de darmos fim à letargia política deste pobre Estado. Não só eu. Em meu trabalho, a Universidade Estadual do Maranhão, colegas professores e funcionários e estudantes uniram-se pelo objetivo comum de elegê-lo governador. Não havia um só estudante que não declarasse, orgulhosamente, esperançosamente, o voto em sua candidatura. O senhor sabe, os professores universitários quase sempre acham que têm uma clarividência política que os demais mortais não têm. Pensam assim porque estudaram mais que a média da população, leram mais que a média, analisaram mais a situação política e debateram mais que a média. Ledo engano. Terrível engano.

Pois bem. Votei no senhor em 2006. Durante sua campanha, levava em meu carro, um Celta preto, 1.0, sua bandeira. Fui a um de seus comitês e pedi que soldassem, na parte traseira do carro, um suporte para que ela ficasse constantemente ali, tornando pública minha opção política e fazendo propaganda de sua candidatura. Também colei nos vidros do carro adesivos com seu nome e número (o 12!). Além disso, tinha o CD com aquela musiquinha “é 12, é 12, é 12, é 12...” e, ao sair de carro, os vidros abertos – pois não tinha ar condicionado – escutava-a no volume mais alto. Tenho o CD ainda hoje. Fiz campanha para o senhor como pude. Ganhei os votos que pude. Conversei com os colegas que encontrei pela frente, os amigos, os parentes, a fim de convencê-los de que o senhor era – enfim! – a solução. Sobretudo para a Universidade Estadual do Maranhão, tão empobrecida, carente de recursos, desvalorizada. Pensei que a Uema floresceria em seu Governo. Não só a universidade, mas toda a rede pública de Educação, que vive sempre dias de agonia em um Estado que apresenta os piores índices educacionais do Brasil.

Em 2007, entretanto, seu Governo propôs o PL 080/2007, transformado na Lei 8.592/2007, de 24/04/2007, pela Assembleia Legislativa do Maranhão. A Lei foi chamada por nós e pelos maranhenses de “Lei do Cão”. O senhor se lembra? Os vencimentos dos professores e de outras categorias do funcionalismo público seriam transformados em “subsídios”.  O que é um subsídio? Ora, o senhor deveria saber. Segundo o Artigo 39 da Constituição Federal, é a "forma de remuneração atribuída a membros de Poder,  detentores de mandato eletivo, ministros de Estado e Secretários Estaduais  e Municipais, fixado em parcela única, sobre a qual é vedada o acréscimo  de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação  ou outra espécie remuneratória..." E por que nós, professores, ficamos tão revoltados, senhor Jackson Lago? Porque com essa Lei o senhor acabou com várias gratificações e adicionais, que foram  transformados em "vantagens pessoais congeladas".

Na época, fizemos uma Carta à sociedade explicando as razões de nosso movimento, o porquê de termos de paralisar as aulas, de termos de ir às ruas, de termos sido obrigados a ir contra o governador pelo qual tanto havíamos lutado. Segundo a nossa Carta, vale lembrar, senhor Jackson, que sua lei:

  • Congelou a gratificação por titulação, adicional por tempo de serviço e percentual de insalubridade, todos transformados em “vantagens pessoais”;
  • Extinguiu a condição Especial de Trabalho e o Adicional de Risco de Vida que incidiam 100% sobre o salário dos servidores técnico-administrativos. Foram extintos, e seriam substituídos por "serviço extraordinário", em valores também congelados (ref. março/2007);
  • Substituiu "vencimento" por subsídio, que vedava a agregação de quaisquer vantagens, feria o sistema meritocrático que fundamenta a carreira universitária, o que poderia ter resultado na evasão de cérebros e inibido a absorção de novos cientistas e técnicos altamente qualificados;
  • Proporcionou insegurança jurídica se as "vantagens pessoais" seriam levadas para a aposentadoria;
  • Impôs dificuldades na elaboração e negociação dos novos Planos de Carreiras, Cargos e Salários, com o conceito de "subsídio".

Quero continuar a citar a Carta, que ajudei a escrever e revisei. Mais do que outro documento, é ela que diz como foi o tratamento que recebemos do senhor, na época. Sigamos:

“Para os trabalhadores da Uema, professores e técnicos administrativos, que têm salários ancorados em ‘vencimento’, o regime de subsídios sepulta o sistema meritocrático e do aperfeiçoamento científico que fundamenta a carreira universitária, com perdas irreparáveis ao capital humano da instituição. [...] A reação dos professores do ensino básico, logo seguida por todos os  servidores da Uema, a essa insensatez do governo foi acertadamente, firme  e imediata, só lhes restando o recurso da greve, para lutar contra as  lesões que a lei causa nos seus direitos, tão duramente conquistados, ao  longo da história. A greve da Uema foi iniciada pelo Sintuema/Assuema no dia 02/05/07 e em seguida apoiada pelos professores reunidos em Assembleia no dia 07/05/07. Os trabalhadores da educação da rede pública estadual de ensino, por meio do Sinproessema, aderiram ao movimento no dia 22/05/07. O movimento grevista, composto de 11 entidades sindicais, está sendo coordenado pela  CUT/MA. Nos primeiros 30 dias da greve, fizemos várias passeatas contra a lei, em uma das quais fizemos o seu enterro simbólico. Participamos de cinco reuniões com representantes do Governo, nas quais as negociações pouco avançaram, por conta da intransigência do Governo em não aceitar a revogação da lei nem tampouco discutir alternativas ao regime de subsídio.

A última reunião que tivemos no Palácio dos Leões, solicitada e dirigida pelo governador Jackson Lago (25/05/2007), resultou na criação de três comissões por ele sugeridas, formadas por representantes do Governo e pelos membros da Comissão de Negociação: a primeira, para estudar a questão dos subsídios; a segunda, para estudar OS PLANOS DE CARREIRAS, CARGOS E SALÁRIOS, e a terceira, para estudar um plano para a educação no Estado do Maranhão.

À primeira reunião da comissão de estudo dos subsídios, enquanto compareceram todos os representantes da Comissão de Negociação, o governo mandou quatro servidores de escalões inferiores, quase todos sem informações e com conhecimento limitado sobre o assunto.

À segunda reunião, só compareceu um desses representantes, ficando então confirmado o esvaziamento das comissões sugeridas por Jackson, numa atitude tão desrespeitosa para com os grevistas quanto desmoralizante para o governador, pois induziu à convicção de que havia alguém com maior poder de decisão que o governador.

Diante dessa circunstância, a Comissão de Negociação decidiu buscar o apoio da Assembleia Legislativa, resultando numa demorada reunião da qual participaram, além do Chefe da Casa Civil, a Comissão de Negociação e oito deputados, inclusive o Presidente da Assembleia. Como resultado dessa reunião, a Comissão de Negociação assumiu o compromisso de apresentar as suas postulações sobre a revogação ou mudanças na Lei do Cão.

Tal compromisso foi honrado pela Comissão de Negociação, com a entrega de um documento ao Sr. Aderson Lago, no dia 14 de junho de 2007,  conforme ficara acordado. Em decorrência, Aderson anunciou aos grevistas que haveria uma reunião no início da semana seguinte, provavelmente, na terça, ou na quarta feira, pois na segunda feira, o Ministro Gilberto Gil estaria visitando a nossa cidade.

Enquanto a Comissão de Negociação aguardava pelo convite do Chefe da Casa Civil para a continuação do diálogo, o Governo, de modo traiçoeiro e mesquinhamente autoritário, apequenou-se: rompeu, unilateralmente, o diálogo e decidiu pedir à Justiça que decretasse a greve ilegal. O movimento grevista recorreu a alguns deputados federais da bancada maranhense e que são da base do Governo, no sentido de impedir que fosse pedida a ilegalidade da greve. Para tal, realizou-se, na residência do dep. João Evangelista, uma reunião com a Comissão de Negociação, da qual participaram os deputados: Domingos Dutra, Julião Amin, Ribamar Alves, Pinto da Itamarati e Cléber Verde, que tomaram conhecimento de toda a questão. 

No dia seguinte, os citados deputados reuniram-se com Jackson, trataram de vários assuntos, e sobre a greve, mesmo, só de raspão, mas foi o suficiente para ouvirem do governador a reafirmação de sua inabalável e inflexível decisão de pedir à Justiça que decretasse a ilegalidade do movimento, o que, de fato, ocorreu, para a decepção plena dos que votaram em Jackson, certos de estarem elegendo um Governo democrático.
”
           
Como está claro, tentamos de todas as maneiras conversar com o senhor. Nossa intenção não era, de início, entrar em greve. Mas o caráter autoritário de seu Governo, assim como sua inflexibilidade, levou-nos a reagir, a fim de tentar preservar o pouco que tínhamos de nossas  carreiras. Procuramos informar a sociedade maranhense que havia algo errado, profundamente errado, em sua iniciativa. Fiz parte da Comissão de Greve e pude acompanhar de perto o esforço dos colegas para esclarecer o povo, pedir ajuda, abrir o diálogo com as autoridades, levar as informações corretas aos estudantes e suas famílias e à população, de modo geral. É claro, tentamos falar com o senhor, que não nos recebeu em nenhum momento, tratando-nos como indigentes à porta de seu palácio. Logo a nós, senhor Jackson, que tanto havíamos lutado para que o senhor se elegesse! Que grande e triste surpresa! A cada assembleia, a cada reunião, chegávamos à conclusão de que elegê-lo havia sido um erro. Não bastasse a Educação e a Saúde estarem vivendo graves problemas, a crise da Segurança Pública tornava-se mais e mais complexa – a secretária, Eurídice Vidigal, era mulher de seu amigo, Edson Vidigal. A propósito, seu Governo, em termos da contratação e do beneficiamento de amigos e parentes não foi muito diferente dos sucessivos governos da oligarquia. Mas vou falar disso em outro momento.

Também preciso dizer, oportunamente, que seu Governo não se fez sozinho. Por isso mesmo, o hoje candidato pelo PC do B ao Governo do Maranhão, dono de um discurso quase idêntico ao seu, o juiz Flávio Dino, na época foi ao Supremo Tribunal Federal a fim de defender a Lei 8592/07, a nefasta "Lei do Cão", implantada pelo senhor e derrubada pela governadora Roseana Sarney assim que assumiu o comando do Estado, em 2009. Quem denunciou isso? O hoje candidato ao Governo pelo PSTu, Saulo Arcângeli, que na época era professor da Universidade e estava conosco no propósito de barrar a citada Lei. Flávio Dino, que era então deputado federal, também se preocupou em ir aos sindicatos e associações de servidores – Sindjus (Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão), Sinproesemma (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão), Sintuema (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual do Maranhão), Assuema (Associação dos Professores da Uema) – a fim de nos pressionar a aceitar o acinte que sua Lei nos impunha.

No final das contas, o senhor deve também se recordar, o STF determinou que seu Governo suspendesse a vigência da malfadada Lei 8.592/2007. Essa suspensão foi solicitada pelo PMDB e aprovada por 10 dos 11 ministros do Supremo. Isso obrigou seu Governo a retornar ao sistema antigo de pagamento dos salários dos 120 mil servidores da administração direta e indireta, suspensos pela sua Lei do Cão. No Magistério, somente, ficaram parados 35 mil professores do Ensino Básico (83 dias) e da Uema (103 dias).

Mais? O senhor quer mais? Ora, quem sou eu, senhor Jackson, para contestar esse tal “legado” que seus amigos dizem que o senhor nos deixou. Não é? Porque aqui no Maranhão a construção política quase sempre não é feita com fatos, mas com relações de compadrio, de camaradagem, de oportunismo, cobertas de inverdade e interesses escusos. Obviamente, quem quer que conteste seu grande legado será mal visto. E mal quisto. Eu me preparo para as pedras e para os tomates, como sempre me preparei. O que não faço nem farei é engolir mentiras para dizer que estou do lado de alguma verdade.

Sigamos. Vamos mais adiante. Em uma de nossas passeatas, pacífica, como todas as que ajudei a organizar e das quais participei, o senhor enviou a Polícia Militar para nos receber. Devo dizer ao senhor que tenho verdadeiro respeito pela PM, e que já tinha dado aulas para turmas do Curso de Formação de Oficiais, na mesma Uema que o senhor queria destruir. Por isso mesmo, encontrava, aqui e ali, alguns de meus alunos. Estupefatos, pediam desculpas por estarem ali. Sabiam que nosso movimento era legítimo. Que não estávamos armados. Que estávamos caminhando pacificamente – assim como pacificamente havíamos acampado em frente ao Palácio dos Leões, e ali também cheguei a passar uma ou duas noites – nós, professores e estudantes, funcionários, parentes. Pacificamente, portanto, recebemos as balas de borracha e os gases lançados contra nós. O que fizemos? Corremos. Uma de minhas alunas, que estava próxima a mim, foi baleada com as tais balas de borracha. Sua perna, inchada, aparecia sob o jeans da calça, rasgado.

Levei-a ao hospital, aquele da Rua do Passeio, chamado de “Socorrão”. Novo choque, senhor Jackson! O que vi ali me deixou mais horrorizada ainda com seu Governo. Os corredores estavam lotados, não havia circulação de ar, doentes velhos, novos, graves e menos graves se misturavam. Esperei minha aluna ser atendida e fui me embora dali. Se na Educação seu Governo demonstrava total inépcia, na Saúde não se saía melhor. E o senhor era médico. Médico. Isso nunca me saiu da cabeça. E há os que defendem o “seu legado”! Minha aluna ficou semanas sem andar direito, sentindo muita dor. A dor que eu sentia era no coração. Eu me sentia enganada. Saí daquele hospital, fui para casa e, nos dias seguintes, adoeci. Devo ter pego alguma virose no Socorrão. Enquanto esses fatos se passavam, o senhor deveria estar em seu gabinete, cercado por seus assessores. Soube, aliás, que alguns deles saíram de seu Governo em ótimas condições financeiras. Pelo menos alguém foi ajudado, diria Oscar Wilde, ironicamente. Seus assessores, secretários, amigos, correligionários. Seus cúmplices.

Quando o STF cassou seu mandato, estávamos exaustos. Achei a cassação injusta, fruto de manipulação política orquestrada pelo grupo que manda há muito tempo no Estado. O senhor tinha sido eleito pela maioria, e eu chamei essa cassação de golpe branco. Apesar disso, – e peço que o senhor tente se colocar no meu lugar – não fui às ruas para defendê-lo. Eu e meus colegas, alunos, parentes e amigos teríamos ido às ruas defender sua permanência, mas estávamos cansados, ainda estupefatos com a sua Lei do Cão e, finalmente, preocupados em repor os dias de aula perdidos. Teríamos ido às ruas lutar para que o senhor terminasse seu tempo de Governo, mas nós nos perguntávamos qual a razão para defender um político que só havia nos atacado. Por que ir ao STF pedir que anulasse sua decisão a fim de beneficiar um Governador que estava prejudicando o Maranhão. Por que lutar para que o senhor continuasse propondo leis injustas, prejudicando a Educação, a Saúde, a Segurança Pública, como era notório. Então não fomos. Então o senhor saiu do Governo. Perdeu a melhor oportunidade da “oposição”, até aquele momento, para melhorar o Maranhão. Continuamos ruins. Continuamos deficitários. Continuamos nos últimos lugares. Continuamos sendo notícia por causa de nossa ineficiência, do roubo dos políticos, da violência, da falência do sistema prisional. Se for falar para o senhor de todos os nossos problemas, terei que produzir uma enciclopédia.

Por outro lado, senhor Jackson, sinto que devo agradecê-lo, sinceramente. Porque comecei a perceber, com o senhor, que ser oposição ou situação, aqui no Maranhão, dá na mesma: resume-se a quem vai comer o bolo. Quem vai enriquecer. Quem vai ser o califa da vez. Os grupos podem se alternar, e neste exato momento o senhor deve estar acompanhando estas eleições, em que o então na época deputado federal Flávio Dino, que lutou para nos prejudicar, publica aos quatro ventos que quer “mudar o Maranhão”. Ele está certo. Ele quer tirar a oligarquia do poder porque talvez tenha chegado a sua hora de abocanhar o bolo. O que entendo é que seja ele, seja outro, o Maranhão continuará a mesma coisa. Por isso costumo dizer que o único legado que o senhor nos deixou foi a decepção – ainda que esta seja a inaceitável verdade.

Maya Felix
São Luis, 25 ago 2014.

P.S. Devo fazer um mea culpa, sr. Jackson: o hospital Socorrão, que cito neste texto, não era nem é responsabilidade do Governo do Estado do Maranhão, mas da Prefeitura de São Luis. E em 2007 o prefeito era o sr. Tadeu Palácio, médico como o sr. Desculpe-me pela injustiça. O estado lastimável do Socorrão, de fato, não era culpa de sua administração.

4 de mar. de 2009

TSE cassa mandato de jackson lago e pastor porto, do maranhão



Estou na Paraíba, mas não poderia deixar de postar essa:




Em uma sessão que entrou pela madrugada de hoje, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram pela cassação do mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT). O placar foi de 4 votos a 3 pela cassação, por abuso de poder na eleição de 2006. O comando do Estado deve ser entregue à senadora Roseana Sarney (PMDB), segunda colocada na disputa estadual. Há menos de um mês o tribunal também confirmou a cassação do então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e a posse, em seu lugar, de José Maranhão (PMDB).O relator do processo, ministro Eros Grau, concluiu em seu voto que houve uso da máquina do Estado na eleição, em favor da candidatura de Lago. Entre outras acusações, estava a realização de 1.817 convênios do governo estadual com prefeituras e associações civis no ano eleitoral.Grau disse também que ficou comprovada a compra de votos em Imperatriz, com a prisão de eleitores e a apreensão com o motorista de um vereador de R$ 17 mil em notas miúdas, de uma tabela com valores que seriam pagos em troca dos votos e de "santinhos" de Lago. "A prova é contundente para caracterizar a captação ilícita de sufrágio", concordou o ministro Ricardo Lewandowski.


FONTE: Reportagem de Mariângela Gallucci, do Estadão, via Blog do Reinaldo Azevedo.


Com mais detalhes:

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu em julgamento, por maioria (5 votos a 2), no início da madrugada desta quarta-feira, cassar os diplomas do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) e de seu vice, Luiz Carlos Porto. Eleitos em 2006, eles são acusados de cometer irregularidades durante a campanha eleitoral. Ainda cabe recurso no TSE contra a decisão. No entanto, de acordo com a decisão dos magistrados, Lago e seu vice poderão permanecer no cargo até que se esgotem as possibilidades de recursos no tribunal. Também foi decidido dar posse à segunda colocada na eleição de 2006, senadora Roseana Sarney (PMDB), e ao ex-senador João Alberto (PMDB), vice dela na chapa, mas não antes da análise de eventuais recursos que venham a ser protocolados na Justiça. Votaram contra a cassação os ministros Marcelo Ribeiro e Arnaldo Versiani. A favor da cassação votaram os ministros Eros Grau, Fernando Gonçalves, Felix Fischer, Ricardo Lewandowski e o presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto. Lago foi acusado de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006. O governador acompanhou o julgamento por meio de um telão montado em frente ao Palácio dos Leões, sede do governo do Estado. Ele estava acompanhado de integrantes do movimento em defesa de sua permanência no cargo, batizado de Balaiada. E também de correligionários, representantes da sociedade civil, do MST e trabalhadores rurais. Depois do anúncio do resultado pelo presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, o governador fez um discurso aos que acompanharam com ele os votos dos ministros. De acordo com a assessoria do governo do Maranhão, Jackson Lago disse que a batalha jurídica ainda não acabou e que vai lutar para continuar no cargo, pois ainda cabe recurso.


FONTE: Folha Online

***


NOTA: Jackson Lago perseguiu o funcionalismo público e os professores do Estado, em particular, com sua política de "subsídio", em 2006 e 2007. Ele foi malvado mesmo, e sofremos em sua mão: nem sequer recebeu os trabalhadores em Educação, durante longa greve que fizemos. Mandou a polícia bater na gente, durante passeata... Bom, também existem indícios fortes de corrupção em seu governo, o que não é novidade no Maranhão (e no Brasil). Roseana Sarney (dispensa apresentação) assume como governadora. Não sei se rio ou se choro.
.
.
Veja a notícia na imprensa maranhense (percebam, amigos, como cada um dá a notícia segundo suas conveniências, o que não deixa de ser engraçado...):
  1. Jornal O Estado do Maranhão, da família Sarney
  2. Jornal O Imparcial (Associados), ligado ao PC do B e aliado de Jackson Lago
  3. Jornal Pequeno, oposição ferrenha ao grupo Sarney

15 de out. de 2008

não existe professor sem aluno. parabéns a todos nós.


Aprender

É descobrir

Aquilo que você já sabe.


Fazer

É demonstrar

Que você o sabe.


Ensinar

É lembrar

Aos outros

Que eles

Sabem tanto

Quanto você.


Nós todos somos

Aprendizes,

Fazedores,

Professores.


Richard Bach

15 de jun. de 2008

Letras em Caxias - MA


II Encontro de Pesquisadores em Linguagem e Literatura

Centro de Estudos Superiores de Caxias

Universidade Estadual do Maranhão

Acontece, no período de 25 a 27 deste mês, o II Encontro de Pesquisadores em Linguagem e Literatura, com o tema: A pesquisa em Linguagem e Educação.

O evento será realizado pelo Departamento de Letras do Centro de Estudos Superiores de Caxias da Universidade Estadual do Maranhão (CESC-UEMA).

A coordenação está a cargo da professora doutora Raimunda Celestina Mendes da Silva e dos professores mestres Antônio Luiz Alencar Miranda e José de Ribamar Dias Carneiro.

Durante três dias, será realizada uma vasta programação com palestras, conferências, mesas-redondas e minicursos. Entre os conferencistas estão o professor doutor Luis Miguel Gonçalves (Columbia University, EUA), a professora doutora Tânia Ramos (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC), a professora doutora Maria do Rosário Gregolin (UNESP) e o professor doutor Adauri Brezolin (Universidade Metodista de São Paulo - UMESP), além de outros.

Algumas palestras que serão realizadas no encontro: Escritas de si: lugares da memória; Desenraizamento cultural e Representação Identitária na Escrita Pós-Colonial da Comunidade Lusófona (CPLP); Letramento e Ensino; Cinema e Literatura; A Africanidade do Português na Articulação da Moçambicanidade e O inglês do dia-a-dia: idiomatismos, coloquialismos e outras expressões.

Para os interessados nas oficinas e minicursos, o evento proporcionou diversidade de temas: Narrativa Brasileira Contemporânea, que será ministrada pela professora doutora Tânia Ramos (UFSC); Estudos Culturais, com o professor doutor Luis Miguel Gonçalves (Columbia University, EUA); Introdução à Lingüística de Corpus: uma grande aliada ao ensino e à tradução de língua estrangeira, com a professora doutora Adauri Brezolin (UMESP); A inserção da Literatura e da Cultura Africana Lusófona nos currículos escolares: alternativas para a aplicação da Lei 10639, ministrada pela professora doutora Claudiany Pereira; Questionando o Cânone literário: a condição étnico-racial e de gênero na literatura brasileira, com a professora mestre Assunção de Maria Sousa e Silva; Análise do Discurso Crítica e Lingüística Aplicada, com o doutorando Waltessar José de Mesquita Carneiro (UEMA-CESB); A Prática Pedagógica de Multimeios Utilizando os Aplicativos do Linux, com a mestre Shirlane Maria Batista da Silva Miranda e a especialista Lidinalva de Almada Coutinho (UEMA-CESC) e Da Leitura à Literatura: Uma Proposta de Ensino, com a mestre Solange Santana Guimarães Morais (UEMA-CESC). As inscrições serão feitas no Departamento de Letras do CESC – UEMA.

Quanto aos comunicadores que queiram inscrever seus trabalhos, poderão enviá-los juntamente com o texto (resumo) e o cheque nominal a Maria de Fátima Gomes Pereira, da maneira mais segura possível, para o endereço:
  • II Encontro de Pesquisadores em Linguagem e Litaratura - Departamento de Letras AC, Centro de Estudos Superiores de Caxias - CESC, Morro do Alecrim, s/nº, Bairro Morro do Alecrim, Caxias-MA, CEP: 65600-000.

A Comissão Executiva do evento reserva-se o direito de recusar o trabalho que não se enquadrar nas especificações acima mencionadas. As comunicações serão individuais, mas podem ser aceitas inscrições de proposta pedagógica em dupla. A inscrição é limitada a apenas um trabalho por comunicador. O texto deve ser apresentado pelo próprio autor.


PROGRAMAÇÃO


Dia 25/06/2008, quarta-feira

9h – Abertura oficial

9h30 – Conferência de abertura - Escritas de si: lugares da memória - profª. drª. Tânia Ramos (UFSC); coordenadora: profª. drª. Raimunda Celestina Mendes da Silva (CESC/UESPI)

11h – Palestra - Desenraizamento cultural e Representação Identitária na Escrita Pós-Colonial da Comunidade Lusófona (CPLP) profª. drª. Claudiany Pereira; coordenadora: profª. drª. Algemira de Macedo Mendes

14h às 18h – Oficinas/Minicurso/Painel

18h30 – Sessão de Comunicação

Dia 26/06/2008, quinta-feira

9h – Mesa-Redonda: Letramento e Ensino, Letramento e Aprendizagem da Escrita: Interfaces os Anos Iniciais do Ensino Fundamental – profª. msc. Bárbara Olímpio (UESPI); Letramento Literário – prof. dr. Diógenes Buenos Aires (UEMA); Linguagem: uma atividade de produção e reconhecimento de formas – profª. drª. Maria Auxiliadora Lima (UFPI). Coordenadora: profª. mestra Deline Maria Fonseca Assunção

10h30 – Palestra: Cinema e Semiótica - prof. me. Antonio Luiz Alencar Miranda (UEMA-CESB) Coordenador: Profª. MSc. Solange Santana Guimarães Morais

11h – Palestra: A Africanidade do Português na Articulação da Moçambicanidade Profº Dr. Luís Miguel Gonçalves – Columbia University Coordenador: profª. drª. Marinalva Aguiar Teixeira

14h às 18h – Oficinas/Minicurso/Painel

18h30 – Sessões de Comunicação

Dia 27/06/2008, sexta-feira

9h – Palestra: O inglês do dia-a-dia: idiomatismos, coloquialismos e outras expressões, com o prof. dr. Adauri Brezolin (UMESP). Coordenadora: profª. me. Noeme Cunha Pereira

10h30 – Mesa-Redonda: Literatura Maranhense: Luto e Melancolia em “Cais da Sagração” de Josué Montelo – profª. me. Maria do Socorro Carvalho; Ficção e História em “A Balaiada” de Viriato Correia – profª. drª. Raimunda Celestina Mendes da Silva (UEMA/UESPI); A Vanguarda em Maria Firmina dos Reis – profª. drª. Algemira de Macedo Mendes. Coordenador: prof. me. Elizeu Arruda de Sousa.

14h às 16h – Curso: Narrativa Brasileira Contemporânea

16h30 – Conferência: Análise do Discurso, Mídia e Identidades, com a profª. drª. Maria do Rosário Gregolin (UNESP). Coordenador: prof. dr. Diógenes Buenos Aires de Carvalho.

18h – Encerramento:

  • Momento Cultural Banda C5;
  • Lançamento de Livros.

Oficinas e Minicursos

  1. Minicurso: Narrativa Brasileira Contemporânea - ministrante: profª. drª. Tânia Ramos (UFSC) - carga horária: 10 h/a - vagas: 40 - horário: 14h às 18h / 14h às 16h - dias: 25, 26 e 27 de junho/2008;
  2. Minicurso: Análise do Discurso Crítica e Lingüística Aplicada - ministrante: prof. me. Walterssar José de Mesquita Carneiro (UEMA-CESB) - carga horária: 8 h/a - vagas: 40 - horário: 14h às 18h - dias: 25 e 26 de junho/2008;
  3. Minicurso: A Prática Pedagógica de Multimeios Utilizando os Aplicativos do Linux - ministrantes: profª. me. Shirlane Maria Batista da Silva Miranda e profª esp. Lidinalva de Almada Coutinho (UEMA-CESC) - carga horária: 12 h/a - vagas: 40 - horário: 14h às 18h - dias: 25, 26 e 27 de junho/2008;
  4. Oficina: Estudos Culturais - ministrante: prof. dr. Luis Miguel Gonçalves (Columbia University, EUA) - carga horária: 8 h/a - vagas: 15 - horário: 14h às 18h - dias: 25 e 26 de junho/ 2008;
  5. Oficina: Introdução à Lingüística de Corpus: uma grande aliada a ensino e à tradução de língua estrangeira - ministrante: prof. dr. Adauri Brezolin (UMESP) - carga horária: 8 h/a - vagas: 40 - horário: 14h às 18h - dias: 25 e 26 de junho/ 2008;
  6. Oficina: A inserção da Literatura e da Cultura Africana Lusófona nos currículos escolares: alternativas para a aplicação da Lei 10639 - ministrante: profª. drª. Claudiany Pereira - carga horária: 8h/a - vagas: 40 - horário: 14h às 18h - dias: 25 e 26 de junho/2008;
  7. Oficina: Questionando o Cânone literário: a condição étnico-racial e de gênero na literatura brasileira - ministrante: profª. me. Assunção de Maria Sousa e Silva (UEMA-CESC) - carga horária: 4 h/a - vagas: 40 - horário: 14h às 18h - dias: 25 de junho/2008;
  8. Oficina: Da Leitura à Literatura: Uma Proposta de ensino - ministrante: profª. me. Solange Santana Guimarães Morais - carga horária: 4 h/a - vagas: 40 - horário: 14h às 18h - dias: 26 de junho/2008;

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NOTA: Só tenho um conselho, sobretudo para os estudantes de Letras que estão no Nordeste, o que facilita o acesso: PAR-TI-CI-PEM!!! Vocês não vão perder essa, hein? Pra quem não sabe, Caxias é a terra do genial Zeca Baleiro...

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10 de jun. de 2008

Letras em São Luis - MA

Prédio de Letras - Campus Paulo VI

Uema recebe recursos para ampliação
do prédio de Letras
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O reitor José Augusto Silva Oliveira foi informado esta semana pela Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação (Mec) de que recursos na ordem de R$ 150 mil foram liberados com vistas ao Projeto de Ampliação do prédio do Curso de Letras do Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais (Cecen/Uema).
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Esses recursos que fazem parte do convênio 071/2007, e que serão aplicados na construção de três salas de aula é [sic] fruto de Emenda de Bancada, de autoria ainda do ex-deputado Neiva Moreira.
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O projeto de construção, de acordo com o pró-reitor de Planejamento, José Gomes Pereira, já foi encaminhado para a Comissão Permanente de Licitação (CPL) da Uema, e está contido nas ações do Plano de Gestão da atual administração (2007/2010) e do Plano Diretor que está sendo trabalhado pela Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan).
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A diretora do Curso de Letras, Bárbara Mendonça, muito satisfeita com a notícia, disse que o Curso que possui três habilitações: Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Língua Espanhola, no passado, só podia oferecer, por vestibular, apenas uma habilitação, com 30 alunos por falta de espaço físico. [sic]
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Com a construção do anexo, será possível oferecer todas as habilitações por concursos, o que significa, explica a professora, 90 alunos para a Universidade, já que o Curso conta com espaço suficiente.
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“Isto é tão grandioso que concretiza um sonho do corpo docente do nosso Curso. Alem disso, vamos ter a alegria de acomodar estes alunos num espaço confortável que é só deles”, comenta a professora Bárbara.
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Lugar: Uema/São Luís
Fonte: ASCOM
Data da Notícia: 09/06/2008
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7 de jun. de 2008

Letras em Caxias - MA

I Encontro de Pesquisadores em Linguagem e Literatura
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A Pesquisa em Linguagem e Educação
De 25 a 27 de junho de 2008
Curso de Letras em Caxias - Maranhão
Universidade Estadual do Maranhão
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Palestrante: Dr. Luís Miguel Gonçalves
Departament Of Spanish & Portuguese
Columbia University
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Conferências
Palestras
Mesas Redondas
Mini-Cursos
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Contatos: prof. Antônio Luiz Alencar Miranda (antonioluiz_am@hotmail.com)

7 de fev. de 2008

Até breve, Larissa.

Minha aluna Larissa. Deixa saudades.


http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8100309949832065872



Perfil no Orkut:

relacionamento: solteiro(a)
aniversário: 30 junho
idade: 22
interesses no orkut: amigos
quem sou eu: E toda vez q eu chorar ou quizer desanimar o teu Espirito me consolará..Se é na fraqueza do meu ser q manifestas Teu poder, EIS-ME AQUI ! Dependo de Ti, Preciso de Ti!!Sem amor a vida fica CURTA...... sem VALOR.................................. Eu quero pra sempre a chave da porta da frente!Se vc olha pra mim... Se me dá atençao... Eu me derreto suave, neve no vulcao!!!QUANDO A SOLIDAO DOEU EM MIM, QUANDO MEU PASSADO NAO PASSOU POR MIM. QUANDO EU NAO SOUBE COMPREENDER A VIDA, TU VIESTE COMPREENDER POR MIM..QUANDO OS MEUS OLHOS NAO PODIA VER, TUA MAO SEGURA ME AJUDOU A ANDAR. QUANDO EU NAO TINHA MAIS AMOR NO PEITO, TEU AMOR ME AJUDOU A AMAR..QUANDO O MEU SONHO VI DESMORONAR, ME TROUXESTE OUTROS PRA RECOMEÇAR. QUANDO ME ESQUECI QUE ERA ALGUEM NA VIDA, TEU AMOR VEIO ME RELEMBRAR..QUE DEUS ME AMA!!QUE NAO ESTOU SOU!!!QUE DEUS CUIDA DE MIMQUANDO FALA PELA TUA VOZ QUE ME DIZ: CORAGEM!!!!Q DEUS ABENÇOE TODOS!!! =***
filhos: não
religião: Cristão/católico
humor: extrovertido/extravagante, simpático
orientação sexual: heterossexual
estilo: alternativo
fumo: não
bebo:não
cidade natal:
pedreiras -MA
paixões:
CRISTO, vida, familia,amigos,meu thof
esportes:
adoro esportes!!futebol/futsalprincipalmente, mas gosto da maioria,pena q um tempo nao pratico
livros:
o caçador de pipas
e-mail: larirosil@yahoo.com.br
cidade:
são luis
estado: maranhao
país: Brasil
ensino: Superior Incompleto
faculdade / universidade:
UEMA
curso:
PEDAGOGIA
Amar,saber amar, somente amar!
par perfeito: é aquele enviado por Deus!
cinco coisas sem as quais não consigo viver: DEUS,familia,amigos,amor, esperança
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FOTO DO CARRO ONDE ESTAVA LARISSA
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Para muitos foliões, o carnaval bom é no interior do estado. No entanto, o número de acidentes nas rodovias federais que cortam o Maranhão foi marcante. 52 acidentes que resultaram em 10 mortos e 40 feridos. Este é saldo do levantamento da Polícia Rodoviária Federal durante os quatro dias de carnaval. O número de acidentes dobrou em relação ao registrado no ano passado no período carnavalesco.
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A BR-135 foi considerada a mais perigosa: 27 dos 52 acidentes aconteceram nela. Destes, aconteceu o mais grave. No quilômetro 149, perto do município de Matões, depois de colidir lateralmente com uma van o celta acabou batendo numa árvore, pegou fogo e matou os três passageiros. O acidente aconteceu por volta das 8h da manhã de ontem. Os corpos carbonizados das vítimas só foram retirados do local por volta das 15h30. O veículo era conduzido por Antônio Mendes, 23, morador do Apeadouro. Ele e duas primas, Larissa Rocha Silva, 23 e Luciana Nahara Pinheiro Barros, 16, estavam voltando do carnaval em Pedreiras. O veículo era alugado e pertencia à locadora Automil.
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EXCESSOS
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, muitos dos acidentes podem ter sido causados por excesso de velocidade. Somente neste carnaval durante a operação de monitoração das rodovias que começou na sexta-feira, 1º e terminou às 24 horas de ontem foram registradas 2.473 multas por excesso de velocidade nas rodovias que cortam o estado.
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As multas são emitidas depois de ser percebido através do radar que o veículo está acima da velocidade permitida para aquele trecho. O radar que é móvel, é utilizado por um patrulheiro de moto que percorre as rodovias federais e se posiciona à beira das rodovias para poder auferir a velocidade dos veículos.Durante todo este carnaval, apenas um acidente foi causado pela presença de animais nas rodovias. Realizada simultaneamente com a monitoração das rodovias, a operação “Porteira Fechada” recolheu 120 animais nestes quatro dias.
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ACIDENTES
52 acidentes
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Por dia
Sexta-feira........................15
Sábado .........................14
Domingo...........................10
Segunda-feira....................7
Terça-feira..........................5
Quarta-feira........................1
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Por BR
BR-010........................5
BR-135......................27
BR-222........................6
BR-226........................1
BR-230........................4
BR- 316......................9
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Eles não pularão outro carnaval
Duas vítimas fatais de acidentes não foram identificadas.
Um na BR- 316 e outro na BR- 222.
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BR- 135
Larissa Rocha Silva, 23;
Luciana Nahara Pinheiro Barros, 16;
Antônio Mendes, 23;
Telma Maria Leitão Serra, 42.
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BR- 316
Alan Diego Farias Rodrigues, 18;
Isabel Lira Gomes, 4.
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BR- 230
Vilson Ramos, 56;
Ramises Fernando da Silva, 31.
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Presto aqui minha homenagem a Larissa. Solidarizo-me com sua família, seus amigos, colegas e professoras da Uema. Estamos de luto.

6 de dez. de 2007

Eu e Jorge Luis Borges

Estava eu hoje à noite na Universidade a conversar com meu colega de trabalho Jorge Luis Borges (sim! eu tenho um colega de trabalho, professor do Departamento de Letras, que se chama Jo-ge-Lu-is-Bor-ges!!!), que, como não poderia deixar de ser, fez mestrado e doutorado em Literatura, e, mais emblemático ainda, na UnB, que fica em Brasília, onde se situa... a Embaixada da Argentina! Todas as coisas se encaixam! Pois bem, falamos de tudo um pouco, especialmente dos projetos para área de Lingüística, das aulas, das reuniões etc... E eu me lembrei que há um texto muito bom que saiu na revista Piauí do mês de novembro (lembrem-se de que o Piauí fica... ao lado do Maranhão! Tudo se encaixa!) intitulada "Três Encontros com Borges - A coincidência deflagrada por uma carta do avô do escritor argentino, um coronel que ordenara o fuzilamento de um desertor no Paraná", por Pedro Corrêa do Lago. Uma história interessante, interessante!!!

Pensei em digitar essa história muito muito boa aqui, cheia de coisas novas e fatos que se passaram com Borges e o autor do texto. Mas o proble é q eu est com pregui, entã se dé amanh vo digit ne q sej uma par.

Abraços a todos! Vai aí um trechin...

"Naturalmente, Borges - apontado por Michel Foucault como 'leitor por excelência' - fora, antes de ficar cego, em 1955, diretor de biblioteca pública em Buenos Aires, e freqüentara inúmeras outras estantes tão ou mais ricas. Mas não deixava de ser curioso ver sua biblioteca pessoal formada exclusivamente... "

SUSPENSE

Amanhã será um outro dia... Cheio de alegria...

Bye!
: )
Maya

29 de nov. de 2007

Primeiro dia de aula...

Hoje foi, de fato, minha primeira aula neste novo semestre "fora de época". Língua Portuguesa, curso de... Administração. Noturno. Confesso que quando soube que havia sido designada para a turma da Administração, fiquei assim, meio sem saber... Me vi no meio de textos explicativos acerca de planilhas, relatórios, projetos e eu lá, traumatizada com o choque de gestão.

Então hoje, último horário, lá fui eu. É uma turma de calouros, muitos já fazem outro curso. Há um rapaz que faz Design (Desenho Industrial, gente!) na Federal, uma moça que fez Artes Plásticas, alguns que fazem Direito, Turismo, Biologia, Engenharia da Computação... Já outros experimentaram aqui e ali Matemática, Engenharia(s) e muitos querem, ainda, fazer Direito, Engenharia, Odontologia... Que eclético, não?

A turma é quase totalmente formada por jovens entre 18 e 22 anos. Há um estudante de 24 anos já casado e outro que tem a minha idade. No mais, "nossa linda juventude"...

Penso no que levar. Que textos. Que ninguém espere de mim cópias dos conselhos do "Max Gheringher", da revista Época. Vamos trabalhar com leitura e escrita. Resumos, resenhas, paráfrases, dissertações. Capacidade de síntese, senso crítico, exercício e aperfeiçoamento do que eles já possuem, que é o domínio da língua escrita. Mas vou precisar de textos. Já tenho algumas idéias, vamos ver.

O que eu acho é que eles são meio que "heróis"... Muitos trabalham, estudam de manhã, de tarde e de noite, fazem um malabarismo enorme e estão lá, às 20h20, para assistir aula até as 22h. Então não quero fazer da minha aula a tortura da noite. Não quero que ninguém tenha pesadelos imaginando como será a avaliação.

Vamos trabalhar com textos dentro do contexto... Com a perspectiva de que a língua serve o usuário, naquilo que ele necessita, em diferentes usos e situações. Infelizmente, a idéia que se tem de uma aula de português é a de um apanhado de regras enfadonhas, uma nomenclatura horrorosa, decorar, decorar, decorar... e se ferrar. Mas eu não penso assim. Não somos escravos da língua. Muito pelo contrário: ela deve ser nossa aliada. Precisa andar conosco em sua infinita flexibilidade a fim de nos auxiliar em nossos objetivos - seja no trabalho, com a turma de amigos, com o (a) namorado (a)... A língua, de fato, nos serve. Não somos seus escravos. Os compêndios, gramáticas, tratados e manuais é que nos fazem submissos a aberrações do tipo "Oh, a rosa? Dá-me-la!". Como diz o Luís Fernando Veríssimo, "a Gramática precisa apanhar todo dia, para saber quem é que manda" (abraços, Leiliane!).

Meus caros alunos de Administração, esse texto é pra vocês. Abraços e até sexta-feira! À noite! Das 18h30 às 22h! Putz!

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O Gigolô das Palavras


Luís Fernando Veríssimo

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão! Culpa da revisão !"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
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Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
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Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
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Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa ! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.
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NOTA: Tirando a abordagem machista e violenta sutilmente entranhada neste texto, o que é lamentável... Vamos considerar humor como humor, mesmo que seja assim, meio... discriminatório... Putz! Ah, em tempo: Foi a Líliam Teresa quem me enviou este texto.

10 de out. de 2007

Caros Amigos


Assunto: 309ª edição (04 de outubro) - NO MEIO DO CAMINHO?. Por Rodrigo Ciríaco.
Data: 4 Oct 2007 09:29:39 -0300
De: "Caros Amigos" webmaster@carosamigos.com.br

Você matricularia o seu filho numa escola pública do Estado de São Paulo?
É uma pergunta que gostaria de fazer diretamente ao governador José Serra, à atual secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, e a todos os políticos de nosso Estado. Você, caro leitor, tendo outra opção, matricularia?

A realidade de nossas escolas públicas vem piorando, apesar de todos os planos miraculosos que aparecem de tempos em tempos. Em 2006, a rede pública de ensino no Brasil teve 311.000 alunos a menos do que no ano anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Enquanto isso, as escolas particulares ganharam, no mesmo período, 270.000 alunos. Dados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgados em abril mostram que a maioria das cidades brasileiras tiveram “nota” inferior a 5 na avaliação nacional, quando o satisfatório seria 6. O Estado de São Paulo não foi exceção, e ficou com uma média de 4,5.

Para reverter parte desse quadro foram anunciadas no dia 20 de agosto de 2007 as “Dez Metas para a Educação do Estado de São Paulo”. As metas – disponíveis no sítio www.educacao.sp.gov.br – deveriam ter sido amplamente divulgadas pela chamada “grande mídia”, afinal trata-se de uma “grande” transformação no panorama da educação pública do Estado. Não foram. Deveriam ser comemoradas por toda a população paulista, principalmente a comunidade escolar. Não foram.

Alguns pontos do plano: “todos os alunos de oito anos plenamente alfabetizados, redução de 50% das taxas de reprovação da 8ª série e do Ensino Médio, laboratórios e computadores em 100% das escolas, aumento de 10% nos índices de desempenho do Ensino Fundamental e Médio nas avaliações nacionais e estaduais”. Perfeito.

Entretanto, não fica claro como o Estado pretende fazer isso. Por exemplo, será que um professor auxiliar nas primeiras séries iniciais – uma das novas propostas – é a solução para o problema de alunos não alfabetizados completarem o ensino fundamental, o ensino médio? Qual a base desse projeto? Responsabilidades foram assumidas para compensar aqueles que tiveram seus direitos violados?
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Outro ponto “inovador” da proposta: “100% das escolas com laboratórios e salas de informática”. Ótimo. Mas muitas escolas públicas do Estado já tiveram laboratórios e salas de informática. Os equipamentos foram deteriorados ou roubados. Culpa da comunidade escolar? Em parte, mas principalmente do governo. Porque, quando há invasões, arrombamentos, depredações, furtos ou roubos dentro da escola, raramente esses problemas são investigados. Além disso, esse desprezo pela “coisa pública” acontece, entre outros aspectos, porque as pessoas estão à margem do Estado. O Estado é confundido com governo e o governo só aparece, em muitos casos, na forma da política de repressão, através de uma polícia violenta e despreparada. Uma das principais dificuldades que encontro para o melhor desenvolvimento de um projeto pedagógico – além da falta de infra-estrutura, suporte técnico, material, baixos salários – é a superlotação das salas.
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Entretanto, isso não foi considerado nas “Dez Metas”. O Estado não considera um problema ter 35, 40, 42 alunos em sala. Realmente, não é ilegal. Mas inadequado. Antipedagógico. Não é possível manter a qualidade na educação independente da quantidade de alunos em sala. Não considerando as dificuldades e capacidades de aprendizado de cada educando. Fica difícil manter – ou melhorar – qualquer índice de qualidade de ensino se tenho em minhas salas de 5ª, 6ª e 7ª série alunos que não sabem ler – e se na minha formação não fui preparado para, também, alfabetizar. Se há outros com extrema dificuldade na leitura e associação das palavras, e por isso necessitam de atenção especial. Fica muito difícil ter que trabalhar – e provocar – as necessidades ou habilidades de cada aluno, em salas superlotadas, em apenas três horas/aula semanais. Frustrante e difícil.
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Outra falha do projeto é pensar a escola isoladamente, como se sozinha fosse a solução para todos os males da nossa educação capenga. Somente a escola não é. Não será. Além de investir com planejamento e competência na escola, é necessário ter os projetos voltados para a comunidade, como um todo. É imprescindível pensar no desenvolvimento de equipamentos de cultura e lazer – teatros, bibliotecas, clubes – nas regiões periféricas, no desenvolvimento de instituições de educação não formal. Melhorar as condições de moradia, saúde, muitas vezes precárias. Ou será que isso não influencia na formação do aluno como cidadão, ser humano.
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Quem dera que o cotidiano opressor de muitas de nossas escolas fosse apenas uma peça e “As Dez Metas para a Educação do Estado de São Paulo” um enredo bem escrito, não para uma farsa – nem para uma eleição, afinal, a sua limitada visão estende-o apenas até 2010. Mas a única coisa comprovável é que desde 1994, quando Mário Covas foi eleito, o PSDB é governo no Estado de São Paulo. Já passou Geraldo Alckmin, já se passaram quase treze anos. O partido, que se auto-afirma muitas vezes como “modelo” em gestão e administração pública, não conseguiu construir uma educação pública eficiente no principal Estado econômico do país. Há doze anos como governo, o PSDB poderia ter transformado a educação em São Paulo. Não o fez. Um dos motivos aparece através das “Dez Metas”. Esse é mais um partido em que o governo se faz pensando nos governantes. E só. Não para o povo, não em conjunto com o povo, como a democracia realmente precisa. E merece.

Rodrigo Ciríaco é professor da rede pública estadual de ensino.

NOTA: Outro dia estava em sala com meus alunos de Letras e disse a eles: "Vocês sabem quem será o público de vocês? Em geral, os alunos das redes estadual e municipal de ensino. As salas quase sempre são superlotadas. Os alunos vivem uma realidade de miséria, de pobreza, de violência. Vocês sabem onde estão entrando? Se alguém aqui faz este curso pensando que vai ter excelentes ganhos finaceiros, caia fora. Faça outra coisa, e rápido, porque como professor você não vai ficar rico. Pense em como alfabetizar uma criança que não tem livros em casa, que chega à escola com fome e que, no entanto, já domina o português, pois fala e se comunica com ele. Como fazer com que esa criança use a língua a seu favor, e não contra?"
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E olha que este texto do Rodrigo Ciríaco fala de São Paulo, o Estado mais rico da Federação... e eu moro no Maranhão, o mais pobre...

18 de set. de 2007

Orkut [3]

Uma estudante de Letras da Uema, a Andréa, me mandou este recado pelo Orkut (por que as pessoas não comentam AQUI???). Não conhecia esta poesia; há uma do Vinícius que já se parece com esta do Bocage, "Mensagem à Poesia", que se parece com outra... Amei a poesia!

Aaah, escreves muito bem! Adorei o "Uma mulher"!

Tô meio sem tempo pra ler as outras postagens, mas prometo me aprofundar. E o Uma mulher me fez lembrar deste poema do Bocage:

Importuna Razão, não me persigas

Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas;
Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas.
É teu fim, teu projecto encher de pejo
Esta alma, frágil vítima daquela
Que, injusta e vária, noutros laços vejo.
Queres que fuja de Marília bela,
Que a maldiga, a desdenhe; e o meu desejo
É carpir, delirar, morrer por ela.

21 de ago. de 2007

Carlos Drummond de Andrade [6] - E agora, José?



Dedicado ao... e também ao... e à... e também àquela outra, a... OK, vocês sabem!

Um abraço aos bravos estudantes que permaneceram firmes ao lado da Justiça e dos direitos dos trabalhadores do executivo do estado do Maranhão durantes esses mais de 100 dias de greve dos professores e técnicos-administrativos da UEMA... Hugo, Artêmio, Dayse, Emanuelle, Jonadabe... tantos outros...

Para ver o clip (muito engraçado, aliás, e muito bom, com música de Paulo Diniz e letra de Carlos Drummond de Andrade...), clique primeiro no ícone correspondente a "pause" na caixa cor-de-rosa (Maya_musique) à direita do blog... Depois, clique no ícone correspondente a "play", aqui...

18 de ago. de 2007

Aos meus amigos do Blog da Maya

Amigos do Blog,

Ontem não postei... tarde da noite até avaliei a idéia de fazer alguma coisa, mas fui vencida pelo cansaço. Após aproximadamente três meses de greve, os funcionários da rede de Educação do estado do Maranhão tiveram uma vitória inesquecível: a declaração de inconstitucionalidade da Lei do Cão, a 8592/2007, criada e sancionada pelo governador do estado com ajuda da maioria dos deputados da Assembléia Legislativa. O Supremo Tribunal Federal, por 10 votos a um, considerou a Lei inconstitucional.

Mas também tivemos perdas. A professora Luzia Lopes Pinheiro, do ensino médio, estava desparecida desde o dia 14 deste mês, terça-feira. Seu corpo foi encontrado em um local deserto, próximo a uma praia. A hipótese inicial foi de suicídio. Foram encontrados bilhetes da professora nos quais era clara a mensagem de despedida, dirigida aos colegas, alunos, familiares... Depois, levantou-se a hipótese de assassinato. O fato é que essa morte serve de arma para uma briga política entre dois grupos que lutam pelo poder no estado mais pobre do pobre Brasil.

Penso, contudo, que se o governador tivesse ouvido os professores desde o início da greve, se tivesse sido mais humano e menos mesquinho, mais democrático e menos autoritário, mais pacificador e menos arrogante, mais solidário e menos egoísta... talvez a professora Luzia ainda estivesse conosco, independentemente da causa de sua morte. Talvez essa greve, desgastante, não tivesse se arrastado por esses dias de intensa luta.

O que tenho mais a dizer? Talvez nada de relevante diante da morte de uma professora, mãe e esposa, colega, profissional exemplar, lutadora. Ou, quem sabe, a única afirmação que, ao final deste calvário, posso realmente fazer: governador Jackson Lago, o senhor é uma grande decepção. O senhor é uma vergonha. Tenho vergonha de ter votado no senhor, de ter feito campanha para o senhor. Disso muito me arrependo.

Ontem foi o enterro da professora Luzia. Não fui, mas os companheiros da Uema que estiveram lá disseram que poucas vezes tinham visto tanta dor e tristeza. Uma multidão e tristeza.
Nesses três meses de movimento vi companheiros de luta, professores, funcionários técnico-administrativos, estudantes e pais de alunos estressados, angustiados, temerosos, acometidos de estafa, gripes, dores de cabeça, depressão, frustação, indignação. Mas vi em todos eles nascer gigantes. E vi, entre nós, nascer a solidariedade e a fraternidade que surge em horas de luta e dor. Permanecemos firmes, debaixo de sol e de chuva, de manhã até a noite, dia após dia. Vi, durante nossa greve, nossas passeatas pacíficas serem brutalmente atacadas pela polícia militar, a mando do governo. Vi companheiros de luta gemendo de dor, atingidos por balas de borracha, cassetetes. Ao levar uma de nossas estudantes, atingida por uma bala de borracha na perna, a um hospital público estadual, vi também ali o descaso, o abandono, gente se amontoando à espera de atendimento, de medicação. Descaso com a Educação, descaso com a Saúde. Quase um ano de governo e nada.

Em nossas manifestações, senti a fumaça das bombas de gás, lançadas contra nós. No rosto dos companheiros de luta surgia, muitas vezes, o desânimo. Mas permaneceram, incansáveis, dia e noite, nos locais de reunião, nas assembléias, em frente ao portão da Uema, em frente ao Palácio dos Leões, à Assembléia Legislativa. A esses companheiros, que com sua coragem e ousadia nos fizeram continuar sem esmorecer, meus aplausos.

Juca, Zezé, Marcelo, Célia, Gama, Lincoln, Saturnino, Manuel, Dayse, Hugo, Emanuelle, Cristiano, Miguel, Marlen, Socorro, Gusmão, Zulene, Silvana, Haroldo, Paulo, Saulo, Nivaldo, Toyoko, Vanilda, Maria José, Telma, Dinaci, Waldimar, tantos mais (me perdoem, sei que não consigo me lembrar de todos, nominalmente), Marias, Josés, Ribamares, Joões, Manoéis, Marcos, Antônios, Luzias... Minha sincera admiração. Aos companheiros do Sintuema, da Assuema e da Apruema, obrigada! Aos bravos que não arredaram o pé do portão da Uema e do acampamento, em frente ao Palácio dos Leões, minha gratidão.

A Deus, Justo, Solidário, Amigo e Guerreiro, toda a minha adoração.

A VITÓRIA É NOSSA.

16 de ago. de 2007

Supremo

16/08/2007 - 18:05 - Supremo concede medida cautelar em ADI que questiona lei maranhense sobre pagamento de servidores

Por maioria dos votos, o Supremo Tribunal Federal deferiu medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3923, ajuizada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). No pedido se questionou a constitucionalidade da Lei 8.592/2007, sancionada pelo governo do Maranhão, que dispõe sobre a fixação de subsídio para servidores estaduais.

O requerente sustenta que o ato normativo está em confronto com o texto da Constituição que disciplina a matéria (artigos 5º, incisos XXXV e XXXVI; 7º, incisos XVI e XVII; 37, incisos X, XI e XV, e 39, parágrafos 3º, 4º e 8º), uma vez que determina que seja pago subsídio a todos os servidores públicos estaduais indiscriminadamente, visando à redução de vencimentos e supressão de direitos adquiridos. Afirma que a lei instalou uma situação gravíssima no estado do Maranhão, na medida em que os professores do primeiro, segundo e terceiro graus encontram-se em greve, sem prazo determinado.

O partido sustenta que o parágrafo 4º do artigo 39 da Constituição estabelece que o subsídio é modalidade remuneratória destinada a retribuir às pessoas nele indicadas. Alega que membro de Poder, detentor de mandato eletivo, ministro de Estado e secretários estaduais e municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação.
Dessa forma, o PMDB afirma que lei atacada considerou a exceção como regra ao impor a todos os servidores a remuneração mediante subsídio, mesmo aqueles não organizados em carreira. Por isso, alega que a aplicação dos artigos da Lei 8952/07 importa em evidente redução de vencimentos.

Voto
Para o relator da ADI, ministro Eros Grau, o pedido liminar merece exame imediato, uma vez que a situação naquele estado é “socialmente grave”. O ministro entendeu presentes os requisitos necessários para a concessão da liminar, isto é, a fumaça do bom direito (fumus boni iuris) e o perigo na demora (periculum in mora). Assim, votou no sentido de conceder o pedido formulado pelo partido.

Grau concluiu que, embora cabível a fixação da remuneração dos servidores que se encontram organizados em carreira em parcela única, a lei questionada não disciplina de forma clara o modo como será feito o pagamento das vantagens adquiridas por decisão judicial. “Acabaria importando em desconstituição de coisa julgada, resultando caracterizado o fumus boni iuris”, afirmou o relator, ressaltando que a irredutibilidade dos vencimentos dos servidores não está assegurada, no caso. “A lei não estabelece critérios adequados a resguardar essas vantagens”, revelou.

Conforme ele, o periculum in mora também torna-se evidente na situação crítica instalada no estado do Maranhão em conseqüência da greve dos servidores. Assim, Eros Grau concedeu o pedido de cautelar para suspender os efeitos da Lei 8952/07 do estado do Maranhão e foi acompanhado pela maioria dos votos.

Fonte: site do Supremo Tribunal Federal.

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