Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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17 de nov. de 2009

turma da mônica lança personagem gay




Caio. Esse é o nome do primeiro personagem aparentemente gay das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, criado por Maurício de Souza. Ele é apresentado na edição número 6 da revista "Tina", da editora Panini, como o melhor amigo da jovem e assume estar comprometido com outro rapaz, causando uma certa estranheza nos demais personagens.
 
Segundo a Folha Online, a assessoria de imprensa da Maurício de Souza Produções ressaltou que essa é primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras". Tanto que na edição há também um discurso de Tina contra preconceito em geral. 

Questionado por internautas através do Twitter, o cartunista respondeu "leia a revista Tina e interprete. Depende de sua leitura, da sua forma de se situar na nossa realidade social". A assessoria também não descartou a hipótese de Caio ser bissexual, o que só poderá ser confirmado no futuro, na continuidade das histórias em quadrinhos.


MAIS:

A 6ª edição da revista "Tina", da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.
Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser "comprometido", indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens.

A personagem Tina, originalmente hippie, nos anos de 1960, agora tem um amigo gay, em história da edição número seis de sua revista.

A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras".

No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.

O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.

Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.

E MAIS:


A revista “Tina”, número 6 (editora Panini), trás uma surpresa para os fãs de Mauricio de Sousa. O primeiro personagem gay da grande leva de criações dos estúdios do artista.

Na história de capa, “O Triângulo da Confusão”, somos apresentados a Caio, um rapaz sem trejeitos ou clichês de um homossexual, mas que assume no final da história ter um “compromisso” com outro rapaz, que por sinal é amigo de Zecão (namorado de Pipa, melhor amiga da Tina).


A história ainda conta com um discurso da Tina contra preconceito (não exatamente com a sexualidade das pessoas, mas de modo geral) e a apresentação de que Caio é o melhor amigo da moça, “como se fosse um irmão”, indicando um possível retorno do personagem.


MAIS AINDA:

A diversidade sexual chegou aos quadrinhos da Turma da Mônica. A 6ª edição da revista "Tina", já nas bancas, mostra ao público o primeiro personagem gay criado pela equipe de Maurício de Souza. Na história, Caio é o melhor amigo de Tina e deixa outros personagens surpresos quando se diz comprometido, apontando um outro rapaz. Tina, criada nos anos 60 e que hoje estuda jornalismo, aproveita e faz um dircurso contra o preconceito. Caio, aos poucos, vai ganhar mais espaço nas histórias. 

Em outras publicações Maurício de Souza já deu outros passos para acabar com o preconceito. Já foram criados personagens deficientes visuais e cadeirantes.


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Quer dar a sua opinião? Mande mensagem para o Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, no Twitter: @mauriciodesousa


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FONTES:
http://cefascarvalhojornalista.blogspot.com/

18 de out. de 2008

quadrinhos no Rio de Janeiro

Tira de Os Malvados, de André Dahmer, que estará no evento debatendo.
Para ampliar a imagem, clique nela.
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A terceira edição da Semana de Quadrinhos da UFRJ será organizada pelos alunos da Escola de Belas Artes, em parceria com o SESC Madureira. Nosso objetivo principal é transpor as portas da Universidade e dialogar com o público jovem e fã de quadrinhos as diferentes formas de se construir a arte seqüencial.

A II Semana de Quadrinhos, realizada em 2007, contou com grandes nomes como Carlos Patati, Jaguar e Chico Caruso, além de exposição com trabalhos amadores e profissionais, concurso de tirinhas e mostras de animação.

Esse ano homenageamos o cartunista Henfil, que mesmo vinte anos após sua morte ainda influencia toda uma geração de jovens artistas. Os debates irão tratar da concepção dos quadrinhos como arte, mídia digital na arte seqüencial, quadrinhos e humor político e publicação de quadrinhos no Brasil.
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Programação - III Semana de Quadrinhos UFRJ
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28/10, terça-feira:
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18h - OFICINA - ROTEIRO DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Tem por objetivo dar uma noção de como é planejado e executado um roteiro feito para HQs e Mangás, pontuando as particularidades dessa modalidade literária e introduzindo o participante nas técnicas necessárias para se elaborar uma história em quadrinhos.

20h - DEBATE - QUADRINHOS: ARTE?
Muitas vezes a importância dos quadrinhos como manifestação artística não é bem compreendida. Pretendemos aqui discutir o lugar dos quadrinhos no universo da arte, suas relações com a comunicação, com o imaginário coletivo, identidade cultural e com o público. Debatedores: Wally Silva e Henrique Cesar

29/10, quarta-feira:
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18h - OFICINA - DESENHO E ARTE FINAL
Focada na criação dos personagens e materiais necessários para a criação de uma HQ, pretende ensinar algumas técnicas essenciais, além de indicar conteúdos a serem dominados para aqueles que almejam se aventurar pelo mundo da arte seqüencial.

20h - DEBATE - MÍDIA DIGITAL E ARTE SEQUENCIAL
Será discutido o uso de diferentes mídias como meio de divulgação para as histórias em quadrinhos, os benefícios e desvantagens para os autores, além das perspectivas do mercado de HQ’s no mundo virtual. Debatedores: Carlos Holanda e André Dahmer

30/10, quinta-feira:
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18h- OFICINA - TIRINHAS
Uma vez dominados os fundamentos básicos nas oficinas anteriores, é hora de botar a mão na massa. Aqui o foco é a produção, é onde os participantes poderão colocar em prática o que aprenderam produzindo o seu próprio material, com a ajuda dos monitores.

20h - DEBATE - QUADRINHOS E HUMOR POLÍTICO
O uso do cartum nos quadrinhos, charges e caricaturas é uma forma irreverente de exercer a crítica social. Essa discussão irá pautar a importância do gênero no Brasil, bem como suas diversas vertentes, do ativismo artístico até o humor editoria. Debatedores: Amorim, Nico e Latuff

31/10, sexta-feira:
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18h - WORKSHOP DE MANGÁ - STUDIO SEASONS
Para não deixarmos órfãos os apreciadores da modalidade oriental dos quadrinhos, teremos aqui apontamentos sobre as principais diferenças na construção dos Mangás, personagens e conteúdo das histórias.

20h - DEBATE - PUBLICAÇÃO DE HQs NO BRASIL
Muitos quadrinistas iniciantes encontram dificuldades para publicar seus trabalhos. O debate irá pautar as possibilidades para a publicação de material autoral, apesar da falta de investimento nesse setor no Brasil. Debatedores: Zope e Renato Lima


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Tudo bem, HQ é também um tema para os estudantes de Belas Artes, mas eu me pergunto onde pitombas estão os estudantes de Letras, que não organizam eventos como esse e pouco se interessam pelo estudo das HQs... Ah, já sei: os futuros coleguinhas estão estudando algo acerca do genitivo do gerundivo do presente contínuo dos verbos acionais e suas relações com a partícula 'se' nos textos em português do século XIV e sua influência no dialeto padrão das cidades com menos de quinze mil habitantes do sudeste brasileiro. : P (colegas, nada de pânico, isso é apenas uma brincadeira crítica)
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Colaboração: Olavo de Carvalho, profissional de Letras...

27 de jan. de 2008

17 de jan. de 2008

Calvin & Hobbes

Entre os meus preferidos, sempre, Bill Waterson.

P.S. Desculpas a todos, a imagem ficou meio torta... : p Para ampliar a imagem, clique nela.

juif-arabe

Prancha do genial Farid Boudjellal em seu Juif - Arabe (Soleil Productions, Toulon - Nimes - Marcinelle, 1990), p. 17.

NOTA: Para ampliar a imagem, clique nela!

26 de set. de 2007

Caros Amigos [21]

Duas opiniões ilustres e ilustradas:
Laerte e Angeli.

Laerte, desenhista: "É uma idiotice de madame"

Eu me acho medíocre em relação a essa tarefa de analisar se o momento do Brasil é medíocre. Primeiro porque me falta ferramenta pra fazer esse tipo de análise. Medíocre em relação ao quê? Qual período? Anos 1950 talvez? Quer dizer, grande profusão de idéias, Bossa Nova e tal. Mas quem disse que a Bossa Nova é melhor que o rap? O esplendor do Oscar Niemeyer. Mas quem disse que o Niemeyer criou alguma coisa que preste?

Tenho encontrado pessoas preocupadas dentro da literatura, do cinema, dos quadrinhos. Há um movimento de busca. Classificar esse movimento como de mediocridade é meio bater um martelo na cabeça de um monte de gente que está aí sinceramente e h0nestamente buscando caminhos. Talvez a gente possa estar entrando num beco sem saída.

No humor, existem áreas de redundância, de chover no molhado, gente trabalhando com clichê e tal. Mas também existem lampejos e raios de coisas novas. O que o Angeli vem fazendo nas charges me parece absolutamente novo e indicador de direção.

Tem horas que bate um cansaço, uma insatisfação. Meus mestres, fontes, inspirações, essas coisas se esgotaram e saí em busca. Não achei ainda.

Esse momento é o resultado do que sstá acontecendo, na minha vida e no mundo. Mas não vejo como estagnação.

O Cansei é coisa de rico, se reúnem, tomam uns uísques, ligam para o Nizan Guanaes, e pronto: nasceu um movimento. Isso é coisa do d'Urso. Duvido que represente a maioria dos advogados do Brasil. Não é nem golpista, é mediocre demais para ser golpista, é uma idiotice de madame, é coisa de poodle, passa na Hebe. Não é à toa que o cara [João Dória] é o mesmo que fez a Cacherrata em Campos do Jordão. Não tem importância isso não.

Mas também existe uma quantidade de jovens perguntando como é a profissão de cartunista do ponto de vista de segurança, se tem seguro-saúde, como vai ser a aposentadoria. Um garoto de 17, 18 anos, se preocupando com isso é chocante.

Angeli, chargista: "As pessoas estão interessadas em coisas fúteis"


Estar cansado hoje em dia é bem natural. A gente pegou um país que foi aos poucos emburrecendo, ou rapidamente. Um período estranho. Mas acho engraçado a Hebe Camargo, que defendeu o Maluf a vida toda, agora fazer parte da campanha para moralizar alguma coisa. Ao mesmo tempo, essas coisinhas pequenininhas, pela moral, e no passado resultou num golpe, acho isso perigoso.

Eu sigo o blog que reproduz minhas charges e lá tem comentários. Parece que as pessoas estão atônitas. Conseguem enxergar só uma cor. Uma crítica ao Lula, e você é execrado. Uma crítica à direita, e os direitistas te execram. E esquecem o que fiz no dia anterior. Não percebem que não estou ali fazendo campanha nenhuma. Estou fazendo críticas, é a função da charge. Charge a favor nem existe. É gozado. E não é só comigo que acontece.

Não sei o que a esquerda quer e o que a direita está querendo. Essa gana aparecia em épocas de eleição, só que agora parece que dura mais. O Fora Lula, um absurdo, ele foi eleito, tem que respeitar, é democracia. O procurador da República denunciou 37 elementos ligados ao governo, quer dizer, as coisas funcionam. Mas parece que do lado oposto, a direita, eles querem em praça pública puxar pela barba o Lula e jogar na fogueira.

Essa elite tem que fazer uma revisão da postura dela para sair à rua para protestar. Uma charge minha falou isso, é como briga de quadrilha. Uma perdeu o espaço e está brigando com outra. Tenho aversão a esse tipo de movimento, muito medo, senhoras de Santana, peruas da Daslu, tudo isso é pra mim o excremento do pensamento político.

Vem de longe, de vícios da ditadura militar, daquela coisa mofada do Sarney, da coisa provinciana do Itamar, do autoritarismo do Collor, misturando tudo dá a política que a gente vive hoje. E contamina a imprensa. As pessoas estão interessadas em coisas fúteis, quem está comendo quem, o novo namorado da menininha que eu nem sei o nome. Sinto isso não só no Brasil, o mundo está medíocre, a reeleição do Bush é um exemplo. E nesse movimento todo incluo a esquerda também, pessoas que hoje são apenas caricaturas da esquerda.

Acho medíocre tudo isso, não leva a uma discussão inteligente, não se discute de maneira inteligente a política.

Textos publicados na revista Caros Amigos ano XI, nº 126, setembro/2007, Angeli na p. 31 e Laerte na p. 34. Ilustrações retiradas da web (ver site).

NOTA: OK, eu amo esses dois. Só acho que o Angeli colocou a questrão do Fora Lula como se isso fosse um pecado capital. Não, não é. Muito bem, o Collor saiu por menos que qualquer escândalo que o Lula nos proporciona. E eu fui pra rua, em BsB, brigar pro Collor sair. Mas, me digam: O que o Lula tem feito, realmente, pra reduzir a imensa desigualdade social do Brasil? Os bancos deixaram de lucrar horrores em cima da raia miúda? Os empresários, a Bolsa, os "investidores"... Estão todos muito bem, obrigado... O "Cansei" é um movimento de egos inflados. Ver o governo Lula como um efetivo fracasso para o povo é uma possibilidade, diante das estatísticas, dos dados, da violência, da natureza morrendo, da concentração de renda -- que não diminuiu -- etc. Sim, em relação à Daslu... eu prefiro a griffe Daspu. Transparência total e legitimidade... Diga não à pirataria, Daslu é pirataria. Daspu é como Havaianas: legítima.
:)

18 de set. de 2007

Terça parte

Para ampliar a imagem, clique nela.
FONTE: web



Hoje é a terça parte...
terça parte da poesia, não poesia inteira;
terça parte literando, literatura-feira;
terça parte de sonho, sonho terçando de febre,
parte de sonho terso, febre de língua terçã.
Mayalu Felix
São Luis, 7 de agosto de 2007.

13 de set. de 2007

Vida Simples

PARA O ALTO E AVANTE!
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Gibis ao mesmo tempo divertem e ensinam sobre a vida
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Os quadrinhos conjugam dois dos principais elementos da comunicação humana: o desenho e a escrita. Por isso os gibis são um jeito tão bacana -- e popular -- de se contarem histórias. Para as crianças, funcionam ainda como uma introdução ilustrada à literatura. E à história, à geografia, à matemática... "Histórias em quadrinhos são um meio de aprendizado multidisciplinar", afirma o pesquisador DJota Carvalho, autor de A Educação Está no Gibi. Isso vale da alfabetização à faculdade, em qualquer classe social. Uma história "quadriculada" pode, por exemplo, narrar a viagem de um herói rumo ao antigo Egito ou para dentro de um átomo, de acordo com a aula do dia. E hoje os gibis são o trabalho de muita gente. A Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, e a PUC do Rio Grande do Sul estão criando cursos de graduação em HQ. Faz sentido. Além de gostosas de ler, as histórias em quadrinhos combinam arte, conhecimento e discussões sobre ética. "É que muitos heróis encerram conceitos filosóficos", diz o arquiteto -- e leitor voraz do gênero -- Rafael Brandão. Esses semideuses contemporâneos têm superpoderes, é verdade, mas também superfragilidades. Sempre há uma criptonita. "Mas, dotados de habilidades especiais, eles se sentem responsáveis pela humanidade." É por isso que enfrentam os vilões mais horripilantes. Há nisso uma metáfora aplicável ao uso dos talentos pessoais para o bem comum. Heróis, no fim das contas, praticam trabalho voluntário. E todos temos nossos superpoderes, certo?

PARA SABER MAIS
LIVROS
A Educação Está no Gibi,
DJota Carvalho, Papirus.
Os Heróis e a Filosofia,
Matt e Tom Morris, Madras.

Texto de Leandro Quintanilha publicado na revista Vida Simples, ed. 55, julho/2007, p. 22.

NOTA: Eu AMO história em quadrinhos! Fiz meu mestrado sobre isso, leio, coleciono, só não sei desenhar (nem tudo é perfeito, já consigo fazer uma casinha com chaminé, janela, árvore do lado e grama, coisa "hipersuper-naïve"). Os que eu mais gosto: Tintim, Astérix, Luluzinha, Bolinha, Turma da Mônica das antigas, Calvin & Hobbes...
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: )
Última página da HQ Le tour de Gaule d'Astérix, de Goscinny e Uderzo. France: Dargaud Editéur, 1993.

Paginas da (minha) vida... Página da minha monografia de conclusão de mestrado.

Páginas da (minha) vida... Página da minha monografia de conclusão de mestrado. Desculpem-me, eu escaneei, mas ficou torto.

Danusa Leão [1]

Para os barrigudinhos

Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo "tanquinho", fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.

Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Senão, não presta. Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não! Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.
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Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma -- e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os "tanquinhos" farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo pra beber a mistura patética de vodka com "clight" que trouxe de casa.. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.
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E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um “ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de côco". Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga... Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional. Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.


Danusa Leão
***

FONTE: web e arquivo pessoal (imagem)
: )

Calvin e Haroldo [4]

Para ver a imagem ampliada, clique nela!
Calvin e Haroldo, de Bill Waterson, in Yukon, Hei!. Campinas - SP: Cedibra, 1989.

11 de set. de 2007

Terça parte


Hoje é a terça parte...
terça parte da poesia, não poesia inteira;
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terça parte de sonho, sonho terçando de febre,
parte de sonho terso, febre de língua terçã.

Mayalu Felix
São Luis, 7 de agosto de 2007.

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