Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

FAÇA COMO EU: VISITE O BLOG DELES, E SIGA-OS TAMBÉM! :)

Mostrando postagens com marcador Maternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maternidade. Mostrar todas as postagens

11 de mai. de 2009

Deus quer o homem no leme

Deus quer o homem no leme

 

A escritora carioca que foi ícone da juventude nos anos 90 volta a polemizar com “Confissões de mãe”

QUEM É

Maria Mariana Plonczynski de Oliveira, 36 anos, escritora, autora, diretora e atriz. Filha do cineasta Domingos de Oliveira. Mãe de quatro filhos, casada, mora em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro 


O QUE FEZ
Ficou famosa ao escrever Confissões de adolescente, que virou peça de teatro e seriado da TV Cultura na década de 90

O QUE PUBLICOU
Confissões de adolescente (Ed. Relume Dumará),Confissões de mãe (Ed. Agir)

Aos 19 anos, a carioca Maria Mariana tornou-se um ícone da década de 90. Seu livro Confissões de adolescente, lançado em 1992, vendeu 200 mil cópias, virou peça de teatro e tornou-se um memorável seriado de televisão. Aos 36 anos, distante da fama e mãe de quatro filhos, a escritora, atriz e filha do cineasta Domingos de Oliveira lança Confissões de mãe (Editora Agir), um livro nada rebelde, recheado de ideias que vão irritar as feministas. Nesta entrevista, realizada em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, onde mora hoje, ela defende as mães que deixam de trabalhar para cuidar de seus filhos. “Amamento há nove anos seguidos”, afirma. Com a mesma expressão serena que as pessoas se acostumaram a ver na série de televisão, a escritora diz ser contra o aborto e afirma que as mulheres deprimidas depois do parto são as que passaram a gravidez comprando roupinhas para o bebê.

ÉPOCA – O que a adolescente dos anos 90 e a mãe de quatro filhos têm em comum? 

Maria Mariana – Mudei muito, mas algumas coisas ficaram. Acredito que uma delas seja a criatividade no dia a dia. Eu sei fazer de um limão uma limonada. Tenho sempre um coelho na cartola, um assunto engraçado numa hora chata, uma forma de tornar aconchegante um ambiente ou uma situação difícil. Isso vem também do fato de eu adorar ser mãe. Mas a maternidade está em baixa.

ÉPOCA – Por que você diz isso? 

Maria – O valor de ser mãe não está sendo levado em conta. Sinto isso há quase dez anos, desde que eu decidi parar todas as minhas atividades para ter filhos e cuidar deles. A pressão foi inimaginável e veio de todos os lados. Da família, dos amigos, de quem mal me conhecia. Muita gente me perguntou se eu estava deprimida ou tinha síndrome de pânico. Meu pai também custou a entender. Eu era bem-sucedida, e largar a fama é um absurdo para as pessoas. Se alguém saiu da mídia por vontade própria, é porque tem algum problema grave. A verdade é que eu só descobri o que é trabalhar depois de ser mãe! Ser mãe é um trabalho social, o maior deles. É um esforço para garantir a criação de indivíduos de valor, mentalmente sadios, que contribuam para o bem geral. Pessoas equilibradas, educadas, que consigam se manter. Quando pequeno, o filho precisa de atenção especial e exclusiva. É nesse período que se formam a base do que ele será, o caráter, os valores. Depois, é difícil consertar.

ÉPOCA – Como foi sair de uma vida badalada no Rio para uma cidade pequena? 

Maria – Eu trabalhava como roteirista, sempre amparada pela sombra do sucesso de Confissões de adolescente, mas alguma coisa não estava fechando. Tive um primeiro casamento, dos 20 aos 23 anos, que não deu certo. Depois fui morar sozinha e tinha a impressão de que a vida se movia em círculos. Ao mesmo tempo, sempre tive a obsessão de ter filhos. Quando meus pais se separaram, eu estava com 7 anos e passei a viver com meu pai. Era filha única, muito madura, lia Dostoiévski e estava sempre cercada por amigos intelectuais dele. Mas eu sonhava com uma enorme mesa de família com aquela macarronada no domingo. Eu queria mudar de degrau, mudar de história. No meio disso tudo, conheci o André, meu marido. Um mês depois, estava grávida. Todos os meus filhos foram planejados. A primeira, Clara, foi de cesariana, o que foi uma decepção para mim. Os outros foram de parto normal.

ÉPOCA – No livro, você diz que mulheres que não conseguem o parto normal estão “envolvidas com pequenas questões de ego”. Explique. 

Maria – Respeito a história da maternidade de cada mulher. Mas, depois que tive o parto normal, vi que é uma vivência fundamental. Se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor. Todos falam do nascimento do bebê, mas esquecem que a mãe também nasce naquela hora. A mulher também tem de estar focada na amamentação.

ÉPOCA – A maioria das mulheres não está preocupada em amamentar? 

Maria – Muitas não estão. Amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece. É importante e simplifica a vida. Vejo muitas mulheres com preocupações estéticas, se o peito vai cair, se vai ficar alguma cicatriz se o peito rachar. Aí o leite não vem. Amamento há nove anos seguidos. Só desmamo um quando engravido do outro. Minha caçula, de 2 anos, ainda mama. Existe a realidade de cada um, mas é preciso elevar a consciência sobre o que fazemos. Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.

ÉPOCA – Você não teme ser repreendida pelas feministas? 

Maria – Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. Todos merecem respeito, espaço. Mas o homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. São habilidades diferentes. Penso nesta imagem: homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar. Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá. Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar. A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.

ÉPOCA – Mas você não valoriza a emancipação da mulher? 

Maria – Valorizo. Teve seu momento, foi fundamental para abrir espaços, possibilidades. Mas as necessidades hoje são outras. Precisamos unir a geração de nossas avós com a de nossas mães para chegar a um equilíbrio feminino. Eu não sou dona da verdade. Não à toa, fiz meu livro como um diálogo entre mim e minha filha. Quero dizer às jovens do mundo de hoje que existe uma pressão para que elas sejam autossuficientes profissionalmente, sejam mulher e homem ao mesmo tempo, como se fosse a única forma de realização. Para isso, elas têm de desenvolver agressividade, frieza – sentimentos que não têm a ver com o que é ser mãe. O valor básico da maternidade é cuidar do outro, doar, servir. Nada a ver com o mundo competitivo. Maternidade é tirar seu ego do centro.

ÉPOCA – O que pensa sobre o casamento? 

Maria – Casamento é um degrau que a pessoa tem para caminhar para a frente. Quem opta por ficar sozinho não desenvolve aprendizados que o casamento dá. Apanhar cueca suja que o marido deixa no chão é um aprendizado de paciência e dedicação. As pessoas pensam em união apenas como o espaço da alegria, do conforto. Casamento é embate, negociação e paciência. É preciso insistir e vencer. Saber que não se muda o outro. É preciso mudar a nós mesmos.


A revista abriu um fórum para discussão, no próprio site, e as declarações de Maria Mariana sobre maternidade, casamento e função do homem e da mulher estão causando reações apaixonadas e até agressivas. É claro, feministas e esquerdistas não param de tecer comentários depreciativos, insultando a autora por suas opiniões, que eles chamam de "retrocesso" (e de outros nomes que não quero publicar aqui...). Quer entrar nesse debate? Clique aqui.

Sobre Maria Mariana, leia também: 

30 de mar. de 2009

a procuradora obtusa e a burrice aguda

Prezados leitores,

Já vi muitos argumentos a favor do aborto: alguns, bem estruturados e, dentro da lógica de quem é a favor, coerentes. Outros, completamente estúpidos, irresponsáveis, egoístas e intelectualmente anacrônicos. 

O programa Canal Livre, exibido neste domingo à noite, pela TV Bandeirantes, me deu a oportunidade de assisitir a uma dos discursos pró-aborto mais sem sentido de que já pude tomar conhecimento, em toda a minha vida. A procuradora de Justiça do Estado de São Paulo Luiza Nagib Eluf presenteou os telespectadores com uma argumentação tosca e anacrônica a favor do aborto. Segundo ela, a punição para a mulher que aborta, vigente no Código Penal brasileiro, é na verdade uma rejeição machista ao prazer feminino, um "punição" à mulher que faz sexo livremente, engravida e deve ter o direito de se livrar do incômodo "embrião", ou, num estágio mais avançado, "feto" (odeio essas palavras desumanizadoras para uma vida humana em formação). Nos anos 50 e 60, na origem do movimento feminista, o argumento da procuradora era usado pelos que defendiam a descriminalização da interrupção da gravidez em qualquer situação. Isso fez sentido no contexto de maio de 68, no início da divulgação dos métodos contraceptivos - sobretudo da pílula anticoncepcional, no auge do movimento feminista, que pregava a igualdade entre os sexos e rejeitava toda forma de submissão da mulher, inclusive a maternidade. Hoje, aproximadamente meio século depois, esse argumento provou-se falso na Europa e nos Estados Unidos, onde o que não falta é informação e onde, mesmo tendo a mulher amplo acesso a métodos contraceptivos, não se hesita em abortar para "evitar" a gravidez. Uma década após o início do século XXI, mesmo após os estudos da Biologia comprovando o início da vida na fecundação do óvulo pelo espermatozóide, mesmo após o DIU, a pílula e a camisinha, mesmo após a Constituição de 88 no Brasil, uma procuradora de Justiça usa esse argumento desfocado para defender o aborto.

No século XXI, neste país, com todo o acesso às possibilidades de se evitar a gravidez, só engravida quem é irresponsável. E outro ser humano, formado no ventre feminino por meio do sexo - não importa se o ato sexual foi entre marido e mulher ou totalmente  ocasional - não deve pagar com sua vida pela iresponsabilidade alheia. Hoje, em pleno 2009, o prazer feminino não é mais "punido", nem no Brasil nem no restante da sociedade ocidental, muito pelo contrário. O que a sociedade não aceita mais é a irresponsabilidade da mulher e, em menor escala, do homem, tendo em vista que não é ele que gesta a nova vida (e essa é uma realidade biológica, por mais que as feministas odeiem o fato). Ao contrário da procuradora Luiza, de São Paulo, a maioria da sociedade não crê que no ventre materno está uma coisa inanimada, um objeto descartável, mas um ser humano em desenvolvimento, indefeso, que tem o direito à vida, e cabe à sociedade, por meio do Estado, garantir a ele esse direito que a própria mãe quer tirar-lhe. 

O que é difícil para mim, nessa história toda, é imaginar como uma pessoa de perfil obtuso como Luiza Nagib Eluf chegou à Procuradoria de Justiça do Estado de São Paulo.

30 de jan. de 2009

aquisição da linguagem


Desenvolvimento: Barulho pode prejudicar fala do bebê

Estudo americano comprova que ambiente caótico pode dificultar o aprendizado da criança

Se o seu bebê costuma ficar quietinho enquanto você conversa ao telefone, os irmãos brincam na sala ao lado, seu marido assiste televisão e o cachorro não para de latir, fique atenta. Estudos comprovam que crianças expostas a ambientes muito barulhentos podem apresentar dificuldades no desenvolvimento da fala. 

De acordo com pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, casas onde a variedade de sons emitidos ao mesmo tempo é grande costumam funcionar como armadilhas auditivas para crianças que estão prestes a aprender a falar. Para George Hollich, psicólogo e diretor do Laboratório Infantil de Fala da Universidade de Purdue, ainda mais alarmante é o fato do “som de fundo” não precisar nem ser muito alto. Os resultados do estudo comprovam que mesmo que todos os sons estejam no mesmo volume, a criança ainda encontra dificuldades de compreensão. 

Para falar é preciso ouvir e quando a audição está prejudicada por uma série de ruídos, se comunicar fica mais difícil. Hollich comenta que uma criança que está começando a falar ainda não sabe distinguir uma palavra da outra, onde ela começa ou termina e, por isso, quando é bombardeada por várias palavras ao mesmo tempo ela não consegue entender objetivamente o que estão dizendo. 

A fonoaudióloga Rosana Valentim acrescenta que o barulho também compromete a concentração da criança, que durante os primeiros anos de vida é naturalmente escassa. “Além de ser mais difícil de um bebê entender o que as pessoas falam quando há barulho intenso, a capacidade dela se ater à informação que realmente quer absorver fica reduzida. É preciso lembrar sempre que a criança não está aprendendo a falar somente quando um adulto se direciona a ela. Ela está absorvendo informações o tempo todo”, explica. 

Contato Visual 

Uma das soluções para essa mistura sonora é o contato visual. Durante a pesquisa os cientistas americanos comprovaram que a interpretação do que está sendo dito fica mais fácil se o contato visual entre ambas as partes for mantido. Com o estudo os pesquisadores concluíram que as crianças, apesar de barulhos externos, conseguem se concentrar mais quando a pessoa que se dirige a ela está a sua frente, olhando em sua direção – e isso facilita o desenvolvimento da fala.

***

FONTE: Portal Globo

8 de nov. de 2008

what's your name?


Os nomes mais populares

Os nomes mais escolhidos do Brasil
Malu Echeverria

A empresa Certifixe, que reúne 19 cartórios em todo o Brasil, fez o ranking dos 30 nomes mais comuns no país. Nós acrescentamos a origem e o significado deles. Não deixe de conferir o significado de outros nomes (mais de mil!) no site de CRESCER.

  • 1º lugar - Maria - Vem do hebraico Myriam. Há diversas interpretações: “a que deseja uma criança”, soberana, senhora, “gota do mar” ou mesmo rebelião, entre outros. A origem também pode estar relacionada ao egípcio mry, amada.

  • 2º lugar - Ana - Do hebraico Hannah, o mesmo que “graça”. É citado várias vezes na Bíblia. Entre elas, é o nome da mãe do profeta Samuel.

  • 3º lugar - João - Vem do nome hebraico Yohanan e significa “Deus perdoa”, “Deus é misericordioso” ou ainda “Deus é benevolente”. Foi o nome de diversos reis, papas e imperadores ao longo da história.

  • 4º lugar - Matheus - Nome de um dos doze apóstolos de Jesus, na Bíblia. Vem do hebraico mattatyah (“dom de Deus”).

  • 5º lugar - Pedro - Pedra, rocha, do latim petrus, derivado do grego pétros. Nome popular em diversos países por causa do apóstolo São Pedro, que originalmente se chamava Simão. Segundo a Bíblia, Jesus teria mudado o nome de seu seguidor porque este seria a “pedra angular” da Igreja.

  • 6º lugar - Gabriel - Vem do hebraico Gavri’el, “força de Deus” ou “homem de Deus” ou ainda “enviado de Deus”. Gabriel é o anjo que anunciou a Maria que ela seria mãe de Jesus Cristo, de acordo com a Bíblia.

  • 7º lugar - Luiz – Variação de Luís. Forma latinizada do nome germânico Ludwig. É composto pelos elementos germânicos hlod (glória, fama) e wig (guerreiro). Interpretado, então, como “guerreiro famoso, célebre”. Outra hipótese é o germânico Allwisa, isto é, “sábio eminente” ou “muito prudente”.

  • 8º lugar - Gustavo - Significado controverso. Provavelmente vem do nome nórdico Gustav. A origem está no nórdico antigo gund-staf, que é traduzido como “bastão de combate” ou “cetro real”.

  • 9º lugar - Guilherme – Tradução do nome germânico Wilhelm. De wil (vontade) e helm (capacete, proteção), é interpretado como “protetor decidido”.

  • 10º lugar - Júlia – Feminino de Júlio. Vem do latim Julius, nome de uma importante família da Roma Antiga, que dizia ser descendente de Júpiter, deus supremo na Mitologia Romana. É possível que a origem deste sobrenome seja o grego ioulos, ou seja, “de pouca barba”, jovem. O líder político e militar Júlio César (século II a.C.), que pertenceu a esta família, foi quem tornou o nome conhecido.

  • 11º lugar - Kauã – Possivelmente de origem tupi, quer dizer gavião.

  • 12º lugar - Lucas - Vem do nome grego Loukas, que significa “natural da Lucânia”, província italiana. Ficou popular por causa de São Lucas, um dos autores dos quatro evangelhos da Bíblia. 13º lugar - Luís - Do nome germânico Ludwig. É composto pelos elementos hlod (glória, fama) e wig (guerreiro). Interpretado como “guerreiro famoso, célebre”. Outra hipótese é o germânico Allwisa, ou seja, “sábio eminente” ou “muito prudente”.

  • 14º lugar - Mariana - Variação de Maria, significa “relativo a Maria”, como devoção à Virgem Maria. Alguns autores associam a Marianus, família da Roma Antiga, cujo nome deriva de Marius (“de Marte” ou homem, no latim).

  • 15º lugar - Nicolas – Variação de Nicolau. Significa “o que vence junto com o povo”, do grego Nikólas. São Nicolau (século III) deu origem à lenda do Papai Noel.

  • 16º lugar - Rafael - Vem do hebraico refa-el, “Deus curou”. É uma referência à cura milagrosa feita pelo arcanjo Rafael ao pai de Tobias, na Bíblia.

  • 17º lugar - Vinícius - Do nome latino Vinicius, que deriva de vinum (vinho). Também interpretado como “aquele que cultiva uva”.

  • 18º lugar - Daniel - Significa “Deus é meu juiz”, do hebraico Dan-El.

  • 19º lugar - Felipe - Variação de Filipe. Do grego philippos, ou seja, “amigo dos cavalos”.

  • 20º lugar - Gabriela - Feminino de Gabriel, do hebraico Gavri’el, quer dizer “força de Deus”, “homem de Deus” ou ainda “enviado de Deus”.

  • 21º lugar - Kaíque – Possivelmente do esquimó kayak, tipo de embarcação de madeira. Outros traduzem como “ave aquática”, do tupi.

  • 22º lugar - Samuel - Significa “aquele a quem Deus ouviu” ou “nome de Deus”, do hebraico Shemu’el.

  • 23º lugar - Bruno - Do germânico brun, moreno, escuro. O latim brunus tem o mesmo sentido.

  • 24º lugar - Filipe - Do grego philippos, ou seja, “amigo dos cavalos”.

  • 25º lugar - Francisco - A origem está na tribo de Franks (do latim francus, ou seja, “homem livre”), que vivia na Germânia e emigrou para a Gália no século IV. Eles deram origem ao povo francês. O nome, por isso, é interpretado como “homem livre” ou simplesmente francês.

  • 26º lugar - Gabrieli – Variação de Gabriela, que é o feminino de Gabriel. Vem do hebraico Gavri’el, quer dizer “força de Deus”, “homem de Deus” ou ainda “enviado de Deus”.

  • 27º lugar - Giovanna - Forma italiana de Joana. Feminino de João, quer dizer “Deus é misericordioso” ou “Deus é benevolente” em hebraico.

  • 28º lugar - Luan – Nome inventado recentemente. Possivelmente uma variação de Luna, que quer dizer lua em latim.

  • 29º lugar - Miguel - Significa “Deus é incomparável”, do hebraico Mikha-El. Nome do arcanjo que no Antigo Testamento derrotou Satanás, segundo a passagem bíblica.

  • 30º lugar - Victor - Significa vencedor, do latim victor.

Obs. Os dados são relativos ao período de janeiro a abril de 2008

***


FONTE: Revista Crescer

veja também: http://crescer.globo.com/especiais/2006/verbetes/index.htm

4 de jul. de 2008

eu também


Ex-senadora Heloísa Helena se manifesta contra o aborto

A presidente do Psol, ex-senadora Heloísa Helena, disse que a mulher pode decidir sobre o seu corpo, mas não pode decidir sobre o corpo do outro, que por uma circunstância biológica está dentro dela.

"Tenho preocupações ambientais muito grandes. Se eu me preocupo com o ovo da tartaruga marinha, por que não me preocupar com ovo humano? Se me preocupo quando o boto cor-de-rosa tem a cabeça decepada pelo arpão, por que não posso me preocupar com uma criança que tem a cabeça decepada por um instrumento abortivo?", questionou. A ex-senadora participa neste momento de audiência pública sobre o aborto, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Heloísa Helena afirmou que é preciso trabalhar com números de maneira honesta na discussão sobre o aborto, para evitar que um lado ou outro utilize dados de forma distorcida. Segundo ela, números do banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus) mostram que, das quase 400 mil mortes de mulheres no Brasil, 64.723 foram por neoplasias; 46.369 por doenças respiratórias; cerca de 18 mil por doenças parasitárias; 20 mil por violência externa; e 1.672 por causas ligadas à gravidez, parto e puerpério (período que se segue ao parto). Ela informou que, desse total, 46 mulheres morreram por aborto provocado.
.
Heloísa Helena, que é formada em enfermagem e professora da Universidade Federal de Alagoas, também cobrou do Ministério da Saúde recursos para financiar outras pesquisas sobre o aborto.
.
***
.
FONTE: Agência Câmara, via Blog Notícias Cristãs.
.
***
.
É por essas (e outras) que eu quero votar nela! : ) Grifos em negrito meus...

Sara


Mulher de 70 anos pode ser mais velha a dar à luz

Uma indiana de 70 anos pode ser a mulher mais velha do mundo a dar à luz, após o nascimento de gêmeos, um menino e uma menina com 0,9 kg cada, um mês antes do previsto, por cirurgia cesariana, na cidade de Muzaffarnagar, na Índia. Provar a alegação é uma tarefa difícil, já que a indiana, Omkari Panwar, não tem certidão de nascimento e não sabe sua data de nascimento, segundo o jornal britânico Daily Telegraph.

Sua idade foi estimada em 70 anos porque Omkari disse que tinha nove anos quando acabou o governo britânico sobre a Índia e países vizinhos, em 1947. A aposentada, que tem duas filhas adultas e cinco netos, se submeteu a um tratamento de fertilização in vitro para gerar um herdeiro homem.

Seu marido, Charan Singh Panwar, 77 anos, afirmou que o casal ficou endividado para financiar o tratamento. "Finalmente temos um filho e herdeiro", disse ele. "Nós rezamos a Deus, visitamos santos e locais sagrados para rezar por um herdeiro. Posso morrer como um homem feliz e um pai orgulhoso".

Segundo os médicos do Hospital Jaswant Roy, os gêmeos devem sobreviver. A mãe mais velha do mundo até agora é Adriana Iliescu, uma romena que deu à luz uma filha, aos 66 anos, em 2005.

"Se eu sou a mãe mais velha do mundo, isso não significa nada para mim. Eu só quero ver meus bebês e cuidar deles enquanto eu ainda posso", disse Omkari. "Minhas filhas ganharam um irmãozinho, meu marido e eu ganhamos um herdeiro - é tudo que sempre quisemos", acrescentou.
.
A ginecologista Nisha Malik afirmou que quando a viu, pensou primeiro que ela tivesse sofrido um acidente ou tivesse câncer. "Eu fiquei chocada quando esta senhora me disse que estava grávida. Eu sou médica há 20 anos e nunca vi caso parecido", disse. Omkari estava sangrando muito quando chegou ao hospital, com muita dor e quase inconsciente.

Mais:


***

8 de jun. de 2008

que você me aqueça neste inverno


Bebê é encontrado na lata de lixo em MG

Segundo polícia, menina estava enrolada em manta. Ela foi encaminhada ao hospital e, aparentemente, passa bem.

Mais:
» Mãe que deu bebê a casal desconhecido quer filha de volta
» Bebê é atingido por tiro em Belo Horizonte
.
Um bebê recém-nascido foi encontrado dentro de uma lata de lixo em Ribeirão das Neves (MG), na madrugada deste sábado (7). Segundo a polícia, um morador da região disse que a criança estava enrolada em uma manta.

O bebê levado para um hospital. De acordo com os médicos, a menina está aparentemente bem. A unidade de saúde informou que, na segunda-feira (9), o Conselho Tutelar deve ir até o local. A polícia está investigando o caso.

***

FONTE: Portal G1 de notícias
FOTOGRAFIA: Web

3 de jun. de 2008

adoção


Confira o passo-a-passo para adotar uma criança


Cerca de 8 mil crianças e adolescentes estão aptas à adoção, segundo pesquisa do Ipea. Cadastro nacional reunirá dados com perfis de crianças e possíveis pais adotivos.

Documentos, entrevistas e avaliação psicológica fazem parte do passo a passo para quem pretende adotar uma criança ou adolescente no país. Segundo relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e cerca de 8 mil (10%) delas estão aptas para adoção.

Na terça-feira 29/04/2008, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), o que promete agilizar os processos.

O sistema será implantado nas varas da Infância e da Juventude até o mês de julho e todos os dados estarão inseridos no sistema em seis meses. A vara da infância é o primeiro local que os interessados em adoção devem procurar para iniciar o processo.

Quando estiver implantado, o CNA fornecerá informações sobre o número de crianças e adolescentes sob a tutela do estado, quantidade e localização de casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis completos e dados sobre os abrigos.

Segundo o CNJ, o procedimento para quem pretende adotar uma criança continuará o mesmo, mas os juízes terão acesso ao cadastro nacional para facilitar que casais encontrem crianças com seu perfil.


Quem pode adotar:

- Adultos com mais de 21 anos, independentemente do estado civil, pode ser solteiro, casado, divorciado, ou viver em concubinato. Na hipótese de ser casado ou viver em uma relação de concubinato, a adoção deve ser solicitada por ambos, que participarão juntos de todas as etapas do processo adotivo. Será feita avaliação de estabilidade da união.

- Qualquer pessoa que seja pelo menos 16 anos mais velha que a criança a quem pretende adotar. A Justiça não prevê adoção por homossexuais. Neste caso, a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo.


Quem não pode adotar:

- Menores de 18 anos.

- Os avós ou irmãos da criança pretendida. Nesse caso, cabe um pedido de guarda ou tutela, que deverá ser ajuizado na Vara de Família da cidade onde residem. O tutor não pode adotar tutelado.


Quem pode ser adotado:

- Crianças e adolescentes com até 18 anos a partir da data do pedido de adoção, órfãos de pais falecidos ou desconhecidos.

- Crianças e adolescentes cujos pais tenham perdido o pátrio poder ou concordarem com a adoção de seu filho.

- Maiores de 18 anos também podem ser adotados. De acordo com o novo Código Civil, a adoção depende de sentença de juiz.

- Crianças e adolescentes com 16 anos a menos que o adotante.

- Só podem ser colocados para adoção as crianças e adolescentes que já tiveram todos os recursos esgotados no sentido de mantê-los no convívio com a família de origem.


Documentação necessária:

- RG e comprovante de residência;

- Cópia autenticada da certidão de casamento ou nascimento;

- Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;

- Cópia do comprovante de renda mensal;

- Atestado de sanidade física e mental;

- Atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas, com firma reconhecida;

- Atestado de antecedentes criminais.


O caminho da adoção:

Segundo Benedito Rodrigues dos Santos, secretário-executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), o processo de adoção não é padronizado no país. "No primeiro momento, os interessados procuram a Vara da Infância e da Juventude mais perto de casa. Em seguida, eles passam por uma entrevista. O terceiro passo é a apresentação dos documentos necessários." Santos disse ainda que depois de analisada a documentação, os interessados passam por uma nova entrevista. "Desta vez, um assistente social vai até a casa do adotante para conhecer melhor a rotina dele. Depois disso, é iniciado o processo de escolha da criança. Feito isso, se for o caso, é dada a guarda temporária da criança para o adotante. Esse é o período de experiência e de avaliação. "De acordo com o secretário-executivo do Conanda, se o adotante for aprovado, é 'iniciado' o processo na Justiça. "É quando o procedimento começa efetivamente. Tudo se encerra com a sentença do juiz aprovando ou não a adoção", disse Santos.

***

Matéria do reporter Glauco Araújo exibida em 02/05/2008 e retirada do site G1 da Rede Globo. Para ver a matéria no site do G1: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL449796-5598,00.html


FONTE: Site Adoção Brasil. Visite.

***

NOTA: Eu SEMPRE me pergunto por que os evangélicos quase não adotam. A maioria das famílias é estruturada, tem condições e, em tese, são os cristãos que possuem "o amor de Deus" em suas vidas. Infelizmente, esse amor é, em geral, autofágico, egoísta, autocentrado, indiferente, egocêntrico, pouco eficaz e fútil.
.
As igrejas, todas, são contra a adoção de crianças por casais gays. Eu também sou. Mas, por outro lado, onde estão as igrejas, que não incentivam seus membros a adotar crianças? Fazemos "campanhas" de oração pela prosperidade mas não fazemos nada para que cada família adote uma criança. Evangélicos conservadores, pastores, missionários, diáconos, bispos etc., fazem acirrada publicidade em seus blogs e sites para que as leis de adoção não contemplem casais gays, e eu não deixo de dar razão a eles. Mas eu me pergunto, também, por que, POR QUE essas pessoas não adotam nenhuma criança.
.
Se Deus nos amou a ponto de dar seu filho único para que fôssemos feitos seus filhos POR ADOÇÃO, como nós não podemos nos doar também e adotar crianças que precisam de uma família? É como diz o mandamento moderno da maioria das igrejas: Ame o teu próximo como a a ti mesmo, mas só aquele que estiver mais próximo - de preferência, o que estiver no reflexo do espelho.
.
***

9 de mai. de 2008

O "Dia das Mãe$" e a família em cacos

Por mais que as feministas esperneiem, a função primordial da mulher é a maternidade. Pelo óbvio motivo de que, caso ela deixe de exercê-la, a espécie humana se extinguirá.

Os gregos antigos, que sabiam das coisas, dedicavam a Rhea, mãe dos deuses, uma de suas mais belas comemorações: a da chegada da primavera.

Os cristãos também destacam sobremaneira o papel de Maria, mãe de Jesus Cristo, a quem endereçam uma de suas principais orações. Isto fez com que ela se colocasse, na imaginação dos devotos, quase no mesmo plano do Pai Nosso.

Sua deferência para com as mães e as mulheres, no entanto, só subsistiu até o feudalismo. Por que?

Uma explicação na linha do marxismo é a de que, sendo os homens mais aptos para o árduo trabalho braçal nos campos e para a guerra, a divisão de trabalho estabeleceu-se naturalmente, ficando as mulheres com a responsabilidade de gerar novos trabalhadores e combatentes, além de cuidarem do lar em que eles recompunham suas forças. A ideologia – a atitude cavalheiresca e protetora em relação ao sexo frágil – teria se erigido sobre essa realidade material.

O capitalismo, no entanto, dessacralizou a família, submetendo mulheres e crianças à mesma exploração que impôs aos homens. "A burguesia rasgou o véu do sentimentalismo que envolvia as relações de família e reduziu-as a simples relações monetárias", constatou Marx, qual um profeta irado diante do quadro dantesco de seu tempo: "a grande indústria destrói todos os laços familiares do proletário e transforma as crianças em simples objetos de comércio, em simples instrumentos de trabalho" ("Manifesto do Partido Comunista", 1848).

Emblematicamente, o primeiro registro de celebração do Dia das Mães no milênio passado se dá na Inglaterra do século XVII, quando o quarto domingo da Quaresma começou a ser dedicado às mães das operárias inglesas.

Nesse dia as trabalhadoras ganhavam folga para ficar em casa com as mães, depreendendo-se, portanto, que trabalhassem nos demais domingos. Os industriais, apesar de se dizerem tementes a Deus, não lhes permitiam que seguissem o exemplo do Criador, descansando no sétimo dia...

Do capitalismo selvagem à fase pós-industrial – O Brasil, com sua industrialização tardia, foi poupado do pesadelo em que se constituiu a criação da infra-estrutura básica do capitalismo na Europa, com destaque para o trabalho massacrante nas minas de carvão inglesas, em que mulheres e crianças cumpriam jornadas às vezes superiores a 14 horas diárias!

Em nosso país, até a década de 1960 os homens da casa (o pai e os filhos, estes pegando no batente tão-logo atingissem a idade de 14 anos) geralmente obtinham remuneração suficiente para o sustento, mesmo que precário, da família.

Foi quando os avanços no processo produtivo, tornando cada vez mais desnecessária a força física para a maioria dos desempenhos, possibilitaram o ingresso em massa das mulheres no mercado de trabalho.

O chamariz do consumo e a perspectiva de serem donas dos próprios narizes (sem se darem conta de que estavam apenas trocando o mandonismo do marido pela tirania impessoal do sistema) levaram as mulheres a disputarem entusiasticamente posições com suas iguais e com os próprios homens, mesmo recebendo paga inferior à deles pelas mesmas funções.

Como conseqüência desse aumento exagerado da oferta da mão-de-obra, as remunerações de todos foram aviltadas.

As famílias de classe média, principalmente, passaram a depender do trabalho dos dois cônjuges para manterem seu padrão de vida. Ficaram em cacos, com pais fatigados demais para cumprirem realmente seu papel e crianças crescendo aos cuidados de terceiros. O resultado são esses jovens problemáticos, egoístas e imaturos que todos conhecemos.

Nestes tempos em que as mulheres vêem a si próprias mais como profissionais do que como mães, paradoxalmente, o Dia das Mães é festejado como nunca. Mas, também aí prevalecem os malfadados interesses monetários, a necessidade que o sistema tem de datas festivas que alavanquem as vendas.

Então, o grande exemplo a ser lembrado nesta data é o de Anna Jarvis, estadunidense que batalhou incessantemente para que fosse instituído um dia de homenagem a todas as mães, vivas ou mortas, visando fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

O governador do seu estado, a Virgínia Ocidental, acabou oficializando essa celebração em 1910, no que foi logo imitado por congêneres, até que o presidente Woodrow Wilson unificou em 1914 as várias datas estipuladas, fixando o Dia Nacional das Mães no segundo domingo de maio.

Os comerciantes se atiraram sofregamente à exploração do lucrativo filão, horrorizando Ana Jarvis, que desabafou em 1923 para um repórter: "Não criei o Dia das Mães para ter lucro". No mesmo ano ela tentou cancelar a celebração por meio de uma ação judicial, inutilmente.

E teve sorte de morrer antes que o desvirtuamento do Dia das Mães se tornasse avassalador, na sociedade de consumo.
.
***
.
Texto de Celso Lungaretti, 57 anos, jornalista e escritor.
***
.
COLABORAÇÃO: Eva Châtel

2 de dez. de 2007

Fabrício Carpinejar [1]

UMA SOLIDÃO SOLTEIRA

Arte de Veermer

Fabrício Carpinejar





O que é ser mãe? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.

DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde. Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.

De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e educar a criança.

POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia embutida no ventre.

Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.

ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero. Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.

O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se fosse sua.

IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com fundamento sobre a qualidade dos programas.

De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.

A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR (Discutir o Relacionamento).

A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.

ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.

Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará informações atualizadas da rua.

Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.

OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não serem incomodados.

Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele. Vai se aproximar de outras mães para dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.

A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja convertida em recalque.

Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor do que ela.

O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser surpreendida com as repetições de suas idéias, basta que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor.
***


FONTE: Site do Fabrício Carpinejar.

Marcadores

Comportamento (719) Mídia (678) Web (660) Imagem (642) Brasil (610) Política (501) Reflexão (465) Fotografia (414) Definições (366) Ninguém Merece (362) Polêmica (346) Humor (343) link (324) Literatura (289) Cristianismo (283) Maya (283) Sublime (281) Internacional (276) Blog (253) Religião (214) Estupidez (213) Português (213) Sociedade (197) Arte (196) La vérité est ailleurs (191) Mundo Gospel (181) Pseudodemocracia (177) Língua (176) Imbecilidade (175) Artigo (172) Cotidiano (165) Educação (159) Universidade (157) Opinião (154) Poesia (146) Vídeo (144) Crime (136) Maranhão (124) Livro (123) Vida (121) Ideologia (117) Serviço (117) Ex-piritual (114) Cultura (108) Confessionário (104) Capitalismo (103) (in)Utilidade pública (101) Frases (100) Música (96) História (93) Crianças (88) Amor (84) Lingüística (82) Nojento (82) Justiça (80) Mulher (77) Blábláblá (73) Contentamento (73) Ciência (72) Memória (71) Francês (68) Terça parte (68) Izquerda (66) Eventos (63) Inglês (61) Reportagem (55) Prosa (54) Calendário (51) Geléia Geral (51) Idéias (51) Letras (51) Palavra (50) Leitura (49) Lugares (46) Orkut (46) BsB (44) Pessoas (43) Filosofia (42) Amizade (37) Aula (37) Homens (36) Ecologia (35) Espanhol (35) Cinema (33) Quarta internacional (32) Mudernidade (31) Gospel (30) Semiótica e Semiologia (30) Uema (30) Censura (29) Dies Dominicus (27) Miséria (27) Metalinguagem (26) TV (26) Quadrinhos (25) Sexo (25) Silêncio (24) Tradução (24) Cesta Santa (23) Gente (22) Saúde (22) Viagens (22) Nossa Linda Juventude (21) Saudade (21) Psicologia (18) Superação (18) Palestra (17) Crônica (16) Gracinha (15) Bizarro (14) Casamento (14) Psicanálise (13) Santa Casa de Misericórdia Franciscana (13) Carta (12) Italiano (12) Micos (12) Socialismo (11) Comunismo (10) Maternidade (10) Lêndias da Internet (9) Mimesis (9) Receita (9) Q.I. (8) Retrô (8) Teatro (7) Dããã... (6) Flamengo (6) Internacional Memória (6) Alemão (5) Latim (5) Líbano (5) Tecnologia (5) Caninos (4) Chocolate (4) Eqüinos (3) Reaça (3) Solidão (3) TPM (2) Pregui (1)