Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

FAÇA COMO EU: VISITE O BLOG DELES, E SIGA-OS TAMBÉM! :)

Mostrando postagens com marcador Letras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letras. Mostrar todas as postagens

2 de jan. de 2014

La saeta, de Antonio Machado

Nesses dias de fim de ano ouvi uma música do álbum Traduzir-se, de Raimundo Fagner (que eu não ouvia há um bom tempo). Quando o LP foi lançado eu tinha dez anos, então ouvi muito, passei o final da infância e a adolescência ouvindo o vinil que minha mãe tem até hoje. Eu gosto demais do trabalho do Fagner, mesmo se depois de um tempo ele passou a criar coisas mais comerciais, enfim, aquelas borbulhas de amor e tal. 

Na UnB, fiz três semestres de Espanhol, quando conheci algumas obras do poeta Antonio Machado. Pude ler outras poesias do autor da letra que Fagner musicou (foi ele? nem me lembro). La saeta é uma das mais lindas músicas desse LP, que aliás não tem nenhuma música ruim. Antonio Machado é também o autor de Las Moscas, que eu acho lindíssimo. Uma estrofe: ¡Moscas del primer hastío / en el salón familiar, / las claras tardes de estio / en que yo empecé a soñar! 

Em La Saeta Machado transgride a tradição católica espanhola, dos autoflagelos, das procissões, do Cristo  morto, imovel e pregado numa cruz, do sofrimento como parte constitutiva do cristianismo e afirma a essência de um Cristo vivo, que se move e que também transgride as leis humanas ao andar sobre o mar. Nisso eu me identifico com ele! Machado foi muito feliz ao escrever este poema em que a antítese morte x vida, retratada nas duas concepções do Cristo, é a própria essência constitutiva do cristianismo na Europa.

¡Oh, la saeta, el cantar 
al Cristo de los gitanos, 
siempre con sangre en las manos, 
siempre por desenclavar! 
¡Cantar del pueblo andaluz, 
que todas las primaveras 
anda pidiendo escaleras 
para subir a la cruz! 
¡Cantar de la tierra mía, 
que echa flores 
al Jesús de la agonía, 
y es la fe de mis mayores! 
¡Oh, no eres tú mi cantar! 
¡No puedo cantar, ni quiero 
a ese Jesús del madero, 
sino al que anduvo en el mar!


27 de dez. de 2013

vamos moer a carne dos cristãos


Vamos moer a carne dos cristãos
Vamos falar mal dos cristãos
Nada mais na moda, nada mais interessante
Vamos comer o coração
De algum homem cristão
Católico ou protestante
Vamos pendurá-lo numa cruz
Vamos jogá-lo aos leões
Vamos encher as prisões
Vamos comer carne assada de cristão
Ortodoxo, copta, não importa,
Isso é tão emocionante
Desde os tempos do império
Os romanos, os nazistas
Os agnósticos e os comunistas
Fascistas, ateus, fariseus
Todos querem um troféu
Melhor que ir para o céu
É jogar pedra em crente
Vamos comer carne de cristão
Em algum ritual pagão
Vamos ver cristão morrer
Arábia Saudita, Irã, Iraque, Níger
Vamos proibir seus cultos
Vamos queimar suas igrejas
Egito, China, Coreia do Norte, Cuba
França, Inglaterra, Aruba
Vamos proibi-los de falar
Vamos proibi-los de pregar
Isso é tão antimoderno
Tão estúpido, tão particular
Vamos comer carne de cristão
Vamos criar uma influência
Contar com a leniência
Da sociedade organizada
Dos grupos de direitos humanos
Dos bons e dos bacanas
Dos responsáveis, dos esclarecidos e dos sacanas
Vamos cortar garganta de cristão
É tão moderno, é tão chic
Vamos pendurar cristãos, enforcar, esquartejar
Vamos estuprar mulheres cristãs
Vamos jogar seus corpos aos ratos
Índia, Paquistão, Japão, Afeganistão,
Ninguém se incomoda, afinal
Iêmen, Maldivas, Síria, Eritreia,
É mais fácil ser preso por bater em animal
Carne de cristão vale menos que um jornal
Vamos mastigar cristão
O culto, o antenado, o consciente e o politizado,
Todos se calam, é normal
É carne suja, é carne fraca,
Osso de cristão moído é ração
Carne de cristão morto
Serve pra adubar o horto
Libéria, Líbia, Laos, Vietnã,
São tantos países comendo carne cristã
São tantas nações bebendo o sangue desse povo
Não há porque ter medo
É moda queimar a carne dos cristãos
Vamos publicar leis
Vamos escrever nos jornais
Vamos proibir seus cultos

Vamos julgar seus princípios ilegais
Vamos saquear suas igrejas

Vamos executá-los lentamente
Porque cristão não é gente
Não é nada
A carne esmagada há dois mil anos
A carne apodrecida, esquecida e insultada
É a carne dos cristãos,
Moídos na perseguição
E se ninguém se importa
Vamos produzir gente morta
Pode ser divertido, pode ser engraçado
Ver um cristão esmagado
Como um bicho, um inseto, gado.
Vamos comer a carne dos cristãos.













http://www.portasabertas.org.br/


São Luis, 27/12/2013

10 de dez. de 2009

novo dicionário ingrêis-purtuguêis



I - expressão de dor [Ex.: I, que dor!]
morning - que não está nem frio, nem quente [Ex.: Este café está morning!]
can't - o contrário de frio [Ex.: Não, o café está can't.]
him - órgão do corpo humano [Ex.: Ele precisou fazer um transplante de him.]
hair - marcha do carro [Ex. O motorista deu a marcha a hair.]
cream - ato ilegal [Ex.: Roubar o povo é um cream.]
may go - dócil [Ex.: Que cachorrinho may go!]
river - pior que feio [Ex.: Que lugar! Ô river!]
you - expressão de curiosidade [Ex.: You seu irmão?]
paint - objeto de uso pessoal [Ex.: Onde está o meu paint?]
ear - dirigir-se para algum lugar [Ex.: O menino quer ear para casa.]
hand - fazer valer [Ex.: Fora da poupança seu dinheiro não hand.]
as - letra do alfabeto [Ex.: Depois do "q", vem o as...]
she - expressão de temor [Ex.: She... algo deu errado...]

5 de dez. de 2009

chove. há silêncio, de fernando pessoa





Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente... 


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

15 de nov. de 2009

o mito de prosérpina







O rapto de Prosérpina, de Luca Giordano
Veja mais aqui.


Depois de Júpiter e seus irmãos terem derrotado os titãs e os expulsado para o Tártaro, um novo inimigo ergueu-se contra os deuses. Eram os gigantes Tífon, Briareu, En­celado e outros. Alguns deles tinham cem braços, outros respiravam fogo. Afinal, foram vencidos e enterrados vi­vos no Monte Etna, onde alguns continuam a lutar para se libertar, sacudindo toda a ilha com os terremotos. Sua respiração sai através da montanha e é o que os homens chamam de erupção vulcânica.
A queda desses monstros abalou a terra, o que alarmou Plutão, receoso de que seu reino pudesse ser aberto à luz do sol. Presa dessa apreensão, ele entrou em seu carro, puxado por cavalos negros, e viajou pela terra para verificar a extensão dos danos. Enquanto se achava empenhado nesse mister, Vênus, que estava sentada no Monte Erix, brincando com seu filho Cupido, olhou-o e disse:
- Meu filho, toma tuas setas, com que vences todos, mesmo Jove, e crava uma delas no peito daquele sombrio monarca, que governa o reino do Tártaro. Por que deverá ele sozinho escapar? Aproveita a oportunidade de ampliar 0 teu e 0 meu domínio. Não vês que mesmo no céu alguns desprezam nosso poder? Minerva, a sábia, e Diana, a caçadora, desafiam-nos; e ali esta a filha de Ceres, que ameaça seguir seu exemplo. Agora, se tens qualquer consideração por teus próprios interesses e pelos meus, junta aquelas duas pessoas em uma só.
O menino abriu a aljava e escolheu a mais aguda e fiel seta; depois, firmando 0 arco no joelho, distendeu a corda e desfechou a seta de ponta aguda bem no coração de Plutão.
Há, no Vale de Ena, um lago escondido no bosque, que o protege contra os ardentes raios do sol; o ter­reno úmido é coberto de flores, e a Primavera reina ali perpetuamente. Prosérpina lá se encontrava, brincan­do com suas companheiras, colhendo lírios e violetas, e enchendo com as flores seu cesto e seu avental, quando Plutão a viu, apaixonou-se por ela e raptou-a. Ela gritou, pedindo ajuda à mãe e às companheiras; e quando, apa­vorada, largou os cantos do avental e deixou cair as flores, sentiu, infantilmente, sua perda como um acréscimo ao seu sofrimento. O raptor excitou os cavalos, chamando-os cada um por seu nome e soltando sobre suas cabeças e pescoços as rédeas cor de ferro. Quando chegou ao Rio Cíano, e este se opôs à sua passagem, Plutão feriu a mar­gem do rio com seu tridente, a terra abriu-se e deu-lhe passagem para o Tártaro.
Ceres procurou a filha por todo o mundo. Aurora, dos louros cabelos, ao sair pela manhã, e Hespéria, ao trazer as estrelas ao anoitecer, ainda a encontraram ocupada na procura. Tudo foi em vão, porém. Afinal, cansada e triste, ela se sentou numa pedra e ali continuou sentada, duran­te nove dias e nove noites, ao ar livre, à luz do sol e ao luar, e sob a chuva. Era onde ora se ergue a cidade de Elêusis, então morada de um velho chamado Celeus. Ele estava no campo, colhendo bolotas e amoras silvestres e grave­tos para alimentar o fogo. Sua filhinha conduzia para casa duas cabras e, ao aproximar-se da deusa, que aparecia sob o disfarce de uma velha, disse-lhe:
- Mãe (e o nome foi suave aos ouvidos de Ceres), por que estás sentada aí nessa rocha?
O velho tambem parou, embora sua carga fosse pesa­da, e convidou Ceres a entrar em sua cabana. Ela recusou e ele insistiu.
- Vai em paz - respondeu a deusa - e sê feliz em companhia de tua filha. Eu perdi a minha.
Ao falar, lágrimas - ou algo como lágrimas, pois os deuses não choram - escorreram-lhe pelo peito. O compassivo velho e a criança choraram com ela. Afinal, disse Celeus:
- Vem conosco e não desprezes nosso teto humilde. Talvez tua filha te seja devolvida sã e salva.
- Vamos - disse Ceres -, não posso resistir a tal apelo! Levantou-se da pedra e seguiu com os dois. Enquanto caminhavam, Celeus contou que seu único filho, um menino, estava doente, febril e sem sono. Ceres parou e colheu algumas papoulas. Ao entrarem na cabana, encontraram todos muito tristes, pois o estado do menino parecia desesperador. Metanira, sua mãe, recebeu aten­ciosamente a visitante, e a deusa, debruçando-se, beijou os lábios da criança enferma. Instantaneamente, a pali­dez abandonou-lhe o rosto e o vigor da saúde voltou-lhe ao corpo. Toda a família ficou deleitada - isto é, o pai, a mãe e a menina, pois não tinham criados. Puseram a mesa, e serviram coalhada e creme, maçãs e mel. Enquanto comiam, Ceres misturou caldo de papoula no leite que o menino estava tomando. Quando veio a noite e tudo estava quieto, ela se levantou e, pegando o menino adormecido, passou-lhe as mãos pelos lábios e murmurou três vezes palavras de encantamento, depois foi colocá-lo nas cinzas. A mãe do menino, que estava observando o que a hóspede fazia, levantou-se, com um grito, e tirou a criança do fogo. Então Ceres assumiu sua própria forma e um divino esplendor espalhou-se em tomo. Diante do assombro de todos, disse:
- Mãe, foste cruel no amor ao teu filho. Eu ia torná-lo imortal, mas frustraste meus esforços. Não obstante, ele será grande e útil. Ensinará aos homens o uso do ara­do e as recompensas que o trabalho pode obter do solo cultivado.
Assim dizendo, envolveu-se numa nuvem e, tomando seu carro, afastou-se.
Ceres continuou a procurar a filha, passando de ter­ra em terra, e atravessando mares e rios, ate voltar à Sici­lia, de onde partira, e ficou de pé à margem do Rio Cíano, onde Plutão abrira uma passagem para os seus domínios. A ninfa do rio teria contado à deusa tudo que testemunha­ra, se não fosse o medo de Plutão; assim, apenas se aven­turou a pegar a guirlanda que Prosérpina deixara cair em sua fuga e fazê-la descer pela correnteza do rio, até junto da deusa. Vendo-a, Ceres não teve mais dúvida sobre a perda da filha, mas ainda não conhecia a causa e lançou a culpa sobre a terra inocente.
- Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozarás de meus favores! ­- exclamou.
Então, o gado morreu, o arado quebrou-se no sulco, as sementes não germinaram. Houve sol e chuva em de­masia. As aves roubaram as sementes. Somente medravam os cardos e sarças. Ao ver isto, a fonte Aretusa inter­cedeu pela terra:
- Não culpes a terra, deusa! - exclamou. - Ela se abriu de má vontade para dar passagem à tua filha. Posso contar-te qual foi o seu destino, pois a vi. Esta não é mi­nha terra natal; venho de Elis. Era uma ninfa dos bosques e comprazia-me na caça. Exaltavam minha beleza, mas eu não cuidava disso, e antes me vangloriava de minhas proezas venatórias. Certo dia, estava voltando do bosque, aquecida pelo exercício, quando vi um regato que corria sem ruído, tão claro que podiam contar-se as pedrinhas do fundo. Os salgueiros o sombreavam e as margens, co­bertas de relva, desciam ate a água, numa rampa suave. Aproximei-me, toquei a água com o pé. Entrei até ficar com água pelo joelho e, não contente com isto, deixei mi­nhas vestes nos salgueiros e entrei no rio. Enquanto lá est­ava, ouvi um murmúrio indistinto, vindo do fundo do rio, e apressei-me em fugir para a margem mais próxima.
- Por que foges, Aretusa? - disse a voz. - Sou Al­feu, o deus deste rio.
Fugi e ele me perseguiu. Não era mais rápido do que eu, mas era mais forte, e alcançou-me, quando minhas forças fraquejaram. Afinal, exausta, gritei pedindo a ajuda de Diana:
- Ajuda-me, deusa! Ajuda tua devota!
A deusa ouviu-me e envolveu-me logo em espessa nuvem. 0 rio-deus procurou-me, ora aqui, ora ali, e duas vezes aproximou-se de mim, mas não conseguiu encontrar-me.
- Aretusa! Aretusa! - gritava.
Oh, como eu tremia! Como o cordeirinho, que ouve o lobo uivando fora do redil. Um suor frio cobriu-me, meus cabelos caíram como correntes de água e onde estavam meus pés formou-se uma lagoa. Em resumo: em menos tempo do que leva para contar, tornei-me uma fonte. Mas ainda sob essa forma, Alfeu reconheceu-me e tentou misturar sua corrente com a minha. Diana abriu a solo e eu, tentando escapar à perseguição, mergulhei na caverna e, através das entranhas da terra, cheguei aqui à Sicília. Ao passar pelas camadas inferiores da terra, vi sua Prosérpina. Ela estava triste, mas já não refletia susto na fisionomia. Seu aspecto era o de uma rainha: a rainha do Érebo; a po­derosa esposa do monarca do reino dos mortos.
Ao ouvir isto, Ceres ficou perplexa durante um mo­mento, depois virou o seu carro para o céu e correu a apresentar-se diante do trono de Jove. Contou a histó­ria de sua aflição e implorou a Júpiter que intercedesse, para conseguir a restituição de sua filha. Júpiter consen­tiu, com uma condição: a de que Prosérpina não tivesse tomado qualquer alimento durante sua permanência no mundo inferior; de outro modo, as Parcas proibiam a sua libertação. E, assim, Mercúrio foi mandado, acompanha­do de Primavera, para pedir Prosérpina a Plutão. O ardilo­so monarca consentiu, mas, infelizmente, a donzela acei­tara uma romã que Plutão lhe oferecera e sugara o doce suco de algumas sementes. Isso foi suficiente para impe­dir sua libertação completa. Fez-se um acordo, contudo, pelo qual Prosérpina passaria metade do tempo com sua mãe e o resto com seu marido Plutão.
Ceres deu-se por satisfeita com esse arranjo e resti­tuiu à terra seus favores. Lembrou-se, então, de Celeus e de sua família, e da promessa feita ao menino Triptólemo. Quando o menino cresceu, ensinou-lhe o uso do arado e como semear. Levou-o em seu carro, puxado por dragões alados, a todos os países da terra, aquinhoando a humanidade com cereais valiosos e com o conhecimento da agricultura. Depois de seu regresso, Celeus construiu em Elêusis um magnífico templo dedicado a Ceres e es­tabeleceu o culto da deusa, sob o nome de mistérios de Elêusis, que, no esplendor e solenidade de sua observância, ultrapassavam todas as demais celebrações religiosas entre os gregos.
Não pode haver dúvida de que esta história de Ceres e Prosérpina é uma alegoria. Prosérpina representa a semente do trigo, que, quando enterrada no chão, ali fica escondida, isto é, levada pelo deus do mundo subterrâneo. Depois reaparece, isto é, Prosérpina é restituída à sua mãe. A primavera a faz voltar à luz do dia. 



***







FONTE: O livro de ouro da mitologia, de Thomas Bulfinch.


***


NOTA: Eu gosto muito desse mito grego! É um dos meus preferidos, sobretudo pela resolução e pela ilustração. A metáfora da semente que cai na terra e precisa morrer para gerar vida foi usada por Jesus, como parábola, muito tempo depois dos registros da mitologia grega, para ilustrar a morte do homem natural e o nascimento do homem espiritual. Muitos mitos gregos encontram paralelo na Bíblia, outro exemplo de que gosto é o de Hércules e seu paralelo com Sansão. Bom, já é outra história. Voltando a Prosérpina: sempre que estou triste tento pensar nisso: a morte momentânea e as angústias presentes redundarão em coisa melhor no futuro; as lágrimas semeadas trarão boa colheita; ao inverno segue-se a primavera; a semente que cai na terra e morre, gera vida.

5 de nov. de 2009

casto, corajoso e controlado

O Diabo se contenta perfeitamente em ver você se tornado casto, corajoso e controlado, desde que ele consiga instaurar em você a ditadura do orgulho o tempo todo (da mesma forma que ele ficaria contente em ver você curado de um resfriado, para lhe dar um câncer).



16 de out. de 2009

dois blogs

Olá, amigos,


A Norma Braga se mudou para o interior de São Paulo e está feliz da vida com seus dois felinos e a calma interiorana, longe da agitação Niterói-Rio. Nesta semana, fui ao Blog da Norma, que leva seu nome - Norma Braga - e fui indexicalizada (não me perguntem de onde tirei essa palavra...) para seu outro blog, que é um diário de leitura. Norma é conservadora, calvinista, professora e tradutora de francês e doutora em Letras. Conclusão: publica textos interessantes, não deixem de visitar os sites. Não poderia deixar aqui de dar a dica, e seguem abaixo os links para os blogs Norma Braga e Tamos lendo:

20 de ago. de 2009

Senhor, tende piedade de nós!


Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo "espetáculo do crescimento" que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza
Pelo perigo constante quando Lula improvisa
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa
Senhor, tende piedade d e nós!

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo "nunca antes nesse país"
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós!

Pela importante missão do astronauta brasileiro
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro
Pelo Freud que "não explica" a origem do dinheiro
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do "nosso guia"
Pela desculpa de que "o presidente não sabia"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós!

Pela "queima do arquivo" Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan
Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Heloisa Helena nua em pêlo
Pela Jandira Feghali e seu cabelo
Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo
Senhor, tende piedade de nós!

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós!

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós!

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós!

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós!

Pela invejável "cultura" da Adriana Galisteu
Pelo "picolé de xuxu" que esquentou e derreteu
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós!

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na m*
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo crescimento do PIB igual do Haiti
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós!

Para que possamos ter muita paciência
Para que o povo perca a inocência
E proteste contra essa indecência
Senhor, dai-nos a paz!

(Autor desconhecido)

***

COLABORAÇÃO: Wilson Felix

22 de jul. de 2009

leia isso...

Coisas de cérebro . . Da Universidade de Cambridge .

Só pssaoes epsertas cnsoeugem ler itso.

Eu não cnogseui acreidatr que relmanet pidoa etndeer o que etvsaa lndeno. O pdoer fnemoeanl da mntee huamna, de aorcdo com uma psqueisa da Unvireisadde de Cmabrigde, não ipmrota a odrem em que as lteras em uma plavara etsão, a úcina cisoa ipmotratne é que a piremira e a útimla ltreas etseajm no lguar ctreo. O rseto pdoe etasr uma ttaol bnauguça e vcoê adnia pdoreá ler sem perolbmea. Itso pruqoe a mtene haunma não lê cdaa lreta idnvidailuemtne, mas a pvrlaaa cmoo um tdoo. Ipessrinaonte hien? É e eu smrepe pnenesi que slortaerr era ipmorantte! Se vcoê pdoe ler itso pssae aidntae !!


***

COÇRBALAÃO: Assis Groove

12 de mai. de 2009

vilarejo, mas pode chamar de canãa


Você já prestou atenção a esta música cantada pela Marisa Monte? Ouça...

Eu vejo este "Vilarejo", cuja letra é envolvente e a música mais que linda, como Canãa, a Nova Jerusalém, a Terra Prometida, o fim do deserto, o lugar de encontro com Deus, Peniel, nosso descanso, a alegria dos que esperam em Deus uma vida de paz, completa e transbordante. 

vilarejo

marisa monte

Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali 

Onde areja um vento bom

Na varanda, quem

descansa 

Vê o horizonte deitar no chão 

Pra acalmar o coração 

Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe 

Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal

Frutas em qualquer quintal

Peitos fartos, filhos fortes

Sonho semeando o mundo real 

Toda gente cabe lá

Palestina, Shangri-lá 

Vem andar e voa 

Vem andar e voa 

Vem andar e voa 

Lá o tempo espera 

Lá é primavera 

Portas e janelas ficam sempre abertas 

Pra sorte entrar 

Em todas as mesas, pão

Flores enfeitando 

Os caminhos, os vestidos, os destinos 

E essa canção 

Tem um verdadeiro amor

Para quando você for

Marcadores

Comportamento (719) Mídia (678) Web (660) Imagem (642) Brasil (610) Política (501) Reflexão (465) Fotografia (414) Definições (366) Ninguém Merece (362) Polêmica (346) Humor (343) link (324) Literatura (289) Cristianismo (283) Maya (283) Sublime (281) Internacional (276) Blog (253) Religião (214) Estupidez (213) Português (213) Sociedade (197) Arte (196) La vérité est ailleurs (191) Mundo Gospel (181) Pseudodemocracia (177) Língua (176) Imbecilidade (175) Artigo (172) Cotidiano (165) Educação (159) Universidade (157) Opinião (154) Poesia (146) Vídeo (144) Crime (136) Maranhão (124) Livro (123) Vida (121) Ideologia (117) Serviço (117) Ex-piritual (114) Cultura (108) Confessionário (104) Capitalismo (103) (in)Utilidade pública (101) Frases (100) Música (96) História (93) Crianças (88) Amor (84) Lingüística (82) Nojento (82) Justiça (80) Mulher (77) Blábláblá (73) Contentamento (73) Ciência (72) Memória (71) Francês (68) Terça parte (68) Izquerda (66) Eventos (63) Inglês (61) Reportagem (55) Prosa (54) Calendário (51) Geléia Geral (51) Idéias (51) Letras (51) Palavra (50) Leitura (49) Lugares (46) Orkut (46) BsB (44) Pessoas (43) Filosofia (42) Amizade (37) Aula (37) Homens (36) Ecologia (35) Espanhol (35) Cinema (33) Quarta internacional (32) Mudernidade (31) Gospel (30) Semiótica e Semiologia (30) Uema (30) Censura (29) Dies Dominicus (27) Miséria (27) Metalinguagem (26) TV (26) Quadrinhos (25) Sexo (25) Silêncio (24) Tradução (24) Cesta Santa (23) Gente (22) Saúde (22) Viagens (22) Nossa Linda Juventude (21) Saudade (21) Psicologia (18) Superação (18) Palestra (17) Crônica (16) Gracinha (15) Bizarro (14) Casamento (14) Psicanálise (13) Santa Casa de Misericórdia Franciscana (13) Carta (12) Italiano (12) Micos (12) Socialismo (11) Comunismo (10) Maternidade (10) Lêndias da Internet (9) Mimesis (9) Receita (9) Q.I. (8) Retrô (8) Teatro (7) Dããã... (6) Flamengo (6) Internacional Memória (6) Alemão (5) Latim (5) Líbano (5) Tecnologia (5) Caninos (4) Chocolate (4) Eqüinos (3) Reaça (3) Solidão (3) TPM (2) Pregui (1)