Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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15 de ago. de 2012

VetHelp, a pior Clínica Veterinária de Niterói, RJ. Fuja dela.


Este é um alerta aos moradores de Icaraí, em Niterói. Faço isso porque estou sentindo na pele (literalmente) o que é ser vítima de uma clínica veterinária onde a higiene e os cuidados mais básicos com regras sanitárias são desprezados. Ah, é claro: a coisa não seria assim tão feia se o veterinário responsável fosse um profissional ético. Mas, se fosse ético, investiria em higienização adequada de seu estabelecimento, não? Vamos pelo começo.


No mês de maio de 2012, conheci a Clínica VetHelp, em Niterói (Av. Roberto Silveira, 196, ao lado do Campo de São Bento). Passando pela calçada, vi que eles tinham o serviço de banho, e resolvi levar a Naná para tomar um banho lá. Acompanhei o primeiro banho pessoalmente. Depois disso, resolvi vacinar minha gatinha Naná ali (vacinas anuais). Por sugestão do veterinário, paguei uma limpeza completa nos dentes da Naná, o que inclui sedação completa do animal. Depois disso, Naná começou a ter problemas de saúde. Nesse meio tempo, no final de junho, resolvi adotar um gatinho que estava ali, à espera de uma família. Paguei a vacinação dele, é claro. Logo depois disso, Naná, que está comigo há 13 anos, começou a ter problemas respiratórios e cardíacos, e precisei deixar o gatinho adotado na VetHelp por alguns dias. O veterinário que acompanhou todo o tratamento da Naná foi o Gláuber Leal Martins, CRMV-RJ 9658, dono da VetHelp.

Pois bem. Certo dia, depois que Naná melhorou, fui buscar o gatinho que havia adotado – já no final de julho. Trouxe-o de volta para casa. Nos três primeiros dias de sua volta, percebi que ele se coçava muito, mas quando Naná começou também a se coçar, por volta do quarto dia, resolvi verificar o que era: o gato estava infestado de pulgas. Naná estava cheia de pulgas, também. Minha casa estava cheia de pulgas. Imediatamente, cerca de quatro dias após constatar que ele havia voltado da VetHelp cheio de pulgas, levei-o de volta para a Clínica. Fiquei indignada. A VetHelp acolhe animais de rua. E faz isso sem nenhum controle. Os animais ficam lá, entulhados, entre urina e fezes, cheios de pulgas (e sabe Deus mais o quê). Eu me espanto que a Vigilância Sanitária ainda não tenha fechado aquele lugar.

Depois de cerca de duas semanas (precisei me acalmar, tamanha a indignação) após ter devolvido o gato, fui falar com o veterinário, Gláuber  Leal Martins (chamar esse ser antiético de “doutor” é impensável). Levei a ele as notas fiscais do Frontline (remédio caríssimo para pulgas e carrapatos), que eu havia usado na Naná, além da nota do banho que ela havia tomado (em outra clínica, é claro) e do inseticida que eu estava tendo que borrifar em toda a minha casa. O que ele me disse? Preparem-se. O veterinário me disse que ele não ia ajudar a custear nada, e que eu não tinha como “provar” (isso mesmo!) que o gato tinha pego as pulgas ali. Eu disse a ele que se fosse naquele momento examinar  os locais onde estavam os animais, acharia pulgas. Ele disse (pasmem de novo) que provavelmente sim, eu acharia muitas pulgas naquele lugar, mas isso não provava que o gato que eu tinha adotado ali havia sido contaminado com pulgas... exatamente ali! Mais: disse-me que se eu tivesse constatado que o gato tinha pulgas cerca de meia hora depois de sua chegada em minha casa, ele ajudaria a custear tudo o que eu estava gastando, mas três dias depois era muito tempo. Expliquei a ele que o gato tinha saído de sua clínica e ido diretamente para minha casa, sem parar em nenhum lugar. Disse a ele que há 13 anos tinha a Naná, e que ela jamais tinha tido pulgas. Expliquei que ele sabia que as pulgas vinham dali. Que nada! O veterinário, me perguntou, cinicamente, se eu não era grata por eles terem “hospedado” o gato durante o tratamento com a Naná. Obviamente, sua lógica era a das compensações: o gato pegou as pulgas aqui, mas, em compensação... Disse a ele que alertaria seus possíveis cliente por meio de redes sociais e internet, e que denunciaria aquele pulgueiro à Vigilância Sanitária. Ele me disse que eu não poderia provar que o gato tinha sido infestado de pulgas em sua clínica (sabem aquele discurso pronto de quem já está acostumado a lidar com a Justiça por conta de problemas profissionais...? Pois é.): quem sabe, disse ele, uma pulga não tenha pulado para minha calça jeans, da calçada, e, de lá, infestado minha casa interira? Alguém consegue imaginar tamanho cinismo?

Quero, antes de tudo, então, fazer um alerta: não passem nem na calçada da VetHelp, clínica veterinária de Niterói-RJ. O veterinário Gláuber Leal Martins, CRMV-RJ 9658, parece que está se lixando para seus clientes. Sua clínica está infestada de pulgas, e ele nega qualquer responsabilidade nisso. Animais doentes chegam ali e se misturam aos saudáveis sem controle. Cuidado com seu bichinho. A VetHelp investe pouco ou quase nada na higiene e nas regras de saúde. Isso quer dizer que o barato pode sair caro. Até hoje há pulgas na minha casa. Como o piso aqui é de taco de madeira, torna-se mais difícil erradicá-las. Já passei Frontline na Naná duas vezes. Ela já tomou um banho, e semana que vem tomará outro. Eu mesma estou me coçando frequentemente, e de vez em quando consigo identificar pulgas em lugares diferentes da casa.

Eu realmente espero que ninguém mais passe pelo pesadelo que estou passando. Além de ter sido prejudicada, tive que enfrentar o cinismo e a indiferença do veterinário que se fez de boa praça até poder mostrar as garras e os dentes afiados. Sabem o que ele ainda teve o descaramento de me cobrar o “abandono” do gatinho doente e infestado de pulgas em sua Clínica? E sabem o que ainda teve a coragem de fazer? Arrumar outro besta para adotar o pobre animal. Glauber Leal Martins, CRMV-RJ 9658, é um dos profissionais mais antiéticos e despreparados que já conheci. E olha que há muito tempo tenho bichinhos de estimação. Errou no diagnóstico da Naná. Pediu-me inúmeros exames caríssimos e inúteis. Chegou a diagnosticar câncer! E hoje Naná está ótima, vendendo saúde. Gastei o que tinha e o que não tinha na VetHelp, e saí no prejuízo. Tive que ouvir algumas das palavras mais desprovidas de ética e bom senso de toda a minha vida. E gente como ele continua levando vantagem no Brasil. Gente como ele continua trabalhando, infestando a vida pública, os consultórios, as clínicas, as empresas e, principalmente, a política brasileira – como as pulgas que vieram de sua Clínica para a minha casa. Ficou como lição. Pareceu-me lindo que um veterinário fosse tão gente boa, não cobrasse a internação da Naná nem a hospedagem do gatinho adotado quando Naná adoeceu. O preço disso tudo? Muito alto. A VetHelp é um lugar contaminado, está cheio de pulgas e sabe Deus se também não há ali carrapatos e tutti quanti. Queria muito que meu alerta chegasse a cada dono de bichinho de Niterói, para que ninguém pagasse o preço que estou pagando.

13 de fev. de 2011

relativismo cultural é blablablá que só funciona em conversa de mesa de bar



Blablablá



por Luiz Felipe Pondé

O que você faria se estivesse a ponto de assistir a um ritual de antropofagia? Interromperia (sem risco para você)? Ou deixaria acontecer em nome do relativismo cultural (essa ideia que afirma que cada um é cada um, que as culturas devem ser respeitadas em sua individualidade e que não podemos compará-las)?

No primeiro caso, você seria um horroroso descendente dos "jesuítas"; no segundo você seria um relativista chique. Sempre suspeitei que esse papo relativista fosse blablablá. Funciona bem em aula de antropologia, em bares, em parques temáticos e lojas de curiosidades. É evidente que "jesuítas" de todos os tipos fizeram horrores nas Américas. Todo adulto bem educado sabe que é feio condenar cultos à lua ou à chuva. Mas há algo no relativismo cultural que me soa conversa fiada: o relativismo cultural morre na praia quando você é obrigado a conviver com o Outro. E o "Outro" nem sempre é legal.

Se você aceita a antropofagia em nome do respeito à "cultura", aceita implicitamente a ideia de que o valor da vida humana seja subordinado à "cultura". A vida humana não tem valor em si. Todo estudante de antropologia sabe recitar esse credo. Quando confrontado com dilemas como esse, o relativista diz que se trata de uma situação meramente hipotética (hoje não existe mais antropofagia). Mas a verdade é que quando o relativista diz que a antropofagia é hoje quase nula, e, portanto, esse dilema não tem "validade científica", está literalmente correndo do pau porque "alguém" acabou com a antropofagia, não? Por que a antropofagia "acabou"?

Algumas hipóteses: 1) os antropófagos foram mortos por gripes ou em batalhas; 2) foram convertidos pelos horrorosos "jesuítas" e seus descendentes; 3) descobriram formas mais fáceis de comer e rituais que deixam as pessoas (isto é, os Outros) menos irritadas e com menos nojo. É importante conhecer o "lugar" da antropofagia nas religiões dos canibais, mas isso é apenas um "dado" antropológico. Uma descrição de hábitos (ruins). Mas o relativista tem que correr do pau mesmo, porque seu credo funciona bem apenas nas conversas de salão. A vida é sempre pior do que as festas. Relativistas culturais são, no fundo, puritanos disfarçados, gostam de "aquários humanos".

Os seres humanos são culturalmente promíscuos, e "a cultura" sem promiscuidade (trocas, misturas, confusões) só existe nos livros. Use internet, televisão, celulares, aviões e estradas, faça sexo ou guerra, e o papo do relativismo cultural vira piada. Na realidade, as pessoas lançam mão do argumento relativista somente quando lhes interessa defender a "tribo" com a qual ganha dinheiro e fama. O problema com o debate sobre os índios (ou qualquer outra cultura considerada "coitada") é a mitologia que ela provoca. Se, de um lado, alguns falaram dos índios (erradamente) como inferiores, bárbaros ou inúteis, por outro lado, os que "defendem" os índios normalmente caem no mito oposto: eles são legais e só querem viver "sua cultura", e eles não são "capitalistas" como nós, e blablablá. Índios gostam de poder como todo mundo, vide os índios "conscientes de seus direitos" devorando computadores, celulares e internet no Fórum Social, em Belém -ou ficam na idade da pedra mesmo e precisam que o Estado os defenda do mundo.

As culturas mais bem-sucedidas são predadoras e seduzem as mais fracas (ser mais bem-sucedida não implica ser legal). Por que levar medicina científica (invenção dos "opressores") para as aldeias? Não seria contaminação "cultural"? Vamos ou não brincar de "curandeiros"? Que tal abraçar árvores? Se você é católico e quer ser fiel aos seus princípios, você é um retrógrado; se você quer viver no meio da selva (com direitos adquiridos porque você é de uma cultura "coitada"), você é apenas uma tribo com direito a integridade cultural. O conceito de cultura é quase um fetiche do mercado das ciências humanas. Não que não existam culturas, mas o conceito na sua inércia preguiçosa só funciona no laboratório morto da sala de aula ou do museu. A vida se dá de forma muito mais violenta, se misturando, se devorando.

Nada disso é "contra" os índios, mas sim contra o relativismo como ética festiva. O oposto dele não é o obscurantismo, mas a dinâmica da vida real. O relativismo é um (velho) problema filosófico e um "dado" antropológico. Um drama, e não uma solução.


***

Pesquei do Paulo Lopes Weblog. Sugestão de leitura do Gutierres Fernandes Siqueira.

Leia também: Brasil: infanticídio indígena e relativismo multicultural, no Mídia Sem Máscara.

29 de out. de 2010

o que Julio Severo se recusou a publicar: a pena de morte é ANTICRISTÃ

Amigos do Blog:

Peço a atenção de todos a esse assunto: pena de morte. Pode parecer que a pena de morte nada tenha a ver conosco, no Brasil, mas tem. Tem a ver com os cristãos de qualquer localidade, e muito, porque os argumentos que validam a pena capital, sob o ponto de vista CRISTÃO, são totalmente anticristãos. Repito: OS ARGUMENTOS QUE VALIDAM A PENA DE MORTE SÃO ANTICRISTÃOS. Por que resolvi trazer esse assunto agora, ao meu Blog? Porque há dois dias li um texto defendendo a pena de morte, no Blog do Julio Severo, e decidi argumentar contra. O texto, cujo link posto aqui, defende a pena de morte como uma prática cristã. Absurdo dos absurdos! Além de ser a favor da pena de morte, Julio Severo decide não publicar alguns de meus comentários contrários a ela. Dos quatro comentários que enviei, apenas dois foram postados. Por que ele faz isso? Porque sabe que sua argumentação não encontra respaldo nas palavras de Jesus: encontra respaldo no islamismo do Irã, mas não nas palavras de Jesus! Publico aqui meus comentários, que ele se recusou a publicar em seu blog.

Link para o texto publicado no Blog do Julio Severo: http://juliosevero.blogspot.com/2010/10/pena-capital-e-biblica.html

TEXTO PUBLICADO NO BLOG DE JÚLIO SEVERO, DEFENDENDO A PENA CAPITAL, DE AUTORIA DO PR. MARCELLO OLIVEIRA:

A pena capital é bíblica?
A instrução sobre a pena capital (Gn 9.5,6) é inserida no arcabouço da promessa do Senhor (Gn 8.20-22) e da aliança (Gn 9.8-17), que é ministrada a toda a humanidade para preservar toda a vida humana. Nesse contexto, a legislação para se executar a pena capital pertence a todo o povo (Gn 9.5,6). A pena capital se fundamenta na verdade de que todos os seres humanos portam a imagem de Deus, separando-os do resto das criaturas vivas. “Ninguém pode ser injurioso para com seu irmão sem ferir a Deus mesmo.” A ofensa em si não é contra o homicida, nem sua família, nem a sociedade em geral (obviamente ela os impacta também), mas é contra Deus.
Tão valiosa é a vida humana como a portadora da imagem de Deus que Ele estipula compensação pelo derramamento da vida de seu sangue, não só do homicida, mas inclusive dos animais. O principio de lex talionis (isto é, vida por vida) fica esclarecido nos mandamentos divinos dados ao povo pactual relativos ao homicídio (Nm 35.16-21) e no ensino de Paulo sobre o cristão e o Estado. No caso do homicídio involuntário, os culpados são consignados a cidades de refúgio, não penitenciarias, até a morte do sumo sacerdote (Nm 35.22-28). Não obstante, no caso de homicídio, impõe-se a pena capital.
No Novo Testamento, os cristãos não devem vingar-se por qualquer malfeito recebido, mas devem dar lugar à ira de Deus para vingá-lo (Rm 12.19). Deus, por sua vez, designa o governo civil como seu ministro, um vingador para executar a ira sobre quem pratica o mal (Rm 13.4). O Senhor e Rei supremo arma a autoridade civil com a espada, instrumento de morte, para o castigo dos malfeitores. A legislação, “quem derrama o sangue do homem, pelo homem se derramará seu sangue” fornece a evidência de que a autoridade civil, como ministra de Deus, tem a responsabilidade de executar a pena capital contra toda ofensa capital.
Essa é uma obrigação, não uma opção, que Deus impõe ao Estado. Três vezes Deus diz: “pedirei contas” (Gn 9.5). Ele pedirá contas dos assassinos e do Estado que não usa a espada para castigá-los. Sob o regime da lei no Antigo Testamento, não havia qualquer tipo de força policial como conhecemos. Se era cometido um homicidio, cabia à família da vítima encontrar o culpado e levá-lo à justiça. Os anciãos da cidade protegeriam o acusado até que o caso fosse investigado. Se fosse considerado culpado, a família da vítima poderia realizar a execução. Uma vez que o assassino havia derramado sangue, o sangue dele também deveria ser derramado.
Deus institui o governo, pois o coração humano é perverso (Gn 6.5), e o medo do castigo pode refrear possíveis infratores da lei. A lei é capaz de impor limites, mas não de regenerar; somente a graça de Deus é capaz de transformar o coração humano. O governo humano tem suas fraquezas e limitações, mas é melhor do que a anarquia e do permitir que cada um faça aquilo que considera mais reto aos seus próprios olhos (Jz 17.6; 18.1; 21.25)A lei protege cuidadosamente o inocente. Deve haver pelo menos duas ou três testemunhas para convencer uma pessoa de crime (Dt 19.15). Se uma testemunha cometer perjúrio, então os juízes que julgam o caso farão com o perjuro o que ele pretendia fazer com o acusado, inclusive vida por vida (Dt 19.16-21). Além disso, as testemunhas devem ser envolvidas na execução (Dt 17.2,7).
Todavia, o homicida que realmente se arrepende do crime alcança misericórdia de Deus (Pv 28.13) e sua alma escapa do inferno. Embora Davi tenha cometido um adultério e mandado matar a Urias, ele achou perdão com base nos sublimes atributos da graça de Deus, em seu amor infalível e em sua terna misericórdia (2Sm 12.13,14; Sl 51).
Aqueles que se opõem à pena de morte perguntam: “A pena de morte reprime a criminalidade?” Mas será que qualquer lei, inclusive as leis de trânsito, é capaz de refrear a criminalidade? Talvez não tanto como gostaríamos, mas a punição de criminosos ajuda a sociedade a respeitar a lei e a justiça.

***

MEU PRIMEIRO COMENTÁRIO, QUE JÚLIO SEVERO PUBLICOU:

Que absurdo, Julio. A pena de morte é totalmente anticristã. Jesus deixou claro: devemos ter misericórdia dos nossos inimigos, sejam eles quais forem. É isso o que agrada a Deus. Deus já fez a Justiça, e ela foi feita em carne pelo sacrifício de Jesus Cristo. Afastar alguém do convívio social, por ele representar ameaça à sociedade? Sim. Fazer "justiça" própria, vingando-se? Jamais! A DEUS pertence a justiça, a vingança e a retribuiçao. Que o Senhor me livre de sujar minhas mãos com sangue - ainda que eu diga que a responsabilidade é do "Estado" - usurpando de Deus o ato de justiça que só pertence a Ele. Nós nos queixamos da onipresença do Estado na educação dos filhos, mas você acha justo a interferência do Estado chegar ao ponto de decidir se uma pessoa morre ou vive, por mais que essa pessoa tenha cometido crimes? Que cristianismo é esse, que é contra o aborto mas a favor da pena de morte? Não é o cristianismo bíblico! O cristão deve ser SEMPRE a favor da VIDA, em QUALQUER situação. Espero que meu comentário seja publicado

RESPOSTA DO JÚLIO SEVERO, TAMBÉM PUBLICADA NOS COMENTÁRIOS:

Maya, o mesmo DEUS que deu ao Estado a obrigação de castigar os assassinos mediante a espada que mata (vide Romanos 13) também não deu ao Estado autorização de matar inocentes mediante aborto ou tirar dos pais seu direito de educar os filhos. A mentalidade contrária a pena de morte prescrita por Deus tem fortes raízes na esquerda, não no Cristianismo. Estude a Bíblia. Estude Lutero. Estude Calvino. E você verá que o Deus deu ao Estado a obrigação de lidar com assassinos na exata medida de seus crimes. Isso é exatamente o contrário do que a esquerda quer. Leia também meus dois artigos nos links do final do texto.

Jesus veio para salvar a alma das pessoas. Ele não veio para destruir o Estado ou a função que Deus deu ao Estado.

MINHA RESPOSTA, SEGUNDO COMENTÁRIO QUE FOI PUBLICADO:

"A mentalidade contrária a pena de morte prescrita por Deus tem fortes raízes" na Bíblia! E nas palavras de Jesus Cristo, Julio, não na "esquerda". Toda vez que vc quer se contrapor a algum argumento adota essa fórmula mágica, de dizer que é "de esquerda". Jesus disse que nos dava novo mandamento. Qual é esse "novo mandamento"? Na minha Bíblia está escrito que é o amor. Não posso dizer que amo uma pessoa, um pecador, mesmo um ladrão (como Jesus amou, estando na cruz) ou um criminoso, e concordar que ela seja morta. Não há exegese bíblica que me diga isso. O que é o amor? É o cumprimento da Lei. Não me diga para estudar a Bíblia. Eu digo a mesma coisa pra você. A Bíblia é clara: "amai vossos inimigos". O que diz a Lei? Pena de morte. Olho por olho, dente por dente. O que diz Jesus? AMAI VOSSOS INIMIGOS. Não preciso estudar "Lutero e Calvino" para compreender que a pena de morte é anticirstã. Deus não deu ao Estado a "obrigação" de matar as pessoas. Deus diz que nós devemos amar as pessoas, porque um justo morreu por todos. A vingança pertence a Deus, não a você, que aos olhos do Senhor é tão devedor quanto qualquer outra pessoa. Que mérito há em você ou em suas obras que dão a você o direito de dizer quando alguém vai morrer, mesmo quando esse "ente" que decide isso chama-se "Estado"? Se o Estado pode decidir sobre a morte de alguém, como não pode decidir sobre a educação dos filhos, as regras acerca do casamento etc.? Jesus veio para cumprir a Lei. O que significa isso? Que Ele morreu para que toda a humanidade tivesse vida, e vida em abundância. Mesmo um assassino pode se arrepender e crer em Jesus, nos últimos momentos de sua vida. Quem é você para limitar a graça e o poder de Deus? Que pecado é grande demais para o Senhor negar seu perdão? E quem é você, à frente de Estado ou de qualquer outra instituição humana, para dizer se alguém deve ou não morrer? Eu me sinto realmente perplexa com a sua argumentação. Você está sendo legalista e me parece que conhece pouco sobre a graça e suas implicações.

RESPOSTA DE JÚLIO SEVERO À MINHA SEGUNDA POSTAGEM:

Maya, quantas vezes você evangelizou assassinos? Eu já evangelizei vários, inclusive do corredor da morte. Um deles, Ramón Montoya, me fez uma pintura de Jesus antes de ser executado por injeção letal no Texas. Ele o fez como agradecimento, pois durante muito tempo ministrei para ele o amor de Deus.

Mas sua opinião tenta opor-se a uma pena civil CLARAMENTE prescrita na Palavra de Deus com base numa suposta anulação feita pelo Evangelho. Na sua opinião, o Evangelho anulou a lei de Deus para o Estado, ou essa lei não espelha o Evangelho.

Entretanto, vamos falar francamente. Qual é a lei que espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa assassinos espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa pedófilos espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa estupradores espelha o Evangelho?

Sejamos realistas: o Evangelho não condena ninguém nem a multas, nem a prisões, nem à morte. O Evangelho não veio para condenar, multar, prender ou executar nenhum criminoso, por pior que seja. O único tipo de condenação que o Evangelho menciona é a condenação eterna, deixando claro que os homens que escolhem viver no pecado serão condenados à morte eterna, sendo destinados ao sofrimento do inferno, eternamente separados de Deus.

O Evangelho veio para salvar os pecadores. Essa é sua ocupação exclusiva. Portanto, se por causa do Evangelho a lei humana não pode condenar o assassino a uma pena justa prescrita por Deus (não pela Maya, não pelo Julio, não pelo Lula), então por causa do mesmo Evangelho ela também não pode condenar estupros e pedofilia.

No que se refere ao Evangelho, amamos os pedófilos, assassinos, estupradores, etc. Nós os amamos porque Jesus os ama e quer salvá-los. Isso, porém, não significa que devamos ser contra as leis que condenam a pedofilia, assassinatos, estupros, etc.

Vinte anos atrás, a Anistia Internacional entrou em contato comigo pedindo meu apoio contra a lei de pena de morte no Texas, porque na década de 1980 eu fazia parte de uma equipe que ministrava, por correspondência, a presos do corredor da morte no Texas. Minha missão era ministrar a presos de fala hispânica. Todos eles haviam cometido assassinatos terríveis.

O Evangelho pode salvar tais criminosos? Claro que sim! Eu fazia o acompanhamento dos presos, falando do amor de Jesus, enviando literatura em espanhol, etc. Mas, quer eles se abrissem para Jesus ou não, minha opinião é que eles deveriam pagar sua dívida social.

SEGUNDA RESPOSTA DE JÚLIO SEVERO À MINHA SEGUNDA POSTAGEM:

A lei humana estava fazendo sua parte justa, condenando um assassino com a pena máxima. Minha parte era apenas levar o assassino a conhecer o amor de Jesus Cristo.

Existe uma separação entre lei e Evangelho. O Estado deve cumprir seu papel de castigar os que violam as leis justas. O papel do Evangelho não é destruir as leis justas nem punir criminosos, mas apenas cumprir outro tipo de papel: alcançar todos os pecadores com a mensagem de salvação.

O Evangelho deve ministrar graça, não castigo.

O Estado não é a igreja. Veja aqui o chamado do Estado:

“Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.” (Romanos 13:4 ACF)

O papel que Deus deu ao Estado nada tem a ver com a educação, Maya. Quando o Estado aplica a pena capital para assassinos condenados, ele está apenas obedecendo ao que Deus ordenou a ele. Essa passagem se refere a crimes, não ao direito de os pais educarem seus filhos. O Estado deve ser integralmente respeitado quando obedece a Deus. Mas, quando o Estado extrapola suas obrigações de castigar os criminosos para castigar pais que exercem suas obrigações igualmente dadas por Deus, é dever dos pais continuarem obedecendo a Deus.

Paulo escreveu Romanos 13 muito tempo depois do ministério terreno de Jesus. Ele, que era radicalmente contra o legalismo dentro da igreja e entendia o Evangelho como poucos, entendia também que a função do Estado não é obrigar as pessoas a viver no Evangelho ou na graça. Seria uma maravilha se todos vivessem o Evangelho, não?

Repetindo as palavras de Paulo: “O Estado é ministro de Deus e não carrega em vão a espada”. “O Estado é ministro de Deus para castigar os que fazem o mal”.

Mal posso ouvir você sussurrando de Paulo: outro legalista! Na verdade, Paulo se reconhecia apenas como servo da vontade de Deus. Para ele, a opinião de Deus é mais importante do que a opinião pessoal dele. Eu penso da mesma forma.

MINHA TERCEIRA POSTAGEM, QUE JULIO SEVERO NÃO PUBLICOU (que, por conta do tamanho, foi enviada em duas partes):

Julio, o fato de você ter evangelizado assassinos ainda me deixa mais chocada, porque você fala como se tivesse algum tipo de misericórdia por eles – o que, dada a sua posição a favor da morte dessas pessoas, é impossível. Misericórdia tem Deus, que no lugar de punir essas pessoas com a morte eterna, o que seria, aí sim, justo, oferece-lhes perdão e possibilidade de vida eterna. A pena de morte é prescrita na sociedade do Velho Testamento. Quando Jesus veio, disse: “NOVO mandamento vos dou”. Ele queria dizer que dali em diante não era mais olho por olho, vida por vida. Era o amor, o tempo da graça, do perdão e da outra face oferecida. Mas, desculpe-me, parece-me que você não entendeu essa parte do Evangelho. O Evangelho diz que esse novo mandamento é para os que seguem o Cristo, é para pessoas. O Estado do qual você fala transforma-se em pessoas quando você quer denunciar quem está por trás das leis que fazem o Estado interferir na educação das crianças, por exemplo. Aí você não deixa o Estado abstrato. Porque, de fato, ele não é abstrato. Existem pessoas que o comandam e ele representa, em tese, a sociedade. E a sociedade é cada um de nós. Portanto, o Estado sem rosto não existe. No momento em que você diz que o “Estado” deve aplicar a pena de morte, você está dizendo que VOCÊ é favorável à pena de morte para aquelas pessoas – aquelas que você, inclusive, evangelizou. Se você é favorável à pena de morte para algumas pessoas, evidentemente você não as ama. Se você não as ama e deseja que elas morram, então você não entendeu o que disse Cristo. O Estado deve reeducar e, se isso não é possível, afastar essas pessoas do convívio social. Para que matá-las? É para educá-las? Para puni-las? Para que o “Estado” se vingue? Mas a vingança não pertence a Deus? A retribuição não pertence a Deus? O mesmo Estado que aplica apena de morte, nos EUA, que você diz estar representando Deus, autoriza a prática do aborto. Ele representa Deus em alguns momentos e em outros representa o diabo? É claro que esse Estado, em qualquer situação, não representa Deus. Nem para uma coisa, nem para outra. O Estado de Paulo era teocrático. O de hoje não é. Os sacerdotes judeus eram também as autoridades políticas. Hoje, o presidente não é o Papa nem o Billy Graham.

Todas as pessoas de quem você falou – assassinos, pedófilos e estupradores – são criminosas e devem ser afastadas do convívio social. Mesmo essas pessoas horríveis foram merecedoras da misericórdia de Deus. Mesmo você é merecedor da misericórdia de Deus. Mesmo eu sou merecedora – eu, que não mereço nada de Deus, a não ser a sua justiça, que é a morte como salário pelos meus pecados, recebi dele a misericórdia, porque em meu lugar ele puniu Jesus. Então, mesmo o pior criminoso também tem essa misericórdia, e eu não vou tirá-la dizendo que aquele criminoso deve morrer. Aquele criminoso tem a misericórdia não porque seja bom, mas porque o sacrifício de Jesus foi enorme, foi doloroso, foi o sacrifício do único justo que já houve sobre a Terra e isso paga o pior pecado, cobre o pior dos erros. A César o que é de César. A multa, ou o imposto, não dizem respeito à vida. Tirar a vida é um atributo unicamente de Deus. Sua justificativa pode também ser levada para outras situações. Se o “Estado” julga conveniente, pode praticar a eutanásia. Ou o aborto. Afinal, o Evangelho também nada diz sobre isso, não é? Mas para você o Estado deve legislar apenas sobre a pena de morte, como se o ser humano que morre ali fosse menos digno da misericórdia do que o que morre pela eutanásia praticada. Repito: a pena de morte foi anulada por Jesus. Não vale mais o olho por olho. Agora é “amai vossos inimigos”, porque A LEI FOI CUMPRIDA EM JESUS. ELE CUMPRIU A LEI, E, COMO JUSTO, MORREU PELO PECADOR, PORQUE NENHUM DE NÓS PODE FAZÊ-LO. Essa lei que você defende foi o Cristo quem anulou, e fez isso NA CRUZ. Você a revalida porque isso tem a ver com o que VOCÊ aprova, mas lei cumprida é lei revogada. Deus a revogou em Cristo, mas você a revalida. Você está indo contra Deus, e não percebe. É claro que o Estado pode e deve agir contra estupros e pedofilia. Deve afastar o criminoso do convívio social. Mas sua morte é determinada por Deus, somente. E eu devo dizer: não, Julio, você não ama “os pedófilos, assassinos, estupradores, etc.” Você não os ama, e não quer salvá-los. Você quer que eles morram. Esses criminosos, ao contrário do que você diz, não podem pagar a “divida social” com sua própria vida, porque Jesus somente poderia pagar essa dívida de sangue. É isso que você não consegue ou não quer entender.

17 de nov. de 2009

portas abertas em niteroi







DIA 20/12/2009, DOMINGO, 9h, A MISSÃO PORTAS ABERTAS ESTARÁ NA IGREJA METODISTA DE ICARAÍ APRESENTANDO SEU TRABALHO E A LUTA DOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS.
SE VOCÊ VIVE EM NITERÓI OU NO RIO, VENHA TAMBÉM OUVIR E COMPARTILHAR DOS SOFRIMENTOS DE NOSSOS IRMÃOS QUE VIVEM EM PAÍSES SEM LIBERDADE. PREDICAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE VÍDEOS. TRAGA SEUS AMIGOS, NÃO PERCA.
MISSÃO PORTAS ABERTAS
SERVINDO CRISTÃOS PERSEGUIDOS
http://www.portasabertas.org.br/


IGREJA METODISTA DE ICARAÍ
RUA MARIZ E BARROS, 163
ICARAÍ

25 de set. de 2009

resposta ao comentário de um anônimo

Olá, a todos. 


Hoje iria postar dois excelentes textos que foram publicados na última edição da revista Ultimato, um do Alderi Souza de Matos e outro, do Rubem Amorese. Mas eles vão ficar para amanhã. Mudei de ideia. Recebi um comentário anônimo acerca de minha postagem "Vãs repetições" e, de modo geral, da maneira como tenho administrado os temas postados aqui no Blog, e achei interessante responder a essa manifestação. Como a pessoa não se identificou, não vi problemas em postar o texto e a resposta que escrevi para as ideias nele contidas. 


Um abraço,


Maya


:)


***
Anônimo disse...


Seu texto é cheio de informações e um conteúdo muito interessante,trazendo bastante conhecimento científico,mas uma pergunta que fica no ar, por que ao invés de usar o seu blog para divulgar o evangelho que você está defendendo ser o verdadeiro,você critica os políticos,fala mal de igrejas,pois pelo pouco que sei,a Bíblia diz que devemos orar pelos que exercem posição de autoridade e que devemos viver em amor.

"Timóteo 2




1 ADMOESTO-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;
2 Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
3 Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade."
I Corintios 12:31 e 13:1
"31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.
AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine."
Poderia está investindo seu tempo e blog para divulgar matérias que levariam pessoas á salvação,e não outros cristãos a vãs discussões.
Tito 3:9 :
" Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.
10 Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o,
11 Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado."
Usemos a internet para a pregação do evangelho!


Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009 12h39min00s BRT
***
Minha resposta: 
Olá, anônimo,



Agradeço por seus elogios e por seu comentário, que certamente exigiram de você leitura bíblica e pesquisa. Gostaria que você se identificasse, mas imagino  de que igreja você é, pelo conteúdo de seu texto. Vou responder.

Primeiro, meu texto não está “cheio de conhecimento científico”, como você diz. Tem conhecimento científico, e eu não o desprezo, mas meu texto, na verdade, está cheio de conhecimento bíblico. Em todo o tempo cito a Bíblia e Jesus, o qual devemos imitar. Acima de tudo, é o comportamento de Jesus que deve pautar a vida dos cristãos; entretanto, é o que menos serve de modelo hoje.

Quanto à sua pergunta, que “fica no ar”: eu uso meu blog para divulgar o evangelho, sim. Criticar o comportamento dos políticos é lutar por justiça, é denunciar os fariseus de nossos tempos, é defender a causa dos órfãos e das viúvas, e é por esse fruto que hão de conhecer os que são de Cristo. Em Isaías 58, isso fica evidente: nada há de mais esclarecedor que essa passagem, que condena os falsos rituais da igreja e diz que o verdadeiro jejum é “soltar as ligaduras da impiedade e desfazer as ataduras do jugo, deixando livres os quebrantados e despedaçando todo o jugo”. De que modo você vê isso?

É claro, anônimo, que eu defendo o verdadeiro evangelho. Não fico dentro das igrejas, usando-as para vender CDs e livros, fazendo o que os mercadores do templo faziam, ou pregando um evangelho que despreza a situação lamentável do país em que vivemos e prefere falar do MacDonald’s, um evangelho distante da situação de milhões de brasileiros, distante da luta por justiça que deveria estar encabeçada pelos cristãos. Na época em que viveu Jesus neste mundo, os fariseus e escribas exerciam poder político também, além de religioso. Isso quer dizer que quando Jesus se dirige a eles em Mateus 23, chamando-os de “hipócritas”, ele se dirige aos políticos, donos do poder, que tinham influência sobre a cobrança de impostos, a condenação de pessoas (não foram os fariseus que entregaram Jesus aos romanos?), a administração da cidade. Quando você diz que eu “falo mal dos políticos” vejo aí que você se esquece ou não leu as palavras de Jesus para se referir escribas e fariseus. Ele os chamou de hipócritas, cegos, mentirosos, insensatos, serpentes e raça de víboras. Essas palavras de Jesus, se dependesse de alguns pastores, seriam apagadas da Bíblia, pois nas igrejas prega-se um Jesus fraco, covarde, mudo, alienado, distante dos problemas concretos do povo, distante da política, diferente do Jesus que eu conheço pela leitura do Novo Testamento – não o Jesus de que me falam muitos dos pastores, quase todos “condutores cegos”, que coam o mosquito e deixam passar o camelo.

Jesus via a corrupção, a hipocrisia, a miséria do povo, o roubo, a mentira, e não se calava. Se você acha que isso é “falar mal de políticos”, então pode ter certeza: eu faço a mesma coisa que Jesus. É esse o Jesus que eu sigo. É esse o meu amado: corajoso, lúcido, consciente e verdadeiro. Você diz que eu falo mal de igrejas. De que igrejas? Você fala aqui deste meu texto, no qual critico a Teologia da prosperidade? É isso que você chama de “igreja”? Uma teologia demoníaca e em desacordo com a Bíblia? Sim, eu critico. Sim, e eu levo tudo à luz da Palavra. Veja hoje o mundo evangélico, como está. Em quê o povo de Deus tem sido sal e luz? Na fila do MacDonald’s? Fechado nas suas igrejas, sem lutar por justiça, por dignidade, compactuando com a corrupção dos políticos, com um mundo sujo e torpe? Conformando-se com este mundo? Calado, em seus cultos de domingo?

Do mesmo modo que você fala que eu “falo mal das igrejas” você deve achar que os Profetas falavam mal de suas igrejas, e que o próprio Jesus falava mal das igrejas de sua época. Veja em Jeremias 2, versos de 8 a 13. Ele fala mal da “igreja”, quando denuncia os pastores que, segundo a Palavra, prevaricaram contra o Senhor? Veja o mesmo Jeremias, cap. 23: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto”... Estaria Jeremias “falando mal” dos pastores? Ou estaria Jeremias sendo profeta? Há tantos outros exemplos... Se você ler a Bíblia, há de encontrá-los em Isaías, em Amós, nos Evangelhos... Infelizmente, a maioria das pessoas só se lembra ou só lê na Bíblia aquilo que lhes interessa. Jesus denunciou os falsos pastores, os “lobos em pele de cordeiros”. Você acha que só havia lobos na época de Jesus? Não, eles existem hoje! E publicam livros, vendem CDs de pregação, andam de terno e têm programas de TV. Mas você, anônimo, que não tem coragem de dizer quem é, acredita que denunciar as atitudes antibíblicas dessas pessoas à luz da Palavra é “falar mal das igrejas”, e é por conta de comportamentos como o seu, e da tolerância ao mal dentro das igrejas, é que há tantos escândalos, corrupção e desânimo nas igrejas evangélicas de hoje. Isso, sim, impede que muitos sejam levados à salvação. O descrédito da maioria das igrejas nos dias atuais vem do fato de que elas se tornaram lugares de alienação e comércio, e os que fazem isso com as igrejas também se calam diante das injustiças, achando que seu silêncio e sua omissão contribuem para levar a salvação às pessoas. Você acha que a maioria dos que não conhece Jesus não vê como agem muitas igrejas, muitos líderes, hoje? Você fala de amor, em Coríntios, mas onde está o amor pelos pobres, injustiçados, oprimidos? Está numa cesta básica? Nas roupas usadas que são doadas? Manifestar-se contra a corrupção na política é manifestar amor pelos que são prejudicados por essa corrupção. Mais que isso, é não se conformar com este mundo, é ter sede e fome de justiça e mostrar às pessoas o caráter digno de Jesus, manifestando-se em nós.

Outra coisa: creio que você se confunde quando cita Timóteo 2. Desculpe-me, mas devo dizer: orar pelas autoridades não nos impede de denunciá-las. As duas ações não são contrárias. Oremos pelas autoridades, para que se convertam, para que Deus abra seus olhos, para que ajam em prol da justiça. E também denunciemos o mal que essas mesmas autoridades praticam contra os pobres, contra os órfãos e as viúvas de nosso tempo. Onde está o antagonismo dessas duas ações? Jesus fez isso. Orou por aqueles que o perseguiam. Na cruz, pediu a Deus que os perdoasse, porque não sabiam o que faziam. Esse é o ministério sacerdotal de Jesus. Ele orava por todos, orava para que fossem salvos, orava para que se arrependessem, orava para que deixassem seus maus caminhos. Mas Jesus também denunciava o mal. Ele denunciava a injustiça praticada pelas autoridades, e fez isso muitas vezes, não só em Mateus 26, como também no Sermão do Monte, em que ele diz que felizes são os que têm fome e sede de justiça. Se felizes são os que têm fome e sede de justiça, são infelizes os que se conformam e se calam diante da injustiça.  

Também não entendo, anônimo, o que você quis dizer quando se referiu a “questões loucas”. A que genealogias e contendas você se refere? Será que Paulo, ao escrever para Tito, se referiu a Cristo, que chamou os fariseus de hipócritas e denunciou a injustiça? Ou aos que desobedeceram as autoridades romanas e pregaram a palavra com intrepidez, em Atos? O que você quer caracterizar como “questões loucas, contendas, debates acerca da lei, coisas inúteis e vãs”? Com sua citação você se refere às minhas postagens, que denunciam os políticos hipócritas? Ou aos meus textos que desmascaram os lobos, abrigados em pele de cordeiro, nas igrejas, pregando a Teologia da prosperidade? Essas são para você as “questões loucas” etc.? Pois para mim, vãs são as pregações que se esquecem dos pobres, dos presos, dos doentes, da misericórdia, da justiça de Deus, das boas obras, do amor... Veja o que Jesus denuncia, em Mateus 25:41-46. Eu me preocupo com isso, pois hoje escuto na igreja pregações que falam do “eu”, cada vez mais, e cada vez menos do próximo e de Deus. Você usa uma passagem de Tito, carta que Paulo escreveu a um de seus auxiliares, que estava em Creta, a fim de ajudar a consolidar a igreja e a direcionar a escolha dos líderes, e de mostrar o papel dos anciãos, das idosas, das jovens etc., para tentar caracterizar meu pensamento como vão, e minhas postagens como contendas. Veja, Paulo fala a Tito acerca dos falsos mestres, que devem ser repreendidos e silenciados. A quem ele se refere? Paulo, que aprendeu a estar satisfeito em qualquer circunstância material, hoje denunciaria os falsos mestres da Teologia da prosperidade, que estão ricos, cheios de bens que a traça e a ferrugem vai corroer, mas pouco ocupados em visitar os presos, os doentes e os fracos de que Jesus fala em Mateus 25:35. Esses, que para mim são falsos mestres, estão ocupados em pregar uma doutrina maligna, que distorce a Palavra de Deus e está  misturada com religiões orientais, valorizando o material e se esquecendo do mais importante que a Bíblia nos ensina.

De acordo com sua postagem, também quero saber: quem é o homem herege? Quem é o pervertido? Quem é o condenado? É o que está dentro da Igreja? É o que está fora? Herege, para mim, são os muitos lobos em pele de cordeiro, insensíveis e alienados, despreocupados com sua Nação, que não se indignam com a corrupção, que pregam um evangelho pela metade, que adaptam os versos bíblicos de acordo com suas necessidades e interesses, que manipulam os fieis, que são verdadeiros vendilhões do templo e usam a igreja para enriquecer e fazer seus negócios e seu comércio. 

Para finalizar, devo esclarecer: eu uso a Internet para a pregação do evangelho. O problema é que o seu evangelho, pelo visto, é diferente do meu. O meu é integral, inteiro, com todas as vírgulas e todas as frases de Jesus. O seu exclui o Jesus que tem sede de justiça e denuncia os hipócritas escribas e fariseus, os poderosos de sua época. Prova maior disso é que em seu texto, anônimo, você não citou nenhuma palavra de Jesus, desse mesmo evangelho que você me admoesta a pregar.

Um abraço,





Maya

15 de set. de 2009

reviravolta: jornal o estado de são paulo continua sob censura.


Para entender o caso, clique AQUI  e leia tudo no site do jornal O Estado de São Paulo.
Para mandar um e-mail para o Senador José Sarney, envie para j.sarney@uol.com.br ou sarney@senador.gov.br

1 de set. de 2009

o jejum que agrada a Deus

Estamos orando e jejuando pelo Brasil. Porque atentamos para as palavras de Deus no livro do Profeta Isaías, capítulo 58. 

Isaías 58 
1  Clama em alta voz, näo te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressäo, e à casa de Jacó os seus pecados.

2  Todavia me procuram cada dia, tomam prazer em saber os meus caminhos, como um povo que pratica justiça, e näo deixa o direito do seu Deus; perguntam-me pelos direitos da justiça, e têm prazer em se chegarem a Deus,

3  Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu näo atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu näo o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho.

4  Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo; näo jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto.

5  Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao SENHOR?

6  Porventura näo é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?

7  Porventura näo é também que repartas o teu päo com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e näo te escondas da tua carne?

8  Entäo romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.

9  Entäo clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;

10  E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; entäo a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridäo será como o meio-dia.

11  E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.

15 de ago. de 2009

fotos movimento fora sarney rio de janeiro 15/08: copacabana, 400 pessoas

FORA SARNEY - RIO DE JANEIRO - 15/08/2009, 14h - 16h, EM TORNO DE 400 MANIFESTANTES (NÓS CONTAMOS!). VÍDEO: UOL. DÊ PAUSE NA MÚSICA (JANELA MAYA_MUSIQUE) E APERTE PLAY AQUI, PARA VER E OUVIR.
















no carro de som, acompanhando a passeata. nosso carro de som, por questões de restrição orçamentária, não era nenhuma brastemp, mas nos serviu com perfeição.











a atriz lady francisco: uma das poucas, da classe artística, a participar do evento. bem-vinda!








cantando o hino nacional: somos brasileiros de verdade.

imprensa


copacabana palace


repondo as forças depois da linda manifestação de sábado 15/08

deliciosa comida do madelon, na rua bolívar, em copacabana

que gente mais linda! :)

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