Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

FAÇA COMO EU: VISITE O BLOG DELES, E SIGA-OS TAMBÉM! :)

9 de dez. de 2009

crítica a um texto de hermes fernandes






Igreja Gay: uma vergonha para os evangélicos!


texto de Hermes Fernandes


Semana passada, no dia 27 de Novembro, uma das rádios evangélicas de maior popularidade do Brasil exibiu um debate sobre homossexualismo. Entre os participantes estavam o Pr. Silas Malafaia, o Desembargador Fábio Dutra, o Pr. Paulo Afonso, o Pr. Augusto Miranda, o Pr. Paulo César e o Pr. Marcos Gladstone. Este último é líder da Igreja Contemporânea do Rio de Janeiro, conhecida como "igreja gay".

Gladstone é homossexual assumido, e declara ser casado com seu companheiro e também pastor Fábio Inácio.

O debate poderia ter sido muito proveitoso, caso não houvesse alguns momentos desrespeitosos, onde as partes se atacaram mutuamente.

Silas, como sempre, vociferou suas opiniões sem o menor recato, chegando ao cúmulo de referir-se aos seus opositores que assistiam no auditório da rádio como "bonecas". No final, retratou-se, sabendo que isso poderia lhe render uma ação jurídica.

Se todos mantivessem a linha, muitas coisas poderiam ter sido esclarecidas. Oportunidade desperdiçada.

Tive pena do Gladstone. Embora discorde de seus posicionamentos, acho que ele merece respeito, como qualquer ser humano.

Silas disse que não há igreja evangélica gay, nem tampouco "pastor gay". Gladstone, para revidar, afirmou que era pastor reconhecido pela Federação de Teólogos do Brasil (ou algo do gênero).

Um dos momentos mais curiosos foi quando Gladstone afirmou que muitos pastores e filhos de pastores já o procuraram em sua igreja, confessando que eram gays. Não duvido nada! Conheço o caso em que um pastor foi flagrado sentado no colo de um obreiro.

Definitivamente, a igreja evangélica brasileira não está preparada para discutir um assunto tão polêmico como este. Falta maturidade, finesse, e sobretudo, amor.

Por que acho que é uma vergonha para os evangélicos que haja uma igreja gay? Simples. Esta igreja só surgiu para preencher uma lacuna deixada pela igreja evangélica. Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.

Não estou dizendo que as igrejas deveriam legitimar sua conduta. Não! Apenas afirmo que devemos ser mais misericordiosos, compassivos, agindo mais ou menos como nosso Mestre agiria.

Me recuso a acreditar que Jesus os rechaçaria. Também não acredito que Ele estimularia que Seus seguidores se entrincheirassem contra os homossexuais, como tem sido feito.

Tornamo-nos seus inimigos número 1. Como poderemos evangelizá-los? Como poderemos conduzi-los aos pés do Salvador?

Será que somos melhores do que eles? Será que nossa avareza, idolatria, inveja, carnalidade, ocupam um lugar de menor importância dentro da lista de pecados condenados pela Palavra?

Sinceramente, creio que a Igreja deveria se manifestar solidária a todo grupo humano minoritário que buscasse ser respeitado. Sem endossar qualquer que fosse a conduta pecaminosa, deveríamos comprar uma briga pelas prostitutas, homossexuais, seguidores das religiões afro-brasileiras, ciganos, etc.

Te escandalizei?

Pois o Cristo a quem sirvo também escandalizou os religiosos pudicos de Sua época ao colocar-se em defesa da mulher adúltera, desmascarando a pseudosantidade dos religiosos que queriam apedrejá-la.

Tornamo-nos tão diferentes de Jesus. Estamos sempre do lado errado. Do lado dos poderosos, dos mantenedores do Status Quo, dos corruptos, dos salafrários.

Repito: não acho que devemos baratear a mensagem do Evangelho, endossando qualquer conduta que não se coadune com seus valores e princípios.

Porém, acredito que devemos usar de misericórdia, tanto quanto dela necessitamos. Afinal, são os misericordiosos que alcançarão misericórdia.

Ao xingar seus oponentes de 'bonecas', ou 'meninas', Silas Malafaia revelou o lado preconceituoso daqueles a quem ele julga representar. Foi um desserviço à causa do Evangelho.

Nunca vi ninguém se converter no calor de uma discussão.

Se queremos ser respeitados, devemos, antes de tudo, respeitar, mesmo o mais vil pecador. Não somos melhores do que eles.

Que tal se olharmos para nós mesmos como fez Paulo, que considerou-se o principal dos pecadores?

Que tal se deixarmos de olhar para o outro de cima pra baixo, e considerar-nos igualmente carentes da graça de Deus?

Que o Projeto de Lei 122 precisa de ajustes, não resta dúvida. Mas não será com xingamentos e ataques que vamos reverter isso.

O que não se pode negar é que o debate serve mesmo é a interesses políticos daqueles que se fiam na ingenuidade do povo evangélico para se elegerem.

Igreja nenhuma deveria sentir-se ameaçada por qualquer que seja a PL. Faz-se um escarcel danado para que os crentes pensem que a tal "ditadura gay" vai obrigar às igrejas a aceitarem e celebrarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E assim, os propineiros vão se elegendo e agradecendo ao deus Mamom pelas "graças" recebidas.

Bem... Esta é minha humilde opinião. Você tem todo o direito de discordar.



***




***


MINHA CRÍTICA: Bom, o autor me deu o direito de discordar. Ainda bem. Tem gente que tem blog e, quando eu discordo de sua opinião, não publica meu comentário. Paciência. 


Mas, discordando, vou fazer minha crítica. Vamos lá. Hermes Fernandes fala de "amor". Que amor? Ora, o amor senso-comum, o amor vendável, o amor que é só aprovação, jamais correção. Usando um conceito de amor distorcido como escudo, muitos cristãos - sobretudo os que se declaram "modernos" e antirreligiosos - têm deixado de abominar o pecado que Deus abomina.


A prática homossexual é pecado, isso está claro na Bíblia, e não se trata de uma questão de interpretação, como querem alguns: Deus criou Adão e Eva, e não Adão e João, ou Eva e Ana. Isso, por si só, mostra que o princípio do Criador para o estabelecimento da família foi macho e fêmea, e que, tendo estabelecido o casal, deu-lhe a possibilidade de gerar vida, tendo filhos e criando a família. A prática homossexual, o casamento gay, as uniões homoeróticas e tudo o que vá nesse sentido ferem o princípio basilar estabelecido por Deus em toda a natureza, em toda a criação.

Creio que há dois erros na igreja cristã, em relação ao comportamento homossexual: o primeiro é o extremo da agressão e da discriminação. O cristão, por mais que isso lhe custe, deve amar o pecador, qualquer pecador, e deve tratá-lo com respeito - Jesus assim o faria. O segundo erro, decorrente da tentativa de corrigir o primeiro, é o outro extremo: a falta de discernimento, de exortação, de admoestação, de correção por meio da Palavra, de proclamação da Verdade contra toda a mentira que a faz ser diferente do Plano de Deus. O homossexualismo é pecado, o homossexual é um pecador. 

A boa notícia é que Deus ama o pecador, ama o homossexual, e por isso quer seu arrependimento, a mudança de vida, de caminhos, de mentalidade. Se não amasse o pecador, mandaria a humanidade para o inferno, direto. Não fez isso, contudo: enviou seu próprio filho para morrer pelos homens. Por fazer o impossível, e o que muitos julgam improvável e difícil, Deus pode transformar todo impulso homoerótico em vida afetiva e sexual de acordo com sua vontade, mas é preciso primeiro o arrependimento, a confissão do pecado, o desejo de superação. É preciso que o homem ou a mulher que tenham a prática homossexual a considerem errada. Sem isso, não há mudança. E é assim para qualquer pecador, não há exceção.

O que se vê hoje? Grupos que defendem acima de tudo o direito à homossexualidade querem que não mais vejamos a prática como pecado, erro, mal, aceitando-a naturalmente, como à heterossexualidade. Ora, todos têm o direito de pensar e viver como bem lhes parecer. Mas não podem obrigar ninguém a concordar. Muitos homossexuais foram discriminados nas igrejas, é verdade, mas isso não torna o homossexualismo menos pecado e não atenua o mal diante de Deus: se não é possível se congregar em uma igreja, será em outra. Outros não estão na igreja porque não querem, optaram por mudar a verdade de Deus em mentira e viver de acordo com suas concupiscências, segundo a obra da carne, como diz a Bíblia. E pressionam as igrejas e os cristãos, que consideram o homossexualismo o que ele é, pecado, a mudar os conceitos bíblicos e divinos.

Por isso, e diante da situação pouco amigável que se estabeleceu entre esses grupos e líderes religiosos, e da vitimização do homossexual, muitos cristãos batem no peito e dizem "somos todos culpados". Mas, novamente discordando, devo dizer que de modo algum, não, não somos culpados. Eu, pelo menos, sei que eu não sou culpada pela fundação de nenhuma igreja gay, ou pela rejeição de homossexuais nas igrejas. 



Essa saída fácil de "somos todos culpados" é muito usada também quando se fala em violência aqui no Rio, num discurso reducionista, maniqueísta e fácil. Obviamente, a questão não é tão rala, que vitimize os assassinos e traficantes e culpe inteiramente a sociedade. Assim como a questão dos homossexuais na igreja cristã-evangélica não é tão pueril a esse ponto, de "somos todos culpados": cada um é culpado dos pecados que cometeu, e, mesmo quem sofreu danos por ações de terceiros continuará a ser responsável por seus próprios pecados e atos - assim como quem perpetrou os prejuízos será responsável pelo que fez. 

Muito bem, chegamos ao ponto que eu gostaria de ressaltar: quando o pastor Hermes diz: "Esta igreja só surgiu para preencher uma lacuna deixada pela igreja evangélica. Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.", está incorrendo num erro grosseiro, pois obviamente a igreja gay não surgiu exclusivamente (só) para preencher lacunas deixadas pela igreja cristã-evangélica, mas para criar espaços não existentes nessa igreja, que legitimam um comportamento que a igreja cristã-evangélica não aprova. Pela lógica do texto, a igreja cristã-evangélica deveria celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo. Depreendendo o raciocínio da argumentação, a igreja cristã-evangélica deve estar errada em não fazer o que as igrejas gays fazem, ou seja, celebrar casamentos gays, aceitar relacionamentos entre dois homens ou duas mulheres, "adaptar" a Palavra aos relacionamentos gays e concluir que Davi e Jônatas eram amantes (por exemplo) etc. 

Obviamente, pelo fato de as igrejas não aceitarem o homossexualismo como algo "natural" é que as igrejas gays surgiram, pois ela nada faz além de proclamar que o homossexualismo é correto, e que Deus os fez assim, e ponto final. Trata-se de rebelião, em grande parte, o motivo da criação das igrejas gays, e não de falta de acolhida nas igrejas cristãs-evangélicas. Pois não importa a acolhida que uma pessoa com comportamento homossexual tenha na igreja, ela terá que ouvir que seu comportamento é pecaminoso, e saberá que o pastor e os demais membros, acolhendo-a, não poderão ser coniventes com seu pecado, assim como não poderão ser favoráveis a nenhum outro comportamento pecaminoso recorrente. Infelizmente, é exatamente isso que a maioria dos homossexuais não querem ouvir, considerando tal julgamento "homofóbico". 

Nesse sentido, obviamente, as palavras de Hermes Fernandes, nas entrelinhas e num plano que chamamos, nos estudos sobre o Discurso, de "subentendido", são favoráveis ao comportamento homossexual.



Hoje, infelizmente, temos muitos pastores - como Caio Fábio e Hermes Fernandes - acreditando que a prática homossexual é boa, e que casais gays, vivendo em fidelidade e compromisso, pecam menos que os que são promíscuos. 

Considero triste que não haja, de fato, opiniões equilibradas sobre o assunto, salvo exceções, como Julio Severo. Silas Malafaia pensa de acordo com a Bíblia, mas é preciso ter, além de bom ânimo e firmeza, serenidade para tratar desse assunto - e de qualquer outro relativo à Palavra de Deus e ao pecado.

Só quero concluir lembrando que ao defender o direito da mulher adúltera ao respeito, Jesus não atenuou seu pecado: apenas mostrou que todos somos pecadores e disse a ela que não pecasse mais. É assim que os pastores devem agir.



8 de dez. de 2009

raquel coimbra critica silas malafaia mas rouba ideia de teórico da semiótica


MINHAS CONSIDERAÇÕES: Antes de você ler o texto, caro amigo, é preciso que eu esclareça: a crítica é correta? Sim. Mas o artigo, mal escrito, e a análise, excessivamente curta, comprometem a ideia central. Além disso, e é o que me parece mais grave, a autora utiliza conceitos de A.-J. Greimas e não cita o autor, nem mesmo entre parênteses. Isso tem nome, chama-se desonestidade intelectual. Não que a obra de Greimas seja prejudicada pela autora, mas quem está no mundo acadêmico sabe que isso é plágio, e é considerado crime. Raquel lesa a autoria de Greimas, age desonestamente, e seu propósito de criticar o comportamento de Silas Malafaia fica ofuscado, em meu entendimento, pelo seu procedimento desonesto e pouco transparente. Cheguei a escrever um comentário e enviar para o blog Genizah, onde o artigo foi originalmente postado, mas meu comentário não foi publicado, o que também me decepcionou.  Meu comentário, que não publicado na postagem do Genizah, segue abaixo:


Vocês poderiam pelo menos ter publicado aqui o link do texto e a bibliografia da brilhante análise, tendo em vista que a autoria dessa teoria semiótica de base não é da Raquel, que pena, mas do Greimas. Desculpem-me, mas isso é o mínimo que se espera de qualquer publicação. Faltou aqui, tanto na análise minimalista quanto nos créditos inexistente, o bom perfume da honestidade acadêmico-científica. E em que universidade leciona a professora, aliás? Eu peço: se quiserem publicar qualquer coisa, não precisam citar a fonte. Mas, se quiserem citar ideias de outras pessoas, pelo menos coloquem o link de origem. Ou uma bibliografia mínima. Espero que o pessoal da USP não veja este “artigo”. Eles ficariam tristes com a falta de respeito à obra do Greimas.


Para entender porque Raquel Coimbra age desonestamente ao deixar de citar a fonte das ideias que guiam sua análise, clique aqui e leia o artigo Semiótica e Mídia, de Adenil Alfeu DOMINGOS (Unesp/Bauru), Maria Lúcia Vissotto Paiva DINIZ (Unesp/Bauru) e Valdenildo dos SANTOS (PG - Unesp/Assis): http://webmail.faac.unesp.br/~mldiniz/publicacoes/capitulo002.html


***



Resultado de um discurso manipulador


Raquel Coimbra


Desde que Silas Malafaia e Morris Cerrulo lançaram a “campanha da Unção Financeira dos R$ 900,00”, diariamente, é possível assistir Malafaia, em seu programa de TV, comemorando o RESULTADO POSITIVO das arrecadações. Segundo ele, dívidas foram pagas, congressos foram realizados e etc e etc.

É bom refletir sobre esse resultado! O que levou Malafaia a lucrar tanto assim? A resposta não é tão difícil de ser encontrada. Na verdade, o lucro financeiro é resultado de um “discurso” extremamente MANIPULADOR.

Não há como negar que a principal ferramenta de trabalho dos falsos mestres sempre foi e continua sendo a linguagem.

Os mercenários da fé apresentam-se como “senhores” do saber, dotados de uma “revelação especial”, quando na verdade não passam de meros sujeitos da linguagem, que vivem a apresentar suas ideologias. Essas ideologias, por sua vez, são apenas vãs filosofias.

É perfeitamente dispensável realizar, neste momento, uma análise discursiva profunda, impregnada de citações lingüísticas, haja vista que o objetivo principal desta abordagem é promover a reflexão. O que se pretende aqui é permitir que pessoas, mesmo que não estejam habilitadas a realizar uma análise textual, sejam capazes de perceber que determinados elementos do discurso estão nitidamente presentes nas “falas” de Malafaia e Cerullo conforme o vídeo a seguir:








Um discurso (verbal ou escrito) pode conter inúmeros tipos de manipulação. No caso deste apresentado no vídeo é possível perceber, claramente, pelo menos três:

1) SEDUÇÃO

Silas: “ ‘Crede nos meus profetas e prosperareis’ é o que diz a Bíblia. Então, escute o que o homem de Deus está falando com você. Tenho certeza de que Deus vai mudar a sua história e a história de sua família, a história de negócios, de posições na sociedade. Isso é muito importante!”

Cerullo: “Nesses últimos dias eu tenho uma unção especial que eu vou liberar sobre o meu povo. Algo que eu nunca, jamais, fiz antes. Eu vou liberar sobre eles uma unção financeira! Eu quero te dizer hoje: algo que nunca aconteceu antes na tua vida vai acontecer aqui, hoje, neste programa. Eu vou pedir em poucos minutos para Deus liberar a unção financeira sobre a tua vida”.

Silas e Cerullo levam seus telespectadores a fazer algo (ofertar) porque manifestam um juízo positivo sobre a competência do público, ou seja, mostram as “vantagens” de realizar o que eles estão solicitando.

2) TENTAÇÃO

 Cerullo: “Existe um telefone aí na tela agora mesmo. Se você quer que Deus te dê a unção financeira dos últimos dias, eu quero que você pegue esse telefone, quero que você faça um compromisso para você semear R$ 900,00.”

Notem a condição para receber: “ Se você...”. Neste caso, o manipulador Cerullo propõe aos telespectadores (manipulados) uma recompensa. Ele deixa claro que se quiser receber a “unção financeira” terá que ofertar R$ 900,00.

3) PROVOCAÇÃO

Cerullo: “E você diz: ‘Morris Cerullo, nunca fiz isso na minha vida’! Será que Deus já fez uma promessa a você e essa promessa não foi ainda cumprida? E você está sentado na poltrona da sua sala e diz ‘Sim, Deus tem feito promessas para mim, mas elas nunca foram cumpridas’!”

Mais uma vez Cerullo impele o público a ofertar. Porém, desta vez, ele exprime um juízo negativo a respeito da competência dos manipulados ao mencionar que existem “promessas que nunca foram cumpridas”.

Diante do que foi acima exposto, mais uma vez, fica evidente a enorme facilidade que o ser humano tem de se dobrar frente aos apelos sedutores, tentadores e provocadores. Por outro lado, as verdadeiras ovelhas que estão seguindo a Jesus Cristo não dão atenção aos discursos manipuladores, por mais intensos que eles sejam.
De qualquer forma, é muito melhor, mais vantajoso e mais saudável lembrar sempre das palavras de Jesus Cristo, nosso Mestre Amado:

“O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas vai adiante delas e estas o seguem, por que conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos.” (João 10.3-5)



***


Raquel Coimbra é professora e reside em Amparo/SP.


***


FONTE: blog Genizah








7 de dez. de 2009

síndrome da figueira frondosa, texto de luciano maia




Sempre que ouço alguém dizer assim: “Eu sou uma pessoa verdadeira e transparente”, desconfio. Tem coisas que dispensam propaganda. Se alguém é de fato verdadeira e transparente, não precisa dizer, mas será naturalmente reconhecida por estas características. Quem sai em defesa de suas qualidades possivelmente não as tem. Aquilo que sou é mais bem definido pelos que me observam, não por mim mesmo, posto sermos todos nós hipócritas. 

Talvez os mais hipócritas sejam os que acabaram de discordar desta minha última afirmação, já que ao discordar, estão, na verdade, elogiando a si mesmos. Quem se defende...

A hipocrisia foi duramente combatida por Jesus Cristo, como sendo um dos piores vícios ou pecados. Os escribas e fariseus sofreram severa crítica dele por suas posturas tão semelhantes às nossas, cheias de hipocrisias.

A hipocrisia se define pelo indivíduo “duas caras”, mascarado, que diz uma, mas faz outra coisa. Atitude muito encontrada no meio político e também religioso, já que nestes meios circulam pessoas como eu e você.

O moralista francês François Rochefoucauld, desencantado com o gênero humano revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.

No capítulo onze do Evangelho de Marcos lemos que “...vendo Jesus de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando nela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos.”

Jesus secou uma figueira. Amaldiçoou e secou porque foi até ela procurar figos e nada encontrou se não folhas. A Figueira primeiro dá os figos e só depois nascem as folhas. Figueira com folha é figueira que deve ter fruto. Mas Jesus, com fome, encontrou uma figueira hipócrita. Linda, cheia de folhas, frondosa, mas que mentia. Tinha jeito de quem estava produzindo, mas nada produzia. Tinha aparência, mas não essência. Uma figueira mentirosa, fingida, mascarada por sua folhagem, com aparência de virtude, mas, uma propaganda enganosa. Uma figueira fingida: a síndrome da figueira frondosa. 

Por isso a figueira foi amaldiçoada, por despertar nas pessoas falsas expectativas e desejos que não poderiam ser satisfeitos, uma defraudação do faminto.

Jesus não amaldiçoou a figueira por ela não ter fruto e nem por ela não dar frutos. O texto conta que não era tempo de figos. Nem todas as pessoas darão frutos todo o tempo e algumas pessoas serão naturalmente mais frutíferas em suas vidas que outras pessoas. A questão não é dar ou não frutos. A questão é fingir que tem frutos.

Você não ser uma pessoa boa, não é problema para Deus, mas você hipocritamente fingir ser uma pessoa que de fato não é, isto é uma mentira que Deus não tolera: hipócrita! Quando vejo os perfis do Orkut descubro o quanto as pessoas gostam de se pintar mais belas, cultas, “smarts” e antenadas do que realmente são... E não me excluo desta...

Nosso objetivo deve ser, racionalmente, travar uma luta contra a “síndrome da figueira frondosa”. Não fingir ser o que, de fato, não sou, mas me assumir em minhas fraquezas, medos, inseguranças, feiúras, burrices, egoísmos, arrogâncias, preconceitos... Lutando diariamente contra as minhas mazelas comportamentais e existenciais.




***



6 de dez. de 2009

entrevista com a dona deste blog...

O Eliseu, irmão assembleiano que também tem um blog, fez uma entrevista comigo e publicou hoje no site da UBE (União de Blogueiros Evangélicos). Só posso agradecer, é claro, e deixar aqui o link para quem quiser conferir:






Um abraço a todos, bom domingo (e avante, Flamengoooo!!!)...

5 de dez. de 2009

famílias consistentes e flexíveis, texto de sergio leotto



 “Ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito. Filhos obedeçam a seus pais... Pais não irritem seus filhos"; "...cuidando de sua própria família e retribuindo o bem recebido de seus pais e avós, pois isso agrada a Deus." Efésios 5:33 - 6:1-4; 1 Timóteo 5:4.

Uma das qualidades das famílias saudáveis, segundo o psicólogo e Pr. Jorge Maldonado, é que elas “têm estruturas consistentes e flexíveis”. Segundo Maldonado, as famílias necessitam saber quem está no comando, quais são as regras e os limites, quem provê, educa e disciplina aos filhos, quem cuida dos enfermos etc. A consciência desta estrutura familiar será de vital importância em momentos de transição, vulnerabilidade e crise, tão comuns aos dias de hoje.

As famílias vivem entre duas forças simultâneas e aparentemente contraditórias: ESTABILIDADE e MUDANÇA. Ainda que em permanente busca de equilíbrio, as famílias saudáveis são as que têm estruturas que dão estabilidade e ao mesmo tempo, têm suficiente flexibilidade para acomodar as novas e contínuas mudanças.

Exemplo: imagine uma família, cujo sustento venha de cinco pessoas que trabalham; ela passa por um momento de estabilidade e tem um determinado padrão de vida. Quando três destas pessoas perdem seus empregos (instabilidade), a família precisa fazer rapidamente mudanças (cortar gastos, parar com atividades, mudar costumes, etc), até que o desemprego acabe. Esta é uma família SAUDÁVEL, pois foi flexível no momento da crise, sem perder os valores básicos de: autoridade dos pais, respeito mútuo, solidariedade etc.

As famílias menos funcionais, têm demasiada ou pouca estrutura, os pais usam a coerção, enfatizam as más condutas, focam-se nos fracassos, no controle e no castigo. Quando passam por mudanças ou crises, não há uma clara liderança e desenvolvem a ansiedade e confusão.

Já que as mudanças sempre existirão em nossas vidas, a flexibilidade permite que a mudança seja aceita e processada. A capacidade que uma família tenha de fazer ajustes, quando são necessários, sempre será um sinal de saúde.

A habilidade do casal negociar e renegociar soluções de forma conjunta, é mostra de flexibilidade e maturidade. A rigidez de um casal tende ao estresse, à desunião e à enfermidade. Mas o casal flexível, ao contrário, se transforma numa forte coalizão onde o poder e a liderança são compartilhados de acordo com a necessidade.

Também está presente à estrutura de uma família saudável, a noção de pertencer a uma rede de parentes, a um grupo étnico particular, a uma herança cultural específica, a uma comunidade de fé. Conexões com parentes, com a comunidade, redes de apoio, incluindo a família da fé, são uma espécie de “rede salvadora” em momentos de tensão, adversidades e crises.

Famílias saudáveis enfrentam os problemas da vida, sem perder sua estrutura básica. São flexíveis, fazem ajustes e aprendem com as dificuldades. Sua família está saudável?

***

Visite o site de Sergio e Magali Leotto

***

FONTE: blog Soli Deo Gloria


chove. há silêncio, de fernando pessoa





Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente... 


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

3 de dez. de 2009

o problema do sofrimento - c. s. lewis




Estou lendo, mas ainda no começo. Como eu gostei muito de A abolição do homem e de Cartas de um diabo a seu aprendiz, resolvi começar este. Leio quando me sobra um tempo... :)


Trecho: "Indagar se o Universo, como o vemos, se assemelha mais à obra de um Criador sábio e bom ou à obra do acaso, da indiferença ou da malfeitoria, é omitir desde o início todos os fatores relevantes do problema religioso. O Cristianismo não é a conclusão de um debate filosófico sobre as origens do universo: é um evento histórico catastrófico que sucede a longa preparação espiritual da humanidade, conforme descrevi. Não se trata de um sistema em que temos de enquadrar o incômodo fato do sofrimento. O Cristianismo é em si um dos fatos incômodos que tem de ser enquadrado em qualquer sistema que venhamos a criar." (p. 29)

o pai nosso da teologia da prosperidade

Pai nosso, que estais nos céus,
Comercializado seja o vosso Nome.
Venha a nós muito dinheiro.
Seja feita a nossa vontade:
Mansões na terra e um lar no céu.



O milhão nosso de cada dia, nos dai hoje.




Perdoai as nossas dívidas,
Assim como nós as cobramos dos nossos devedores.
Não nos deixeis cair em nossas armações,
Mas livrai-nos do fiscal.

Porque este reino, e este poder,
São a nossa glória para sempre.
AMÉM.




Por Levi B. Santos
Guarabira, 10 de abril de 2009

Em Ensaios & Prosas

2 de dez. de 2009

você tem paixão por Deus? - paul washer

enfim uma oração profética...


"... todas as armas podem ser falhas, todos os planejamentos podem falhar, mas o Senhor nunca falha..." [trecho da oração de César Brunelli, após ter recebido propina do Governo do DF]

***

FONTE: G1


***

NOTA: E eu ainda diria mais a esses deputados corruptos que se denominam evangélicos: Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido.” (Lucas 12:2) 

Marcadores

Comportamento (719) Mídia (678) Web (660) Imagem (642) Brasil (610) Política (501) Reflexão (465) Fotografia (414) Definições (366) Ninguém Merece (362) Polêmica (346) Humor (343) link (324) Literatura (289) Cristianismo (283) Maya (283) Sublime (281) Internacional (276) Blog (253) Religião (214) Estupidez (213) Português (213) Sociedade (197) Arte (196) La vérité est ailleurs (191) Mundo Gospel (181) Pseudodemocracia (177) Língua (176) Imbecilidade (175) Artigo (172) Cotidiano (165) Educação (159) Universidade (157) Opinião (154) Poesia (146) Vídeo (144) Crime (136) Maranhão (124) Livro (123) Vida (121) Ideologia (117) Serviço (117) Ex-piritual (114) Cultura (108) Confessionário (104) Capitalismo (103) (in)Utilidade pública (101) Frases (100) Música (96) História (93) Crianças (88) Amor (84) Lingüística (82) Nojento (82) Justiça (80) Mulher (77) Blábláblá (73) Contentamento (73) Ciência (72) Memória (71) Francês (68) Terça parte (68) Izquerda (66) Eventos (63) Inglês (61) Reportagem (55) Prosa (54) Calendário (51) Geléia Geral (51) Idéias (51) Letras (51) Palavra (50) Leitura (49) Lugares (46) Orkut (46) BsB (44) Pessoas (43) Filosofia (42) Amizade (37) Aula (37) Homens (36) Ecologia (35) Espanhol (35) Cinema (33) Quarta internacional (32) Mudernidade (31) Gospel (30) Semiótica e Semiologia (30) Uema (30) Censura (29) Dies Dominicus (27) Miséria (27) Metalinguagem (26) TV (26) Quadrinhos (25) Sexo (25) Silêncio (24) Tradução (24) Cesta Santa (23) Gente (22) Saúde (22) Viagens (22) Nossa Linda Juventude (21) Saudade (21) Psicologia (18) Superação (18) Palestra (17) Crônica (16) Gracinha (15) Bizarro (14) Casamento (14) Psicanálise (13) Santa Casa de Misericórdia Franciscana (13) Carta (12) Italiano (12) Micos (12) Socialismo (11) Comunismo (10) Maternidade (10) Lêndias da Internet (9) Mimesis (9) Receita (9) Q.I. (8) Retrô (8) Teatro (7) Dããã... (6) Flamengo (6) Internacional Memória (6) Alemão (5) Latim (5) Líbano (5) Tecnologia (5) Caninos (4) Chocolate (4) Eqüinos (3) Reaça (3) Solidão (3) TPM (2) Pregui (1)