Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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16 de set de 2007

Andy Comiskey [1]

A PEDIDO DE PESSOAS QUE FICARAM INCOMODADAS COM AS ILUSTRAÇÕES QUE POSTEI JUNTO COM ESTE ARTIGO, RETIRO-AS.
MAS O ARTIGO EU NÃO EXCLUO, NEM O LINK DA FONTE.
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O perigo da graça sem a verdade
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O palestrante, Brennan Manning, causou impressão. Eu havia lido seus livros sobre graça e cura, e estive em suas reuniões que minha igreja havia patrocinado. No entanto, eu estava me sentindo incomodado. Pensei: “Quanta ênfase no amor”. Mas e quanto a uma mensagem clara incentivando-nos a abandonar as coisas infantis, para tomar posse de aspectos maiores e mais verdadeiros da nossa identidade em Cristo? Concordo plenamente que Deus nos abraça em nossa fraqueza. Mas em nossa perversidade também? Fiquei pensando no modo como ele aborda a questão da pureza sexual, principalmente a homossexualidade…
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Encontrei-me com Manning para um almoço para tratar dessas questões. Ele pareceu ter ficado realmente ofendido quando expressei minhas preocupações com as referências ambíguas dele com relação ao homossexualismo em seus artigos e livros. Durante nosso almoço incômodo, ele defendeu os “casais” gays que vivem em compromisso. Ele também desafiou meu compromisso de defender a ética sexual bíblica — nenhum sexo com homem ou mulher fora da aliança conjugal heterossexual — taxando-me de desinformado e de ter uma mente estreita. Eu compartilhei com ele acerca do compromisso do ministério Desert Stream de dar oportunidades seguras e fortes na igreja para a transformação dos homossexuais. Meu assistente Mark Pertuit e eu demos para ele testemunho de nossas próprias caminhadas de cura. Manning rejeitou nosso testemunho com o argumento de que eu não tinha conhecimento suficiente de teologia moral para ser levado a sério nessa questão.
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Obviamente, Manning e eu abordamos de modo diferente a questão da autoridade moral. Minha abordagem é conservadora e baseada na Bíblia. A abordagem dele é obscura para mim. Mas o que emerge dessa falta de clareza nele (e, é triste dizer, em muitos como ele) é uma sentimentalização horrorosa da homossexualidade. Estranhamente, os indivíduos que se encontram presos às tendências homossexuais se tornam “tabus” para “terapeutas” como Manning. Em vez de abraçar com verdade e graça homens e mulheres que estão confusos, esses terapeutas dançam ao redor desses homens e mulheres em dificuldades e lutas, concedendo-lhes uma condição de quase heróis. O resultado é uma compaixão falsa que pode incentivá-los a se identificar e viver o homossexualismo.
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Graça sem a verdade clara e autorizada das Escrituras Sagradas é mortal, onde se pode demarcar os limites conforme nossa vontade, perdendo a revelação da vontade de Deus para nossa vida humana aqui na terra. Ficamos, em vez disso, sozinhos construindo uma identidade baseada em nossa experiência da realidade. “Sinto-me gay. Portanto, sou gay. Deus me abençoa como gay”. Esse pensamento esvazia a cruz de seu sentido. Jesus morreu para nos oferecer o retorno ao seu plano ideal no Jardim do Éden. Ele ressuscitou para nos levantar de acordo com a vontade do Pai para nossa vida humana. Se perdemos essa verdade, então a graça fica sem sentido. Sua energia que transforma vidas se dispersa e perde a força. A verdade das Escrituras guia a energia da graça. Sem a verdade, a graça perde seu poder dinâmico e essencial de transformar vidas.
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Para muitos terapeutas de influência, a graça abraça os indivíduos que enfrentam conflitos homossexuais, mas é aparentemente incapaz de transformá-los. Certos terapeutas estão fortalecendo essa idéia enganosa — como Mel White, ex-professor do Seminário Fuller e pastor evangélico, que hoje dirige Soulforce, um grupo que defende o homossexualismo. Em sua biografia Stranger at the Gate (Estranhos nos Portões), White se representa como uma figura de certo modo trágica cujos impulsos homossexuais o forçaram a formar múltiplas parcerias antes e depois que seu casamento acabou.
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Amigos dele, como o falecido especialista em ética Lewis Smedes, do Seminário Fuller, aceitaram a entrada de White no movimento homossexual como praticamente inquestionável. Como resultado, o Dr. Smedes olhava com profunda desconfiança estudantes como eu mesmo que ousavam defender a cura dos homossexuais. Eu costumava passar por Smedes no corredor, onde ele me olhava direto nos olhos e perguntava: “Quanto tempo você vai agüentar antes de recair no homossexualismo?”
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Bem mais sutil é a influência de White em Philip Yancey. Yancey, autor de vários livros, apresentou White em seu livro What’s So Amazing About Grace?, exibindo White e sua amizade com ele como exemplo forte da graça de Deus. Embora o autor não abrace todas as escolhas de White, Yancey dá destaque a um homem que se tornou o mais influente cristão gay de nossa época. Inadvertidamente, o autor cria uma ponte maligna entre um falso profeta (White) e milhares de leitores que estão buscando clareza na área da homossexualidade. Talvez o fato de que Yancey tenha incluído White em seu livro seja exemplo de alguém que “se introduziu com dissimulação” em nosso meio a fim de “transformar em libertinagem a graça de nosso Deus” (Judas 4).
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Graça sem verdade é mortal, tirando proveito de nossos sentimentos. “Quero ser um cara bacana. Não quero provocar mais problemas na vida de alguém que já está sofrendo. Jesus não incluiu os excluídos?” Nosso desejo de ser misericordiosos é compreensível, mas ingênuo. O sentimentalismo distorce a essência do conflito homossexual, produzindo uma perspectiva dramática de nós mesmos, o que só distancia o necessitado de sua cura.
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E distancia o necessitado também da real boa notícia do Evangelho. Não há dúvida alguma de que Jesus primeiramente chamou ao arrependimento os hipócritas religiosos. Mas Ele então chamou Seus seguidores para lidar de modo direto com seus pecados (Lucas 7:36-50; João 8:1-12). Ignorar a atitude dos seguidores para com o pecado é esculhambar com o testemunho de Cristo e preparar as pessoas para cair em enganos.
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Os homens e as mulheres que enfrentam profundas vulnerabilidades homossexuais precisam da plenitude da graça e da verdade. Sem essa plenitude, corremos o risco de facilmente levar o povo de Deus a caminhos muito enganadores. E se eu tivesse um Manning ou um White no começo da minha caminhada para me curar? Talvez nós como cristãos sejamos ingênuos demais acerca do que e de quem acolhemos nas nossas vidas.
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Nosso mundo cristão nos fornece muitas influências amplas. Precisamos perguntar a nós mesmos: Qual é a base desse líder na área da autoridade? É a graça em harmonia com a verdade bíblica? Peça o discernimento de Deus. Então, aja de acordo com esse discernimento. Prepare-se para fazer as perguntas difíceis. Cada vez mais, enfrentaremos líderes cristãos famosos que estão sob engano e enganando outros nas áreas da sexualidade e homossexualidade. Precisamos falar a verdade em amor para eles. Agimos assim por amor a eles e aos que, sem nossa intervenção, seriam desencaminhados por eles.
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Em meio às lutas que enfrentarmos ao abrir a boca para falar a verdade, vamos com alegria e bondade dar testemunho acerca da cura da homossexualidade. Se você está sendo transformado nessa área da sua vida, revele para outras pessoas. Se você conhece outros que estão sendo libertos, divulgue. Nada transmite de forma mais poderosa a plenitude da graça e verdade do que a transformação de alguém que sofre conflitos homossexuais! O que Deus cria na pessoa resoluta, que se entregou a Ele, é nada menos do que Sua imagem gloriosa, tudo por meio do poder libertador da graça. A verdadeira graça. Que mensagem importante para nossos dias! Que Deus grande e glorioso servimos. Que privilégio revelá-Lo por meio do testemunho de vidas transformadas.
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“Muitos vivem como inimigos da cruz de Cristo”. (Filipenses 3:18 NVI) “Eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro”. (2 Pedro 2:18 NVI)
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“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos… herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus”. (1 Coríntios 6:9-11 NVI)
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FONTE: Blog do Júlio Severo.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com
Fonte: Pastoral Care Ministries
FOTOGRAFIA: Portal Terra
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NOTA: Conheci Andy Comiskey em Paris, quando ele lançava um de seus livros e proferia palestra na igreja que eu freqüentava, a Église Réformée de Belleville. De Brennan Manning não conheço nada ainda, apesar de ter comprado recentemente dois de seus livros. Mas confesso que me espanta, entre os cristãos, certas visões e posturas, anti-bíblicas. Tanto em um extremo quanto no outro.

E não só isso, em geral. A falta de informação, as discussões que são sempre o tabu, o não-falar no assunto que cala diversos significados, a sacralização do tema e, portanto, sua inquestionabilidade. Isso, sim, me espanta. Tenho amigos e parentes homossexuais. Eu os amo, são pessoas cheias de qualidades. Tenho meu pensamento a respeito da prática homossexual e isso não afeta o amor que tenho por essas pessoas. Mas me dou o direito de não concordar, e de fazê-lo respeitosamente, mas fazê-lo.

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