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21/11/2009

de modo tão maravilhoso



Senhor, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces. 


Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; 


Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. 


E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles! Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo. 


Salmo 139, versos de 1 a 18

feliz aniversário...

Eu sempre gostei muito dessa banda! E há quanto tempo eu não a ouvia! O meu lado punk is alive, e acústico! A música cabe bem na data de hoje... :)


20/11/2009

são luis artcidade

Blog novo no pedaço! Este blog nasceu hoje, quase no dia do meu aniversário! E tem futuro! O nome é São Luis Artcidade, e a blogueira é nada mais, nada menos que Edite Moreira, minha mãe! Visitem e entendam melhor:




O blog São Luis Artcidade nasceu com uma proposta: divulgar o trabalho do talentoso artista maranhense Alfredo Araújo, colega de trabalho de minha mãe. Nesse sentido, eu também quero mostrar uma de suas telas aqui e recomendar a todos que visitem e sigam o blog São Luis Artcidade! :)


Telhados da Praia Grande, de Alfredo Araújo
Óleo sobre tela

no calor



Hoje, debaixo de um calor arrasador, esperando na portaria do prédio onde moro para sair com a família e passear pelo Rio!

infinito particular

Eu amo essa música! Bom, eu gosto muito, muito do trabalho da Marisa Monte. Acompanho a carreira dela desde o começo, tipo 89... Faz tempo! :) Curtam essa música, é uma das minhas preferidas! O vídeo abaixo foi extraído do DVD "Infinito ao meu redor".




aeroporto!



Eu e minha avó hoje à noite, no aeroporto! Fiz mais fotos, mas essas ficaram melhores! Depois publico mais! :) Ah, sim: essa carinha meio triste da minha vó é por conta do cansaço! Nossa, ela viajou mais de seis horas! E de avião, imaginem só! 

19/11/2009

chegará




A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
Cecília Meireles

duas poesias




Inquieta,
mergulha
de sonho em sonho
e vasculha
o que lhe cabe melhor.


Sente o futuro envolvê-la
fecha os olhos e deixa-se levar:
o amanhã será.
Será.


Guarda seus aviamentos,
livros de receitas.
Esmaltes, diários, brinco,
flores.
E suspira.


***


O ontem cai
leve entre os dedos
torna-se sombra.
No ceú não há.


O ontem se esquece
após um ano, um dia, um mês.
Muda de nome, 
é passado do pretérito.


O ontem devora sonhos
no presente do futuro
- do futuro subjuntivo.
E conjugo o tempo imperfeito.


***


Maya
Niteroi, 19/11/2009


***


NOTA: Eu comecei a fazer essas poesias ontem, estava guardando para publicar no dia do meu aniversário. Eu comecei a escrevê-las ontem de madrugada. Estava deitada e comecei a pensar... E aí me levantei (mas já com sono) e comecei a escrever. Parei já quase dormindo. Hoje dentro do ônibus voltei a escrever. Passava em frente à praia. Publico hoje. O chato é que eu reescrevo uma poesia tantas vezes! Vamos fazer um acordo: essas aqui são só um molde.

18/11/2009

vote hoje

VOTE HOJE!


A ENQUETE DA AGÊNCIA SENADO, APÓS DOIS "BLACKOUTS" (ESTÃO FICANDO CRAQUES NISSO, HEIN?), RESOLVEU REINSTITUIR A ENQUETE SOBRE A APROVAÇÃO DO PL 122, A LEI DA MORDAÇA GAY.


SE VOCÊ AINDA NÃO VOTOU, VOTE NÃO À LEI QUE CENSURA TODA OPINIÃO CONTRÁRIA AO COMPORTAMENTO HOMOSSEXUAL:
http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

blog novo no pedaço! notícias pró-família


NOVO BLOG NO PEDAÇO! 


Trata-se do Blog "Notícias Pró-Família", da LifeSiteNews.com 


por que são apoiados os gays? por olavo de carvalho

Como não cabe ao analista político dizer às pessoas o que devem ou não devem fazer nas suas vidas privadas, nunca escrevi uma linha a favor ou contra as práticas homossexuais ou qualquer outra conduta erótica existente ou por inventar. Escrevi, sim, contra o movimento gay como fórmula ideológica e projeto de poder. Isso bastou para que eu fosse rotulado de “homofóbico” vezes sem conta. Conclusão: se estivesse em vigor a lei maldita que o nosso Parlamento quer aprovar, eu iria para a cadeia por conta de opiniões políticas. 

Na verdade a lista de atitudes humanas puníveis como “homofóbicas” é bem variada. Ela abrange: 

1. Citações da Bíblia ou de livros sagrados de qualquer religião que façam objeções morais ao homossexualismo. 

2. Opiniões médicas, psiquiátricas e psicoterapêuticas que ponham em dúvida, de maneira mais ou menos explícita, a sanidade da conduta homossexual. Isso inclui obras clássicas de Freud, Adler, Szondi, Frankl e Jung, entre outros. 

3. Manifestações pessoais de repulsa física ante o homossexualismo, emoção tão espontânea e irreprimível quanto o próprio desejo homossexual. (Inversa e complementarmente, a repulsa do homossexual pela sexualidade hetero, ou até por variantes homossexuais que não coincidam com a sua, como por exemplo a repulsa dos gays machões pelos travestis e transexuais, não apenas será considerada lícita mas estará sob a proteção da lei, condenando-se como “homofóbica” toda objeção que se lhe apresente ou, mais ainda, toda tentativa de reprimi-la. Ou seja: o direito à repulsa sexual será monopólio exclusivo da comunidade gay.) 

4. Expressões verbais populares, de uso espontâneo e irreprimível, consideradas depreciativas e anti-homossexuais. 

5. Piadas e gracejos que mostrem a conduta homossexual sob um ângulo risível. 

6. Opiniões políticas contrárias aos interesses do movimento gay, que já são e serão cada vez mais necessariamente interpretadas como adversas aos direitos da comunidade homossexual. 

7. Análises sociológicas, históricas ou estatísticas que ponham em evidência qualquer conduta negativa da comunidade gay. Essas análises já estão praticamente excluídas do universo cultural decente. A lei vai proibi-las por completo. 

8. Qualquer resistência que um pai ou mãe de família oponha à doutrinação homossexual de seus filhos nas escolas ou à participação deles em grupos e entidades homossexuais. 

9. Qualquer tentativa de impedir ou reprimir, por atos ou palavras, as expressões públicas de erotismo gay, discretas ou ostensivas, moderadas ou extremas, mesmo diante de crianças ou em lugares consagrados ao culto religioso. 

10. Qualquer observação casual, feita no escritório, na rua ou mesmo em casa (se houver testemunhas) que possa ser considerada desairosa aos homossexuais ou ao movimento gay. Isso inclui a simples expressão de satisfação que um cidadão possa ter por ser heterossexual.

A lei, enfim, criminaliza e pune com pena de prisão inumeráveis condutas consideradas normais, legítimas, aceitáveis e até meritórias pela quase totalidade da população brasileira. E não pensem que ficará no papel. Neste momento já estão sendo organizados grupos de olheiros – espalhados primeiro nas escolas, depois em toda parte – para vigiar, delatar e punir os dez tipos de conduta acima assinalados. 

As conseqüências mais que previsíveis da aprovação dessa lei são tão portentosas e ilimitadas que a maioria dos cidadãos tem dificuldade de concebê-las, limitando-se a apreender por alto suas aparências mais superficiais e patentes, se não a tratar o assunto com leviana indiferença. Mas essas conseqüências podem ser resumidas da seguinte maneira: Com um só golpe de caneta, um grupo militante organizadíssimo, fartamente subsidiado do Exterior, associado aos partidos de esquerda e agindo em consonância com a estratégia geral que os orienta, terá conquistado uma quantidade de poder policial discricionário tão vasta e ameaçadora quanto se poderia obter mediante um golpe de Estado ou uma revolução. Dotado do aparato jurídico necessário para aterrorizar toda oposição, reduzi-la a um silêncio humilhante, marginalizá-la e torná-la socialmente inoperante, esse grupo terá se tornado, nas mãos da aliança esquerdista que nos governa, mais um poderoso instrumento de controle social e político somando-se à polícia fiscal, à ocupação do território pelos “movimentos sociais”, ao domínio hegemônico sobre as instituições de cultura e ensino, às campanhas policiais soi disant moralizantes que só atingem sempre os desafetos da esquerda ou bandos criminosos menores, politicamente inócuos, jamais os agentes das Farc, os verdadeiros grão-senhores do crime no continente, cada vez mais ostensivamente protegidos pelo establishment petista. 

Na verdade, o movimento gay não precisou esperar pela aprovação da lei para fazer sentir o peso das suas ambições policialescas sobre os que ousaram contestar sua pretensa autoridade. O assédio judicial a D. Eugênio de Araújo Sales (v.http://www.olavodecarvalho.org/semana/040724globo.htm), os esforços de gayzistas e simpatizantes para destruir a carreira, a família e até a alma do escritor Júlio Severo, a repetição do mesmo procedimento contra o pastor catarinense Ademir Kreuzfeld (v.http://www.juliosevero.blogspot.com/ ), mostram que não faltam armas à elite gay para perseguir, amedrontar e marginalizar seus adversários, quanto mais para defender-se dos perigos imaginários que a ameaçam. A nova lei é material bélico excedente, só utilizável em eventuais demonstrações de força perfeitamente supérfluas. 

Que tão avassaladora ascensão do autoritarismo seja necessária para proteger os pobrezinhos homossexuais contra piadas, gracejos e citações da Bíblia é um argumento tão risível que somente um idiota completo ou um mentiroso desavergonhado poderia fazer uso dele num debate sério. 

Pior ainda é a alegação de violência contra os homossexuais. Já expliquei o que o simples uso do termo “homofóbico” contra os adversários do movimento gay tem de maquiavélico, de perverso, de criminoso (http://www.olavodecarvalho.org/semana/070523dce.html). Mas ao delito semântico acrescenta-se ainda a perversão aritmética. Entre os cinqüenta mil brasileiros assassinados anualmente, o movimento gay não tem conseguido apontar mais de dez ou doze indivíduos que o teriam sido – se é que o foram – por motivos “homofóbicos”. Pretender que a fúria anti-homossexual seja um fato social alarmante e epidêmico, necessitado de legislação especial e drástica, é nada mais que uma farsa cínica, um estelionato parlamentar que, houvesse na política brasileira um pingo de racionalidade e decência, custaria a seus autores a perda do mandato por falta de decoro, por uso indevido do Congresso como instrumento para servir a ambições grupais injustificáveis. 

Muito maior que o número de vítimas fatais da “homofobia” é o de homossexuais assassinos, um fato óbvio que a mídia esconde sistematicamente, reforçando o engodo legislativo com a fraude jornalística. E digo que é óbvio por um motivo ainda mais óbvio. Não sendo racionalmente aceitável que a porcentagem de homossexuais seja muito diferente entre os criminosos e a população honesta, a alegação usual do movimento gay de que esta última quota é de cinco a dez por cento nos levaria necessariamente a alguns milhares de homossexuais assassinos, sem contar os homossexuais ladrões, os homossexuais traficantes e, evidentemente, os homossexuais chantagistas parlamentares. 

Mas nem esse cálculo seria preciso para desmascarar a fachada protetiva com que a lei se apresenta. Um dos traços mais salientes do movimento gay é seu esforço de combater a discriminação onde ela não existe e de ignorá-la por completo onde existe. No Irã o homossexualismo é punido com a pena de morte. Vocês já viram a liderança gay organizar um protesto internacional contra isso? Ao contrário, ela se alia às demais forças de esquerda para defender a ditadura dos aiatolás contra o “imperialismo ianque”. Em Cuba os homossexuais e travestis são considerados casos de polícia, e quando pegam Aids são isolados para sempre da sociedade. A elite gayzista não apenas se abstém de protestar contra esse tratamento desumano, mas também não quer que ninguém proteste. Recentemente, um documentário sobre a condição humilhante dos homossexuais em Cuba foi excluído de um festival em Nova York – por exigência da militância gay . 

Em compensação, nos EUA e na Europa ocidental, onde os gays têm um lugar privilegiado na sociedade e a prática do homossexualismo é uma tradição elegante entre o beautiful people pelo menos desde a década de 20 do século passado, o clamor por legislações que criminalizem toda crítica à conduta homossexual vem num tom de quem advogasse medidas de emergência para salvar a comunidade gay de um genocídio iminente. 

No Brasil -- uma das sociedades mais permissivas do planeta, onde homossexuais declarados ocupam cadeiras no Parlamento sob aplausos gerais, onde as vovós assistem a shows de travestis na TV junto com seus netinhos e onde um espetáculo público de carícias lésbicas entre a esposa de um governador e a de um ministro não suscita o menor escândalo na mídia --, a gritaria “anti-homofóbica” dá a impressão de que os homossexuais estão sendo abatidos a tiros, nas ruas, por um exército de talibãs cristãos. 

Ao longo das últimas décadas, à medida que toda resistência moralista à conduta homossexual cedia lugar à compreensão generosa e à aceitação incondicional, as reivindicações do movimento gay no Ocidente vieram num crescendo, exigindo primeiro a equiparação moral de suas práticas com o casamento heterossexual, depois o ensino do homossexualismo nas escolas infantis, por fim as penas da lei para padres, pastores e rabinos que citem os versículos da Bíblia contrários ao homossexualismo. 

O contraste entre discurso e realidade é patente: o movimento gay cresce em arrogância, virulência e pretensões ditatoriais à medida que a sociedade se torna mais tolerante, simpática e subserviente às exigências da comunidade homossexual. Quem diria que a inversão sexual, com tanta freqüência, viesse junto com a inversão mental? 

Basta observar esse fenômeno para perceber imediatamente que a alegação característica do discurso gay , de proteger uma comunidade oprimida, é apenas uma camuflagem, um véu ideológico estendido por cima de objetivos bem diferentes, incomparavelmente mais ambiciosos. 

Uma pista para a compreensão efetiva do fenômeno são os grupos de intelectuais, políticos e artistas homossexuais, tremendamente poderosos e influentes, que marcaram a história política e cultural do século XX com o culto da supremacia gay . Três deles são particularmente importantes: o círculo de Stefan George na Alemanha, o de André Gide na França e, na Inglaterra, a confraria dos “Apóstolos” de Cambridge. Em cada um dos três casos, a militância pública – sempre do lado errado, nazista ou comunista – encobria uma dimensão mais profunda e mais sinistra, de seita gnóstica empenhada em subjugar a humanidade comum a uma elite homossexual imbuída de um senso de superioridade quase divina. 

Voltarei ao assunto quando possível. Por enquanto, basta dizer o seguinte: o atual movimento gay é a materialização possante e assustadora de um projeto de revolução civilizacional que, a pretexto de proteger oprimidos, não hesita em entregá-los às feras quando isso convém à sua grande estratégia. Que esse projeto seja apenas um desenvolvimento específico dentro do quadro maior do movimento revolucionário mundial é algo tão óbvio que não necessita ser enfatizado. Mas, por absoluta incompreensão desse ponto, os adversários do movimento gay, quase sem exceção, têm cometido dois erros monstruosos. 

Primeiro: Combatem, junto com o movimento, a homossexualidade em si. Politicamente , isso é loucura. O movimento gay existe há algumas décadas e só em alguns lugares do planeta; o homossexualismo existe por toda parte desde que o mundo é mundo. O primeiro pode ser derrotado; o segundo não pode ser eliminado. Condicionar a vitória sobre o movimento gay à erradicação do homossexualismo é adiar essa vitória para o Juízo Final. 

Segundo: Procurando atenuar a má impressão de autoritarismo dogmático que essa atitude inevitavelmente suscita, apressam-se a declarar que respeitam os direitos dos gays e que desejam apenas preservar, lado a lado com eles, os direitos da consciência religiosa. Com isso, igualam o inigualável, negociam o inegociável, nivelam a liberdade de consciência a uma “opção sexual”, à preferência por determinado tipo de prazer erótico. Será preciso lembrar a esses cavalheiros que, privado de satisfação erótica, o ser humano sofre alguma incomodidade, mas, desprovido da liberdade de consciência, perde o último resquício de dignidade, o sentido da vida e a razão de existir? 

Em suma: são intransigentes onde deveriam ceder, cedem onde deveriam ser intransigentes, inflexíveis e até intolerantes. Não há nada de mais em aceitar o homossexualismo como uma realidade social que não pode ser erradicada e que, se deve ser combatida, é com todos os cuidados necessários para não ferir e humilhar pessoas. Em contrapartida, tratar como igualmente nobres e respeitáveis o mais elevado princípio da moralidade e o simples direito legal de fazer determinadas coisas na cama é uma inversão hedionda da hierarquia lógica e moral, é uma desobediência acintosa ao Primeiro Mandamento, cuja implicação mais óbvia é o dever incondicional de colocar as primeiras coisas primeiro. Se os adversários do movimento gay querem a proteção de Deus na sua luta, deveriam começar por não ofendê-Lo dessa maneira. 

Da minha parte, afirmo que defenderia por todos os meios ao meu alcance o direito que os homossexuais têm de que sua preferência sexual não lhes custe humilhações ou constrangimentos. Mas, tão logo uma dessas criaturas pretendesse igualar ou sobrepor esse direito à liberdade de consciência, da qual ele próprio não é senão uma decorrência lógica aliás bem remota e secundária, eu lhe responderia, na mais polida das hipóteses, com as seguintes palavras: 

-- Cale a boca, burro. Não me peça para respeitar um direito que você mesmo, embora talvez sem se dar conta, está pisoteando com quatro patas. 

***
Publicado originalmente no jornal Diário do Comércio, em 04/06/2007.
FONTE: http://www.somosportugueses.com/

***

LEIA TAMBÉM:

olavo de carvalho explica a militância esquerdista gay

VALE A PENA reservar dez minutos de seu tempo para ouvir o que diz Olavo de Carvalho sobre a "militância gay"... Ouça...


17/11/2009

portas abertas em niteroi







DIA 20/12/2009, DOMINGO, 9h, A MISSÃO PORTAS ABERTAS ESTARÁ NA IGREJA METODISTA DE ICARAÍ APRESENTANDO SEU TRABALHO E A LUTA DOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS.
SE VOCÊ VIVE EM NITERÓI OU NO RIO, VENHA TAMBÉM OUVIR E COMPARTILHAR DOS SOFRIMENTOS DE NOSSOS IRMÃOS QUE VIVEM EM PAÍSES SEM LIBERDADE. PREDICAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE VÍDEOS. TRAGA SEUS AMIGOS, NÃO PERCA.
MISSÃO PORTAS ABERTAS
SERVINDO CRISTÃOS PERSEGUIDOS
http://www.portasabertas.org.br/


IGREJA METODISTA DE ICARAÍ
RUA MARIZ E BARROS, 163
ICARAÍ

christopher cross :)

Gente, eu amo essa música (Arthur's Theme)! Corri atrás do CD até achar! Esses dias eu ando assim, ouvindo essas "coisas" dos anos 80... Acho que o fim do ano se aproxima e eu fico nostálgica, melancólica... Sensação de dever cumprido em algumas áreas e de fracasso, em outras coisas. 


De qualquer modo, eu ouço essa música do primeiro vídeo e tenho um desejo enorme de conhecer New York! Desde o meio deste ano eu penso nisso, penso em Woody Allen tocando em sua banda de jazz, penso em neve, café preto de madrugada e coisas assim. :) Não me perguntem o porquê, eu também não sei! O segundo vídeo é também do Christopher Cross (tocava muito quando eu era adolescente, e eu sou do tempo da "música lenta", das festinhas inocentes, com refrigerante e brigadeiro... Enfim, o mundo hoje está mais perigoso!), eu também amo essa música, até choro quando ouço! Eu sou mesmo uma manteiga derretida! Eu já havia postado mas aí me deu vontade de procurar uma boa tradução da letra. Aí fui atrás da tradução da música, e vejam vocês que é uma letra muito cristã, sim! Fala de fidelidade, amor, renovação, compromisso... Às vezes essas músicas não necessariamente cristãs falam de coisas tão profundamente cristãs, hein?!


Mudando de assunto: nos próximos dias quero falar sobre meu segundo livro, de contos em francês, que deve ser lançado no dia 17 de dezembro! Pois é, eu e mais seis colegas, todos professores de francês, lançamos o primeiro e agora chegamos ao segundo. Acho que vai ficar muito bom! Aguardem! :)



Arthur's Theme
Once in your life you find her
Someone that turns your heart around
And next thing you know you're closing down the town
Wake up and it's still with you
Even though you left her way across town
Wondering to yourself, "Hey, what've I found?"

When you get caught between the Moon and New York City
I know it's crazy, but it's true
If you get caught between the Moon and New York City
The best that you can do...
The best that you can do is fall in love

Arthur he does as he pleases
All of his life, he's mastered choice
Deep in his heart, he's just, he's just a boy
Living his life one day at a time
And showing himself a really good time
Laughing about the way they want him to be

When you get caught between the Moon and New York City
I know it's crazy, but it's true
If you get caught between the Moon and New York City
The best that you can do...
The best that you can do is fall in love

When you get caught between the Moon and New York City
I know it's crazy, but it's true
If you get caught between the Moon and New York City
The best that you can do...
The best that you can do is fall in love 

















I Will (Take You Forever)


I was a man who always played around in love
 So quick to take
But so afraid to give enough.
But now
I've found the one
And heaven will only know
What only my eyes can say and time can't take away.

I was a girl who trusted no one with my heart
And the dreams that young girls dream were just vanishing in the
dark.
But now
I've found the one
And heaven will only know
What only my eyes can say
They say -

That I will take you forever

And there will never be anyone else in my heart but you.
And I will take you forever

And there will never be anyone else but you
Anyone else but you.

Now my touch belongs to you and I will always be your best friend

Now my secrets are safe with you and the magic will never end.
Now you are the one
And heaven will only know
What only our eyes can say
They say -

That I will take you forever

And there will never be anyone else in my heart but you.
And I will take you forever

And there will never be anyone else but you
Anyone else but you

Anyone else but you.

That I will take you forever
...
That I will take you forever
...
That I will take you forever
... 

Tradução: 
Eu terei você (para sempre) 


Eu era um homem que sempre brincou com o amor
Tão rápido para receber
Porém tão medroso na hora de dar
Mas agora
Eu encontrei alguém
E somente o céu saberá
O que somente meus olhos podem dizer
E o tempo não poderá levar embora

Eu era uma garota que não confiava em ninguém para dar o meu amor
E os sonhos que jovens assim sonham
Foram simplesmente desaparecendo na escuridão
Mas agora
Eu encontrei alguém
E somente o céu saberá
O que somente meus olhos podem dizer
E eles dizem
Que eu o terei para sempre

E nunca haverá mais ninguém no meu coração além de você
E eu o terei para sempre
E nunca haverá mais ninguém além de você
Mais ninguém além de você
Agora meu carinho pertence a você
E eu sempre serei o seu melhor amigo

Agora os meus segredos estão seguros com você
A magia nunca terá fim
Agora você é o único(a)
E o somente o céu saberá
O que somente meus olhos podem dizer
E eles dizem

Que eu o terei para sempre
E nunca haverá mais ninguém no meu coração além de você
E eu o terei para sempre

E nunca haverá mais ninguém além de você
Ninguém além de você
Ninguém além de você

Que eu o terei para sempre
Que eu o terei para sempre
Que eu o terei para sempre


turma da mônica lança personagem gay




Caio. Esse é o nome do primeiro personagem aparentemente gay das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, criado por Maurício de Souza. Ele é apresentado na edição número 6 da revista "Tina", da editora Panini, como o melhor amigo da jovem e assume estar comprometido com outro rapaz, causando uma certa estranheza nos demais personagens.
 
Segundo a Folha Online, a assessoria de imprensa da Maurício de Souza Produções ressaltou que essa é primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras". Tanto que na edição há também um discurso de Tina contra preconceito em geral. 

Questionado por internautas através do Twitter, o cartunista respondeu "leia a revista Tina e interprete. Depende de sua leitura, da sua forma de se situar na nossa realidade social". A assessoria também não descartou a hipótese de Caio ser bissexual, o que só poderá ser confirmado no futuro, na continuidade das histórias em quadrinhos.


MAIS:

A 6ª edição da revista "Tina", da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.
Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser "comprometido", indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens.

A personagem Tina, originalmente hippie, nos anos de 1960, agora tem um amigo gay, em história da edição número seis de sua revista.

A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras".

No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.

O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.

Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.

E MAIS:


A revista “Tina”, número 6 (editora Panini), trás uma surpresa para os fãs de Mauricio de Sousa. O primeiro personagem gay da grande leva de criações dos estúdios do artista.

Na história de capa, “O Triângulo da Confusão”, somos apresentados a Caio, um rapaz sem trejeitos ou clichês de um homossexual, mas que assume no final da história ter um “compromisso” com outro rapaz, que por sinal é amigo de Zecão (namorado de Pipa, melhor amiga da Tina).


A história ainda conta com um discurso da Tina contra preconceito (não exatamente com a sexualidade das pessoas, mas de modo geral) e a apresentação de que Caio é o melhor amigo da moça, “como se fosse um irmão”, indicando um possível retorno do personagem.


MAIS AINDA:

A diversidade sexual chegou aos quadrinhos da Turma da Mônica. A 6ª edição da revista "Tina", já nas bancas, mostra ao público o primeiro personagem gay criado pela equipe de Maurício de Souza. Na história, Caio é o melhor amigo de Tina e deixa outros personagens surpresos quando se diz comprometido, apontando um outro rapaz. Tina, criada nos anos 60 e que hoje estuda jornalismo, aproveita e faz um dircurso contra o preconceito. Caio, aos poucos, vai ganhar mais espaço nas histórias. 

Em outras publicações Maurício de Souza já deu outros passos para acabar com o preconceito. Já foram criados personagens deficientes visuais e cadeirantes.


***


Quer dar a sua opinião? Mande mensagem para o Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, no Twitter: @mauriciodesousa


***
FONTES:
http://cefascarvalhojornalista.blogspot.com/

16/11/2009

Deus me renova

Hoje ouvi uma pregação muito, muito boa. Deus é muito bom comigo, sempre que eu acho que estou no limite das minhas forças, sem paciência, angustiada, só, Deus manda algo que me renova. Ouvir falar sobre a volta de Cristo e suas consequências hoje me deu forças. Em muitas igrejas não ouvimos mais nada sobre esse assunto. Porque falar da volta de Cristo é falar que a qualquer momento, quando menos se espera, ele pode voltar. E isso requer uma entrega diária ao arrependimento, à oração, à compaixão, à misericórdia, ao anseio de ver pessoas salvas não para que deem seu dinheiro à igreja, mas para que tenham vida eterna. Esse tipo de pregação me alimenta profundamente e reduz muito de minhas angústias, porque no final das contas o que é realmente necessário é muito pouco, muito pouco, e eu vejo que o que me angustia está muito longe do meu alvo. 


Se Jesus voltasse amanhã, ou se amanhã você morresse, o que seria realmente importante para você? Seu emprego, um diploma, aplicação financeira, carro, cargo, status? Ou a comunhão com Deus? Ou estar alerta? Ou estar consciente do que faz?


Hoje ouvi uma palavra que me renovou. Obrigada, Almir e Rogerinho! Há quanto tempo ansiava por ouvir algo assim! Há quanto tempo queria deixar de ouvir as promessas de vitória financeira, vitória sobre as doenças ou sobre o que quer que seja que estivesse relacionado à repugnante teologia da prosperidade. Não que eu não fique doente, ou não tenha problemas financeiros. Mas acho que há muitas coisas que estão à frente disso no Reino de Deus, e não as buscamos mais em primeiro lugar. A misericórdia está à frente disso, e ninguém mais prega sobre a misericórdia! A compaixão pelo próximo está à frente disso, e ninguém mais prega sobre a compaixão! O amor pelas almas que não estão salvas está muito à frente disso, mas ninguém mais prega sobre isso! Ninguém mais fala de nossa vida eterna com o Pai, pois as bênçãos desejadas são todas materiais, finitas, corruptíveis, terrenas, mundanas. Ninguém mais pensa em viver a eternidade no reino espiritual, se este reino material oferece carro com ar condicionado, casa de praia, salário vantajoso e plano de saúde cinco estrelas. Ninguém mais pensa em acolher o pobre, o abandonado, o doente, o faminto, se o mais importante é pensar somente em si mesmo. Ninguém mais se comove com os miseráveis ou chora pelos órfãos e necessitados, se a medida da fé de cada um se dá pela obrigação de ser feliz e sorridente o tempo todo! Néscios e tardos de coração! Abandonaram o Jesus que sofreu e foi humilhado pelo que obedece aos pedidos e ordens de qualquer um; abandonaram o Jesus que nos mandou tomar a própria cruz por um arremedo de Cristo materialista e estúpido; abandonaram o Cristo que disse ser o caminho estreito por um deus permissivo e corrupto; abandonaram o Cristo que redime dos pecados e dá a vida eterna por um outro, que se ocupa em dar casa própria, saúde física e carro zero.


Mas Deus veio em meu socorro, e eu fui renovada. 

15/11/2009

o mito de prosérpina







O rapto de Prosérpina, de Luca Giordano
Veja mais aqui.


Depois de Júpiter e seus irmãos terem derrotado os titãs e os expulsado para o Tártaro, um novo inimigo ergueu-se contra os deuses. Eram os gigantes Tífon, Briareu, En­celado e outros. Alguns deles tinham cem braços, outros respiravam fogo. Afinal, foram vencidos e enterrados vi­vos no Monte Etna, onde alguns continuam a lutar para se libertar, sacudindo toda a ilha com os terremotos. Sua respiração sai através da montanha e é o que os homens chamam de erupção vulcânica.
A queda desses monstros abalou a terra, o que alarmou Plutão, receoso de que seu reino pudesse ser aberto à luz do sol. Presa dessa apreensão, ele entrou em seu carro, puxado por cavalos negros, e viajou pela terra para verificar a extensão dos danos. Enquanto se achava empenhado nesse mister, Vênus, que estava sentada no Monte Erix, brincando com seu filho Cupido, olhou-o e disse:
- Meu filho, toma tuas setas, com que vences todos, mesmo Jove, e crava uma delas no peito daquele sombrio monarca, que governa o reino do Tártaro. Por que deverá ele sozinho escapar? Aproveita a oportunidade de ampliar 0 teu e 0 meu domínio. Não vês que mesmo no céu alguns desprezam nosso poder? Minerva, a sábia, e Diana, a caçadora, desafiam-nos; e ali esta a filha de Ceres, que ameaça seguir seu exemplo. Agora, se tens qualquer consideração por teus próprios interesses e pelos meus, junta aquelas duas pessoas em uma só.
O menino abriu a aljava e escolheu a mais aguda e fiel seta; depois, firmando 0 arco no joelho, distendeu a corda e desfechou a seta de ponta aguda bem no coração de Plutão.
Há, no Vale de Ena, um lago escondido no bosque, que o protege contra os ardentes raios do sol; o ter­reno úmido é coberto de flores, e a Primavera reina ali perpetuamente. Prosérpina lá se encontrava, brincan­do com suas companheiras, colhendo lírios e violetas, e enchendo com as flores seu cesto e seu avental, quando Plutão a viu, apaixonou-se por ela e raptou-a. Ela gritou, pedindo ajuda à mãe e às companheiras; e quando, apa­vorada, largou os cantos do avental e deixou cair as flores, sentiu, infantilmente, sua perda como um acréscimo ao seu sofrimento. O raptor excitou os cavalos, chamando-os cada um por seu nome e soltando sobre suas cabeças e pescoços as rédeas cor de ferro. Quando chegou ao Rio Cíano, e este se opôs à sua passagem, Plutão feriu a mar­gem do rio com seu tridente, a terra abriu-se e deu-lhe passagem para o Tártaro.
Ceres procurou a filha por todo o mundo. Aurora, dos louros cabelos, ao sair pela manhã, e Hespéria, ao trazer as estrelas ao anoitecer, ainda a encontraram ocupada na procura. Tudo foi em vão, porém. Afinal, cansada e triste, ela se sentou numa pedra e ali continuou sentada, duran­te nove dias e nove noites, ao ar livre, à luz do sol e ao luar, e sob a chuva. Era onde ora se ergue a cidade de Elêusis, então morada de um velho chamado Celeus. Ele estava no campo, colhendo bolotas e amoras silvestres e grave­tos para alimentar o fogo. Sua filhinha conduzia para casa duas cabras e, ao aproximar-se da deusa, que aparecia sob o disfarce de uma velha, disse-lhe:
- Mãe (e o nome foi suave aos ouvidos de Ceres), por que estás sentada aí nessa rocha?
O velho tambem parou, embora sua carga fosse pesa­da, e convidou Ceres a entrar em sua cabana. Ela recusou e ele insistiu.
- Vai em paz - respondeu a deusa - e sê feliz em companhia de tua filha. Eu perdi a minha.
Ao falar, lágrimas - ou algo como lágrimas, pois os deuses não choram - escorreram-lhe pelo peito. O compassivo velho e a criança choraram com ela. Afinal, disse Celeus:
- Vem conosco e não desprezes nosso teto humilde. Talvez tua filha te seja devolvida sã e salva.
- Vamos - disse Ceres -, não posso resistir a tal apelo! Levantou-se da pedra e seguiu com os dois. Enquanto caminhavam, Celeus contou que seu único filho, um menino, estava doente, febril e sem sono. Ceres parou e colheu algumas papoulas. Ao entrarem na cabana, encontraram todos muito tristes, pois o estado do menino parecia desesperador. Metanira, sua mãe, recebeu aten­ciosamente a visitante, e a deusa, debruçando-se, beijou os lábios da criança enferma. Instantaneamente, a pali­dez abandonou-lhe o rosto e o vigor da saúde voltou-lhe ao corpo. Toda a família ficou deleitada - isto é, o pai, a mãe e a menina, pois não tinham criados. Puseram a mesa, e serviram coalhada e creme, maçãs e mel. Enquanto comiam, Ceres misturou caldo de papoula no leite que o menino estava tomando. Quando veio a noite e tudo estava quieto, ela se levantou e, pegando o menino adormecido, passou-lhe as mãos pelos lábios e murmurou três vezes palavras de encantamento, depois foi colocá-lo nas cinzas. A mãe do menino, que estava observando o que a hóspede fazia, levantou-se, com um grito, e tirou a criança do fogo. Então Ceres assumiu sua própria forma e um divino esplendor espalhou-se em tomo. Diante do assombro de todos, disse:
- Mãe, foste cruel no amor ao teu filho. Eu ia torná-lo imortal, mas frustraste meus esforços. Não obstante, ele será grande e útil. Ensinará aos homens o uso do ara­do e as recompensas que o trabalho pode obter do solo cultivado.
Assim dizendo, envolveu-se numa nuvem e, tomando seu carro, afastou-se.
Ceres continuou a procurar a filha, passando de ter­ra em terra, e atravessando mares e rios, ate voltar à Sici­lia, de onde partira, e ficou de pé à margem do Rio Cíano, onde Plutão abrira uma passagem para os seus domínios. A ninfa do rio teria contado à deusa tudo que testemunha­ra, se não fosse o medo de Plutão; assim, apenas se aven­turou a pegar a guirlanda que Prosérpina deixara cair em sua fuga e fazê-la descer pela correnteza do rio, até junto da deusa. Vendo-a, Ceres não teve mais dúvida sobre a perda da filha, mas ainda não conhecia a causa e lançou a culpa sobre a terra inocente.
- Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozarás de meus favores! ­- exclamou.
Então, o gado morreu, o arado quebrou-se no sulco, as sementes não germinaram. Houve sol e chuva em de­masia. As aves roubaram as sementes. Somente medravam os cardos e sarças. Ao ver isto, a fonte Aretusa inter­cedeu pela terra:
- Não culpes a terra, deusa! - exclamou. - Ela se abriu de má vontade para dar passagem à tua filha. Posso contar-te qual foi o seu destino, pois a vi. Esta não é mi­nha terra natal; venho de Elis. Era uma ninfa dos bosques e comprazia-me na caça. Exaltavam minha beleza, mas eu não cuidava disso, e antes me vangloriava de minhas proezas venatórias. Certo dia, estava voltando do bosque, aquecida pelo exercício, quando vi um regato que corria sem ruído, tão claro que podiam contar-se as pedrinhas do fundo. Os salgueiros o sombreavam e as margens, co­bertas de relva, desciam ate a água, numa rampa suave. Aproximei-me, toquei a água com o pé. Entrei até ficar com água pelo joelho e, não contente com isto, deixei mi­nhas vestes nos salgueiros e entrei no rio. Enquanto lá est­ava, ouvi um murmúrio indistinto, vindo do fundo do rio, e apressei-me em fugir para a margem mais próxima.
- Por que foges, Aretusa? - disse a voz. - Sou Al­feu, o deus deste rio.
Fugi e ele me perseguiu. Não era mais rápido do que eu, mas era mais forte, e alcançou-me, quando minhas forças fraquejaram. Afinal, exausta, gritei pedindo a ajuda de Diana:
- Ajuda-me, deusa! Ajuda tua devota!
A deusa ouviu-me e envolveu-me logo em espessa nuvem. 0 rio-deus procurou-me, ora aqui, ora ali, e duas vezes aproximou-se de mim, mas não conseguiu encontrar-me.
- Aretusa! Aretusa! - gritava.
Oh, como eu tremia! Como o cordeirinho, que ouve o lobo uivando fora do redil. Um suor frio cobriu-me, meus cabelos caíram como correntes de água e onde estavam meus pés formou-se uma lagoa. Em resumo: em menos tempo do que leva para contar, tornei-me uma fonte. Mas ainda sob essa forma, Alfeu reconheceu-me e tentou misturar sua corrente com a minha. Diana abriu a solo e eu, tentando escapar à perseguição, mergulhei na caverna e, através das entranhas da terra, cheguei aqui à Sicília. Ao passar pelas camadas inferiores da terra, vi sua Prosérpina. Ela estava triste, mas não refletia susto na fisionomia. Seu aspecto era o de uma rainha: a rainha do Érebo; a po­derosa esposa do monarca do reino dos mortos.
Ao ouvir isto, Ceres ficou perplexa durante um mo­mento, depois virou o seu carro para o céu e correu a apresentar-se diante do trono de Jove. Contou a histó­ria de sua aflição e implorou a Júpiter que intercedesse, para conseguir a restituição de sua filha. Júpiter consen­tiu, com uma condição: a de que Prosérpina não tivesse tomado qualquer alimento durante sua permanência no mundo inferior; de outro modo, as Parcas proibiam a sua libertação. E, assim, Mercúrio foi mandado, acompanha­do de Primavera, para pedir Prosérpina a Plutão. O ardilo­so monarca consentiu, mas, infelizmente, a donzela acei­tara uma romã que Plutão lhe oferecera e sugara o doce suco de algumas sementes. Isso foi suficiente para impe­dir sua libertação completa. Fez-se um acordo, contudo, pelo qual Prosérpina passaria metade do tempo com sua mãe e o resto com seu marido Plutão.
Ceres deu-se por satisfeita com esse arranjo e resti­tuiu à terra seus favores. Lembrou-se, então, de Celeus e de sua família, e da promessa feita ao menino Triptólemo. Quando o menino cresceu, ensinou-lhe o uso do arado e como semear. Levou-o em seu carro, puxado por dragões alados, a todos os países da terra, aquinhoando a humanidade com cereais valiosos e com o conhecimento da agricultura. Depois de seu regresso, Celeus construiu em Elêusis um magnífico templo dedicado a Ceres e es­tabeleceu o culto da deusa, sob o nome de mistérios de Elêusis, que, no esplendor e solenidade de sua observância, ultrapassavam todas as demais celebrações religiosas entre os gregos.
Não pode haver dúvida de que esta história de Ceres e Prosérpina é uma alegoria. Prosérpina representa a semente do trigo, que, quando enterrada no chão, ali fica escondida, isto é, levada pelo deus do mundo subterrâneo. Depois reaparece, isto é, Prosérpina é restituída à sua mãe. A primavera a faz voltar à luz do dia. 



***







FONTE: O livro de ouro da mitologia, de Thomas Bulfinch.


***


NOTA: Eu gosto muito desse mito grego! É um dos meus preferidos, sobretudo pela resolução e pela ilustração. A metáfora da semente que cai na terra e precisa morrer para gerar vida foi usada por Jesus, como parábola, muito tempo depois dos registros da mitologia grega, para ilustrar a morte do homem natural e o nascimento do homem espiritual. Muitos mitos gregos encontram paralelo na Bíblia, outro exemplo de que gosto é o de Hércules e seu paralelo com Sansão. Bom, já é outra história. Voltando a Prosérpina: sempre que estou triste tento pensar nisso: a morte momentânea e as angústias presentes redundarão em coisa melhor no futuro; as lágrimas semeadas trarão boa colheita; ao inverno segue-se a primavera; a semente que cai na terra e morre, gera vida.

people alone, de randy crawford

Eu gosto tanto dessa música, mas tanto, que quando ouço me emociono e vou às lágrimas. A primeira vez que a ouvi foi em um filme, faz tempo, e nunca deixei de realmente apreciar a melodia e a letra, que é um pouco triste - mas combina comigo, de vez em quando. 


Abraços a todos, desejo um bom domingo.





People Alone
(Randy Crawford)


Take me alone
I don't care where you have come
And I don't have to know
Exactly where you're going
If you leave me behind
Then everything on your mind
Will turn to pictures of the world
We might have been

(chorus)

People alone may go very fast
But maybe not so far
Playing alone is still solitaire
Remember
People alone may reach for a love
But only half as well
People alone may seem satisfied
How can they tell ?

If we're crossing the line
Where there's no yours and no mine
We'll find it easy to see
People should be together

People alone may go very fast
But maybe not so far
Playing alone is still solitaire
Remember
People alone may reach for a love
But only half as well
People alone may seem satisfied
How can they tell ?

Take me along
Let's not be people alone
I'm on your mind
So please don't leave me behind
Crossing the line
Where there's no yours and no mine

14/11/2009

aê, vascão, campeão da segundonaaaa....





OK, o Vasco foi campeão da segundona e eles estão nas ruas comemorando loucamente. Quando vi o entusiasmo da moçada, confesso que pensei que eles tinham se tornado campeões do Mundo! 


Não tem jeito, todo mundo tenta mas só o FLAMENGO é Penta!


Vamos lá, Vascão, campeão da segundona! O sentimento não pode parar... : P


Veja aqui o Blog Urubuzada, só para os torcedores do MENGOOOO... PENTATRI!





Aê, Vascão, campeão da segundona! 
Na foto acima, a maior torcida do mundo...

13/11/2009

PLC 122 e a perseguição religiosa: senado manipula enquete





Diga não ao PLC 122 e à perseguição religiosa



O assunto não é novo. Trata-se do Projeto de Lei PL 5003/2001-PLC 122/2006, aprovado no apagar das luzes e em sessão esvaziada da Câmara dos Deputados, que está agora no Senado Federal e foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais daquela casa. E a Agência Senado quer saber o que pensa o distinto público.

Surpresa. Por mais um dos mistérios que rondam o Congresso Nacional, acabo de ser avisado pelo amigo Rubem Amorese, com longa vivência naqueles corredores, que a enquete da qual muitos de nós participamos saiu do ar. O apagão aconteceu quando 65% dos votos davam a vitória ao “não”. O Senado diz que foi atacado por hackers. Bem, não posso dizer que estou surpreendido. Afinal, um funcionário preso do Senado recebeu salário durante 5 anos. Claro, tudo como manda a boa prática da gatunagem: o irmão assinava regiamente o ponto do detento. Aliás, o Senado é aquela Casa que gastou mais de 6 milhões de reais em horas extras em janeiro, mês de férias. 

Porém, Ultimato não vai deixar se vencer pelo cansaço e mais uma vez diz não ao PLC 122. Não à criminalização da opinião de quem ousar discordar da agenda homossexual. Para dizer não ao projeto acesse o site do Senado Federal.

E todo cuidado é pouco. Veja como é feita a pergunta na pesquisa de opinião lançada pela Agência Senado: “Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?”

A pergunta é tanto simples quanto traiçoeira. Facilmente, ao correr os olhos na tela, podemos ler: “Você é a favor da discriminação contra os homossexuais?”. Claro que não. Por princípio. E poupo o leitor de uma lista de boas razões bíblicas para tal. Então, devo dizer sim ao projeto que vai punir a discriminação, certo? Errado. O Projeto de Lei, conhecido como PLC 122, é uma peça burlesca. É uma ameaça concreta à liberdade religiosa e à liberdade de pensamento. E mais: agride e criminaliza a opinião de quem discordar.

Ultimato reafirma o seu repúdio à homofobia e não abre mão da sua opinião em defesa da ética bíblica de uma conduta heterossexual. Para Ultimato, é heterofobia considerar homofóbica as afirmações em defesa dos valores cristãos. Leia a edição especial Homossexualismo e Homossexualidade.


• Marcos Bontempo, editor



ENQUETE MANIPULADA, RESULTADOS MANIPULADOS.

AMIGOS, 


TENHO RAZÕES PARA CRER QUE A ENQUETE DA "AGÊNCIA SENADO" ESTÁ SENDO MANIPULADA. 


POR ISSO, RETIRO DESTE BLOG TODA CHAMADA PARA VOTAÇÃO. CREIO QUE DE NADA ADIANTA VOTARMOS, VISTO QUE O RESULTADO JÁ ESTÁ, HÁ MUITO TEMPO, PLANEJADO PELO PARTIDO GOVERNISTA E SEUS REPRESENTANTES.


APENAS LAMENTO QUE UM PROJETO DE LEI QUE CLARAMENTE CENSURA QUALQUER OPINIÃO CONTRÁRIA AO COMPORTAMENTO HOMOSSEXUAL SEJA APROVADO - COMO JÁ FOI - E QUE UMA ENQUETE QUE TINHA UMA AMPLA MAIORIA PARA O "NÃO" A ESSE PLC TENHA SIDO CLARAMENTE MANIPULADA, O "NÃO" AGORA EM FRANCA DESVANTAGEM, APÓS A ENQUETE "SAIR DO AR" POR DUAS VEZES.


SE, COMO OS FATOS POLÍTICOS DESTE SEMESTRE MOSTRARAM, NÃO PODEMOS ESPERAR HONESTIDADE DO SENADO, CREIO QUE MUITO MENOS DA "AGÊNCIA SENADO".

enquete da agência senado: que furada!






A ENQUETE DA AGÊNCIA SENADO SOBRE O PLC 122, APROVADO NESTA SEMANA NA COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS DO SENADO FEDERAL, JÁ SAIU DO AR VÁRIAS VEZES, NA PÁGINA DA AGÊNCIA. NA PRIMEIRA VEZ, O "NÃO" AO PLC 122 TINHA 64% DE VOTOS. QUANDO VOLTOU, O "NÃO" TINHA POUCO MAIS DE 50%. 


MAIS UMA VEZ A ENQUETE SAIU DO AR! LOGO QUE MUITOS BLOGS CRISTÃOS COMEÇARAM A DIVULGÁ-LA NOVAMENTE, PARA VOTAÇÃO, A ENQUETE SAIU DO AR DE NOVO!


POR QUE? BOM, EU TENHO MEUS PALPITES, MAS PREFIRO NEM DIZER.


DE QUALQUER MANEIRA, SE VOCÊ TAMBÉM ACHA ISSO TUDO ABSURDO, TENDO EM VISTA QUE OS VOTOS TOTAIS NÃO CHEGAVAM NEM A 50 MIL (QUE SERVIDOR É ESSE, QUE NÃO CONSEGUE SUPORTAR PARTICIPAÇÃO EM ENQUETE?), DEIXE AQUI SEU PROTESTO:


12/11/2009

tirem Deus do SPC, ingratos! - por isaías medeiros

Tem causado-me espécie um modismo ultimamente disseminado no meio pentecostal, sobretudo por intermédio da música gospel: a doutrina da restituição.


Afinal de contas, o que é que Deus tem que nos restituir? O que é que “Ele nos deve”? Ou: o que tínhamos de tão precioso quando estávamos no mundo que precisemos urgentemente receber de volta?


Músicas mundanas travestidas de evangélicas (o gospelismo) têm conclamado os néscios e os neófitos a “exigirem” que Deus lhes “devolva” o que o adversário lhes roubou – pasmem - quando ainda estavam nas trevas. Mas, o que realmente reivindicam? Os anos desperdiçados (ou “curtidos”) nas baladas da vida, nas nights, nos motéis de beira de estrada? Ou quem sabe o dinheiro gasto com as drogas, as bebidas e toda sorte de orgias que aqueles que não conhecem a Deus costumam praticar?


Os verdadeiros cristãos sabem que o sacrifício de Jesus por nós na cruz do Calvário foi o maior favor (a Graça) que Deus poderia nos realizar. O que Ele ainda “nos deve”?  Não basta que muitos dos que hoje “intimam” a Deus tenham sido libertados por Ele dos vícios e preenchidos o seu vazio interior com a presença do Seu Espírito Santo? Não foi suficiente serem libertados da dependência do pecado, da falta de perspectiva pós-morte (física) para serem feitos filhos de Deus por adoção e co-herdeiros do Reino dos Céus?


Muitos têm se comportado como verdadeiros moleques ingratos na presença de Deus - no pior sentido que a palavra possui. São filhos adotados por um Pai que sacrificou seu verdadeiro Filho por amor a eles, mas que depois rebelaram-se exigindo uma compensação pelo tempo em que estiveram sofrendo no “orfanato” da vida. É como se, além de menosprezar o Seu favor, ainda lhes lançassem em rosto o porquê de Ele não os haver adotado há mais tempo.


Se querem o que possuíam quando estavam no mundo é porque não foram verdadeiramente transformados; não nasceram de novo do Espirito. Não admira que a música mundana (gospel) seja mesmo o maior canal de propagação de heresias e outras absurdidades no meio da Igreja. Os seus grandes adeptos são justamente aqueles que “querem de volta o que perderam”, começando por suas músicas mundanas, satânicas e pornográficas.


Tirem Deus do SPC, ingratos! Ele não nos deve nada. Nós é que lhe devemos tudo. A começar por estarmos vivos e podermos chamá-lo de “Pai”.




NOTA DA MAYA: Em vez de louvar a Deus, de ser gratos, os irmãos passam seu tempo cantando as musiquinhas pra Deus "restituir"... Restitui... Restitui... Restitui... Bando de mercadores, interesseiros! Estão de olho não naquilo que DEUS É, mas naquilo que Deus pode DAR... E lá vai Deus para o SPC... Restitui...





07/11/2009

homenagem a Sueli


Sueli Pires Gonçalves e seu netinho


Hoje pela manhã morreu Sueli. Prima de primeiro grau de minha mãe, Edite, Sueli era a mãe do Beto e do Thales. Filha da Tia Idinha – que ninguém chama de Aída – e sobrinha querida de minha avó Maria Amélia, Sueli era para mim como uma tia.

Eu me lembro dela em várias ocasiões, mas uma, em particular, me faz perceber que pessoa incrível foi embora. Há uns três anos eu estava no hospital, na emergência, e os técnicos em enfermagem injetaram um analgésico muito potente em meu soro. Ainda não sabiam, mas as fortes dores de cabeça que eu sentia eram decorrentes da malária. O problema é que algo saiu errado, e meu corpo começou a gelar. Senti que perdia os sentidos, lentamente: o volume dos sons diminuía, e eu entrava em uma espécie de transe. Minha mãe começou a gritar para chamar um médico, e a única pessoa que estava com ela era a Sueli. Sueli ficou na ponta da cama, massageando meus pés vigorosamente, apesar de sua estrutura frágil, para que eu não desmaiasse.  Estavam nervosas, ela e a minha mãe, e gritavam com medo de que eu morresse.

E sempre que eu me lembro da Sueli, e hoje durante o dia eu pensei muito nela, eu a vejo ajudando, amparando, apoiando, consolando, servindo, acalmando, pacificando, estendendo a mão. Sueli não era uma cristã qualquer: ela era daquelas “bem-aventuradas”, de que Jesus amorosamente falou no evangelho segundo Mateus, capítulo cinco. Sua doçura e sua simples presença amiga farão uma falta doída para sua família, para seus amigos e os que simplesmente a conheceram. Estou tão triste, e agora penso no dia a dia do Beto, meu primo querido, que há poucos anos doou um de seus rins para que sua mãe vivesse, esperançoso de que ela se restabelecesse completamente. O rim novo acrescentou alguns anos à vida de Sueli, mas a diabetes fez fraco um coração que era – eis o paradoxo a que alguns estão sujeitos – enorme, capaz de abrigar tanta gente. Penso também em sua mãe, Tia Idinha, sua melhor amiga, agora só e velha numa grande casa, sem sua filha e aliada de anos. Penso que, da próxima vez que eu for a São Luis, não mais a verei. Todas as vezes que eu chegava em sua casa, era servida: de café, de bolo, de pão, de água, de gentileza e educação. Sueli foi assim, nasceu para servir, e não para ser servida.

Mas a esperança, existindo, me faz aguardar ansiosamente o dia em que, todos juntos, nós nos veremos novamente. Eu, Sueli, meu avô João, meu avô Wilson, meu irmão Paulo, tantos amigos, tanta gente...

Quis escrever esta homenagem tão simples, e publicar neste blog, mais simples ainda, quem sabe insignificante, para falar de alguém que nunca apareceu nos jornais, nem teve sua biografia editada e publicada. Sobre ela não se escreverá um livro, nem se fará música, e nem mesmo uma poesia – se houver, não traduzirá verdadeiramente sua importância. Que pessoa extraordinária se foi hoje, em São Luis, capital do meu desimportante Maranhão. E faço esta homenagem, a esse ser humano tão raro, porque nada mais posso fazer.


***


Preciosa é, à vista do Senhor, a morte dos seus santos.
Salmo 116:15

05/11/2009

casto, corajoso e controlado

O Diabo se contenta perfeitamente em ver você se tornado casto, corajoso e controlado, desde que ele consiga instaurar em você a ditadura do orgulho o tempo todo (da mesma forma que ele ficaria contente em ver você curado de um resfriado, para lhe dar um câncer).



02/11/2009

perpetuum jazzile

Você já cantou em coral? Se já, sabe como é bom e prazeroso. Sabe como o canto coral proporciona a interação, a formação de amizades e o aperfeiçoamento pessoal, sobretudo em relação à disciplina e ao espírito de grupo. Sabe também que poucas atividades relaxam tanto como o canto coral. E, se você participa de algum coral em igreja, sabe  como o louvor em coral é belo e suave, agradável e evangelístico. 


Aprecie, então, esse grupo do vídeo. Veja que perfeição, ao reproduzir o som de chuva, e depois tempestade, com trovoadas, e apenas com as vozes e as mãos. Dicas: primeiro, deixe passar uma vez sem som. Depois, aumente bem o volume e curta! :)




30/10/2009

filhote de búfalo é salvo de leões... veja, é lindo.

27/10/2009

eu não amo o homem sobre todas as coisas!



“Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. 
Mateus 22:34-37

Isaías Medeiros
Muitos hoje, na tentativa de cumprir o grande mandamento da Lei e da Graça acabam por invertê-lo: “amam” mais o seu irmão do que a Deus.
O 1º Mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. Logo, antes de amar o nosso próximo precisamos verificar se estamos amando a Deus. Toda tentativa de amar o nosso semelhante, mas que simultaneamente desrespeite a vontade de Deus, na verdade é enganosa e não passa de sentimento carnal, quando não, diabólico. Inúmeras pessoas estão “amando” o seu próximo sobre todas as coisas, e a Deus… bem, a Deus amam com o que sobra da sua “bondade” pelo homem. 
É através desta mentalidade, desta inversão da lei que se torna possível defender um pecador não arrependido, mas em pecado contínuo em nome do “amor”. Se eu realmente amo o meu irmão, o maior bem que eu posso lhe desejar é que ele esteja agradando a Deus, obedecendo a sua Palavra, e não o contrário! Se eu não desejo estar em pecado, mas sofro quando peco, então por que desejaria isso para o meu irmão? Ou eu desejo estar em pecado?
Os mandamentos em questão querem nos levar a cumprir três objetivos: 1º – amar a Deus sobre todas as coisas; 2º amar o meu próximo como a mim mesmo; 3º amar  a mim mesmo. Ocorre que, se o primeiro objetivo é deturpado, isto é, se não se ama a Deus sobre tudo, então este amor maior recai sobre o próprio homem, na forma do “próximo” e do “eu mesmo”.
Isto explica este “amor” antropocêntrico que vem sendo apregoado por tantos cristãos confusos. Eles colocam o homem no centro de tudo, ou seja, amam o homem sobre todas as coisas. Assim sendo, a vontade de Deus precisa ser reinterpretada para se encaixar neste padrão de “amor humanista superior”. O que parecer hostil ou ofensivo a este modelo deve ser eliminado, em nome do “amor”. O “outro” e o “eu”, em última análise são a mesma coisa: o próprio ser humano. Se eu “amo” mais o meu irmão do que a Deus, eu amo mais o homem do que a Deus; amo mais a criação do que o Criador.
Que Deus nos ensine a amá-lo sobre todas as coisas, e com todo o nosso coração, toda a nossa alma e toda a nossa inteligência. E a não desejar para o nosso próximo tudo aquilo que causará danos à sua alma, isto é, a amá-lo como a nós mesmos.


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drogas: o pacto com o demônio - artigo de reinaldo azevedo




As drogas estão se tornando um flagelo no país. Sob o olhar cúmplice das autoridades brasileiras. Mais do que isso: há uma cultura de tolerância com o consumo — e, por consequência, com o tráfico. Quem cheira, mata! No Ministério da Justiça, há um estudo, que deve se converter num projeto de lei assinado por um deputado do PT, que tira da cadeia o chamado “pequeno traficante”. Um ministro de Estado, Carlos Minc, não só participou de uma tal “Marcha da Maconha” como subiu num palco e discursou em defesa da descriminação das drogas num ambiente visivelmente relaxado, descontraído… O vídeo está publicado acima. Um ministro de estado é a representação do presidente da República. Minc continuou ministro.
No Rio, fica evidente que o narcotráfico domina vastos territórios, onde a polícia não entra a não ser em operações que lembram ações de guerra. O Complexo do Alemão — que chamo “Complexo da Ideologia Alemã — não recebe a visita da Polícia há 13 meses para não atrasar as obras do PAC… O narcotráfico, como deixarei claro aqui nos próximos dias, desenvolveu até uma estética, que se confunde com uma ética, que chegou à industria do entretenimento: o funk. “O que o funk tem com isso, Reinaldo?” Ok. Tentar combater o mal exaltando os seus valores e sua visão de mundo é perda de tempo. Muitas ONGs, todo mundo sabe, mas ninguém diz, se tornaram fachadas legais do poder paralelo do tráfico. Estamos começando a colher os efeitos da incúria, da irresponsabilidade, do erro de análise e da ideologização do crime.
A droga é, sem dúvida, um flagelo. A maioria dos brasileiros acompanhou a história terrível de Bárbara, uma jovem de 18 anos, assassinada pelo namorado, Bruno Prôa, de 26, que havia acabado de consumir crack. Foi o próprio pai do rapaz, Luiz Fernando, quem chamou a polícia. Numa carta ao jornal O Globo e, ontem, no Jornal Nacional, ele reclamou da impossibilidade de se internar, contra a vontade, um viciado em drogas. A lei que força a internação existe, mas todos sabem que não é aplicada.
Jornal Nacional resolveu debater o assunto com dois especialistas: o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, considerado uma das maiores autoridades sobre o assunto no país, e Pedro Gabriel Delgado, coordenador da área de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Basta assistir à entrevista de ambos para se constatar que Laranjeira tem razão: “Essa lei não é seguida aqui no Brasil. O sistema público de saúde não tolera esse tipo de atitude. Então acaba desassistindo uma parte da população. O crack é uma doença grave, em que é preciso uma série de recursos, inclusive a internação involuntária, em que as pessoas que não têm recursos no Brasil estão sendo privadas de receber o tratamento necessário para essa doença tão incapacitante."
O representante do Ministério da Saúde tentou contestá-lo sem sucesso e só evidenciou que é mesmo impossível internar, contra a vontade, um drogado que esteja fora do controle. Sem ter saída, o valente se aproveitou do fato de Laranjeira ser de São Paulo e fez o quê? Ora, política!!! Atacou o sistema de saúde paulista, como se isso estivesse em debate. É com gente assim que o Brasil está lidando. Isso explica por que chegamos aqui. As reportagens do Jornal Nacional estão aqui e aqui.
O país brinca com fogo. Seja num drama quase privado, uma tragédia que colhe de modo avassalador duas famílias — mas que representam milhares —, seja no episódio do abate do helicóptero e das mais de 40 mortes do Rio, estamos constatando a falência do… Não! Estamos constatando a inexistência de políticas oficiais que cuidem do assunto, que abrange, como se nota, várias áreas: da segurança pública à saúde mental. E as falácias vão se acumulando.
Imaginar que se possa combater o grande tráfico de drogas sem combater o consumo e os pequenos traficantes é dessas bobagens que vão se tornando influentes apenas porque ganham uma roupagem de “progressismo”. A tese prospera não porque comprovadamente eficiente, mas porque parece apelar a um senso de Justiça superior, que as pessoas comuns não alcançariam. Imaginar que se pode descriminar a maconha, por exemplo, mas manter na ilegalidade as demais drogas, é outra dessas vigarices influentes que adquirem ares de fina sapiência. Considerar que a política de redução danos — que levaria a um consumo mais “responsável” das drogas, com um manual de instrução — substitui a política de repressão é outra dessas vigarices que tentam ser convincentes. Lembro-me do embate aqui com um grupo que dizia defender tal procedimento no consumo de ecstasy. Raramente li tanta bobagem. Naqueles dias, o professor Laranjeira foi um dos que se colocaram ao lado deste blogueiro na censura a certas considerações que eram nada menos do que apologia das drogas — sob o pretexto de combatê-las.
Estudos demonstram, por exemplo, que boa parte dos moradores de rua de São Paulo — e isso deve ser verdade em todas as grandes cidades — são doentes mentais. Em alguns casos, a doença é efeito da droga; em outro, os males se conjugaram. Não há local para recolher e tratar essas pessoas ainda que a Prefeitura se dispusesse a tirá-las das ruas. Ao contrário: aqui em São Paulo, certa Escatologia da Libertação, cobrindo o rabo do capeta com a batina, advoga justamente o contrário: o “direito” que essas pessoas teriam de morar nas ruas. ONGs chegam ao requinte de distribuir cachimbos para o consumo de crack e um kit com seringa, água esterilizada e outros apetrechos para o uso de drogas injetáveis. Só falta fornecer mesmo a droga. A suposição, sempre, é a de que, já que o consumo é inevitável, que seja feito de maneira segura. Iniciativas como essas costumam contar com ajuda oficial.
Entenderam a perversidade da coisa? Já que o Estado brasileiro não pode estatizar a segurança e o combate às drogas, então ele, na pratica, estatiza o drogado, a doença. Não deriva o Bem do Mal. Não há hipótese. Cedo ou tarde, o que se supõe um Bem, derivado do Mal, vai cobrar o seu preço. Estamos começando a pagá-lo agora. Os anos todos de tolerância com a cultura da droga já corroeram também as instituições.
A tolerância com o estado paralelo da droga e os flertes com a sua “cultura alternativa” não poderiam dar em outra coisa. Diante do crime, há duas alternativas: combatê-lo ou fazer com ele o pacto que o demônio costuma fazer com seus eternos subordinados. O Brasil tem escolhido reiteradamente o rabudo.
Mas Dilma disse que outros bairros ainda ficarão com inveja do Complexo do Alemão, lá onde a polícia não entra e onde o presidente, FB, nem precisa de eleição.
PS: Publiquei, à época, o tal vídeo com Carlos Minc. Mas acho que ele merece circular de novo como evidência da miséria intelectual, ética e moral que tomou conta do Brasil também nessa área. Quem não entender o que isso tem a ver com o helicóptero abatido e com a tragédia da jovem Bárbara não tem o que fazer neste blog. [...].


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MEU COMENTÁRIO: O Reinaldo Azevedo se furta, neste artigo, de falar sobre a guerra travada contra as propagandas de bebida alcóolica na TV. No entanto, na carta que escreveu a propósito do que fez Bruno Prôa, seu pai, Luiz Fernando Prôa, fala desse flagelo chamado bebida alcóolica, que entra nas casas dos brasileiros durante a programação de TV e influencia crianças, pré-adolescentes e adolescentes; que entra nas escolas, nas universidades, nas festinhas, nos acampamentos. Ora, qual é o problema? Não é uma droga "legal"? Bom, eu teria muitas considerações a fazer acerca dessa afirmação ("o álcool é 'legal'") que isenta o álcool de todo mal que ele causa, porque não é por ser "legal" que a bebida alcoólica deixa de ser a droga que mais causa dependência química no mundo - o alcoolismo. O problema é que, em geral, onde há bebida alcóolica (festas, raves, reuniões, bares da moda) há maconha, cocaína e outras drogas. No momento em que houve uma proposta para, a exemplo do que foi feito com o cigarro, banir da TV a propaganda de bebidas alcoólicas, muitos (e acho que o próprio Reinaldo Azevedo, salvo engano) se levantaram para defender a "liberdade de expressão", o "direito" que alguns têm de ver, na TV aberta, propaganda da Brahma e da Caninha 51. 

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