Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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13 de set de 2007

Vida Simples

PARA O ALTO E AVANTE!
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Gibis ao mesmo tempo divertem e ensinam sobre a vida
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Os quadrinhos conjugam dois dos principais elementos da comunicação humana: o desenho e a escrita. Por isso os gibis são um jeito tão bacana -- e popular -- de se contarem histórias. Para as crianças, funcionam ainda como uma introdução ilustrada à literatura. E à história, à geografia, à matemática... "Histórias em quadrinhos são um meio de aprendizado multidisciplinar", afirma o pesquisador DJota Carvalho, autor de A Educação Está no Gibi. Isso vale da alfabetização à faculdade, em qualquer classe social. Uma história "quadriculada" pode, por exemplo, narrar a viagem de um herói rumo ao antigo Egito ou para dentro de um átomo, de acordo com a aula do dia. E hoje os gibis são o trabalho de muita gente. A Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, e a PUC do Rio Grande do Sul estão criando cursos de graduação em HQ. Faz sentido. Além de gostosas de ler, as histórias em quadrinhos combinam arte, conhecimento e discussões sobre ética. "É que muitos heróis encerram conceitos filosóficos", diz o arquiteto -- e leitor voraz do gênero -- Rafael Brandão. Esses semideuses contemporâneos têm superpoderes, é verdade, mas também superfragilidades. Sempre há uma criptonita. "Mas, dotados de habilidades especiais, eles se sentem responsáveis pela humanidade." É por isso que enfrentam os vilões mais horripilantes. Há nisso uma metáfora aplicável ao uso dos talentos pessoais para o bem comum. Heróis, no fim das contas, praticam trabalho voluntário. E todos temos nossos superpoderes, certo?

PARA SABER MAIS
LIVROS
A Educação Está no Gibi,
DJota Carvalho, Papirus.
Os Heróis e a Filosofia,
Matt e Tom Morris, Madras.

Texto de Leandro Quintanilha publicado na revista Vida Simples, ed. 55, julho/2007, p. 22.

NOTA: Eu AMO história em quadrinhos! Fiz meu mestrado sobre isso, leio, coleciono, só não sei desenhar (nem tudo é perfeito, já consigo fazer uma casinha com chaminé, janela, árvore do lado e grama, coisa "hipersuper-naïve"). Os que eu mais gosto: Tintim, Astérix, Luluzinha, Bolinha, Turma da Mônica das antigas, Calvin & Hobbes...
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: )
Última página da HQ Le tour de Gaule d'Astérix, de Goscinny e Uderzo. France: Dargaud Editéur, 1993.

Paginas da (minha) vida... Página da minha monografia de conclusão de mestrado.

Páginas da (minha) vida... Página da minha monografia de conclusão de mestrado. Desculpem-me, eu escaneei, mas ficou torto.

2 comentários:

Dos dois lados do Equador disse...

Maya,
Eu sempre fui amante das histórias em quadrinhos. Parei um dia porque virei adulto... Hoje penso em voltar para desenvolver meu inglês.
Este artigo, com certeza, deu-me uma visão diferente e ampliada do assunto. Além de que é uma quebra de um paradigma preconceituso.
Bjs,

Maya disse...

Vando, eu nunca perdi o vício... : )

Passo horas lendo, morro de rir, compro, estudo... A HQ nasceu antes do cinema, na Suíssa, e tem uma história incrível, vários formatos, gera um comércio de bens culturais gigantesco e é a mais pura diversão (algumas mais sombrias não fazem a minha cabeça...).

Abraço,

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