Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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2 de dez de 2007

O (in)competente GOVERNO LULA!

Desativado por ser barato.

FONTE: Revista Istoé de 19.09.2007.

PIONEIRA


Há mais de três décadas Clara Brandão criou um composto alimentar que revolucionou a nutrição infantil


A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de "multimistura".
.
Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio.

E o que a pediatra foi pedir ao vice-presidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão - mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. "O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura", lamenta Clara. Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. "Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo", ironiza a pediatra.

Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 - período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País. Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: "Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca", compara Clara. Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países.

No Brasil, só se transformou em política pública em Tocantins. Clara acredita que enfrenta adversários poderosos. Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble . "É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada", ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. "A multimistura ajudou muito", diz. "Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno."

ISTOÉ procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. "O multimistura é um programa que não existe mais", limitou-se a informar a assessoria de imprensa.

[grifos em negrito meus]
***
COLABORAÇÃO: Eva Maria Châtel.

Em 2008 e em 2010, nas urnas, DIGA NÃO AO Partido dos Trambiqueiros, o partido das multinacionais, o partido dos altos lucros dos bancos, o partido da alta carga de impostos para a população, o partido do superávit primário, do pagamento dos juros da dívida externa, do mensalão, dos dólares na cueca, das alianças nebulosas, das CPIs caladas, da prorrogação da CPMF, do baixo número de famílias assentadas em reforma agrária, dos privilégios dos grandes fazendeiros de soja no Mato Grosso, do desmatamento abusivo da Floresta Amazônica, da privatização das Universidades Públicas Federais (Reuni) etc etc etc...

4 comentários:

Anônimo disse...

É triste. Talvez se a pediatra desenvolvesse alguma multimistura abortiva, o ministério da "saúde" de Lula, Temporão & cia a reintegrasse...
Como me arrependo de ter ajudado essa corja de vendidos a se instalar no poder!

Parabéns pelo seu excelente blog.

Abraços,
Carlos

Liberdade de Expressão
http://liberdadedeexpressao.multiply.com

Maya disse...

Olá, Carlos, seja bem vindo. Também me arrependo... Mas também acho que o governo de José Serra teria sido pior ou igual.

Acho um ABSURDO o que o Min. da "Saúde" fez em relação à multimistura. É criminoso.

Maya

: (

Anônimo disse...

Concordo com você. Pelo que a gente já viu nos 8 anos de FHC dá pra saber que não se deve esperar nada que preste da tucanalha. Eu só não imaginava, na minha antiga ingenuidade de simpatizante do PT, que os petistas seriam tão (ou mais) nefastos quanto os tucanos.

Carlos

Maya disse...

O sistema é tão opressor e determinado pelo capital que os governanetes, quaisquer que sejam, apenas seguem uma cartilha elaborada por Washington. Veja, em toda a América Latina as "mudanças" são as mesmas. Nos EUA, quem quer que seja eleito, democrata ou republicano, implementará a mesma política, com diferenças cosméticas. Quem manda no mundo não é o povo, que "elege" seus representantes mediante essa ridícula "democracia burguesa", que serve ao Estado burguês a fim de evitar qualquer tomada de consciência. Vivemos a ilusão de uma "democracia". Não há democracia. Quem manda no mundo são os donos dos monopólios e oligopólios. Quem manda no mundo é Davos, é a Nestlé, a Mercedez Benz, a Wall Mart. Eis aí porque Lula não é tão diferente de FHC. Eis aí porque o próximo não será, tampouco, diferente de ambos.

Maya

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