Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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6 de dez de 2007

Herman Hesse [1]


Amar é ser Feliz

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida.

Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo.

O dinheiro não era nada, o poder não era nada.

Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.

A beleza não era nada.

Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.

Também a saúde não contava tanto assim.

Cada um tem a saúde que sente.

Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.

A felicidade é amor, só isto.

Feliz é quem sabe amar.

Feliz é quem pode amar muito.

Mas amar e desejar não é a mesma coisa.

O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.

O amor não quer possuir.

O amor quer somente amar .


***

Texto de Hermann Hesse, Prêmio Nobel de Literatura, in: Sull'amore, mondadori. Foto: Herman Hesse, 1927 (fonte: Wikipédia).

***

Hermann Hesse (Calw, Württemberg, Alemanha, 2 de julho de 1877 - Montagnola, Tessino, Suíça, 9 de agosto de 1962). Escritor alemão, emigrou para a Suíça em 1912 e em 1923 naturalizou-se suíço.
Filho de pais missionários protestantes (pietistas, como é típico da Suábia) que tinham pregado o cristianismo na Índia.
Procurou construir sua própria filosofia, a partir de sua revolta pessoal (Peter Camenzind, 1904) e de sua interpretação pessoal das correntes filosóficas do Oriente (Sidarta), e em especial em
O Lobo da Estepe (1927), que é também uma crítica contra o militarismo e o revanchismo vigente na sua terra natal depois da Primeira Guerra Mundial. Esta postura corajosa o fez bastante popular na Alemanha do pós-guerra, depois da desnazificação.
Em
1946 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, pelo livro O Jogo das Contas de Vidro.

(FONTE: Wikipédia)

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