Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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17 de mai de 2008


Brasileira = Prostituta. É assim que a Europa nos vê
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Mulheres que escolhem Portugal e Espanha para estudar, fazer negócios ou simplesmente mudar de ares têm que provar o tempo todo que não estão lá para se prostituir ou arrumar marido. Fomos aos dois países rastrear as origens do preconceito – que se espalha pela Europa e está cada dia mais agudo
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De onde vem a imagem?
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O Carnaval do sambódromo, que os portugueses só viam na TV, se transferiu para as ruas de Lisboa, Algarve e Ilha da Madeira. Enquanto os lusitanos usam fantasia e casaco sob a baixa temperatura de fevereiro, muitas brasileiras revivem, com plumas e seios nus, as passistas do Carnaval carioca – o que escandaliza a moral conservadora do lugar.
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Além disso, está fortemente presente na fantasia portuguesa a Gabriela Cravo e Canela, personagem concebida pelo escritor Jorge Amado como baiana sensual, de ancas fartas e um cheiro inconfundível de prazer. “A Gabriela encarnada por Sonia Braga passou a ser a nossa vizinha”, diz a psicóloga Maria Bibas. “Foi a primeira novela brasileira exibida em Portugal, no fim dos anos 70, ou seja, foi assim que os portugueses descobriram a brasileira, uma espécie de fruto proibido.”
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O problema, resume Beatriz Padilla, autora de um estudo sobre a imigrante brasileira em Portugal, é que o limite entre ficção e realidade é tênue. “Entre a imagem da brasileira calorosa e exuberante e a da prostituta tem só um passo”, afirma.
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Já o jornal PÚBLICO, o terceiro maior do país, escancara o preconceito contra os brasileiros que se fixaram nos arredores da capital, como neste texto: “A primeira vaga, vinda de Minas Gerais, era majoritariamente masculina. A região até agradecia o aparecimento de mais mão-de-obra (...) Ninguém contava, contudo, que anos depois esses imigrantes conseguissem legalizar-se e trouxessem suas mulheres e filhos. Era ainda menos previsível que a informação sobre as oportunidades laborais na florescente região da Ericeira atravessasse o Atlântico e seduzisse jovens solteiras de lingerie reduzida, pondo em perigo a integridade dos matrimônios de Barril”.
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O veículo tem entre suas bandeiras o combate à imigração, que levou para lá 100 mil brasileiros, hoje regularizados ou em vias de legalização. Sem contar os 50 mil clandestinos, esse grupo forma a maior comunidade estrangeira em Portugal, que enfrenta recessão e desemprego.
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As reportagens, claro, provocam terrível rejeição. Um dos casos mais graves ocorreu há cinco anos, quando, em Bragança, norte do país, as mulheres traídas saíram em manifesto, acusando as prostitutas brasileiras de destruírem seus lares. Conhecido como “Mães de Bragança”, o movimento colocou Portugal e “as meninas do Brasil” na capa da revista TIME. Depois disso, tornou-se difícil reverter a imagem distorcida.
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Renegando a herança
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Recentemente, a intolerância foi medida no trabalho Os Imigrantes e a População Portuguesa, Imagens Recíprocas. O estudo concluiu que os portugueses reconhecem os brasileiros como alegres e bem dispostos. Mas não nos consideram competentes, muito menos honestos. Pior: 70% dos entrevistados disseram que as brasileiras têm contribuído para a prostituição no país.
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Com tudo isso, a advogada paulista Marina Alves de Souza, 28 anos, se retrai para não parecer alegre demais, espontânea demais. “Passei a ser reservada e a conter meu senso de humor”, revela. “Sou obrigada a provar o tempo todo a minha capacidade para não ser confundida outra vez”, diz. Marina faz mestrado em Portugal e, ao responder a uma oferta de emprego, se deparou com o teste da cama. O advogado que a contrataria, em vez de checar o currículo, convidou-a para passar um fim de semana com ele antes da aprovação. “Me senti desvalorizada.” Toda vez que ela repete seu discurso contra a discriminação, ouve dos amigos estrangeiros o comentário: “Ah, mas você é uma brasileira diferente das outras!”
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Na Espanha, a mineira Janine Avelar, 31, pós-graduanda na Universidade de Barcelona, conta que viveu situação parecida ao recorrer ao site de empregos Loquo.com. A informação de que fala cinco línguas e tem experiência em quatro setores profissionais não bastou: A primeira vaga que me ofereceram foi numa casa de massagens”.
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Por mais que elas tentem neutralizar a ginga – que para o sociólogo Gilberto Freyre é talento herdado dos negros – e amenizar o decote, que faz parte do histórico brasileiro de vestir, há algo que as entrega: o sotaque. A paulistana Lucinda Raimundo, gerente de vendas, 38 anos, filha de transmontanos, com nome e feições de portuguesa, diz bom ‘djia’ ”, e os lusitanos entendem que ela fala o “português com açúcar”. Lucinda tentou ser direta e lacônica ao telefone quando ligou para o número dos classificados para alugar um apartamento. Do outro lado da linha, uma senhora reconheceu o sotaque e disparou: Eu não alugo para brasileiras”.
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Rótulo reforçado
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Verdade seja dita, o rótulo mulher-objeto foi criado e alimentado pelo Brasil. Se o país quiser acabar com ele, terá de começar em casa. A partir do regime militar, a divulgação sobre o país se baseou em corpos seminus. O governo já percebeu o engano e, de alguns anos para cá, tem abandonado o apelo das garotas de fio-dental. Mas a mudança de rumo não foi assimilada por marcas como a Garoto, que, em 2005, numa feira de alimentação, em Lisboa, contratou mulatas de biquíni que rebolavam e distribuíam chocolates. A festa se repete sempre que os profissionais de marketing querem chamar a atenção para produtos nacionais em eventos estrangeiros.
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Na mesma linha, agências de turismo espanholas usam a mulata do tipo exportação para oferecer pacotes para o Brasil. Citam as praias paradisíacas, o axé music, o calor tropical e “as melhores mulheres do mundo”. Para Daniela Alves, do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP, o principal elemento da formação do preconceito é essa imagem vendida sobre o nosso país no exterior. “Quando as agências de turismo e guias agem dessa forma, visam claramente fortalecer o turismo sexual”, opina.
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Caso de polícia
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Toda vez que o assunto pula para as páginas policiais, a repercussão se estende sobre as 67 mil brasileiras que vivem na Espanha e as 54 mil que moram em Portugal. Em fevereiro, a imprensa publicou que as brasileiras dominam a prostituição de luxo na ilhas espanholas. Oito em cada dez nasceram no nosso país. Foram presos sete chefões, incluindo dois brasileiros, donos de uma megarrede de exploração sexual nas Ilhas Canárias. Logo depois, outra reportagem mostrava que só nas Ilhas Baleares a prostituição de brasileiras movimenta 300 milhões de euros (cerca de 770 milhões de reais).
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A jornalista baiana Larissa Ramos, 28 anos, sente o rescaldo do noticiário na pele. “O dono da pizzaria onde trabalhei, em Barcelona, vivia perguntando: ‘Quer subir aqui comigo para se trocar?’ ”, lembra. “Uma vez, contou que tinha contatos na PLAYBOY. Eu falei: ‘Ótimo, sou jornalista, adoraria escrever para a revista’. E ele devolveu: ‘No seu caso, seria para posar nua, minha filha’.”
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Embaraços no amor
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A nova lei de estrangeiros pune as uniões de conveniência, mas muitas brasileiras ainda “compram matrimônio” para tirar o green card europeu. Isso dificulta a vida de quem quer casar de verdade: a paulista Beatriz Saiani, 36 anos, saiu do mestrado nos Estados Unidos para uma pausa em Portugal. Conheceu Manuel Severino e se casou. Tempos depois, já com dois filhos, o marido lhe revelou que seu melhor amigo havia dito: “Com brasileira? Nunca vai dar certo”. O designer português Daniel Bandeira corrobora: “A idéia que predomina aqui é a de que a brasileira só está atrás de homem e, se ele for rico, tanto melhor”.
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Cartão vermelho
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A União Européia redobrou a vigilância nas fronteiras para conter a imigração ilegal e o tráfico de pessoas. A operação Amazon filtra sul-americanos nos aeroportos de Madri, Barcelona, Lisboa, Londres, Paris, Milão, Roma, Amsterdã e Frankfurt. Mas tem cometido repugnantes excessos. Portugal barrou 3 598 estrangeiros em 2006. Deles, 1 749 eram brasileiros (48,6%). Em 2007, a Espanha recusou 3 mil brasileiros, a média diária era de 8,2. Em fevereiro deste ano, a média subiu para 15. Até que a denúncia de discriminação sexual, feita pela física paulista Patrícia Magalhães à imprensa internacional, causou um embaraço diplomático entre Brasil e Espanha. Ela voaria de Madri para um congresso em Lisboa, mas acabou presa por 53 horas e mandada de volta. Dias depois, a Polícia Federal passou a dificultar a entrada de espanhóis no Brasil, com endosso do governo. (...)
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O preço da miséria e do fio dental
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A pobreza do país e o estereótipo vinculado à brasileira -- exótica e sensual -- acabaram contribuindo para um dos crimes mais sérios da atualidade: a exploração sexual. Sabe-se que o tráfico de seres humanos em geral rende em torno de 7 bilhões de dólares por ano – uma mulher chega a ser vendida por 30 mil dólares -- e que poderosas organizações criminosas estão envolvidas no negócio. Falsos anúncios, catálogos de noivas enviados pelo correio ou encontros casuais são apontados como formas de aliciar as vítimas. Segundo o relatório mundial sobre tráfico de pessoas, do escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, o número de trabalhadores e trabalhadoras do sexo que vive ilegalmente na União Européia varia entre 200 mil e 500 mil. Dois terços vêm do Leste europeu e o restante de outros países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Estados Unidos, Portugal, Espanha e nações de língua latina são os destinos principais das vítimas brasileiras.
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No recém-divulgado estudo Tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, realizado em Portugal, o Brasil é apontado como o país de origem da maioria das vítimas de tráfico sexual. Tanto que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras traçou o seguinte perfil da mulher sujeita ao contrabando: “Brasileira com idade compreendida entre os 22 e os 30 anos, solteira, com nível médio de instrução e emprego no setor terciário no país de origem, oriunda maioritariamente do estado de Goiás, viajando pelos seus próprios meios e vontade para Portugal”.
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Na opinião da a pesquisadora Luciana Pontes, que realiza pré-doutorado em Antropologia Social e Cultural na Universidade Autônoma de Barcelona, “existe um processo de exotização das nacionalidades em geral, e da brasileira em particular.” Luciana está investigando a representação de mulheres migradas em produções audiovisuais. “Tal processo é reforçado pela mídia, tanto através dos reforços dos nacionalismos europeus como pelo tratamento da imigração enquanto clandestina, marginal e ameaçadora. No presente caso, a articulação entre gênero, nacionalidade e uma representação criminalizadora resulta na imagem da prostituta imigrante brasileira.”
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O negócio da prostituição assumiu tamanha proporção, que obrigou os governos a tomarem uma atitude. O Brasil está comprometido com o combate a esse tipo de crime e vem desenvolvendo, desde 2002, parcerias com outros países e organismos internacionais. Em janeiro foi instituído o Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Já é um começo.
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O portuga de ontem, o brazuca de hoje
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Até meados do século passado eram os portugueses que buscavam acolhimento no Brasil – e esses, lembre-se, também foram rotulados -- de “burros”.
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Recentemente, o quadro se inverteu. A partir de meados dos anos 80, os brasileiros começaram a emigrar para a Terrinha. Primeiro, gente de classe média-alta, profissionais feitos, como publicitários, economistas, especialistas em informática, engenheiros e dentistas. Como Portugal passava por um forte período de modernização, pós-adesão à Comunidade Econômica Européia, essas pessoas eram necessárias e bem-vindas (a não ser no caso dos dentistas que entraram em concorrência direta com os profissionais locais). No final da década de 90, houve uma mudança no perfil do imigrante brasileiro que passou a desembarcar, aos montes, além-mar: jovens, de classe média-baixa, dispostos a encarar empregos de pouco prestígio – como operários da construção civil, limpeza, atendimento em bares e restaurantes, em hotéis e no comércio. Graças a acordos bilaterais, muitos vêm conseguindo se legalizar e os “brazucas” já representam a primeira comunidade estrangeira no país. Há cerca de 100 mil em situação regular ou em vias de legalização, e a embaixada brasileira em Lisboa considera que existam outros 50 mil clandestinos. Acontece que Portugal (um país de 10 milhões de habitantes) vive uma recessão. A taxa de desemprego de 8% em 2007 assusta os patrícios, e acaba sobrando, naturalmente, para o número crescente de imigrantes, principalmente, de brasileiros.
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Carta de Patrícia, a física brasileira barrada no aeroporto da Espanha
Uma história de maus tratos, sexismo e arrogância
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“Meu nome é Patrícia Camargo Magalhães, tenho 23 anos e sou mestranda em física na USP. Dia 9 de fevereiro, embarquei no vôo IB6820, saindo de Cumbica (Guarulhos) com destino a Madrid, local em que faria escala e seguiria ao destino final: Lisboa. Em Lisboa, iria apresentar meu trabalho de pesquisa na conferência Scadron70, que começou dia 11/02 e termina [terminou] 16/02. No entanto, a falta de documentos em mãos que provassem a minha estadia em Lisboa fez com que ficasse retida na aduana, sob a desculpa inicial de verificação da quantidade de dinheiro que eu carregava. Ainda sem entender ao certo o que estava acontecendo, me dirigi ao local indicado e esperei ser chamada.
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Cheguei ao aeroporto de Madrid 9h30 da manhã de domingo. Às 13h30 ainda esperava que alguém viesse falar comigo. Por diversas vezes, ressaltei delicadamente à polícia que perderia a conexão para Lisboa. A resposta era sempre a mesma: 'Senta-te, espera, si perdes el vuelo después te darán otro'.
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Finalmente (após quatro horas esperando sem saber o que poderia acontecer), um policial apareceu com um pilha de passaportes nas mãos e foi chamando os brasileiros que iam então sendo liberados. E então percebi que todos os homens tinham sido liberados e só restaram as mulheres, em sua maioria negras e mulatas. Quando, depois de 5 horas de espera, chegou um outro avião da Venezuela, muitas outras mulheres se juntaram a nós e fomos todas levadas para o outro aeroporto onde ficaríamos presas por 3 dias até sermos enviadas de volta, na manhã desta terça-feira (12) às 11h35, no vôo IB6821.
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Presa em situação parecida comigo, Camille Gavazza Alves, baiana de 34 anos, estava indo estudar inglês em Dublin, Irlanda. Tem um trabalho fixo na Companhia Petrobrás e havia conseguido uma licença de seis meses para freqüentar o curso. Possuía toda a documentação necessária para provar o motivo da viagem e foi deportada pelo governo espanhol sob a acusação de não conseguir provar os motivos – a mesma razão que alegaram para o meu caso.
Como nós, havia outras mulheres em situação parecida. Nádia, funcionária pública em Maringá (PR), pretendia visitar sua filha durante seu mês de férias. A filha de Nádia vive legalmente na Espanha há um ano e meio e seria a primeira visita da mãe à Madrid.
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Ficamos presos no último andar do aeroporto, sem comunicação alguma com o mundo exterior a não ser por um telefone público para o qual era preciso comprar cartão. Éramos homens e mulheres de diversas nacionalidades, todos latinos e alguns africanos, ao todo mais de cem pessoas. O consulado brasileiro na Espanha foi acionado por nós e pelo Brasil diversas vezes e por muitas pessoas diferentes, e nada fez frente ao nosso chamado de socorro. Nem ao menos respondeu nossas ligações.
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Do telefone público da sala, mobilizei amigos que já estavam no congresso em Lisboa e família no Brasil, para que me mandassem provas de que eu estava devidamente inscrita no congresso e possuía reserva no hotel para o período do congresso.
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Às 14h30 da segunda-feira (11), por fim, fui chamada para uma entrevista com a polícia, um advogado e um intérprete. A entrevista durou até em torno de 16h e foi a primeira vez, desde domingo de manhã, que fui ouvida pelas autoridades espanholas. Ao final, li meu depoimento cuidadosamente e por duas vezes pedi que ele fosse corrigido. Nele constava minha profissão, o valor da bolsa de mestrado, o motivo da viagem, a quantidade de dinheiro que eu levava, provas materiais como a cópia do meu pôster de apresentação, a capa de um artigo científico que levava meu nome, além de telefones de muitas pessoas e lugares em Lisboa que poderiam comprovar tudo.
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Porém, de nada adiantou tudo isso. Nenhum telefonema foi dado, a minha carta estava pronta antes mesmo de terminar a entrevista (o horário do documento é 14h). Quando questionei a polícia a esse respeito, os agentes disseram que nada poderiam fazer e que quem decidia sobre quem seria enviado de volta ou aceito era o chefe da polícia. Perguntei: 'Mas onde está o chefe da polícia?' e pedi que especificassem quais documentos faltavam. Fui ignorada. Não assinei a carta de expulsão.
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Não levaram em consideração minhas explicações em momento algum. Me deixaram presa em um cárcere sem grades mas com regras. Fui privada da minha liberdade e de meus objetos de higiene pessoal – não pude ficar nem com minha escova de dente, pílula, ou qualquer outro artigo de higiene. Tampouco aceitaram os documentos e comprovações enviados por fax ou ligaram para os telefones fornecidos por mim para confirmar as informações. Fizeram a carta de expulsão antes mesmo de me ouvir quando pude falar.
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Sobre as instalações do cárcere só tenho a dizer que se tratava de um ambiente degradante. No primeiro dia, não havia lugar para todos sentarem e tive que ficar uma boa parte do dia sentada no chão, inclusive na hora do almoço. Na janta, fazia frio não queria comer no chão, então fui comer sentada na bancada do banheiro.
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Isso tudo é uma clara demonstração de preconceito social e sexual, e ainda uma violação clara dos Direitos Humanos e do Tratado de Fronteiras Shengen, do qual eles mesmos se utilizaram para me colocar fora de seu país. O próprio advogado presente na minha entrevista ficou irritado com a má-vontade em ouvir as pessoas entrevistadas.
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Algo deve ser feito. O governo brasileiro não pode permitir que seus compatriotas sejam tratados de forma degradante. De minha parte, entrei com um recurso administrativo no Consulado Espanhol, para que seja removida tal decisão e que os registros no meu passaporte sejam retirados. Só assim, poderei ter novamente livre circulação na União Européia.
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Patrícia Camargo Magalhães”
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2 comentários:

Anônimo disse...

Espanha......¿Acabará siendo expulsada del Espacio Schengen?

Maya disse...

É muito difícil a Espanha ser "expulsa"do acordo de Schengen, mas é claro que ela violou sucessivas vezes as regras do acordo em relação a Portugal - além de outras regras e normas internacionalmente estabelecidas, como as que perfazem os direitos humanos.

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