Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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2 de nov de 2008

capoeira


Ontem à noite vi um documentário no canal 2 - TV Brasil - e me emocionei. O nome do filme é Como a capoeira se espalhou pelo mundo - Mandinga em Manhattan.

O papel divulgador da cultura brasileira que a capoeira tem exercido é impressionante. Quando morei em Paris, soube de professores (infelizmente, conheci um tal mestre alguma coisa que, logo se via, não era mestre coisíssima nenhuma, e estava apenas enganando os pobres europeus ávidos por algumas aulinhas), mas não conheci quase nada. No documentário, é possível perceber como a capoeira resgata toda uma cultura e elementos de história nacional, além de promover a transmissão de valores favoráveis ao exercício físico e à vida social.
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A capoeira divulga a língua portuguesa no mundo, por meio de suas ladainhas. Um aluno de capoeira, no Japão ou na Finlândia, precisa cantar em português. Quando eu fiz judô, aprendi a contar em japonês, e tinha que contar em japonês, além de ter que usar várias palavras de origem nipônica. Com a capoeira, o processo é semelhante. Depoimento do mestre Alabama, que corre o mundo ensinando capoeira, deixa isso claro. Diante do "capoerrá" dos franceses, ele responde: "Pronuncie comigo, é ca-po-ei-ra", com nosso 'r' lingual, fonema que a língua francesa não tem. Assim como o brasileiro precisa fazer biquinho ao pés da Torre Eiffel, o francês tem que enrolar a língua pra aprender a capoeira.

A mundialização da prática também tem levado muitos brasileiros, professores, mestres e contramestres, ao exterior, na busca de uma vida melhor e da valorização de uma profissão que, como tantas, é muitas vezes desprezada em sua própria terra. Com mestre João Grande, da Bahia, aluno de mestre Pastinha, aconteceu isso, e o documentário mostra muito bem que um dos maiores mestres da capoeira angola ainda vivo lavou muitos carros e passou fome antes de ter sua escola em Nova Iorque.
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Poucos países, muitos poucos mesmo, ainda não conhecem a capoeira. Japão, Turquia, EUA, França, Inglaterra, Alemanha, Noruega, Finlândia, Espanha, Portugal, Argentina, México e tantos mais já têm escolas e associações de capoeira, com brasileiros ensinando como é o gingado desta que é considerada a legítima arte marcial brasileira. Os que saem do Brasil para divulgar a prática têm, graças à capoeira, oportunidade de trabalho, além de popularizarem a língua portuguesa, a história do Brasil e os valores associados à miscigenação e à formação cultural e social do país.

Mas a capoeira não é só uma luta, e talvez nesse aspecto residam seus maiores atrativos. A capoeira é um esporte, uma dança, um jogo. Tem música, ritmo e instrumentos próprios, e se organiza de modo particular. Diferentemente de muitos esportes, não tem confederação internacional nem é praticado nas Olimpíadas. As regras inexistem, não há pontuação nem disputas por vitória. O jogo se impõe pela necessidade do próprio movimento corporal, mudando conforme a ginga e o ritmo. Há muitos mestres, grupos, escolas e associações, e, basicamente, dois jogos: angola e regional. Penso que o caráter anárquico da capoeira é o que faz com que ela se expanda, ganhe adeptos e se preserve, ao recusar uma hierarquia vertical e rígida. Os maiores mestres são os que mais trabalharam pela difusão e melhoria da capoeira e das condições de vida de seus praticantes, inicialmente índios e escravos fugidos do regime de opressão criado pelos colonizadores portugueses. Os maiores mestres foram Bimba, Caiçara e Pastinha, seguidos por João Grande e João Pequeno, alunos de mestre Pastinha e ainda vivos, até hoje dando aulas nos EUA, em Nova Iorque, e no Brasil, em Salvador, respectivamente.

A direção do documentário, muito boa, é de Lázaro Faria. A fotografia e a câmera, de Luiz Saldanha. Parabéns aos dois.

Há algum tempo fiz, por conta própria, algumas pesquisas sobre a capoeira, na net, por meio de entrevistas com praticantes e de bibliografia impressa, o que publico aqui no blog.
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Este trabalho nasceu de uma necessidade particular de conhecer melhor a origem, a história e a própria capoeira, como arte, luta, manifestação cultural. Como aluna de capoeira regional, tenho me esforçado para atingir fisicamente a destreza e a agilidade que a capoeira pede. Mas, como professora, sempre em busca dos porquês e das causas, decidi pesquisar também o que significa a capoeira — o que foi, o que é.
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Introdução
Este documento, muito simples, é o resultado da compilação e do resumo de vários textos, retirados de diversos endereços da web.
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Este trabalho é dedicado a dois grandes mestres da capoeira: Mestre Pastinha e Mestre Bimba.

1. A escravidão
A escravidão já era parte da sociedade feudal européia. Em Portugal, no fim do século XVII, a luta entre cristãos e muçulmanos pelo domínio da península Ibérica custou a liberdade de quase 250 mil europeus.

Após seu descobrimento, em no ano de 1500, o Brasil foi um dos primeiros países da América a conhecer a escravidão. No começo foram os índios nativos, sobretudo os de cultura tupinambá, que foram obrigados a trabalhar nas plantações e nas vilas. Os colonizadores, fomentando combates entre as tribos nativas, ajudando-os e logo os atacando, aprisionavam mais cativos. Os índios escravizados não resistiram ao tratamento desumano que os portugueses davam a eles: a má alimentação, as doenças européias e o trabalho excessivo levaram à quase extinção dos índios da costa brasileira.

A triste solução para esta forma cruel de exploração do trabalho duraria mais de 300 anos. O principal motivo da substituição dos cativos americanos pelos africanos foi a extinção das comunidades nativas. Além disso, os índios eram definidos como selvagens, frágeis, incapazes para o trabalho contínuo e extenuante. Os negros, dóceis e resistentes, adaptados ao trabalho duro e penoso, eram talhados para a escravidão.

Multidões de africanos seriam trocados por mercadorias baratas na costa da África e vendidos a preços elevados no Novo Mundo. Entre 10 e 15 milhões de africanos foram desembarcados nas Américas, e estima-se que entre três e cinco milhões chegaram ao Brasil. Os povos africanos, entretanto, nunca deixaram de lutar contra essa condição, imposta pelos ditos “civilizados”. A escravidão do povo negro foi, sem dúvida, o maior e mais cruel massacre que um povo poderia sofrer, em toda a história da humanidade.
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1.1 Transporte e desembarque
Os cativos chegavam do interior do continente africano e permaneciam nos barracões, atados em grupos de dez. Mulheres e crianças circulavam soltas no interior da “moradia” provisória. Eram muito mal alimentados, e por isso a taxa de mortalidade era alta: muitos morriam antes mesmo de ser embarcados. Os compradores europeus examinavam detidamente a “mercadoria”, e compravam somente escravos jovens e em boa saúde.

Os navios negreiros demoravam muito tempo para chegar à África, e mais ainda para desembarcar no Brasil. Antes de partir, os cativos eram bem alimentados, lavados e rapados. Depois, eram marcados com ferro em brasa e embarcavam, nus.

Milhares de cativos morriam durante a viagem; muitos eram jogados no mar ainda vivos, mas nunca tinham visto o mar e não sabiam nadar. Um martírio acontecia durante o transporte dos escravos. Os negreiros sabiam que só uma parte dos cativos chegaria ao Novo Mundo, e assim os sobreviventes eram vendidos a preços dez vezes mais altos que os que eram pagos na África.

Mas o pesadelo do transporte sofreu mudanças, ao longo do tempo. Navios maiores permitiam a separação dos cativos em três categorias: homens, mulheres e crianças, que na segunda metade do século XIX já eram vacinados contra a varíola. A taxa de mortalidade durante a viagem era, em média, de 20%. Estima-se que mais de um milhão e meio de africanos morreram durante as travessias.
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1.2 A vida no Brasil
Capturados pelos europeus ou vendidos por africanos de tribos diferentes, os cativos eram vigiados pelos comerciantes armados de fuzis e chicotes. Atados pelo pescoço, carregavam pesadas cargas sobre a cabeça. Os escravos avançavam aterrorizados, com pernas e pés feridos, em caminhadas que poderiam durar meses Os que eram incapazes de continuar eram deixados no caminho com as gargantas cortadas.

Os africanos capturados eram “recebidos” por outros escravos da mesma tribo e etnia para que ficassem “tranqüilos”, já que muitos pensavam que seriam devorados em festas canibalescas. A “mercadoria” era armazenada em grupos de até 400 cativos. Eram alimentados abundantemente, tinham suas enfermidades cuidadas e o aspecto visual tratado, para que fossem expostos sentados em bancos, na frente ou no interior das lojas. Os doentes eram vendidos a preço de liquidação.

Cada escravo comprado era rigorosamente controlado por seu amo e seu “médico”, ou feitor. Os clientes compravam negros de diferentes tribos, que falavam línguas diferentes, para que não pudessem se comunicar entre si.

Nas fazendas, os cativos passavam a morar em residências coletivas ao estilo de prisões — as senzalas. Ali, os escravos acendiam fogueiras para preparar alimentos, afastar os insetos e os maus espíritos. As portas das senzalas eram acorrentadas de noite, depois que o feitor contava os escravos. Os africanos tentavam se aproximar de outros, da mesma tribo, a fim de cultivar a língua, as músicas, as danças e a religião, para preservarem sua cultura. Entretanto, os senhores proibiam toda manifestação cultural africana.

Apesar dos terríveis castigos impostos a todos os que se rebelavam contra a escravidão, a fuga era uma prática constante. Individual ou coletiva, representava uma ameaça aos senhores de escravos. O “fujão” perdia seu valor no mercado, pois a fuga era considerada um grande vício. Surgiu, então, a profissão de “capitão do mato”. Ele se dedicava a capturar os fugitivos e a entregá-los a seus amos, sempre em troca de dinheiro. Bem armado, o capitão do mato penetrava em matas e serras. Freqüentemente, contudo, o caçador virava caça: era encontrado por grupos de “fujões” e morto.

Muito mal alimentados, os que permaneciam cativos passavam fome. Farinha de mandioca, feijão, milho e arroz eram os alimentos consumidos pelos escravos, e sempre em quantidades mínimas. Depois do dia de trabalho, alguns escravos eram castigados nas “casas do tronco” (muitas fazendas possuíam as suas casas de tortura). O tronco era um instrumento em forma de tesoura, feito de madeira ou ferro, com buracos para os pés. Os escravos, então, ficavam deitados com os pés imóveis. As palmatórias e os chicotes eram as principais ferramentas de castigo. Um escravo podia receber até mil chicotadas, se cometesse um delito considerado grave pelo senhor da fazenda.

Mas os negros continuavam a fugir, para escaparem dos castigos constantes, da pouca comida, da vida triste e sem esperanças. Assim, os quilombos cresceram. Os negros, ali, viviam da agricultura, as caça, da pesca, da coleta e do saque. Desde fins do século XVI, milhares de escravos se refugiaram na inóspita região da Serra da Barriga (Estado de Pernambuco). O Estado negro livre, no coração do Brasil escravista, era a Confederação dos Quilombos dos Palmares, que resistiu por muitos anos aos ataques dos brancos escravistas, mas foi destruída em 1694, por um poderoso ataque militar, comandado por Domingos Jorge Velho.

Apesar da existência dos quilombos, que eram pontos de luta e de resistência, os escravos jamais organizaram movimentos gerais contra a escravidão. As mais importantes rebeliões limitaram-se a um ou outro município. Não houve uma liderança escrava que dirigisse movimentos rebeldes. O escravo rebelava-se contra sua própria condição, e não contra a instituição. A contínua renovação de escravos dificultava a formação de uma consciência antiescravista. Após as longas jornadas de trabalho, os cativos queriam descansar e se alimentar, e por isso não tinham tempo nem disposição para refletir nem se organizar.

1.3 O início do fim
A Inglaterra, no início do século XIX, começou a pressionar as nações escravistas, a fim de obter vantagens comerciais na exportação de seus produtos. O fim do tráfico, em 1807, e a abolição da escravidão, em 1833, fizeram aumentar o preço do açúcar nas Antilhas, mas no Brasil ele ainda era muito baixo.

Nos anos 1820, com o esgotamento das minas e a crise da produção açucareira, a escravidão começava a acabar no Brasil. Mas o desenvolvimento da cafeicultura exigiria quantidades crescentes de escravos, e assim milhares foram ainda desembarcados clandestinamente na costa brasileira. Não sendo respeitado o acordo entre a Inglaterra e D. Pedro I, de 1826, Bill Aberdeen autoriza a Marinha de Guerra Inglesa, em oito de agosto de 1845, a prender os navios negreiros brasileiros como navios piratas. Em setembro de 1850, o Parlamento brasileiro finalmente votou a lei Eusébio de Queirós, que finalmente proibia e reprimia o tráfico de escravos. Mas o tráfico interno, contudo, continuou.

Em 1871 foi votada a primeira lei que reformaria a escravidão, dando o direito ao escravo de comprar sua liberdade, mesmo contra a vontade dos senhores. Essa lei também libertava os filhos de mães escravizadas. Foi a chamada “Lei do ventre livre”. Os que nasciam após 1871 eram “livres”. Outra lei, a chamada “Lei do Sexagenário”, dava ao escravo já velho, muitas vezes doente e sem condições para trabalhar, a “liberdade”. Assim, os senhores das fazendas não eram mais obrigados a sustentá-los. As brigas entre escravistas e antiescravistas daria ainda uma década aos cafeicultores para que explorassem seus escravos.

Entretanto, anos depois o movimento abolicionista ressurgiu com mais força. Cativos e homens livres começaram a lutar juntos contra a instituição. Organizações clandestinas organizavam fugas de cativos nas fazendas paulistas. Por outro lado, os capangas e capitães do mato organizavam atentados contra os líderes abolicionistas. Como resposta à mão de obra que fugia, começou a ser promovida a imigração de europeus.

No dia 13 de maio de 1888, após 350 anos de inferno, foi abolida a escravidão no Brasil. O país foi a última nação moderna a extinguir a escravidão.

2. Zumbi dos Palmares
A partir do século XVI o Brasil foi o palco de uma das maiores violências contra um povo. Mais de dois milhões de negros foram trazidos da África pelos colonizadores portugueses para se tornarem escravos nas lavouras de cana-de-açúcar. Tribos inteiras foram subjugadas e obrigadas a cruzar o oceano como animais em grandes galeotas chamadas de navios negreiros. Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro foram os portos finais da maior parte desse tráfico.

Apesar de escravizados e exauridos pelos duros trabalhos, os negros não aceitaram pacificamente o cativeiro; a história brasileira está cheia de episódios nos quais os escravos se rebelaram contra a humilhante situação em que se encontravam.

Uma dessas formas de resistência foram os quilombos, comunidades organizadas pelos negros fugitivos em locais de difícil acesso, geralmente em pontos altos das matas. O maior desses quilombos estabeleceu-se em Pernambuco, no século XVII, numa região conhecida como Palmares. Uma espécie de Estado Africano foi formada; o quilombo era distribuído em pequenas povoações chamadas mocambos.

A partir das lutas com os holandeses, o destino do grande quilombo de Palmares aparece ligado à família da princesa Aqualtune. Dois de seus filhos, Ganga Zumba e Ganga Zona, tornaram-se chefes dos mocambos mais importantes do quilombo. O mais provável é que tenham recebido estas chefias de herança. Como em algumas tribos africanas a sucessão não se fazia de pai para filho e sim de tio para sobrinho, Ganga Zumba e Ganga Zona devem ter substituído algum irmão de Aqualtune, do qual até hoje nenhum registro foi encontrado.

Mas Aqualtune também tivera filhas e uma delas, a mais velha, que se chamava Sabina, deu-lhe um neto, nascido quando Palmares se preparava para mais um ataque holandês, previamente descoberto. Por isso, os negros cantaram e rezaram muito aos deuses, pedindo que o sobrinho de Ganga Zumba e, portanto, seu herdeiro, crescesse forte. E para sensibilizar o deus da guerra, deram-lhe o nome Zumbi.

A criança cresceu livre e passou sua infância ao lado de seu irmão mais novo, chamado Andalaquituche, em pescarias, caçadas, brincadeiras, ao longo dos caminhos camuflados, que ligavam os mocambos entre si. Garoto ainda, Zumbi conhecia Palmares inteiro. Suas árvores, seus rios, suas plantações e aldeias.

Os anos corriam tranqüilos para Zumbi, que da escravidão só conhecia as histórias terríveis, que os mais velhos contavam, lembrando-se da escuridão e da umidade das senzalas, da fome e da morte nos navios negreiros.

Passaram-se anos e Palmares tornava-se cada vez mais uma potência. Na década que si iniciou em 1670, Palmares viveu seu apogeu. Mais de 50 mil habitantes livres, distribuídos em vários mocambos. Zumbi e Andalaquituche, já homens feitos, chefiavam suas próprias aldeias. Nesse tempo, o crescimento do quilombo e as novas necessidades de defesa haviam transformado Palmares numa federação. Ganga Zumba, que governava a maior das aldeias, chamada Cerra dos Macacos, presidia o conselho de chefes dos mocambos e passou a ser considerado rei de Palmares.

Sempre muito perseguidos, os negros que conseguiam chegar a Palmares eram considerados livres e logo se transformavam em guerreiros, pois foram muitos anos de lutas sangrentas em defesa do quilombo. Tantas foram essas lutas que doze anos mais tarde o velho Ganga Zumba via seu reinado ameaçado por uma espécie de força que Zumbi tinha e exercia sobre os guerreiros que seguiam muito mais suas ordens do que as do rei Ganga Zumba.

Por isso, numa noite de festa em comemoração à vitória em uma luta, Ganga Zumba reuniu todo o povo de Palmares para que testemunhassem a coroação de Zumbi como novo rei de Palmares. Nesta mesma noite, contudo, Ganga Zumba traiu Zumbi, dividindo a opinião do povo e colocando a grande maioria contra Zumbi.

Ganga Zumba foge de Palmares com um grupo muito grande de guerreiros, mulheres e crianças e se refugia no Vale do Cacuá, logo abaixo da Serra da Barriga. Lá, Ganga Zumba procurava fundar um novo quilombo. Mas os guerreiros que o acompanhavam começaram a se desentender com as ordens quase suicidas do velho Ganga Zumba e também o traíram. Deram-lhe vinho envenenado para beber, dizendo que aquele era um vinho especial, que haviam roubado na vila do Porto Calvo, somente para agradar o rei. Com a morte de Ganga Zumba, os guerreiros voltaram para Palmares e se uniram a Zumbi.

Foi quando se deu a batalha mais cruel de toda a existência do quilombo, fazendo com que fosse desfeita toda a soberania de Palmares.

Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, vítima da traição de um de seus homens de confiança. Após a queda de Palmares e a morte de Dandara, a esposa de Zumbi e mãe de todos os seus três filhos, Zumbi se refugiou na mata, numa pequena caverna à beira de um riacho. Muito ferido da guerra e já sem muitas forças, tinha consigo apenas a ajuda de uma criança abençoada, chamada Lualua. Foi então que seu traidor levou um dos homens do exército de Domingos Jorge Velho até o esconderijo de Zumbi. Este homem, André Furtado de Mendonça, levou Zumbi até Domingos Jorge Velho, que o matou a sangue frio com dois tiros à queima-roupa.

Era o fim. A cabeça de Zumbi foi cortada e levada para a vila do Recife como prova do fim da rebeldia dos negros, que, desde então, eram constantemente ameaçados por feitores que diziam fazer com eles o mesmo que foi feito com Zumbi.

Hoje, Zumbi é o símbolo máximo da liberdade para os negros do Brasil e de muitas partes do mundo. Seu nome é o mais puro significado do que quer dizer lutar pela própria liberdade e ser livre.

3. Sobre a Capoeira...
As tradições e a história africanas foram transmitidas e registradas mais pela tradição oral que por documentos históricos. Pelo Decreto de 14 de dezembro de 1890, do então ministro da Fazenda Rui Barbosa, toda a documentação referente à escravidão negra no Brasil foi queimada, razão pela qual se tem tão pouca documentação referente à escravidão para reconstituir a história.

Entretanto, acredita-se que para colonizar o Brasil, colônia recém descoberta da América do Sul, os portugueses precisavam de mão de obra suficiente para a construção do império e para o plantio de cana-de-açúcar, algodão, café e fumo.

Após a fracassada tentativa de utilizar a mão de obra indígena, os portugueses trouxeram os primeiros escravos da África, em navios negreiros. Os africanos eram vendidos em regime de completa escravidão. Ao tornar o negro escravo, suprimiam sua cultura, sua alma, e assim o torturavam. Todos os que participavam do comércio escravagista interessavam-se apenas pelo corpo do escravo, pois daí vinha sua força de trabalho.

A capoeira nasceu nesse período, como uma forma de resistência dos escravos negros, um instrumento de libertação contra um sistema dominante e opressor, uma forma de buscar a liberdade.

Acredita-se que Palmares pode ter sido o berço das primeiras manifestações de capoeira, mas há controvérsias sobre sua origem.

4. Como nasceu a Capoeira: África ou Brasil?
Capoeira significa mato ralo, aquele que já era; palavra de origem tupi, o que nega a idéia de que seja de origem exclusivamente africana. Capoeiras eram também áreas semidesmatadas, onde os escravos treinavam seus golpes, e esta é outra teoria sobre a origem do nome. Ouviu-se falar de capoeira pela primeira vez durante as invasões holandesas de 1624, quando escravos e índios, as duas primeiras vítimas da colonização, fugiram para as matas. Conta a lenda que Zumbi, líder do quilombo de Palmares, era guerreiro, estrategista invencível e “capoeira”.
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De acordo com uma corrente de mestres, quando o Brasil foi descoberto a capoeira já existia e era praticada pelos índios Tupis, principalmente na Bahia, com o nome de capuêra. Na terra de Santa Cruz, os indígenas praticavam a capuêra e se reuniam em forma de roda batendo as mãos e os pés em ritmo constante e, às vezes, usando também uma caixa de madeira entre as pernas.
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Mas, segundo outros antigos mestres, a capoeira nasceu na Serra da Barriga, em uma das clareiras do quilombo dos Palmares, onde escravos fugitivos dominavam técnicas de uma luta ágil e manhosa usada para a libertação. Sabe-se que o quilombo não era habitado somente por negros, mas também por índios e brancos foragidos. Assim, no quilombo dos Palmares era realizada, com muito respeito, a tradicional Ceia dos Palmares, que reunia negros, índios e brancos foragidos, na época do império.
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Segundo historiadores, o nome capoeira vem do seguinte fato: os escravos, ao fugirem para as matas, eram perseguidos pelos famigerados Capitães do Mato, enviados pelos senhores. Os escravos em fuga reagiam e os atacavam, nas clareiras de mato ralo, cujo nome é capoeira, com pés, mãos e cabeças, dando-lhe surras ou até mesmo matando-os. Porém, os que sobreviviam, voltavam indignados. Quando o senhor da fazenda perguntava onde estavam os negros, o Capitão do Mato lhe respondia: “Eles nos pegaram na capoeira”, referindo-se ao local onde foram vencidos.

Também deu-se o nome de Capoeira a um jogo de destreza que teve suas origens remotas em Angola. O que se sabe é que na África existia o Jogo de Zebra, ou N’Golo, uma dança que era praticada com bastante violência. Esse jogo fazia parte de um ritual de passagem da infância para a vida adulta. Os negros lutavam em um pequeno recinto, e os vencedores poderiam desposar as meninas da tribo que ficavam “mocinhas” sem o pagamento do tradicional dote. Sabe-se que os negros que vinham para o Brasil eram, sobretudo, Bantos, de Angola, considerados mais fortes e ágeis, tendo mais aproveitamento no trabalho. Esses negros teriam dado origem à capoeira, daí o nome capoeira de Angola.

Outra versão diz que quando os senhores flagravam os negros jogando, perguntavam o que eles estavam fazendo. “Os negros estão brincando de Angola”, respondiam. Por fim, Câmara Cascudo afirma que a capoeira foi trazida pelos Bantos-congoleses, que praticavam danças litúrgicas ao som de instrumentos de percussão, transformando-se em lutas aqui no Brasil, devido à necessidade de defesa destes negros.
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A discussão é interminável: pesquisadores, folcloristas, historiadores e africanistas ainda buscam respostas para a seguinte questão: “A capoeira é uma invenção africana ou brasileira? Teria sido uma criação do escravo com fome de liberdade?”
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As opiniões tendem para o lado brasileiro, e aqui vão alguns exemplos: na obra do padre José de Anchieta, A Arte da Gramática de língua mais usada na Costa do Brasil, editado em 1595, há a seguinte citação: “(...)os índios Tupi-Guarani divertiam-se jogando capoeira”. Guilherme de Almeida, no livro Música no Brasil, sustenta serem indígenas as raízes da capoeira. No clássico Capoeira Angola — Ensaio Sócio-etnográfico (Rego, 1968), procura-se também comprovar que a capoeira é brasileira, tendo sido criada pelos escravos na sua luta pela liberdade. Até hoje nenhum pesquisador conseguiu encontrar nada de concreto que levasse a crer que a capoeira fosse africana.

O navegador português Martim Afonso de Sousa, observou tribos indígenas jogando capoeira. Como se não bastasse, a palavra capoeira (CAÁPUÉRA), como já foi dito, é um vocábulo Tupi-Guarani, que significa “mato ralo”, ou “mato que foi cortado”.
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Num trabalho publicado pela Xerox do Brasil, o professor austríaco Gerhard Kubik, antropólogo, membro da Associação Mundial de Folclore e profundo conhecedor de assuntos africanos, diz estranhar “que o brasileiro chame capoeira de Angola, quando ali não existe nada semelhante”.

O estudioso Waldeoir Rego, que escreveu um artigo considerado o melhor trabalho sobre o assunto, defende a tese de que a capoeira é de origem brasileira. Brasil Gerson, historiador das ruas do Rio de Janeiro, acha que o jogo nasceu no mercado, quando os escravos chegavam com um cesto (capoeira) de aves na cabeça e, até serem atendidos, ficavam brincando de luta, surgindo a partir daí a verdadeira capoeira.

Antenor Nascente diz que a luta da capoeira está ligada à ave Uru (odontophorus capueira-spix), cujo macho é muito ciumento e trava lutas violentas com o rival que ousa entrar em seus domínios, sendo que os movimentos de luta se assemelham aos da capoeira.

Alguns historiadores alegam que o grande motivo pelo qual não conseguimos provas documentais para resolver a polêmica, se a capoeira é africana ou brasileira, é o fato de Rui Barbosa, então ministro da Fazenda do Governo de Deodoro da Fonseca, ter mandado queimar todos os documentos relativos à escravidão no Brasil. Segundo ele, o ato que praticou era necessário para apagar da memória da Nação o fato de o país ter sido, anos antes, escravocrata. No entanto, sabemos haver outras razões, dentre elas evitar o pagamento de indenizações aos senhores de engenho e aos escravos libertos.

4.1 Luta violenta ou jogo inocente?
Os golpes quase acrobáticos e com aspecto de dança da capoeira muito contribuíram para enganar os senhores de engenho, que permitiam a prática, julgando-a como uma brincadeira dos escravos. Segundo Areias (1983), a dança, por sua vez, representada pela ginga, servia para disfarçar a luta dando-lhe um caráter lúdico e inofensivo. A capoeira serviu por muitos anos como instrumento de luta dos escravos.
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Se nas fazendas a capoeira era praticada como um jogo inocente, uma dança, no meio das matas, por sua vez, ela era praticada como luta mortal. Nas fazendas, para disfarçarem a luta, os escravos utilizavam a ginga, a base de qualquer capoeirista; é dela que saem todos os golpes. A capoeira é, portanto, uma luta disfarçada em dança que foi criada, segundo alguns estudiosos, na era colonial do Brasil, por volta do século XVII. Ela foi desenvolvida pelos escravos para que se salvassem, quando fugiam, das capturas violentas e cruéis dos chamados capitães do mato. O disfarce da luta em dança pôde preservar a sobrevivência dos escravos, pois a capoeira é, principalmente, na sua origem, uma luta de resistência.

Era nas fazendas, sobretudo, que o ensino da capoeira começava. Os negros que eram capturados e voltavam aos engenhos ensinavam a luta aos cativos. Para não levantar suspeitas, os movimentos de luta foram sendo adaptados às cantorias e músicas africanas, para que parecessem uma dança. Assim, como no candomblé, cercada de segredos, a capoeira pôde se desenvolver como forma de resistência.

Do campo para a cidade a capoeira ganhou a malícia dos escravos de “ganho” e dos freqüentadores da zona portuária. Na cidade de Salvador, capoeiristas organizados em bandos provocavam arruaças nas festas populares e reforçavam o caráter marginal da luta.
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A fama de lutadores dos capoeiristas, ou capoeiras, aumentou com o passar do tempo. Eles se vestiam de modo particular, chapéu de lado e argola na orelha, eram capazes de fazer grandes desordens em segundos e conseguir escapar ilesos. Dessa forma, alguns capoeiristas se ofereciam mercenariamente para assassinatos e emboscadas. Alguns políticos os tinham como capangas e eles eram temidos pela própria polícia.

De 1865 a 1870 houve a Guerra do Paraguai, para a qual muitos capoeiras foram enviados, a fim de lutar na frente de batalha. Muitos voltaram como heróis, pelo sangue frio e pela astúcia que demonstraram nos campos de batalha.

Nesta época, a capoeiragem encontrava-se em seu apogeu. As principais cidades onde a capoeira se desenvolveu e proliferou foram o Rio de Janeiro, Recife e Salvador. Por outro lado, os lutadores eram também identificados como criminosos profissionais. O nome “capoeira” passou a ser associado, também, ao malandro, desordeiro e ladrão.

4.2 A proibição da capoeira no Brasil
Durante décadas a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação de sua prática deu-se apenas na década de 30, quando uma variação da capoeira, mais para o esporte que para manifestação cultural, foi apresentada ao então presidente, Getúlio Vargas.

Foi com a chegada da República, em 1889, que o Marechal Deodoro da Fonseca, pressionado pela onda de criminalidade, iniciou uma camapanha de combate à capoeira.

Qualquer indivíduo que fosse encontrado praticando capoeira era sumariamente recolhido à ilha Trindade (Fernando de Noronha) para trabalhos forçados. O código penal de 1890 previa de dois a seis meses de prisão aos praticantes dos exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação de capoeiragem. Era expressamente proibido:

Art. 402. Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em carreiras, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, promovendo tumulto ou desordens, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal. Pena: de prisão celular de dois meses a seis meses.” (Barbieri, 1993: p. 118)
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De lá para cá a capoeira Angola se aperfeiçoou na Bahia mantendo fidelidade às tradições. Isso ocorreu, principalmente, graças ao seu grande mestre, Pastinha, que jogou capoeira até os 79 anos, formando gerações de angoleiros.

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Expressão brasileira surgida nos guetos negros há mais de um século como forma de protesto às injustiças sociais, arte que se confunde com esporte, mas que já foi considerada luta, a capoeira foi reconhecida como patrimônio imaterial da cultura brasileira. A decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi concretizada nesta terça-feira no Palácio Rio Branco, em Salvador.
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Para comemorar o resultado, que é definido pelos 22 membros do Conselho Consultivo do Iphan, foi inaugurada, no mesmo local, a exposição Rodas de Capoeira, com pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da arte que agora é patrimônio.
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O ministro da Cultura, Gilberto Gil, já havia declarado, em reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que homenageava o embaixador Sérgio Vieira de Mello morto durante atentado terrorista na guerra do Iraque, que a capoeira do Brasil "poderia ser vista como instrumento da construção da paz mundial" e levou uma roda de capoeira para se apresentar aos líderes.
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Desde então, as ações do ministério voltadas à valorização da capoeira como a criação do programa Capoeira Viva começaram a se voltar para o reconhecimento da expressão como patrimônio, segundo a diretora de Patrimônio Imaterial do Iphan, Márcia Sant'anna.
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"O começo do processo de registro já começou no âmbito dessas ações de apoio. Foi um projeto iniciado pelo ministério e do Iphan, mas contou com a participação de estudiosos e pesquisadores de três estados do Brasil: do Rio de Janeiro, da Bahia e de Pernambuco", conta a diretora.

Ela acrescenta que o registro é de significado simbólico. "Ocorre um aumento muito grande da auto-estima dessas pessoas. Embora a capoeira esteja disseminada em todo o mundo, alguns mestres da tradição oral nunca tiveram, pelo menos até recentemente, nenhum programa de valorização do seu saber", aponta.

A capoeira é a 14ª expressão artística do país registrada como patrimônio imaterial. A diferença deste registro para o tombamento como patrimônio material caso de edifícios históricos é que "o registro volta-se a ações de apoio às condições sociais, materiais, ambientais e de transmissão que permitem que esse tipo de bem cultural continue existindo", de acordo com Sant'anna.

Fonte:Agência Brasil

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NOTA: Por conta da Lei nº 10.639/2003, que obriga a inclusão do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nos currículos oficiais da rede pública, nos níveis fundamental e médio, o Departamento de Letras da Universidade Estadual do Maranhão, onde eu trabalho, recebeu a sugestão de implementar disciplinas de literatura africana. Durante uma reunião de professores do Departamento (que é chamada pomposamente de "Assembléia Departamental"), no início de março deste ano, a idéia foi colocada em pauta e em discussão pela chefe do Departamento, e rechaçada por alguns professores, que a consideraram absurda, assim como consideram absurda a política de cotas. Participei de parte da reunião (mas já estava de licença para fazer a pós-graduação), e argumentei a favor da implementação de disciplinas que trouxessem ao corpo estudantil, em grande parte de origem africana, elementos da cultura daquele continente. O que eu argumentei? Ora, é muito cômodo para alguns exaltarem a cultura africana para fazer propaganda de turismo para o Maranhão. Do Tambor de Crioula à Capoeira, das comidas típicas ao Bumba meu Boi, em tudo há a herança cultural africana no Maranhão, que é o segundo estado brasileiro com maior percentual de população negra (o primeiro é a Bahia). As ladainhas, a tradição oral, as histórias que enaltecem São Luis do Maranhão e atraem os turistas são, em grande parte, oriundas da cultura africana. Infelizmente, na hora de se implementar na Universidade disciplinas que trazem melhor entendimento acerca dessa cultura, o que se vê é preconceito, desconhecimento e obscurantismo. A proposta, até onde pude acompanhar, recebeu críticas contumazes, principalmente por parte de dois professores (um, casado com uma mulher negra, e outro, ele mesmo, negro). Penso que, assim como se estuda literatura portuguesa, é necessário, a fim de melhor conhecer a formação cultural brasileira, estudar literatura africana. Por ignorância pura ou preconceito, muitos professores se colocam contra a implementação de disciplinas voltadas para o estudo da cultura afro-americana em cursos de Letras e nem sabem que existe uma literatura africana, sim, vigorosa, atual e plural, assim como estudos lingüísticos antigos sobre línguas africanas e fenômenos relacionados. Enquanto a Bahia valoriza a cultura negra e progride, amplia seus horizontes e confere a seu povo maior conhecimento acerca de sua própria formação e cultura, o Maranhão regride (o que não é, aliás, novidade), pois se prende ainda a idéias atrasadas, antigas e fundadas sobre um modelo de progresso predatório e explorador, cuja ideologia exalta figuras como Ana Jansen, uma escravagista cruel que submetia "seus" escravos à tortura com naturalidade, e difunde idéias como a de que os portugueses que colonizaram a região foram, de alguma maneira, superiores aos negros que lá chegaram ou aos índios que já habitavam no local. É uma vergonha que o Curso de Letras da Universidade Estadual do Maranhão ainda não tenha implementado disciplinas que estudem e investiguem a influência e a herança das culturas indígena e africana na formação lingüistica e literária do Estado - e imaginem vocês que Aluísio Azevedo, maranhense nascido em São Luis que morreu há quase um século, já cultivava visão cultural e literária mais aguçada que a de muitos, pois em sua época se questionava acerca dos preconceitos e ideologias sociais, tendo escrito ele O Mulato...
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6 comentários:

Paulo Silvano disse...

Oi Maya,
Muito boa e rica essa sua postagem! Depois que "herdei" um filho baiano, há dois anos, passei a me interessar mais pelos elementos da cultura negra do Brasil. Estive por duas vezes em Salvador e me preparo para em breve voltar lá. Amei aquele lugar tão carente de Jesus. Lá tem acarajé du bom, que por sinal é um quitute cúltico da culinária afro-brasileira, mas é bom dimais.
Mudando de assunto, até agora não achei onde está a menção referente ao prêmio Butterfly, recebido pelo Sinergismo. Se puder, queira me indicar o endereço do site.

Um abraço
Paulo Silvano

Mayalu Felix disse...

Oi, Paulo Silvano,

Obrigada por sua visita, fico feliz por saber que vc leu as postagens. Eu gosto muuuito de acarajé, e tem que ser muito apimentado. Quando fui à África entendi que a pimenta daqui é "de brincadeira", porque a de lá faz chorar. E fiz capoeira, apesar de minha performance nunca ter sido um exemplo. :P

O link abaixo é do prêmio Butterfly, copie e cole no seu navegador e vc vai acessar a postagem.

Um abraço, venha sempre por aqui!

http://mayafelix.blogspot.com/2008/10/prmio-butterfly.html

Maya

:)

Maila disse...

oi maya adorei o seu blog aqui eu aprendi muito sobre a capoeira passei na prova pois amei seu blog,o seu blog é muito interençante faiz a pessoas querer ler mais e mais

obs:entra no meu blog:(http://lendasdamailoc.blogspot.com)


obrigadão maya

Mayalu Felix disse...

Olá, Maila,

Obrigada por sua visita e por seu comentário, fico feliz que você tenha gostado do meu blog. Vou lá, visitar seu blog, sim!

Abraços,

Maya

Rafael Kafka disse...

É uma tradição maravilhosa, meu anjo, belíssima, parte essencial do coração da Bahia!

Moro a 300 metros de um forte colonial, em uma colina muito bonita, o Forte de Santo Antônio, onde hoje funciona o Museu da Caopeira, em uma área belíssima com uma vista deslumbrante do mar!

Maya Felix disse...

Oi, Rafael!

Sem dúvida, a capoeira é parte de nossa cultura, de nossa tradição e nação! :) Pratiquei, durante um tempo, mas nunca mais pude treinar!

Abraços, me aguarde aí na Bahia, meu dengo! rsrs

:)

Maya

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