Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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13 de ago de 2007

Manifesto da Comunidade Universitária - Uema

UEMA DELENDA EST

Catão (234-148 a.C.), que serviu nas guerras entre Roma e Cartago, impressionado com o vigoroso crescimento desta última e temeroso da ameaça que essa evolução poderia representar contra sua Roma, nunca cessava de alertar o Senado romano para a necessidade de destruir a grande cidade do norte africano. Por isso, sempre encerrava seus discursos com a frase “Carthāgo delenda est” que, numa tradução livre, significa: é necessário destruir Cartago ou Cartago deve ser destruída. Um dia, enfim, Cartago foi destruída.
Se não somos romanos, somos atenienses, a Atenas brasileira. No entanto, as almas e espíritos mais atilados de muitos suspeitam que essa filiação mitológica não passa, mesmo, de um mito. Porque em Atenas prezava-se o saber e o estudo, a discussão aberta em praça pública, a troca de idéias, o Liceu que era, então, o que de mais próximo poderíamos chamar de uma Universidade. Aqui, nesta nossa falsa Atenas, “UEMA delenda est”, isto é, a UEMA deve ser destruída.
Pois o que é a Lei 8592, de 30/04/2007, senão um ataque violento, tramado às escondidas contra os direitos dos trabalhadores? Para além dos aspectos jurídicos, a Lei 8592 é um ataque às garantias acadêmicas como, por exemplo, o incentivo por titulação (mestrado, doutorado), que é exigência da própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A Lei proposta pelo Governo Jackson agride o coração da vida universitária: o sistema do mérito e do aperfeiçoamento científico. A UEMA não pertence a este governo ou a este governador, como também não pertencia aos anteriores. Ela pertence à sociedade maranhense. Agredi-la é agredir, aí sim, a verdadeira maranhensidade. Se antes dela nossos engenheiros (aí está o Dr. José Reinaldo Tavares, patrono da atual administração, engenheiro formado em Minas Gerais) vinham de fora, assim como nossos administradores, agrônomos, veterinários, arquitetos, biólogos e tantos outros profissionais, hoje a nossa universidade estadual supre, e supre bem, essas necessidades. Estradas, agricultura, educação, administrações públicas e privadas, ciências sociais e políticas. Publicações literárias, geográficas, históricas, sociológicas e tantas outras são resultado do trabalho comprometido de professores e técnicos administrativos da UEMA.
Podemos dizer que a Universidade é perfeita? Longe disso. Administrada, muitas vezes, com critérios mais políticos que científicos, tem feito menos do que poderia, porém sempre mais do que seus detratores gostariam. Seus reitores, ao longo do tempo, comportam-se mais como secretários de Estado do que como verdadeiros reitores, até porque são escolhidos com base em lista submetida à discricionariedade do governante de plantão. E qual o critério do governante nessa escolha? O mérito acadêmico? A capacidade científica? Claramente, não. É, antes de tudo, a lealdade política e, até mesmo, pessoal.
E o que faz a Lei 8592? Para dizer em poucas palavras, destrói os fundamentos da vida universitária. Como reflexo imediato, os técnico-administrativos terão, em média, uma redução de 50% nos seus rendimentos. Pasmem: os funcionários administrativos perderão metade de sua renda, o que coloca em risco a própria sobrevivência familiar. Além disso, a Universidade perderá imediatamente, sem a faculdade de incentivar mestres e doutores, a capacidade de atrair cérebros, responsáveis, nos últimos três anos, pela multiplicação por cinco (de aproximadamente 200 para cerca de 1000) das bolsas de iniciação científica; pela implantação de dois doutorados institucionais e do mestrado em Agroecologia, além do pleito do mestrado em Desenvolvimento Regional junto à CAPES; pela publicação de inúmeros livros e tantas outras revistas. Enfim, pelo desabrochar de uma nova UEMA, na esteira das conquistas de 2003 e 2004, que a presente lei está jogando na lata de lixo.
Reza uma lei da Física que a cada ação corresponde uma reação. Atraiçoados pelo governo que, durante a campanha, prometeu valorizar o funcionário público, em especial os profissionais ligados ao magistério, e que chegou mesmo a registrar em cartório seus compromissos para com os trabalhadores da UEMA, estes reagiram. Provocados, entraram em greve. Não porque o desejassem, mas porque era o único recurso disponível para reverter a ameaçadora realidade que se instalava.
Acreditamos que o Governo deva rever sua impensada e insensata atitude. A administração do Dr. Jackson ameaça com a fome os funcionários técnico-administrativos da UEMA e nega as conquistas de seus professores. Diante da crise instaurada, cremos que a verdadeira autonomia da UEMA é o caminho mais seguro para uma solução justa e adequada dos problemas que ora enfrentamos.
Pela imediata revogação da Lei 8592!
Pela implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores técnico-administrativos da UEMA!
Pelo diálogo franco e aberto com o governador Jackson Lago!

RUMO À VITÓRIA DA EDUCAÇÃO E DOS TRABALHADORES!
APRUEMA – SINTUEMA - ASSUEMA

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