Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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4 de ago de 2007

Uma ode em louvor à vereda da Graça - Vando

Uma ode em louvor à vereda da Graça

TOMO INTRODUTÓRIO: É o mesmo para o início, meio e fim pois estes fundem-se num só momento fazendo o Hoje: É somente em Graça, pela Graça e na Graça que o homem pode ser salvo. Aqui se aniquilam todas as tentativas humanas que possuam nomes pomposos, bonitos e teo-logicamente corretos. Como sempre foi – antes mesmos que Universos houvesse – a Graça é o único Caminho pertinente onde o homem pode caminhar.

TOMO I. Nenhum homem será considerado menor. Ninguém será maior. Todos os homens serão iguais porque a morte igualou a todos por baixo e o Amor igualou a todos por cima. Então, lá e cá, a igualdade deve permear todos os sentidos.

TOMO II. A pacificação da consciência (a qual chamam de “santificação”) gradativa certamente virá. E será certa como o nascer do dia a cada manhã. E não serão necessários esforços para alcançá-la. Será fruto do Espírito Santo que age na consciência dos homens. E que seja considerado anátema todo aquele que, por esforço próprio, queira alcançar um Bem Divino.

TOMO III. Os homens, com gratos corações, comprometer-se-ão com a Graça. Ao lançar-se em seus braços farão seu enlace de amor e paixão. Assim caminharão como flores fecundas que lançam seus pólens ao vento com o compromisso de que a vida se espalhe por dentre um deserto. Serão também como as águas que transbordam nos rios cheios pois os corações transbordarão Amor no Encontro com a Graça. Mas – bom será saber – esse compromisso é com a Graça e não com coisas.

TOMO IV. Os homens simples e prudentes não se submeterão a jugos de morte com nome de vida; jugos de Lei com nome de santificação; jugos de tristeza com aparência de festa; jugos de julgamento com nome de zelo; jugos de hipocrisia com nome de paz; jugos de barganha com nome de campanha; jugos de desencontros com nome de encontro; jugos de histeria com nome de adoração; jugos de superioridade com nome de dom, jugos de meninices com nome de vitória e jugos de religiosidade em nome do Senhor.

TOMO V. Todo jugo dele é leve e todo seu fardo é leve. Essa será uma lei para a vida, pois vem do que restou da Lei: Amar. Desta forma é certo que viver – apesar das dores do caminho – será conhecer a Alegria não como momento, mas como fruto da Graça.

TOMO VI. Toda Lei está resumida no Amor. Então todos que queiram falar da Lei deverão reportar-se infinitamente, em loop eterno, à Lei do Amor sabendo que o Amor é sofredor, é benigno, não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com leviandade, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e nunca falha.

TOMO VII. Todos saberão, baseados na Lei do Amor, que o mundo não está lá fora, mas saberão antes de tudo, que o mundo sou eu mesmo e que não há maior pecador do que eu próprio.

TOMO VIII. Os homens cuidarão da Terra com carinho, pois ela há muito demonstra em espasmos a dor causada pela negligência humana. E cuidar da Terra será um ato de sabedoria como quem cuida da própria casa.

TOMO IX. Os homens cuidarão de seus semelhantes sem julgá-los. Estender-lhes-ão as mãos e aproximar-se-ão e sentarão ao seu lado erguendo aos céus mãos santas sem medo. Sejam essas mãos de freiras, bonitos, homossexuais, ateus, agnósticos, esotéricos, espíritas, imaturos, testemunhas de Jeová, crentes, transexuais, católicos, pastores, lamas, bissexuais, crianças, feios, deficientes, jovens, prostitutas, judeus, velhos, divorciados, viúvos, padres, maduros, cientistas e a todos os outros, pois todos terão acesso à Mesa porque a Mesa é do Senhor. Todos terão livre acesso ao banquete porque quem define todas as coisas é o Senhor da Casa. Assim os homens não mais julgarão seu próximo por sua crença, raça, cor ou sexualidade porque, em julgando o outro estarão julgando, antes de tudo, a si próprios porque todo julgamento é espelho do que não quero em mim, mas que tenho em abundância.

TOMO X. Definitivamente os homens não saberão o que vai à mente do Altíssimo. Não saberão seus Caminhos, não conhecerão suas idéias e nunca, em hipótese alguma, poderão dizer, sem peso de arrogância: “essa é a vontade de Deus”.

TOMO XI. Viver em consciência será uma dádiva. Assim os passos de todo homem nunca será segundo modelos, moralidades e sociedades, mas sim segundo sua própria Consciência encharcada de Graça. E por Graça, haverá o entendimento que esta alcança a todos os homens porque não depende da missão de nenhum agrupamento para achar a todos e a qualquer um.

TOMO XII. Toda missão do homem será Ser pois a maior obra de Deus no homem é torna-lo apenas Homem. Fica decretado à morte todo desejo de messianismo e imprescindibilidade.

TOMO FINAL. Todo final, assim como todo início sempre será pertinente ao Autor. Porém é certo que, sendo Ele o Autor da Vida, a conclusão não é de morte, mas sim de Vida. E Vida com Abundância.Amém.

Vandovanderenator@gmail.com
Fonte: Dos dois lados do Equador - Blog do Vando (nos meus "Links Legais", à direita da página...)

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