Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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2 de ago de 2007

A Guerra

A humanidade divide seu tempo em duas partes:
Guerra e Paz.
Durante a Paz, vive discutindo a Guerra
e durante a Guerra vive discutindo a Paz.
A guerra foi inventada por um sujeito que morreu na Guerra.
A Paz ainda não foi inventada.
Há vários tipos de Guerra: a Guerra fria, a Guerra morna, a Guerra quente,
a Guerra requentada e a Guerra propriamente dita,
dessa ninguém escapa,
porque todo mundo é convocado antes mesmo de começar a Guerra.
Antigamente, a Guerra era feita a pé,
quando os soldados chegavam ao país inimigo
a Guerra já tinha acabado.
Hoje, a Guerra é mais ligeira, basta apertar um botão que ela começa
e acaba ao mesmo tempo,
e depois que acaba não se encontra nem o botão.
Durante a Paz, os homens se preparam para a Guerra,
construindo tanques, submarinos, aviões, foguetes, táxis e ônibus.
Durante a Guerra, eles destroem tudo o que tinham construído.
Quem foge da Guerra se chama desertor, quem fica se chama herói.
O desertor foge da Guerra para não morrer nas mãos do inimigo,
mas acaba morrendo nas mãos do amigo: é fuzilado.
O fuzilamento é um processo de matar o sujeito que escapa da Guerra:
ao invés de morrer distraído, morre prevenido.
Antes da Guerra, os médicos submetem os soldados
a um exame físico completo,
e quem tiver boa saúde pode ir morrer tranqüilo.
Quando o homem se matricula na Guerra recebe um uniforme,
quando entra na Guerra pinta o uniforme todinho
pra ninguém ver que ele está de uniforme.
Existem Guerras famosas: a de 14, porque sobraram quatorze;
a de Cem anos, que quando acabou só tinha velhinho,
e a de 39, que todo mundo pensa que acabou.
Antigamente se fazia a Guerra com baioneta calada,
mas isso foi no tempo do cinema mudo.
Hoje a baioneta não só fala como também canta,
como se pode ver nos musicais de Hollywood.
Muitos combatentes são considerados malucos
porque regressavam para casa com a psicose da Guerra,
mas os médicos não se preocupam nem um pouco
com a psicose da Paz, que é muito pior.
E, por incrível que pareça,
o soldado mais conhecido na guerra
é o soldado desconhecido.


Autor desconhecido. A propósito, se alguém souber de quem é, por favor me informe! Mais uma coisa, caro leitor: o que a repetição da palavra guerra causa em seus sentidos? Qual é a sensação? Agradável? Irritante? O que essa repetição traz à sua memória? Pense... Aguardo sua resposta!

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