Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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7 de fev de 2009

o Maranhão não é outro lugar



Quem se importa com o Maranhão?
O Maranhão é o Estado mais miserável do Brasil, que é um país pobre. O povo do Maranhão é pobre. A maioria absoluta é faminta, miserável. Não come direito, não mora bem. Adoece de cólera, dengue, malária. Tem lepra. Os maranhenses morrem de doenças da época da Idade Média, que já foram erradicadas em estados como o Rio Grande do Sul, por exemplo. Quando adoecem, não têm hospital nem remédios. Morrem sofrendo. Muitos têm verminoses e padecem de desnutrição. Em São Luis, na maioria dos bairros, o esgoto corre a céu aberto. Quando a Polícia Federal descobre uma fazenda que tem trabalho escravo, em qualquer lugar do Brasil, a maioria dos que ali sobrevive é maranhense. Entre morrer de fome e sair do Maranhão em um pau-de-arara qualquer, os maranhenses preferem deixar sua terra e ver o que ainda pode acontecer. Os outros nordestinos migram para o Sul e o Sudeste do Brasil e vão ser garçons, faxineiras, pedreiros, ajudantes de pedreiros. Os maranhenses vão ser escravos. Se o Brasil fosse a Índia, os maranhenses seriam os intocáveis, os párias. A maioria do povo do Maranhão é pobre, faminta, analfabeta e doente. Os maiores índices de analfabetismo do Brasil estão no Maranhão. Os maiores índices de mortalidade infantil estão no Maranhão. A maioria do povo maranhense é negra, mulata, índia, mameluca. São esses os que, desde que o Brasil foi descoberto, morrem de fome, moram em casas de pau-a-pique cheias de barbeiros, contraem o mal de Chagas. Não têm dentes, não sabem ler. Votam em quem lhes dê um saco de farinha ou uma bolsa-família – é quase a mesma coisa.
Do outro lado da balança estão os políticos do Maranhão. São ricos. Miséria, mesmo, para eles, só no caráter. Os políticos maranhenses – todos eles – são imorais, corruptos, promíscuos, sujos. O maior político maranhense, sob vários aspectos, é José Sarney. Ele está no poder há quase 50 anos. Começou a mandar, mesmo, quando aceitou ser o governador biônico da ditadura militar no Maranhão. Depois disso, nunca mais deixou de decidir os rumos do Maranhão – e do Brasil. É um homem milionário. Quanto mais rico ele se torna, mais o Maranhão definha. Sarney é dono da TV Globo, no Maranhão. É dono de jornais, rádios, mansões, carros, inúmeros negócios. Tem até uma ilha. Sua filha já foi deputada federal, governadora duas vezes, e atualmente é senadora. Seu filho é deputado federal e já foi ministro. Seus parentes são deputados estaduais, vereadores, juízes, promotores, desembargadores etc. Todos eles são riquíssimos. Sarney já foi até presidente da República, mas para o Maranhão isso nunca quis dizer nada. Ou quis: o Maranhão afunda na miséria.
Sarney é hoje o maior aliado de Lula. O presidente, que ontem disse que Sarney representava o que havia de mais atrasado no Brasil, hoje ajuda Sarney a se eleger presidente do Congresso Nacional. Quem mudou? Lula ou Sarney? Só não mudou o Maranhão: morre à míngua. A única coisa que uma parcela do povo miserável do Estado ganhou foi o bolsa-família, que é para não morrer de fome e continuar a votar em Sarney e em Lula, a cada eleição. Afinal, quem se importa com o Maranhão?

6 comentários:

Sammis Reachers disse...

Maya, já linkei você na Confeitaria Cristã, na seção de 'Biscoitaria e salgadaria'.

Um abração do irmão Sammis

Mayalu Moreira Felix disse...

Caro Sammis,

Obrigada pela gentileza!

:)

HelioPereiriano disse...

Bom, se eu fosse um militante petista, diria que está julgando apressadamente, porque as necessidades do partido podem exigir que se façam algumas concessões, alguma transigência. Seria uma questão de ser flexível agora para tirar proveito futuro, mesmo que no caminho tenha que se engolir alguns aliados indesejáveis. Pode ser assim, "bom, precisamos do Sarney agora, e quando estivermos preparados o suficiente para realizar nossas aspirações, podemos descartá-lo". Numa entrevista o José Genoíno explicou a atitude condescendente de Lula em relação aos banqueiros usando como ilustração a frase de Lênin "um passo para trás para dois passos à frente". A ideologia revolucionária se apóia no comportamento irresponsável de seus adversários, capazes de entregar parcelas de poder em trocas de vantagens políticas provisórias. Mais cedo ou mais tarde os "Sarneys" da política serão destruídos enquanto que partidos como o do PT avançarão rumo a um totalitarismo que fará o Brasil cada vez mais próximo do Maranhão.

Mayalu Moreira Felix disse...

Prezado Hélio

Esta ética em que tudo se relativiza não é privilégio da esquerda, apesar de estar bem presente nela. Com Sarney não há acordo, o que ele fez a vida inteira, e faz, é indigno. Quanto ao PT, só posso dizer que foi um dos maiores enganos de minha vida.

Que bom seu comentário aqui no meu Blog! Venha sempre!

:)

Maya

observa hoje disse...

cara maya,
gostaria de comentar que o maranhão é um estado tão soberano qnto o seu estado. Além do mais vc não conhece bem o maranhão e nem os maranhenses e ludovicenses... na política tanto no ma e/ou no rj há ladrões.Nosso povo tem seu valor que é mais soberano ainda e vc não fala com paixão de nosso povo (brasileiro)vc esqueceu do principal .

UM ABRAÇO

ronaldoallyson
5598 81766373
ronaldoallyson@aim.com

Mayalu Moreira Felix disse...

Prezado Ronaldo,

Obrigada por visitar meu Blog. Sua leitura de meu texto não compreendeu o que eu quis ressaltar: o Maranhão é um estado desassisitido, praticamente abandonado pelos seus políticos, e quem paga por isso é o povo.

Eu sou maranhense, meus pais e avós são maranhenses e eu moro no Rio de Janeiro, neste momento, por conta de uma pós-graduação que estou fazendo. Mas local de moradia fixa e meu trabalho são no Maranhão. Se escrevi tudo isso, não foi para humilhar o Maranhão, muito pelo contrário: meu objetivo é chamar a atenção para o fato de que o Maranhão padece de miséria há anos e ninguém realmente se importa com isso. Sou maranhense, mas não sou cega. Enquanto os maranhenses enxergarem o estado com a lente do bairrismo, vamos continuar a sofrer. É preciso abrir os olhos, para mudar.

Meu objetivo, com esse texto, foi chamar a atenção do leitor, para que a consciência de cada um seja incomodada. Um estado que apresenta os piores índices de saúde e educação do Brasil e, ao mesmo tempo, alguns dos políticos mais ricos e influentes do país, tem que despertar algo mais que a pena dos outros.

Um abraço,

Maya

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