Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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11 de ago de 2009

quosque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?

Dizem que algumas coisas são cíclicas. Pode ser. Alguns falam em maldição sobre o Brasil. Pode ser. O fato é que eu não tenho como suportar mais todo o lixo que eles me jogam. Até quando? Há mais de dois mil anos o senador Cícero, discursando entre seus pares no Senado romano, perguntava: "Até quando?"

As Catilinárias (em latim In Catilinam I-IV) são uma série de quatro discursos célebres de Cícero, o consul romano Marcus Tullius Cicero, pronunciados em 63 a.C.Mesmo passados dois mil anos, ainda hoje são repetidas as sentenças acusatórias de Cícero contra Catilina, declaradas em pleno senado romano:


Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda esse teu rancor nos enganará? Até que ponto a (tua) audácia desenfreada se gabará (de nós)? (Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?).[1]


O primeiro e o último destes discursos foram dirigidos ao senado de Roma, os outros dois foram proferidos diretamente ao povo romano. Todos quatro foram compostos para denunciar explicitamente Lúcio Sérgio Catilina.

Falido financeiramente, Catilina, filho de família nobre, juntamente com seus seguidores subversivos, planejava derrubar o governo republicano para obter riquezas e poder. No entanto, após o confronto aberto por Cícero no senado, Catilina resolveu afastar-se do senado, indo juntar-se a seu exército ilícito para armar defesa.

No ano seguinte o rebelde falhado caiu, vindo a morrer no campo de batalha. (Wikipedia)


Nada mais atual que as providenciais perguntas de Cícero. Estamos todos fartos. Estamos até aqui de Lula e Sarney. Não suportamos mais tanta mentira, tanto roubo, tanta iniquidade. Tenho nojo de vocês, senhores senadores brasileiros, que contemporizam com a mais imunda latrina moral e deixam o povo na miséria, morrendo ao largo. Para que um Renan vomite suas palavras, quantas crianças estudarão em chiqueiros públicos? Para que um Collor desfie seu cinismo, quantas Alagoas terão de perecer? Para que um Sarney viva, quantos brasileiros morrerão na miséria? Para que um Arthur Virgílio seja inocentado, quantas casas ficarão sem esgoto? Até quando? Até quando os traficantes, os assaltantes e os assassinos dominarão nossas cidades, enquanto V. Exas. têm guarda-costas e aviões particulares? Até quando o Brasil viverá mergulhado na violência, na sujeira, na miséria e no descaso, para que V. Exas. tenham suas Fundações, TVs, Rádios, Fazendas e contas no exterior?


Vejam e ouçam. Para isso, é só ir à caixa Maya_musique, na coluna da esquerda, mais abaixo, e clicar em "pause". Depois venha aqui e clique em "play". Experimente ver na segunda passagem, é sempre melhor. Música: a sempre atual "Que país é este?", do Legião Urbana. E acessem: www.forasarney.com Neste sábado, dia 15/08, saia de casa e pergunte: ATÉ QUANDO?

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