Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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8 de dez de 2009

raquel coimbra critica silas malafaia mas rouba ideia de teórico da semiótica


MINHAS CONSIDERAÇÕES: Antes de você ler o texto, caro amigo, é preciso que eu esclareça: a crítica é correta? Sim. Mas o artigo, mal escrito, e a análise, excessivamente curta, comprometem a ideia central. Além disso, e é o que me parece mais grave, a autora utiliza conceitos de A.-J. Greimas e não cita o autor, nem mesmo entre parênteses. Isso tem nome, chama-se desonestidade intelectual. Não que a obra de Greimas seja prejudicada pela autora, mas quem está no mundo acadêmico sabe que isso é plágio, e é considerado crime. Raquel lesa a autoria de Greimas, age desonestamente, e seu propósito de criticar o comportamento de Silas Malafaia fica ofuscado, em meu entendimento, pelo seu procedimento desonesto e pouco transparente. Cheguei a escrever um comentário e enviar para o blog Genizah, onde o artigo foi originalmente postado, mas meu comentário não foi publicado, o que também me decepcionou.  Meu comentário, que não publicado na postagem do Genizah, segue abaixo:


Vocês poderiam pelo menos ter publicado aqui o link do texto e a bibliografia da brilhante análise, tendo em vista que a autoria dessa teoria semiótica de base não é da Raquel, que pena, mas do Greimas. Desculpem-me, mas isso é o mínimo que se espera de qualquer publicação. Faltou aqui, tanto na análise minimalista quanto nos créditos inexistente, o bom perfume da honestidade acadêmico-científica. E em que universidade leciona a professora, aliás? Eu peço: se quiserem publicar qualquer coisa, não precisam citar a fonte. Mas, se quiserem citar ideias de outras pessoas, pelo menos coloquem o link de origem. Ou uma bibliografia mínima. Espero que o pessoal da USP não veja este “artigo”. Eles ficariam tristes com a falta de respeito à obra do Greimas.


Para entender porque Raquel Coimbra age desonestamente ao deixar de citar a fonte das ideias que guiam sua análise, clique aqui e leia o artigo Semiótica e Mídia, de Adenil Alfeu DOMINGOS (Unesp/Bauru), Maria Lúcia Vissotto Paiva DINIZ (Unesp/Bauru) e Valdenildo dos SANTOS (PG - Unesp/Assis): http://webmail.faac.unesp.br/~mldiniz/publicacoes/capitulo002.html


***



Resultado de um discurso manipulador


Raquel Coimbra


Desde que Silas Malafaia e Morris Cerrulo lançaram a “campanha da Unção Financeira dos R$ 900,00”, diariamente, é possível assistir Malafaia, em seu programa de TV, comemorando o RESULTADO POSITIVO das arrecadações. Segundo ele, dívidas foram pagas, congressos foram realizados e etc e etc.

É bom refletir sobre esse resultado! O que levou Malafaia a lucrar tanto assim? A resposta não é tão difícil de ser encontrada. Na verdade, o lucro financeiro é resultado de um “discurso” extremamente MANIPULADOR.

Não há como negar que a principal ferramenta de trabalho dos falsos mestres sempre foi e continua sendo a linguagem.

Os mercenários da fé apresentam-se como “senhores” do saber, dotados de uma “revelação especial”, quando na verdade não passam de meros sujeitos da linguagem, que vivem a apresentar suas ideologias. Essas ideologias, por sua vez, são apenas vãs filosofias.

É perfeitamente dispensável realizar, neste momento, uma análise discursiva profunda, impregnada de citações lingüísticas, haja vista que o objetivo principal desta abordagem é promover a reflexão. O que se pretende aqui é permitir que pessoas, mesmo que não estejam habilitadas a realizar uma análise textual, sejam capazes de perceber que determinados elementos do discurso estão nitidamente presentes nas “falas” de Malafaia e Cerullo conforme o vídeo a seguir:








Um discurso (verbal ou escrito) pode conter inúmeros tipos de manipulação. No caso deste apresentado no vídeo é possível perceber, claramente, pelo menos três:

1) SEDUÇÃO

Silas: “ ‘Crede nos meus profetas e prosperareis’ é o que diz a Bíblia. Então, escute o que o homem de Deus está falando com você. Tenho certeza de que Deus vai mudar a sua história e a história de sua família, a história de negócios, de posições na sociedade. Isso é muito importante!”

Cerullo: “Nesses últimos dias eu tenho uma unção especial que eu vou liberar sobre o meu povo. Algo que eu nunca, jamais, fiz antes. Eu vou liberar sobre eles uma unção financeira! Eu quero te dizer hoje: algo que nunca aconteceu antes na tua vida vai acontecer aqui, hoje, neste programa. Eu vou pedir em poucos minutos para Deus liberar a unção financeira sobre a tua vida”.

Silas e Cerullo levam seus telespectadores a fazer algo (ofertar) porque manifestam um juízo positivo sobre a competência do público, ou seja, mostram as “vantagens” de realizar o que eles estão solicitando.

2) TENTAÇÃO

 Cerullo: “Existe um telefone aí na tela agora mesmo. Se você quer que Deus te dê a unção financeira dos últimos dias, eu quero que você pegue esse telefone, quero que você faça um compromisso para você semear R$ 900,00.”

Notem a condição para receber: “ Se você...”. Neste caso, o manipulador Cerullo propõe aos telespectadores (manipulados) uma recompensa. Ele deixa claro que se quiser receber a “unção financeira” terá que ofertar R$ 900,00.

3) PROVOCAÇÃO

Cerullo: “E você diz: ‘Morris Cerullo, nunca fiz isso na minha vida’! Será que Deus já fez uma promessa a você e essa promessa não foi ainda cumprida? E você está sentado na poltrona da sua sala e diz ‘Sim, Deus tem feito promessas para mim, mas elas nunca foram cumpridas’!”

Mais uma vez Cerullo impele o público a ofertar. Porém, desta vez, ele exprime um juízo negativo a respeito da competência dos manipulados ao mencionar que existem “promessas que nunca foram cumpridas”.

Diante do que foi acima exposto, mais uma vez, fica evidente a enorme facilidade que o ser humano tem de se dobrar frente aos apelos sedutores, tentadores e provocadores. Por outro lado, as verdadeiras ovelhas que estão seguindo a Jesus Cristo não dão atenção aos discursos manipuladores, por mais intensos que eles sejam.
De qualquer forma, é muito melhor, mais vantajoso e mais saudável lembrar sempre das palavras de Jesus Cristo, nosso Mestre Amado:

“O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas vai adiante delas e estas o seguem, por que conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos.” (João 10.3-5)



***


Raquel Coimbra é professora e reside em Amparo/SP.


***


FONTE: blog Genizah








2 comentários:

Pr. Marcos Crecchi disse...

Graça e paz filha do eterno. Descobri esse blog de grande relevância, já me tornei seguidor,quanto ao plágio do texto, nada mais é de que miséria humana.

Maya Felix disse...

Caro Pastor,

Obrigada por seu comentário valioso e encorajador. Acho lamentável que alguns encorajem esse tipo de atitude desonesta, dessa moça, simplesmente para criticar o Silas Malafaia. É como o cara que mata para protestar contra a guerra: que serventia isso tem? Que bom que não estou sozinha. Obrigada, também, por visitar meu blog e me seguir.

Um abraço,

Maya

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