
Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)
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28 de nov. de 2008
novo Blog novo

Meme: desejos...

- Fundar um abrigo para animais de rua;
- Abrir uma pousada em alguma praia do Brasil;
- Passar férias na Polinésia Francesa e no Alasca;
- Atuar no campo missionário na África e na Europa;
- Tornar-me vegetariana;
- Voar de asa delta e saltar de pára-quedas;
- Ter uma grande família grande;
- Morar em um sítio/uma chácara e ter uma horta, criar galinhas, ter cachorros, pomar, cabras etc.
***
Passo este Meme para:
- Altair Germano http://www.altairgermano.blogspot.com/
- Edemir Antunes http://edemirantunes.blogspot.com/
- Juber Donizete http://juberdonizete.blogspot.com/
- Elizeu Rodrigues dos Santos http://sementetransgenicadoevangelho.blogspot.com/
- Aos escritores do Stay Freak http://stayfreak.blogspot.com/
- Paulo Silvano http://sinergismo-sinergismo.blogspot.com/
- Aos escritores do Geração que Lamba http://gqlgeracaoquelamba.blogspot.com/
- Pastor Zico http://pastorzico.blogspot.com/
***
Meus agradecimentos ao pessoal do Blog Celebrai!
frases
a catástrofe dos Cursos de Letras

Artigo de Marcos Bagno publicado na revista Caros Amigos, edição de novembro de 2008.
Marcos Araújo Bagno (Cataguases, 21 de agosto de 1961) é um professor, linguista e escritor brasileiro. É professor do Departamento de Lingüística da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, tradutor, escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados,[1] entre literatura e obras técnico-didáticas.
Atua mais especificamente na área de sociolingüística e literatura infanto-juvenil, bem como questões pedagógicas sobre o ensino de português no Brasil.
***
Mais um artigo da série "verdades que ninguém quer ver"...
esta é a "libertação" do Maranhão

contra o aborto
ENVIE UMA MENSAGEM DE FELICITAÇÕES AO PRESIDENTE DO URUGUAI TABARÉ VAZQUEZ PELA EXCELENTE JUSTIFICAÇÃO DE SEU VETO: presidente@presidencia.gub.uy Vázquez, de tendência socialista, é líder da principal coalizão de esquerda do país, a Frente Amplio. Vázquez foi eleito presidente em 31 de outubro de 2004 e teve sua posse realizada em 1º de março de 2005, tornando-se o primeiro presidente de esquerda da história do Uruguai.
26 de nov. de 2008
desejos...

• Escrever uma lista com oito coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui;
• Passar o meme para oito pessoas;
• Comentar no blog de quem lhe passou o meme;
• Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação";
• Mencionar as regras.
Então, como diria uma amigo meu, "lai vai" meus desejos [do William!], antes de virar (ou de voltar ao) pó:
Ser um pastor de almas e não de coisas;
Ser o melhor marido do mundo;
Ser o melhor pai do mundo;
Ler mais 1.0000 de livros;
Escrever sobre tudo que puder, para ajudar o meu próximo;
Ser um amigo íntimo de Deus;
Ver o Palmeiras campeão do mundo;
Viver abundantemente.
Teo [Bicho de Rondônia]
Éverton Vidal [Re-Novidade]
Nani [Nani e a Teologia]
Profº Maurício [Práxis Cristã]
Laion Monteiro
Maya [Blog da Maya]
Martins [Cabeça de Crente]
meu brasil brasileiro
Além de os ataques sexuais serem causados pela pobreza, o processo de degradação familiar está ligado à qualidade de informações que as crianças e adolescentes recebem pelos meios de comunicação.
“Na hora em que a família entra num processo de degradação que passa pelo econômico, passa pelo social mas passa pelo que ela vê na televisão 24 horas por dia. Quem tem televisão a cabo, sabe do que falo. É sexo e violência de manhã, de tarde e de noite. Quantos programas culturais temos nas televisões para que as crianças possam ver às 7h, às 10h, ao meio-dia, 14h, 18h?”, questionou Lula.
Relatórios mostram que urnas eletrônicas foram violadas, mesmo depois de lacradas
25 de nov. de 2008
Patricia Neme denuncia o descaso do governo federal em relação à lepra.
O médico abriu o envelope da eletroneuromiografia e num misto de alívio e preocupação, disse-me: Hanseníase neural, em estágio avançadíssimo. Ali findavam dois anos e meio de peregrinação a consultórios das mais variadas especialidades, sem que se obtivesse qualquer resultado (e quantas vezes outros profissionais me encaminharam a psicólogos, psiquiatras. Só ele acreditava que havia algo mais sério). Tantos exames ,tantas quedas súbitas, causando uma interminável quebradeira de ossos. Dali, fui ao dermatologista e, em seguida, ao posto de saúde, onde já iniciei a poliquimioterapia (PQT).
Apesar de há muito não receber uma visita pastoral ou resposta aos meus e-mails e telefonemas, diagnóstico na mão, procurei o pastor da minha igreja, na pretensão de que ele entendesse a razão da minha rara freqüência aos cultos, pois mal conseguia andar, tinha dores intensas nas pernas e braços, muita dor de cabeça.
O que você deseja que façamos por você? Quero sua unção e sua bênção, tudo o mais está resolvido.
Recebi a unção e a bênção. E nunca mais tive notícias dele. Afinal, se a arca da aliança ficou três meses na casa de Obede-Edom e lhe resolveu a vida, eu passara quase 3 anos indo de mal a pior... E agora, uma lepra!
Aderi à igreja virtual e Silas Malafaia tornou-se meu pastor durante o meu caminhar pelo vale do sofrimento; e só Deus sabe o quanto ele me pastoreou. Deus o abençoe!
Lepra... Mudaram o nome para hanseníase, é mais chique. Mas é lepra, mesmo.
Sempre me julguei muito culta e na minha ”elevada sabedoria”, isso pertencia ao Antigo Testamento. A transição daquela época, a 2007, foi difícil, mas comecei a conhecer o mal silencioso que assola o país, responsável por 90% dos casos em todo o continente americano e o segundo no mundo em número absoluto de portadores, só perdendo para a Índia, que tem uma população cinco vezes maior do que a nossa. O que será que realmente fizeram com a CPMF, se até a PQT nos é doada por uma ONG holandesa?
Causada por um bacilo denominado mycobacterium leprae, a hanseníase compromete a pele e os nervos e a transmissão ocorre pelas vias respiratórias. Seus sintomas são manchas ou lesões cutâneas esbranquiçadas ou avermelhadas, com sensação de queimação, ardência, coceira ou perda de sensibilidade; também, placas, caroços vermelhos dolorosos e inchaços no rosto, dor nas articulações , febre, inchaço nas pernas, queda de pelos, além de dor no trajeto dos nervos que passam pelos cotovelos, punhos, atrás dos joelhos e tornozelos, causando a diminuição da força e dormência das mãos e pés. Quanto mais cedo diagnosticada, maiores as chances de o paciente não ficar sequelado.
Porém, para o diagnóstico precoce e a cura, é necessária uma experiência que poucos dermatologistas adquirem, pois a parte cosmética de sua especialização lhes permite maiores lucros; também urgem algumas condutas de suma importância, ou jamais conseguiremos erradicar a hanseníase, em cujas estatísticas não se pode crer, em razão do pouco conhecimento da maioria dos médicos, o que os leva a diagnósticos em direções outras, e do medo da discriminação, que impede muitos portadores de se apresentarem aos postos de saúde, onde as estatísticas são elaboradas.
Assim, é preciso:
- que o Ministério da Saúde faça campanhas elucidativas, para que o próprio paciente tenha a chance de reconhecer seus sintomas e busque um médico, ao percebê-los; e nossas igrejas, que realizem palestras sobre o tema;
- que as faculdades de medicina dediquem um espaço maior no currículo para as doenças negligenciadas (hansen, malária, tuberculose, p. ex.), num ensino mais voltado à identificação dos sintomas e não apenas ao procedimento de cura da doença, principalmente porque a hanseníase pode ser confundida com várias outras enfermidades;
- que os Conselhos Regionais de Medicina promovam constantemente cursos sobre o tema, já que a situação no país é crítica e ainda existem médicos crendo que a lepra está erradicada no Brasil;
E outros dois aspectos não podem deixar de ser mencionados, dada à importância que exercem na vida dos pacientes:
- o descaso dos peritos do INSS, que desconsideram totalmente relatórios médicos dos profissionais que nos acompanham, sempre alterando diagnósticos segundo sua inspiração momentânea (um perito “mudou” meu laudo para osteoartrose e outro, para depressão... No caso da lepra neural, a boa aparência do paciente é traduzida em saúde total e desconhecem que a clofazimina, que faz parte da PQT, realmente nos deixa com ótimo aspecto; bronzeados – porém, sempre vale lembrar que o corticóide, que elimina as neurites, por si só já nos metamorfoseia, pois retém líquido e gordura, o que nos engorda, muitas vezes, até à deformidade);
- a ignorância de muitas igrejas (principalmente evangélicas), que rejeitam tratamentos porque Jesus cura e ousam afirmar que a lepra é um castigo de Deus a quem muito peca (ouvi isso de um pastor. De outro, que eu deveria parar com o tratamento, pois tomar a PQT demonstrava a minha pouca fé). Já somos alertados em Oséias 4,6; que padecemos por falta de conhecimento. Até quando seguiremos com essa insanidade? Infelizmente, as igrejas, que deveriam esclarecer e combater o preconceito, são as que mais o incentivam – e não só contra o leproso, mas contra outras crenças ou posturas de foro íntimo... Quantas guerras são travadas por essa prepotência de exercer o julgamento que só cabe a Ele?
Deus cura? Cura. No tempo d’Ele e através de diferentes formas; ou não existiria a medicina. Ou, não cura (alguém se lembra do apóstolo Paulo?); por motivos que Ele conhece. E, se Ele conhece, isto basta!
A lepra é um processo muito, muito sofrido, que aumenta com o desconhecimento dos médicos sobre a doença, o que não lhes permite que nos orientem de melhor forma em relação às reações colaterais do tratamento (quase morri em função da dapsona, já que sou alérgica à sulfa); ninguém explica sobre a necessidade de acompanhamento por um gastro e outros especialistas, pois a PQT pode causar hepatite, como causa anemia, catarata e problemas renais, um roteiro que percorri todo. E agiganta-se, quando tememos a dor da discriminação, do absurdo julgamento daqueles que deveriam nos acompanhar espiritualmente.
Pela misericórdia, e pela facilidade de acesso a meios de informação, tive a felicidade de encontrar o Portal da Hanseníase, um trabalho abnegado e altamente profissional, voltado a ministrar cursos online a profissionais da área da saúde e a esclarecer dúvidas de portadores:
Mas e quem não dispõe desse recurso? E as pessoas mais simples, perdidas no labirinto da impaciência do sistema público de saúde?
É por elas que estou aqui.
Porque quero lhe convidar a que se informe sobre esse mal; que não nos contemple com reservas ou se assuste com nossas seqüelas, que são apenas físicas; pior seria se fossem morais. Que nos ajude a buscar informações e se ponha ao nosso lado nessa luta por uma cidadania verdadeira, já que somos considerados produto da miséria e da imundície; mas esses conceitos podem abranger amplos sentidos, tão alheios ao real querer e viver dos portadores...
Eu tenho lepra, você tem diabetes, há quem tenha câncer.
Somos todos merecedores de respeito, tratamento digno e fraterno.
Se assim for, só nos contagiaremos de amor. Daquele que eleva e constrói. E cura!
Pense nisso. E que o Senhor nos abençoe e guarde.
.
Patrícia Neme
24 de nov. de 2008
legalização do aborto no Brasil em debate

Desde 1980, o Projeto Tamar protege a vida das tartarugas marinhas. É um esforço louvável em prol da vida. Nas áreas de desova, são monitorados 1.100 km de praias todas as noites durante os meses de setembro a março, no litoral, e de janeiro a junho, nas ilhas oceânicas, por pescadores contratados pelo TAMAR. São chamados tartarugueiros, estagiários e executores de bases. São feitas a marcação e a biometria das fêmeas, a contagem de ninhos e ovos. A cada temporada, são protegidos cerca de catorze mil ninhos e 650.000 filhotes.
Se alguém destruir algum desses ninhos ou apenas um único ovo de tartaruga, sim, unzinho só, comete crime contra a fauna, espécie de crime contra o meio ambiente (Lei nº 9.605/93).
O Projeto nº 1.135/91, que legaliza o aborto, é inconstitucional, pois, atropela o princípio da inviolabilidade da vida, prescrito pelo artigo 5º da Constituição Federal, ao legalizar o assassinato de crianças no ventre da mãe. É, reitero, um verdadeiro Projeto Matar. Mas, dirão os defensores do aborto: a ciência não sabe quando começa a vida. Respondo: é imprescindível comunicar o Projeto Tamar desse fato, assim, não será preciso gastar tanto dinheiro do contribuinte à toa, defendendo ovos de tartaruga. Será necessário descriminalizar o aborto de ovos de tartaruga. Será que alguém terá, ainda, a coragem de me objetar que, no caso das tartarugas, é diferente porque elas não têm liberdade de escolha? Então, viva a liberdade!
O Dr. Procurador preferiu discutir a questão no campo religioso, tecendo loas ao Papa João Paulo II, o Papa da morte. Obviamente, na medida em que condenava o uso do preservativo masculino, permitindo apenas a abstinência (quem poria seu próprio pescocinho sob a guilhotina, apostando que os jovens se abstêm de sexo?), auxiliou o crescimento do contingente contaminado com HIV. João Paulo II conhecia bem a sociedade do espetáculo, tendo-o preparado para seu enterro. Irmão gêmeo, em idéias, do então presidente da congregação e hoje Papa Bento XVI, sabia sobejamente que sua obra teria continuidade por muitos e muitos anos.
Que democracia haverá se a maioria puder estabelecer quando, como e em que circunstâncias uma minoria poderá morrer? Será que a decretação da morte de outrem é só matéria de foro íntimo? É só matéria religiosa? Não, o enfoque é multidisciplinar. A misteriosa vida escapa à pretensão iluminista de redução à res extensa. Aliás, essa tentativa reducionista do ser vivo à matéria morta só poderia desaguar na “cultura da morte”.
A senhora doutora socióloga, autora de doze livros, contudo, propõe o aborto, “quando a gestante rejeite a gravidez ou não tenha condições de criar seu rebento”. Traduzindo: o direito à liberdade da gestante pode determinar a morte do nascituro e a avaliação negativa e subjetiva da gestante sobre um fato econômico pode impor, objetivamente, a extinção do ser humano não nascido.
No tocante ao direito à liberdade, em primeiro lugar, é preciso salientar que os direitos são hierarquizáveis. Posso ter vida sem liberdade, mas nunca liberdade sem vida. Portanto, o direito à vida é superior à liberdade. Ao Estado cabe reconhecer o direito à vida, impedindo que a liberdade de um possa acarretar a morte de outrem. Só são admitidas as hipóteses de legítima defesa e de estado de necessidade, mas aí, concorrem diretos à vida. Como afirmar, então, que o direito à vida é apenas uma questão de foro íntimo?
Grave é a subordinação da decretação da morte ao fato econômico. Pior ainda, não ao fato, mas à avaliação subjetiva da gestante sobre uma situação econômica. Ora, se a vida do ser humano pode ser aniquilada pela avaliação subjetiva da situação econômica, já estamos numa fase em que os “parasitas sociais” poderão ser aniquilados. Alguém, e não vou dizer quem para não ofender, asseverava em seu livro e depois o implementou: o ser humano só tem direito a viver se puder se sustentar.
A senhora doutora socióloga, autora de doze livros, para me censurar, pretende que “o objeto da nossa discordância situa-se na área das gigantescas disparidades socioeconômicas vigentes na sociedade brasileira”. Esse é mais um dos solilóquios. Vamos, então, tocar o dedo na ferida. As diferenças gritantes a que alude, constituem fatos notórios. A questão é que, depois de apontar um fato notório, o “óbvio ululante”, e sugerir, enganosamente, que eu o estava negando, o que faz ela? Afirma que as ricas não morrem, porque “há centenas de clínicas muito bem aparelhadas para fazer abortos em condições de total assepsia”. Cobram caro, porque “não deve ser barato um aparato de sucção para extrair um feto”. As pobres morrem ou tem seqüelas, porque não dispõe de dinheiro. Conclusão: aprove-se o aborto.
Pois bem, um dos primeiros documentos históricos da Igreja, a Didaqué, primeiro catecismo Cristão, datado de 90-100, ensina: “Não matarás criança por aborto, nem criança já nascida”. “O caminho da morte é…dos assassinos de crianças”. O princípio sempre foi ensinado. Só que não havia certeza quanto ao início da vida. Apenas com Karl Ernest von Baer, pai da embriologia moderna, em 1827, é que ficou assentado que o início da vida ocorre na concepção. Assim, antes disso, havia dúvida e, por isso, embora firmado o princípio, não havia certeza quanto ao momento.
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