Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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3 de mar. de 2009

reinaldo azevedo



O "Eu poético" de Tarso Genro e seu senso de justiça

Alguns leitores me pedem que republique um pequeno ensinamento sobre o que vem a ser o "Eu poético" num poema. Ok. Segue conforme o publicado no dia 6 de abril do ano passado:
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Esta sai com a ajuda de um leitor. Para quem não tem intimidade com a área, uma explicação: o “eu poético”, num poema, é quem nele se pronuncia, também chamado de “eu lírico”. Vejam estes versos do português Mário de Sá-Carneiro em Dispersão:
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Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
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Ainda que este “eu” possa ser Sá-Carneiro, isso não tem importância. O “eu”, ali, é o “Eu Poético”. Agora vejam este exemplo de um poema de Tarso Genro, ministro da Justiça:
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"Quanto te esperei e quanto sêmen
inútil derramei até o momento"
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É um caso genuíno de “Eu Punhético”.
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Para completar, segue trecho de outro post de 10 de fevereiro do ano passado:
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Mas não é só esse Tarso cheio de amor pra dar que enriqueceu a língua. Também temos notas, assim, plenas daquele lirismo cotidiano, que deixaria Adélia Prado em estado de choque:
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"A vovó Cacilda parecia uma patinha
e a vovó Julica elétrica e risonha
conversava com lagartos"
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Não sei. Não creio que alguém antes tenha associado a própria avó a uma pata. Um pequeno passo para o verso, mas um grande salto para a psiquiatria.
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E Tarso também sabe dispensar adjetivos e firulas para produzir o verso seco, à moda João Cabral, cortante mesmo:
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"Em Cuba planta-se cana"
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Por que isso tudo? Exijo a volta de Tarso Genro à poesia. Seus versos ainda são melhores do que seu senso de justiça.
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NOTA: Cá entre nós, que grande injustiça com a poesia comete o sr. Reinaldo Azevedo em um tão singelo comentário!

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A HORA DOS HOMICIDAS. OU: "A CNBB, a OAB e o capeta"


Imaginem a seguinte situação:Uma entidade legal de defesa de proprietários rurais — NÃO ME REFIRO A PISTOLEIROS A SERVIÇO DE GRILEIROS — mata, com tiros nas pernas, na cabeça e no rosto, quatro invasores de terra. Ouvido, o representante dessa entidade diz: “O que matamos não foram pessoas comuns. Eram invasores violentos".
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- Qual teria sido a reação do ministro da Justiça?
- Qual teria sido a reação dos colunistas humanistas?
- Qual teria sido a reação dos congressistas?
- Qual teria sido a reação da OAB?
- Qual teria sido a reação da CNBB?
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Mas o que se deu foi outra coisa. Um movimento sem existência legal, o MST, executou quatro seguranças que garantiam uma reintegração legal de posse. E o que temos?
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- O ministro da Justiça não vê excesso de violência, mas "arrojo".
- Os colunistas humanistas acusam preconceito contra o MST, embora admitam que assassinato seja crime (como são ousados!).
- A reação no Congresso é de uma timidez vexaminosa.
- A OAB não soltou um pio. Seu presidente, Cezar Britto, estava ocupado em condenar o embargo a Cuba, onde havia participado de um encontro internacional de advogados trabalhistas... Pra que serve advogado onde não há estado de direito? Britto um dia satisfaz essa nossa curiosidade.
- A única voz que se ouviu foi a dos bispos de passeata. E eles saíram em defesa do MST. Os religiosos preferiram criticar o ministro Gilmar Mendes. E isso torna essas autoridades católicas cúmplices morais da morte dos quatro Silvas.
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Reitero: quem silencia diante dos cadáveres e ataca o presidente do STF (que cobrou o cumprimento da lei) é nada menos do que isto: CÚMPLICE MORAL DE HOMICIDAS. Tanto pior quando vestem batina porque conspurcam também uma religião. O DIABO SEMPRE RONDA AS VIZINHANÇAS DE DEUS. E, às vezes, entra no seu quintal. Quando li a opinião da CNBB, disse cá comigo: "Sai, capeta!". Ah, sim, dr. Britto: o socialismo é o capeta da democracia. Tribunal em Cuba é paredão, companheiro!
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ministro da (in)Justiça



Não vejo aumento da violência. O que ocorre é a mobilização de movimentos sociais em determinadas circunstâncias de maneira mais arrojada.

Frase lapidar do ministro da Justiça, Tarso Genro, em entrevista de 03/03/2009, sobre o assassinato de quatro pessoas em São Paulo, na semana passada, pelo MST.

Não dá mais. O Brasil, decididamente, nada na impunidade. E com as palmas do ministro da (in)Justiça. Ninguém é punido: nem mensaleiro, nem assassino do MST, nem traficante, nem ladrão: é o país da injustiça. A polícia até prende, mas depois o juiz solta. E solta quem pode pagar um advogado e entrar nos meandros das mancas leis brasileiras, que se contradizem em seus efeitos. Multiplicam-se, no Brasil, diariamente, os roubos, furtos, invasões, assassinatos, estupros, abortos e atos ilícitos de toda ordem. São poucos os que vão presos. O sistema prisional agoniza: não educa, não ajuda, não pune; é um elefante branco ineficaz que propicia a corrupção e o crime com dinheiro público. O Judiciário anda entulhado de processos. A Lei é falha, cheia de possibilidades para que seja burlada. O Código Penal está ultrapassado. O Governo Lula arrota grandeza, mas não impulsionou nenhuma Reforma: nem a política, nem a do judiciário, nem a tributária. No final das contas, é o governo das "bolsas", do grande curral eleitoral espertamente criado e mantido pelo Lula - com o nosso dinheiro. Hospitais e escolas públicas de boa qualidade ainda são sonhos distantes do povo, entretanto.

Além de tudo isso, o Governo Lula recebe Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas. Recebemos membros das FARC, que hoje, incliusive, trabalham no Governo Federal. E ainda querem receber uns ex-prisioneiros de Guantánamo. Bom, a Europa não os quer, porque eles são perigosos (sabem como é, são terroristas...), mas o Governo do PT... Já o pobre diabo cubano, que nunca matou uma mosca, foi deportado sem meias-palavras. Agora anda dizendo por aí que Lula ofereceu asilo a ele, mas ele queria, mesmo, era voltar para sua amada Cuba. Queria tanto que hoje está em Miami. Mas tem família em Cuba. Ou seja: pode estar sendo pressionado a desdizer o que já afirmou. Sabe lá o que esse povo não faz para não chocar a opinião pública, eleição bem aí...

Ah, e tem o PMDB pintando e bordando, abocanhando milhões com seus gordos cargos no governo do PT. Tem o PT punindo deputados que são contra o aborto, naquela ampla "democracia socialista" que é o partido... Tem dois profs. de São Paulo reclamando do Editorial da Folha. Devem pensar: "Ah, se estivéssemos numa boa ditadura cubana... o diretor desse jornaleco desrespeitoso não ia ficar nem pra dar tchau pros amigos..." Pois é, reclamam da crítica à ditadura, chamada pela Folha de "ditabranda" (e o trocadilho não é que ficou bom?), mas apóiam a ditadura cubana, em que 100 mil pessoas ou mais foram assassinadas e outras tantas continuam sendo. Apóiam a China, a Coréia do Norte... Nos anos 80 apoiavam a Albânia...

Não dá, né? Custei a entender que ninguém pode justificar assassinatos em nome de uma causa que supostamente beneficiaria um grupo, não importa qual seja. Ditadura de direita não é boa, mas ditadura de esquerda é também ruim. Em nenhum país dito socialista - repito, nenhum - houve democracia e justiça. O que tivemos, em todos eles, foram ditaduras militares, lideradas também por burocratas cruéis, que suprimiam a liberdade de opinião e expressão, submetiam o povo à fome, à escassez, cerceando-lhe a liberdade de ir e vir, de ser oposição, de criticar as decisões dos governantes. E AGORA VÊM ESSES DOIS PROFESSORES DE QUINTA CATEGORIA (me desculpem, leitores, eu não agüento essa hipocrisia), QUE APOIAVAM E APÓIAM ESSES REGIMES, ESSAS DITADURAS, CRITICAR UM TEXTO QUE AFIRMA TER SIDO A DITADURA BRASILEIRA BRANDA, SE COMPARADA ÀS DEMAIS DA AMÉRICA LATINA? Como disse o Reinaldo Azevedo, a ditadura foi mais amena, o que não quer dizer que tenha sido boa. O próximo editorial da Folha precisa ser desenhado...

No final das contas, amigos, só sei de uma coisa: PT e esquerdalha, nunca mais.

2 de mar. de 2009

vale a pena acompanhar este Blog!


Com muita alegria nosso Blog recebeu o selo "Vale a pena acompanhar este Blog", concedido pelo querido Márcio Melânia, do Blog Notícias Cristãs. O selo é este, e nós, continuando este caminho, o concedemos aos seguintes Blogs:

  1. Blog do Reinaldo Azevedo: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
  2. Blog do Pastor Julio Soder: http://prjulio.blogspot.com/
  3. Blog do Pastor Arthur Eduardo: http://artureduardo.blogspot.com/
  4. Blog do Pastor Juber Donizete: http://juberdonizete.blogspot.com/
(Coincidência, os donos dos Blogs que eu escolhi são todos pastores - menos o Reinaldo Azevedo.)

1 de mar. de 2009

juber donizete


Santidade e Hipocrisia

No meio cristão há doutrinas, que além de não serem bíblicas, são também o que chamo de Mães da Hipocrisia. E por quê? Primeiro, porque em tais doutrinas tem-se um conceito muito limitado de pecado. São aquelas doutrinas que afirmam que o verdadeiro cristão nunca peca e se pecar é porque nunca nasceu de novo.

Somente quem não conhece a santidade de Deus e a natureza humana é que pode afirmar tais doutrinas. Em tais perspectivas doutrinárias, se garante que o crente não peca porque para elas o conceito de pecado está limitado apenas à área do comportamento moral-sexual. Ora, em tais casos, se o irmão ou a irmã não adulteram e não se prostituem, então não pecam!

Todos nós sabemos que este era precisamente o princípio que governava a estreiteza do conceito de pecado dos fariseus. Jesus, no entanto, jamais acusou o “comportamento moral” deles, mas o que eles tinham “dentro de si”(Leia Mt. 23).

De fato, eu sofro quando vejo pessoas afirmarem que é possível a um crente viver sem pecar. Eu creio que a Bíblia ensina que é possível viver sem a “cronificação” da prática do pecado. Isto porque, do ponto de vista da palavra de Deus, o conceito de pecado cobre um campo vastíssimo, e não apenas a área do comportamento moral-sexual.

“Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”.

É interessantíssimo que Jesus ponha todos os males dentro da mesma fonte (o coração), e aumente muito a extensão do pecado que nasce da motivação: vem de dentro e vai do desejo maligno à morte do próximo. Nesta lista temos as motivações sexualmente impuras bem como há pecados do pensamento, da língua, do mau uso do dinheiro, da “esperteza”, da inveja e outros males que só Deus conhece. Quem pode dizer diante de Deus que está “acima” destes dramas da carne, da alma e do espírito?

Ora, no meio cristão, os pecados têm sido relacionados quase apenas à área sexual. E é por esta razão que nós temos empresários que não vão para a cama com suas secretárias, mas que fazem da sonegação o grande negócio de suas empresas e que exploram os seus empregados sem nenhuma convicção de pecado. E se eles dão gordas ofertas para a igreja, nós, pastores, fingimos não saber o que acontece. É também pela mesma razão que há líderes religiosos pregando que não pecam (porque não cometeram adultério na prática), enquanto “derrubam” um colega através de “manobras piedosas” cuja malícia, às vezes, não se encontra nem entre os políticos ateus.

Aqui devemos incluir aquilo que a Bíblia chama de pecados de acepção de pessoas. E deste pecado nenhum de nós se livra. Quem de um modo ou de outro não faz acepção entre pessoa e pessoa, entre ser humano e ser humano, entre um grande líder e um outro que preside algo.

Ora, o equilíbrio bíblico é aquele que diz: “Eu sei que sou um pecador que foi redimido pelo sangue de Jesus, mas que precisa crucificar a concupiscência da carne todos os dias, pois a minha natureza é caída e rebelada contra a Lei de Deus. Por isto, eu preciso andar no Espírito e no amor a fim de que eu não alimente minha natureza caída, ainda que, eu mesmo saiba, que conquanto não viva mais na prática do pecado, eu não me livro de reconhecer, todos os dias, que eu sou pecador e que, por essa mesma razão, peco mesmo quando penso que não peco. No entanto, eu me escondo e me glorio na Cruz de Jesus: onde meu pecado foi pago e de onde eu recebo Graça para purificar meus pecados e receber perdão para as eventuais ou freqüentes contradições do meu ser. No entanto, eu sei que a Graça que me perdoa, é também a Graça que me transforma e santifica. Daí, eu querer e poder viver em santidade, ainda que eu seja um pecador”.

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A propósito do assunto deste lúcido artigo, leia o post A Assembléia de Deus não é corrupta, editorial oportunista e hipócrita do Jornal Pequeno, do Maranhão, de 26/02/2009. Para ler, clique aqui. Sobre isso, a Bíblia diz que O AMOR AO DINHEIRO É A RAIZ DE TODOS OS MALES (1 Tm 6,10). Ah, o grifo em negrito no artigo fui eu quem fiz.

sites úteis

SITES DE INTERESSE GERAL

 

    01Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site Gastarpouco. 

   02Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet: 

   03Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil, por cidade, por faixa de preços, reservas etc.: 

   04Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários: 

   05. Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST: 

   06Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa, chegadas e  partidas: 

    07Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas: 

   08Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar  rua de sua cidade: 

   09Encontre o mapa da rua das cidades, além de localizar cidades: 

   10 Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades: 

   11Caso tenha seu veículo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia informe o fato neste site. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato: 

   12Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou com você no colégio: 

   13Confira os melhores cruzeiros, datas,  duração, preços,  roteiros etc.: 

   14Vacina anti-câncer (pele e rins). OBS: ESTA VACINA DEVE SER SOLICITADA PELO MÉDICO ONCOLOGISTA: 

   15Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar: 

   16Semelhante ao Internet Explorer , porem muito mais rápido e eficiente, este site permite adicionar os botões que desejar, ou seja, é manipulado pelço internauta como ele quer: 

   17Site de procura, semelhante ao GOOGLE: 

   18Site que fornece as horas em qualquer lugar do mundo: 

   19Site que permite fazer pesquisas dentro de livros: 
   www.a9.com 

   20Site que diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral: 

   21. Site que ajuda a conjugar verbos em 102 idiomas: 

   22Site de conversão de Unidades: 
   www.webcalc.com.br/conversões/area.html 

   23Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb: 

   24Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade: 

   25Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercadofinanceiro. Grátis para Pessoa Física: 

   26Site que permite ao internauta falar e ver pela internet com outros computadores, ou FALAR DE SEU COMPUTADOR COM TELEFONES FIXOS E CELULARES EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO GRÁTIS - De computador para computador, voz + imagem. De computador para telefone fixo ou celular: 

   27Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo. 

  
   28.  Site de câmeras virtuais, funcionando 24 hs por dia ao redor do mundo: 

COLABORAÇÃO:  Olavo de Carvalho

ex-missionário e ex-cristão


Após trabalho com índios no Amazonas, missionário evangélico vira cientista ateu

O americano Daniel Everett, 55, negou Deus por duas vezes. Primeiro o Deus literal, cristão, cuja inexistência declarou depois de conviver por décadas com os índios pirahãs, do Amazonas, com o propósito inicial – frustrado -- de traduzir a Bíblia para a sua língua. Depois, o deus dos intelectuais, Noam Chomsky, cuja Gramática Universal, a mais ilustre de todas as teorias linguísticas, passou a ser questionada por Everett justamente por causa de peculiaridades do idioma pirahã.

Professor da Universidade do Estado de Illinois, Everett tem protagonizado nos últimos anos uma verdadeira guerra com os linguistas da escola de Chomsky, os gerativistas.

Ele afirma que seus estudos sobre a língua pirahã -- iniciados em 1977 quando ele veio para o Brasil a serviço da organização missionária Summer Institute of Linguistics, ou SIL-- derrubam a Gramática Universal por uma série de fatores.

O idioma pirahã, diz Everett, não partilha supostos universais linguísticos tidos como essenciais para a Gramática Universal, segundo a qual a biologia humana molda a linguagem e a variação gramatical possível nas diferentes línguas. O principal ponto é a alegada falta de recursividade do pirahã, ou seja, a capacidade de formar frases infinitamente longas encaixando elementos um no outro.

No fim do ano passado, Everett lançou no Reino Unido o livro "Don't Sleep, There Are Snakes" ("Não Durma, Aqui Tem Cobra"), no qual desenvolve mais amplamente, para o público leigo, sua tese.

A obra vai muito além da linguística. Ele narra sua trajetória de três décadas entre a tribo, uma verdadeira saga que envolveu mudar-se com a mulher e três filhos pequenos dos EUA para o meio da selva, uma crise de malária que o fez remar por horas e viajar por dias de barco para salvar sua mulher (que insistia para ficar na aldeia, esperando que Deus a curasse) e ameaças de morte. E todo o processo que o fez se transformar de missionário evangélico em cientista ateu.

É cedo para dizer se as ideias de Everett representam um golpe mortal para a teoria chomskiana. (Não seria de todo impensável: o próprio Chomsky protagonizou um episódio desses, quando pôs abaixo em 1959, com um único artigo, toda a psicologia behaviorista de B. F. Skinner.) "Don't Sleep, There Are Snakes" não avança nesse sentido.

No entanto, é um livro que precisa ganhar logo uma versão brasileira, por conta do olhar perspicaz de Everett sobre a vida na Amazônia.

Enquanto militares e ministros do Supremo discutem se as terras indígenas representam perda de soberania sobre a floresta, Everett e outros "gringos" que escrevem bons livros a respeito da região acabam por internacionalizá-la metaforicamente, ao aproximá-la do coração e da mente de seus leitores... em inglês.

De seu escritório em Illinois, falando um português com sotaque manauara, Everett deu a seguinte entrevista à Folha:

Folha - O sr. entrou na Amazônia como um missionário cristão e saiu de lá como um cientista ateu. Como aconteceu essa "desconversão"?

Daniel Everett - Eu nunca me converti até os 17 anos, quando comecei a namorar uma filha de missionários. Eles me falaram sobre as necessidades dos índios do Amazonas. Eu, como novo cristão, pensei que isso seria melhor que ficar nos EUA. Em 1978 eu fui para a Unicamp fazer mestrado, e obviamente não tem muito fundamentalista lá. E comecei a admirar muito o Aryon [Rodrigues, orientador de mestrado de Everett e principal estudioso de línguas indígenas do Brasil, hoje na UnB].

Uma vez ele me convidou para uma palestra que o Darcy Ribeiro foi dar na Unicamp quando voltou do exílio. A ideia de chegar para o Darcy Ribeiro e dizer que ele ia para o inferno sem Jesus Cristo parecia tão ridícula que eu comecei a pensar sobre essas crenças. Quando comecei a falar com os pirahãs, fiquei no meio do mato conversando com um grupo de pessoas que nunca manifestaram interesse nesse Deus do qual eu falava.

Pensei: "O que eu estou dizendo realmente deve ser muito irrelevante para eles". E finalmente eu vi que intelectualmente eu não podia mais sustentar essa crença em mim.

Folha - Como é a sua relação com os missionários do SIL hoje?

Everett - Tenho relação próxima apenas com minha filha que é missionária lá, e o Steve Sheldon, que trabalhava entre os pirahãs antes de mim. Eles não viraram meus inimigos, mas sou contra o trabalho. Minha filha e eu não falamos sobre isso.

Folha - O sr. conhece algum caso de evangelização que tenha sido danoso para os índios?

Everett - Você tem entre os índios banawás e os índios jamamadis os missionários mais conservadores. Os banawás tiveram um casal pentecostal entre eles e um casal do SIL. Você tinha dois casais de missionários num grupo de 79 pessoas.

É demais. Você tinha índios que achavam que Deus ia curar picada de cobra, malária, essas coisas. Os missionários sempre justificam sua presença nas aldeias pelo trabalho médico.

Hoje, com a Funasa assumindo um papel importante nas aldeias, eu não vejo nem essa necessidade para os missionários.

Acho que pregação, traduções, "testemunhos" etc. são superstições e não vejo como superstições podem ajudar os índios.

É a mesma coisa de dizer que os índios não podem viver bem sem crer em Papai Noel.

Folha - O sr. publicou suas conclusões sobre a língua pirahã num livro para o público leigo, quando o procedimento padrão é publicar em um periódico científico. O livro vem em vez de uma publicação científica ou além dela?

Everett - Além. Vai sair em setembro. A revista "Language", a mais importante da linguística dos EUA, terá um artigo de 50 páginas atacando meu trabalho e uma resposta minha do mesmo tamanho. Eu não considero meu livro um livro principalmente linguístico. Ele trata de aspectos da minha vida e da minha interação com os pirahãs.

Folha - Qual é sua crítica à Gramática Universal de Noam Chomsky?

Everett - A Gramática Universal tem muitas formas. Se você tomar a ultima versão dela, nas formulações mais recentes do Chomsky, a GU (Gramática Universal) é a "teoria verdadeira da base biológica da gramática". Bom, se aceitarmos isso, a proposta perde todo o interesse, porque ninguém duvida de que os humanos têm uma biologia que é responsável pela linguagem. Mas as versões anteriores atribuíam princípios e parâmetros à Gramática Universal.

No trabalho com Tecumseh Fitch e Marc Hauser [de 2003], Chomsky fala ainda de outros conceitos, a Faculdade Ampla da Linguagem e a Faculdade Estrita. Eles dizem que "talvez" a única característica específica da faculdade estrita seja a recursividade. Isso faria parte dos genes. Tudo bem. Então, digamos que haja uma língua sem recursividade -- candidatos além do pirahã incluem o nunggubuyu, da Austrália, e o hixkaryana, do Brasil. Bom, Chomsky diz que nem todas as línguas são obrigadas a manifestar a recursividade. Mas, se existe uma língua sem ela, poderia haver duas? Três? Se uma língua pode existir sem recursividade, todas poderiam. Então que sentido faz dizer que recursividade é fundamental mas não é obrigatória?

Folha - Como a academia tem reagido às suas ideias?

Everett - Você tem quatro tipos de reação. Há pessoas que não gostam de Chomsky e vão aceitar qualquer argumento contra Chomsky; você tem os chomskianos, que não vão aceitar de jeito nenhum um ataque à Gramática Universal; você tem pessoas que têm inveja, ou reagem mal, a toda a publicidade que eu venho recebendo; e tem pessoas que querem saber onde estão os dados. Esta é a reação mais saudável.

Folha - O sr. diz que o pirahã é uma língua única, que coloca em questão a teoria chomskiana. E, ao mesmo tempo, diz ser o único não-pirahã a dominar a língua. Então a questão permanecerá em aberto até alguém mais aprender a língua e confirmar ou não os seus achados.

Everett - Ou até um pirahã fazer um doutorado em linguística. Eu já levei pessoas para fazer experiências. Há 20 anos, quando eu publiquei um artigo sobre o sistema de acentuação na língua pirahã, isso criou uma controvérsia na linguística. Então o maior foneticista do mundo, Peter Ladefoged, foi comigo para a aldeia, fez testes e agora isso é aceito entre os linguistas.

Há maneiras de fazer a experiência sem usar a língua, ou usando a língua muito pouco.

Minha hipótese é falseável. Você tem de planejar as experiências, ir lá fazer e contar a história. Mas é difícil. Eu já trabalhei com vários grupos indígenas do Brasil e os pirahãs são o único grupo com o qual eu não posso trabalhar usando o português.

É falseável, mas não vai ser fácil. Eu sei que não vai ter uma aceitação de 100% dos linguistas. Mas eu não acho que os pirahãs sejam um caso único em tudo. Estou dizendo que é um caso primeiro de um contraexemplo da teoria de Chomsky.

Folha - Chomsky diz que o sr. entendeu tudo errado.

Everett - Meu primeiro aluno de doutorado foi o professor Ed Gibson, que trabalha no departamento do Chomsky no MIT.

Ele não conseguiu esse emprego porque teve uma má orientação. Eu passei um ano com o Chomsky e em todos os anos em que eu praticava a teoria gerativa o Chomsky me deu cartas de recomendação. Só agora, que eu estou tentando dizer que ele está errado, é que eu não entendo a teoria.

Folha - O sr. diz que os pirahãs são monoglotas, mas eles estão em contato há 200 anos. Como é possível?

Everett - Alguns pirahãs falam um pouquinho de português, ainda mais os termos de troca. Mas tem outro fenômeno interessante: às vezes, quando os pirahãs falam com um comerciante, eles usam palavras da língua geral, e o comerciante responde em língua geral [mistura de tupi, português e outras línguas amazônicas]. O comerciante acha que está falando pirahã e o pirahã acha que está falando português.

Folha - O sr. apresenta no livro uma ideia chamada "princípio da experiência imediata", segundo o qual o ambiente torna a gramática pirahã tão peculiar. Mas há várias outras tribos que compartilham esse ambiente e não têm essa mesma limitação gramatical.

Everett - Essa preocupação com a experiência é comum na Amazônia. Os pirahãs a valorizam mais que outros grupos. A evidência é esse termo que eu menciono no livro, "xibipíío" (pronuncia-se "ibipíu"), algo que entra ou sai da experiência imediata. Esse é um termo que eu nunca vi em nenhuma outra língua amazônica. Digamos que haja um certo número de coisas do ambiente que são comuns a todas as línguas amazônicas. Entre elas, cada língua tem o direito de valorizar ou ordenar as coisas de forma diferente. Uma cultura pode dizer que a experiência imediata é importante, mas é colocada num degrau mais baixo da escala de valores. Os pirahãs colocam esse princípio, que é compartilhado com outros grupos amazônicos, muito alto na escala de valores deles. E isso explica coisas muito particulares da cultura e da língua deles e que são raras em outros grupos, como a ausência de números.

Folha - No ano passado, um general disse que a política indigenista do Brasil é caótica. Diz-se também que é muita terra para pouco índio. O sr. concorda?

Everett - Os pirahãs, que são 300 pessoas, junto com os parintintins, que são menos de cem pessoas, têm 330 mil hectares. Eles usam toda essa terra. E para os pirahãs ela deveria ter o dobro do tamanho. Os índios, tanto no Brasil quanto nos EUA, foram conquistados por culturas europeias, e essas culturas devem reconhecer o dever de deixar os índios em suas áreas tradicionais vivendo sem interferência, se quiserem.


COLABORAÇÃO: Olavo de Carvalho

FONTE: UOL

CLAUDIO ANGELO
editor de Ciência da
 Folha de S.Paulo

 

Dilma, a ministra plastificada



Lá vai o fantoche


Todos os repórteres do Brasil estão convocados para a brincadeira mais divertida do ano: o questionário da Dilma.


Andem atrás da ministra-candidata e perguntem sobre tudo a ela. A graça do jogo é descobrir que a resposta é sempre a mesma. Só muda a forma do vazio categórico.

Dilma Rousseff, a possível futura presidente do Brasil, não sabe o que dizer sobre as denúncias de Jarbas Vasconcellos e a crise no PMDB. Mas reage aos jornalistas com a firmeza plastificada de sempre: “Ora, tenham dó!”

Claro que sai dali e vai tentar ensaiar um discurso com tio Lula. Mas aí é tarde. A próxima pergunta é sobre os 50 milhões de reais repassados pelo governo a movimentos invasores de terra. Ela também não sabe o que dizer. Mas é categórica: “Nós não operamos com nenhuma ilegalidade”.

É uma espécie de resposta multiuso, que aliás serviria também para a pergunta anterior. O que a senhora acha das bandalheiras apontadas pelo senador Jarbas no maior partido da base do governo? “Nós não operamos com nenhuma ilegalidade”.

É simplesmente perfeito. Como os outros candidatos não pensaram nisso antes? E a primeira resposta também vale para a segunda pergunta. Ministra, o governo está ciente de que já repassou cerca de 50 milhões de reais a entidades que promovem invasões de propriedades? “Ora, tenham dó!”

Dilma, a gerentona, a mãe, a tocadora de obras, essa verdadeira curinga da mistificação política, não sabe nada. Mas é categórica. Enrolar sim, mas sempre com veemência.

Quando foi entrevistada por Jô Soares, não olhava para o entrevistador, nem para a câmera. Seu olhar ficava parado, fixo em algum ponto do horizonte, como uma espécie de esfinge estatal. Voltava-se para Jô, recitava alguma numeralha falsa do PAC, e retornava à posição de estátua. Repórteres, divirtam-se com essa ministra andróide.

Sugestão aos coleguinhas de Brasília: no próximo comício palaciano de Dilma Rousseff, perguntem se ela aceitaria dinheiro do fundo de pensão de Furnas para sua campanha.


Texto de Guilherme Fiúza. Visite seu Blog.

Hugo Chávez realmente mudou a Venezuela

Os feitos inacreditáveis do imperador

Produção de petróleo: redução de 32%
Em 1998, a Venezuela produzia 3,4 milhões de barris por dia.
Em 2008, a Venezuela produziu 2,3 milhões de barris por dia.

Investimento externo: redução de 77%
Em 1998, foram investidos 4,9 bilhões de dólares na Venezuela.
Em 2008, foram investidos 1,1 bilhão de dólares na Venezuela.

Número de indústrias: redução de 36%
Em 1998, havia 11.117 indústrias na Venezuela.
Em 2008, havia 7.093 indústrias na Venezuela.

Inflação: aumento de 10%
Em 1998, a inflação foi de 29% na Venezuela.
Em 2008, a inflação foi de 32% na Venezuela.

Criminalidade: aumento de 166%
Em 1998, a taxa era de 18 homicídois para cada 100 mil habitantes.
Em 2008, a taxa foi de 48 homicídios para 100 mil habitantes.

Déficit habitacional: aumento de 108%
Em 1998, o déficit habitacional na Venezuela era de 1,2 milhão de casas.
Em 2008, o déficit habitacional na Venezuela foi de 2,5 milhões de casas.

Gastos militares: aumento de 175%
Em 1998, foi gasto 1,2 bilhão de dólares com despesas militares na Venezuela.
Em 2008, foram gastos 3,3 bilhões de dólares com despesas militares na Venezuela.

Funcionários públicos: aumento de 50%
Em 1998, havia 1,4 milhão de funcionários públicos na Venezuela.
Em 2008, havia 2,1 milhões de funcionários públicos na Venezuela.

Emprego na indústria: redução de 23%
Em 1998 havia 494.636 empregos na indústria na Venezuela.
Em 2008, houve 345.168 empregos na indústria na Venezuela.

Gasto público: aumento de 85%
Em 1998, o gasto público da Venezuela era de 21% do PIB.
Em 2008, o gasto público da Venezuela foi de 39% do PIB.

FONTE: Veja online

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Chávez determina ocupação militar de empresas de arroz

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, determinou neste sábado uma intervenção militar em todas as fábricas processadoras de arroz do país.

O governo alega que as empresas têm se negado a respeitar o congelamento de preços determinada pelo Executivo e estariam deixando de produzir.

"Este governo está aqui para proteger ao povo, não a burguesia rica", disse o mandatário venezuelano em cadeia nacional de rádio e televisão, ao ordenar que o Exército do país ocupasse silos de processamento de arroz.

"Peço apoio do povo para aprofundar a revolução."

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FONTE: UOL

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