Eu muito falo ou silencio quando estou perto de você. Me desculpe. Porque perto de você nenhuma palavra, nem pensamento, nem a respiração. Eu me emociono. Perto de você a primavera, o vento doce das primeiras horas, o sol caindo pelo horizonte, sua voz calma e o futuro. Perto de você nem um som, perto de você o medo, perto de você o talvez (e o não). Perto de você o ridículo, perto de você a adolescência, perto de você as melhores paixões e as piores dores. Perto de você as marés, perto de você o sândalo, os cheiros. Perto de você alguém que eu deixei de ser.
Mayalu Felix, dez/2010
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
(...)
Fernando Pessoa, poesias de Álvaro de Campos

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