Isso não a satisfazia, continuava no entretempo, no espaço, intervalo, interregno, a margem. Queria flanar no estado intermediário do não-ser e do ser, mas este não havia. Nem o peso nem a abstração sossegariam seus olhos já secos ela já triste nada tributava à quietude. Deslumbramento e pavor eram seus continuamente, tristeza infinita e o procurar o que fazer, era preciso dar sentido ao que não sentia, não havia vida, era preciso fabricá-la, era necessário recriá-la não para si, mas para os outros, que caíam estupefatos diante de sua indiferença.
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Fragmentos de alguma coisa que eu comecei a escrever, mas não terminei, e não sei mais porque escrevi, nem quando...
Maya
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