Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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31 de mai de 2008

o avanço do aquecimento global


FONTE: Web

esta que vos escreve


It's me, last year. Am I very different?
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NOTA: Esta foto foi feita exatamente no dia 1º de março de 2007, entre 16h e 18h, em São Luis - Maranhão, Brasil.

Hello, my friend

Hello, Jason! Do you remember? Paris, 1998.
I'm happy to know you're fine!

Fumantes têm vício comparado aos dependentes de heroína

Hoje [31/05] é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco. A quantidade de fumantes na cidade de São Paulo, por exemplo, reduziu nove pontos percentuais nos últimos 15 anos e passou de 33% em 1993 para 24% em 2008. Os dados são da
pesquisa realizada pelo Datafolha em abril deste ano.

A equipe do videocast conversou com a diretora do Centro de Referência em Álcool Tabaco e Outras Drogas (Cratod), Luizemir Lago, para saber mais detalhes sobre as campanhas contra o tabagismo e quais são as orientações para quem quer largar o vício. [Para ver o vídeo da entrevista, clique aqui]

Luizemir diz que a queda no número de fumantes aconteceu, principalmente, pela divulgação da imprensa. A diretora do Cratod compara o vício em tabaco à dependência da heroína, ela afirma que a dificuldade para abandonar a droga é a mesma para os dois tipos de viciados.

A maneira mais eficaz para largar o cigarro é deixá-lo de uma só vez e não parar aos poucos, diminuindo a quantidade de maços, afirma a diretora.

Foi, exatamente, desta maneira que o agente autônomo de investimentos Horácio Leite, 44, parou de fumar há cerca de dez anos. Ele conta que decidiu abandonar o vício após o nascimento de seus filhos, por incentivo da esposa. "Resolvi de um dia para o outro e até hoje não tive recaída", afirma Horácio.

Segundo a pesquisa feita pelo Datafolha, a maior concentração dos fumantes está na faixa dos que têm de 35 anos a 44 anos (30%) e os pertencentes às camadas mais pobres da população, as chamadas C e D; com 35%. O levantamento aponta ainda que 51% dos paulistanos disseram nunca ter fumado. A maior faixa dos que disseram nunca ter experimentado o gosto do tabaco se
concentra naqueles que possuem maior nível de escolaridade (60%) e os evangélicos (56%).
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Os grifos no texto são nossos.

vergonha


A ministra que teve vergonha na cara
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O presidente Lula ficará devendo eternamente à companheira Marina Silva um dos melhores momentos de seu governo: o pedido de demissão da ministra do Meio Ambiente. A República já viu ministros abandonando o barco para disputar eleições, para se esconder de escândalos e até para escapar do naufrágio coletivo (consulte-se, sobre esse item, o livro de queixas de José Sarney e Fernando Collor). Já houve ministro que saiu para tocar negócios, próprios ou de terceiros, e para se aposentar nos tribunais.
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Há tempos não se via alguém deixar o governo porque tem vergonha na cara.
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Quem percorrer os gabinetes do Palácio do Planalto e da Esplanada dos Ministérios não vai encontrar um só em que não se fale mal dos vizinhos e do governo. Em alguns casos, muito pior do que se falava no Meio Ambiente. Vá ver se há alguém disposto a largar a rapadura... Governar é ser solidário em público e engolir sapos na intimidade. Não se pode acusar Marina de falta de solidariedade. Sua carta de demissão atribui ao governo Lula um rosário de feitos ambientais e não tem uma só linha de recriminação ao presidente ou aos colegas. Marina não deixou o governo porque queria salvar os bagres do Rio Madeira, mas porque não queria engolir os sapos dos gabinetes de Brasília.
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Marina, Lula e a maior parte do governo estão muito mais próximos em matéria de política ambiental do que fazem supor as divergências entre eles, vistas agora com lentes de aumento. Na carta de demissão ela afirma que essa política tornou-se irreversível. Lula disse que a ministra sai, mas a política ambiental continua. Por que, então, ela saiu? Porque sentiu que Lula faltou-lhe com o respeito quando entregou ao ministro Mangabeira Unger a gestão do Plano da Amazônia Sustentável. Menos pela decisão e mais pela forma: Lula disse que Marina não tinha isenção para a tarefa. Ela ficou ofendida. Parece pirraça. É dignidade.
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A última vez em que se viu algo semelhante foi em 1977, quando o empresário Severo Fagundes Gomes deixou o Ministério da Indústria e Comércio. Severo saiu porque descobriu que seu chefe, o general Ernesto Geisel, andava prestando muita atenção a fuxicos de dedos-duros e puxa-sacos. Severo sobreviveu à ditadura, tornou-se senador do PMDB, foi amigo de Ulysses Guimarães e morreu com ele no mar. Criou gado na floresta amazônica, mas gostava de índio vivo. Foi o maior defensor da causa ianomâmi no Senado. A mansão aristocrática que tinha em São José dos Campos virou parque público. Severo Gomes deixou uma história mais bonita que a dos puxa-sacos.
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O movimento político de Marina também é surpreendente. Ela sai no momento em que praticamente tudo dá certo para o governo e o presidente sustenta índices históricos de popularidade. Parece loucura. É sabedoria. Marina não precisa estar no governo para influir nem precisa aderir à oposição para ganhar holofotes. Basta continuar sendo quem é. Ela tem um mandato no Senado, forte base eleitoral em seu Estado, visibilidade internacional e uma causa que transcende o momento. Agora está livre dos sapos.
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O país fica devendo à ministra a lembrança de que também se faz política sem cargos - e com uma altivez que pode até parecer chilique, e daí? Quando a mágoa passar, Lula terá de agradecer a Marina pela recordação de que presidentes podem muito, mas nem tudo.
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Texto de Ricardo Amaral, repórter especial da revista Época em Brasília, publicado na revista n.552, de 19/05/2008, p. 44. Contatos pelo site www.epoca.com.br/amaral .
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FOTOGRAFIA: Web

30 de mai de 2008

Você escolheu errado o seu super-herói

COMO ESTÃO, HOJE, OS SEUS
HERÓIS DA INFÂNCIA?

SUPER-HOMEM

MULHER MARAVILHA

O INCRÍVEL HULK
BATMAN & ROBIN
THOR

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COLABORAÇÃO: Mônica Rabelo

Até legista particular...

Legista contratado por família Nardoni sustenta que não houve asfixia. Falta pouco para chegarem à conclusão de que Isabella não morreu. É tudo pirotecnia da imprensa.

Não dá para entender. Para nós, que trabalhamos com o sistema prisional e convivemos com uma realidade absurda e cruel de ver milhares de pessoas jogadas em nossas prisões medievais por qualquer indício de furto (de um celular, uma margarina, um chocolate, etc) por posse de droga, por envolvimento em brigas, e até crianças que pulam muros, como na postagem CRIANÇAS APENADAS, é de dar engulhos termos de assistir a toda essa defesa surreal quando se trata de assassinatos ocorridos nas classes privilegiadas.

Essas pessoas zombam da justiça e da sociedade. Não há nada que as detenha. A Globo, que não faz nenhuma manifestação diante de um número incontável de "suspeitos" mortos pela polícia nos morros e periferias deste país, cede horas do seu valioso horário televisivo para essa família usar de todas as falácias para defender filho e nora "suspeitos" de um assassinato brutal.

E a justiça, que interfere em tudo neste país, cuja corte superior decide até sobre briga de cachorros, assiste quieta ao espetáculo degradante.
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Texto de Glória Reis, publicado no Blog Jornal Recomeço, em 26/05/2008.

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O Rio de Janeiro continua lindo...

11/1/08 - favela Jacarezinho - 10 mortos - leia

03/4/08 - Senador Camará - RJ - 10 mortos - leia

11/4/08 - Favela do Acari - RJ - 4 mortos - leia

15/4/08 - Vila Cruzeiro - RJ - 9 mortos - leia

17/4/98 - favela do Rebu -RJ - 7 mortos - leia

18/4/08 - Vila Cruzeiro - RJ - 4 mortos - leia

26/4/08 - Favela Cidade de Deus - RJ -11 mortos - leia

29/4/08 - Favela do Jacarezinho - RJ - 4 mortos - leia

30/4/08 - Bangu - Favela do Rebu - RJ - 3 mortos - leia

TOTAL - 62 executados

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NOTA: Esses dados foram retirados do Blog Jornal Recomeço, de Glória Reis. Parabenizamos o governador do Rio de Janeiro pelos números. Se as execuções continuarem nesse ritmo, em breve nem Hitler será páreo para Sérgio Cabral!

do site A Bacia das Almas


Em nome de Jesus

O drama da narrativa bíblica reflete, em muitos sentidos, um árduo esforço divino para eliminar da mente humana o conceito de magia: a noção de que, através de fórmulas mágicas ou procedimentos estabelecidos, Deus ou o universo podem ser manipulados para atingirmos o objetivo que temos em mente.

Desde a primeira página, um dos traços mais distintivos do Deus das Escrituras é que ele não faz barganhas. Não há ritual ou palavra mágica que possa torcer o seu braço a fazer o que queremos. Se Deus concede o que homens lhe pedem é reflexo da sua magnanimidade e da intimidade de relacionamento que ele propõe, jamais da habilidade humana em manipulá-lo.

Essa obsessão divina em apagar da experiência humana a idéia da magia explica muito nas filigranas dos mandamentos e da Lei de Moisés. Israel não deve ter “outros deuses além de mim”, entre outras coisas, porque os deuses dos outros povos são entidades manipuláveis – aceitam suborno, dobram-se diante do ritual certo, vendem-se por um sacrifício, negociam, especulam e cedem a barganhas. Deus sabe que não é assim que o seu universo funciona, e não quer que seu povo adote essa visão distorcida do mundo. Pela mesma razão ele deita rigorosas proibições contra feitiçaria, amuletos e toda espécie de adivinhação.

Os cristãos reincidem constantemente na magia.

O próprio regime de sacrifícios não pressupõe qualquer controle mágico do mundo; as prescrições deixam muito claro que trata-se de provisão graciosa para a purificação dos pecados, e não de instrumento de manipulação. Deus faz alianças e assina contratos que beneficiam outros além de si mesmo, mas não distribui senhas ou abracadabras. No mundo dele você pode pedir, mas não pode obter o que quer por mágica, isto é, pela força e pela argúcia.

O que o Primeiro Testamento elucida o Novo escancara: Jesus passeia pelo mundo demolindo a noção essencialmente mágica de favor prestado e retribuição. Deus – explica o Filho do Homem – não distingue méritos e não rebaixa-se a troca de favores, mas “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons”. Seus filhos não devem recorrer a repetitivas fórmulas mágicas em suas orações, “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Não é o pecado nem o bom comportamento que explicam as desgraças ou as felicidades, porque o mundo não funciona pela lógica simplista e retributiva da magia (”Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?”).

O universo – Jesus explica – funciona pela lógica singular da graça, não pela lógica humana da magia e da retribuição. Esta é, essencialmente, a natureza da boa nova do reino: Deus não pode ser manipulado a fazer o bem que já está disposto a fazer em primeiro lugar.

Porém a magia tem um brilho sedutor, e os cristãos resvalam periodicamente nela: recorremos cheios de esperança a óleos milagrosos, profetas curandeiros, caixinhas oraculares de versículos, bibliomancia, quarentenas de oração e copos d’água. Mesmo a obsessão cristã com o domingo é essencialmente mágica, quando o Apóstolo alerta a não cairmos na velha armadilha de “dias de festa, ou lua nova, ou sábados”, coisas que “têm aparência de sabedoria e de rigor ascético (…), mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.

O emblema final e mais eloqüente da capitulação cristã a uma visão mágica do mundo talvez esteja no abuso, popular à náusea entre evangélicos e pentecostais, da expressão “em [o] nome de Jesus”. Orar e pedir “em nome de Jesus”, conforme prescrito no Novo Testamento, era provavelmente para ser entendido como se lê; seria orar “como Jesus oraria”, ou pedir “imbuído do espírito de Jesus”. Com o tempo, o enfoque migrou do espírito para a letra; transferiu-se da pessoa e da postura de Jesus para as palavras, imbuídas supostamente de autoridade e poderes sobrenaturais (de forma semelhante ao..
Shem Hamphoras da tradição judaica medieval). O conteúdo reduziu-se a fórmula, abracadabra que abre – esperamos – todas as portas.

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Texto de Paulo Brabo publicado no site A Bacia das Almas em 02/06/2007.

do site da revista/editora Ultimato


Sobre casamento e amor
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Não é bom que o homem esteja só far-lhe-ei uma companheira que lhe seja suficiente.” (Gn 2.18)
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Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que o amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas.
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Talvez por estas duas razões -- o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência -- nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe”, cresce a cada dia.
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Acredito que existe uma peça do quebra-cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.
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Este conceito de amor justifica afirmações do tipo: “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”.
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Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos. A certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.
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Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.
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Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem-sucedido:
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Um casal bem-sucedido é um par de amantes.
Um casal bem-sucedido é um par de amigos.
Um casal bem-sucedido é um par de aliados.
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São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A... A de amor.
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Texto de Ed René Kivitz, teólogo, com mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, e pastor presidente da Igreja Batista de Água Branca, SP. É também palestrante e escritor, e dentre suas obras mais conhecidas estão "Vivendo com propósitos" e "Outra Espiritualidade", ambas publicados pela Editora Mundo Cristão. O texto está publicado no site da Editora/revista Ultimato.
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FOTOGRAFIA: Web

Letras em Niterói - RJ (agenda)

Palestra: O perspectivismo narrativo de Machado de Assis

Palestrante: Ronaldes de Melo e Souza - UFRJ

Dia: 2 de junho, segunda-feira;
Horário: às 19 horas;
Local: Auditório Macunaíma (sala 405);
Instituto de Letras - Campus do Gragoatá - Bloco B - São Domingos - Niterói;
Universidade Federal Fluminense (UFF).

ENTRADA FRANCA
Haverá emissão de certificado

Realização: Laboratório de Ecdótica – LABEC
Departamento de Ciências da Linguagem
E-mail:
labec@vm.uff.br
Telefone: (21) 2629-2617

29 de mai de 2008

cabe recurso!

Padre é condenado a 24 anos de prisão por exploração sexual no MA
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O padre Félix Barbosa Carreiro foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado pelo crime de exploração sexual contra seis adolescentes. Cabe recurso.

O padre foi preso em novembro de 2005 ao ser flagrado em um quarto de motel em São Luís (MA), acompanhado de dois adolescentes e dois jovens.

Durante o inquérito, a Polícia Civil localizou outras supostas vítimas do padre. Segundo a denúncia do Ministério Público, o padre conhecia os adolescentes na internet e os convidava para programas em motéis em troca de dinheiro, roupas ou entradas de shows. Segundo a acusação, o padre promovia orgias em grupos com adolescentes.

Logo após a prisão em flagrante, a Arquidiocese de São Luís suspendeu o padre por tempo indeterminado.

O juiz Itaércio Paulino da Silva, da 11ª Vara Criminal da capital, considerou na sentença que a conduta do padre era "extremamente reprovável". "A função que exercia [sacerdócio] exigia que se pautasse de maneira totalmente diversa, com retidão de caráter e comportamento, consoante os padrões morais socialmente aceitos e esperados para uma pessoa em sua posição."

O juiz determinou, contudo, que o mandado de prisão contra o padre seja expedido após o trânsito em julgado da decisão (quando não cabem mais recursos). O padre, que chegou a ficar preso durante quatro meses, pode recorrer da sentença em liberdade.

A reportagem não conseguiu falar nesta quinta-feira com o padre ou com o advogado dele. Durante o inquérito, Carreiro negou ter mantido relações sexuais com adolescentes. Afirmou que ia ao motel apenas para conversar com os garotos. Disse ainda que os adolescentes eram garotos de programa que faziam plantão perto da igreja e da casa paroquial em que morava, e que eles o constrangiam a levá-los ao motel.

No dia em que foi flagrado no motel, o padre chegou a afirmar à polícia que saía com os adolescentes. Na época, Carreiro vinha sendo monitorado pela Polícia Civil em razão de denúncia sobre aliciamento de adolescentes.
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FONTE: Texto de Sílvia Freire, da Agência Folha, postado no Portal UOL em 29/05.
O grifo no texto é nosso.
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Site do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (poder Judiciário): http://www.tj.ma.gov.br/site/index.php
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Para falar com o Gabinete da Presidência do Tribunal de Jusiça do Estado do Maranhão, mande uma mensagem para o e-mail do Desembargador Raimundo Freire Cutrim, Presidente do TJ/MA : gabcutrim@tj.ma.gov.br
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O que me preocupa não é o barulho dos violentos, mas o silêncio dos justos.
Martin Luther King, Jr.

uma leitura

Imagem de Paulo Brabo, postada no site A Bacia das Almas em 29/05/2008
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"A leitura de uma pintura ou de uma fotografia, para ultrapassar a fronteira entre o gosto pessoal e a assimilação irrefletida de juízos já prontos, deve tomar como princípios a contemplação e a concentração. Num mundo de tantos e tão diversificados apelos visuais, é preciso submeter-se ao impacto das sensações, desfazendo a proteção imposta pelas palavras e o pensamento intelectual."

Dra. Lucia Teixeira (UFF/CNPq), em
Leitura de Textros Visuais - Princípios metodológicos

é proibido

Governo francês pede clemência para jovem argelina sob processo porque encontrada com livros cristãos
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Paris pede à Argélia a libertação de uma argelina convertida ao cristianismo, presa porque encontrada com livros cristãos.
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A Secretária de Estado francesa dos Direitos do Homem, Rama Yade, definiu como “triste e desconcertante” o processo em andamento na Argélia contra Habiba Kouider, presa no início de abril quando viajava de ônibus de Tiaret para Oran, porque encontrada com livros cristãos. A sentença deverá ser pronunciada nesta terça-feira; Habiba Kouider pode ser condenada a 3 anos de prisão.
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A secretária de Estado francesa Rama Yade pede um gesto de clemência, ressaltando que o processo contra Habiba é uma afronta à Declaração Universal dos Direitos do Homem que, no artigo 18, proclama a liberdade de pensamento, de consciência e de religião.
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“O cristianismo não ameaça o Islã na Argélia - disse a secretária de Estado francesa – acrescentando que “os cristãos na Argélia são 1% da população, ou seja, cerca de 11 mil e 500 pessoas, com 32 igrejas ante as 32 mil mesquitas”. Rama Yade destaca que a prisão de Habiba Kouider não é o primeiro caso, lembrando a do padre católico francês Pierre Wallez, condenado em abril pelo Tribunal de Recursos de Tlemen a dois meses de cárcere, com suspensão, por proselitismo.
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“Confio na tolerância do povo argelino”, declarou a Secretária de Estado francesa para os Direitos do Homem. A imprensa argelina deu amplo espaço a estes últimos acontecimentos, evidenciando as dificuldades que estão enfrentando atualmente as comunidades cristãs na Argélia. Vinte e cinco destas comunidades foram intimadas a cessar toda atividade.
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O ministro argelino do Interior e das Coletividades locais, Yazid Zerhouni, afirmou que foram fechados no país vários lugares de culto e de oração, muçulmanos e não-muçulmanos, porque exerciam atividades sem autorização, portanto, ilegalmente. O ministro lembrou que a lei argelina exige uma autorização para exercer um culto, inclusive o muçulmano: é necessário organizar-se em associação e pedir uma licença para a abertura de lugares de culto e para quem deve assegurar a oração.
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A lei argelina suscitou polêmica e as comunidades cristãs, católicas e protestantes, denunciam “o zelo” com que são aplicadas as disposições. A normativa é de 28 de fevereiro de 2006 e foi elaborada pelo Departamento dos Assuntos Religiosos para regulamentar a organização do culto muçulmano e debelar as salas de oração consideradas anárquicas.
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Fonte: Rádio Vaticano
Postado no
Blog Notícias Cristãs em 27/05/2008.
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Brasil no Le Monde

Eleita Miss Centenário, Karina Eiko Nakahara quer tentar acabar com o preconceito que ainda existe contra os 'japoneses brasileiros'
(Foto: Juliana Cardilli/G1)
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Sem dormir direito na noite deste sábado (17),
após ser escolhida a Miss Centenário Brasil-Japão, a paulista Karina Eiko Nakahara, de 26 anos, ainda começava a planejar seu futuro como a representante da colônia japonesa nas comemorações do centenário da imigração no Brasil. A cirurgiã-dentista e bancária ainda não sabe como vai fazer para conciliar seus trabalhos com as novas obrigações de miss, mas já tem definido um de seus objetivos. “Quero ajudar nas dificuldades e deixar a cultura japonesa mais evidente. Ainda existe algo que não sei se é preconceito, que é o fato de o descendente de japonês, mesmo nascido no Brasil, não ser considerado brasileiro”, explica. (Portal G1)

Chronique
Le Brésil se réconcilie avec les "nikkei", par Jean-Pierre Langellier
LE MONDE 28.05.08 14h06

Elle a 26 ans, des mensurations idéales et un sourire enchanteur. Elle porte sa couronne à merveille. Ce soir-là, le 17 mai, à Sao Paulo, Karina Eiko Nakahara vient d'être élue Miss Centenaire Brésil-Japon.

Karina est une "nikkei", une Brésilienne d'origine japonaise. Les nikkei forment une communauté d'un million et demi de personnes, un peu moins de 1 % de la population. C'est la plus nombreuse diaspora japonaise. En 2008, le Brésil célèbre avec fierté le centième anniversaire de l'immigration nipponne.

Tout commence le 18 juin 1908, lorsque le vapeur Kosatu-Maru jette l'ancre dans le port brésilien de Santos, avec, à son bord, 781 immigrants. L'ère Meiji a ouvert le Japon à l'Europe et à l'Amérique. Tokyo a signé un accord d'amitié et de commerce avec le Brésil. La coopération qui s'amorce répond à un besoin mutuel.

Le Japon, en pleine modernisation, mais surpeuplé, affronte, dans ses campagnes, de graves problèmes sociaux. Les paysans sont endettés et manquent de terres. On les encourage à émigrer. Le Brésil, lui, manque de bras sur les plantations de café, le produit roi de l'époque. L'abolition tardive de l'esclavage (1888), puis l'interdiction faite par l'Italie à ses citoyens d'embarquer pour le Brésil, où ils sont jugés trop remuants, ouvrent la voie aux Japonais, considérés comme plus dociles.

Les premiers immigrants sont amèrement déçus. Ils croyaient faire fortune au bout de leur contrat - un à quatre ans - et rentrer au pays. Il n'en sera rien : le travail est harassant, les logements sordides, les salaires dérisoires, les rapports avec les planteurs souvent conflictuels. Le choc culturel, et notamment culinaire, est rude.

Un an après leur arrivée dans l'Etat de Sao Paulo, trois passagers sur quatre du premier paquebot ont déjà quitté leur ferme, s'enfuyant la nuit. Les uns ont pris la route, sont devenus marchands ambulants, ou, plus tard, ouvriers des chemins de fer. Les autres ont rejoint les villes, et d'abord Sao Paulo, où ils se regroupent dans quelques rues qui dessineront le quartier japonais, autour de la Praça da Liberdade.

Certains, restés agriculteurs, vivent en reclus. Grâce à l'aide du Japon, ils pourront plus tard acheter des terres, former des coopératives, cultiver le riz, le coton, les légumes et le poivre, ce "diamant noir" d'Amazonie dont le Brésil deviendra le premier producteur mondial.

L'immigration japonaise connaît son apogée en 1933. C'est l'époque où Shunji Nishimura, futur entrepreneur conquérant, et aujourd'hui centenaire, débarque, jeune homme, à Santos, avant de rejoindre une plantation. Il se souvient de ses mains endolories pendant la cueillette du café. Il enchaîne les petits métiers, gagne peu, déjeune d'un bout de pain et d'une banane. En 1938, il prend un train à Sao Paulo, descend à la dernière gare, 500 km plus loin, repère une baraque et décide de "vivre là". "Ici, on répare tout", écrit-il sur sa porte. Grâce à son génie inventif, il deviendra un industriel prospère.

Les années 1930 et 1940 sont les pires pour les nikkei. Les thèses racistes en vigueur en Europe contaminent le Brésil, où, depuis plusieurs décennies déjà, des intellectuels et des politiciens dénoncent le "péril jaune" et plaident pour un "blanchissement" de la population, passage obligé vers la civilisation. La nippo-phobie a ses idéologues pour qui "l'aborigène" japonais est "insoluble comme le souffre".

L'arrivée au pouvoir de Getulio Vargas (1930), l'instauration de "l'Etat nouveau" (1937), nationaliste et dictatorial, et l'entrée en guerre du Brésil dans le camp des futurs vainqueurs aggraveront encore le sort des nikkei. La Constitution leur fixe un quota d'immigration. L'Etat ferme leurs écoles, bannit l'usage de leur langue en public, confisque les biens de leurs entreprises, impose des sauf-conduits. Des milliers de familles sont contraintes, sans préavis, d'évacuer Sao Paulo et le littoral. Citoyens brésiliens, certains sont traités comme des prisonniers de guerre, et internés.

Aujourd'hui, le Brésil, réconcilié avec ses nikkei, exalte leur apport à sa société multiculturelle. Tout y passe, des sushis aux mangas, de la gymnastique à l'art du bouquet, des tambours au karaoké. Le Japon est à la mode. La presse de Sao Paulo rappelle que les nikkei ont contribué à améliorer les habitudes alimentaires locales en introduisant ou en popularisant le riz, le soja et les légumes qu'ils voulaient eux-mêmes consommer. La métropole leur doit la "ceinture verte" qui l'entoure.

Il n'y a plus désormais de "question japonaise". Près d'un nikkei sur deux scelle un mariage mixte. Trois sur quatre sont devenus catholiques. Cela n'empêche pas les jeunes filles de Sao Paulo de préférer, le samedi soir, fréquenter les "japothèques", où les garçons leur marquent, disent-elles, "plus de respect".

Dans les années 1980-1990, l'espoir d'une vie meilleure a poussé de nombreux nikkei vers la terre de leurs ancêtres. Parmi ces 250 000 "dekaseguis", certains reviennent maintenant, une bonne formation en poche, s'installer au Brésil. Il y a d'autres retours au Japon, bien différents. Comme ceux qu'effectuent chaque année, pour raisons médicales, les retraités Shunji Mukai, 78 ans, et Nobuaki Honda, 72 ans. Ce sont des survivants. L'un d'Hiroshima, l'autre de Nagasaki.
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Courriel : langellier@lemonde.fr.
Jean-Pierre Langellier

28 de mai de 2008

Onde está o Cristo, em nós?

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O cristão, o que segue a Cristo, o que tem nele o exemplo maior, aquele que lê a Palavra e se identifica com o Cristo acusado, julgado, condenado e assassinado, tem que se identificar também com toda a injustiça, com os abusos que os poderosos cometem contra milhões de pessoas, feitas à imagem e semelhança de Deus, todos os dias, em todo o mundo. Nosso próximo não é só o vizinho de porta, é todo o que, como nós, tem fôlego de vida. É próximo porque é parecido, é semelhante, é um de nós. Tem olhos, coração, estômago, sentimentos - como cada um de nós.
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Não acredito que alguém proclame Cristo como o Caminho mas não se indigne com as injustiças, com as desigualdades sociais, construídas pelo amor ao dinheiro e pela indiferença ao ser humano, à vida. Não acredito que alguém agradeça a Deus por ter comida no prato todos os dias sem se lembrar de que naquele exato momento alguém morre de fome, neste planeta que produz o suficiente para que todos vivam com dignidade. Não acredito que alguém vá à Igreja todos os domingos, cante, ouça a predicação do pastor, leia a Bíblia mas não se mova nem um metro para ajudar o que está caído, na calçada, precisando de remédios, de um prato de comida, de um agasalho. Não acredito que alguém encha o peito de orgulho por ser cristão, vista camisetas com frases e motivos evangélicos, cole no carro adesivos proclamando o poder de Deus mas não tenha vergonha de ver como a maioria das igrejas cristãs está longe da prática da Justiça, do Amor, da Verdade e da busca pela Vida no cotidiano da família, da vida profissional, social, política, como cidadãos que todos somos.
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Cada um que morre de modo trágico, injusto, violento, obscuro, é aquele próximo que Jesus mandou amar como cada um ama a si mesmo. Cada um que está na prisão, vivendo em condições desumanas, é aquele que os cristãos deveriam visitar. Os que sofrem nos hospitais são os doentes que não fomos ver. Os que morrem de fome e de sede são os famintos, os sedentos a quem não damos nada, nem um pouco de nosso tempo, nem nossos recursos, nem nossa indignação.
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Muitos cristãos acreditam que basta dar uma esmola e os profundos e complexos problemas sociais, que envolvem um sistema político e econômico injusto e corrupto, estão resolvidos. A esmola é, de fato, o analgésico para as pesadas e doloridas consciências dos religiosos de hoje. Não fazem nada eficaz, mas tentam amortecer o sentimento de injustiça que de nós se apodera a cada denúncia, notícia, escândalo.
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Não é possível que em um país como o Brasil, que tem uma carga tributária injusta e absurda, o cristão não olhe para as autoridades, para esses que lidam com o dinheiro de todos, e não os chame de hipócritas. Não é possível que as questões morais, como as ligadas ao aborto, ao uso de drogas e ao homossexualismo, encontrem espaço na agenda das igrejas cristãs mas outras questões gravíssimas, como a criminalização dos pobres e negros, o baixíssimo salário mínimo, a desigualdade econômico-social, a falência do sistema público de educação e saúde e a corrupção não façam os pastores, bispos e diáconos tremer de indignação.
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Não é possível que os cristãos permaneçam em estado de contemplação, de olhos fechados, e não vejam o mal que está em volta de nós, nos crimes diários cometidos por homens ricos e bem vestidos. Não nos levantamos contra esses, mas nos voltamos contra o pobre esfarrapado com muita facilidade. Não é possível que o cristão, co-herdeiro de Cristo, não se envergonhe por se conformar com este mundo, com a injustiça, com a desigualdade, com o triunfo dos fortes e o desamparo dos pobres.
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Também nos países ricos, acima da linha do Equador, não é possível que os cristãos continuem a achar normal que milhares de seres humanos desesperados deixem sua terra natal todos os dias para não morrer com a miséria e encontrem as portas da riqueza fechadas e a negação da divisão dos bens que a humanidade produz para que a injustiça seja desarraigada da Terra.
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O Deus da Vida nos chama para fazer mais que lamentar. Ele quer de nós mais que um olhar de pena, mais que um real de esmola, mais que algumas roupas doadas às favelas, aos sem-teto, aos sem-terra, aos sem-saúde, aos sem-educação, aos sem-direitos.
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O Deus da Vida quer que nós sejamos luz e sal não somente porque não bebemos ou não fumamos, nem porque não falamos palavrão, porque não usamos roupas indecorosas, porque não cortamos os cabelos e temos tantos outros hábitos que fazem de muitos de nós um sepulcro caiado. Deus quer que seus filhos sejam profetas, que se indignem com a mentira, que tenham a coragem de ir diante dos juízes, dos governadores, dos presidentes e de todos os reis de nosso tempo e digam a eles o que Amós, Isaías ou Ezequiel diriam.
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Não é possível que hoje não haja mais, entre os cristãos, entre os que se dizem filhos de Deus, alguns que possam denunciar a ganância e a estupidez dos ricos e poderosos, como fez o profeta Amós:
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Ouvi esta palavra, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que quebrantais os necessitados, que dizeis a seus senhores: Dai cá, e bebamos. Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade, que dias estão para vir sobre vós, em que vos levarão com anzóis e a vossos descendentes com anzóis de pesca. (Amós 4, 1-2; Bíblia Sagrada)
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Mayalu Felix
Niterói, 29/05/2008

do Jornal Recomeço, de Glória Reis


Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica.

Fernando Sabino
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FOTOGRAFIA: Web
Visite o Blog Jornal Recomeço, de Glória Reis.

do Blog Repórter de Crime, de Jorge Antônio Barros


Governo Cabral já superou o de Marcello em violência policial

Não tenho dúvida de que Sérgio Cabral é um democrata, filho de um grande democrata, Sérgio Cabral, pai. Tem tradição de democracia na família. Mas infelizmente o governador terá que registrar no seu currículo uma crítica contundente feita pela Anistia Internacional, de que a atitude dele é belicosa e draconiana. O relatório da Anistia (saiba mais no Globo Online), divulgado hoje, apenas constata o que o próprio comandante-geral da PM, coronel Pitta, afirmou ontem em audiência na Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados: o clima é de guerra. E uma guerra suja. Os números de auto de resistência (supostas mortes em confronto porque agora, depois da morte do William, duvido até que todas essas mortes sejam realmente em confronto) são alarmantes - mais de 1.200 mortos só no ano passado.

O comandante da PM disse que o Rio tem 15 confrontos por dia e que o número vai aumentar. A declaração é de um conformismo absurdo, mas segue a orientação que vem de cima.

O governador Sérgio Cabral poderia ter escapado de ganhar a pecha de governador do confronto. Nem o governador Marcello Alencar, cuja polícia foi uma das mais truculentas, por conta da gratificação faroeste - que recompensava os policiais com dinheiro pelas mortes em confronto - ganhou essa fama.

Não foi por falta de advertência. Várias vezes esse blog advertiu que o governador não deveria ir para a televisão apregoar uma política de confronto pelo confronto nas comunidades pobres. Deveria botar a polícia para agir dentro da legalidade e do respeito aos direitos humanos. Mas infelizmente não é isso que tem acontecido.

Como grande parte da sociedade não reconhece mais a importância de entidades de direitos humanos como a Anistia Internacional - lamentavelmente - o governador Sérgio Cabral vai passar incólume por esse tipo de crítica. E vai continuar afirmando que a política de confronto é inevitável. Mas nós, cidadãos que respeitam a lei e os direitos humanos, não precisamos acreditar nisso. A repressão é necessária, mas a política de confronto é evitável, sim. Basta investir mais em inteligência policial.

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Texto de Jorge Antônio Barros, publicado em seu Blog, Repórter de Crime
FOTOGRAFIA: Web
Os grifos em negrito, no texto, são nossos.

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NOTA: O autor do artigo, gentilmente, afirma não ter dúvidas de que Sérgio Cabral "é um democrata". Eu já não tenho essa certeza: tenho dúvidas, e muitas. O Blog Repórter de Crime traz protestos contra a imoral execução do jovem William de Souza Marins, ocorrida recentemente, pela PM do Rio de Janeiro. Aqui no Blog da Maya também me uno às vozes que têm - mais que lamentado - exigido das "autoridades" o mínimo que elas têm a obrigação de fazer, agora que William já morreu e não há conserto para isso: esclareçam o caso, "autoridades", e punam exemplarmente os executores. O Blog Repórter de Crime, a partir de hoje, entra na nossa ilustre e seleta lista de blogs recomendados.

Já publicamos mais textos sobre a violenta política de extermínio do governador do Rio de Janeiro e não só dele - outros Estados parece que também adotaram como meta o extermínio de pobres e negros, sejam eles culpados ou não. Clique aqui para ler mais. Clique também no marcador Pseudodemocracia e veja outros textos.

2008: Ano Internacional das Línguas

A língua de Cristo luta contra a extinção
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Foi declarado pelas Nações Unidas que 2008 é o Ano Internacional das Línguas. Há tempos, a diversidade lingüística é um assunto que preocupa especialistas, já que, ao longo das próximas gerações, estima-se que mais da metade das 7 mil línguas faladas no mundo corre o risco de desaparecer. Isso significa que uma língua some a cada 15 dias.
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No mapa das línguas em risco está o aramaico, aquela que foi supostamente a língua materna de Jesus Cristo, hoje falada só na região de Maalula, perto de Damasco, na Síria. Uma das línguas com maior permanência na história, com mais de 3 mil anos, que chegou a se espalhar por todo o Oriente Médio, o aramaico tornou-se um dialeto local (que não é mais escrito), falado atualmente por cerca 1.800 moradores de Maalula, segundo dados da Unesco.
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Diferentemente de línguas indígenas ou africanas, que provavelmente morrerão sem deixar registros, o aramaico é bastante estudado por lingüistas e historiadores. Mas isso não a torna uma língua viva. Para tanto, ela precisa ser praticada em seu local de origem. Em Maalula, onde 25% da população é muçulmana, foi inaugurada, no ano passado, uma escola que dá aulas de aramaico. A idéia é fazer com que as crianças da cidade aprendam a falar e escrever a língua que vem dando sinais de cansaço, na cidade onde, entretanto, a missa ainda é rezada na língua de Cristo.
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Notícias da Parada


Público da Parada Gay caiu para 3,4 milhões,
diz ONG após medição
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Depois de três dias, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo divulgou, nesta quarta-feira (28), sua estimativa de público para o evento, cuja 12ª edição foi realizada no último domingo. Nos cálculos da ONG, foram cerca de 3,4 milhões de participantes. Pela primeira vez, o número é menor do que o registrado no ano anterior (3,5 milhões) pelos organizadores.

O site da ONG chegou a
noticiar, no domingo, um público de 5 milhões, considerado irreal, já que representa 25% da população da Grande São Paulo. Mas a associação esclareceu que o dado era uma brincadeira da drag queen Silvetty Montilla, reproduzido por engano no site oficial do evento.

A associação informou que utilizou "ferramentas diversas" de medição de público. "O cálculo foi feito levando em consideração a movimentação e fluxo de pessoas compreendendo todo o período da manifestação. Foram 3,5 km de extensão do percurso, ocupados por uma população flutuante durante o período de sete horas. O cálculo considerou, também, o acúmulo de público externo ao percurso", detalhou a nota, divulgada no site oficial do evento.

Pelo segundo ano, a Polícia Militar evitou fornecer estimativas. Só um representante da Guarda Civil chegou a falar em 3 milhões de participantes. Neste ano, a Parada Gay registrou diversos incidentes. Houve um aumento de 78% no número de furtos. Um trio de uma central sindical foi impedido de desfilar, em um conflito que terminou com prisões. O caso mais grave foi o atropelamento de um homem por um trio - a vítima teve de amputar a perna.

A Parada Gay foi realizada neste ano no mês de maio para coincidir com a semana do feriado de Corpus Christi. Havia a expectativa de que houvesse um aumento de público. O presidente da associação da Parada, Alexandre Santos, chegou a falar na previsão de 4 milhões de participantes, em entrevista ao portal "A Capa".

Falta de glamour
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A nota da ONG também fez referência às críticas sobre a decoração contida dos trios e sobre e a presença cada vez maior do público de baixa renda no evento.

"Não há beleza e glamour na crua realidade das vítimas. A festa, tão invocada por vários setores, é um desprezo dos que podem se proteger em barricadas de espaços exclusivos para com os que vivem a perda de familiares e amigos. É também uma falta de compreensão daqueles que não perceberam o sentido político e inclusivo da manifestação e se esforçam em descaracterizá-lo. A Parada é contra tal alienação, e seu público, em larga medida, correspondeu à preocupação com o tema."
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FOTOGRAFIA: Web

enquete na UOL

O Portal UOL abriu uma enquete sobre o beijo gay no final da novela das 21h, da Rede Globo. A possibilidade do beijo gay, defendida pelo autor da novela, Aguinaldo Silva, acendeu polêmica sobre a excessiva liberalização dos programas de TV (leia, aqui no Blog, um texto sobre o assunto):
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Ligue...


LIGUE 0800-619-619 PARA O
CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA:
de R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)

Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado!

  1. Ligue 0800-619-619.

  2. Não digite nada. Espere para falar com uma atendente;

  3. Diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo. O Projeto de Lei é o de n.º 5476;

  4. O telefone a ser discado (0800-619-619, de segunda à sexta-feira das 08h às 20h) é o da Câmara dos Deputados, em Brasília;

  5. Divulgue, aja, não se cale. As empresas telefônicas têm lucros altíssimos no Brasil, a taxa telefônica não se justifica;

  6. LIGUE: 0800-619-619;

  7. Entrando em vigor esta lei, você só pagará pelas ligações efetuadas, acabando com esse roubo que é a assinatura mensal;

  8. Este projeto está tramitando na COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, na Câmara;

  9. Quantos mais gente ligar, maior a chance de ele ser aprovado - pressão popular faz toda a diferença!

Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na TV ou no rádio, é claro, porque eles não têm interesse e não estão preocupados com isso. Então nós é que temos de agir e divulgar os fatos; afinal, quem paga somos nós!

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COLABORAÇÃO: Roberto Ramos

FOTOGRAFIA: Web

no meio do caminho


COLABORAÇÃO: Claudíssima! Íssima!

favor


COLABORAÇÃO: Claudíssima! Íssima!

é proibido


COLABORAÇÃO: Claudíssima! Íssima!

melhores


COLABORAÇÃO: Claudíssima! Íssima!

não é


COLABORAÇÃO: Claudíssima! Íssima!

segunda opinião

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O cigarro está com os dias contados
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Fumar é um hábito que morreu socialmente, tanto quanto usar chapéu ou cuspir em escarradeiras. O mundo está dividido em ex-fumantes e gente que nunca vai colocar um cigarro na boca. O grupo dos ex-fumantes é composto também de ex-boêmios, ex-românticos, ex-poetas, ex-artistas. Gente que já fumou muito e parou. E que, coincidência ou não, também parece já ter vivido seus melhores dias. Apesar de terem hoje dentes mais brancos e uma pele melhor, os neocaretas exalam um pouco o ar daquelas pessoas que já foram mais relevantes e mais felizes.
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Como o mundo desembocou nessa rua sem saída para o cigarro? Ao longo de um século, fumar foi um hábito para lá de aceito: era um rito de passagem desejado, um gesto de glamour cultuado, quase um sinal de normalidade - esquisito era o sujeito que não carregava um maço no bolso. O cigarro era um companheiro que inspirava, consolava, ajuda [sic] a celebrar momentos bons, redimir passagens ruins e trafegar por horas solitárias. O cigarro estava na televisão, no cinema, nas revistas, nas crônicas de Rubem Braga e de Nélson Rodrigues. Estava em todo lugar: na sala de casa, no consultório médico, nos elevadores, na boca dos pedreiros e dos banqueiros.
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Para quem nasceu ontem, no entanto, fumar é apenas um ato vergonhoso, quase uma fraqueza moral. O fumante é visto como um viciado, um doente, alguém que incomoda. O golpe derradeiro é a recente proibição do cigarro nos cafés franceses - ícone máximo daquela imagem idílica do cigarro como universo temático, como dimensão estética. Até isso está virando fumaça.
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Alguém dirá que o grande responsável por essa derrocada é o câncer. Acredito que o carcinoma - para não falar no mau hálito - tenha sua parcela de culpa. Mas acho que há um fator ainda mais forte para o banimento do tabaco. Trata-se do espírito hedonista do cigarro, que perdeu o lugar neste mundo prático, financista e sem graça em que vivemos. O algoz do fumacê não é a medicina: é o puritanismo.
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O cigarro é uma auto-indulgência num mundo que cobra estoicismo a todo momento. O cigarro é uma pausa, um tempo que dedicamos a nós mesmos, num mundo acelerado, em que o tempo não nos pertence mais. O cigarro é uma pequena transgressão num mundo cujas engrenagens não permitem desobediência. O cigarro é uma irracionalidade num mundo regido pela correção política. O cigarro é um prazer solitário, sujo, fora da lei, num mundo grandemente asséptico e moralista. O cigarro tem um quê de lassidão e poesia - e não há mais lugar para isso. Eis o que eu lamento: o cigarro está desaparecendo muito mais pelo que ele traz de bom ao espírito do que pelo que ele faz de mal ao corpo. Por isso tudo, desconfio que o mundo fica um lugar pior sem o cigarro.
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Texto do jornalista Adriano Silva publicado na coluna Nosso Tempo, na revista Época, n. 522, de 19/05/2008, p. 133.

dá um cigarro aê...


Consumo de cigarro cai 32% no Brasil entre 1989 e 2004
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O Brasil tem conseguido reduzir os casos de tabagismo e fugir das tendências globais de crescimento do consumo de cigarro registradas em países em desenvolvimento.Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Saúde, que também divulgou novas imagens de advertência que deverão ser impressas nas embalagens de cigarro.

O Ministro da Saúde José Gomes Temporão lançou em Brasília campanha antitabagista com o lema "Fique esperto, começar a fumar é cair na deles"

Dados do ministério apontam que, entre 1989 e 2004, o consumo per capita de cigarros no país caiu 32%. A prevalência de fumantes entre os brasileiros com mais de 15 anos de idade também diminuiu no período, passando de 32% para 17%.Esse índice, segundo o ministério, coloca o Brasil em situação favorável em relação a países desenvolvidos e em desenvolvimento, que apresentam taxas médias de 27,4% e de 28,9%, respectivamente.O percentual brasileiro de fumantes está mais próximo do registrado em países como Estados Unidos (20,8%) e Canadá (20%) do que o verificado em nações como México (34,8%) e Argentina (40,4%).
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Texto de Paula Laboissière, da Agência Brasil, publicado no Portal UOL.
FOTOGRAFIA: Web
Os grifos no texto são nossos.

levei meu cadilac...


Europa pretende restringir propagandas de carro

Anúncios podem ter de banir referências ao “prazer de dirigir”, por exemplo

Primeiro foram as restrições às propagandas de cigarro, álcool e alimentos. Agora, a União Européia pode restringir a publicidade de automóveis movidos a gasolina. Foi proposta uma série de imposições aos comerciais de veículos, a fim de estimular a produção de modelos mais econômicos – e ambientalmente corretos. Fabricantes de automóveis alemães e setores da mídia alertam para o impacto financeiro caso a medida venha a ser aprovada. Para dar o exemplo, o comissário para o meio ambiente da UE, Stavros Dimas, utiliza o híbrido Toyota Prius para trabalhar. Mesma atitude não é seguida por seus pares, adeptos de modelos de luxo das marcas Audi, BMW, Mercedes-Benz e Jaguar, movidos a... gasolina!

As propostas do órgão devem ser discutidas na primeira semana de junho, segundo a publicação "Spiegel Online". Uma das idéias é que os anúncios de jornais, revistas, cartazes e TV assinalem o consumo de gasolina e o volume de dióxido de carbono emitido por quilômetro, no caso de veículos de grande porte. Podem ser banidas referências à rapidez ou ao "prazer de dirigir". Documento da UE mencionam como objetivos "reformular a sociedade" e "mudar os hábitos de consumo e produção". Será que vai pegar?

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FONTE: Portal UOL
FOTOGRFIA: Web
Os grifos em negrito são nossos

Letras no Rio de Janeiro

A revista PALIMPSESTO – ISSN 1677-7557 –, do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, está recebendo, até 15/8/2008, artigos para sua edição de 2008 – Ano 7 – Número 7.

A partir deste número, a Revista Palimpsesto passa a ter periodicidade semestral, sendo que um número versará sobre Literatura e o outro sobre Língua Portuguesa e Lingüística.

Para o próximo número, serão aceitos artigos inéditos e resenhas escritos por pós-graduandos, em todos os campos dos estudos literários. Também publicamos resumos de teses e dissertações já defendidas. Os artigos poderão ser redigidos também em língua inglesa.

Nesta edição haverá, além dos estudos gerais nas áreas acima, um conjunto especial de artigos, constituindo um Dossiê, que versará sobre o tema "Viagens", segundo a seguinte ementa: viagens reais, imaginárias, míticas, fantásticas, diaspóricas ou de exílio, de autores ou personagens, por territórios inóspitos ou acolhedores, no campo dos estudos literários.

Maiores informações quanto à formatação e extensão dos diversos tipos de textos, consulte o site da Revista: http://www.pgletras.uerj.br/palimpsesto/.

Atenciosamente,

Revista Palimpsesto - Editoria

Marina de la Riva

Outro dia estava vendo TV e assisti a um vídeo de Marina de la Riva, cantando com Chico Buarque. Que boa surpresa! Finalmente, uma cantora que não imita a Marisa Monte e escolhe ser ela mesma!

A voz dessa cantora, que lança seu primeiro CD, é inebriante, arte pura. Marina de la Riva é brasileira, mas como seu pai era cubano e ela é metade hispanohablante, sua música latina e sua voz, cantando em espanhol, combinam de modo perfeito.

Quem conhece o podcast Maya_musique, aqui do Blog, sabe que eu sou fã de Marisa Monte - pois agora sou fã de Marina de la Riva, que ainda vai dar muito o que hablar. Este videoclip, La Caminadora, traz recortes de cenas gravadas nas ruas de Cuba, em estúdios, com Chico Buarque (que participa de seu primeiro CD) e outros artistas. Eu curto muito esse vídeo, espero que você goste!



Se você quiser ver este vídeo, vá primeiro à caixa "Maya_musique" e clique em "pause". Depois, venha aqui e clique em "play". Pode ser que na primeira passagem o vídeo saia cheio de interrupções, por conta da memória do computador. Experimente ver na segunda passagem. E aumente o som, porque a qualidade do áudio não é lá essas coisas.

Outro vídeo de Marina de la Riva:

27 de mai de 2008

Letras em Sergipe: agenda


Divulgamos os recentes lançamentos da EdUFS, a Editora da Universidade Federal de Sergipe. As obras se referem ao Departamento de Letras e ao Mestrado em Letras.

Dia 29/05/2008, às 18 horas, no Halll da Reitoria da Universidade Federal de Sergipe (UFS)
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Os autores são professores da UFS:

Dr. Raimundo Galvão - Alomorfias do léxico português;
Dra. Célia Navarro - Carlos Drumond de Andrade: o cavaleiro de tristíssima figura;
Dr. Carlos Magno e Dra. Ana Leal Cardoso - Identidades: teoria e prática;
Dr. Luiz Eduardo Meneses - Desafios da formação de professores para o séc. XXI.

Já foram lançados este ano:

Dra. Cleide Emília Faye Pedrosa - Análise Crítica do Discurso: do lingüístico ao social no gênero midiático;
Dra. Cleide Emília Faye Pedrosa (org.) - Mapeando teorias e práticas textuais;
Dr. Antônio Ponciano e Dra. Cleide Emília Faye Pedrosa (orgs.) - Língua , cultura e ensino: Multidisciplinaridade em Letras.
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fila de banco: faça valer o seu direito!


A Lei existe e está em vigor. Entrem nos links abaixo:

www.mpdft.gov.br/orgaos/cidadao/legislacao/lei2547_df.htm

www.ddcadvogados.com.br/site2008/index.php?option=com_content&task=view&id=30&Itemid=2

Vejam que a notícia relativa ao segundo link é de dezembro de 2007.

GENTE! NÃO É LENDA!!! Uma amiga mais bem informada respondeu:

Oi, da historinha não sei, mas a Lei Distrital (válida para o Distrito Federal) existe. Conheci o deputado Wilson Lima, autor da Lei 2.547/00, lá no [hospital] Sarah.

Lei nº 2.547/2000 – Lei das Filas

A lei obriga as empresas, repartições e hospitais públicos do Distrito Federal, cartórios, agências bancárias, concessionárias do serviço público a atenderem seus clientes em tempo razoável de espera, estipulado em no máximo 30 minutos. Tratando-se de agências bancárias, o tempo estipulado foi de até 20 minutos, em dias normais, e em até 30 minutos, nos dias de pagamento de pessoal, de vencimento de contas de água, luz e telefone e de tributos e em véspera ou após feriados prolongados. Para controle do prazo de atendimento desta lei deverá ser utilizada senha ou qualquer outro instrumento que identifique a data e horário de chegada e do atendimento final do usuário pelo estabelecimento. O não cumprimento da lei sujeita o infrator às penalidades estipuladas pelo Procon.
Alguém aí sabe se é lenda?

DIVULGUE ESSA MENSAGEM, É UM DIREITO QUE TEMOS. PEÇA A SUA SENHA NOS BANCOS, NÃO ENTRE DIRETO NA FILA, VOCÊ PODE GANHAR MUITO TEMPO COM ISSO. FAÇA VALER SEU DIREITO.

LEIA COM ATENÇÃO O DEPOIMENTO ABAIXO!

Vivi hoje uma experiência que confirmou uma suspeita. Há cerca de um mês eu entrei no Banco Itaú para fazer um pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: "Vou ficar horas aqui dentro".

Foi quando me lembrei da Lei que entrou em vigor na capital paulista (e em todo o Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS. Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse o limite estipulado em Lei eu encaminharia o papelucho para a prefeitura multar o banco.

Entrei na fila, e notei que de repente aquele apito que sinaliza caixa desocupado começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente. Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigada. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo? Examinei então os dois horários, de entrada e de saída, e constatei: Foram 17 minutos de fila. Ótimo!!! Eu esperava ficar mais de uma hora. Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente. Hoje, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele, fazendo cara de ***, perguntou: "Que senha? Não tem senha. Entre na fila." Eu insisti. Ele disse que não sabia de senha alguma. Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta, que dizia: "Se necessitar senha, solicite ao caixa". Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de *** e disse: "Que senha?" Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha. Então eu exigi: "A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei." O caixa, meio contra a vontade, forneceu a senha e eu entrei na fila. No início, continuou lenta, quase não andava. De repente, o mesmo fenômeno, começou a apitar que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo. Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha para autenticar, e, após a autenticação, ele se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em resposta à pergunta dela de..."E aí? Tudo bem?", o caixa respondeu: "BELEZA".

Matei a charada! "BELEZA" foi a constatação que o caixa fez. Fui atendida em 14 minutos. E a gerentona então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA: Existe, sim, um número de funcionários nos bancos suficiente para atender dignamente o público, porém eles são desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila. Eu não fico mais... Cada vez que entrar em um banco, seja na capital ou em qualquer outro município [de São Paulo, mas a Lei é válida para todo o Brasil, de acordo com as informações que recebi], eu peço a senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido. Não sejamos bobos... É só a gente divulgar e insistir para a lei pegar.

AFINAL, ELES NÃO NOS POUPAM DE NENHUM JURINHO, NÉ?

***

COLABORAÇÃO: Paula e Wilson Felix.
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