Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

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31 de out de 2007

Rápida e indolor [25]

A Nestlé solicitou uma reunião com o Papa no Vaticano. Após receber a benção do mesmo, o representante cochichou:
- Vossa Santidade, nós temos uma oferta. A Nestlé está disposta a doar US$ 50 milhões à Igreja se Vossa Santidade mudar a frase da oração Pai Nosso, de "o pão nosso de cada dia nos dai hoje" para "o chocolate nosso de cada dia nos dai hoje".
O Papa respondeu:
- Isto é impossível. A oração é bíblica e não pode ser mudada.
- Bem, disse o homem, nós já prevíamos sua relutância e, por isso, nós aumentamos a oferta para US$ 100 milhões. Tudo o que pedimos é que se mude uma palavra da frase, de "pão" para "chocolate".
Novamente o Papa respondeu:
- Isto, meu filho, é impossível. A prece fala "o pão nosso" e não pode ser mudada.
Finalmente, o homem da Nestlé disse:
- Vossa Santidade, nós da Nestlé respeitamos vossa fé, mas nós temos uma oferta final: doaremos US$ 500 milhões para a Igreja Católica, simplesmente se a frase "o pão nosso de cada dia"' for mudada para "o chocolate nosso de cada dia". Por favor, pense nisso.

No dia seguinte, o Papa convoca o Colégio dos Cardeais e diz:
- Tenho duas notícias para dar: um má e a outra boa. A boa notícia é que a Igreja vai receber uma doação de US$ 500 milhões.
- E a má notícia, Santidade?, pergunta um dos cardeais.
Responde o Papa:
- Nós vamos rescindir o contrato com a Pulmann...
***
COLABORAÇÃO: Solange Abbondanza

Maurizzio Gnerre [2]

1. Uma perspectiva histórica

Associar a uma variedade lingüística o poder da escrita foi nos últimos séculos da Idade Média uma operação que respondeu a exigências políticas e culturais. Eram grandes as diferenças entre as variedades lingüísticas correntes e o latim, modelo de língua e de poder, na europa da Idade Média. As variedades lingüísticas associadas com a escrita passaram por um claro processo de "adequação" lexical e sintática, no qual o modelo era sempre o latim. Nas obras do Rei Alfonso X, que "traduzia" no século XIII do latim para o castelhano, encontramos constantemente termos emprestados do latim e introduzidos na variedade usada com uma explicação anexa: tirano, que quiere dezir rey cruel. Colocar uma variedade oral nos moldes da língua escrita (tendo em vista a complexidade do latim) foi operação complexa, principalmente na sintaxe. Na área das conjunções e da subordinação, por exemplo, até o estabelecimento de expressões do tipo "apesar de", "a fim de ", etc., o processo foi demorado. Nos textos mais antigos as ambigüidades que muitas vezes encontramos são devidas exatamente ao fato de que umas construções usadas na língua escrita estavam ainda em fase de elaboração e definição. As línguas românicas levaram tempo para chegar a ser variedades escritas de complexidade comparável à do modelo que visavam, o latim.

A segunda etapa no processo de fixação de uma norma foi constituída pela associação da variedade já estabelecida como língua escrita com a tradição gramatical greco-latina. A tradição gramatical até o começo da idade moderna era associada somente com as duas línguas clássicas.

O pensamento lingüístico grego apontou o caminho da elaboração ideológica de legitimação de uma variedade lingüística de prestígio. Desde o "legislador" platônico que impõe e escolhe os nomes apropriados dos objetos, até chegar à tradição gramatical divulgada, estruturada talvez na época alexandrina, a elaboração da ideologia e da reflexão relativas à linguagem foi constante. Na nossa perspectiva atual, nos primórdios desta tradição da especulação lingüística se coloca Platão e a visão quase que mítica de um originário escolhedor de nomes que atribuía os nomes apropriados aos objetos. Tal visão estava ainda longe do processo de elaboração nos moldes conceituais dentro dos quais foi colocada a língua grega na idade alexandrina, e mais tarde a língua latina. Era inspirada porém pela atitude de total confiança no valor da língua ática, que merecia mitos de origem e especulação lógico-filosófica.

Somente com o começo da expansão colonial ibérica, na segunda metade do século XV, e com a estruturação definitiva dos poderes centrais dos estados europeus, os moldes da gramática greco-latina (segundo a tradição de sistematização de Dionísio da Trácia) foram utilizados para valorizar as variedades lingüísticas escritas, já associadas com os poderes centrais e/ou com as regiões economicamente mais fortes. A afirmação de uma variedade lingüística era, no caso da Espanha e de Portugal do fim do século XVI, uma dupla afirmação de poder: em termos internos, em relação às outras variedades lingüísticas usadas na época que eram quase que automaticamente reduzidas a "dialetos" e, em termos externos, em relação às línguas dos povos que ficavam na área da influência colonial. Na introdução da primeira gramática de uma língua diferente das duas línguas clássicas, a da língua castelhana, de Antonio de Nebrija (1492), encontramos as justificativas da existência da mesma gramática. Tais justificativas são colocadas em termos de utilidade da sistematização gramatical para a difusão da língua entre os povos "bárbaros". No contexto da corrida para as conquistas coloniais e da concorrência entre Espanha e Portugal é facilmente explicável o fato de que começasse a ser elaborada para a língua portuguesa uma construção ideológica para elevá-la e para ordená-la nos moldes gramaticais. Fernão de Oliveira, na introdução da sua gramática de 1536, mencionava a expansão da língua portuguesa entre os povos das terras descobertas e conquistadas. Foi João de Barros, porém, que realmente considerou o papel da língua portuguesa na expansão colonial. O que é relevante aqui é evidenciar que nem Nebrija, nem Fernão de Oliveira, nem João de Barros perceberam a operação da qual eles estavam participando em termos de uso interno da variedade "gramaticalizada". A língua era um instrumento cujo poder nas relações externas era reconhecido; os autores, porém, não mencionavam o instrumento de poder interno, apesar de termos alguns indícios também nesta direção. Assim, Nebrija escrevia na introdução da sua gramática: "a língua sempre acompanhou a dominação e a seguiu, de tal modo que juntas cresceram, juntas floresceram e, afinal, sua queda foi comum." João de Barros, quase cinqüenta anos depois, apresentava uma visão mais articulada: a língua é para ele (no Diálogo em Louvor da nossa Linguagem) um instrumento para a difusão da "doutrina" e dos "costumes", mas não é somente instrumento de difusão, pois "as armas e padrõesportugueses [...] materiais são e pode-os o tempo gastar, pero não gastará a doutrina, costumes e a linguagem que os Portugueses nestas terras deixaram". Quer dizer, a língua será o instrumento para perpetuar a presença portuguesa, também quando a dominação acabe.

A legitimação é um processo que tem como componente essencial a criação de mitos de origem. Assim, quando a gramática das línguas românicas foi instituída como um dos instrumentos de legitimação do poder de uma variedade lingüística sobre as outras, desenvolveu-se toda uma perspectiva ideológica visando a justificá-la. Desde a metade do século XVI, começou uma corrida dos letrados e dos humanistas para conseguir demonstrar genealogias míticas para as línguas das casas reinantes às quais serviam. Johan Van Gorp Becan, de Antuérpia, propunha em 1569 que todas as línguas fossem derivadas das línguas germânicas e Guillelm Posters e Stefano afirmavam que a língua dos antigos gauleses era a originária, para demonstrar a propriedade do francês. O valor do instrumento da linguagem era claramente apreciado no século XVI e a construção de aparato mítico-ideológico em torno das línguas de "cultura" foi um emprenho sério dos letrados e humanistas.

Leite de Vasconcelos (1931, p. 865), referindo-se à história da tradição gramatical e filosófica portuguesa entre o século XVI e a idade pombalina, escreveu que "este período da nossa filologia pode caracterizar-se pelo seguinte: preocupação, nos gramáticos, da semelhança da gramática latina com a portuguesa... e sentimento patriótico da superioridade da língua portuguesa em face das outras, principalmente da castelhana, sua concorrente temível".

A língua dos gramáticos é um produto elaborado que tem a função de ser uma norma imposta sobre a diversidade. Duarte Nunes de Leão, na Origem da Língua Portuguesa (1606) escrevia: "E por muita semelhança que a nossa língua tem com ella (a latina) e que he a maior que nenhua língua tem com outra, & tal que em muitas palavras & periodos podemos fallar, que sejão juntamente latinos & portugueses". Falando de tal semelhança, Nunes de Leão se refere, na realidade, ao produto lingüístico do trabalho literário e gramatical, à língua "construída" durante séculos de elaboração contínua para ser utilizada como língua do poder político e cultural. Por isto ele aponta o "bom uso" lingüístico da corte e alerta contra as possíveis influências negativas de proveniência plebéia.

A distância entre a língua codificada na gramática e a realidade da variação devia ser enorme já na época em que a associação entre uma variedade e a escrita, antes, e a tradição gramatical, depois, foram realizadas. M. Bakhtin-V. Voloshinov aponta as relações entre a sistematização formalista e a produção cultural:

Os criadores - iniciadores de novas correntes ideológicas - nunca sentem necessidade de formalizar sistematicamente. A sistematização aparece quando nos sentimos sob a dominação de um pensamento autoritário aceito como tal. É preciso que a época de criatividade acabe: só aí é que então começa a sistematização-formalização; é o trabalho dos herdeiros e dos epígonos dominados pela palavra alheia que parou de ressoar. A orientação da corrente em evolução nunca pode ser formalizada e sistematizada. Esta é a razão pela qual o pensamento gramatical formalista e sistematizante desenvolveu-se com toda plenitude e vigor no campo das línguas mortas e, ainda, somente nos casos em que essas línguas perderam, até certo ponto, sua influência e seu caráter autoritário sagrado. A reflexão lingüística de caráter formal-sistemático foi inevitavelmente coagida a adotar em relação às línguas vivas uma posição conservadora, isto é, a tratar a língua viva como se fosse algo acabado, o que implica uma atitude hostil em relação a todas as inovações lingüísticas. (1979: 89)

(...)

GNERRE, Maurizzio. Linguagem, Escrita e Poder. São Paulo: Martins Fontes, 1987, p. 7-12.

Fernando Pessoa [7]





AUTOPSICOGRAFIA


O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

30 de out de 2007

tua ausência

Tua ausência me dói
como uma ferida que não tenho ainda,
uma bala perdida que não me encontrou.
Tua não-existência em minha vida,
à noite, quando teus braços não me envolvem,
é o vazio mais povoado de tristeza que já senti.
De manhã, entra a luz pela janela
e o teu lugar na cama não existe.
A xícara de café que deveria ser tua
fica dentro do armário escuro.
As perguntas bobas que eu tinha pra te fazer
continuam bobas, mas já se calaram.
.
Amor, quanta tristeza em não existir-te!
Amor, por que o nada nos acompanha
tão solenemente a cada dia?
O nada em meus braços, o nada que abraço,
teus olhos em meus sonhos,
meus sonhos que eu mesma desfaço.
.
Amor, ontem te chamei baixinho,
falei do nosso filho,
que não existirá.
Que lindo era ele!
Tinha a tua boca, os pés iguais aos teus,
e era tudo tão sublime que eu
não me permiti nada dizer.
.
Amor, daí de onde estás
eu te vejo agora.
Eu te sinto, eu te sei.
Amor, és um nada com o qual sempre sonhei,
és a ilusão mais real que já vi.
Amor,
eu choro aqui, só,
tão longe de ti.
.
***
Mayalu Felix
São Luis, 30/10/2007.

Ariovaldo Ramos [2]

Humanitária, nunca humanista

A fé cristã é humanitária e não humanista. O humanismo acredita na bondade intrínseca do homem; já a fé cristã afirma que o homem é mau e constantemente mau o seu desígnio.

Quando a raça humana caiu, tudo o que permaneceu de bom nela é fruto do ato divino de emprestar, aos humanos, algo dos seus atributos comunicáveis.

Ao rompermos com Deus escolhemos ser o oposto dele, logo, escolhemos a maldade como estilo de vida.

Agora, como Deus é o lugar onde vivemos, nos movemos e existimos, ao rompermos com Deus, deveríamos ter deixado de existir, uma vez que fora de Deus nada existe ou pode existir.

Então, ao rompermos com Deus dois milagres aconteceram conosco: 1- fomos mantidos na existência, logo, fomos mantidos em Deus. 2- algo da bondade de Deus foi depositada em nós, de modo que, embora optando pela maldade, continuamos a saber e fazer o bem de várias maneiras.

Essa possibilidade do bem, em nós, não é mais intrínseca à humanidade, é fruto desse depósito de bondade de Deus em nós. Assim, na mesma medida em que não acreditamos que os seres humanos sejam capazes de, por si mesmos, fazer o bem, acreditamos que vale a pena investir na humanidade porque algo da bondade de Deus lhe foi emprestada. O que torna possível a pessoas que não amam a Deus amarem o próximo.

A fé cristã é humanitária, acredita que investir no bem da humanidade vale a pena, porque a bondade de Deus está atuando na humanidade e pela humanidade.

A fé cristã não se ilude com a humanidade, mas, ao mesmo tempo, não perde a esperança na humanidade.

A fé cristã luta pela humanidade porque sabe que essa é a luta de Deus.

***

Texto de Ariovaldo Ramos, extraído de seu Blog.

sim...

Diferentemente Lindo
.
Diferentemente lindo
Surpreendentemente belo
Não me compare, sou incomum
Não me provoque, eu sou todos e cada um
Sou feito de Teresas e Souzas
Erundinas urbanas, rurais
Um misto de Rodin, Baudelaire, Visconde de Taunay
Sou Coliseu, Champs Elyseés
Sou terra batida, eu sou sapê
Um pouco de tudo que é seu
Assim sou eu
Diferentemente lindo
Surpreendentemente belo
Não me compare, sou incomum
Não me provoque, eu sou todos e cada um
Sou malemolência no olhar
Às vezes o descontrole do mar
Não queira conhecer o meu eu
Não tente ser o meu Prometeu
Minha timidez é secreta
Se constrangida vira vulcão
Sou poesia abstrata e concreta
Eu sou camaleão
Diferentemente lindo
Surpreendentemente belo...

Chiclete com Banana

Racismo, aborto e genocídio no Rio de Janeiro

Governador genocida (2)
O Pôncio Pilatos do Palácio Guanabara
A morte de negros e pobres de agora em diante está publicamente autorizada...

Em um dos capítulos de O Príncipe, Maquiavel indicava a um chefe de estado como deveria agir para evitar ser desprezado e odiado. O referido florentino afirmava que as ações de um príncipe deveriam ser reconhecidas pela grandeza, coragem, gravidade e fortaleza. O chefe de estado deveria furtar-se a ações que fizessem-no ser visto como volúvel, leviano, pusilânime e irresoluto.

Seguindo a cartilha maquiavélica, o governador Sérgio Cabral vem perdendo várias oportunidades de se tornar um “príncipe” estimado entre a população. As duas últimas declarações saídas do seu governo, a primeira proferida pelo seu secretário de segurança e a segunda dita pelo próprio Sérgio Cabral deram um golpe de morte a qualquer tentativa cidadã de política de segurança. As seguidas carnificinas promovidas pela polícia do Rio de Janeiro a as declarações legitimadoras desses dois “representantes do povo” extinguiram qualquer possibilidade de uma ação anti-racista e includente.

A morte de negros e pobres de agora em diante está publicamente autorizada e a favela permanece o teatro de operações em que as assim chamadas políticas de segurança estarão livres para agir: seja no controle da natalidade, evitando a “fábrica de marginais”, seja exterminando todo e qualquer elemento suspeito. Qualquer negro, pobre ou favelado é uma ameaça em potencial!!!

O governador Sérgio Cabral só aparece nas manchetes relativas a confrontos com traficantes. A grande discussão no seu governo é se o confronto é a melhor das estratégias para derrotar o tráfico. Depois de oito anos de políticas assistencialistas dos governos anteriores, continuamos esperando a tão sonhada conciliação defendida durante a campanha eleitoral. Até aqui a impressão causada pelo governo Sérgio Cabral é a de que este compartilha das convicções de Washington Luis a quem se atribui a famosa frase “questão social é questão de policia”. Essa impressão é reforçada pela obscuridade a que foram relegadas as políticas sociais neste governo. Seria polícia o principal instrumento das políticas sociais do Estado?

Nosso governador parece estar governando o Rio de Janeiro em plena década de 20 do século passado, quando as teorias eugenistas e a criminologia de Lombroso eram grandes novidades e se colocavam como bases teóricas para execução de políticas de governo. Se o governador pretende entrar para história ele tem antecessores de peso que conseguiram alçar essas idéias ao sucesso, mesmo que de forma transitória. Como se pode ver, os exemplos de Hitler e Mussolini jamais cessaram de ser cultivadas no decurso das intervenções governamentais da história brasileira.

Tal é a filosofia a que parece aderir o governador que recebeu 68% dos votos válidos do Rio de Janeiro. No entanto, verdade seja dita, Sérgio Cabral profere uma opinião aceita por numerosas personalidades, desde que o Brasil é Brasil, no Rio de Janeiro e fora dele. Como se pode ver (e cabe lembrar as declarações do Biólogo James Watson) ele não fez mais do que exprimir uma concepção de uma parcela da sociedade brasileira, aquela que consiste em procurar para os grupos sociais, uma origem distinta, gloriosa para alguns e decadente e perniciosa para outros.

No coração carioca a favela é o novo cristo redivivo. Ninguém acredita no poder redentor desta parte da população, muitos riem de suas desgraças, vêem seus moradores carregando suas cruzes e blasfemam pensando estarem lidando com heresias. E o que outrora foram pregos e chicotadas agora são balas de fuzil da guarda do Pilatos do Palácio Guanabara.

Diariamente, para nos salvar do clima de violência carioca, para obter o perdão e diminuir a culpa pequeno burguesa de alguns grupos e nos devolver a graça e beleza do tempo em que “Ipanema era só felicidade”, voltamos às práticas de sacrifícios coletivos em que milhares de vidas de negros e pobres são oferecidos para uma força maligna idolatrada por todos aqueles que compactuam com esse genocídio.

Neste novo cenário, a via-crúcis da população pobre do Rio de Janeiro está nos estágios preliminares de sua escalada. Os esforços do governo para conseguir adesão e solidariedade nos segmentos que vivenciam o extermínio mediante artifícios midiáticos não estão surtindo efeito. O governo do Sérgio Cabral que conquistou grande índice votos nesses segmentos, não está poupando os seus próprios eleitores e está entregando-os à morte em nome da Família, do Estado e da Propriedade. E a favela sofre, fazendo-nos crer que seu sacrifício pode salvar-nos, pondo-nos a refletir e relativizar o sexto mandamento: não matarás!

Será que Sérgio Cabral esqueceu que do ventre de uma dessas mulheres que ele atribuiu como fábrica de marginais saiu o nosso Presidente Lula, aliado de grande importância para o governador? Poderia ele ser racista tendo um pai que embora branco possui características tão negróides? Será que o governador se lembra de que como nós, muitos outros negros votaram nele e hoje pensam nesse voto com constrangimento e vergonha?


De repente .
Uma voz de ai ai se estrangula no fundo do mato:
- não fui eee...u
Bate a porteira da tocaia: Páa
Esta pancada seca
Ouve-se por todo o Brasil.
Raul Bopp
______________________________
Texto de Lenora Louro, psiquiatra, e Rogerio José, historiador, publicado no Jornal Recomeço, Blog de Glória Reis.
FOTOGRAFIA: Web

29 de out de 2007

Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite: a trindade brasileira.

Meninos, eu vi. Eu vi os três filmes, os dois primeiros umas três vezes. E ontem vi, finalmente, Tropa de Elite. Do início ao fim o filme é eletrizante. É claro, não pude deixar de me lembrar dos dois primeiros filmes que cito aqui.

Carandiru, baseado em livro homônimo de Dráuzio Varella, médico que atendia os presos, traz uma visão romântica dos apenados e do sistema carcerário. Lady Di, o travesti interpretado por Rodrigo Santoro, era mais chique e refinado que qualquer madame da Zona Sul do Rio. Nenhum bandido, no fundo, tinha realmente culpa por nada. E o que parecia ser cruel se arrependeu, foi tomado por sonhos e visões e se converteu ao cristianismo. O personagem de Mylton Gonçalves, Seo Chico, parecia um padre, de tão bonachão. Mas o filme denunciou também a Chacina do Carandiru, famosa, 111 mortos. Na verdade, o filme retratou a chacina como chacina, não como ato de justiça social. Mostrou a truculência da polícia como algo realmente estúpido. Ninguém viu, no filme, os familiares dos policiais. Os parentes dos presos, no entanto apareciam em diferentes contextos. Isso humaniza a figura do presidiário e desumaniza a do policial. Há alguma coisa que emocione mais que saber que um cara pode até ser "mau", mas tem mãe, irmãos, família que sofre por ele? Isso foi mostrado em Carandiru, que eu considero um filme ingênuo sob certos aspectos, crítico e realista sob outros.

Cidade de Deus, filme dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, baseado no livro homônimo de Paulo Lins, já mostra o crime do lado de fora da prisão, numa das maiores favelas do Rio de Janeiro. Não há economia nas crueldades de Zé Pequeno e sua turma, mas a narrativa do jovem que, favelado e negro, escapa do crime, é praticamente isenta de julgamentos. Ele conta o que acontece como alguém que não se espanta mais com nada, que que é de dentro da comunidade, conhece os traficantes desde a infância e acompanhou a evolução de cada história. A polícia, no filme, é mostrada como corrupta, inoperante e incompetente. A classe média vai ao morro e fuma maconha, cheira cocaína, mas tudo isso é mostrado ainda romanticamente. De certa forma, Cidade de Deus é o filme que talvez mais busque um equilíbrio entre críticas e justificativas. Sim, o tráfico de drogas é péssimo. Mas os traficantes nascem numa merda de situação que praticamente não lhes deixa escolha. Fazer a escolha pela vida fora do crime é fazer a escolha pelo imoral salário mínimo, pela luta contra toda sorte de dificuldades no mundo do asfalto, dos brancos, onde se deve vencer na vida. E a classe média "intelectual", os estudantes, estão lá, no morro, comprando a droga e ajudando o traficante a se armar para matar quem quer que seja preciso. A relação dos traficantes com os moradores da favela que não fazem parte do crime é outro ponto interessante. Ela é mostrada como pacífica, e a submissão e o medo não são bem o foco da narrativa. Não há conflitos. Na festa que é dada em homenagem ao Bené, amigo traficante gente boa, parceiro de infância do Zé Pequeno, todas as tribos estão lá: os evangélicos, os pagodeiros, os da black music, os rappers... ou seja, o traficante, numa favela sem esgoto, sem escola que preste, sem segurança, sem nada, é visto como um protetor. Ele protege sua comunidade, pois precisa dela. A comunidade, por sua vez, por medo, respeito, admiração etc., é cúmplice do tráfico. Isso foi mostrado em Cidade de Deus, que eu considero um filme ingênuo sob certos aspectos, crítico e realista sob outros.

Tropa de Elite, filme baseado em trecho do livro Elite da Tropa, de Rodrigo Pimentel, ex-policial do Bope, e Luís Eduardo Soares, já elabora um discurso bem diferente. A ótica do filme é a da polícia. A narrativa não é a de um favelado, como em Cidade de Deus. Em Tropa de Elite, dirigido por José Padilha, a voz é dada a um capitão do Bope, brilhantemente interpretado pelo não menos brilhante Wagner Moura. Assim como os traficantes são mostrados de forma romântica, bem humorada e simpática, em Cidade de Deus, em Tropa de Elite o Bope é visto como uma categoria santificada da Polícia: honestíssima, atenta aos valores da tradição, da família e da propriedade, justa e leal. Não há corruptos e desonestos no Bope - eu diria que, pela ótica do filme, o Bope é a única instituição brasileira, diria até mesmo mundial, incorruptível. Os policiais têm suas famílias, mas vivem sob tanta pressão que sacrificam suas vidas familiares - a esposa grávida, o filho que acaba de nascer - para cumprir devotamente seu dever de levar a justiça e a ordem à favela e proteger a sociedade. Assim, é justificável e compreensível que os policiais do Bope - Tropa de Elite que só existe no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, segundo ouvi do MV Bill na sua palestra - entre na favela matando todo mundo. Não interessa quem morre, "guerra é guerra", já diz didaticamente o Capitão Nascimento.

Guerra contra o tráfico ou guerra contra a favela, a pobreza? Então, se o cara tá na rua, em frente à sua casa, conversando com seu vizinho, mas mora na favela e é negro, pode ser uma vítima do Bope. As vítimas do Bope, aliás, dizem as estatísticas, são majoritariamente homens negros e pobres. Que não têm ficha na polícia, que trabalham ou estudam. O Bope mata mais inocentes que traficantes. Não que a matança do traficante se justifique, mas a do inocente nos parece bem mais canalha. Então, no frigir dos ovos, não importa se a vítima é ou não envolvida com o crime. O que importa é que o sacrifício que os policiais do Bope fazem pelo combate ao crime justifica a morte de estudantes, trabalhadores, cidadãos que não têm direito a cidadania nenhuma, no final das contas. Putz! O Capitão Nascimento vai ser pai! Não pode acompanhar o exame ultra-som da mulher! Bando de f.d.p., ele tá estressado por causa de vocês! É uma boa pessoa que tem sentimentos, por isso, se alguém morrer por engano, ninguém fique chateado, pois errar é humano.

A visão maniqueísta que há entre Bope vs Polícia Militar é também interessante. Ninguém na PM presta, são todos corruptos, covardes, uns merdinhas. Os dois que prestavam foram logo para o Bope, é claro. Lá no Bope, sim, os honestos se encontram. Os justiceiros se regozijam. Os bons seguem os bons.

Quando o MV Bill falou, durante sua palestra aqui em São Luis, que o filme retratava a realidade das favelas no Rio em sua relação com a polícia, fiquei meio confusa. Havia lido críticas a respeito de Tropa de Elite nada encorajadoras. Mas ontem, depois de ver o filme, eu entendi. Meu irmão, a polícia atira primeiro e pergunta depois. Mata a sangue frio, e isso é ser um verdadeiro "policial do Bope". Legitima-se a tortura como método válido de obtenção de informações. Exatamente como os militares faziam nos porões do DOI/COD, durante a ditadura. Mas, como os "comunistas" torturados eram quase sempre de classe média, e como ainda havia algum tipo de desconforto em relação à divulgação da tortura, tudo era feito nos porões, secretamente, às escuras. Em Tropa de Elite, não, o saco plástico vai na cabeça de qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar - qualquer lugar da favela, é claro. O Bope passa por cima de mecanismos legais e o bandido não tem nem mesmo o direito de ir para o Carandiru: ele recebe logo a pena de morte. Nasceu mau, nasceu pobre, nasceu preto e ainda é traficante. Não dá outra, mané, bala nele. Aliás, soube de duas coisas, há algum tempo, que me fizeram pensar bastante...

Primeiro: cada preso, no Brasil, deve comer 100 gramas de carne por dia, isso é lei. Num país em que um trabalhador que ganha salário mínimo não pode comer carne, nem ele nem sua família, porque o dinheiro não dá pra comprar, o criminoso que vai para a cadeia come carne com o dinheiro dos impostos que a sociedade paga, que a elite branca faz questão de dizer que paga. Paga, mas não se importa se esse dinheiro vai lá pra fora sustentar os juros da dívida externa, via superávit primário. Aí paga, cobra segurança, cobra melhorias e os políticos não podem dizer nada, porque não dá pra investir para melhorar a vida das pessoas. O que dá pra fazer, que a verba é curta, é treinar o Bope pra matar os pobres. O problema não é tanto o preso comer 100 gramas de carne por dia, mas sim o fato de que a quase totalidade das prisões não reeduca, não reabilita, não regenera. São depósitos de carne humana ainda viva, que fica o dia inteiro numa cela fedida com mais uns vinte, lotada. Ali o detento não aprende nada, não trabalha, não se prepara para sair e, de fato, reconstruir a vida, tomar outro rumo. Aí o preso é solto e volta ao crime, que é um caminho mais seguro, no qual ele não sofre rejeição nem enfrenta dificuldades por ser ex-presidiário. Então, ainda que as cadeias brasileiras sejam uma porcaria, custam "caro" ao Estado, assim como as escolas públicas, que não ensinam, os hospitais públicos, que não curam, e todo e qualquer serviço público destinado a atender os pobres, que são em sua maioria pretos, favelados, trabalhadores que vendem sua força de trabalho, mão-de-obra não-especializada, bem baratinho - porque se alguém me disser que um salário mínimo não é um preço baratinho eu vou rir. Aliás, o salário mínimo do Brasil é o mais em conta da América Latina. Acho que só perdemos para um ou dois países.

Então, que bom, o Papa vem ao Rio e aí tudo funciona. O governador gasta uma grana preta, com a bênção do Lula, e banca os luxuosos Jogos Pan-Americanos. Mas não pega esse dinheiro e põe esgoto na favela. Não coloca água potável na favela. Não melhora as escolas públicas nem os salários dos professores. Não equipa nem reforma os hospitais. E o Governo Federal, que "distribui renda" mas não tira o pobre de sua condição de pedinte e beneficiário eterno de esmolas e assistencialismos, nega-lhe o direito de trabalhar dignamente e receber um salário também digno por isso. Salário mínimo razoável? R$ 1.000,00 por mês. Isso seria, de fato, o mínimo para alguém sobreviver. Ah, que absurdo! Vai quebrar o país, vai quebrar a Previdência, vai quebrar a bolsa, o mercado vai ficar de mau humor! Mas você, mané, que lê este texto agora, não deve sustentar uma família inteira com menos de R$ 400,00.

Outra coisa que me chamou a atenção no filme: a denúncia (na verdade, isso todo mundo já sabe) de que a classe média que se diz consciente politicamente é, toda ela, consumidora de drogas e cúmplice do tráfico. O que ocorre, em Tropa de Elite, é uma generalização desonesta, porque nem todas as ONGs são espúrias, e nem todas as pessoas de classe média usam drogas. Generalizações: todo policial do Bope é honesto. Todo favelado é bandido, e se não é ainda, certamente o será. Toda a classe média que tem um pensamento crítico a respeito da sociedade é drogada. .... !!! : 0

Eu concordo, sim, que o consumo da droga passa pela compra, pela grana que vai financiar a compra das armas (e isso, em Cidade de Deus, fica bem claro, também, ainda que seja mostrado de forma não tão enfática) e, por conseqüência, a violência, o aliciamento de menores etc. Assim como os homens que pagam prostitutas (ou, chiquemente falando, "garotas de programa") financiam a prostituição, e lá em Brasília houve há pouco tempo uma cafetina famosa que ameaçou jogar sua agenda de ouro no ventilador, caso sobrasse pra ela no famoso mas já esquecido "Caso Palocci". Havia nessa agenda nomes de pessoas conhecidas, políticos famosos, empresários nota dez que pagavam pra obter os serviços sexuais de prostitutas, pra fazer orgias em casas chiques no Lago Sul. Quem sabe alguns desses também não fumavam um, não cheiravam cocaína? Ou você acredita em Papai Noel?

O consumo de maconha, andei lendo, não é pior do que o consumo do álcool. Mas as propagandas do álcool, caríssimas, trazem o Zeca Pagodinho, a Juliana Paes, o Fábio Assunção... Você já viu algum deles fazer propaganda de outras drogas? Nos anos 70 os artistas faziam propaganda de cigarro, mas aí começou a pegar mal, e a propaganda de cigarro acabou. Mas o álcool está aí, com tudo. Apesar de o alcoolismo ser considerado, pela Organização Mundial de Saúde, "a pior doença psicossocial do mundo", o álcool é a droga que turbina a maioria dos homens que estupram, espancam, matam mulheres, dentro ou fora de casa. Porque o pobre, o "bandido", não tem grana pra comprar cocaína, mas paga um ou dois reais por uma dose de cachaça (ou um pouco mais por algumas garrafas da "boa", ou da "redonda") em qualquer bar da esquina, da favela à Zona Sul, do Oiapoque ao Chuí. O álcool é o maior responsável pelos acidentes automobilísticos com vítimas fatais. Ou seja, cerveja.

O rico, aliás, joga para baixo do tapete seus casos de violência doméstica. Elementar, meu caro Watson, isso pega muito mal para um "cidadão de bem", que até cheira cocaína e agride, mas a gente sabe que nunca vai preso, e se vai sai logo do xadrez. O rico compra a cocaína, compra a maconha, mas quem aparece é o traficante. É verdade que não há discurso foucaultiano que justifique o uso de drogas no Brasil. Não pela droga em si, mas por todas as conseqüências que seu consumo acarreta. Mas não há justificativa, por outro lado, para que todos os docinhos da Rede Globo, com seu carisma e popularidade de novela, façam propaganda de droga pra ganhar uma boa grana e mobiliar o duplex que compraram na Barra. Mas eu pergunto: quantas mulheres ainda vão ser espancadas e mortas para que uma Juliana Paes ganhe seu dinheirinho pra mostrar a bunda em propaganda de cerveja? Quantas crianças começarão a beber em casa mesmo, e se tornarão alcoólatras, para que um Zeca Pagodinho faça suas feijoadas em Xerém?

Porque álcool é droga, também. Assim como o cigarro, responsável por mais de 80% dos cânceres de pulmão em todo o mundo. O câncer de pulmão é o que mais mata. Só que os donos da área dessas drogas são senhores riquíssimos, engravatados, proprietários de iates, homens "de bem", dentro da Lei, brancos e honestos! Que sucesso! Então, se uma criança ou um adolescente bebe cachaça, bebe cerveja, o problema é da criança e dos pais. Mas, se uma criança ou um adolescente fumam maconha ou crack, aí o f.d.p. é o traficante! Numa coisa eu concordo com o filme: são os usuários das drogas que, no final das contas, sustentam a enorme imbecilidade do comércio legal ou ilegal ("tráfico") de drogas, e seu farto consumo. E é a desigualdade social, fruto em sua grande parte da desonestidade da maioria dos políticos em que a sociedade vota, que sustenta uma anormalidade como o Bope.

O MV Bill disse outra coisa que me assustou, e que eu já disse, mas vou repetir: dos que morrem nos confrontos com a polícia, nas favelas, a maioria não vive do tráfico, nem da prostituição, nem do roubo. O Mensageiro da Verdade Bill contou que muitas mães, cujos filhos são assassinados porque o Bope é "faca na caveira", chegam até ele e mostram os documentos dos seus filhos, chorando contra a injustiça de ver o filho morto: carteira de trabalho assinada, nada-consta da Justiça e da Polícia, certificado de reservista, título de eleitor. E morreu, mané, porque era preto, pobre e estava na favela. Isso é muito claro no filme. Não, não cabe repensar estratégias, saber realmente quem é o criminoso e prender o cara, para que ele seja julgado pelo crime que cometeu, afastado do convívio da sociedade e reeducado, regenerado para mudar de vida. O negócio é morder o cachorro que te mordeu. Sair atirando a esmo, torturar para obter informações, invadir a casa do pobre à noite e sair ameaçando quem quer que seja. O Haiti é aqui? Não, Guantánamo é aqui! Vale tudo, na luta valorosa contra o tráfico. Que heróis, esses caras do Bope.

O que eu queria, mesmo, é que eles entrassem em guerra contra a corrupção-mãe, a fonte, porque me parece que a Polícia Federal e a "Justiça" não dão conta do recado. Queria que o Capitão Nascimento fosse a Brasília e fizesse uma operação tática no Congresso Nacional, nos Ministérios, no Judiciário! Tem peixe graudo lá, Capitão Nascimento! Tem chefe de tráfico lá, Capitão Nascimento! Tem agenciador de prostituição lá, Capitão Nascimento! Tem corrupto por lá, Capitão Nascimento! Ao trabalho, tudo pela Pátria!

Eu queria que o Bope pegasse a lista dos empresários e dos políticos que não pagam impostos e mandam seu dinheiro ilegalmente para o exterior, que trabalham com doleiros, e entrasse em seus apês de luxo e casas com piscina, de madrugada, faca na caveira, atirando muito, saco plástico na mão. Aí, Capitão Nascimento, se algum deles disser que não sabe de nada, ou se recusar a responder porque a "Justiça" lhe concedeu esse direito, enfia o saco plástico na cabeça do cara até ele falar a verdade, OK? Pergunte por que o cara não paga imposto. Quantas crianças vão ficar sem uma escola decente e sem um hospital digno pra que esses caras continuem a não pagar impostos e passem suas férias em Paris tomando champagne Veuve Clicquot? Vai lá no Palácio do Planalto, Capitão Nascimento, e corte não o dedo, mas o braço inteiro do Lula, pra que ele diga por que privilegia o pagamento dos juros da dívida externa e o lucro dos bancos, por que nada faz contra a absurda Lei de "Responsabilidade Fiscal", por que não acaba com a CPMF e não investe nesta p. deste país. Tropa de Elite pega geral? Então pega geral, mas tem que pegar MESMO, OK? E quando um desses caras de colarinho branco se incomodar, mostre a ele a favela e pergunte quem é o responsável pela favela. Sim, pergunte quem é o responsável pela miséria, pelo abandono, pelo desemprego da favela. Se ele disser que é a queda do dólar, diga-lhe a verdade: "Não, o responsável pela favela é VOCÊ". Isso não foi mostrado em Tropa de Elite, que eu considero um filme ingênuo sob certos aspectos, crítico e realista sob outros.

***
Maya Felix
São Luis, 28/10/2007.

RETIRADA DE LINK

RETIREI O LINK PARA A "CRÔNICA" QUE O LUIZ MOTT ESCREVEU EM VIRTUDE DE SEU CONTEÚDO OBSCENO. HÁ ADOLESCENTES QUE ACESSAM MEU BLOG! SE QUISEREM MAIS INFORMAÇÕES ACERCA DO COMBATE À PEDOFILIA, É SÓ IR AO GOOGLE.
.
ESSE SR., LUIZ MOTT, FAZ APOLOGIA À PEDOFILIA, NESTA "CRÔNICA" PARA O QUAL HAVIA LINK NESTE POST. EU PERGUNTO: PEDOFILIA NÃO É CRIME? APOLOGIA À PEDOFILIA NÃO É CRIME? APOLOGIA AO CRIME NÃO É CRIME? E SE FOSSE COM OS SEUS FILHOS? E SE FOSSE COM OS SEUS SOBRINHOS? O QUE VOCÊ FARIA?

28 de out de 2007

Davi Canto, um encanto de sobrinho - parte IV

SEXTA-FEIRA, DIA 19/10/2007
O Davi não gosta de ficar no carro, na sua cadeirinha, principalmente quando está com sono. Acompanhem a evolução do natural "me tirem daqui!" do Davi. A primeira foto foi ele quem tirou. As outras são minhas.


SÁBADO, 20/10/2007
Em casa, antes e durante o almoço, o Davi, a Paula, eu, a mamãe, a vovó e a do Carmo. A Paula tenta comer siri e dar comida pro Davi ao mesmo tempo : P
Depois no almoço nos arrumamos para visitar os pais do Marcelo, avós do Davi...
A primeira foto, de tendência pós-moderna, foi tirada pelo Davi.
"Eu amo esta cadeirinha!"

A casa dos avós paternos do Davi, Paulo Roberto Canto Costa e Ana Clara Canto Costa, é bem bonita, tranqüila... Muito verde, muitas árvores, passarinhos, iguanas, sapos etc...
Davi e seu vô Paulo Roberto... Na outra foto, Davi, Paulo Roberto e Ana Clara!



De noite fomos comer uma pizza... Eu, a mamãe e a Paula.

Mas antes de descer do meu carro tirei fotos de mim mesma e agora descubro que devo emagrecer pelo menos uns três quilos, urgentemente.

Cheguei primeiro à pizzaria, depois chegaram a Paula e a mamãe. Na verdade eu comi uma salada, pizza, sobremesa e café, e tomei uma taça de vinho. Pelo menos a água mineral eu sei que não engorda.


DOMINGO, 21/10/2007

No aeroporto...







"Pelo amor de Deus, nós vamos perder este vôo!!! Chega de despedidas, não agüento mais!!!"

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